Archive for Novembro, 2006

CASA FERNANDO PESSOA – 13 ANOS

Casa Fernando Pessoa comemora hoje o seu 13º aniversário, em festa a partir das 14h30, com abertura de todas as salas (possibilidade de ver o original do retrato de Pessoa por Almada Negreiros, na Biblioteca, por exemplo, assim como visitar a biblioteca pessoal do poeta).

A partir das 21h30, estarão presentes, para leitura de textos seus, os seguintes autores: Manuel António Pina, Pedro Mexia, José Luís Peixoto, Luís Quintais, José Eduardo Agualusa e José Tolentino Mendonça.

Ainda uma surpesa especial para todos os visitantes: um presente de aniversário da Casa!

30 Novembro, 2006 at 12:34 pm 2 comentários

BLOGOSFERA EM 2006 (IX)

A 20 de Abril, Pacheco Pereira escreve uma crónica no “Público”, sob o título “A fauna das caixas dos comentários”, abordando a questão dos comentadores anónimos nos blogues.

A fauna das caixas dos comentários
José Pacheco Pereira

“A Rede está a mudar tudo, a criar coisas novas, a realizar outras muito antigas que as tecnologias até agora existentes ainda não permitiam e a dar eficácia a velhos, e muitas vezes maus, hábitos que existiam no mundo exterior e agora passam para o mundo interior da Internet. Alguns casos recentes voltaram de novo a mostrar a Internet sob uma luz pouco amável, bem preconceituosa aliás, porque nada do que lá se faz se deixou de fazer cá fora. O que há é um upgrade tecnológico no crime, que a Rede melhora e nalguns casos favorece pela sua acessibilidade e universalidade. São estes os múltiplos exemplos da chamada “fraude nigeriana”, ou os casos de que leva os incautos a fornecerem palavras-passe de acesso a contas bancárias; os casos de “cyberstalkers”, pessoas que perseguem outras cujo nome e morada aparece na Internet. Isto tudo depois da pedofilia, e de outras utilizações criminosas da Rede.

O que é novo na Rede, quer na “normal” quer na criminosa, são as características psicológicas especificas do mundo em linha, em especial a exploração da fronteira, mais ténue do que parece, entre a realidade e a virtualidade. E isso traz elementos novos como se vê se analisarmos para além do crime em si. Um caso actual é o do assassinato de uma menina de 10 anos, por um autor do blogue chamado “Strange Things are Afoot at the Circle K.”, que tinha feito pouco antes um comentário sobre canibalismo. O que há de novo neste caso e no interesse mediático sobre ele, é que em vez de um diário em papel, ou escritos mais ou menos dementes ou geniais, como era o caso pré-Internet do Unabomber, agora, quase de imediato, todos se voltam para o blogue, para o perfil do blogue, para o rastro na Rede do putativo criminoso. A Rede fica indissociável da nova identidade das coisas, como se entre o mundo virtual e o real a teia fosse completa. E, se calhar, é.

Mas não é este apenas o único aspecto interessante, há outro para que não se tem chamado a atenção: o mundo muito próprio dos que escrevem sobre textos alheios nas caixas de comentários dos blogues ou de órgãos de comunicação em linha. O Things are Afoot at the Circle K. continua em linha e tem, à data em que escrevo, 644 comentários na última nota escrita pelo seu autor, todos eles posteriores ao conhecimento do crime. O blogue continua vivo mesmo depois da prisão do seu autor.

Mas os 644 comentários empalidecem face aos portugueses 1321 comentários do Semiramis cuja anónima autora teria morrido de morte súbita, suscitando as mais contraditórias versões na própria caixa de comentários do blogue. Deixando de parte a polémica sobre as caixas de comentários abertas ou moderadas, ou sobre a sua própria utilidade e valor, deixando de lado também a história pessoal inverificável do que aconteceu à sua autora (ou autor?) anónimo, o interessante é registar que o que há nesse blogue é uma comunidade que aproveita o “lugar” para se encontrar. A caixa de comentários tornou-se numa espécie de chat, que parasita a notoriedade do blogue, como já acontecera no Espectro com os seus finais 494 comentários, onde as pessoas se encontram numa pequeníssima “aldeia global”, que tomam como sua.”

