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Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – FC Porto – 2-1
D. Zagreb – D. Kyiv – 1-1
1º Paris St.-Germain, 15; 2º FC Porto, 13; 3º D. Kyiv, 5; 4º D. Zagreb, 1
Grupo B
Olympiakos – Arsenal – 2-1
Montpellier – Schalke – 1-1
1º Schalke, 12; 2º Arsenal, 10; 3º Olympiakos, 9; 4º Montpellier, 2
Grupo C
AC Milan – Zenit – 0-1
Málaga – Anderlecht – 2-2
1º Málaga,12; 2º AC Milan, 8; 3º Zenit, 7; 4º Anderlecht, 5
Grupo D
Real Madrid – Ajax – 4-1
B. Dortmund – Manchester City – 1-0
1º B. Dortmund, 14; 2º Real Madrid, 11; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 3
Grupo E
Chelsea – Nordsjælland – 6-1
Shakhtar Donetsk – Juventus – 0-1
1º Juventus, 12; 2º Shakhtar Donetsk, 10; 3º Chelsea, 10; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Bayern – BATE Borisov – 4-1
Lille – Valencia – 0-1
1º Bayern, 13; 2º Valencia, 13; 3º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 3
Grupo G
Celtic – Spartak Moskva – 2-1
Barcelona – Benfica – 0-0
1º Barcelona, 13; 2º Celtic, 10; 3º Benfica, 8; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
Sp. Braga – Galatasaray – 1-2
Manchester United – CFR Cluj – 0-1
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray, 10; 3º CFR Cluj, 10; 4º Sp. Braga, 3
Confirmaram o apuramento para os 1/8 Final as equipas do Paris St.-Germain, FC Porto, Schalke, Arsenal, Málaga, AC Milan, B. Dortmund, Real Madrid, Juventus, Shakhtar Donetsk, Bayern, Valencia, Barcelona, Celtic, Manchester United e Galatasaray.
Assim, na próxima eliminatória (1/8 Final) destacam-se os contingentes de: Espanha (Málaga, Real Madrid, Valencia e Barcelona), Alemanha (Schalke, B. Dortmund e Bayern), Inglaterra (Arsenal e Manchester United) e Itália (AC Milan e Juventus). França, Portugal, Ucrânia, Escócia e Turquia mantêm apenas um representante.
Entretanto, garantiram a passagem para a Liga Europa as equipas do D. Kyiv, Olympiakos, Zenit, Ajax, Chelsea, BATE Borisov, Benfica e CFR Cluj (não obstante a equipa orientada pelo português Paulo Sérgio ter obtido uma sensacional vitória em Manchester).
As grandes surpresas desta fase de grupos foram o afastamento das provas europeias desta temporada, desde já, do Manchester City, campeão de Inglaterra – sem ter conseguido obter sequer uma vitória -, o que sucede também, entre outros, ao Anderlecht, Montpellier (campeão francês), Lille, Spartak Moscovo… e Sp. Braga (derrotado nos três jogos em casa!); assim como a eliminação do Campeão europeu em título (Chelsea), o que acontece pela primeira vez desde que a competição é disputada nesta fórmula, vendo-se relegado para a Liga Europa.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Barcelona – Benfica
Barcelona – José Manuel Pinto, Martín Montoya, Carles Puyol, Adriano (67m – Gerard Piqué), Carles Planas, Alex Song, Thiago Alcântara, Sergi Roberto, Cristian Tello (78m – Gerard Deulofeu), Rafinha (58m – Lionel Messi) e David Villa
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, André Gomes, Ola John, Rodrigo (75m – André Almeida), Nolito (63m – Bruno César) e Lima (74m – Óscar Cardozo)
Cartões amarelos – Rafinha (49m) e Adriano (60m); Nolito (43m), Ezequiel Garay (56m), Luisão (59m) e Nemanja Matić (78m)
Árbitro – Svein Oddvar Moen (Noruega)
Entrando em Camp Nou para defrontar uma equipa reservista do Barcelona (na qual, dos habituais titulares, apenas Puyol e David Villa alinharam de início), o Benfica denotou, desde cedo, uma atitude assertiva, assumindo o controlo do jogo e espreitando amiúde o ataque, fosse em jogadas organizadas ou em lances rápidos, a desmarcar os seus avançados.
