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Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
D. Kyiv – Paris St.-Germain – 0-2
FC Porto – D. Zagreb – 3-0
1º FC Porto, 13; 2º Paris St.-Germain, 12; 3º D. Kyiv, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Schalke – Olympiakos – 1-0
Arsenal – Montpellier – 2-0
1º Schalke, 11; 2º Arsenal, 10; 3º Olympiakos, 6; 4º Montpellier, 1
Grupo C
Anderlecht – AC Milan – 1-3
Zenit – Málaga – 2-2
1º Málaga,11; 2º AC Milan, 8; 3º Zenit e Anderlecht, 4
Grupo D
Manchester City – Real Madrid – 1-1
Ajax – B. Dortmund – 1-4
1º B. Dortmund, 11; 2º Real Madrid, 8; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 3
Grupo E
Juventus – Chelsea – 3-0
Nordsjælland – Shakhtar Donetsk – 2-5
1º Shakhtar Donetsk, 10; 2º Juventus, 9; 3º Chelsea, 7; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Valencia – Bayern – 1-1
BATE Borisov – Lille – 0-2
1º Bayern e Valencia, 10; 3º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 3
Grupo G
Benfica – Celtic – 2-1
Spartak Moskva – Barcelona – 0-3
1º Barcelona, 12; 2º Benfica e Celtic, 7; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
CFR Cluj – Sp. Braga – 3-1
Galatasaray – Manchester United – 1-0
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray e CFR Cluj, 7; 4º Sp. Braga, 3
Depois de FC Porto, Málaga e Manchester United (já na ronda anterior), confirmaram também já o apuramento para os 1/8 Final as equipas do Paris St.-Germain, Schalke, Arsenal, AC Milan, B. Dortmund, Real Madrid, Shakhtar Donetsk, Bayern, Valencia e Barcelona, subsistindo apenas por atribuir três vagas (em disputa entre Juventus e Chelsea; Benfica e Celtic; e Galatasaray e CFR Cluj).
Com a vitória frente ao Celtic, o Benfica adquiriu vantagem no confronto directo, necessitando contudo de obter (em Barcelona…), pelo menos, o mesmo resultado que os escoceses alcançarem na derradeira jornada, frente à equipa do Spartak de Moscovo. Garantiu já, alternativamente, a qualificação para a Liga Europa.
Por seu lado, o Sp. Braga, perdendo na Roménia, vê consumada a sua eliminação das provas europeias desta temporada.
Entretanto, garantiram também já a passagem para a Liga Europa as equipas do D. Kyiv, Olympiakos, BATE Borisov, assim como as três equipas que, nos pares que disputam ainda o acesso à Liga dos Campeões, não vierem a ter êxito. As restantes duas vagas serão disputadas entre Zenit e Anderlecht, e Ajax e Manchester City.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Benfica – Celtic
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić (78m – Maxi Pereira), Ola John, Enzo Peréz, Eduardo Salvio (90m – Jardel), Lima (75m – Nicolas Gaitán) e Óscar Cardozo
Celtic – Fraser Forster, Mikael Lustig, Kelvin Wilson, Efe Ambrose, Adam Matthews, Joe Ledley (80m – Tony Watt), Victor Wanyama, Scott Brown (64m – Kris Commons), Charlie Mulgrew (45m – Beram Kayal), Georgios Samaras e Gary Hooper
1-0 – Ola John – 7m
1-1 – Georgios Samaras – 32m
2-1 – Ezequiel Garay – 71m
Cartões amarelos – Melgarejo (77m) e André Almeida (90m); Georgios Samaras (38m), Joe Ledley (48m) e Victor Wanyama (85m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Entrando em campo conhecendo já o resultado do Barcelona em Moscovo, que garantia à equipa catalã o apuramento para os 1/8 Final, o Benfica via reforçado, para o seu jogo desta noite, o cariz decisivo, em que só a vitória lhe interessava, uma vez que, não só lhe garantia, desde já, a continuidade nas provas europeias, por via da Liga Europa, como, ao invés, não sendo obtida, tal significaria automaticamente a eliminação da Liga dos Campeões.
