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…28 DIAS – BOROBODUR (JAVA) / BALI
Construído cerca do ano 750 pela dinastia Shailendra, e misteriosamente abandonado pouco tempo depois, Borobodur, uma das maravilhas do mundo, é uma grande estrutura religiosa construída para representar o universo Budista, sendo efectivamente o maior santuário budista do mundo.

Tem 250 metros de altura, com uma base num quadrado de 113 metros de lado, tendo sido construído num estilo piramidal, agrupando mais de 1 milhão de blocos.
Encontrava-se abandonado na selva até ser redescoberto por Stamford Raffles em 1814, tendo beneficiado também da intervenção a nível de recuperação, levada a cabo pela UNESCO.
Está disposto em quatro níveis, representando os níveis da realidade, dos quais apenas três visíveis, dado que o outro se situa sob a terra. O primeiro nível tem cinco degraus. No segundo nível, podem apreciar-se 72 Stupas (templos) dispostos em três círculos, cada um dos quais contendo no seu interior uma estátua de Buda. No terceiro nível, uma Stupa gigantesca, embora vazia (representando o vazio cósmico).
Na Indonésia, obviamente a visitar também, Bali!
Banhada pelo Oceano Índico, “>Bali . uma das 13 667 ilhas da Indonésia ., com certeza a mais bela e exótica de todas, com apenas 5 620 quilómetros quadrados, e a única de população de religião hinduísta, repartindo-se o culto por cerca de 22 000 templos (praticamente presentes em todas as ruas), todos eles ornamentados com inúmeras estátuas, tendo por como objectivo .afastar os maus espíritos dos locais sagrados. ou louvar as diversas divindades.
Também conhecida como o .paraíso do surf., devido às suas ondas e inúmeras praias.
Há 1 ano no Memória Virtual – A Revolução na Blogosfera
P. S. Foi divulgado ontem o “Relatório de Desenvolvimento Humano“, emitido pelo PNUD (Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas). À semelhança do que aqui fiz há cerca de 1 ano, fica a promessa de uma análise detalhada numa próxima semana.
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…29 DIAS – AUSTRÁLIA
País-continente, nele é possível encontrar todos os tipos de clima, desde tropical até temperado; com paisagens distintas, desde desertos de pedra e areia, planaltos, florestas tropicais, florestas árcticas, cadeias de montanhas e regiões com clima quente.
A Austrália é a maior ilha da Terra, com 7,7 milhões de km quadrados, distando os extremos norte e sul cerca de 3 700 km, enquanto que o leste e o oeste atingem uma extensão de 4 000 km.

O gigante rochedo vermelho Ayers Rock (maior monolito do mundo) é uma atracção maior . visitado anualmente por mais de meio milhão de pessoas ., uma das grandes maravilhas do mundo, podendo a sua cor variar até tonalidades de cinzento, em função das condições meteorológicas. É particularmente impressionante ao nascer e pôr-do-sol, quando muda de tonalidade.
Situado no meio do deserto, sem montanhas em redor, conhecido no mundo ocidental como Ayers Rock durante mais de um século, regressou à posse original dos aborígenes Anangu em 1985, retomando assim o seu nome original: Uluru.
É considerado um .local sagrado. para os aborígenes. Trata-se de um rochedo com 350 metros de altura e 8 km de diâmetro.
Também na Austrália, a admirável Grande Barreira de Coral, localizada próxima da costa nordeste de Queensland; este recife de corais, com cerca de 2 000 km, consiste em milhares de pequenos recifes e mais de 600 ilhas, contendo 30 000 espécies da vida marinha (maior parque marinho protegido do mundo); é o único organismo vivo que pode ser visto a partir do espaço.
Há 1 ano no Memória Virtual – Touros de morte, prós e contras
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…30 DIAS – ANGKOR VAT
E, finalmente (!), aproximam-se as férias; numa contagem decrescente, de 30 dias, com início hoje, procurando alguns caminhos menos “repisados”, mobilizando a nossa curiosidade, uma viagem por algumas maravilhas do nosso mundo, a descobrir!
Começando com Angkor Vat, no Cambodja.

Situada no centro do Cambodja, a cidade de Angkor, outrora ocupada por monges budistas, chegou a ser a capital e centro religioso de um pujante império, que abrangia partes da Tailândia, Laos, Vietname e China.
Angkor tinha sido abandonada há mais de 500 anos; oculta pela densa selva, seria redescoberta, em ruínas, por um botânico francês, Henri Mouhot, cerca de 1860.
A .jóia da coroa., Angkor Vat, complexo religioso de templos e palácios, construído entre 1112 e 1152 pelo Império Khmer, dedicado a Vishnu (divindade hindu), embora se acredite que teria servido de mausoléu ao próprio rei, Suryavarman II.