Aos 11 minutos, disporia de uma primeira soberana ocasião de golo, com Rodrigo, a surgir isolado, acompanhado por Nolito, mas, em vez de fazer o passe para o companheiro, que seria decerto fatal, de forma individualista tentou o remate à baliza, com a bola a sair ligeiramente ao lado.
Para, à passagem dos 20 minutos, nova boa oportunidade para a equipa portuguesa, com Nolito, algo desenquadrado com a baliza, não obstante dela muito próximo, a não conseguir dar a melhor direcção no remate de cabeça.
Entretanto, aos 21 minutos, o Celtic marcava o primeiro golo desta noite europeia e passava a estar em posição de vantagem face ao Benfica, na disputa da qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
O Barcelona só aos 23 minutos daria o primeiro aviso, conseguindo ultrapassar a defesa benfiquista, mas a bola perder-se-ia pela linha de fundo. Para, no minuto seguinte, Garay ter de cortar, em cima da linha de golo, um perigoso remate de cabeça da equipa catalã.
Tendo chegado a uma incrível marca de 7-0 em cantos a favor do Benfica, na primeira meia hora de jogo, aos 32 minutos, culminando excelente iniciativa, Lima surgiu novamente isolado frente a Pinto, rematando ao poste mais distante, mas o guardião do Barcelona conseguiu, com uma difícil e atenta estirada, desviar a bola… para o poste.
Ainda uma outra oportunidade, aos 35 minutos, com Ola John, descaído do lado direito, também a isolar-se, a rematar para nova defesa apertada de Pinto, para canto… o oitavo a favor Benfica!
Inesperadamente, o Barcelona via-se obrigado a jogar “de aflitos”, na sua zona defensiva, de que era exemplo o lance de Puyol a despachar de qualquer forma, aliviando a bola pelo ar, para fora da área.
Aos 40 minutos, o Spartak de Moscovo empatava em Glasgow, recolocando o Benfica em posição de apuramento…
Ao intervalo, com um absolutamente fantástico registo de 8-0 em cantos, e três a quatro soberanas ocasiões de golo desaproveitadas, pressentia-se que o Benfica podia estar a desperdiçar uma oportunidade única para ganhar em Barcelona…
Logo a abrir o segundo tempo, a equipa portuguesa perderia ainda outro lance de perigo, perante uma defesa catalã que não conseguia acertar as marcações aos rápidos dianteiros benfiquistas.
Contudo, a partir dos 50 minutos, a tendência do jogo parecia começar a inverter-se, com o Barcelona a soltar-se, e a chegar com mais frequência às imediações da área do Benfica, principalmente na sequência de iniciativas de Tello, numa delas a obrigar a apertada intervenção de Artur Moraes. Urgia fazer alterações na equipa… Mas, quem começaria por a fazer, seria Tito Vilanova, fazendo entrar Messi em campo, estavam decorridos 58 minutos.
À passagem da hora de jogo, o Benfica tentava parar a ofensiva catalã, agora com lances de ataque mais esporádicos, num deles, com Luisão a cabecear, fraco, para uma defesa fácil de Pinto. Aos 64 minutos, a equipa portuguesa ampliava a contagem de cantos para 9-0 (finalizaria o encontro com uma marca de 10-2)!
À entrada para os derradeiros 20 minutos, a formação benfiquista começava a perder, por completo, o controlo do jogo, apenas com dificuldade conseguindo sair do seu meio-campo; as investidas do Barcelona sucediam-se, cada vez mais ameaçadoras. Era necessário apelar à capacidade de união e sofrimento.
Os treinadores mexiam nas equipas: Vilanova retirava os elementos já com cartão amarelo; Jorge Jesus tentava refrescar a equipa, fazendo sair os jogadores mais desgastados.
Só que, a 8 minutos do final, chegavam más notícias de Glasgow: o Celtic voltava a colocar-se em vantagem no jogo e na classificação, face ao Benfica.
Haveria ainda tempo para uma extraordinária dupla intervenção de Artur Moraes, primeiro, arrojando-se aos pés de Messi, a roubar-lhe a bola, e, de imediato, na recarga, já em esforço, de parte a parte, com Messi a tentar o chapéu, mas o guarda-redes benfiquista conseguiria ir ainda resgatar a bola. Estavam decorridos 87 minutos, e, na sequência do lance (no choque com Artur), Messi sofreria uma lesão, tendo de sair de campo, ficando a equipa catalã reduzida a 10 unidades.