Em função destes factores, a equipa benfiquista denotou, desde o minuto inicial, uma óbvia predisposição atacante, mas que era prejudicada pela excessiva ansiedade revelada, pela urgência que os jogadores pareciam ter em marcar, para se colocar em vantagem.
Curiosamente, o golo acabaria mesmo por surgir numa fase bastante prematura da partida, na sequência de uma bela iniciativa de Ola John. Pensar-se-ia então que, uma vez em vantagem, a equipa serenaria, podendo explanar de forma mais pensada o seu futebol, criando bases para o que seria natural esperar deste jogo, o dilatar do marcador.
Mas, à medida que o tempo ia passando, não só o Benfica não conseguiu assentar o jogo, como, ao invés, o Celtic começou a organizar-se na sua zona intermediária. E, na primeira vez que desceu até à área contrária – pouco depois de Cardozo ter finalizado mal um lance que poderia ter resultado no 2-0 -, obteve um canto… do qual resultou, por falha de marcação, que permitiu a Samaras surgir isolado, a cabecear à vomtade, o golo do empate.
Uma adversidade que foi muito sentida pela equipa benfiquista, que, ao contrário do que se esperaria, se via subitamente mais intranquila, demorando a reagir e a retomar o controlo do jogo.
Na segunda parte, o Benfica, sabendo que nada tinha a perder, voltou a ir, ainda mais decididamente, para o ataque, mas sempre com dificuldades a nível de controlo de bola, com muitos passes transviados, despropositadas tentativas de remate à baliza, que, invariavelmente, saíam ao lado (o estado do terreno, com a intensa chuva que caía, a bola pesada e a relva escorregadia, também não ajudavam…).
Começava a atingir-se o limite do lapso de tempo a partir do qual a equipa, necessariamente, acabaria por entrar em desespero, quando, com alguma felicidade, o Benfica chegou novamente ao golo, num lance com a intervenção dos dois centrais, com Luisão a assistir, de cabeça, Garay, que concluiu da melhor forma.
Consciente da importância do resultado, a equipa benfiquista, sempre algo tensa, acabaria por passar ainda por um ou outro calafrio, na fase derradeira, quando o Celtic, finalmente, se libertou da atitude de barreira defensiva que adoptara durante larga fase do jogo, com Artur a garantir o triunfo, respondendo com segurança a dois remates perigosos.
Colocando-se em vantagem no confronto directo com o Celtic, o Benfica parte para a jornada decisiva no 2º lugar, necessitando apenas obter, em Barcelona, o mesmo resultado que os escoceses alcançarem frente ao Spartak de Moscovo… Uma tarefa árdua.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Spartak Moscovo
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (82m – André Gomes), Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, André Almeida, Ola John, Enzo Peréz, Eduardo Salvio, Rodrigo (45m – Óscar Cardozo) e Lima (74m – Bruno César)
Spartak Moscovo – Artem Rebrov, Kirill Kombarov (62m – Jano Ananidze), Nicolás Pareja, Juan Manuel Insaurralde, Evgeni Makeev, Rafael Carioca, Kim Källström (71m – Artem Dzyuba), Diniyar Bilyaletdinov (79m – Marek Suchý), José Manuel Jurado, Dmitri Kombarov e Ari
1-0 – Óscar Cardozo – 55m
2-0 – Óscar Cardozo – 69m
Cartões amarelos – André Almeida (29m); Artem Rebrov (32m), Evgeni Makeev (33m) e Nicolás Pareja (38m) e José Manuel Jurado (82m)
Cartão vermelho – Nicolás Pareja (76m)
Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)
Estando perfeitamente conhecedor do que tinha (e tem) a fazer, para manter aspirações ao apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, o que passa(va) necessariamente por vencer os jogos em casa frente ao Spartak Moscovo e ao Celtic (esperando que, por seu lado, o Barcelona cumprisse também o seu “papel”, de vencer os mesmos adversários), a equipa do Benfica abordou porém o jogo desta noite sem grande convicção, com uma toada lenta, de jogadas denunciadas, permitindo à equipa russa uma primeira parte relativamente tranquila.
