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Liga dos Campeões – 1/2 Finais (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Real Madrid - Bayern 2-1 1-2 3-3 (1-3 g.p.) Barcelona - Chelsea 2-2 0-1 2-3
Num jogo repleto de vicissitudes, com a equipa inglesa a ficar reduzida a 10 elementos, por expulsão de John Terry, ainda na primeira parte, e em que chegou a estar em desvantagem de 0-2, o Chelsea acabaria por ser feliz, marcando por intermédio de Ramires, numa excelente finalização (“chapéu” sobre o guarda-redes do Barcelona), na sequência de um contra-ataque rápido, mesmo antes do intervalo. Já no segundo tempo, veria Messi desperdiçar uma grande penalidade, rematando ao poste… o que se repetiria alguns minutos mais tarde. Com a equipa catalã já na fase de desespero, em tempo de compensação, com o seu elemento mais atrasado na linha de meio-campo, uma bola bombeada em profundidade, directamente da defesa para o ataque do Chelsea, iria ao encontro de Fernando Torres, que, completamente desmarcado, com vários metros de avanço face ao último defesa do Barcelona, não teve dificuldade em galgar o terreno que faltava até à baliza, contornando Valdés, e empatando o jogo, garantindo assim ao Chelsea o regresso à Final da Liga dos Campeões, ao mesmo tempo que deixava fora da competição o actual detentor do título!
E, depois do Barcelona, também o Real Madrid ficou pelo caminho nas 1/2 Finais! Numa 2ª mão que parecia tornar-se fácil, alcançando (tal como os catalães) uma vantagem de dois golos, ambos da autoria de Cristiano Ronaldo, neste caso, ainda no primeiro quarto de hora. Só que o Bayern, sempre muito seguro, marcou o golo de que necessitava… Depois de uma meia hora inicial de grande intensidade, o jogo teria necessariamente de prosseguir em bases mais “controladas”. E a equipa alemã sempre foi denotando, à medida que o tempo decorria, ter mais facilidade nesse controlo, parecendo ter o jogo mais “agarrado” que o Real. Na segunda parte, as equipas foram gradualmente evidenciando cada vez maior aversão ao risco, pelo que o prolongamento acabaria por ser o desfecho natural desta eliminatória. Aí, com vários jogadores já bastante esgotados, cedo se percebeu que só acidentalmente se poderia evitar a lotaria das grandes penalidades. Uma vez mais a equipa alemã começaria mais segura, transformando os dois primeiros pontapés em golo, enquanto o Real, primeiro por Cristiano Ronaldo (que marcara um dos golos na conversão de uma grande penalidade), e logo de seguida, por Kaká, com remates algo denunciados, permitiram a defesa a Neuer. Quando Casillas defendeu o terceiro e quarto pontapés do Bayern, a esperança renasceu nas hostes madridistas… Só que o remate desconexo de Sergio Ramos, para a bancada, permitiu a Schweinsteiger carimbar o apuramento da equipa bávara para a “sua” Final, a disputar em Munique! Acabou por fazer-se justiça à que foi a melhor equipa no conjunto dos dois jogos da eliminatória.
Liga dos Campeões – 1/2 Finais (1ª mão)
17.04.2012 – Bayern – Real Madrid – 2-1
18.04.2012 – Chelsea – Barcelona – 1-0
Um golo de Mario Gómez no minuto 90 da partida, culminando da melhor forma uma excelente iniciativa de ataque, junto à linha lateral, quase até à linha de fundo, seguido de um cruzamento atrasado, proporcionou uma tão escassa como justa vitória, e consequente vantagem na eliminatória, à equipa alemã. O Bayern começara por se adiantar no marcador, por Ribéry, ainda na primeira parte, mas o alemão Mesut Özil, empatando o jogo, conferiu ao Real Madrid a possibilidade de definir a eliminatória a seu favor, em casa, bastando para tal uma vitória pela margem mínima.
Em Londres,de alguma forma surpreendentemente, utilizando “armas próprias” de que dispõe (com o recurso a uma estratégia defensiva e recurso ao contra-ataque), e beneficiando também de alguma felicidade (o Barcelona teve uma bola na trave e outra no poste, já mesmo a fechar a partida), o Chelsea alcançou uma preciosa vitória, com o valor acrescentado de não ter sofrido golos, partindo para a 2ª mão na Catalunha numa situação inesperadamente vantajosa.
Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total Real Madrid - APOEL 5-2 3-0 8-2 Bayern München - Ol. Marseille 2-0 2-0 4-0 Chelsea - Benfica 2-1 1-0 3-1 Barcelona - AC Milan 3-1 0-0 3-1
Confirmando a vitória da 1ª mão, em Marselha, o Bayern garantiu o apuramento com toda a naturalidade, para as 1/2 Finais, em que terá no Real Madrid o último obstáculo à tão almejada Final… que disputará em casa, se conseguir o apuramento.
