Archive for Novembro, 2011

The British Newspaper Archive

Mais de 300 anos de publicações de periódicos britânicos, compilados no British Newspaper Archive, num total de mais de 650 milhões de artigos!

30 Novembro, 2011 at 4:10 pm Deixe um comentário

Fado – Património imaterial da Humanidade


Em reunião hoje realizada em Bali, na Indonésia, a UNESCO aprovou a inscrição do Fado na lista representativa de “Património Cultural Imaterial da Humanidade”.

27 Novembro, 2011 at 10:36 pm Deixe um comentário

Mundial de Fórmula 1 – Classificação Final – 2011

1º Sebastian Vettel	Alemanha	 RBR-Renault	        392
2º Jenson Button	Grã-Bretanha	 McLaren-Mercedes	270
3º Mark Webber	        Austrália	 RBR-Renault	        258
4º Fernando Alonso	Espanha	         Ferrari	        257
5º Lewis Hamilton	Grã-Bretanha	 McLaren-Mercedes	227
6º Felipe Massa	        Brasil	         Ferrari	        118
7º Nico Rosberg	        Alemanha	 Mercedes	         89
8º Michael Schumacher	Alemanha	 Mercedes	         76
9º Adrian Sutil	        Alemanha	 Force India-Mercedes 	 42
10º Vitaly Petrov	Rússia	         Renault	         37
11º Nick Heidfeld	Alemanha	 Renault	         34
12º Kamui Kobayashi	Japão	         Sauber-Ferrari	         30
13º Paul di Resta	Grã-Bretanha	 Force India-Mercedes	 27
14º Jaime Alguersuari	Espanha	         STR-Ferrari	         26
15º Sebastien Buemi	Suíça	         STR-Ferrari	         15
16º Sergio Perez	México	         Sauber-Ferrari          14
17º Rubens Barrichello	Brasil	         Williams-Cosworth	  4
18º Bruno Senna	        Brasil	         Renault	          2
19º Pastor Maldonado	Venezuela	 Williams-Cosworth	  1

Em termos de vitórias individuais durante a época, o bi-campeão do Mundo e grande dominador da temporada, Sebastian Vettel venceu 11 Grande Prémios (Austrália, Malásia,  Turquia, Espanha, Mónaco, Europa, Bélgica, Itália, Singapura, Coreia do Sul e Índia); tendo Jenson Button (Canadá, Hungria e Japão) e Lewis Hamilton (China, Alemanha e Abu Dhabi) obtido 3 vitórias cada; por fim, Fernando Alonso (Grã-Bretanha) e Mark Webber (Brasil) alcançaram apenas 1 triunfo cada.

A nível de equipas, a Red Bull-Renault conquistou o título mundial de construtores, com 650 pontos, secundada pela McLaren-Mercedes, com 497, com a Ferrari a quedar-se na 3ª posição, com 375 pontos.

27 Novembro, 2011 at 10:23 pm Deixe um comentário

“Le cinquième suicide européen”

[…] Aujourd’hui, c’est à nouveau au tour de l’Allemagne de tenir dans sa main l’arme du suicide collectif du continent le plus avancé du monde. Si elle refuse d’accepter la voie étroite qui passe par le rachat par la BCE des obligations arrivées à maturité, suivi de l’émission d’une dette souveraine européenne, remboursée par deux points de TVA européenne, et d’une réforme des traités permettant de mieux contrôler les laxismes des uns et les égoïsmes des autres, la catastrophe aura lieu.

Pour que Berlin ne soit pas, une fois de plus, responsable d’un suicide européen, l’Allemagne doit sortir de quatre illusions.

