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“A austeridade é uma receita para o suicídio”

O prémio Nobel da Economia alerta que as políticas de austeridade são uma receita para “menos crescimento e mais desemprego”.

Stiglitz, que também foi vice-presidente do Banco Mundial, afirmou na quinta-feira que a adopção dessas políticas “correspondem a um suicídio” económico.

“É preciso perceber-se que a austeridade por si só não vai resolver os problemas porque não vai estimular o crescimento”, afirmou Stiglitz, num encontro com jornalistas na Corunha, em Espanha, onde proferiu a conferência “Pode o capitalismo salvar-se de si mesmo?”, noticia a Efe.

O economista sugeriu ao novo governo espanhol que vá “além da austeridade” e que proceda a uma reestruturação das despesas e da fiscalidade como medida básica para criar emprego.

Recomendou em particular uma fiscalidade progressiva e um apoio ao investimento das empresas.

“Temo que se centrem na austeridade, que é uma receita para um crescimento menor, para uma recessão e para mais desemprego. A austeridade é uma receita para o suicídio”, afirmou.

Para o Nobel da Economia de 2001, “a menos que Espanha não cometa nenhum erro, acerte a cem por cento e aplique as medidas para suavizar a política de austeridade, vai levar anos e anos” a sair da crise. […]

(Diário Económico)

Acrescento apenas uma interrogação: sendo o “Plano da Troika” composto por “duas pernas”, apresentando-se uma delas notoriamente manca, como esperar que tal plano possa vir a resultar?

Este plano assenta em duas vertentes: uma, a contracção do défice orçamental; outra, o crescimento da economia, que viesse a possibilitar que esse défice se transformasse – a médio / longo prazo – em superavit, de forma a que Portugal conseguisse reduzir o seu endividamento externo.

A perna do crescimento da economia, por seu lado, seria assente, em particular, no acréscimo da competitividade das exportações.

Nesse sentido foi incentivada uma medida considerada estruturante, que seria a da redução – substancial – da Taxa Social Única. Sendo, naturalmente, na conjuntura actual, tal medida impraticável, pela quebra de receitas fiscais que provocaria, sem possibilidade de compensação, surgiria então – como forma de substituição – a proposta peregrina do Governo, de alargamento do horário de trabalho em meia-hora diária, de efeitos mais que questionáveis.

Já em desespero, aquando da recente última visita dos membros da Troika, fariam um apelo lancinante, à redução dos salários do sector privado.

Regresso ao início: aparentemente sem saída para a tal vertente fundamental do crescimento da economia (e imprescindível redução do desemprego!), como se espera sair deste, cada vez mais espartilhado, “colete de forças” da austeridade?

25 Novembro, 2011 at 11:39 am 3 comentários


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