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Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – FC Porto – 2-1
D. Zagreb – D. Kyiv – 1-1
1º Paris St.-Germain, 15; 2º FC Porto, 13; 3º D. Kyiv, 5; 4º D. Zagreb, 1
Grupo B
Olympiakos – Arsenal – 2-1
Montpellier – Schalke – 1-1
1º Schalke, 12; 2º Arsenal, 10; 3º Olympiakos, 9; 4º Montpellier, 2
Grupo C
AC Milan – Zenit – 0-1
Málaga – Anderlecht – 2-2
1º Málaga,12; 2º AC Milan, 8; 3º Zenit, 7; 4º Anderlecht, 5
Grupo D
Real Madrid – Ajax – 4-1
B. Dortmund – Manchester City – 1-0
1º B. Dortmund, 14; 2º Real Madrid, 11; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 3
Grupo E
Chelsea – Nordsjælland – 6-1
Shakhtar Donetsk – Juventus – 0-1
1º Juventus, 12; 2º Shakhtar Donetsk, 10; 3º Chelsea, 10; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Bayern – BATE Borisov – 4-1
Lille – Valencia – 0-1
1º Bayern, 13; 2º Valencia, 13; 3º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 3
Grupo G
Celtic – Spartak Moskva – 2-1
Barcelona – Benfica – 0-0
1º Barcelona, 13; 2º Celtic, 10; 3º Benfica, 8; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
Sp. Braga – Galatasaray – 1-2
Manchester United – CFR Cluj – 0-1
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray, 10; 3º CFR Cluj, 10; 4º Sp. Braga, 3
Confirmaram o apuramento para os 1/8 Final as equipas do Paris St.-Germain, FC Porto, Schalke, Arsenal, Málaga, AC Milan, B. Dortmund, Real Madrid, Juventus, Shakhtar Donetsk, Bayern, Valencia, Barcelona, Celtic, Manchester United e Galatasaray.
Assim, na próxima eliminatória (1/8 Final) destacam-se os contingentes de: Espanha (Málaga, Real Madrid, Valencia e Barcelona), Alemanha (Schalke, B. Dortmund e Bayern), Inglaterra (Arsenal e Manchester United) e Itália (AC Milan e Juventus). França, Portugal, Ucrânia, Escócia e Turquia mantêm apenas um representante.
Entretanto, garantiram a passagem para a Liga Europa as equipas do D. Kyiv, Olympiakos, Zenit, Ajax, Chelsea, BATE Borisov, Benfica e CFR Cluj (não obstante a equipa orientada pelo português Paulo Sérgio ter obtido uma sensacional vitória em Manchester).
As grandes surpresas desta fase de grupos foram o afastamento das provas europeias desta temporada, desde já, do Manchester City, campeão de Inglaterra – sem ter conseguido obter sequer uma vitória -, o que sucede também, entre outros, ao Anderlecht, Montpellier (campeão francês), Lille, Spartak Moscovo… e Sp. Braga (derrotado nos três jogos em casa!); assim como a eliminação do Campeão europeu em título (Chelsea), o que acontece pela primeira vez desde que a competição é disputada nesta fórmula, vendo-se relegado para a Liga Europa.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Barcelona – Benfica
Barcelona – José Manuel Pinto, Martín Montoya, Carles Puyol, Adriano (67m – Gerard Piqué), Carles Planas, Alex Song, Thiago Alcântara, Sergi Roberto, Cristian Tello (78m – Gerard Deulofeu), Rafinha (58m – Lionel Messi) e David Villa
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, André Gomes, Ola John, Rodrigo (75m – André Almeida), Nolito (63m – Bruno César) e Lima (74m – Óscar Cardozo)
Cartões amarelos – Rafinha (49m) e Adriano (60m); Nolito (43m), Ezequiel Garay (56m), Luisão (59m) e Nemanja Matić (78m)
Árbitro – Svein Oddvar Moen (Noruega)
Entrando em Camp Nou para defrontar uma equipa reservista do Barcelona (na qual, dos habituais titulares, apenas Puyol e David Villa alinharam de início), o Benfica denotou, desde cedo, uma atitude assertiva, assumindo o controlo do jogo e espreitando amiúde o ataque, fosse em jogadas organizadas ou em lances rápidos, a desmarcar os seus avançados.
