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David Blanco vence pela 5ª vez a Volta a Portugal em bicicleta
O espanhol David Blanco, esta época ao serviço da equipa Efapel/Glassdrive, tornou-se hoje no ciclista com mais triunfos na Volta a Portugal em bicicleta, ao conquistar a sua quinta vitória – sucedendo a Ricardo Mestre, vencedor em 2011 -, assim suplantando o português Marco Chagas (4 edições conquistadas).
Na edição deste ano, a 74ª da história da prova, o ciclista galego distanciou os mais directos adversários, os portugueses Hugo Sabido (LA Alumínios/Antarte) e Rui Sousa (seu colega de equipa), que completaram o pódio da competição, respectivamente em 22 e 57 segundos.
No palmarés de vencedores, para além das 5 vitórias de David Blanco (2006, 2008, 2009, 2010 e 2012), e dos 4 triunfos de Marco Chagas (1982, 1983, 1985 e 1986), destacam-se ainda os seguintes ciclistas, com mais de uma edição conquistada: Alves Barbosa (1951, 1956 e 1958), Joaquim Agostinho (1970, 1971 e 1972), José Maria Nicolau (1931 e 1934), Alfredo Trindade (1932 e 1933), José Albuquerque (1938 e 1940), José Martins (1946 e 1947), Dias dos Santos (1949 e 1950), Ribeiro da Silva (1955 e 1957), Joaquim Gomes (1989 e 1993) e Orlando Rodrigues (1994 e 1995).
Cai o mito Armstrong? Ou o ciclismo?
Hepta-vencedor do “Tour de France”, de forma consecutiva, nos anos de 1999 a 2005, o ciclista estado-unidense Lance Armstrong, actualmente com 40 anos, declarou ontem abdicar da luta pela sua defesa, face às acusações de dopagem que enfrenta há cerca de dez anos, culminando com a recente acusação formal (no final de Junho) da Agência Antidopagem dos EUA (USADA), em função do que deverá ser desapossado de todos os títulos conquistados na Volta a França (resultados obtidos após o mês de Julho de 1998), sendo também banido da modalidade a título definitivo.
Não obstante manter a sua alegação de inocência, justificando a sua decisão com os efeitos que esta disputa teve sobre a sua família e actividade na sua Fundação (de luta contra o cancro), declarou: «There comes a point in every man’s life when he has to say, “Enough is enough.” For me, that time is now».
Numa modalidade que, ao longo do tempo, e, com crescente incidência nos anos mais recentes tem sido particularmente abalada por este flagelo (com sucessivas desclassificações de vencedores das mais importantes provas), parece cada vez mais evidente que não haverá, ao mais alto nível, absoluta inocência, sendo o fenómeno profundo e transversal.
Conforme já aqui referi por mais de uma vez, dada a particularidade intrínseca deste tipo de competição, requerendo rápidas recuperações de esforço (os ciclistas deparam-se, dia após dia, ao longo de 3 semanas, com longas e exigentes etapas), todo o pelotão recorre necessariamente a suplementos vitamínicos, que foram sendo alvo de gradual processo de sofisticação, visando escapar ao controlo, num contexto em que o ténue limiar entre a legalidade e a ilegalidade é constantemente testado. As principais agremiações/marcas rodearam-se de experimentadas equipas médicas, investigando e desenvolvendo substâncias sintéticas, doseadamente administradas, procurando a maximização do rendimento competitivo dos seus atletas, a par de uma complexa gestão dos limites: em geral, as substâncias proibidas tornam-se efectivamente ilícitas em termos das regras desportivas quando excedem determinados níveis fixados em regulamento.
Com este orwelliano reescrever da história, em que as classificações das provas são alteradas vários anos após a sua realização, é o ciclismo que perde toda a sua credibilidade, o que se tem vindo também a generalizar a outras modalidades desportivas de alta competição, como o atletismo ou a natação (com as assombrosas marcas a que vimos assistindo).
Como combater este flagelo, que desvirtua a verdade desportiva, quase obrigando a que o doping seja prática de adopção comum para que os principais competidores se defrontem em condições equitativas? Qual o caminho a seguir quando tantos dos grandes campeões – quais “heróis” populares -, parecem denotar ser afinal ídolos de “pés de barro”?
