Archive for Outubro, 2011
Euro-2012 – Sorteio do “Play-off”
Realizou-se hoje em Cracóvia, Polónia, o sorteio dos jogos do play-off de apuramento para o Campeonato da Europa de Futebol de 2012, com o seguinte alinhamento (1ª mão a 11 e 12 de Novembro; 2ª mão a 15 de Novembro):
Turquia – Croácia
Estónia – Irlanda
R. Checa – Montenegro
Bósnia-Herzegovina – Portugal
Portugal necessitará apenas de confirmar em campo o favoritismo que lhe é atribuído, novamente frente à Bósnia-Herzegovina (que quase afastou a França do apuramento directo, terminando a fase de grupos apenas com 1 ponto a menos que os gauleses), tal como ocorreu há dois anos, no apuramento para o Mundial 2010 (então com duas vitórias da selecção portuguesa, ambas por 1-0).
Fase de Qualificação para o Euro-2012 – Classificações finais
GRUPO A Jg V E D G Pt 1º Alemanha 10 10 - - 34 - 7 30 2º Turquia 10 5 2 3 13 - 11 17 3º Bélgica 10 4 3 3 21 - 15 15 4º Áustria 10 3 3 4 16 - 17 12 5º Azerbaijão 10 2 1 7 10 - 26 7 6º Cazaquistão 10 1 1 8 6 - 24 4
GRUPO B Jg V E D G Pt 1º Rússia 10 7 2 1 17 - 4 23 2º Irlanda 10 6 3 1 15 - 7 21 3º Arménia 10 5 2 3 22 - 10 17 4º Eslováquia 10 4 3 3 7 - 10 15 5º Macedónia 10 2 2 6 8 - 14 8 6º Andorra 10 - - 10 1 - 25 -
GRUPO C Jg V E D G Pt 1º Itália 10 8 2 - 20 - 2 26 2º Estónia 10 5 1 4 15 - 14 16 3º Sérvia 10 4 3 3 13 - 12 15 4º Eslovénia 10 4 2 4 11 - 7 14 5º I. Norte 10 2 3 5 9 - 13 9 6º I. Faroé 10 1 1 8 6 - 26 4
GRUPO D Jg V E D G Pt 1º França 10 6 3 1 15 - 4 21 2º Bósnia-Herzegovina 10 6 2 2 17 - 8 20 3º Roménia 10 3 5 2 13 - 9 14 4º Bielorrússia 10 3 4 3 8 - 7 13 5º Albânia 10 2 3 5 7 - 14 9 6º Luxemburgo 10 1 1 8 3 - 21 4
GRUPO E Jg V E D G Pt 1º Holanda 10 9 - 1 37 - 8 27 2º Suécia 10 8 - 2 31 - 11 24 3º Hungria 10 6 1 3 22 - 14 19 4º Finlândia 10 3 1 6 16 - 16 10 5º Moldávia 10 3 - 7 12 - 16 9 6º S. Marino 10 - - 10 0 - 53 -
GRUPO F Jg V E D G Pt 1º Grécia 10 7 3 - 14 - 5 24 2º Croácia 10 7 1 2 18 - 7 22 3º Israel 10 5 1 4 13 - 11 16 4º Letónia 10 3 2 5 9 - 12 11 5º Geórgia 10 2 4 4 7 - 9 10 6º Malta 10 - 1 9 4 - 21 1
GRUPO G Jg V E D G Pt 1º Inglaterra 8 5 3 - 17 - 5 18 2º Montenegro 8 3 3 2 7 - 7 12 3º Suíça 8 3 2 3 12 - 10 11 4º País Gales 8 3 - 5 6 - 10 9 5º Bulgária 8 1 2 5 3 - 13 5
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 8 6 1 1 15 - 6 19 2º Portugal 8 5 1 2 21 - 12 16 3º Noruega 8 5 1 2 10 - 7 16 4º Islândia 8 1 1 6 6 - 14 4 5º Chipre 8 - 2 6 7 - 20 2
GRUPO I Jg V E D G Pt 1º Espanha 8 8 - - 26 - 6 24 2º R. Checa 8 4 1 3 12 - 8 13 3º Escócia 8 3 2 3 9 - 10 11 4º Lituânia 8 1 2 5 4 - 13 5 5º Liechtenstein 8 1 1 6 3 - 17 4
Garantiram já o apuramento para a Fase Final do Euro-2012, a disputar no próximo ano, na Polónia e na Ucrânia – para além dos países organizadores –, as seguintes 10 selecções: Alemanha, Rússia, Itália, França, Holanda, Grécia (dirigida por Fernando Santos), Inglaterra, Dinamarca e Espanha (vencedores dos respectivos Grupos) e a Suécia (melhor dos 2º classificados).