Aos 11 minutos, disporia de uma primeira soberana ocasião de golo, com Rodrigo, a surgir isolado, acompanhado por Nolito, mas, em vez de fazer o passe para o companheiro, que seria decerto fatal, de forma individualista tentou o remate à baliza, com a bola a sair ligeiramente ao lado.
Para, à passagem dos 20 minutos, nova boa oportunidade para a equipa portuguesa, com Nolito, algo desenquadrado com a baliza, não obstante dela muito próximo, a não conseguir dar a melhor direcção no remate de cabeça.
Entretanto, aos 21 minutos, o Celtic marcava o primeiro golo desta noite europeia e passava a estar em posição de vantagem face ao Benfica, na disputa da qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
O Barcelona só aos 23 minutos daria o primeiro aviso, conseguindo ultrapassar a defesa benfiquista, mas a bola perder-se-ia pela linha de fundo. Para, no minuto seguinte, Garay ter de cortar, em cima da linha de golo, um perigoso remate de cabeça da equipa catalã.
Tendo chegado a uma incrível marca de 7-0 em cantos a favor do Benfica, na primeira meia hora de jogo, aos 32 minutos, culminando excelente iniciativa, Lima surgiu novamente isolado frente a Pinto, rematando ao poste mais distante, mas o guardião do Barcelona conseguiu, com uma difícil e atenta estirada, desviar a bola… para o poste.
Ainda uma outra oportunidade, aos 35 minutos, com Ola John, descaído do lado direito, também a isolar-se, a rematar para nova defesa apertada de Pinto, para canto… o oitavo a favor Benfica!
Inesperadamente, o Barcelona via-se obrigado a jogar “de aflitos”, na sua zona defensiva, de que era exemplo o lance de Puyol a despachar de qualquer forma, aliviando a bola pelo ar, para fora da área.
Aos 40 minutos, o Spartak de Moscovo empatava em Glasgow, recolocando o Benfica em posição de apuramento…
Ao intervalo, com um absolutamente fantástico registo de 8-0 em cantos, e três a quatro soberanas ocasiões de golo desaproveitadas, pressentia-se que o Benfica podia estar a desperdiçar uma oportunidade única para ganhar em Barcelona…
Logo a abrir o segundo tempo, a equipa portuguesa perderia ainda outro lance de perigo, perante uma defesa catalã que não conseguia acertar as marcações aos rápidos dianteiros benfiquistas.
Contudo, a partir dos 50 minutos, a tendência do jogo parecia começar a inverter-se, com o Barcelona a soltar-se, e a chegar com mais frequência às imediações da área do Benfica, principalmente na sequência de iniciativas de Tello, numa delas a obrigar a apertada intervenção de Artur Moraes. Urgia fazer alterações na equipa… Mas, quem começaria por a fazer, seria Tito Vilanova, fazendo entrar Messi em campo, estavam decorridos 58 minutos.
À passagem da hora de jogo, o Benfica tentava parar a ofensiva catalã, agora com lances de ataque mais esporádicos, num deles, com Luisão a cabecear, fraco, para uma defesa fácil de Pinto. Aos 64 minutos, a equipa portuguesa ampliava a contagem de cantos para 9-0 (finalizaria o encontro com uma marca de 10-2)!
À entrada para os derradeiros 20 minutos, a formação benfiquista começava a perder, por completo, o controlo do jogo, apenas com dificuldade conseguindo sair do seu meio-campo; as investidas do Barcelona sucediam-se, cada vez mais ameaçadoras. Era necessário apelar à capacidade de união e sofrimento.
Os treinadores mexiam nas equipas: Vilanova retirava os elementos já com cartão amarelo; Jorge Jesus tentava refrescar a equipa, fazendo sair os jogadores mais desgastados.
Só que, a 8 minutos do final, chegavam más notícias de Glasgow: o Celtic voltava a colocar-se em vantagem no jogo e na classificação, face ao Benfica.