Jesus arriscava tudo: dava instruções a Luisão para subir no terreno. Mas, mesmo com cinco minutos de tempo de compensação, era tarde, e os jogadores não tinham já reservas físicas, nem disponibilidade mental para fazer a bola chegar lá à frente, de forma pensada. No último lance da partida, Cardozo não teve a serenidade para rematar à baliza, a bola sobrou ainda para Maxi Pereira, que remataria muito por alto. O Benfica caía de pé… por culpa própria.
Sebastian Vettel tri-campeão do Mundo de Fórmula 1 – 2012
Classificação final do Campeonato do Mundo de Pilotos – 2012
1º Sebastian Vettel Alemanha Red Bull Rac.-Renault 281 2º Fernando Alonso Espanha Ferrari 278 3º Kimi Räikkönen Finlândia Lotus-Renault 207 4º Lewis Hamilton Grã-Bretanha McLaren-Mercedes 190 5º Jenson Button Grã-Bretanha McLaren-Mercedes 188 6º Mark Webber Austrália Red Bull Rac.-Renault 179 7º Felipe Massa Brasil Ferrari 122 8º Romain Grosjean França Lotus-Renault 96 9º Nico Rosberg Alemanha Mercedes 93 10º Sergio Pérez México Sauber-Ferrari 66 11º Nico Hulkenberg Alemanha Force India-Mercedes 63 12º Kamui Kobayashi Japão Sauber-Ferrari 60 13º Michael Schumacher Alemanha Mercedes 49 14º Paul di Resta Grã-Bretanha Force India-Mercedes 46 15º Pastor Maldonado Venezuela Williams-Renault 45 16º Bruno Senna Brasil Williams-Renault 31 17º Jean-Eric Vergne França S. Toro Rosso-Ferrari 16 18º Daniel Ricciardo Austrália S. Toro Rosso-Ferrari 10
Em termos de vitórias individuais durante a época, o agora tri-campeão do Mundo, Sebastian Vettel venceu 5 Grande Prémios (Bahrain, Singapura, Japão, Coreia do Sul e Índia) – face a 11 no ano anterior; tendo Lewis Hamilton (Canadá, Hungria, Itália e EUA) vencido 4; enquanto Fernando Alonso (Malásia, Europa e Alemanha) e Jenson Button (Austrália, Bélgica e Brasil) obtiveram 3 vitórias cada; Mark Webber venceu 2 (Mónaco e Grã-Bretanha); por fim, Kimi Räikkönen (Abu Dhabi), Nico Rosberg (China) e Pastor Maldonado (Espanha) alcançaram apenas 1 triunfo cada.
A nível de equipas, a Red Bull Racing-Renault revalidou também o título mundial de construtores, que conquista igualmente pela terceira vez consecutiva, com um total de 460 pontos, secundada pela Ferrari, com 400, com a McLaren-Mercedes a quedar-se na 3ª posição, com 378 pontos.
Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Ainda com uma jornada por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/16 Final da prova as equipas do Inter, Rubin Kazan, Lyon, B. Leverkusen, Metalist Kharkiv e Hannover (todas estas, já desde a ronda anterior), Anzhi Makhachkala, At. Madrid, Viktoria Plzen, Fenerbahce, B. Monchengladbach, Bordeaux, Newcastle, Dnipro, Napoli, Genk, Sparta Praha, Lazio e Levante.
Subsistem apenas cinco vagas por atribuir, a disputar entre: Liverpool, Young Boys ou Udinese; Steaua ou Stuttgart ou Kobenhavn (a apurar duas equipas); Basel ou Videoton; Tottenham ou Panathinaikos.
Em relação às equipas portuguesas, com campanhas decepcionantes – principalmente o Sporting, um pouco menos o Marítimo, com um grupo de maior dificuldade, tendo a Académica (no seu regresso às provas europeias, 41 anos depois da última participação) acabado por “cumprir”, obtendo um honroso triunfo sobre o At. Madrid, e empatando os outros dois jogos em Coimbra – estão, desde já, as três, eliminadas.