Para termos uma ideia mais concreta de tal descredibilização, recupero de seguida um exercício (artigo publicado na Slate.fr, da autoria de Johan Hufnagel) do que poderá ser o “refazer” das classificações do “Tour de France” nos últimos anos, excluindo as diversas situações de ciclistas que enfrentaram casos relativos a processos de doping ou sobre os quais recaem suspeitas… com a curiosidade de, nos anos de 2002 e 2004, o hipotético vencedor “corrigido” passar a ser o português José Azevedo (respectivamente 6º e 5º na classificação final dessas duas edições)!
P. S. Um outro exercício de “reescrita” da história a nível das classificações do “Tour”, naturalmente não isento de controvérsia, é proposto aqui, por François Thomazeu, em artigo publicado em blogue no “Le Monde”.
Bradley Wiggins vence “Tour de France”
O ciclista Bradley Wiggins, de 32 anos, consumou a magnífica proeza que se vinha já antecipando: não só se tornou no primeiro britânico (não obstante natural da Bélgica) a vencer o “Tour de France” – na 99ª edição da prova! – como é, nos “tempos modernos”, o primeiro a conseguir ter absoluto sucesso na transição das provas de pista (nas quais conquistou 6 medalhas olímpicas, em 2000, 2004 e 2008) para a estrada, onde apenas debutou a nível de alta competição em 2008.
Excelente contra-relogista (tendo vencido categoricamente os dois contra-relógios da edição deste ano), foi adquirindo capacidade de resistência nas etapas de montanha, chegando sempre no grupo da dianteira, o que lhe possibilitou confirmar a vitória na mais importante prova velocipédica mundial.

(foto AP – via A Bola)
Porém, como não há “bela sem senão”, este meritório triunfo, não deixa de ser de alguma forma condicionado por dois factores: primeiro, a ausência do espanhol Alberto Contador (a cumprir pena disciplinar de suspensão de dois anos, na sequência do controlo positivo que acusou em 2010) e do luxemburguês Andy Schleck (lesionado), porventura os dois mais cotados ciclistas da actualidade; depois, o facto de o seu “lugar-tenente” na equipa Sky, o também britânico Christopher Froome (nascido no Quénia…), que se estreara com um 2º lugar na “Vuelta” de 2011, ter demonstrado este ano, nas etapas de montanha, inequívoca superior capacidade, acabando por ver-se constrangido a, por mais de uma vez, ter de esperar pelo seu chefe-de-fila, não obstante as insistentes solicitações para que lhe desse “autorização” para, em particular na última etapa nos Pirinéus, poder “ir embora”, em busca da vitória que, nesse dia, acabaria por ser garantida por Alejandro Valverde (com um importante contributo de Rui Costa, com um trabalho de desgaste do grupo de fugitivos, lançando o seu líder, permitindo que se isolasse).
Numa prova não tão entusiasmante como estávamos habituados nos últimos anos, com um percurso menos exigente a nível de etapas de montanha, e marcado por inúmeras quedas nos primeiros dias, acabou por ser algo decepcionante – depois do triunfo no ano passado – a prestação do australiano Cadel Evans, a quedar-se pelo 7º lugar.
Destaque, por outro lado, para as revelações da prova, o estado-unidense Tejay Van Garderen (5º na geral e vencedor do “Prémio da Juventude”), assim como para o eslovaco Peter Sagan (a conquistar a camisola verde, da classificação por pontos), tendo vencido três etapas, proeza que repartiu com o alemão André Greipel e o também britânico Mark Cavendish (este, com o “valor acrescentado” de repetir o triunfo em Paris, nos Campos Elíseos, pela 4ª vez consecutiva!). Depois da magnífica prestação do ano passado, Thomas Voeckler venceu este ano o prémio da montanha, tendo portanto também um excelente desempenho.