1. Elle n’est pas le bon élève de l’Union, qui refuse de payer pour les erreurs des autres. Sa dette publique est de 82 % du PIB, pratiquement équivalente à la dette française ; 10 de ses banques, toutes publiques, qui fournissent 20 % des crédits au secteur non financier allemand, sont en très mauvaise situation. Sa consommation d’énergie dépendra de plus en plus du gaz russe, qui représente 37 % de ses importations. Sa démographie est catastrophique, au point que, en 2060, il y aura moins d’Allemands que de Français et que 44 % d’entre eux auront plus de 65 ans, contre seulement 35 % de nos compatriotes, ce qui rendra particulièrement difficile le remboursement de la dette publique outre-Rhin. Enfin, l’avenir de son industrie n’est pas aussi prometteur que le croit l’Allemagne : selon une récente étude anglaise, sur les 100 entreprises les plus innovantes du monde, 11 sont françaises et seulement 4, allemandes.

2. Elle est le premier bénéficiaire de l’Union européenne, qui a financé en partie sa réunification et lui a permis de gagner près de 15 points de part de marché à l’intérieur de la zone euro, et de devenir le premier pays exportateur de produits agroalimen-taires en recrutant des salariés d’Europe de l’Est au tarif de leur pays d’origine, ce que la France ne veut et ne peut faire.

3. Elle a tout à perdre à sortir de la zone euro, car cela ruinerait son système bancaire et lui coûterait, selon une étude suisse, de 20 à 25 % de son PIB la première année, et la moitié du reste chacune des années suivantes.

4. Elle croit, à tort, qu’un soutien provisoire de la BCE à la liquidité des banques et des Etats européens entraînerait une inflation massive, qui ruinerait ses vieux, majoritaires, alors qu’il ne peut y avoir d’inflation massive quand le chômage est aussi élevé et quand la financiarisation de l’économie freine la transmission de la monnaie vers l’économie réelle.

(Jacques Attali – L’Express)

26 Novembro, 2011 at 1:29 pm Deixe um comentário

“A austeridade é uma receita para o suicídio”

O prémio Nobel da Economia alerta que as políticas de austeridade são uma receita para “menos crescimento e mais desemprego”.

Stiglitz, que também foi vice-presidente do Banco Mundial, afirmou na quinta-feira que a adopção dessas políticas “correspondem a um suicídio” económico.

“É preciso perceber-se que a austeridade por si só não vai resolver os problemas porque não vai estimular o crescimento”, afirmou Stiglitz, num encontro com jornalistas na Corunha, em Espanha, onde proferiu a conferência “Pode o capitalismo salvar-se de si mesmo?”, noticia a Efe.

O economista sugeriu ao novo governo espanhol que vá “além da austeridade” e que proceda a uma reestruturação das despesas e da fiscalidade como medida básica para criar emprego.

Recomendou em particular uma fiscalidade progressiva e um apoio ao investimento das empresas.

“Temo que se centrem na austeridade, que é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio”, afirmou.

Para o Nobel da Economia de 2001, “a menos que Espanha não cometa nenhum erro, acerte a cem por cento e aplique as medidas para suavizar a política de austeridade, vai levar anos e anos” a sair da crise. […]

(Diário Económico)

Acrescento apenas uma interrogação: sendo o “Plano da Troika” composto por “duas pernas”, apresentando-se uma delas notoriamente manca, como esperar que tal plano possa vir a resultar?

Este plano assenta em duas vertentes: uma, a contracção do défice orçamental; outra, o crescimento da economia, que viesse a possibilitar que esse défice se transformasse – a médio / longo prazo – em superavit, de forma a que Portugal conseguisse reduzir o seu endividamento externo.

A perna do crescimento da economia, por seu lado, seria assente, em particular, no acréscimo da competitividade das exportações.

Nesse sentido foi incentivada uma medida considerada estruturante, que seria a da redução – substancial – da Taxa Social Única. Sendo, naturalmente, na conjuntura actual, tal medida impraticável, pela quebra de receitas fiscais que provocaria, sem possibilidade de compensação, surgiria então – como forma de substituição – a proposta peregrina do Governo, de alargamento do horário de trabalho em meia-hora diária, de efeitos mais que questionáveis.

