Archive for 7 Novembro, 2007

Liga dos Campeões – 4ª Jornada (Act.)

GRUPO A           Jg  V  E  D   G   Pt
1 FC Porto         4  2  2  -  5-3   8
2 Marseille        4  2  1  1  5-3   7
3 Liverpool        4  1  1  2 10-4   4
4 Besiktas         4  1  -  3  2-12  3

Marseille-Besiktas____________ 2-0 / ___
FC Porto-Liverpool____________ 1-1 / ___
Liverpool-Marseille___________ 0-1 / ___
Besiktas-FC Porto_____________ 0-1 / ___
Besiktas-Liverpool____________ 2-1 / 0-8
Marseille-FC Porto____________ 1-1 / 1-2

GRUPO D           Jg  V  E  D   G   Pt
1 AC Milan         4  3  -  1 10-4   9
2 Celtic           4  2  -  2  3-4   6
3 Shakthar         4  2  -  2  4-7   6
4 Benfica          4  1  -  3  2-4   3

AC Milan-Benfica______________ 2-1 / ___
Shakthar-Celtic_______________ 2-0 / ___
Celtic-AC Milan_______________ 2-1 / ___
Benfica-Shakthar______________ 0-1 / ___
Benfica-Celtic________________ 1-0 / 0-1
AC Milan-Shakthar_____________ 4-1 / 3-0

GRUPO F           Jg  V  E  D   G   Pt
1 M.United         4  4  -  - 10-2  12
2 Roma             4  2  1  1  6-4   7
3 Sporting         4  1  1  2  5-6   4
4 D. Kiev          4  -  -  4  3-12  -

Roma-D. Kiev__________________ 2-0 / ___
Sporting-M. United____________ 0-1 / ___
M. United-Roma________________ 1-0 / ___
D. Kiev-Sporting______________ 1-2 / ___
D. Kiev-M. United_____________ 2-4 / 0-4
Roma-Sporting_________________ 2-1 / 2-2

O Benfica, parecendo revelar alguma tranquilidade logo desde o início da partida, beneficiando da ausência de pressão do Celtic, ameaçaria a baliza escocesa logo aos 5 minutos, numa boa execução de Cardozo, a que o guarda-redes deu boa resposta.

Apenas aos 9 minutos, o Celtic chegaria com perigo à baliza benfiquista, com um cabeceamento ligeiramente ao lado. Para, dois minutos decorridos, Cardozo dispor de nova oportunidade; contudo, apanhando a bola a meia-altura, o remate sairia algo alto, ainda com Boruc a desviar.

Com o jogo a começar a animar, aos 16 minutos, seria Brown a obrigar Quim a uma excelente intervenção, numa defesa de um potente e colocado remate. Até aos 20 minutos, ainda mais três lances de perigo: dois para o Celtic, entremeados por um a favor do Benfica. E ainda, aos 22 minutos, com o Benfica a recuar, o Celtic, agora intensificando a pressão, criava nova ocasião de perigo, obrigando a nova defesa de Quim.

No quarto de hora final do primeiro tempo o ritmo de jogo cairia naturalmente; porém, aos 45 minutos, num remate feliz de McGeady (com a bola a tabelar em Luisão, traindo Quim), o Celtic chegaria finalmente ao golo.

Na segunda metade da partida, com o jogo mais confuso, o Benfica raramente denotou capacidade para organizar o ataque, faltando-lhe a velocidade necessária para criar perigo; as substituições operadas por Camacho não trariam nada de novo à equipa.

As melhores oportunidades surgiriam ainda para a equipa escocesa, nomeadamente à passagem dos 70 minutos, por duas vezes e, de novo, aos 90 minutos, assim acabando por justificar a vitória.

Benfica – Quim, Luís Filipe, Luisão, Edcarlos, Léo, Katsouranis, Binya, Maxi Pereira (61m – Di Maria), Rui Costa (77m – Bergessio), Cristian Rodriguez e Cardozo (77m – Nuno Gomes)

Celtic – Boruc, G. Caldwell, Kennedy, McManus, Naylor, Hartley, McGeady, S. Brown (89m – Sno), Jarosik (66m – Donati), Jan Vennegoor Hesselink (66m – Killen) e McDonald

1-0 – McGeady – 45m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (42m)

Cartão vermelho – Binya (85m)

Árbitro – Martin Hansson (Suécia)


O FC Porto – com um excelente golo de Tarik Sektioui, na sequência de uma magnífica iniciativa individual, complementado por outro de Lisandro López – obteve uma importante vitória, que lhe permitiu ascender à liderança do seu grupo de apuramento, podendo garantir a qualificação na próxima jornada, recebendo a equipa turca do Besiktas, hoje vítima da maior goleada da história da Liga dos Campeões, derrotada em Liverpool por 8-0.