As selecções da Turquia, Irlanda, Estónia, Bósnia-Herzegovina, Croácia, Montenegro, Portugal e R. Checa disputarão, em sistema de play-off, as restantes 4 vagas.
Culminando uma campanha irregular, com um péssimo começo, seguido por 5 vitórias consecutivas, mas falhando notoriamente no jogo decisivo, Portugal é remetido para a disputa do apuramento por via de eliminação directa, em que, beneficiando do estatuto de “cabeça de série”, deverá ter como adversário uma destas quatro selecções: Turquia, Estónia, Bósnia-Herzegovina ou Montenegro.
Destaque para as carreiras 100 % vitoriosas da Alemanha e Espanha (coincidentemente os finalistas do Euro-2008), assim como para os surpreendentes apuramentos para o play-off, de Estónia e Montenegro. Pela inversa, as grandes decepções, já eliminadas, foram as selecções da Sérvia, Roménia, Suíça e Bulgária. Andorra e S. Marino contaram por derrotas os 10 jogos disputados…
Dinamarca – Portugal (Euro-2012 – Qualif.)
Dinamarca – Thomas Sørensen, Lars Jacobsen, Simon Kjaer, Niki Zimling (70m – Christian Poulsen ), Andreas Bjelland, Michael Silberbauer (76m – Simon Poulsen), Christian Eriksen, William Kvist, Michael Krohn-Dehli, Nicklas Bendtner e Dennis Rommedahl (87m – Jakob Poulsen)
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Rolando, Eliseu (65m – Miguel Veloso), Raul Meireles, Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (65m – Ricardo Quaresma), João Moutinho, Nani e Hélder Postiga (78m – Nuno Gomes)
1-0 – Michael Krohn-Dehli – 13m
2-0 – Nicklas Bendtner – 63m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 90m
Cartões amarelos – Dennis Rommedahl (45m) e Michael Silberbauer (75m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
Eventualmente anestesiada pelo facto de partir para este jogo decisivo em posição favorável, com diversas combinações de resultados a poder proporcionar-lhe o apuramento directo, a selecção de Portugal entrou na partida de forma algo apática, tendo logo um primeiro grande susto aos 4 minutos, quando a Dinamarca conseguiu fazer a bola entrar na baliza portuguesa, mas com o lance a não ser validado pelo árbitro.
Porém, o aviso pareceu não surtir efeito, e, pouco depois, menos de 10 minutos decorridos, a Dinamarca chegava ao golo, agora mesmo “a valer”.
E, repentinamente, as coisas complicavam-se; “ali ao lado”, na Suécia, os suecos marcavam também, colocavam-se em vantagem face à Holanda… e Portugal via-se num cenário não muito desejável: o do ter de disputar o play-off.
As coisas compor-se-iam com o golo da Holanda, empatando na Suécia, mas nem isso animou a equipa portuguesa. Com o tempo a decorrer placidamente, até final do primeiro tempo, só a cinco minutos do descanso Portugal daria “sinal de vida”, chegando, pela primeira vez com algum perigo, à área dinamarquesa. Ao intervalo, o nosso apuramento estava em suspenso… “nas mãos” da Holanda.
