Archive for Novembro, 2006

BLOGUES E ANONIMATO

No mesmo dia (ontem), dois artigos a propósito da blogosfera e do anonimato nos blogues, que se juntam a um outro, publicado na revista Visão da semana passada (de Manuel António Pina).

Ontem, no Público, José Pacheco Pereira (“A diferença entre um quiosque e a blogosfera“), tal como Ferreira Fernandes, na revista Sábado (“A blogosfera”), colocam a tónica na indispensável segregação entre a “boa” e a “má” blogosfera.

Escreve Pacheco Pereira: “Vamos admitir, o que não me custa nada, porque até acho que é verdade, que mais de 90 por cento do que está na blogosfera é lixo. Temos em seguida que convir que também 90 por cento do que está nos quiosques é lixo, a julgar pelo nosso quiosque.”; mas, a finalizar, frisa “Tratar os blogues como um quiosque dos jornais indiferenciado é deitar fora o menino com a água do banho. Vamos em seguida falar dos 10 por cento, número optimista eu sei“.

Ferreira Fernandes acrescenta: “Os blogues portugueses, como qualquer lugar, são frequentáveis ou não, depende do que escolhemos“.

E indica, de seguida, algumas escolhas, do “melhor” que a blogosfera tem: os textos sobre futebol de “maradona” (A Causa Foi Modificada); a bibliofilia do Almocreve das Petas; o “Assim Mesmo“, que “ensina” português; as “notícias” de Paulo Gorjão no Bloguitica; os textos de João Miranda no Blasfémias, de Rui Tavares no 5 Dias, de Pacheco Pereira no Abrupto, ou do “José”, na Grande Loja do Queijo Limiano.

10 Novembro, 2006 at 1:45 pm 3 comentários

"A FÓRMULA DE DEUS" (IV)

Entrando na fase final das suas aventuras em busca da “Fórmula de Deus”, Tomás chega a Lhasa, capital do Tibete, com a missão de se encontrar com Tenzing Thubten, um velho budista tibetano, colaborador de Einstein nos anos 50, com quem espera poder falar no majestoso, sereno e “elevado” Palácio Potala – dando a sensação de se poder flutuar entre o céu e a terra.

Ainda antes do encontro, em Shigatse, Tomás vê-se novamente refém dos iranianos, contando mais uma vez com a colaboração de Ariana para recuperar a liberdade.

Finalmente em contacto com Tenzing Thubten, é confrontado com a revelação do tema da “Fórmula de Deus”, a “maior busca jamais empreendida pela mente humana, a demanda do mais importante enigma do universo, a revelação do desígnio da existência.”

Ou, de como os 6 “dias da criação” bíblica corresponderiam a um total de cerca de quinze mil milhões de anos…

As descobertas de Tomás culminariam em Coimbra, passando pela Biblioteca Joanina, um “Monumento” com quase três séculos – integrado num espaço com cerca de 700 anos de ensino, a Universidade de Coimbra -, com os seus três majestosos salões, repletos com cerca de 100 000 livros!


Com a colaboração de Carlos Fiolhais e João Queiró, professores de Física e de Matemática da Universidade de Coimbra, na revisão científica do texto, José Rodrigues dos Santos apresenta-nos um romance orientado – a par da acção e da intriga “cinematográfica”, à “maneira” de Dan Brown – para aspectos de índole científica (mas, também, sem negligenciar uma componente espiritual), numa espécie de “homenagem” a Einstein (cujo centenário da sua famosa Teoria da Relatividade se celebrou no ano passado).

Escrevendo as suas obras – como o próprio autor confirma – ao “correr da pena”, de um jacto, “A Fórmula de Deus” não evita, aqui e ali, alguns “desequilíbrios”, assim como linguagem ou expressões que, algumas vezes, soam a “postiço”. O resultado final não deixa, não obstante, de ser amplamente positivo, devendo realçar-se a componente “didáctico-pedagógica” da sua escrita (expressa em qualquer dos seus três romances: “A Filha do Capitão”, “O Codex 632” e “A Fórmula de Deus” – com os quais sempre aprendemos bastante).

10 Novembro, 2006 at 8:49 am 1 comentário

17 ANOS


9 Novembro, 2006 at 1:50 pm 1 comentário

“A FÓRMULA DE DEUS” (III)

Ainda antes de partir para Teerão, Tomás é abordado por agentes da CIA, que, paralelamente à missão confiada pelo Governo do Irão, o encarregam – auferindo um montante adicional de 100 000 euros / mês… – de procurar desvendar o caso do misterioso desaparecimento de um cientista da Universidade de Coimbra, alegadamente sequestrado por membros do Hezbollah!

Sem possibilidade de opção – vendo-se como que num beco sem saída -, subitamente convertido numa espécie de “agente duplo”, do Irão e dos EUA, Tomás viria a passar por inúmeras peripécias, desde uma não muito bem sucedida “incursão” pelos arquivos secretos do Ministério iraniano, que o conduziriam à prisão, ao mesmo tempo que se vai envolvendo com a bela iraniana, com uma activa colaboração na sua libertação, rematando com uma fuga via Azerbaijão, com escala em Moscovo.

A etapa seguinte passaria por uma aula sobre o “Alfa” e o “Ómega” na Universidade de Coimbra, ministrada pelo principal auxiliar do desaparecido professor catedrático, culminando na teoria do “Big Bang”, a “grande explosão” – ocorrida algures entre há dez e vinte mil milhões de anos, provavelmente há cerca de quinze mil milhões de anos -, com a expansão, numa monumental erupção, da energia antes concentrada num ponto, teoria que se conforma com as leis da termodinâmica, com o Paradoxo de Olbers, com a lei da gravidade de Newton e… com as teorias da Relatividade de Einstein.