Depois de dar “uma parte de avanço” ao adversário, a formação benfiquista pareceu despertar no segundo tempo, por coincidência ou não, com a entrada de Óscar Cardozo, que acabaria por ser o marcador dos dois tentos da vitória, desperdiçando ainda, por outro lado, de forma incrível, outras três soberanas oportunidades, a última delas rematando à trave na conversão de uma grande penalidade.
Pelo que jogou na segunda parte, o Benfica, claramente superior ao adversário, dominando a toda a linha, perante um – pelo menos esta noite – aparentemente inofensivo opositor, justificou plenamente a vitória, mantendo-se na disputa da qualificação, a qual, todavia, poderá ter ficado algo comprometida com o surpreendente triunfo do Celtic face ao Barcelona.
Em síntese, após a vitória de hoje, a tarefa apresenta-se, paradoxalmente, mais complexa: para além da imperiosa necessidade de vencer o Celtic na próxima jornada, terá, na última ronda, de, no mínimo, obter em Barcelona o mesmo resultado que os escoceses alcançarem na recepção ao Spartak de Moscovo… e isto, contando que a equipa russa não complique ainda mais coisas com um eventual resultado positivo frente à formação da Catalunha.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – D. Zagreb – 4-0
D. Kyiv – FC Porto – 0-0
1º FC Porto, 10; 2º Paris St.-Germain, 9; 3º D. Kyiv, 4; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Olympiakos – Montpellier – 3-1
Schalke – Arsenal – 2-2
1º Schalke, 8; 2º Arsenal, 7; 3º Olympiakos, 6; 4º Montpellier, 1
Grupo C
AC Milan – Málaga – 1-1
Anderlecht – Zenit – 1-0
1º Málaga,10; 2º AC Milan, 5; 3º Anderlecht, 4; 4º Zenit, 3
Grupo D
Real Madrid – B. Dortmund – 2-2
Manchester City – Ajax – 2-2
1º B. Dortmund, 8; 2º Real Madrid, 7; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 2
Grupo E
Chelsea – Shakhtar Donetsk – 3-2
Juventus – Nordsjælland – 4-0
1º Shakhtar Donetsk e Chelsea, 7, 3º Juventus, 6; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Bayern – Lille – 6-1
Valencia – BATE Borisov – 4-2
1º Bayern e Valencia, 9; 2º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 0
Grupo G
Celtic – Barcelona – 2-1
Benfica – Spartak Moskva – 2-0
1º Barcelona, 9; 2º Celtic, 7; 3º Benfica, 4; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
Sp. Braga – Manchester United – 1-3
CFR Cluj – Galatasaray – 1-3
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray e CFR Cluj, 4; 4º Sp. Braga, 3
Com os empates alcançados, respectivamente em Kiev e em Milão, o FC Porto e o surpreendente Málaga são as primeiras equipas a garantir o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões. Na jornada de quarta-feira, o Manchester United, novamente a operar a reviravolta no marcador frente ao Sp. Braga, tal como sucedera em Manchester, somando o pleno de 4 vitórias, assegurou também a qualificação.
Entretanto, o Benfica, embora cumprindo a sua parte, de vencer o Spartak de Moscovo, viu a sua missão muito complicada pelo desaire do Barcelona em Glasgow, a dar vantagem ao Celtic, precisamente o próximo adversário a visitar o Estádio da Luz, no próximo dia 20.