Que, logo no reinício, se colocou em vantagem em Estocolmo… mas seria “sol de pouca dura”: de imediato, no espaço de dois minutos, os suecos, com 2 golos, dariam novamente a volta ao marcador, passando a dispor de vantagem, assim empurrando novamente Portugal para o play-off.
Por seu lado, em Copenhaga, Portugal continuava a passar completamente “ao lado do jogo”. E, com naturalidade, num lance de grande simplicidade, mas de igual eficácia, marcava o segundo golo, ampliando a vantagem, e praticamente sentenciando o destino próximo de Portugal.
Já próximo do final, seria mesmo Rui Patrício a evitar o terceiro golo da Dinamarca, com a recarga a sair por cima. E, já em período de compensação, Cristiano Ronaldo, com um excelente golo, na transformação de um livre, ainda a grande distância da baliza, reduziria para 1-2. Era o “canto do cisne”… Portugal está no play-off.
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Dinamarca 8 6 1 1 15- 6 19 2º Portugal 8 5 1 2 21-12 16 3º Noruega 8 5 1 2 10- 7 16 4º Islândia 8 1 1 6 6-14 4 5º Chipre 8 - 2 6 7-20 2
10ª jornada
11.10.11 – Dinamarca – Portugal – 2-1
11.10.11 – Noruega – Chipre – 3-1
Prémio Nobel da Economia – 2011
O Prémio Nobel da Economia foi hoje atribuído aos estado-unidenses Christopher A. Sims e Thomas J. Sargent, “pelas suas pesquisas empíricas sobre causa e efeito na macroeconomia”.
Mundial de Râguebi – 1/4 Final
08.10.11 – Irlanda – País Gales – 10-22
08.10.11 – Inglaterra – França – 12-19
09.10.11 – África Sul – Austrália – 9-11
09.10.11 – N. Zelândia – Argentina – 33-10
E, nos dois primeiros jogos dos 1/4 Final, aí estão duas grandes surpresas, com as vitórias do País de Gales (que, não obstante, já tivera um bastante bom desempenho na fase de grupos, apenas tendo cedido pela margem mínima de 1 ponto face à África do Sul), derrotando a Irlanda (sensacional vencedora da Austrália); e, principalmente, da França sobre a Inglaterra, assim limpando a péssima imagem do jogo frente a Tonga, ao mesmo tempo que tem a sua doce desforra das eliminações infligidas pelos ingleses, nas 1/2 Finais da competição, nas duas anteriores edições do Mundial.
Galeses ou gauleses? Quem disputará a Final com o representante do hemisfério Sul?
Na primeira partida, o País de Gales começou muito bem, conseguindo um ensaio logo ao terceiro minuto, colocando-se em vantagem por 7-0. Até final do primeiro tempo, apenas dois pontapés de penalidade convertidos, um para cada equipa, colocaram o marcador em 10-3. No segundo tempo, seriam os irlandeses a entrar melhor, ripostando com um ensaio logo aos 4 minutos, empatando o jogo a 10-10. Contudo, afirmando-se na fase decisiva do encontro, com mais dois ensaios, aos 51 e 64 minutos (não tendo o primeiro deles sido convertido) – e tendo ainda cometido a proeza de acertar ora num, ora noutro poste, noutros dois pontapés de penalidade -, os galeses colocavam o marcador final numa expressão impressiva, de 22-10, sem que os irlandeses revelassem então já capacidade de reacção.