“O comportamento destas pessoas-em-linha é compulsivo, eles “habitam” nas caixas de comentários que são a sua casa. Deslocam-se de caixa para caixa de comentário, deixando centenas de frases, nos sítios mais díspares, revelando nalguns casos uma disponibilidade quase total para comentar, contra-comentar, atacar, responder, mantendo séries enormes que obedecem à regra de muitos frequentadores desta área da Rede: horário laboral na maioria dos casos, quebra no fim-de-semana e nos feriados. São pessoas que estão a escrever do seu local de trabalho ou de estudo, de empresas ou de escolas, onde tem acesso à Internet. Há no entanto, alguns casos de comentadores caseiros e noctívagos, que só podem estar a escrever noite dentro, como era o caso nos primeiros anos da blogosfera portuguesa, antes de se democratizar. É um fenómeno aparentado com muitas outras experiências comunitárias na Rede, mas está longe de ser o mundo adolescente dos frequentadores do MySpace ou dos “salas” de conversa virtual.

No caso português, os comentadores não parecem ser muitos, embora a profusão de pseudónimos e nick names, dê uma imagem de multiplicidade. São, na sua esmagadora maioria, anónimos, mas o sistema de nick names permite o reconhecimento mútuo de blogue para blogue. Estão a meio caminho entre um nome que não desejam revelar e uma identidade pela qual desejam ser identificados. Querem e não querem ser reconhecidos. É o caso da “Zazie”, do “Euroliberal”, do “Sniper”, do “Piscoiso”, “Maloud”, “Bajoulo” “Xatoo”, “Atento”, Dasanta”, “José”, “e-konoklasta”, “Cris”, “Sabine”, “José Sarney”, “anti-comuna”, etc,, etc. Trocam entre si sinais de reconhecimento, cumprimentam-se, desejam-se boas férias, e formam mini-comunidades que duram o tempo de uma caixa de comentários aberta e activa, o que normalmente dura pouco. Depois migram para outra, sempre numa tempestade de frases, expressando acordos e desacordos, simpatias e antipatias, quase sempre centrados na actividade de dizer mal de tudo e de todos.

Imaginam-se como uma espécie de proletariado da Rede, garantes da total liberdade de expressão, igualitários absolutos, que consideram que as suas opiniões representam o “povo”, os “que não tem voz” os deserdados da opinião, oprimidos pelos conhecidos, pelos célebres, pelos “sempre os mesmos”. São eles que dizem as “verdades”. Mas não há só o reflexo do populismo e da sua visão invejosa e mesquinha da sociedade e do poder, há também uma procura de atenção, uma pulsão psicológica para existir que se revela na parasitação dos blogues alheios. Muitos destes comentadores têm blogues próprios completamente desconhecidos, que tentam publicitar, e encontram nas caixas de comentários dos blogues mais conhecidos uma plataforma que lhes dá uma audiência que não conseguem ter.

Não são bem “Trolls”, sabotadores intencionais, mas têm muitas das suas formas perturbadoras de comportamento. A sua chegada significa quase sempre uma profusão de comentários insultuosos e ofensivos que afastam da discussão todos os que ingenuamente pensam que a podem ter numa caixa de comentários aberta e sem moderação. Quando há um embrião de discussão, rapidamente morto pela chegada dos comentadores compulsivos, ela é quase sempre rudimentar, a preto e branco, fortemente personalizada e moralista: de um lado, os bons, os honestos, os dignos, do outra a ralé moral, os ladrões, os preguiçosos que vivem do trabalho alheio, e dos impostos dos comentadores compulsivos presume-se. O que lá se passa é o Far West da Rede: insultos, ataques pessoais, insinuações, injúrias, boatos, citações falsas e truncadas, denúncias, tudo constitui um caldo cultural que, em si , não é novo, porque assenta na tradição nacional de maledicência, tinha e tem assento nas mesas de café, mas a que a Rede dá a impunidade do anonimato e uma dimensão e amplificação universal.