Haveria ainda tempo para uma extraordinária dupla intervenção de Artur Moraes, primeiro, arrojando-se aos pés de Messi, a roubar-lhe a bola, e, de imediato, na recarga, já em esforço, de parte a parte, com Messi a tentar o chapéu, mas o guarda-redes benfiquista conseguiria ir ainda resgatar a bola. Estavam decorridos 87 minutos, e, na sequência do lance (no choque com Artur), Messi sofreria uma lesão, tendo de sair de campo, ficando a equipa catalã reduzida a 10 unidades.
Jesus arriscava tudo: dava instruções a Luisão para subir no terreno. Mas, mesmo com cinco minutos de tempo de compensação, era tarde, e os jogadores não tinham já reservas físicas, nem disponibilidade mental para fazer a bola chegar lá à frente, de forma pensada. No último lance da partida, Cardozo não teve a serenidade para rematar à baliza, a bola sobrou ainda para Maxi Pereira, que remataria muito por alto. O Benfica caía de pé… por culpa própria.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
D. Kyiv – Paris St.-Germain – 0-2
FC Porto – D. Zagreb – 3-0
1º FC Porto, 13; 2º Paris St.-Germain, 12; 3º D. Kyiv, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Schalke – Olympiakos – 1-0
Arsenal – Montpellier – 2-0
1º Schalke, 11; 2º Arsenal, 10; 3º Olympiakos, 6; 4º Montpellier, 1
Grupo C
Anderlecht – AC Milan – 1-3
Zenit – Málaga – 2-2
1º Málaga,11; 2º AC Milan, 8; 3º Zenit e Anderlecht, 4
Grupo D
Manchester City – Real Madrid – 1-1
Ajax – B. Dortmund – 1-4
1º B. Dortmund, 11; 2º Real Madrid, 8; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 3
Grupo E
Juventus – Chelsea – 3-0
Nordsjælland – Shakhtar Donetsk – 2-5
1º Shakhtar Donetsk, 10; 2º Juventus, 9; 3º Chelsea, 7; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Valencia – Bayern – 1-1
BATE Borisov – Lille – 0-2
1º Bayern e Valencia, 10; 3º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 3
Grupo G
Benfica – Celtic – 2-1
Spartak Moskva – Barcelona – 0-3
1º Barcelona, 12; 2º Benfica e Celtic, 7; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
CFR Cluj – Sp. Braga – 3-1
Galatasaray – Manchester United – 1-0
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray e CFR Cluj, 7; 4º Sp. Braga, 3
Depois de FC Porto, Málaga e Manchester United (já na ronda anterior), confirmaram também já o apuramento para os 1/8 Final as equipas do Paris St.-Germain, Schalke, Arsenal, AC Milan, B. Dortmund, Real Madrid, Shakhtar Donetsk, Bayern, Valencia e Barcelona, subsistindo apenas por atribuir três vagas (em disputa entre Juventus e Chelsea; Benfica e Celtic; e Galatasaray e CFR Cluj).
Com a vitória frente ao Celtic, o Benfica adquiriu vantagem no confronto directo, necessitando contudo de obter (em Barcelona…), pelo menos, o mesmo resultado que os escoceses alcançarem na derradeira jornada, frente à equipa do Spartak de Moscovo. Garantiu já, alternativamente, a qualificação para a Liga Europa.
Por seu lado, o Sp. Braga, perdendo na Roménia, vê consumada a sua eliminação das provas europeias desta temporada.