O Sp. Braga, com a dupla derrota ante o Manchester, desceu ao último lugar do seu Grupo, mantendo ainda, não obstante, tudo em aberto, uma vez que defrontará ainda o Galatasaray e CFR Cluj.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
D. Zagreb – Paris St.-Germain – 0-2
FC Porto – D. Kyiv – 3-2
1º FC Porto, 9; 2º Paris St.-Germain, 6; 3º D. Kyiv, 3; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Montpellier – Olympiakos – 1-2
Arsenal – Schalke – 0-2
1º Schalke, 7; 2º Arsenal, 6; 3º Olympiakos, 3; 4º Montpellier, 1
Grupo C
Málaga – AC Milan – 1-0
Zenit – Anderlecht – 1-0
1º Málaga, 9; 2º AC Milan, 4; 3º Zenit, 3; 4º Anderlecht, 1
Grupo D
B. Dortmund – Real Madrid – 2-1
Ajax – Manchester City – 3-1
1º B. Dortmund, 7; 2º Real Madrid, 6; 3º Ajax, 3; 4º Manchester City, 1
Grupo E
Shakhtar Donetsk – Chelsea – 2-1
Nordsjælland – Juventus – 1-1
1º Shakhtar Donetsk, 7, 2º Chelsea, 4; 3º Juventus, 3; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Lille – Bayern – 0-1
BATE Borisov – Valencia – 0-3
1º Valencia, BATE Borisov e Bayern, 6; 4º Lille, 0
Grupo G
Barcelona – Celtic – 2-1
Spartak Moskva – Benfica – 2-1
1º Barcelona, 9; 2º Celtic, 4; 3º Spartak Moskva, 3; 4º Benfica, 1
Grupo H
Manchester United – Sp. Braga – 3-2
Galatasaray – CFR Cluj – 1-1
1º Manchester United, 9; 2º CFR Cluj, 4; 3º Sp. Braga, 3; 4º Galatasaray, 1
O Benfica fez um mau resultado em Moscovo, colocando-se na dependência do Barcelona (necessitando que este vença as suas partidas frente a Spartak Moscovo e Celtic)… desde que o Benfica consiga cumprir a sua “obrigação” de vencer também esses mesmos adversários.
Em Manchester, o Braga causou grande surpresa durante larga parte do tempo, tendo chegado a estar em vantagem por 2-0; ainda na primeira parte permitiria à equipa inglesa reduzir a desvantagem, para, na fase complementar, não resistir à reviravolta do United.
Por seu lado, o FC Porto, embora não isento de dificuldades – tendo permitido, por duas vezes, que o D. Kiev empatasse o jogo -, acabando por conseguir garantir o pleno de vitórias, perfila-se em posição privilegiada para garantir o apuramento para os 1/8 Final da competição.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Spartak Moscovo – Benfica
Spartak Moscovo – Artem Rebrov, Evgeni Makeev, Nicolás Pareja, Marek Suchý, Dmitri Kombarov, Rafael Carioca, Kim Källström (79m – Sergei Bryzgalov), José Manuel Jurado, Jano Ananidze (58m – Kirill Kombarov), Diniyar Bilyaletdinov (73m – Welliton) e Ari
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić (89m – Ola John), Eduardo Salvio, Enzo Peréz, Bruno César (65m – Nico Gaitán), Rodrigo (65m – Óscar Cardozo) e Lima
1-0 – Rafael Carioca – 3m
1-1 – Lima – 33m
2-1 – Jardel (p.b.) – 43m
Cartões amarelos – Suchý (45m), Welliton (90m) e Ari (90m); Óscar Cardozo (72m) e Nemanja Matić (75m)
Árbitro – Mark Clattenburg (Inglaterra)
Um sério aviso logo no primeiro minuto do jogo, e um golo sofrido ao terceiro minuto traduzem a forma desastrada como o Benfica entrou neste jogo…
E o desacerto na zona defensiva e de meio-campo prosseguiria nessa fase inicial da partida (o Spartak remataria ainda à trave, numa oportunidade de “golo feito”, inacreditavelmente desperdiçada), até que, ainda sem ter feito muito por isso, Lima, sempre oportuno, conseguisse alcançar o empate.
O Benfica pareceu então acalmar, e começar a construir jogo, mas, em mais uma desconcentração, permitindo a um homem do Spartak estar perfeitamente preparado para receber a bola, vindo de um cruzamento, para concretizar, Jardel, em último recurso, procurando antecipar-se, seria infeliz, introduzido a bola na sua própria baliza.
Na segunda parte, o Benfica continuaria, durante largo tempo, alheado do jogo; apenas no último quarto de hora conseguiria, embora já com “pouca cabeça”, empurrar a equipa russa para a sua área, conseguindo uma sucessão de cantos a seu favor, mas sem conseguir obter pelo menos o golo do empate.