Já no que respeita ao Barcelona – tendo-se confirmado o que Guardiola havia anunciado, que o AC Milan marcaria em Camp Nou – teve de superar algumas dificuldades iniciais, beneficiando de duas grandes penalidades assinaladas a seu favor, coroando Lionel Messi como o melhor marcador de sempre numa edição da prova, superando a marca de Ruud van Nistelrooy (12 golos, em 2002-03), somando já 14 golos!
Em Madrid, o Real voltou a golear, também com mais dois tentos de Cristiano Ronaldo, vindo a surpresa dos dois golos consentidos à equipa cipriota.
Por fim, em Londres, o Benfica mostrou a sua garra e o seu orgulho, contra todas as adversidades que assaltaram a equipa nesta eliminatória, estando à beira do que seria uma épica vitória e qualificação. Uma palavra também para os adeptos benfiquistas, inexcedíveis, incentivando a equipa até ao fim.
Liga dos Campeões – 1/4 Final – Chelsea – Benfica
Chelsea – Petr Čech, Branislav Ivanović, David Luiz, John Terry (60m – Gary Cahill), Ashley Cole, Ramires, Frank Lampard, John Obi Mikel, Juan Manuel Mata (79m – Raul Meireles), Salomon Kalou e Fernando Torres (88m – Didier Drogba)
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Javi García, Emerson, Joan Capdevila, Nemanja Matić, Nico Gaitán (61m – Yannick Djaló), Axel Witsel, Bruno César (72m – Rodrigo), Pablo Aimar e Óscar Cardozo (57m – Nélson Oliveira)
1-0 – Frank Lampard (pen.) – 20m
1-1 – Javi García – 85m
2-1 – Raul Meireles – 90m
Cartões amarelos – Branislav Ivanović (38m), Ramires (44m) e John Obi Mikel (79m); Óscar Cardozo (19m), Maxi Pereira (20m), Bruno César (22m) e Pablo Aimar (27m)
Cartão vermelho – Maxi Pereira (40m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
Com uma dupla de centrais improvisada, e um total de três elementos não rotinados a constituir o quarteto defensivo – por uma estranha conjugação de lesões de todos os 4 defesas centrais do plantel (!) -, o Benfica entrou em campo em Stamford Bridge com uma atitude surpreendentemente atrevida, empurrando a equipa do Chelsea para as imediações da sua grande área nos primeiros cinco minutos.
Apenas aos 8 minutos a equipa inglesa se libertaria dessa espécie de espartilho da fase inicial do jogo, conseguindo obter o seu primeiro canto, na sequência do qual, David Luiz, completamente solto de marcação, visou com muito perigo a baliza, mas a bola esbarraria na muralha defensiva benfiquista.
Na segunda jogada de ataque do Chelsea, aos 12 minutos, Mata introduziria mesmo a bola na baliza do Benfica, mas o lance estava já invalidado, por posição clara de fora-de-jogo.
Com uma defesa ainda a tactear, um novo ataque do Chelsea originaria, logo aos 20 minutos, a marcação de uma algo controversa (carga de ombro de Javi García) grande penalidade, que Lampard converteu no primeiro golo, não obstante Artur, tendo adivinhado o lado, quase tivesse conseguido suster a bola.
E, com um árbitro que já denotara a sua tendência caseira, em partida que o Benfica disputou há cerca de dois anos em Marselha, a equipa portuguesa seria – tal como nesse jogo… – “corrida” a cartões amarelos, exibidos por quatro vezes em menos de dez minutos (três delas por protestos!), assim se vendo ainda mais condicionada, para além das próprias dificuldades intrínsecas ao jogo, potenciadas pelas ausências na equipa benfiquista e… pela evolução desfavorável do marcador.
Não obstante alguma dificuldade em manter a serenidade, o Benfica disporia de uma excelente oportunidade para empatar, à passagem da meia hora, com o guardião Petr Čech a responder à altura. E, novamente, com mais uma boa iniciativa atacante, poucos minutos volvidos.
Só que, com apenas 40 minutos, Maxi Pereira – o único sobrevivente do habitual lote de defesas -, falhando um carrinho, veria o segundo amarelo, e consequente expulsão! Tudo estava contra o Benfica…
A jogar com menos um, o Benfica não desistia, e continuava a procurar o ataque e a tentar a sorte, rematando à baliza adversária.
A manifesta dualidade de critérios do árbitro – basicamente incompetente, procurando refugiar-se no caseirismo – prosseguiria ainda em mais dois ou três lances até ao intervalo, com amarelos por mostrar a jogadores do Chelsea.
No reinício, a toada não se alteraria: o Benfica, por intermédio de Cardozo, podia ter empatado, não fora a excelente intervenção do guarda-redes checo, a desviar para canto. E, de imediato, Pablo Aimar a ameaçar também o golo.