Entretanto, garantiram também já a passagem para a Liga Europa as equipas do D. Kyiv, Olympiakos, BATE Borisov, assim como as três equipas que, nos pares que disputam ainda o acesso à Liga dos Campeões, não vierem a ter êxito. As restantes duas vagas serão disputadas entre Zenit e Anderlecht, e Ajax e Manchester City.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Benfica – Celtic
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić (78m – Maxi Pereira), Ola John, Enzo Peréz, Eduardo Salvio (90m – Jardel), Lima (75m – Nicolas Gaitán) e Óscar Cardozo
Celtic – Fraser Forster, Mikael Lustig, Kelvin Wilson, Efe Ambrose, Adam Matthews, Joe Ledley (80m – Tony Watt), Victor Wanyama, Scott Brown (64m – Kris Commons), Charlie Mulgrew (45m – Beram Kayal), Georgios Samaras e Gary Hooper
1-0 – Ola John – 7m
1-1 – Georgios Samaras – 32m
2-1 – Ezequiel Garay – 71m
Cartões amarelos – Melgarejo (77m) e André Almeida (90m); Georgios Samaras (38m), Joe Ledley (48m) e Victor Wanyama (85m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Entrando em campo conhecendo já o resultado do Barcelona em Moscovo, que garantia à equipa catalã o apuramento para os 1/8 Final, o Benfica via reforçado, para o seu jogo desta noite, o cariz decisivo, em que só a vitória lhe interessava, uma vez que, não só lhe garantia, desde já, a continuidade nas provas europeias, por via da Liga Europa, como, ao invés, não sendo obtida, tal significaria automaticamente a eliminação da Liga dos Campeões.
Em função destes factores, a equipa benfiquista denotou, desde o minuto inicial, uma óbvia predisposição atacante, mas que era prejudicada pela excessiva ansiedade revelada, pela urgência que os jogadores pareciam ter em marcar, para se colocar em vantagem.
Curiosamente, o golo acabaria mesmo por surgir numa fase bastante prematura da partida, na sequência de uma bela iniciativa de Ola John. Pensar-se-ia então que, uma vez em vantagem, a equipa serenaria, podendo explanar de forma mais pensada o seu futebol, criando bases para o que seria natural esperar deste jogo, o dilatar do marcador.
Mas, à medida que o tempo ia passando, não só o Benfica não conseguiu assentar o jogo, como, ao invés, o Celtic começou a organizar-se na sua zona intermediária. E, na primeira vez que desceu até à área contrária – pouco depois de Cardozo ter finalizado mal um lance que poderia ter resultado no 2-0 -, obteve um canto… do qual resultou, por falha de marcação, que permitiu a Samaras surgir isolado, a cabecear à vomtade, o golo do empate.
Uma adversidade que foi muito sentida pela equipa benfiquista, que, ao contrário do que se esperaria, se via subitamente mais intranquila, demorando a reagir e a retomar o controlo do jogo.
Na segunda parte, o Benfica, sabendo que nada tinha a perder, voltou a ir, ainda mais decididamente, para o ataque, mas sempre com dificuldades a nível de controlo de bola, com muitos passes transviados, despropositadas tentativas de remate à baliza, que, invariavelmente, saíam ao lado (o estado do terreno, com a intensa chuva que caía, a bola pesada e a relva escorregadia, também não ajudavam…).
Começava a atingir-se o limite do lapso de tempo a partir do qual a equipa, necessariamente, acabaria por entrar em desespero, quando, com alguma felicidade, o Benfica chegou novamente ao golo, num lance com a intervenção dos dois centrais, com Luisão a assistir, de cabeça, Garay, que concluiu da melhor forma.
Consciente da importância do resultado, a equipa benfiquista, sempre algo tensa, acabaria por passar ainda por um ou outro calafrio, na fase derradeira, quando o Celtic, finalmente, se libertou da atitude de barreira defensiva que adoptara durante larga fase do jogo, com Artur a garantir o triunfo, respondendo com segurança a dois remates perigosos.
