Archive for Abril, 2004
EURO 2004 (XVIII) – 1976
GRUPO 4
Dinamarca – Espanha . 1-2 / 0-2
Dinamarca – Roménia . 0-0 / 1-6
Escócia – Espanha . 1-2 / 1-1
Espanha – Roménia . 1-1 / 2-2
Roménia – Escócia . 1-1 / 1-1
Dinamarca – Escócia . 0-1 / 1-3
1º Espanha (9); 2º Roménia (7); 3º Escócia (7); 4º Dinamarca (1)
GRUPO 5
Finlândia – Polónia . 1-2 / 0-3
Finlândia – Holanda . 1-3 / 1-4
Holanda – Itália . 3-1 / 0-1
Itália – Polónia . 0-0 / 0-0
Finlândia – Itália . 0-1 / 0-0
Polónia – Holanda . 4-1 / 0-3
1º Holanda (8); 2º Polónia (8); 3º Itália (7); 4º Finlândia (1)
GRUPO 6
Irlanda – URSS . 3-0 / 1-2
Turquia – Irlanda . 1-1/ 0-4
Turquia – Suíça . 2-1 / 1-1
URSS – Turquia . 3-0 / 0-1
Irlanda – Suíça . 2-1 / 0-1
Suíça – URSS . 0-1 / 1-4
1º URSS (8); 2º Irlanda (7); 3º Turquia (6); 4º Suíça (3)
[1211]
UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (III)
Sucede tudo com São Bernardo. Lembram-se de São Bernardo, não? Bernardo intui logo que a ideia deve ser cultivada, e apoia aqueles nove aventureiros, transformando-os numa Militia Christi, digamos mesmo que os Templários, na sua versão heróica, os inventou ele.
25 DE ABRIL – "EXPRESSO"
Às 10h47, novo comunicado é lido aos microfones do Rádio Clube Português:
“O Movimento das Forças Armadas constata que a população civil não está a respeitar o apelo já efectuado para que se mantenha em casa.
Muito embora o controle das acções desencadeados seja quase total, tendo já o ex-ministro do Exército abandonado o Ministério e entrado em contacto com oficiais superiores do Comando do Movimento, pede-se mais uma vez à população que permaneça nas suas casas, a fim de não pôr em perigo a sua própria integridade física.
Em breve será radiodifundido um comunicado esclarecendo o domínio da situação.”
P. S. Desta vez, permitir-me-ão o agradecimento mais “especial”, ao Professor Vital Moreira, pela honra com que me distingue, com a referência no Causa Nossa. Obrigado!
[1209]
48′ E 15”… OU A MAGIA DO FUTEBOL
Decorria o 48º minuto (!) do “Telejornal” da TVI, quando Miguel Sousa Tavares colocou ponto final no primeiro tema do dia: “A Europa sabe lá quem é Valentim Loureiro!…”
… 15 segundos foi o tempo que Nonda (avançado do Monaco) necessitou para, entrando em campo aos 83 minutos, tocar pela primeira vez na bola, e marcar o 3º golo da sua equipa que – mesmo jogando meia hora com apenas 10 jogadores – conseguiu passar o resultado de 1-1 para 3-1, no jogo Monaco-Chelsea das 1/2 finais da Liga dos Campeões Europeus, entrando na “rota da Final”, assim fazendo reviver a magia do futebol… que já experimentara na eliminatória anterior, ao eliminar o “todo poderoso” Real Madrid.
[1208]
EURO 2004 (XVII) – 1976
GRUPO 1
Inglaterra – Checoslováquia . 3-0 / 1-2
Inglaterra – Portugal . 0-0 / 1-1
Inglaterra – Chipre . 5-0 / 1-0
Checoslováquia – Chipre . 4-0 / 3-0
Checoslováquia – Portugal . 5-0 / 1-1
Chipre – Portugal – 0-2 / 0-1
1º Checoslováquia (9); 2º Inglaterra (8); 3º Portugal (7); 4º Chipre (0)
GRUPO 2
Áustria – P. Gales . 2-1 / 0-1
Luxemburgo – Hungria . 2-4 / 1-8
P. Gales – Hungria . 2-0 / 2-1
P. Gales – Luxemburgo . 5-0 / 3-1
Luxemburgo – Áustria . 1-2 / 2-6
Áustria – Hungria . 0-0 / 1-2
1º P. Gales (10); 2º Hungria (7); 3º Áustria (7); 4º Luxemburgo (0)
GRUPO 3
Noruega – I. Norte . 2-1 / 0-3
Jugoslávia – Noruega . 3-1 / 3-1
Suécia – I. Norte . 0-2 / 2-1
I. Norte – Jugoslávia . 1-0 / 0-1
Suécia – Jugoslávia . 1-2 / 0-3
Suécia – Noruega . 3-1 / 2-0
1º Jugoslávia (10); 2º I. Norte (6); 3º Suécia (6); 4º Noruega (2)
[1207]
UMBERTO ECO – O PÊNDULO DE FOUCAULT (II)
Não, quero dizer, a história todos a sabem. Há a primeira Cruzada, está bem? E eis que em 1118, sob o reinado de Balduíno II, chegam nove personagens, guiadas por um certo Hugo de Payns, e constituem o primeiro núcleo de uma Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo: uma ordem monástica, mas com espada e armadura.
"EVOLUÇÃO" (!?)
Não sei se o autor do “slogan” da “Evolução” terá podido percepcionar por completo – e antecipadamente – as implicações que esta ideia “peregrina” iria ter… Não sei se existia uma intenção deliberada de “apagar a Revolução”. Não restam dúvidas de que se quis pôr a tónica no percurso “pós-PREC”, como se as consequências (neste caso, os efeitos) não decorressem das causas.