No encontro entre França e Inglaterra, os franceses começariam por ganhar confiança, com duas penalidades convertidas no primeiro quarto de hora, colocando o marcador em 6-0 (tendo ainda, entretanto, já ameaçado o ensaio), o que os impulsionaria então para dois ensaios que acabariam por se revelar decisivos, aos 22 minutos, e à passagem da meia hora de jogo, ampliando a marca para uns esmagadores 16-0 ao intervalo (sem que nenhum dos ensaios tivesse sido convertido). A reacção inglesa seria tardia e insuficiente: conseguiriam ainda, também, dois ensaios, aos 54 e aos 77 minutos (num lance controverso, decidido pela arbitragem após consulta das imagens), alcançando um total de 12 pontos (não convertendo o segundo dos ensaios); contudo, os franceses, já aos 72 minutos, noutra penalidade, haviam novamente dilatado a sua vantagem, para uma diferença que lhes garantia tranquilidade quanto à vitória final (tendo ainda, já na fase derradeira do jogo, acertado no poste, em mais uma penalidade), fixando-se a contagem final em 19-12.
Para o segundo dia dos 1/4 Final, em função dos alinhamentos decorrentes das classificações da fase de grupos – em particular na sequência da derrota dos australianos frente a irlandeses -, ficou desde logo agendado um encontro de titãs, com uma das equipas candidatas ao título (África do Sul ou Austrália) a ter de quedar-se por esta fase, ainda algo prematura, da competição… Do último jogo, e pese embora a Argentina ter afastado a Escócia, ninguém esperaria que a Nova Zelândia enfrentasse, nesta eliminatória, uma efectiva oposição na sua caminhada que visa a conquista do título.
E, numa partida muito disputada, um único ensaio, logo aos 11 minutos, algo “contra a corrente do jogo” desses minutos iniciais, acabaria por proporcionar à equipa australiana uma vantagem (5-0) que, no final do encontro, se viria a revelar determinante, ainda para mais, quando, pouco depois do quarto de hora, na conversão de uma penalidade, a contagem aumentou para 8-0. Porém, o jogo não estava ainda decidido: encetando uma boa reacção, os sul-africanos começariam por reduzir para 3-8, em cima do intervalo, para – depois de, logo no recomeço, terem visto um ensaio não validado, devido a um passe para a frente, por uma “unha negra” -, no espaço de 5 minutos, entre os 55 e os 60 minutos, com mais dois pontapés bem direccionados, passarem mesmo para a frente do marcador, com 9-8! A apenas 8 minutos do fim, e apesar da superioridade territorial da África do Sul ao longo do tempo, o “golpe de teatro” definitivo, com uma nova penalidade, a permitir à Austrália fixar o resultado em 11-9, assim eliminando os Campeões do Mundo em título.
No derradeiro encontro, a equipa da casa confirmaria amplamente o seu favoritismo, vencendo por margem dilatada, de 33-10. Mas o desenrolar do jogo não seria tão fácil quanto o resultado final parece indicar. Apesar de a Nova Zelândia ter começado por pontuar, com duas penalidades, aos 13 e 26 minutos, colocando o marcador em 6-0, seriam mesmo os argentinos a conseguir o primeiro ensaio, à passagem da meia hora, passando então a liderar por 7-6… Até final do primeiro tempo, os neo-zelandeses mais não conseguiriam que outros dois pontapés convertidos, chegando assim ao intervalo em vantagem, por 12-7. O jogo voltaria a animar, aos 6 minutos da segunda parte, com a Argentina a reduzir para 10-12. Duas novas penalidades, aos 50 e 59 minutos, permitiriam à Nova Zelândia dilatar a vantagem para 18-10; mas só próximo do termo do encontro o marcador se desnivelaria de forma decisiva, com o primeiro ensaio da selecção da casa a surgir apenas aos 67 minutos, dando então (23-10), finalmente, a certeza da vitória, que seria confirmada ainda com mais um pontapé certeiro aos 73 minutos, e, por fim, um segundo e derradeiro ensaio, a 3 minutos do final.