O que é que gera esta gente, em que mundo perverso, ácido, infeliz, ressentido, vivem? O mesmo que alimenta a enorme inveja social em que assentam as nossas sociedades desiguais (por todo o lado existe este tipo de comentadores), agravada pela escassez particular da nossa. Essa escassez não é principalmente material, embora também seja o resultado de muitas expectativas frustradas de vida, mas é acima de tudo simbólica. Numa sociedade que produz uma pulsão para a mediatização de tudo, para a espectacularização da identidade, para os “quinze minutos de fama” e depois deixa no anonimato e na sombra os proletários da fama e da influência, os génios incompreendidos, os justiceiros anónimos, o “povo” das caixas de comentários, não é de admirar que se esteja em plena luta de classes.”

Inevitavelmente, seria acesa a polémica provocada na blogosfera por este artigo, de que são exemplos – para além… dos comentários (via e-mail) no Abrupto -, estas entradas no Blasfémias (de Gabriel Silva, de João Caetano Dias e de Rui Albuquerque), mas igualmente na Grande Loja do Queijo Limiano (também aqui e aqui), no Tugir, e ainda de alguns dos visados (Zazie e Sabine), entre muitos outros.

30 Novembro, 2006 at 8:55 am Deixe um comentário

BLOGOSFERA EM 2006 (VIII)

A 18 de Abril é anunciada a criação de um fórum sobre Podcasting e Podcasts para a Comunidade Portuguesa, visando disponibilizar informação sobre os vários podcasts portugueses, onde seria possível encontrar anúncios de novos programas, notícias sobre podcasting e até alguns contactos de podcasters.

Numa evocação lançada pelo Rua da Judiaria e Miniscente, e debatida, entre outros, pelo AdufeA Origem das EspéciesQuase em Português e Tugir, relembra-se, a 19 de Abril, o 5º centenário do “Pogrom de Lisboa”.

“No “pogrom” de Lisboa de 19 de Abril de 1506, durante o reinado do Rei Manuel I de Portugal, um “cristão-novo” (judeu obrigado a converter-se ao catolicismo sob pena de morte) expressa as suas dúvidas sobre as visões milagrosas na Igreja de S. Domingos em Lisboa. Como consequência, cerca de 4000 judeus, homens, mulheres e crianças, foram massacrados pela população católica, incitados por frades dominicanos. Os judeus foram acusados entre outros “males”, de deicídio e de serem a causa da profunda seca que assolava o país. A matança durou três dias. No seguimento deste massacre, do clima de crescente Anti-Semitismo em Portugal e do estabelecimento da Inquisição, (o tribunal da Inquisição entrou em funcionamento em 1540 e perdurou até 1821) muitas famílias judaicas fugiram do país.”

Para além das “polémicas” (também aqui), é fundamental ler as entradas no “Rua da Judiaria” (O Massacre de Lisboa – I, II, III, IV, V, VI e VII).

O Público assinalava a data, referindo a iniciativa de Nuno Guerreiro (Rua da Judiaria):

Judeus assinalaram 500 anos de massacre “esquecido” em Lisboa 
19.04.2006 – 22h19   Lusa

Uma oração hebraica e algumas velas acesas junto a uma oliveira marcaram hoje a evocação dos 500 anos do massacre de milhares de judeus em Lisboa, em que participaram algumas dezenas de membros da comunidade judaica. No largo de São Domingos, vários judeus, alguns usando o tradicional “kippah” na cabeça, juntaram-se em oração lembrando o “pogrom”, o massacre que começou na igreja que ali se encontra, seguindo um apelo lançado pelo blog Rua da Judiaria. […]”

Também o Diário de Notícias evocava a data, com o artigo “500 anos para lembrar e pedir perdão”:

Sejamos honestos… Há alguém que goste de judeus?” A frase não é de um dos frades dominicanos que terão incitado as gentes lisboetas ao massacre de 4 mil cristãos-novos, em 1506, durante a “semana santa”. Não tem cinco séculos, nem sequer um: é de há dias, escrita na Internet como comentário anónimo à iniciativa de Nuno Guerreiro Josué, que no seu blogue ruadajudiaria.blogspot.com propôs o assinalar da data com uma vigília no Rossio. […]”

29 Novembro, 2006 at 8:58 am Deixe um comentário

TOMAR

Está (finalmente…) concluída a transferência do blogue que venho mantendo sobre Tomar para uma “nova casa”, na plataforma WordPress.