Já em desespero, aquando da recente última visita dos membros da Troika, fariam um apelo lancinante, à redução dos salários do sector privado.

Regresso ao início: aparentemente sem saída para a tal vertente fundamental do crescimento da economia (e imprescindível redução do desemprego!), como se espera sair deste, cada vez mais espartilhado, “colete de forças” da austeridade?

25 Novembro, 2011 at 11:39 am 3 comentários

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Bayern – Villarreal – 3-1
Napoli – Manchester City – 2-1

Bayern, 13; 2º Napoli, 8; 3º Manchester City, 7; 4º Villarreal, 0

Grupo B
Trabzonspor – Inter – 1-1
CSKA Moscovo – Lille – 0-2

Inter, 10; 2º Trabzonspor, 6; 3º Lille e CSKA Moscovo, 5

Grupo C
Manchester United – Benfica – 2-2
Otelul Galati – Basel – 2-3

Benfica e Manchester United, 9; 3º Basel, 8; 4º Otelul Galati, 0

Grupo D
Lyon  – Ajax – 0-0
Real Madrid – D. Zagreb – 6-2

Real Madrid, 15; 2º Ajax, 8; 3º Lyon, 5; 4º D. Zagreb, 0

Grupo E
Valencia – Genk – 7-0
Bayer Leverkusen – Chelsea – 2-1

Bayer Leverkusen, 9; 2º Valencia e Chelsea, 8; 4º Genk, 2

Grupo F
Arsenal – B. Dortmund – 2-1
Marseille – Olympiakos – 0-1

Arsenal, 11; 2º Marseille, 7; 3º Olympiakos, 6; 4º B. Dortmund, 4

Grupo G
Zenit – APOEL – 0-0
Shakthar Donetsk – FC Porto – 0-2

APOEL, 9; 2º Zenit, 8; 3º FC Porto, 7; 4º Shakthar Donetsk, 2

Grupo H
BATE Borisov – Viktoria Plzen – 0-1
AC Milan – Barcelona – 2-3

Barcelona, 13; 2º AC Milan, 8; 3º Viktoria Plzen, 4; 4º BATE Borisov, 2

Bayern, Inter, Benfica, Real Madrid (que conta por vitórias os 5 jogos disputados), Bayer Leverkusen, Arsenal, o surpreendente APOEL, Barcelona e AC Milan garantiram desde já, ainda com uma jornada por disputar, o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.

Restam 7 vagas por atribuir, a disputar entre: Napoli ou Manchester City; Trabzonspor, Lille ou CSKA Moscovo; Manchester United ou Basel (que jogam em Basileia, com a equipa suíça a necessitar de vencer); Ajax ou Lyon; Valencia ou Chelsea (que se defrontam em Londres, bastando ao Chelsea um empate sem golos); Marseille, Olympiakos ou B. Dortmund (este, com reduzidas hipóteses, necessitando de vencer o Marseille por, pelo menos 3-0, e esperar que o Olympiakos seja derrotado em casa pelo Arsenal); e Zenit ou FC Porto (com encontro marcado para o Estádio do Dragão).

O Ajax, com 7 golos de vantagem num eventual desempate com o Lyon está também quase apurado, o que só não sucederá se houver goleadas nos jogos da última ronda, em seu desfavor (recebe o Real Madrid), e/ou a favor da equipa francesa (que se desloca a Zagreb).

O FC Porto, com a vitória alcançada na Ucrânia, continua a depender apenas de si próprio para obter a qualificação, para o que necessitará de vencer, na derradeira jornada, em casa, o Zenit. Entretanto, garantiu já a continuidade nas provas europeias da presente temporada, por via da Liga Europa (no pior cenário, de não ganhar à equipa russa).