Por fim, em relação aos portugueses, assinalam-se significativas evoluções na classificação geral, com Rui Costa a alcançar um muito bom 18º lugar (depois da 90ª posição do ano passado) – tendo estado bastante activo, em fugas sucessivas, nos últimos dias da competição (inclusivamente, na derradeira etapa, integrando um trio que apenas a 3 km da meta seria absorvido pelo veloz pelotão), após ter estabilizado a sua posição na tabela classificativa (depois de ter chegado a rondar de muito perto um lugar nos 10 primeiros); também Sérgio Paulinho regista significativa progressão, de 81º para 50º, classificação a merecer ainda maior relevo considerando que participou na prova com o objectivo prioritário de “ganhar rodagem” para a Volta a Espanha.
Classificação final
1º Bradley Wiggins (Grã-Bretanha) – Sky Procycling – 87h 34′ 47″
2º Christopher Froome (Grã-Bretanha) – Sky Procycling – a 03’21”
3º Vincenzo Nobali (Itália) – Liquigas-Cannondale – a 06’19”
4º Jurgen Van Den Broeck (Bélgica) – Lotto-Belisol – a 10’15”
5º Tejay Van Garderen (EUA) – BMC Racing Team – a 11’04”
6º Haimar Zubeldia (Espanha) – Radioshack-Nissan – a 15’41”
7º Cadel Evans (Austrália) – BMC Racing Team – a 15’49”
8º Pierre Rolland (França) – Team Europcar – a 16’26”
9º Janez Brajkovic (Eslovénia) – Astana – a 16’33”
10º Thibaut Pinot (França) – FDJ-Bigmat – a 17’17”
11º Andréas Kloden (Alemanha) – Radioshack-Nissan – a 17’54”
12º Nicolas Roche (Irlanda) – AG2R La Mondiale – a 19’33”
13º Christopher Horner (EUA) – Radioshack-Nissan – a 19’55”
14º Chris Sorensen (Dinamarca) – Team Saxo Bank-Tinkoff Bank – a 25’27”
15º Denis Menchov (Rússia) – Katusha – a 27’22”
16º Maxime Monfort (Bélgica) – Radioshack-Nissan – a 28’30”
17º Egoi Martinez (Espanha) – Euskaltel-Euskadi – a 31’46”
18º Rui Costa (Portugal) – Movistar – a 37’03”
19º Eduard Vorganov (Rússia) – Katusha – a 38’16”
20º Alejandro Valverde (Espanha) – Movistar – a 42’26”
…
50º Sérgio Paulinho (Portugal) – Team Saxo Bank-Tinkoff Bank – a 1h 47’14”
Federer vence Wimbledon pela 7ª vez e volta a ser o nº 1 do Mundo
Alcançando hoje a 17ª vitória em Torneios do Grand Slam (em 24 Finais disputadas), vencendo pela 7ª vez em Wimbledon, na final disputada frente ao escocês Andy Murray (3-1, com os parciais de 4-6, 7-5, 6-3, 6-4), o suíço Roger Federer passa directamente do nº 3 para o nº 1 do ranking mundial, posição que recupera ao fim de dois anos – num extraordinário regresso, precisamente a um mês de completar 31 anos -, assim igualando o record de Pete Sampras, de 286 semanas na liderança do ranking ATP (o qual ultrapassará já na próxima semana):
2003 (1) – Wimbledon
2004 (3) – Austrália, Wimbledon e Open dos EUA
2005 (2) – Wimbledon e Open dos EUA (sendo semi-finalista em Roland Garros)
2006 (3) – Austrália, Wimbledon e Open dos EUA (finalista em Roland Garros)
2007 (3) – Austrália, Wimbledon e Open dos EUA (finalista em Roland Garros)
2008 (1) – Open dos EUA (finalista em Wimbledon e Roland Garros)
2009 (2) – Roland Garros e Wimbledon (finalista na Austrália e no Open dos EUA)
2010 (1) – Austrália (sendo semi-finalista no Open dos EUA)
2011 – Sem títulos do Grand Slam (finalista em Roland Garros)
2012 (1) – Wimbledon
(via Record)

Para além destes 17 triunfos (7 em Wimbledon, 5 nos EUA, 4 na Austrália e 1 em Roland Garros), venceu também, já por 6 vezes (em 2003, 2004, 2006, 2007, 2010 e 2011), o “Tennis Masters Cup”; totaliza agora 75 vitórias em torneios.