Grupo B
Académica -Viktoria Plzen – 1-1
At. Madrid – Happoel Tel-Aviv – 1-0
1º At. Madrid, 12; 2º Viktoria Plzen, 10; 3º Académica, 5; 4º Happoel Tel-Aviv, 1
Grupo D
Brugge – Bordeaux – 1-2
Newcastle – Marítimo – 1-1
1º Bordeaux, 10; 2º Newcastle, 9; 3º Brugge, 4; 4º Marítimo, 3
Grupo G
Basel – Sporting – 3-0
Videoton – Genk – 0-1
1º Genk, 11; 2º Basel, 8; 3º Videoton, 6; 4º Sporting, 2
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
D. Kyiv – Paris St.-Germain – 0-2
FC Porto – D. Zagreb – 3-0
1º FC Porto, 13; 2º Paris St.-Germain, 12; 3º D. Kyiv, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Schalke – Olympiakos – 1-0
Arsenal – Montpellier – 2-0
1º Schalke, 11; 2º Arsenal, 10; 3º Olympiakos, 6; 4º Montpellier, 1
Grupo C
Anderlecht – AC Milan – 1-3
Zenit – Málaga – 2-2
1º Málaga,11; 2º AC Milan, 8; 3º Zenit e Anderlecht, 4
Grupo D
Manchester City – Real Madrid – 1-1
Ajax – B. Dortmund – 1-4
1º B. Dortmund, 11; 2º Real Madrid, 8; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 3
Grupo E
Juventus – Chelsea – 3-0
Nordsjælland – Shakhtar Donetsk – 2-5
1º Shakhtar Donetsk, 10; 2º Juventus, 9; 3º Chelsea, 7; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Valencia – Bayern – 1-1
BATE Borisov – Lille – 0-2
1º Bayern e Valencia, 10; 3º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 3
Grupo G
Benfica – Celtic – 2-1
Spartak Moskva – Barcelona – 0-3
1º Barcelona, 12; 2º Benfica e Celtic, 7; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
CFR Cluj – Sp. Braga – 3-1
Galatasaray – Manchester United – 1-0
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray e CFR Cluj, 7; 4º Sp. Braga, 3
Depois de FC Porto, Málaga e Manchester United (já na ronda anterior), confirmaram também já o apuramento para os 1/8 Final as equipas do Paris St.-Germain, Schalke, Arsenal, AC Milan, B. Dortmund, Real Madrid, Shakhtar Donetsk, Bayern, Valencia e Barcelona, subsistindo apenas por atribuir três vagas (em disputa entre Juventus e Chelsea; Benfica e Celtic; e Galatasaray e CFR Cluj).
Com a vitória frente ao Celtic, o Benfica adquiriu vantagem no confronto directo, necessitando contudo de obter (em Barcelona…), pelo menos, o mesmo resultado que os escoceses alcançarem na derradeira jornada, frente à equipa do Spartak de Moscovo. Garantiu já, alternativamente, a qualificação para a Liga Europa.
Por seu lado, o Sp. Braga, perdendo na Roménia, vê consumada a sua eliminação das provas europeias desta temporada.
Entretanto, garantiram também já a passagem para a Liga Europa as equipas do D. Kyiv, Olympiakos, BATE Borisov, assim como as três equipas que, nos pares que disputam ainda o acesso à Liga dos Campeões, não vierem a ter êxito. As restantes duas vagas serão disputadas entre Zenit e Anderlecht, e Ajax e Manchester City.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Benfica – Celtic
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić (78m – Maxi Pereira), Ola John, Enzo Peréz, Eduardo Salvio (90m – Jardel), Lima (75m – Nicolas Gaitán) e Óscar Cardozo
Celtic – Fraser Forster, Mikael Lustig, Kelvin Wilson, Efe Ambrose, Adam Matthews, Joe Ledley (80m – Tony Watt), Victor Wanyama, Scott Brown (64m – Kris Commons), Charlie Mulgrew (45m – Beram Kayal), Georgios Samaras e Gary Hooper
1-0 – Ola John – 7m
1-1 – Georgios Samaras – 32m
2-1 – Ezequiel Garay – 71m
Cartões amarelos – Melgarejo (77m) e André Almeida (90m); Georgios Samaras (38m), Joe Ledley (48m) e Victor Wanyama (85m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Entrando em campo conhecendo já o resultado do Barcelona em Moscovo, que garantia à equipa catalã o apuramento para os 1/8 Final, o Benfica via reforçado, para o seu jogo desta noite, o cariz decisivo, em que só a vitória lhe interessava, uma vez que, não só lhe garantia, desde já, a continuidade nas provas europeias, por via da Liga Europa, como, ao invés, não sendo obtida, tal significaria automaticamente a eliminação da Liga dos Campeões.
Em função destes factores, a equipa benfiquista denotou, desde o minuto inicial, uma óbvia predisposição atacante, mas que era prejudicada pela excessiva ansiedade revelada, pela urgência que os jogadores pareciam ter em marcar, para se colocar em vantagem.