Depois destes 4 emocionantes jogos, a competição avança, no próximo fim-se-semana, agora para as 1/2 Finais (já sem o Campeão do Mundo em título, África do Sul), com o seguinte alinhamento:
15.10.2011 – País Gales – França
16.10.2011 – Austrália – Nova Zelândia
Hélder Rodrigues campeão do mundo de todo-o-terreno
O motociclista português Hélder Rodrigues, de 32 anos, integrando a equipa “Red Bull Yamaha TMN Team”, sagrou-se hoje Campeão do Mundo de “todo-o-terreno” (Cross Country Rallies World Championship), na categoria de 450 cc, classificando-se em 2º lugar da classificação geral do “Rali dos Faraós”, no Egipto (após o espanhol Marc Coma), prova em que venceu a última etapa.
Na classificação final do Mundial, Hélder Rodrigues somou 91 pontos, à frente de Jakub Przygonski (78 pontos) e Marc Coma (75 pontos).
Portugal – Islândia (Euro-2012 – Qualif.)
Portugal – Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Rolando, Eliseu, Raul Meireles (60m – Miguel Veloso), Cristiano Ronaldo, Carlos Martins (72m – Rúben Micael), João Moutinho, Nani e Hélder Postiga (88m – Nuno Gomes)
Islândia – Stefán Magnússon, Solvi Geir Jonsson, Birkir Sævarsson, Kristján Sigurdsson, Johann Gudmundsson (81m – Kjartan Henry Finnbogason), Birkir Bjarnason, Gylfi Sigurdsson, Hjörtur Valgardsson, Aron Gunnarsson, Hallgrímur Jónasson (89m – Matthías Vilhjálmsson) e Rúrik Gíslason (89m – Arnór Smárason)
1-0 – Nani – 13m
2-0 – Nani – 21m
3-0 – Hélder Postiga – 45m
3-1 – Hallgrímur Jónasson – 48m
3-2 – Hallgrímur Jónasson – 68m
4-2 – João Moutinho – 81m
5-2 – Eliseu – 87m
5-3 – Gylfi Sigurdsson (pen.) – 90m
Cartões amarelos – Carlos Martins (60m) e Rolando (90m); Birkir Sævarsson (36m)
Árbitro – Bas Nijhuis (Holanda)
O futebol é fértil em jogos em que a lógica se torna absolutamente ilógica…
Defrontando uma frágil e amadora selecção da Islândia, ainda sem qualquer golo marcado fora da sua ilha – não obstante apenas ter sido derrotada na Dinamarca e na Noruega pela margem mínima, em ambos os casos, apenas no derradeiro minuto da(s) partida(s) -, surpreendentemente seriam os islandeses a surgir mais afoitos, conseguindo, logo nos minutos iniciais, uma sucessão de pontapés de canto a seu favor.
Atónito com o inesperado da situação, Portugal conseguiria, curiosamente, no seu primeiro lance de ataque, com Nani a dar a melhor sequência a um bom centro de Eliseu, inaugurar o marcador, ainda cedo, com um golo de excelente execução.
E, poucos minutos decorridos, aproveitando uma flagrante falha defensiva dos islandeses, Nani, muito oportuno, bisaria.
Com o jogo a entrar numa toda de maior normalidade, com Portugal a assumir o controlo da partida, o terceiro golo acabaria por surgir com naturalidade, dando, não obstante, uma ilusória expressão de grande superioridade portuguesa, que não se vira em campo.
Logo no reinício, Cristiano Ronaldo, num excelente remate, de longe, não teve contudo a fortuna do seu lado, com a bola a embater com estrondo na trave.
E, com a tal ilógica, seria a Islândia, também aproveitando uma falha de marcação na defesa portuguesa, a reduzir para 1-3. No imediato, a selecção portuguesa deu a sensação de não ter sido afectada por este golo, prosseguindo a sua toada de procura de construção de jogadas de ataque. E o quarto golo esteve à vista, por mais de uma vez.
Até que, a pouco mais de 20 minutos, em mais um lance confuso, a Islândia conseguiu o inimaginável: marcar um segundo golo, passando o resultado para 2-3, e colocando Portugal sob uma pressão nervosa de não ter mais margem de erro.