Com uma interrogação que subsiste: se o Big Bang existiu, algo o fez existir: “Qual a primeira causa? E o que causou a primeira causa?”

9 Novembro, 2006 at 8:54 am 5 comentários

ELEIÇÕES NOS EUA

Depois de conquistar – pela primeira vez desde 1994 – a maioria na Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso), tudo parece indicar que o Partido Democrata dos EUA alcançará também a maioria no Senado.

Quando faltam apenas decidir 2 Senadores, regista-se um empate (49 – 49) entre Republicanos e Democratas; não obstante, nos dois Estados ainda em fase de contagens de votos (Virginia e Montana), os candidatos Democratas registam vantagens que lhes deverão conferir a vitória final, fazendo com que o “equilíbrio de forças” no Senado passe a ser de 51 – 49.

8 Novembro, 2006 at 4:01 pm Deixe um comentário

“A FÓRMULA DE DEUS" (II)

“«No princípio, Deus criou os céus e a terra», leu em voz alta pela terceira vez. «A terra era informe e vazia. As trevas cobriam o abismo e o Espírito de Deus movia-Se sobre a superfície das águas. Deus disse: ‘Faça-se luz’. E a luz foi feita.»”

“Quando o astrofísico Brandon Carter propôs, em 1973, o Princípio Antrópico, parte da comunidade científica mergulhou num intenso debate sobre a posição da humanidade no universo e o significado último da sua existência. Pois se o universo está afinado para nos criar, será que temos um papel a desempenhar no universo? Quem concebeu esse papel? E já agora, que papel será esse?”

“A Fórmula de Deus” inicia-se com o relato do encontro de Albert Einstein com o Primeiro-Ministro israelita Ben-Gurion, em Princeton, nos EUA, no ano de 1951, em que o cientista terá lançado algumas interrogações:

– Será o conceito antropomórfico de Deus – ao qual associamos comummente um perfil benevolente e paternalista – mais do que uma fantasia criada pelo homem para obter apoio nos momentos difíceis?

– Sendo o homem uma de entre milhões de espécies que ocupam um pequeno planeta de uma estrela periférica de uma galáxia mediana de entre milhares de milhões de galáxias existentes no universo, como pretender que Deus – neste contexto, de imensidão de proporções inimagináveis – se ocupe de cada ser individual?

A figura central do romance, Tomás Noronha, surge-nos logo de seguida, numa conferência na cidade do Cairo, no Egipto, onde é surpreendentemente abordado por Ariana, uma atraente funcionária do Ministério da Ciência do Irão, transportando consigo a cópia de um manuscrito de Einstein (“Die Gottesformel”), de cuja decifração pretende encarregar o criptólogo português, a troco de uma remuneração mensal de 100 000 euros…

8 Novembro, 2006 at 8:50 am 2 comentários

SENA SANTOS EM “PODCAST”

O regresso de Francisco Sena Santos, uma “voz da rádio”, agora em podcast!

“Assim vai o mundo e outras histórias…”

7 Novembro, 2006 at 5:56 pm Deixe um comentário

“A FÓRMULA DE DEUS” (I)

Na sequência de “O Codex 632”, José Rodrigues dos Santos continua a desenvolver, em “A Fórmula de Deus”, a fórmula Dan Brown

Não exactamente na dimensão dos capítulos (curtos nas obras recentes de Dan Brown; bem mais extensos na escrita do autor português), mas na trama, acção, romance e intriga, retomando o “protagonista” da história anterior, Tomás de Noronha, um perito em criptanálise e línguas antigas, contratado para descodificar mais uma enigmática cifra.

Desde a primeira página, tal como Brown, José Rodrigues dos Santos tem a capacidade de prender o leitor, neste caso, com um flashback de um encontro (ocorrido há cerca de 50 anos, nos EUA) entre Einstein e o então Primeiro-Ministro israelita, Ben-Gurion.

Daí, salta-se directamente para a actualidade, com o herói da história a ser surpreendido por um convite para uma missão ao serviço do governo do Irão, que lhe é dirigido pessoalmente por uma atraente iraniana.

Do Egipto ao Irão, passando por Coimbra e pelo Azerbaijão, culminando numa deslocação ao Tibete, Tomás de Noronha – no centro de rocambolescas aventuras e intrigas – vai desenrolando o novelo do mistério do que se pensava ser a fórmula secreta de uma bomba atómica de fabrico económico… afinal, a prova científica da existência de Deus!

Recorrendo a complexos conceitos de Física e Cosmologia, que procura expressar em “linguagem comum”, sublinhado também a dimensão espiritual, José Rodrigues dos Santos proporciona-nos mais umas horas de leitura envolvente, onde a perspectiva pedagógica não deixa também de estar presente.

7 Novembro, 2006 at 1:58 pm Deixe um comentário

“O ESTADO DA BLOGOSFERA”

100 000 novos blogues a cada dia!…

 (via Ponto Media)

7 Novembro, 2006 at 12:05 pm 1 comentário

RELATÓRIO “STERN” SOBRE ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

“The conclusion of the Review is essentially optimistic. There is still time to avoid the worst impacts of climate change, if we act now and act internationally. Governments, businesses and individuals all need to work together to respond to the challenge. Strong, deliberate policy choices by governments are essential to motivate change.

But the task is urgent. Delaying action, even by a decade or two, will take us into dangerous territory. We must not let this window of opportunity close.”

Stern Review on the Economics of Climate Change

6 Novembro, 2006 at 6:12 pm 1 comentário

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