Colocando-se em vantagem no confronto directo com o Celtic, o Benfica parte para a jornada decisiva no 2º lugar, necessitando apenas obter, em Barcelona, o mesmo resultado que os escoceses alcançarem frente ao Spartak de Moscovo… Uma tarefa árdua.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Spartak Moscovo
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (82m – André Gomes), Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, André Almeida, Ola John, Enzo Peréz, Eduardo Salvio, Rodrigo (45m – Óscar Cardozo) e Lima (74m – Bruno César)
Spartak Moscovo – Artem Rebrov, Kirill Kombarov (62m – Jano Ananidze), Nicolás Pareja, Juan Manuel Insaurralde, Evgeni Makeev, Rafael Carioca, Kim Källström (71m – Artem Dzyuba), Diniyar Bilyaletdinov (79m – Marek Suchý), José Manuel Jurado, Dmitri Kombarov e Ari
1-0 – Óscar Cardozo – 55m
2-0 – Óscar Cardozo – 69m
Cartões amarelos – André Almeida (29m); Artem Rebrov (32m), Evgeni Makeev (33m) e Nicolás Pareja (38m) e José Manuel Jurado (82m)
Cartão vermelho – Nicolás Pareja (76m)
Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)
Estando perfeitamente conhecedor do que tinha (e tem) a fazer, para manter aspirações ao apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, o que passa(va) necessariamente por vencer os jogos em casa frente ao Spartak Moscovo e ao Celtic (esperando que, por seu lado, o Barcelona cumprisse também o seu “papel”, de vencer os mesmos adversários), a equipa do Benfica abordou porém o jogo desta noite sem grande convicção, com uma toada lenta, de jogadas denunciadas, permitindo à equipa russa uma primeira parte relativamente tranquila.
Depois de dar “uma parte de avanço” ao adversário, a formação benfiquista pareceu despertar no segundo tempo, por coincidência ou não, com a entrada de Óscar Cardozo, que acabaria por ser o marcador dos dois tentos da vitória, desperdiçando ainda, por outro lado, de forma incrível, outras três soberanas oportunidades, a última delas rematando à trave na conversão de uma grande penalidade.
Pelo que jogou na segunda parte, o Benfica, claramente superior ao adversário, dominando a toda a linha, perante um – pelo menos esta noite – aparentemente inofensivo opositor, justificou plenamente a vitória, mantendo-se na disputa da qualificação, a qual, todavia, poderá ter ficado algo comprometida com o surpreendente triunfo do Celtic face ao Barcelona.
Em síntese, após a vitória de hoje, a tarefa apresenta-se, paradoxalmente, mais complexa: para além da imperiosa necessidade de vencer o Celtic na próxima jornada, terá, na última ronda, de, no mínimo, obter em Barcelona o mesmo resultado que os escoceses alcançarem na recepção ao Spartak de Moscovo… e isto, contando que a equipa russa não complique ainda mais coisas com um eventual resultado positivo frente à formação da Catalunha.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – D. Zagreb – 4-0
D. Kyiv – FC Porto – 0-0
1º FC Porto, 10; 2º Paris St.-Germain, 9; 3º D. Kyiv, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Olympiakos – Montpellier – 3-1
Schalke – Arsenal – 2-2
1º Schalke, 8; 2º Arsenal, 7; 3º Olympiakos, 6; 4º Montpellier, 1
Grupo C
AC Milan – Málaga – 1-1
Anderlecht – Zenit – 1-0
1º Málaga,10; 2º AC Milan, 5; 3º Anderlecht, 4; 4º Zenit, 3
Grupo D
Real Madrid – B. Dortmund – 2-2
Manchester City – Ajax – 2-2
1º B. Dortmund, 8; 2º Real Madrid, 7; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 2
Grupo E
Chelsea – Shakhtar Donetsk – 3-2
Juventus – Nordsjælland – 4-0
1º Shakhtar Donetsk e Chelsea, 7, 3º Juventus, 6; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Bayern – Lille – 6-1
Valencia – BATE Borisov – 4-2
1º Bayern e Valencia, 9; 2º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 0
Grupo G
Celtic – Barcelona – 2-1
Benfica – Spartak Moskva – 2-0
1º Barcelona, 9; 2º Celtic, 7; 3º Benfica, 4; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
Sp. Braga – Manchester United – 1-3
CFR Cluj – Galatasaray – 1-3
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray e CFR Cluj, 4; 4º Sp. Braga, 3
Com os empates alcançados, respectivamente em Kiev e em Milão, o FC Porto e o surpreendente Málaga são as primeiras equipas a garantir o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões. Na jornada de quarta-feira, o Manchester United, novamente a operar a reviravolta no marcador frente ao Sp. Braga, tal como sucedera em Manchester, somando o pleno de 4 vitórias, assegurou também a qualificação.