Curiosamente, o golo acabaria mesmo por surgir numa fase bastante prematura da partida, na sequência de uma bela iniciativa de Ola John. Pensar-se-ia então que, uma vez em vantagem, a equipa serenaria, podendo explanar de forma mais pensada o seu futebol, criando bases para o que seria natural esperar deste jogo, o dilatar do marcador.
Mas, à medida que o tempo ia passando, não só o Benfica não conseguiu assentar o jogo, como, ao invés, o Celtic começou a organizar-se na sua zona intermediária. E, na primeira vez que desceu até à área contrária – pouco depois de Cardozo ter finalizado mal um lance que poderia ter resultado no 2-0 -, obteve um canto… do qual resultou, por falha de marcação, que permitiu a Samaras surgir isolado, a cabecear à vomtade, o golo do empate.
Uma adversidade que foi muito sentida pela equipa benfiquista, que, ao contrário do que se esperaria, se via subitamente mais intranquila, demorando a reagir e a retomar o controlo do jogo.
Na segunda parte, o Benfica, sabendo que nada tinha a perder, voltou a ir, ainda mais decididamente, para o ataque, mas sempre com dificuldades a nível de controlo de bola, com muitos passes transviados, despropositadas tentativas de remate à baliza, que, invariavelmente, saíam ao lado (o estado do terreno, com a intensa chuva que caía, a bola pesada e a relva escorregadia, também não ajudavam…).
Começava a atingir-se o limite do lapso de tempo a partir do qual a equipa, necessariamente, acabaria por entrar em desespero, quando, com alguma felicidade, o Benfica chegou novamente ao golo, num lance com a intervenção dos dois centrais, com Luisão a assistir, de cabeça, Garay, que concluiu da melhor forma.
Consciente da importância do resultado, a equipa benfiquista, sempre algo tensa, acabaria por passar ainda por um ou outro calafrio, na fase derradeira, quando o Celtic, finalmente, se libertou da atitude de barreira defensiva que adoptara durante larga fase do jogo, com Artur a garantir o triunfo, respondendo com segurança a dois remates perigosos.
Colocando-se em vantagem no confronto directo com o Celtic, o Benfica parte para a jornada decisiva no 2º lugar, necessitando apenas obter, em Barcelona, o mesmo resultado que os escoceses alcançarem frente ao Spartak de Moscovo… Uma tarefa árdua.
Liga Europa – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo B
Viktoria Plzen – Happoel Tel-Aviv – 4-0
Académica – At. Madrid – 2-0
1º At. Madrid e Viktoria Plzen, 9; 3º Académica, 4; 4º Happoel Tel-Aviv, 1
Grupo D
Bordeaux – Marítimo – 1-0
Brugge – Newcastle – 2-2
1º Newcastle, 8; 2º Bordeaux, 7; 3º Brugge, 4; 4º Marítimo, 2
Grupo G
Sporting – Genk – 1-1
Basel – Videoton – 1-0
1º Genk, 8; 2º Videoton, 6; 3º Basel, 5; 4º Sporting, 2
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Spartak Moscovo
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (82m – André Gomes), Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, André Almeida, Ola John, Enzo Peréz, Eduardo Salvio, Rodrigo (45m – Óscar Cardozo) e Lima (74m – Bruno César)
Spartak Moscovo – Artem Rebrov, Kirill Kombarov (62m – Jano Ananidze), Nicolás Pareja, Juan Manuel Insaurralde, Evgeni Makeev, Rafael Carioca, Kim Källström (71m – Artem Dzyuba), Diniyar Bilyaletdinov (79m – Marek Suchý), José Manuel Jurado, Dmitri Kombarov e Ari
1-0 – Óscar Cardozo – 55m
2-0 – Óscar Cardozo – 69m
Cartões amarelos – André Almeida (29m); Artem Rebrov (32m), Evgeni Makeev (33m) e Nicolás Pareja (38m) e José Manuel Jurado (82m)
Cartão vermelho – Nicolás Pareja (76m)
Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)
Estando perfeitamente conhecedor do que tinha (e tem) a fazer, para manter aspirações ao apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, o que passa(va) necessariamente por vencer os jogos em casa frente ao Spartak Moscovo e ao Celtic (esperando que, por seu lado, o Barcelona cumprisse também o seu “papel”, de vencer os mesmos adversários), a equipa do Benfica abordou porém o jogo desta noite sem grande convicção, com uma toada lenta, de jogadas denunciadas, permitindo à equipa russa uma primeira parte relativamente tranquila.