Roger Federer obteve os referidos 17 triunfos frente a: Andy Roddick (EUA – 4), Andy Murray (Escócia – 3), Rafael Nadal (Espanha – 2), Andre Agassi (EUA), Fernando González (Chile), Lleyton Hewitt (Austrália), Marat Safin (Rússia), Marcos Baghdatis (Chipre), Mark Philippoussis (Austrália), Novak Djokovic (Sérvia) e Robin Soderling (Suécia). As finais perdidas em torneios do Grand Slam foram contra Rafael Nadal (6) e o argentino Juan Martin Del Potro (nos EUA, em 2009).
É a seguinte a lista completa de todos os (até agora 25) líderes do ranking ATP, desde a sua criação, pela Associação de Tenistas Profissionais, em 1973 (há 39 anos):
Ana Dulce Félix Campeã da Europa de 10.000 metros
A portuguesa Ana Dulce Félix (actual vice-campeã europeia de corta-mato), sagrou-se hoje Campeã da Europa de atletismo, na prova dos 10 000 metros, nos Europeus disputados em Helsínquia, completando a prova com o tempo de 31.44,88 minutos (novo record pessoal), à frente da britânica Jo Pavey e da ucraniana Olha Skrypak.
Esta foi a 11ª medalha de ouro conquistada por atletas portugueses na história dos diversos Europeus, depois dos 3 títulos de Rosa Mota, na Maratona (em Atenas, 1982; Estugarda, 1986; e Split, 1990); também dos 3 triunfos de Francis Obikwelu, nos 100 metros (em Munique, 2002; e Gotemburgo, 2006), e nos 200 metros (também em 2006); dos 2 de Manuela Machado, igualmente na Maratona (em Helsínquia, 1994; e Budapeste, 1998); de Fernanda Ribeiro, nos 10 000 metros (em Helsínquia, 1994); e de António Pinto, nos 10 000 metros (em Budapeste, 1998).
Na presente edição da prova, Portugal obteve um pecúlio de 3 medalhas: a de ouro, de Ana Dulce Félix; a de prata, no triplo-salto, por Patrícia Mamona; e a de bronze, nos 5 000 metros, por Sara Moreira.
Desempate por grandes penalidades nos Mundiais e Europeus – 2004-2012

(clicar na imagem para ampliar)
A propósito da polémica suscitada pelo facto de Cristiano Ronaldo ter sido reservado para marcar o quinto pontapé da marca de grande penalidade, no desempate do jogo Portugal-Espanha (acabando, por força das circunstâncias, por ficar privado da sua tentativa), procedi a levantamento das situações de desempate verificadas nos Campeonatos da Europa de 2004, 2008 e 2012, e dos Campeonatos do Mundo de 2006 e 2010.
No total, registaram-se 12 casos de empate no final do prolongamento, com o consequente desempate por via desta fórmula: 2 em cada uma das competições de 2004, 2008, 2010 e 2012; 4 em 2006.
Das 111 tentativas, 77 foram convertidas em golo (69,4%); 19 foram defendidas pelos guarda-redes (17,1%) – o que significa um total de 96 remates enquadrados com a baliza (86,5%) – apenas tendo 15 remates tido outra direcção: 5 a embater na trave e 2 no poste; 4 ao lado, e outros 4 por alto.
Na sequência de remates (sendo que apenas por duas vezes se completaram as 10 tentativas previstas regulamentarmente) – e exceptuando o 9º remate, pela sua particularidade de ter sido a tentativa decisiva em 7 dos casos, com 100% (!) de aproveitamento, nas 9 situações em que ocorreu (daí alguma lógica em procurar reservar o melhor rematador para a 5ª tentativa da equipa, que pode vir a revelar-se determinante – o remate mais bem sucedido tem sido o 3º (83% de eficácia); no pólo oposto, aqueles em que se tem verificado maior propensão ao erro são o 6º (apenas 50% de eficácia) e, sobretudo, o 8º (com apenas 30% de aproveitamento, surgindo os guarda-redes particularmente “inspirados”, com 50% de defesas!).