Entretanto, o Benfica, embora cumprindo a sua parte, de vencer o Spartak de Moscovo, viu a sua missão muito complicada pelo desaire do Barcelona em Glasgow, a dar vantagem ao Celtic, precisamente o próximo adversário a visitar o Estádio da Luz, no próximo dia 20.
O Sp. Braga, com a dupla derrota ante o Manchester, desceu ao último lugar do seu Grupo, mantendo ainda, não obstante, tudo em aberto, uma vez que defrontará ainda o Galatasaray e CFR Cluj.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
D. Zagreb – Paris St.-Germain – 0-2
FC Porto – D. Kyiv – 3-2
1º FC Porto, 9; 2º Paris St.-Germain, 6; 3º D. Kyiv, 3; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Montpellier – Olympiakos – 1-2
Arsenal – Schalke – 0-2
1º Schalke, 7; 2º Arsenal, 6; 3º Olympiakos, 3; 4º Montpellier, 1
Grupo C
Málaga – AC Milan – 1-0
Zenit – Anderlecht – 1-0
1º Málaga, 9; 2º AC Milan, 4; 3º Zenit, 3; 4º Anderlecht, 1
Grupo D
B. Dortmund – Real Madrid – 2-1
Ajax – Manchester City – 3-1
1º B. Dortmund, 7; 2º Real Madrid, 6; 3º Ajax, 3; 4º Manchester City, 1
Grupo E
Shakhtar Donetsk – Chelsea – 2-1
Nordsjælland – Juventus – 1-1
1º Shakhtar Donetsk, 7, 2º Chelsea, 4; 3º Juventus, 3; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Lille – Bayern – 0-1
BATE Borisov – Valencia – 0-3
1º Valencia, BATE Borisov e Bayern, 6; 4º Lille, 0
Grupo G
Barcelona – Celtic – 2-1
Spartak Moskva – Benfica – 2-1
1º Barcelona, 9; 2º Celtic, 4; 3º Spartak Moskva, 3; 4º Benfica, 1
Grupo H
Manchester United – Sp. Braga – 3-2
Galatasaray – CFR Cluj – 1-1
1º Manchester United, 9; 2º CFR Cluj, 4; 3º Sp. Braga, 3; 4º Galatasaray, 1
O Benfica fez um mau resultado em Moscovo, colocando-se na dependência do Barcelona (necessitando que este vença as suas partidas frente a Spartak Moscovo e Celtic)… desde que o Benfica consiga cumprir a sua “obrigação” de vencer também esses mesmos adversários.
Em Manchester, o Braga causou grande surpresa durante larga parte do tempo, tendo chegado a estar em vantagem por 2-0; ainda na primeira parte permitiria à equipa inglesa reduzir a desvantagem, para, na fase complementar, não resistir à reviravolta do United.
Por seu lado, o FC Porto, embora não isento de dificuldades – tendo permitido, por duas vezes, que o D. Kiev empatasse o jogo -, acabando por conseguir garantir o pleno de vitórias, perfila-se em posição privilegiada para garantir o apuramento para os 1/8 Final da competição.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Spartak Moscovo – Benfica
Spartak Moscovo – Artem Rebrov, Evgeni Makeev, Nicolás Pareja, Marek Suchý, Dmitri Kombarov, Rafael Carioca, Kim Källström (79m – Sergei Bryzgalov), José Manuel Jurado, Jano Ananidze (58m – Kirill Kombarov), Diniyar Bilyaletdinov (73m – Welliton) e Ari
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić (89m – Ola John), Eduardo Salvio, Enzo Peréz, Bruno César (65m – Nico Gaitán), Rodrigo (65m – Óscar Cardozo) e Lima
1-0 – Rafael Carioca – 3m
1-1 – Lima – 33m
2-1 – Jardel (p.b.) – 43m
Cartões amarelos – Suchý (45m), Welliton (90m) e Ari (90m); Óscar Cardozo (72m) e Nemanja Matić (75m)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
Um sério aviso logo no primeiro minuto do jogo, e um golo sofrido ao terceiro minuto traduzem a forma desastrada como o Benfica entrou neste jogo…
E o desacerto na zona defensiva e de meio-campo prosseguiria nessa fase inicial da partida (o Spartak remataria ainda à trave, numa oportunidade de “golo feito”, inacreditavelmente desperdiçada), até que, ainda sem ter feito muito por isso, Lima, sempre oportuno, conseguisse alcançar o empate.