E, contudo, voltaria a errar logo de seguida, com Rui Patrício a sair em falso, e a defesa, atabalhoadamente, a despachar a bola da zona de perigo.
À mente de todos terá então assomado a memória do jogo inaugural desta campanha, com o absolutamente inacreditável empate, 4-4, com o Chipre.
A equipa portuguesa nunca mais teve a serenidade necessária para retomar as rédeas do jogo, que foi decorrendo lentamente, em toada arrastada. Só aos 81 minutos, Portugal sossegaria, com o golo de João Moutinho, a dar, já em plena área, a melhor sequência a um bom cruzamento da esquerda, novamente de Eliseu.
E seria também Eliseu que, coroando da melhor forma a sua estreia nesta qualificação, dilataria novamente a margem para 5-2, com um belo golo, com um remate em arco, sem hipóteses para o guardião islandês.
Porém, já no terceiro minuto de compensação, haveria ainda tempo para mais uma desconcentração defensiva, com Rolando a empurrar um adversário na área; convertendo a grande penalidade, a Islândia alcançava a inacreditável marca de 3 golos num único jogo fora de casa…
Sem evitar o susto, Portugal cumpria a obrigação de vencer, partindo para o derradeiro jogo desta fase de apuramento em posição de relativo privilégio: basta-lhe empatar na Dinamarca, na próxima terça-feira, para garantir a vitória no Grupo (o que implicará a necessidade de uma maior concentração do que a evidenciada esta noite no Estádio do Dragão); mesmo na eventualidade de uma derrota, Portugal poderia ainda alcançar o apuramento automático (como melhor de todos os 2º classificados, mas dependendo de outros jogos, nomeadamente de a Suécia não ganhar à Holanda); por fim, com 9 golos de vantagem face à Noruega, só uma catástrofe impediria Portugal de, na pior das hipóteses, aceder ao play-off de apuramento.
Entretanto, estão já qualificadas as selecções da Alemanha, Itália, Espanha, Holanda e Inglaterra, com a Rússia a ter o pro-forma de dever ainda ganhar a Andorra, e a França a ter também de disputar, em confronto directo com a Bósnia, a qualificação; por fim, Grécia ou Croácia, discutirão a vitória no seu Grupo, nos jogos que farão na última jornada.
GRUPO H Jg V E D G Pt 1º Portugal 7 5 1 1 20-10 16 2º Dinamarca 7 5 1 1 13- 5 16 3º Noruega 7 4 1 2 7- 6 13 4º Islândia 8 1 1 6 6-14 4 5º Chipre 7 - 2 5 6-17 2
9ª jornada
07.10.11 – Chipre – Dinamarca – 1-4
07.10.11 – Portugal – Islândia – 5-3
Prémio Nobel da Paz – 2011
O Prémio Nobel da Paz foi hoje atribuído a Ellen Johnson-Sirleaf, Leymah Gbowee (ambas da Libéria) e a Tawakkul Karman, “pela sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos direitos das mulheres a uma completa participação no trabalho de construção da paz”.
Ellen Johnson-Sirleaf, Presidente da Libéria, foi a primeira mulher africana eleita presidente democraticamente.
Leymah Gbowee é uma activista da paz, tendo organizado um movimento pela paz, que conduziu ao termo da guerra civil na Libéria, em 2003.
Tawakkul Karman, do Iémen, é também uma activista dos direitos humanos e da paz, tendo criado, em 2005, o grupo “Women Journalists Without Chains”.
Prémio Nobel da Literatura – 2011
O Prémio Nobel da Literatura foi hoje atribuído ao poeta sueco Tomas Tranströmer, de 80 anos, “because, through his condensed, transluscent images, he gives us fresh access to reality“.
Steve Jobs (1955-2011)
No desaparecimento de um génio visionário, uma palavra: OBRIGADO, Steve Jobs!
Steven P. Jobs: His Life, His Companies, His Products (infografia The New York Times)