As contas continuam mais ou menos “na mesma” (isto é, difíceis), agora ainda mais claramente definidas: necessidade imperiosa de vencer as duas partidas em casa, frente ao Spartak e ao Celtic, portanto, sem qualquer margem de erro, e dependência de terceiros, isto é, que o Barcelona vença todos os seus jogos…
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
FC Porto – Paris St.-Germain – 1-0
D. Kyiv – D. Zagreb – 2-0
1º FC Porto, 6; 2º Paris St.-Germain e D. Kyiv, 3; 4º D. Zagreb, 0
Grupo B
Arsenal – Olympiakos – 3-1
Schalke – Montpellier – 2-2
1º Arsenal, 6; 2º Schalke, 4; 3º Montpellier, 1; 4º Olympiakos, 0
Grupo C
Anderlecht – Málaga – 0-3
Zenit – AC Milan – 2-3
1º Málaga, 6; 2º AC Milan, 4; 3º Anderlecht, 1; 4º Zenit, 0
Grupo D
Ajax – Real Madrid – 1-4
Manchester City – B. Dortmund – 1-1
1º Real Madrid, 6; 2º B. Dortmund, 4; 3º Manchester City, 1; 4º Ajax, 0
Grupo E
Nordsjælland – Chelsea – 0-4
Juventus – Shakhtar Donetsk – 1-1
1º Chelsea e Shakhtar Donetsk, 4; 3º Juventus, 2; 4º Nordsjælland, 0
Grupo F
BATE Borisov – Bayern – 3-1
Valencia – Lille – 2-0
1º BATE Borisov, 6; 2º Valencia e Bayern, 3; 4º Lille, 0
Grupo G
Benfica – Barcelona – 0-2
Spartak Moskva – Celtic – 2-3
1º Barcelona, 6; 2º Celtic, 4; 3º Benfica, 1; 4º Spartak Moskva, 0
Grupo H
Galatasaray – Sp. Braga – 0-2
CFR Cluj – Manchester United – 1-2
1º Manchester United, 6; 2º CFR Cluj e Sp. Braga, 3; 4º Galatasaray, 0
Nesta segunda jornada, destaque para a excelente vitória do Sp. Braga, frente ao campeão turco, Galatasaray, com o FC Porto a conseguir também confirmar o triunfo obtido na ronda inaugural, frente ao principal rival na luta pelo 1º lugar do Grupo de apuramento. O Benfica, perdendo com naturalidade, perante um Barcelona de outra galáxia, tem, não obstante, as contas relativamente fixadas: terá de vencer os jogos em casa frente ao Celtic e Sp. Moscovo, esperando que a equipa catalã mantenha elevado o nível de competitividade nos restantes jogos com os outros rivais.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Benfica – Barcelona
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Jardel, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, Eduardo Salvio, Enzo Peréz (60m – Pablo Aimar), Bruno César (45m – Carlos Martins), Nico Gaitán (75m – Nolito) e Lima
Barcelona – Victor Valdés, Daniel Alves, Carles Puyol (78m – Alex Song), Javier Mascherano, Jordi Alba, Sergio Busquets, Xavi Hernández, Pedro Rodríguez (82m – David Villa), Alexis Sánchez, Cesc Fàbregas (72m – Andrés Iniesta) e Lionel Messi
0-1 – Alexis Sánchez – 6m
0-2 – Cesc Fàbregas – 55m
Cartões amarelos – Cesc Fàbregas (19m) e Pedro Rodríguez (28m); Bruno César (38m), Carlos Martins (84m), Nemanja Matić (86m) e Jardel (89m)
Cartão vermelho – Sergio Busquets (88m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Entrando em campo com um posicionamento porventura mais ousado do que o que se poderia antecipar, tendo em consideração o poderio e a fama do adversário, o Benfica surgiu desinibido, a procurar jogar o jogo pelo jogo.
Porém, a envolvente da partida ficaria desde muito cedo condicionada pelo golo madrugador obtido pelo Barcelona, com Alexis Sánchez, muito oportuno, a antecipar-se à defesa benfiquista, na zona da pequena área, a dar a melhor conclusão a um bom cruzamento de Messi, do lado esquerdo. Bastara uma desconcentração, para a equipa catalã, com eficácia extraordinária, se colocar desde logo em vantagem.