O Benfica pareceu então acalmar, e começar a construir jogo, mas, em mais uma desconcentração, permitindo a um homem do Spartak estar perfeitamente preparado para receber a bola, vindo de um cruzamento, para concretizar, Jardel, em último recurso, procurando antecipar-se, seria infeliz, introduzido a bola na sua própria baliza.
Na segunda parte, o Benfica continuaria, durante largo tempo, alheado do jogo; apenas no último quarto de hora conseguiria, embora já com “pouca cabeça”, empurrar a equipa russa para a sua área, conseguindo uma sucessão de cantos a seu favor, mas sem conseguir obter pelo menos o golo do empate.
As contas continuam mais ou menos “na mesma” (isto é, difíceis), agora ainda mais claramente definidas: necessidade imperiosa de vencer as duas partidas em casa, frente ao Spartak e ao Celtic, portanto, sem qualquer margem de erro, e dependência de terceiros, isto é, que o Barcelona vença todos os seus jogos…
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
FC Porto – Paris St.-Germain – 1-0
D. Kyiv – D. Zagreb – 2-0
1º FC Porto, 6; 2º Paris St.-Germain e D. Kyiv, 3; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Arsenal – Olympiakos – 3-1
Schalke – Montpellier – 2-2
1º Arsenal, 6; 2º Schalke, 4; 3º Montpellier, 1; 4º Olympiakos, 0
Grupo C
Anderlecht – Málaga – 0-3
Zenit – AC Milan – 2-3
1º Málaga, 6; 2º AC Milan, 4; 3º Anderlecht, 1; 4º Zenit, 0
Grupo D
Ajax – Real Madrid – 1-4
Manchester City – B. Dortmund – 1-1
1º Real Madrid, 6; 2º B. Dortmund, 4; 3º Manchester City, 1; 4º Ajax, 0
Grupo E
Nordsjælland – Chelsea – 0-4
Juventus – Shakhtar Donetsk – 1-1
1º Chelsea e Shakhtar Donetsk, 4; 3º Juventus, 2; 4º Nordsjælland, 0
Grupo F
BATE Borisov – Bayern – 3-1
Valencia – Lille – 2-0
1º BATE Borisov, 6; 2º Valencia e Bayern, 3; 4º Lille, 0
Grupo G
Benfica – Barcelona – 0-2
Spartak Moskva – Celtic – 2-3
1º Barcelona, 6; 2º Celtic, 4; 3º Benfica, 1; 4º Spartak Moskva, 0
Grupo H
Galatasaray – Sp. Braga – 0-2
CFR Cluj – Manchester United – 1-2
1º Manchester United, 6; 2º CFR Cluj e Sp. Braga, 3; 4º Galatasaray, 0
Nesta segunda jornada, destaque para a excelente vitória do Sp. Braga, frente ao campeão turco, Galatasaray, com o FC Porto a conseguir também confirmar o triunfo obtido na ronda inaugural, frente ao principal rival na luta pelo 1º lugar do Grupo de apuramento. O Benfica, perdendo com naturalidade, perante um Barcelona de outra galáxia, tem, não obstante, as contas relativamente fixadas: terá de vencer os jogos em casa frente ao Celtic e Sp. Moscovo, esperando que a equipa catalã mantenha elevado o nível de competitividade nos restantes jogos com os outros rivais.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Benfica – Barcelona
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, Eduardo Salvio, Enzo Peréz (60m – Pablo Aimar), Bruno César (45m – Carlos Martins), Nico Gaitán (75m – Nolito) e Lima
Barcelona – Victor Valdés, Daniel Alves, Carles Puyol (78m – Alex Song), Javier Mascherano, Jordi Alba, Sergio Busquets, Xavi Hernández, Pedro Rodríguez (82m – David Villa), Alexis Sánchez, Cesc Fàbregas (72m – Andrés Iniesta) e Lionel Messi
0-1 – Alexis Sánchez – 6m
0-2 – Cesc Fàbregas – 55m
Cartões amarelos – Cesc Fàbregas (19m) e Pedro Rodríguez (28m); Bruno César (38m), Carlos Martins (84m), Nemanja Matić (86m) e Jardel (89m)
Cartão vermelho – Sergio Busquets (88m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Entrando em campo com um posicionamento porventura mais ousado do que o que se poderia antecipar, tendo em consideração o poderio e a fama do adversário, o Benfica surgiu desinibido, a procurar jogar o jogo pelo jogo.