Hoje, constitui um símbolo nacional, marcando presença na própria bandeira do país.
Um vasto mapa em pedra, representando o cosmos. As suas dimensões traduzem uma escala monumental: a muralha mede 1 000 metros por 800 metros, tendo o fosso 200 metros de largura, representando os oceanos.
As cinco torres representam os cinco cumes do monte Meru, a morada mítica de Shiva. A parede exterior está decorada com o mais longo baixo-relevo do Mundo.
Em 1991, a UNESCO empreendeu um plano ambicioso para preservar e desenvolver o sítio histórico de Angkor.
Há 1 ano no Memória Virtual – Le 14 juillet
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ANTÓNIO VITORINO
Não deixa de não ser outra “decepção“…
E dá que pensar: porque será que tantas pessoas ao “mais alto nível” não querem assumir responsabilidades a nível de governo ou de liderança política?
Numa decisão “muito ponderada“, António Vitorino justifica que: “Há coisas que eu acho que sei fazer. Há coisas que com humildade reconheço que, ou não sei, ou não tenho a motivação para fazer“…
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"ALL STARS" (FUNDAÇÃO LUÍS FIGO)
Pelo segundo ano consecutivo, a Fundação Luís Figo promove a realização de um jogo de futebol, designado “All Stars“, com finalidades de beneficiência, a decorrer hoje, pelas 19h45m, no Estádio do Algarve (Faro-Loulé), no qual participarão uma selecção de jogadores que disputam o campeonato português e uma selecção internacional.
As “grandes atracções” serão Michael Schumacher (que “brilhou” na edição do ano passado), Ronaldo e Zidane.
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JORGE SAMPAIO
Jorge Sampaio foi eleito por sufrágio directo, por 2 vezes, para o cargo de Presidente da República.
Nunca deixou de integrar o quadro de militantes do Partido Socialista porque entendeu que não faria sentido “abandonar” o partido que era o seu, a instituição com que, politicamente, se identifica.
Não obstante a base de apoio que o elegeu ser predominantemente a oriunda da área política em que se insere o Partido Socialista, ao assumir o cargo, torna-se necessariamente no Presidente de “todos os portugueses”.
Jorge Sampaio tomou ontem a mais difícil decisão da sua vida (podemos imaginar o que lhe terá custado!), revelando uma capacidade de isenção e imparcialidade que, porventura, não estaria ao alcance de todos. A sua decisão não foi condicionada por qualquer estratégia ou táctica, uma vez que se aproxima do termo do seu segundo mandato, o que não lhe permite a reeleição.
Compreende-se a decepção que assalta neste momento aqueles que sempre o apoiaram.
Não obstante os relativamente limitados poderes presidenciais, acho que o Presidente deve continuar a merecer o nosso voto de confiança; se foi capaz de ser imparcial ontem, concerteza o continuará a ser, ainda mais, daqui para a frente, procurando sempre privilegiar na orientação da sua acção a defesa dos interesses de todos os portugueses.
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DIFÍCEIS DECISÕES
1. Já por duas vezes o tinha aqui escrito: em minha opinião, esta não seria a melhor decisão para Portugal.
2. Continuo a pensar que o novo Governo dificilmente terá sólidas condições para governar em estabilidade (o princípio essencial no qual se baseou a decisão).
3. O novo Governo estará condicionado – viverá “espartilhado” – por um conjunto de factores cuja gestão será de grande complexidade: desde a necessidade de “agradar” aos portugueses, numa perspectiva de curto prazo; passando pelo estreito “controlo” que sobre ele impenderá da parte do Presidente, sempre com a “ameaça” da dissolução qual “espada de Dâmocles”; terminando numa conjuntura em que a crise não está ainda debelada e em que a oposição mais à esquerda tenderá a radicalizar posições, com inevitável instabilidade social.
4. O novo Governo não poderá mais ter como alibi a “herança” governamental anterior.
5. Vivemos em democracia.
6. Temos de respeitar a decisão do Presidente da República; foi para tomar decisões (difíceis) que foi eleito.
7. Por maior decepção que elas provoquem; em particular a Ferro Rodrigues, que, no meu entendimento, tomou uma (difícil) decisão, que terá sido precipitada mais pela emoção que pela razão.
8. Às vezes, escreve-se “direito por linhas tortas”…
9. Que a maioria governamental entenda a sensibilidade do actual momento.
10. Que o actual maior partido da oposição possa aproveitar este difícil momento para, reforçando-se, reforçar a democracia portuguesa.