Depois dos jogos de ontem, com vitória do FC Porto e derrota do Benfica, foi hoje a vez do Sporting empatar, numa partida em que foi (duplamente) infeliz: a abrir e a fechar. O Sporting entrou praticamente a perder, sofrendo um golo logo aos 4 minutos. Mantendo uma boa atitude competitiva, empataria a meio da primeira parte, para – sempre por intermédio de Liedson – conseguir “dar a volta ao resultado”, colocando-se em vantagem… até aos 88 minutos, em que um remate de longe foi involuntariamente desviado de cabeça por Anderson Polga, na direcção da baliza, traindo o guarda-redes Tiago. Na sequência desta jornada, Manchester United e Arsenal são as primeiras equipas a garantir o apuramento para os 1/8 Final.

7 Novembro, 2007 at 9:43 pm Deixe um comentário

"O Sétimo Selo" (I)

A obra literária de José Rodrigues dos Santos apresenta uma característica transversal a todos os seus livros: desde os ensaios “Crónicas de Guerra” (2 volumes, “Da Crimeia a Dachau” e “De Saigão a Bagdade”), passando pelos romances, como “A Filha do Capitão” (tendo por temática a I Guerra Mundial), “O Codex 632” (elaborando sobre as origens de Cristóvão Colombo) ou “A Fórmula de Deus” (recorrendo a complexos conceitos de Física e Cosmologia, mesclando ciência com uma dimensão espiritual), a componente “didáctico-pedagógica” não deixa nunca de estar presente. Com todas estas obras, sempre aprendemos algo.

Necessariamente, assim teria de acontecer também com “O Sétimo Selo”, que – lamento, pela consideração e respeito que me merece o autor – me vejo compelido a qualificar como um romance falhado, que poderia – com vantagem para todos, leitores e autor (não obstante o inevitável prejuízo da vertente comercial) – ter resultado em novo ensaio em potencial, cujo conteúdo e mensagem só teria a ganhar em credibilidade caso fosse essa a forma adoptada.

Mais do que em qualquer dos seus anteriores romances, ressalta em “O Sétimo Selo” a escrita “ao correr da pena”, de um jacto, procurando explorar o “filão Dan Brown” (revelando-se inevitável a associação do prólogo com o início de “A Conspiração”), com o eterno herói Tomás de Noronha (perito em criptanálise e línguas antigas – ficamos sem perceber exactamente qual o fundamento do seu recrutamento para esta missão, tão frágil se revela o argumento da charada do “número da besta”, o mítico 666) envolvido em novas e rocambolescas aventuras, vivendo uma espécie de romance (?) – aqui, perfeitamente “colado com cuspo” – com uma sempre remodelada (e algo inverosímil) co-protagonista.

Não obstante as cerca de 500 páginas deste livro, a sensação que perdura é a de um apressado corropio, desde Coimbra à Austrália, passando pela Antárctida, Viena e Sibéria.

Pretendendo embrulhar a vital mensagem do aquecimento global e dos efeitos da exploração e consumo de petróleo como força motriz do desenvolvimento económico da nossa civilização numa obra de cariz romanesco, acabam por ressaltar, tendo de ser sublinhadas, as suas inconsistências ou incongruências, de que são mais cabais exemplos a (em minha opinião) infeliz forma como é introduzida na trama a questão geriátrica (com o protagonista, a assumir a perfídia de, traiçoeiramente, internar a mãe num lar de idosos), para além da também falida pressuposta relação romântica do protagonista.

7 Novembro, 2007 at 1:34 pm 4 comentários

Crítica literária

Num país de 10 milhões de treinadores de bancada, campeões do achismo, evoluímos agora, na senda de uma trajectória darwinista, assumindo novas funções como críticos literários.

Fosse eu escritor – em particular, partilhando esse mais ou menos novel estatuto com o de figura mediática – confesso que seria porventura capaz de me sentir algo intimidado com as facas aguçadas dessa mole de novos especialistas, prontas a escrutinar (talvez a palavra mais apropriada fosse dissecar) a qualidade dos textos destes novos escribas… que – pasme-se – chegam inclusivamente ao extremo de elaborar (falo da nova classe de críticos) sobre obras que declaram não ter lido, nem ter intenção de ler (exclamação!).

Vem este arrazoado a propósito – inevitavelmente – das recentes publicações da autoria de José Rodrigues dos Santos e Miguel Sousa Tavares.

Para termos uma ideia do ponto a que chegámos, do actual estado da arte, haverá memória de um autor escrever – preto no branco, sem papas na língua – no próprio livro que acaba de lançar: “Aos leitores garanto a seriedade do relato histórico, aos caçadores de erros a inutilidade final do seu esforço”?

Por mim, aqui manifesto igualmente o atrevimento de me vir arrogar o direito a integrar também esse regimento de novos críticos.

Porque se trata de obras que me despertam interesse; que, necessariamente, terão méritos, virtudes e defeitos; cujo mediatismo autoral e natureza comercial (e respectivas campanhas de marketing associadas, que fatalmente delas farão autênticos best-sellers) não lhes conferirá, à partida, nem um selo de garantia de qualidade, nem um carimbo prévio de reprovação.

Porque as li.

A seguir (ainda hoje), começando por “O Sétimo Selo”.

7 Novembro, 2007 at 8:46 am Deixe um comentário


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