O que nos conduz a uma outra conclusão: a de as equipas que iniciam a marcação parecerem ser de alguma forma beneficiadas (pelo efeito psicológico da tensão nervosa que se gera em que vai rematar em desvantagem, pelo menos momentânea); efectivamente, em 9 destes 12 casos, a equipa que marcou primeiro acabou por vencer!
Apenas conseguiram superar tal tendência: Portugal e Holanda (no EURO 2004, respectivamente frente à Inglaterra e Suécia); e Turquia (no EURO 2008, frente à Croácia).
Em termos aritméticos, o pior resultado foi o da Suíça, frente à Ucrânia, no Mundial 2006, perdendo por 0-3, tendo permitido, nas três tentativas de que dispôs, duas defesas do guarda-redes, e rematado uma vez à trave.
Os jogos em que os rematadores foram mais eficazes foram o Itália-França (Mundial 2006) e o Paraguai-Japão (Mundial 2010), em ambos os casos apenas com uma falha (remates à trave). Ao invés, aqueles em que estiveram mais desastrados foram, para além do referido Ucrânia-Suíca (4 falhas em 7 tentativas), o Portugal-Inglaterra (5 falhas, em 9 – com destaque para as 3 defesas de Ricardo aos 4 remates ingleses, um record) e o Croácia-Turquia (3 falhas, em 7).
A Inglaterra é a principal “vítima” deste sistema de desempate, derrotada por 3 vezes (nos Europeus de 2004 e 2012 e no Mundial de 2006), sendo que duas dessas vezes foram frente a Portugal.
A selecção portuguesa caiu agora pela primeira vez (face à Espanha), depois dos dois êxitos anteriores (em 2004 e 2006), contra os ingleses.
Tal como Portugal, também a Itália regista dois triunfos (um deles na Final do Mundial 2006, contra a França) e um desaire (em 2008, com a Espanha).
A Espanha regista 100% de aproveitamento, nas duas ocasiões em que enfrentou a marca dos pontapés de grande penalidade (nos Europeus de 2008 e 2012), de ambas as vezes, selando a vitória no 9º remate, ou seja, no 5º da sua série… e ambos transformados por Cesc Fàbregas.
Rui Costa vence Volta à Suíça
O ciclista Rui Costa, ao serviço da equipa Movistar, sagrou-se hoje vencedor da Volta à Suíça em bicicleta, a prova mais importante por etapas do circuito mundial, após o Tour de France, o Giro de Itália e a Vuelta a Espanha.
Depois de ter vencido uma etapa na Volta a França do ano passado, Rui Costa torna-se no primeiro ciclista português a vencer uma prova por etapas deste circuito profissional.
Tendo envergado a camisola amarela logo na 2ª etapa, Rui Costa resistiria a todos os ataques até à derradeira etapa (9ª), hoje disputada. A classificação final foi a seguinte:
1.º Rui Costa (Portugal/Movistar) – 35:54.49 horas
2.º Frank Schleck (Luxemburgo/RadioShack-Nissan), a 14 segundos
3.º Levi Leipheimer (EUA/Omega Pharma-QuickStep), a 21 segundos
4.º Robert Gesink (Holanda/Rabobank), a 25 segundos
5.º Mikel Nieve (Espanha/Euskaltel-Euskadi), a 40 segundos
6.º Roman Kreuziger (Rep. Checa/Astana), a 47 segundos
7.º Thomas Danielson (EUA/Garmin-Barracuda), 48 segundos
8.º Steven Kruijswijk (Holanda/Rabobank), a 59 segundos
9.º Alejandro Valverde (Espanha/Movistar), a 1.42 minutos
10.º Nicolas Roche (Irlanda/AG2R), a 1.52 minutos
45.º Sérgio Paulinho (PORTUGAl/Saxo Bank), a 38.14 minutos
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Benfica 24 9 FC Porto 16 12 Sporting 15 11 Boavista 5 1 Setúbal 3 7 Belenenses 3 5 Académica 2 3 Braga 1 3 Leixões 1 1 Beira-Mar 1 1 E. Amadora 1 - Guimarães - 5 Marítimo - 2 Atlético - 2 U. Leiria - 1 Campomaiorense - 1 Farense - 1 Rio Ave - 1 Covilhã - 1 Torreense - 1 Olhanense - 1 Estoril - 1 Paços Ferreira - 1 Chaves - 1