[1540]
DURÃO BARROSO PRESIDENTE DA COMISSÃO EUROPEIA
Num mesmo dia (hoje), o Primeiro-Ministro de Portugal, Durão Barroso, anuncia ao país a sua intenção de aceitar o convite para presidir à Comissão Europeia, substituindo o italiano Romano Prodi:
“Nenhum líder se deve furtar a dar o seu contributo para uma União Europeia mais forte e mais justa”… “Portugal deve muito à Europa e, quando esta pede o contributo do país, não se deve dizer não“.
…Para, poucas horas depois, ser nomeado oficialmente, pelos líderes europeus reunidos em cimeira extraordinária, em Bruxelas, Presidente da Comissão Europeia (devendo agora esta nomeação ser aprovada pelo Parlamento Europeu):
“Designa-se José Manuel Durão Barroso como a personalidade que o Conselho se propõe nomear presidente da Comissão para o período compreendido entre 1 de Novembro de 2004 e 31 de Outubro de 2009“.
Recorrendo às palavras do Comissário Europeu António Vitorino, agora demissionário (o mandato da Comissão termina amanhã, 30 de Junho), “felicito Durão Barroso pela sua indigitação…”. “Os portugueses devem sentir-se orgulhosos da escolha ter recaído num português“.
É claro que há a outra “face da moeda”; ao aceitar um cargo a nível internacional, com a inerente demissão do cargo de Primeiro-Ministro, o Governo de Portugal cessará automaticamente o exercício das suas funções.
Já aqui referi que o Presidente Jorge Sampaio tem “em mãos” uma difícil decisão (dada a contestação que inevitavelmente implicará), mas simultanamente, uma decisão fácil, que é a de – num contexto em que os pressupostos que levaram à formação deste Governo estão colocados em causa – convocar eleições… tal como reforça e justifica hoje, Freitas do Amaral, em “Carta Aberta ao Presidente da República”.
Ou será que alguém tem dúvidas que um Governo chefiado por um Primeiro-Ministro “indigitado” no seio de um partido, na actual conjuntura política e económica portuguesa será um Governo a (curto) prazo? Que seria adiar… o inadiável?
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REVISTA DA SEMANA
Visão (24 Junho)
«Durão a caminho da Europa – O silêncio ainda é a versão oficial, mas em breve o chefe do Governo anunciará a ida para a presidência da Comissão Europeia. Santana Lopes é cada vez mais apontado como futuro primeiro-ministro. E a esquerda prepara-se para pedir eleições legislativas antecipadas.
À procura de uma meta para os níveis de poluição – A conferência das Nações Unidas sobre o aquecimento global, em Bona, na Alemanha, reúne durante dez dias os representantes de 121 países, preocupados com as emissões de dióxido de carbono para a atmosfera.
Caso Moderna: MP recorre para o Supremo – O Ministério Público (MP) vai recorrer para o Supremo Tribunal de Justiça após o acórdão da Relação de Lisboa ter reduzido a pena aplicada a José Braga Gonçalves, para sete anos e seis meses, e absolvido os arguidos condenados pela prática do crime de gestão danosa.
Mortes ensombram vésperas da transferência do poder – Uma semana antes dos iraquianos tomarem os destinos do seu país, uma série de ataques coordenados contra instalações da polícia e do governo provisório iraquiano, em áreas sunitas, fizeram já perto de oitenta mortos.
Marc Dutroux apresenta recurso da prisão perpétua – Entendendo que houve falhas no julgamento, o belga Marc Dutroux apresentou um recurso ao Supremo Tribunal da Bélgica pela sua condenação a prisão perpétua pelo assassínio, rapto e violação de raparigas adolescentes.»
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DECISÃO DIFÍCIL, DECISÃO FÁCIL
De forma completamente inesperada, o Presidente Jorge Sampaio vê-se confrontado com a “mais difícil” decisão que algum Presidente da República teve algum dia de tomar – pelo menos, desde o 25 de Abril.
Qualquer que seja a opção de Jorge Sampaio, ela será enormemente contestada, à “direita” ou à “esquerda”.
E, porém, a decisão de Jorge Sampaio é a “mais fácil” que algum Presidente da República teve alguma vez de tomar: a “única” opção possível! Jorge Sampaio “tem de” convocar eleições antecipadas.
Com a agora provável ida do Primeiro-Ministro português, Durão Barroso, para Bruxelas, para assumir a Presidência da Comissão Europeia, todos os pressupostos subjacentes às eleições em que os portugueses lhe confiaram o mandato de Primeiro-Ministro deixam de se verificar.
Não sendo as eleições legislativas formalmente personalizadas numa individualidade, em termos práticos e efectivos, quando os portugueses foram chamados às urnas, sabiam que estavam a optar entre Durão Barroso e Ferro Rodrigues para chefiar o governo.
Não me parece “legítimo” que, agora, se designe (mais ou menos “oficiosamente”, de forma interna, mesmo que no seio do partido então mais votado), um substituto. Em democracia, “as coisas não funcionam assim”…
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