O que me parece também inegável é que esta “história do R” vem mais uma vez colocar em evidência a dinâmica da blogosfera, com alguns textos muito bons, como o de Rui Tavares (ontem no Barnabé), mas também os de Paulo Querido (n’O Vento Lá Fora – ver também aqui) e o de Luís Ene (no Ene Coisas) e, já antes, de Luís Rainha no (Blogue de Esquerda – ver também aqui) e ainda este de José Mário Silva. Leia-se também a Internet para as Domésticas. E, a terminar, esta “entrada” do genial Ricardo Araújo Pereira (Gato Fedorento).
É que se há discussão “lá fora, no mundo real”, não tive ainda oportunidade de ver, sobretudo na imprensa “tradicional” – supostamente com maiores responsabilidades neste debate -, textos desta qualidade…
Adenda: Contrariando o parágrafo anterior, ler o artigo de Vital Moreira, hoje no “Público” (ver “entrada estendida”)… e, também, no “blogue” (Causa Nossa). E, a 21 de Abril, novo artigo a ler, de Nuno Severiano Teixeira, agora no Diário de Notícias (ver também em “entrada estendida”).
[1205]
(mais…)
25 DE ABRIL – "O SÉCULO"
Às 8h45, era emitido nova comunicação (essencialmente, reafirmando o teor do comunicado precedente):
“As Forças Armadas iniciaram uma série de acções com vista à libertação do País do regime que há longo tempo o domina.
Nos seus comunicados, as Forças Armadas têm apelado para a não intervenção das forças policiais, com o objectivo de se evitar derramamento de sangue. Embora este desejo se mantenha firme, não se hesitará em responder, decidida e implacavelmente, a qualquer oposição que venha a manifestar-se.
Consciente de que interpreta os verdadeiros sentimentos da nação, o movimento das Forças Armadas prosseguirá na sua acção libertadora e pede à população que se mantenha calma e que recolha às suas residências.
Viva Portugal!”
[1204]
EURO 2004 (XVI) – 1976
A 5ª Edição do Campeonato da Europa teria uma fase final (disputada em 1976 na Jugoslávia) muito peculiar: todos os jogos terminaram empatados, tendo sido portanto necessário disputar prolongamentos de desempate em todos eles!
Mais difícil ainda: na final, entre a RFA (campeã mundial em 1974) e a Checoslováquia, o prolongamento não ditou o vencedor; pela primeira vez na história da prova, teve de recorrer-se ao desempate por via da marcação de pontapés da marca de grande penalidade, com um magistral golo decisivo de Panenka (um .chapéu. a Sepp Maier . possivelmente o melhor guarda-redes de todos os tempos, lugar que disputa talvez com Gordon Banks ., fazendo a bola subir e, de imediato, descer de forma abrupta).
A estrutura da prova manteve-se inalterada em relação à edição anterior, novamente com 32 países participantes, repartidos, numa primeira fase, em 8 grupos de 4 equipas, apurando-se o vencedor de cada grupo para os 1/4 final.
Na fase de grupos, a surpresa de um vencedor inesperado, o P. Gales, num grupo de que faziam parte a Hungria e a Áustria.
O Luxemburgo continuou a ser .a vítima. (derrota de 1-8 com a Hungria e 2-6 com a Áustria); a Roménia venceria também a Dinamarca por 6-1, mas a maior .goleada. foi aplicada pela RFA (8-0 a Malta). O Chipre e Luxemburgo seriam as únicas equipas apenas com derrotas (6).
Pela primeira vez, foram introduzidas as substituições nos jogos da fase final.
A Holanda, vice-campeã mundial, ficaria, desta vez, pelas meias-finais, perdendo com o futuro campeão.
. Tal como Portugal, inserido num grupo muito forte (em que seria 3º), ganho pela Checoslováquia (que impôs a Portugal uma pesada derrota por 5-0, tendo, no jogo em casa, a equipa portuguesa obtido um empate com o futuro campeão), seguindo-se a Inglaterra no lugar imediato (acabaria afastada da prova pelos dois empates cedidos frente a Portugal, um deles em Wembley).
[1203]
MEGA FERREIRA E LISBOA
Não tive ainda oportunidade de ver referência na blogosfera à crónica / artigo de opinião de António Mega Ferreira, na revista .Visão. (edição de 15 a 21 de Abril), sob o título .Lisboa, minguante..
Escreve Mega Ferreira: .Ciclicamente (quando saem os resultados de um novo censo), erguem-se vozes de alarme perante aquilo que é o decréscimo continuado da população do concelho de Lisboa. Quando eu era adolescente, Lisboa tinha «cerca de um milhão de habitantes», dizia-se, para arredondar o prestígio da metrópole; hoje, são pouco mais de 650 mil os que ainda residem no perímetro do concelho..
E, na sequência de uma análise em que diagnostica os problemas que afectam Lisboa, Mega Ferreira conclui: .E, no entanto, nunca se fez sentir tanto a falta de uma política de promoção que seja capaz de devolver à cidade a sua atractividade como lugar de residência, de trabalho e de lazer. Também é para isso que se elege uma gestão autárquica. Esta ou outra..
Estará Mega Ferreira exclusivamente numa posição de .observador. / comentador? Poderão os últimos dois períodos do texto ser apercebidos como uma forma de posicionamento para uma .intervenção mais activa. do autor? Depois dos .sucessos. que teve na acção que desenvolveu ao serviço da Parque Expo na requalificação urbana da zona oriental da cidade de Lisboa, poderá / quererá Mega Ferreira .abalançar-se. a uma tarefa de índole .mais abrangente., ao nível dos Paços do Concelho?
[1202]