Não acusando o golo sofrido, com uma muito boa reacção, a equipa benfiquista construiria pouco depois os seus dois lances de maior perigo, a rondar os 10 minutos, primeiro por Bruno César, depois através de Lima, em ambos os casos, a não conseguir concretizar as oportunidades de que desfrutaram.
Num jogo repartido – pese embora a inevitável tradicional superioridade do Barcelona a nível de posse de bola (no termo da partida cifrar-se-ia em 75%!) – os catalães teriam, aos 21 minutos, a melhor ocasião de golo, com Artur, com uma soberba intervenção, a evitar que o marcador se desnivelasse mais.
Até final da primeira parte, o Benfica continuou a explanar um bom futebol, não abdicando de procurar a sorte. De que poderia ter ficado mais próximo, caso o árbitro não tivesse perdoado, apenas com 40 minutos decorridos, o segundo cartão amarelo e consequente expulsão a Cesc Fàbregas, na sequência de uma entrada faltosa, a justificar maior rigor disciplinar (o mesmo acontecera aliás, dois minutos antes, com outro jogador da equipa espanhola).
Logo no segundo minuto após o recomeço, nova desconcentração na defesa benfiquista deu espaço a Alexis Sánchez, que, face a Artur Moraes, embora descaído sobre a esquerda, desperdiçou o que poderia ter sido o segundo golo, com a bola a sair ligeiramente ao lado do poste mais distante.
Aos 55 minutos, numa fase em que o Barcelona, com o domínio completo da bola durante um bom período de tempo, tinha adormecido o Benfica, subitamente imprimindo velocidade ao seu jogo, num rápido contra-ataque, com Messi a conduzir a bola, rompendo pela defesa benfiquista, levando-a até Fàbregas, que não teria dificuldade em ampliar o marcador.
Com o jogo anunciadamente perdido, o Benfica não se entregou, e, num gesto de inconformismo, Salvio teria, quase de pronto, um excelente remate, de longe, a obrigar Valdés (que minutos antes tivera uma desconcentração que podia ter sido comprometedora) a boa intervenção.
Na fase final da partida, a equipa benfiquista – acumulando já grande fadiga de tanto correr em busca da bola – de alguma forma perdeu o norte, desuniu-se, e não mais foi capaz de construir jogo ofensivo, podendo o Barcelona ter aproveitado para dilatar o marcador.
Contudo, também a equipa catalã ficou desconcentrada, com a cabeça ausente do jogo, a partir do momento em que o seu capitão, Carles Puyol – caindo mal na sequência de um lance em que tinha subido à grande área do Benfica, e após se ter elevado perigosamente para tentar cabecear a bola, devendo ter fracturado o braço -, teve de abandonar o relvado.
O jogo acabaria por ficar ainda manchado, mesmo nos derradeiros minutos, por uma sucessão de cartões amarelos, e um vermelho a Busquets, por atitudes de indisciplina, tendo o Benfica acabado por ver o árbitro perdoar também o vermelho a Matić, já em período de descontos…
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – D. Kyiv – 4-1
D. Zagreb – FC Porto – 0-2
1º Paris St.-Germain e FC Porto, 3; 3º D. Zagreb e D. Kyiv, 0
Grupo B
Olympiakos – Schalke – 1-2
Montpellier – Arsenal – 1-2
1º Arsenal e Schalke, 3; 3º Montpellier e Olympiakos, 0
Grupo C
AC Milan – Anderlecht – 0-0
Málaga – Zenit – 3-0
1º Málaga, 3; 2º AC Milan e Anderlecht, 1; 4º Zenit, 0
Grupo D
Real Madrid – Manchester City – 3-2
B. Dortmund – Ajax – 1-0
1º Real Madrid e B. Dortmund, 3; 3º Manchester City e Ajax, 0
Grupo E
Chelsea – Juventus – 2-2
Shakhtar Donetsk – Nordsjælland – 2-0
1º Shakhtar Donetsk, 3; 2º Chelsea e Juventus, 1; 4º Nordsjælland, 0
Grupo F
Bayern – Valencia – 2-1