Porém, a envolvente da partida ficaria desde muito cedo condicionada pelo golo madrugador obtido pelo Barcelona, com Alexis Sánchez, muito oportuno, a antecipar-se à defesa benfiquista, na zona da pequena área, a dar a melhor conclusão a um bom cruzamento de Messi, do lado esquerdo. Bastara uma desconcentração, para a equipa catalã, com eficácia extraordinária, se colocar desde logo em vantagem.
Não acusando o golo sofrido, com uma muito boa reacção, a equipa benfiquista construiria pouco depois os seus dois lances de maior perigo, a rondar os 10 minutos, primeiro por Bruno César, depois através de Lima, em ambos os casos, a não conseguir concretizar as oportunidades de que desfrutaram.
Num jogo repartido – pese embora a inevitável tradicional superioridade do Barcelona a nível de posse de bola (no termo da partida cifrar-se-ia em 75%!) – os catalães teriam, aos 21 minutos, a melhor ocasião de golo, com Artur, com uma soberba intervenção, a evitar que o marcador se desnivelasse mais.
Até final da primeira parte, o Benfica continuou a explanar um bom futebol, não abdicando de procurar a sorte. De que poderia ter ficado mais próximo, caso o árbitro não tivesse perdoado, apenas com 40 minutos decorridos, o segundo cartão amarelo e consequente expulsão a Cesc Fàbregas, na sequência de uma entrada faltosa, a justificar maior rigor disciplinar (o mesmo acontecera aliás, dois minutos antes, com outro jogador da equipa espanhola).
Logo no segundo minuto após o recomeço, nova desconcentração na defesa benfiquista deu espaço a Alexis Sánchez, que, face a Artur Moraes, embora descaído sobre a esquerda, desperdiçou o que poderia ter sido o segundo golo, com a bola a sair ligeiramente ao lado do poste mais distante.
Aos 55 minutos, numa fase em que o Barcelona, com o domínio completo da bola durante um bom período de tempo, tinha adormecido o Benfica, subitamente imprimindo velocidade ao seu jogo, num rápido contra-ataque, com Messi a conduzir a bola, rompendo pela defesa benfiquista, levando-a até Fàbregas, que não teria dificuldade em ampliar o marcador.
Com o jogo anunciadamente perdido, o Benfica não se entregou, e, num gesto de inconformismo, Salvio teria, quase de pronto, um excelente remate, de longe, a obrigar Valdés (que minutos antes tivera uma desconcentração que podia ter sido comprometedora) a boa intervenção.
Na fase final da partida, a equipa benfiquista – acumulando já grande fadiga de tanto correr em busca da bola – de alguma forma perdeu o norte, desuniu-se, e não mais foi capaz de construir jogo ofensivo, podendo o Barcelona ter aproveitado para dilatar o marcador.
Contudo, também a equipa catalã ficou desconcentrada, com a cabeça ausente do jogo, a partir do momento em que o seu capitão, Carles Puyol – caindo mal na sequência de um lance em que tinha subido à grande área do Benfica, e após se ter elevado perigosamente para tentar cabecear a bola, devendo ter fracturado o braço -, teve de abandonar o relvado.
O jogo acabaria por ficar ainda manchado, mesmo nos derradeiros minutos, por uma sucessão de cartões amarelos, e um vermelho a Busquets, por atitudes de indisciplina, tendo o Benfica acabado por ver o árbitro perdoar também o vermelho a Matić, já em período de descontos…