Finais da Taça de Portugal

Época Vencedor Finalista 2011-2012 Académica Sporting 1-0 2010-2011 FC Porto Guimarães 6-2 2009-2010 FC Porto Chaves 2-1 2008-2009 FC Porto Paços Ferreira 1-0 2007-2008 Sporting FC Porto 2-0 2006-2007 Sporting Belenenses 1-0 2005-2006 FC Porto Setúbal 1-0 2004-2005 Setúbal Benfica 2-1 2003-2004 Benfica FC Porto 2-1 2002-2003 FC Porto U. Leiria 1-0 2001-2002 Sporting Leixões 1-0 2000-2001 FC Porto Marítimo 2-0 1999-2000 FC Porto Sporting 1-1 2-0 1998-1999 Beira-Mar Campomaiorense 1-0 1997-1998 FC Porto Sp. Braga 3-1 1996-1997 Boavista Benfica 3-2 1995-1996 Benfica Sporting 3-1 1994-1995 Sporting Marítimo 2-0 1993-1994 FC Porto Sporting 0-0 2-1 1992-1993 Benfica Boavista 5-2 1991-1992 Boavista FC Porto 2-1 1990-1991 FC Porto Beira-Mar 3-1 1989-1990 E. Amadora Farense 1-1 2-0 1988-1989 Belenenses Benfica 2-1 1987-1988 FC Porto Guimarães 1-0 1986-1987 Benfica Sporting 2-1 1985-1986 Benfica Belenenses 2-0 1984-1985 Benfica FC Porto 3-1 1983-1984 FC Porto Rio Ave 4-1 1982-1983 Benfica FC Porto 1-0 1981-1982 Sporting Sp. Braga 4-0 1980-1981 Benfica FC Porto 3-1 1979-1980 Benfica FC Porto 1-0 1978-1979 Boavista Sporting 1-1 1-0 1977-1978 Sporting FC Porto 1-1 2-1 1976-1977 FC Porto Sp. Braga 1-0 1975-1976 Boavista Guimarães 2-1 1974-1975 Boavista Benfica 2-1 1973-1974 Sporting Benfica 2-1 1972-1973 Sporting V. Setúbal 3-2 1971-1972 Benfica Sporting 3-2 1970-1971 Sporting Benfica 4-1 1969-1970 Benfica Sporting 3-1 1968-1969 Benfica Académica 2-1 1967-1968 FC Porto V. Setúbal 2-1 1966-1967 V. Setúbal Académica 3-2 1965-1966 Sp. Braga V. Setúbal 1-0 1964-1965 V. Setúbal Benfica 3-1 1963-1964 Benfica FC Porto 6-2 1962-1963 Sporting Guimarães 4-0 1961-1962 Benfica V. Setúbal 3-0 1960-1961 Leixões FC Porto 2-0 1959-1960 Belenenses Sporting 2-1 1958-1959 Benfica FC Porto 1-0 1957-1958 FC Porto Benfica 1-0 1956-1957 Benfica Sp. Covilhã 3-1 1955-1956 FC Porto Torreense 2-0 1954-1955 Benfica Sporting 2-1 1953-1954 Sporting V. Setúbal 3-2 1952-1953 Benfica FC Porto 5-0 1951-1952 Benfica Sporting 5-4 1950-1951 Benfica Académica 5-1 1948-1949 Benfica Atlético 2-1 1947-1948 Sporting Belenenses 3-1 1945-1946 Sporting Atlético 4-2 1944-1945 Sporting Olhanense 1-0 1943-1944 Benfica Estoril 8-0 1942-1943 Benfica V. Setúbal 5-1 1941-1942 Belenenses Guimarães 2-0 1940-1941 Sporting Belenenses 4-1 1939-1940 Benfica Belenenses 3-1 1938-1939 Académica Benfica 4-3
Liga dos Campeões – Final – Bayern – Chelsea
Bayern – Manuel Neuer, Jérôme Boateng, Philipp Lahm, Diego Contento, Thomas Müller (87m – Van Buyten), Arjen Robben, Bastian Schweinsteiger, Toni Kroos, Anatoliy Tymoshchuk, Mario Gómez e Franck Ribéry (96m – Ivica Olić)
Chelsea – Petr Čech, José Bosingwa, David Luiz, Gary Cahill, Ashley Cole, Frank Lampard, John Obi Mikel, Ryan Bertrand (73m – Florent Malouda), Juan Mata, Didier Drogba e Salomon Kalou (84m – Fernando Torres)
1-0 – Thomas Müller – 83m
1-1 – Didier Drogba – 88m
Desempate por grandes penalidades – 3-4: Philipp Lahm, Mario Gómez e Manuel Neuer marcaram nas três primeiras tentativas; tendo Ivica Olić permitido a defesa a Čech, e, por fim, Bastian Schweinsteiger rematado ao poste. Pelo Chelsea, Juan Mata começou por permitir a defesa a Manuel Neuer, tendo depois David Luiz, Lampard, Ashley Cole e Didier Drogba marcado.