23 Novembro, 2011 at 10:38 pm Deixe um comentário

LIFE – 75 anos, 75 capas

Nos 75 anos da LIFE, as “melhores 75 capas”

23 Novembro, 2011 at 10:18 am Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada (Manchester United – Benfica)

Manchester UnitedManchester United – David De Gea, Patrice Evra, Phil Jones, Rio Ferdinand, Fábio (82m – Chris Smalling), Michael Carrick, Nani, Ashley Young, Darren Fletcher, Antonio Valencia (80m – Javier Hernández) e Dimitar Berbatov

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão (58m – Miguel Vítor), Emerson, Javi García, Axel Witsel, Pablo Aimar (83m – Ruben Amorim), Bruno César, Nico Gaitán (68m – Nemanja Matic) e Rodrigo

0-1 – Phil Jones (p.b.) – 3m
1-1 – Dimitar Berbatov – 30m
2-1 – Darren Fletcher – 59m
2-2 – Pablo Aimar – 61m

Cartões amarelos – Darren Fletcher (33m) e Michael Carrick (76m); Ezequiel Garay (16m), Artur Moraes (39m) e Maxi Pereira (85m)

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Com a fortuna que costuma proteger os audazes, o Benfica garantiu esta noite, em Old Trafford, frente a um poderoso Manchester United, com um bom empate, a qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, seis anos depois depois de, em 2006, ter eliminado, nessa fase da prova, o Liverpool.

Entrando no jogo praticamente a vencer, beneficiando de um auto-golo do defesa Phil Jones, que, de forma precipitada, ao tentar afastar a bola, a desviou na direcção da sua própria baliza, o Benfica adquiriu um capital de confiança que lhe permitiria jogar de forma desinibida, equilibrando o jogo durante os primeiros 25 minutos.

Gradualmente o Manchester United foi intensificando a pressão, surgindo o golo da igualdade à meia-hora, sendo que, no minuto imediato, teve oportunidade para ampliar a marca, mas, numa fase muito movimentada, também a equipa portuguesa poderia ter marcado novamente.

No segundo tempo, o Benfica recuou a sua linha de meio-campo, oferecendo a iniciativa e espaço ao adversário; quando o segundo golo da formação inglesa surgiu, era algo já expectável há alguns minutos.

E foi então que o Benfica teve mais uma vez um momento de felicidade, quando, quase de imediato, de forma surpreendente, num contra-ataque, aproveitando um mau despacho do guarda-redes do Manchester United, Bruno César, num lance de insistência, fez um cruzamento-remate, surgindo Pablo Aimar, quase em cima da linha de golo, a ter apenas de empurrar a bola – o que faria num remate em voley, de baixo para cima – para o fundo da baliza.

Nos minutos seguintes, o United voltaria à carga, procurando o golo da vitória. Só que, então, o Benfica – a quem o empate garantia automaticamente o apuramento, dado ficar com vantagem em eventual desempate com o Manchester ou com o Basel – se uniria, cerrando fileiras, e, em última instância, contando com um muito seguro Artur na baliza.

Até final, o nível de intensidade de jogo da equipa inglesa viria, naturalmente, a decair, e foi já de forma mais controlada que o Benfica  – fantasticamente incentivado pelo apoio de cerca de 2 500 adeptos – conseguiu gerir o empate, mantendo a invencibilidade na presente época!

O Benfica volta assim a atingir os 1/8 Final da Liga dos Campeões, podendo, inclusivamente, beneficiar de uma vantagem teórica no sorteio, caso consiga manter o 1º lugar no Grupo, para o que necessitará de vencer, na última jornada, em casa, a equipa romena do Otelul – ou, caso haja uma igualdade entre Basel e Manchester United (que discutirão, entre ambos, a segunda equipa qualificada), bastar-lhe-ia o empate.

