BLOGOSFERA EM 2006 (VII)

28 Novembro, 2006 at 8:02 am Deixe um comentário

A 10 de Abril, na sequência do termo d’O Acidental, Paulo Pinto Mascarenhas lançava o ABC, “em trânsito” para a sua fixação “exclusiva” no blogue da Revista Atlântico, a partir de 27 de Junho.

Iniciava-se também o “Blasfémias Médicas”, blogue temático, especialmente dedicado a assuntos de medicina – então anunciado como o primeiro de uma futura «Rede Blasfémias»; a 23 surgiria o “Vídeo Blasfémias“, especialmente dedicado a filmes e imagens animadas.

A 13, o Kontratempos resolve promover a divulgação de actos administrativos que podem ser desburocratizados na função pública, “pequenos obstáculos que surgem na vida de todos os dias e que as medidas mais macro do governo dificilmente conseguirão eliminar”.

No dia 15, em artigo no Público, João Pedro Pereira aborda os “Novos caminhos da Internet”:

Nós, a Rede
15.04.2006 – 08h53 : João Pedro Pereira

“Antes, a Internet era um sítio onde os utilizadores entravam e permaneciam temporariamente. Um parêntesis na vida real, que decorria off-line. Hoje, as pessoas têm uma identidade online, partilham fotografias e vídeos, discutem as notícias, colocam os pensamentos e episódios privados ao alcance de um qualquer motor de busca. “A nossa vida está online e parece que isso interessa aos desconhecidos”, explica José Luís Orihuela, professor na Universidade de Navarra, em Espanha, e autor do blogue eCuaderno. O crescente ritmo de adesão, ao nível social das tecnologias de informação, está a contribuir para um processo imparável de digitalização e virtualização de muitas das nossas experiências quotidianas”, defende Orihuela, para quem o correio electrónico, os chats, os sistemas de mensagens instantâneas, entre outros, “mudaram as práticas sociais e comunicativas”.

A World Wide Web representa uma fatia significativa destas novas formas de socialização. Nascem todos os dias serviços que tornam a Web num espaço de interacção e são cada vez mais aqueles que acorrem aos chamados sites de “social networking” para manter contacto com amigos ou para travar novos conhecimentos, através de um sistema que permite “conhecer” os amigos dos amigos e assim formar uma rede digital de amizades.

Números de um estudo recente levado a cabo nos EUA dão conta da importância crescente desta chamada “Web social”, que faz parte daquilo que muitos especialistas definem como “a segunda geração da Web”. Enquanto os tradicionais gigantes on-line, como o portal Yahoo! ou a leiloeira eBay, mantiveram praticamente inalterados os seus números de acessos, o Blogger (o serviço de blogues do Google), a Wikipédia (uma enciclopédia que qualquer um pode alterar) ou o MySpace (um site de “social networking”) cresceram, respectivamente, 528, 318 e 275 por cento entre 2004 e 2005.

Este recente boom da Web social está relacionado com o aparecimento de ferramentas que permitem que qualquer pessoa comunique, publique e coopere de forma simples, considera Orihuela. “A chamada “Web social” não é mais do que “a Web das pessoas”, aquilo que esta sempre deveria ter sido: um espaço para a criação colectiva de conhecimento, para a cooperação no trabalho à distância e para a publicação à escala universal de todo o tipo de conteúdos.”

A ideia de usar o mundo on-line como um espaço social está, contudo, longe de ser nova. Mas, antes, a Internet era “uma outra vida, onde as pessoas representavam” e se escondiam atrás do nick ou avatar (o nome que se dá à imagem usada pelos utilizadores de chats ou fóruns para se identificarem), explica Paulo Querido, autor do livro Amizades Virtuais, Paixões Reais e co-autor do site DoMelhor.net, no qual os utilizadores escolhem, comentam e votam nas melhores notícias. “Hoje não há duas vidas”, refere. “E as pessoas já não têm a mesma necessidade de ter nicks.”

Inspirados pela filosofia da Web social e pelos potenciais lucros gerados pelas visitas diárias de milhares de utilizadores, surgem constantemente novos serviços destinados a todo o tipo de nichos: mapas que permitem assinalar as casas dos amigos, agendas on-line para que qualquer pessoa possa saber quais os compromissos de outra, sistemas para partilha de sites favoritos ou páginas onde é possível seguir comentários deixados em weblogs e as respectivas respostas. “Estamos a descobrir uma verdade elementar da nossa espécie”, diz Orihuela. “As pessoas querem comunicar e cooperar umas com as outras. Hoje, finalmente, dispomos de ferramentas para o fazer à escala planetária”.”

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