Cartões amarelos – Bastian Schweinsteiger (2m); Ashley Cole (81m), David Luiz (86m), Didier Drogba (93m) e Fernando Torres (120m)
Árbitro – Pedro Proença (Portugal)
Numa Final em que ficou bem vincada a presença portuguesa, com uma equipa de arbitragem lusa, chefiada por Pedro Proença, e com Bosingwa, Paulo Ferreira, Raúl Meireles e Hilário a integrarem o plantel do Chelsea – durante larga parte da temporada, sob a orientação técnica de André Villas-Boas -, a equipa inglesa sagrou-se, inesperadamente, e pela primeira vez na sua história, Campeã Europeia, no desempate por via da marcação de pontapés da marca de grande penalidade, assim esconjurando o desaire de 2008, em Moscovo.
Depois de afastar Napoli, Benfica e Barcelona, o Chelsea defrontava, na Final, o Bayern, no seu próprio terreno. A equipa alemã, assumindo o favoritismo, tomou, ao longo de todo o encontro, a iniciativa do jogo, procurando o ataque, mas com o Chelsea sempre a fechar os caminhos para a sua baliza.
Quando, aos 83 minutos, Thomas Müller conseguiu finalmente quebrar a barreira defensiva, pensou-se que o Bayern iria conquistar a sua 5ª vitória da prova; contudo, com alguma felicidade, reagindo no curto espaço de tempo que lhe restava, Drogba igualaria o marcador, obrigando ao prolongamento (tendo tido ainda nos pés, no instante derradeiro do tempo regulamentar, a hipótese de definir logo aí o desfecho da Final; contudo, na marcação de um livre, remataria sem a direcção acertada).
Já no prolongamento, o Bayern voltaria a ter a Taça “à mercê”, com uma grande penalidade bem assinalada por Pedro Proença, por falta de Drogba… mas Arjen Robben permitiria a defesa a Petr Čech. Até final, o Chelsea apostaria no escoar do tempo, à espera do desempate por pontapés da marca de grande penalidade.
A equipa bávara teria ainda, por uma terceira vez, “as mãos na Taça”, quando, no referido desempate, Juan Mata começou por permitir a defesa Manuel Neuer, logo na primeira tentativa da equipa inglesa; mas se o clube inglês começou mal, O Bayern acabaria pior, desperdiçando as duas últimas oportunidades, permitindo ao Chelsea alcançar a felicidade, por via da conquista do título que, desde 2004, perseguia.
A lista de vencedores, nas 57 edições já disputadas da competição, passou a ser assim ordenada: Real Madrid (9); AC Milan (7); Liverpool (5); Bayern Munique, Ajax e Barcelona (4); Inter e Manchester United (3); Juventus, Benfica, FC Porto e Nottingham Forest (2); Celtic, Hamburgo, Marseille, Steaua Bucareste, Crvena Zvezda, Borussia Dortmund, PSV Eindhoven, Feyenoord, Aston Villa e Chelsea (1).