22 Novembro, 2011 at 10:34 pm Deixe um comentário

Fato vs. Facto

(anúncio publicado no Diário de Notícias no ano de 1965)

16 Novembro, 2011 at 7:55 pm Deixe um comentário

Portugal – Bósnia-Herzegovina (Europeu 2012 – “Play-off”)

Portugal – Rui Patrício; João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão; João Moutinho, Miguel Veloso, Nani (82m – Ricardo Quaresma), Raul Meireles (63m – Rúben Micael) e Cristiano Ronaldo; Hélder Postiga (84m – Carlos Martins)

Bósnia-Herzegovina – Asmir Begović, Adnan Zahirović, Sanel Jahić, Emir Spahić, Saša Papac, Elvir Rahimić (56m – Darko Maletić), Haris Medunjanin, Senad Lulić, Zvjezdan Misimović, Miralem Pjanić (65m – Muhamed Bešić) e Edin Džeko

1-0 – Cristiano Ronaldo – 8m
2-0 – Nani – 24m
2-1 – Zvjezdan Misimović – 41m
3-1 – Cristiano Ronaldo – 53m
3-2 – Emir Spahić – 65m
4-2 – Hélder Postiga – 72m
5-2 – Miguel Veloso – 80m
6-2 – Hélder Postiga – 82m

Cartões amarelos – Hélder Postiga (36m), Fábio Coentrão (40m) e Rúben Micael (77m); Emir Spahić (22m), Elvir Rahimić (43m), Haris Medunjanin (51m), Senad Lulić (54m), Edin Džeko (68m) e Saša Papac (79m)

Cartão vermelho – Senad Lulić (55m)

Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)

Numa partida que se antevia poder vir a ser difícil, a selecção portuguesa, entrando em campo com boa atitude, teve o condão de começar por a tornar fácil: por duas vezes deu sinal de “pré-aviso”, por duas vezes chegaria ao golo quase de imediato.

Logo aos 6 minutos, na sequência de um remate de Cristiano Ronaldo, já em plena área, o guarda-redes bósnio teve de fazer uma defesa de recurso, com a bola a sobrar para Raul Meireles, que, de primeira, procurou um remate cruzado – que não daria hipóteses de defesa -, mas que sairia ligeiramente ao lado.

Apenas dois minutos volvidos, com uma excelente conversão de um livre, com um remate indefensável, Cristiano Ronaldo inaugurava o marcador. Com 8 minutos de jogo, a posição relativa das equipas invertia-se: agora passava a Bósnia a ter de marcar para manter aspirações a qualificar-se.

Prosseguindo numa toada ofensiva, de grande intensidade, com a selecção bósnia como que atordoada, novamente Cristiano Ronaldo levaria o perigo à baliza adversária, também na conversão de um livre, com um forte remate, bem colocado, e, uma vez mais, Asmir Begović a defender quase por instinto.

E, repetindo-se o argumento da primeira sequência de lances, o segundo golo de Portugal surgiria apenas dois minutos depois, numa soberba execução de Nani, num remate de meia-distância, com excelente efeito, e colocação perfeita, absolutamente imparável. A selecção nacional passava a dispor de uma vantagem já com alguma margem de tranquilidade, que lhe deveria permitir facilitar a gestão do jogo e do resultado.

Com a equipa da Bósnia a acusar este golo, o encontro passou então por uma fase menos intensa, sem que, contudo, Portugal deixasse de manter o domínio do jogo, mas, de forma não tão pressionante, dando mais tempo aos bósnios para pensar e executar o seu jogo.

Já no ocaso da primeira parte, dois lances resultariam em novo volte-face no cariz do jogo e na disposição motivacional das duas equipas: primeiro, na área bósnia, Hélder Postiga a sofrer o contacto de um defesa, e a cair, esperando que o árbitro assinalasse a grande penalidade; contudo, tendo sido considerada simulação, o que veria seria o cartão amarelo. Pouco depois, agora na área portuguesa, novo choque, entre avançado e defesa, com Fábio Coentrão a saltar à bola, sendo carregado pelo adversário, mas, inadvertidamente, colocando um braço no ar, que entraria em contacto com a bola. Desta vez, o árbitro assinalaria mesmo a penalidade: e a Bósnia aproveitou para reduzir para a diferença mínima, voltando a entrar no jogo… e na eliminatória.