Depois de dar “uma parte de avanço” ao adversário, a formação benfiquista pareceu despertar no segundo tempo, por coincidência ou não, com a entrada de Óscar Cardozo, que acabaria por ser o marcador dos dois tentos da vitória, desperdiçando ainda, por outro lado, de forma incrível, outras três soberanas oportunidades, a última delas rematando à trave na conversão de uma grande penalidade.
Pelo que jogou na segunda parte, o Benfica, claramente superior ao adversário, dominando a toda a linha, perante um – pelo menos esta noite – aparentemente inofensivo opositor, justificou plenamente a vitória, mantendo-se na disputa da qualificação, a qual, todavia, poderá ter ficado algo comprometida com o surpreendente triunfo do Celtic face ao Barcelona.
Em síntese, após a vitória de hoje, a tarefa apresenta-se, paradoxalmente, mais complexa: para além da imperiosa necessidade de vencer o Celtic na próxima jornada, terá, na última ronda, de, no mínimo, obter em Barcelona o mesmo resultado que os escoceses alcançarem na recepção ao Spartak de Moscovo… e isto, contando que a equipa russa não complique ainda mais coisas com um eventual resultado positivo frente à formação da Catalunha.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – D. Zagreb – 4-0
D. Kyiv – FC Porto – 0-0
1º FC Porto, 10; 2º Paris St.-Germain, 9; 3º D. Kyiv, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Olympiakos – Montpellier – 3-1
Schalke – Arsenal – 2-2
1º Schalke, 8; 2º Arsenal, 7; 3º Olympiakos, 6; 4º Montpellier, 1
Grupo C
AC Milan – Málaga – 1-1
Anderlecht – Zenit – 1-0
1º Málaga,10; 2º AC Milan, 5; 3º Anderlecht, 4; 4º Zenit, 3
Grupo D
Real Madrid – B. Dortmund – 2-2
Manchester City – Ajax – 2-2
1º B. Dortmund, 8; 2º Real Madrid, 7; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 2
Grupo E
Chelsea – Shakhtar Donetsk – 3-2
Juventus – Nordsjælland – 4-0
1º Shakhtar Donetsk e Chelsea, 7, 3º Juventus, 6; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Bayern – Lille – 6-1
Valencia – BATE Borisov – 4-2
1º Bayern e Valencia, 9; 2º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 0
Grupo G
Celtic – Barcelona – 2-1
Benfica – Spartak Moskva – 2-0
1º Barcelona, 9; 2º Celtic, 7; 3º Benfica, 4; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
Sp. Braga – Manchester United – 1-3
CFR Cluj – Galatasaray – 1-3
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray e CFR Cluj, 4; 4º Sp. Braga, 3
Com os empates alcançados, respectivamente em Kiev e em Milão, o FC Porto e o surpreendente Málaga são as primeiras equipas a garantir o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões. Na jornada de quarta-feira, o Manchester United, novamente a operar a reviravolta no marcador frente ao Sp. Braga, tal como sucedera em Manchester, somando o pleno de 4 vitórias, assegurou também a qualificação.
Entretanto, o Benfica, embora cumprindo a sua parte, de vencer o Spartak de Moscovo, viu a sua missão muito complicada pelo desaire do Barcelona em Glasgow, a dar vantagem ao Celtic, precisamente o próximo adversário a visitar o Estádio da Luz, no próximo dia 20.
O Sp. Braga, com a dupla derrota ante o Manchester, desceu ao último lugar do seu Grupo, mantendo ainda, não obstante, tudo em aberto, uma vez que defrontará ainda o Galatasaray e CFR Cluj.
Reading, 5 – Arsenal, 7 (após prolongamento) – Taça da Liga de Inglaterra
Assistimos hoje a um dos mais loucos jogos da história do futebol, com o Reading a chegar aos 4-0, conseguindo o Arsenal (depois de começar por reduzir para 1-4 no último minuto da primeira parte) recuperar, obtendo, mesmo em cima dos 90 minutos, o empate a 4-4 (o 4º golo foi obtido efectivamente ao 96º minuto…), que lhe permitiu atingir o prolongamento, no qual acabaria por se impor por 7-5 (com mais dois golos obtidos mesmo a fechar)! Absolutamente inacreditável!