O Tomar teve início em 1 de Março de 2004, comemorando os 844 anos da fundação da cidade de Tomar, tendo sido criado na plataforma de blogues do Sapo (http://tomar.blogs.sapo.pt), na qual esteve instalado até 04.04.2005; nessa data, passou para a plataforma weblog.com.pt (http://tomar.weblog.com.pt), em que foi publicado até 05.11.2006. A partir de 10.11.2006, passou a ser editado na plataforma WordPress.

Janela CapituloAo longo de pouco mais de dois anos e meio, os “números-chave” deste blogue resumem-se da seguinte forma: cerca de 1 100 “entradas”, aproximadamente 60 000 visitas (das quais, 55 000 nas anteriores plataformas), por cerca de 36 500 visitantes (dos quais, cerca de 35 000 nas anteriores plataformas). Números que excedem as minhas mais optimistas expectativas e que constituem um importante incentivo a continuar.

Outros importantes incentivos (motivo de enorme satisfação) constituiram as gratificantes referências que os jornais “O Templário” (também aqui e aqui) e “Cidade de Tomar” fizeram o favor de apresentar sobre esta página cuja única pretensão é o de divulgar o nome da minha terra, sendo as recompensas maiores o prazer de escrever e a satisfação de ser lido.

Ao longo deste período, esse prazer de escrever e divulgar a minha terra, traduziram-se em alguns “dossiers temáticos” mais destacados que agora aqui relembro, com um convite a que faça uma visita:

A Lenda de Santa Iria, “Viagens Na Minha Terra”, Almeida Garret (8 a 12.03.04)

– “Viagem pela blogosfera regional“, com indicação de 100 “blogues” de cariz regional (10.03.04 a 01.04.04)

– “Os Templários – Esses grandes senhores de mantos brancos“, Michel Lamy (15 a 19.03.04)

U. Tomar – Palmarés, Presenças na I Divisão, Classificações e Resultados (aos Domingos, entre 21.03.04 e 20.06.04)

Quinta do Bill – História e Discografia (22 a 28.03.04)

Inventário do Património Arquitectónico, com destaque individualizado a 40 monumentos e construções de Tomar, com base em página da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (23.03.04 a 01.05.04)

Fatias de Cá – História e espectáculos (30.03.04, 3, 10, 17, 24 e 31.07.04 e 31.10.04)

Fernando Lopes Graça – Vida e obra (31.03.04 a 02.04.04)

Gualdim Pais (5 e 06.04.04)

– “O Pêndulo de Foucault“, Umberto Eco (19.04.04 a 14.05.04)

Viagem pelas Freguesias (16 semanas dedicadas, cada uma delas, a uma freguesia do concelho de Tomar, de 03.05.04 a 17.09.04)

Museus de Tomar (17 a 21.05.04)

Reforma Administrativa do Território (14 a 18.06.04)

Sp. Tomar – Palmarés, Classificações na I Divisão e Presenças na Taça CERS (27.06.04 e aos Sábados e Domingos, entre 10.07.04 e 31.10.04)

Jácome Ratton (28.06.04 a 02.07.04)

Inês Pedrosa (16.07.04)

– “Crónica para Tomar“, António Lobo Antunes (13.09.04)

Resultados das eleições para Assembleia da República, no concelho de Tomar e no distrito de Santarém (12.01.05 a 21.02.05)

– “O Segredo dos Templários” (03.03.05 a 10.03.05)

Tuna Templária (05.04.05 a 06.04.05)

Jogos Sem Fronteiras em Tomar (25.04.05 a 29.04.05)

U. Tomar – “Crónicas da História” (10.06.05 a 31.07.05)

“Tomar”, de José-Augusto França (20.06.05 a 01.07.05)

Campeões Distritais de Futebol (25.07.05 a 03.08.05)

Taça Ribatejo Futebol (04.08.05 a 07.08.05)

Eleições Autárquicas (13.09.05 a 11.10.05).