Colocado à prova, Portugal reagiria da melhor forma, continuando a jogar o seu jogo, visando o ataque. Seria, não obstante, na sequência de uma rápida recuperação de bola de João Moutinho, a desmarcar, no momento preciso, Cristiano Ronaldo, que, isolado sobre a esquerda, à saída do guarda-redes, com impressionante frieza, contornou-o, empurrando depois a bola para a baliza deserta, dilatando novamente a vantagem para dois golos, que a equipa portuguesa voltaria a uma situação de tranquilidade.

Até porque a Bósnia, de cabeça perdida, pela veemência dos protestos de Lulić, que veria, de uma assentada, o cartão amarelo e, de imediato, o vermelho, ficava reduzida a dez unidades.

À passagem da hora de jogo, ficaria por assinalar mais uma grande penalidade, novamente por contacto com a mão na bola, desta vez na grande-área bósnia. Mais dois minutos decorridos, Portugal poderia ter ampliado a marca, por intermédio de Fábio Coentrão, com um bom golpe de cabeça, que sairia ligeiramente ao lado.

Até que, de forma absolutamente inesperada, num momento de desconcentração da equipa portuguesa, e aproveitando uma situação irregular de fora-de-jogo, não sancionada pela arbitragem, a Bósnia reduziria outra vez a desvantagem, colocando o marcador em 2-3. Faltavam 25 minutos para o final, a eliminatória voltava a ser relançada… Portugal tinha que continuar a sofrer.

Nos minutos imediatos, os nervos vieram à flor da pele, de forma acentuada, em ambas as equipas, perdendo o controlo emocional. O jogo estava perigoso, e talvez tenha havido quem se tivesse recordado da partida inaugural desta qualificação, os famosos 4-4 com o Chipre…

Quando Portugal – felizmente de forma não demorada -, conseguiu voltar a assentar o jogo, beneficiando também da sua situação de superioridade numérica, Hélder Postiga quebraria finalmente o enguiço, com um remate de belo efeito, marcando o golo que dava, definitivamente, o apuramento a Portugal!

Numa fase final bastante alucinada, com o jogo completamente “partido”, foi com alguma naturalidade que Portugal aumentaria ainda a contagem, primeiro para 5-2, com Miguel Veloso, na transformação de mais um livre, a surpreender toda a gente, inclusivamente o guarda-redes (que, esperando que fosse Cristiano Ronaldo a marcar o livre, nem se fez ao lance); e, logo de seguida – culminando com facilidade (bastou “encostar” a cabeça na bola) um óptimo cruzamento atrasado de Fábio Coentrão -, com Hélder Postiga a bisar, fixando o resultado em 6-2. E, perante uma já há largos minutos destroçada selecção da Bósnia, haveria ainda tempo para Rúben Micael desperdiçar o que seria o 7º golo…

Para lá do – brilhante – resultado, o que fica desta noite foi a forma personalizada, e corajosa, com que Portugal assumiu a responsabilidade do apuramento, indo sempre, a cada golpe sofrido, em busca decidida, de forma determinada e confiante, da vitória. Um belo mote para a Fase Final, em que a selecção nacional marcará presença pela 7ª vez consecutiva (todas as 4 edições do Europeu e 3 do Mundial, desde o ano 2000)!

—–

Nos outros encontros da 2ª mão do play-off, Croácia (empatando a zero, em casa, com a Turquia), R. Checa (nova vitória, por 1-0, no Montenegro) e Irlanda (também com um empate caseiro, frente à Estónia, 1-1) confirmaram a vantagem que haviam adquirido na passada sexta-feira.

Está definida a lista das 16 selecções participantes na Fase Final do EURO 2012: para além dos países organizadores, Polónia e Ucrânia, garantiram o apuramento as selecções da Alemanha, Rússia, Itália, França, Holanda, Grécia, Inglaterra, Dinamarca, Espanha, Suécia, Croácia, R. Checa, Irlanda e Portugal.

15 Novembro, 2011 at 10:48 pm Deixe um comentário

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