Lille – BATE Borisov – 1-3
1º BATE Borisov e Bayern, 3; 3º Valencia e Lille, 0
Grupo G
Celtic – Benfica – 0-0
Barcelona – Spartak Moskva – 3-2
1º Barcelona, 3; 2º Benfica e Celtic, 1; 4º Spartak Moskva, 0
Grupo H
Sp. Braga – CFR Cluj – 0-2
Manchester United – Galatasaray – 1-0
1º CFR Cluj e Manchester United, 3; 3º Galatasaray e Sp. Braga, 0
No regresso da Liga dos Campeões, uma boa operação do FC Porto, vencendo fora, em Zagreb, podendo ainda vir a beneficiar da goleada sofrida pelo D. Kyiv, numa ronda inaugural em que se destaca o trepidante jogo de Madrid, com uma primeira parte em que o Manchester City se remeteu à defesa, para, no segundo tempo, o jogo ser “dinamitado”, com o aliciante extra de três golos nos derradeiros cinco minutos (todos os cinco golos foram marcados nos últimos 22 minutos), tendo o Real Madrid conseguido, “in-extremis”, inverter a posição de desvantagem (1-2) em que se encontrava a 3 minutos do termo da partida. Decepcionante foi a estreia do Zenit, goleado em Málaga.
Em Glasgow, não foi ainda desta vez que o Benfica quebrou o enguiço, não conseguindo marcar golos, frente a um Celtic actualmente mais débil do que o seu nível histórico. Muito mau foi o arranque do Sp. Braga, perdendo em casa com o CFR Cluj. Surpreendente também a derrota caseira do Lille, por números inequívocos, assim como as dificuldades que Barcelona e Manchester United experimentaram para levar de vencida os seus adversários nesta primeira jornada.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Celtic – Benfica
Celtic – Fraser Forster, Adam Matthews, Kelvin Wilson, Charlie Mulgrew, Mikael Lustig (63m – Thomas Rogne), Kris Commons, Victor Wanyama, Scott Brown, Emilio Izaguirre (66m – Gary Hooper), James Forrest e Miku Fedor
Benfica – Artur Moraes, André Almeida, Ezequiel Garay, Jardel, Melgarejo, Nemanja Matić, Pablo Aimar (63m – Óscar Cardozo), Enzo Peréz, Nico Gaitán (83m – Nolito), Eduardo Salvio e Rodrigo (70m – Bruno César)
Cartões amarelos – Victor Wanyama (21m), Emilio Izaguirre (34m) e Scott Brown (89m); Nemanja Matić (47m), Pablo Aimar (57m) e Bruno César (90m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
Com uma verdadeira “revolução” no onze escalado para iniciar esta partida em Glasgow (na sequência da venda dos passes de Javi García e Witsel e dos castigos de Maxi Pereira e Luisão), e ainda com um lateral esquerdo tentativo, o Benfica começou por enfrentar um determinado e agressivo Celtic, demorando a conseguir encaixar no estilo de jogo adoptado pelos escoceses, que criaram, desde logo, alguns desequilíbrios, obtendo dois pontapés de canto nos minutos iniciais.
A partir do quarto de hora, o Benfica começou, gradualmente, a equilibrar o jogo, por via de um melhor controlo da posse de bola. Faltar-lhe-ia contudo, à medida que o tempo ia avançando, a confiança necessária para assumir o risco de procurar ganhar.
No segundo tempo, o jogo foi bastante mais animado, com sucessivas alternâncias de pendor ofensivo, ora com o Celtic na mó de cima, ora com o Benfica a responder afirmativamente, numa partida aberta, como o traduz o elevado número de cantos, repartidos praticamente de forma equitativa (10-9, para o Benfica).
Porém, ambas as equipas continuariam a ser bastante inconsequentes, não conseguindo criar efectivas ocasiões de golo. O nulo no marcador final acaba por ser o resultado mais ajustado, num encontro em que o Benfica – a disputar o seu 200º jogo na competição (Taça / Liga dos Campeões Europeus) – deveria ter sido mais ousado.