28 Novembro, 2006 at 3:08 pm Deixe um comentário

BLOGOSFERA EM 2006 (VII)

A 10 de Abril, na sequência do termo d’O Acidental, Paulo Pinto Mascarenhas lançava o ABC, “em trânsito” para a sua fixação “exclusiva” no blogue da Revista Atlântico, a partir de 27 de Junho.

Iniciava-se também o “Blasfémias Médicas”, blogue temático, especialmente dedicado a assuntos de medicina – então anunciado como o primeiro de uma futura «Rede Blasfémias»; a 23 surgiria o “Vídeo Blasfémias“, especialmente dedicado a filmes e imagens animadas.

A 13, o Kontratempos resolve promover a divulgação de actos administrativos que podem ser desburocratizados na função pública, “pequenos obstáculos que surgem na vida de todos os dias e que as medidas mais macro do governo dificilmente conseguirão eliminar”.

No dia 15, em artigo no Público, João Pedro Pereira aborda os “Novos caminhos da Internet”:

Nós, a Rede
15.04.2006 – 08h53 : João Pedro Pereira

“Antes, a Internet era um sítio onde os utilizadores entravam e permaneciam temporariamente. Um parêntesis na vida real, que decorria off-line. Hoje, as pessoas têm uma identidade online, partilham fotografias e vídeos, discutem as notícias, colocam os pensamentos e episódios privados ao alcance de um qualquer motor de busca. “A nossa vida está online e parece que isso interessa aos desconhecidos”, explica José Luís Orihuela, professor na Universidade de Navarra, em Espanha, e autor do blogue eCuaderno. O crescente ritmo de adesão, ao nível social das tecnologias de informação, está a contribuir para um processo imparável de digitalização e virtualização de muitas das nossas experiências quotidianas”, defende Orihuela, para quem o correio electrónico, os chats, os sistemas de mensagens instantâneas, entre outros, “mudaram as práticas sociais e comunicativas”.

A World Wide Web representa uma fatia significativa destas novas formas de socialização. Nascem todos os dias serviços que tornam a Web num espaço de interacção e são cada vez mais aqueles que acorrem aos chamados sites de “social networking” para manter contacto com amigos ou para travar novos conhecimentos, através de um sistema que permite “conhecer” os amigos dos amigos e assim formar uma rede digital de amizades.

Números de um estudo recente levado a cabo nos EUA dão conta da importância crescente desta chamada “Web social”, que faz parte daquilo que muitos especialistas definem como “a segunda geração da Web”. Enquanto os tradicionais gigantes on-line, como o portal Yahoo! ou a leiloeira eBay, mantiveram praticamente inalterados os seus números de acessos, o Blogger (o serviço de blogues do Google), a Wikipédia (uma enciclopédia que qualquer um pode alterar) ou o MySpace (um site de “social networking”) cresceram, respectivamente, 528, 318 e 275 por cento entre 2004 e 2005.

Este recente boom da Web social está relacionado com o aparecimento de ferramentas que permitem que qualquer pessoa comunique, publique e coopere de forma simples, considera Orihuela. “A chamada “Web social” não é mais do que “a Web das pessoas”, aquilo que esta sempre deveria ter sido: um espaço para a criação colectiva de conhecimento, para a cooperação no trabalho à distância e para a publicação à escala universal de todo o tipo de conteúdos.”

A ideia de usar o mundo on-line como um espaço social está, contudo, longe de ser nova. Mas, antes, a Internet era “uma outra vida, onde as pessoas representavam” e se escondiam atrás do nick ou avatar (o nome que se dá à imagem usada pelos utilizadores de chats ou fóruns para se identificarem), explica Paulo Querido, autor do livro Amizades Virtuais, Paixões Reais e co-autor do site DoMelhor.net, no qual os utilizadores escolhem, comentam e votam nas melhores notícias. “Hoje não há duas vidas”, refere. “E as pessoas já não têm a mesma necessidade de ter nicks.”

Inspirados pela filosofia da Web social e pelos potenciais lucros gerados pelas visitas diárias de milhares de utilizadores, surgem constantemente novos serviços destinados a todo o tipo de nichos: mapas que permitem assinalar as casas dos amigos, agendas on-line para que qualquer pessoa possa saber quais os compromissos de outra, sistemas para partilha de sites favoritos ou páginas onde é possível seguir comentários deixados em weblogs e as respectivas respostas. “Estamos a descobrir uma verdade elementar da nossa espécie”, diz Orihuela. “As pessoas querem comunicar e cooperar umas com as outras. Hoje, finalmente, dispomos de ferramentas para o fazer à escala planetária”.”

28 Novembro, 2006 at 8:02 am Deixe um comentário

OBRIGADO!

27 Novembro, 2006 at 11:20 pm 2 comentários

BLOGOSFERA EM 2006 (VI)

É então apresentado pelo Governo o programa “Simplex”, um conjunto de 333 medidas de desburocratização, que, naturalmente, viria a ser amplamente debatido na blogosfera.

A 2 de Abril, é anunciado o fim d’O Acidental.

No dia 5, no Abrupto, numa iniciativa inédita na blogosfera portuquesa, inicia-se a pré-publicação de uma edição da “Guerra & Paz Editores”, excertos do novo livro de Agustina Bessa-Luís.

No mesmo dia, Clara Ferreira Alves publica artigo no “Diário Digital”:

“Os jornais ainda não encontraram a fórmula para combater os seus dois inimigos, a televisão e a net, incluindo esse novo mundo da blogosfera, que será em breve um velho mundo e sofrerá o seu backlash. A blogosfera é um saco de gatos que mistura o óptimo com o rasca e acabou por tornar-se um prolongamento do magistério da opinião nos jornais. Num qualquer blogger existe e vegeta um colunista ambicioso ou desempregado ou um mero espírito ocioso e rancoroso. Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, agora publicam-se as ejaculações. Mas, sem querer estar aqui a analisar a blogosfera e as suas implicações, nem a evidente vantagem dessa existência e da qualidade e liberdade que revela por vezes, destituindo do seu posto informativo os jornais e televisões aprisionados em formatos e vícios, o resíduo principal de tudo isto é que os jornais mudaram, e muito, e mudaram muito rapidamente. Parafraseando Pessoa na hora da morte, We know not what tomorrow will bring.”

A 6 de Abril, na revista “Sábado”, José Pacheco Pereira analisa um estudo da Marktest sobre a leitura de blogues (questão também debatida por David Justino, no Quarta República), colocando «sérias reservas», nomeadamente em função das premissas em que se baseou a recolha da amostra.

No dia 8, menos de 3 meses depois do seu “regresso” e na sequência de uma reduzida participação, Daniel Oliveira abandona o Aspirina B… anunciando que regressará em breve, com outro projecto. O Arrastão viria a surgir pouco tempo depois…

No dia seguinte, nasce o Extratexto, blogue dedicado à edição, indústria editorial e ao mercado do livro em Portugal.

Ao mesmo tempo, no Íntima Fracção, Francisco Amaral publicava uma relação de temas musicais, colocando à eleição dos seus leitores a indicação dos que deveriam constar numa colectânea dos 22 anos do prestigiado programa radiofónico.

27 Novembro, 2006 at 8:33 am Deixe um comentário

blOgSERVATÓRIO

“Observando o que se passa na blogosfera” é o lema do blOgSERVATÓRIO, um apontador de blogues, com actualizações frequentes (de 5 em 5 minutos!), acompanhando, para já, um conjunto de quase 200 blogues.

Agora disponibilizando também “snapshots” (“mini-retratos instantâneos” de cada uma das entradas mais recentes dos blogues monitorizados).

26 Novembro, 2006 at 6:25 pm 2 comentários

SENA SANTOS = SERVIÇO PÚBLICO

Sena Santos - PodcastExtraordinário o profissionalismo de Francisco Sena Santos no seu podcasting diário, um serviço público de primeira qualidade. Obrigatório!

25 Novembro, 2006 at 8:15 am 2 comentários

ANTÓNIO GEDEÃO – 100 ANOS

Pedra Filososal

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança
.

O poeta António Gedeão / professor e historiador de ciência Rómulo de Carvalho completaria hoje 100 anos…

24 Novembro, 2006 at 5:35 pm Deixe um comentário

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