Na resposta, o Chelsea podia ter encerrado definitivamente a eliminatória, mas foi a vez de o Benfica ter uma pontinha de sorte, com Ramires, a um metro da baliza, completamente à sua mercê, a não conseguir coordenar o movimento com a trajectória da bola, falhando de forma incrível o que seria um golo… fácil.
Aos 53 minutos, Cardozo, atento, viu Petr Čech adiantado e, quase do meio-campo, tentaria novamente a sorte, com um chapéu, contudo sem as “medidas certas”.
Numa atitude de risco assumido, o Benfica expunha-se aos lances de resposta do Chelsea, que, logo de seguida, ameaçaria novamente, com perigo, a baliza benfiquista. E, mais dois minutos, novo remate, de Torres, com Artur Moraes a aplicar-se a fundo, defendendo de forma acrobática.
Com uma hora de jogo, reduzido a dez, sem nenhum (!) dos habituais defesas na respectiva posição em campo, o Benfica continuava, não obstante, a manter o Chelsea “em sentido”, que tinha de se manter alerta para a eventualidade de um golo que pudesse relançar a eliminatória!
Yannick Djaló, recém entrado em campo, remataria com perigo, com o Benfica a conseguir mais um canto, o quarto (tantos quantos os conseguidos pelo Chelsea até ao momento).
Ainda antes dos 75 minutos, mais duas ocasiões soberanas de golo para o Benfica: primeiro, novamente por Yannick Djaló, de cabeça, a rematar ao lado; de seguida, Nélson Oliveira, com um bom remate, junto à base do poste.
E, “não há duas sem três”, Yannick Djaló teria nova ocasião de golo, com mais um cabeceamento, a ser desviado para canto… Na sequência do qual o Benfica acabaria mesmo por chegar ao golo, por Javi García… de cabeça! Faltavam cinco minutos para o final e a eliminatória voltava a estar completamente em aberto!
Aos 88 minutos, a equipa portuguesa podia ter sentenciado a eliminatória a seu favor: Nélson Oliveira tentou um lance artístico, com um remate pleno de efeito, mas a bola sairia ligeiramente ao lado…
O Benfica acabava o jogo a sufocar o Chelsea, remetido – como nos minutos iniciais – à sua grande área!
Já no segundo minuto de compensação, com toda a equipa benfiquista lançada no ataque, numa perda de bola, o Chelsea, por Raul Meireles, num rápido contra-ataque, marcaria o golo que proporcionou ao Chelsea uma tão injusta como valiosa vitória e consequente apuramento para as 1/2 Finais. A 100ª derrota do Benfica nas competições europeias fica assim associada a uma bela lição de orgulho benfiquista.
PARABÉNS aos jogadores do Benfica pela exibição, pela garra, pela entrega!
Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão)
27.03.2012 - APOEL - Real Madrid 0-3 28.03.2012 - Marseille - Bayern München 0-2 27.03.2012 - Benfica - Chelsea 0-1 28.03.2012 - AC Milan - Barcelona 0-0
Nesta 1ª mão dos 1/4 Final da Liga dos Campeões, destaque para o facto de nenhuma das equipas visitadas ter alcançado sequer marcar um golo, com o AC Milan a ser mesmo a única a conseguir evitar a derrota. Real Madrid e Bayern estarão praticamente apurados (tendo encontro marcado numa das 1/2 Finais), com o Chelsea também com amplo favoritismo, mas ainda uma réstea de esperança para o Benfica. Milan e Barcelona mantêm tudo em aberto…
Liga dos Campeões – 1/4 Final – Benfica – Chelsea
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Emerson, Javi García (81m – Nolito), Nico Gaitán, Axel Witsel, Bruno César (69m – Rodrigo), Pablo Aimar (69m – Nemanja Matić) e Óscar Cardozo
Chelsea – Petr Čech, Paulo Ferreira (80m – Bosingwa), David Luiz, John Terry, Ashley Cole, Ramires, Raul Meireles (68m – Frank Lampard), John Obi Mikel, Juan Manuel Mata, Salomon Kalou (83m – Daniel Sturridge) e Fernando Torres
0-1 – Salomon Kalou – 75m
Cartões amarelos – Bruno César (26m), Luisão (67m) e Javi García (75m); Raul Meireles (18m)
Árbitro – Paolo Tagliavento (Itália)
Num primeiro tempo repartido, sem nenhuma das equipas a conseguir notória superioridade, com alguma contenção, com ambas as equipas aparentemente mais preocupadas em manter a sua baliza inviolada do que marcar, o Benfica criaria duas ocasiões de perigo (aos 14 e 19 minutos), mas Cardozo não conseguiria concretizar, primeiro permitindo a defesa a Čech, e, de seguida, numa boa oportunidade, rematando ao lado; o Chelsea ripostaria num remate de meia distância de Raul Meireles, a proporcionar a Artur uma excelente defesa.
No recomeço, e logo desde os minutos iniciais, a equipa benfiquista imprimiu um ritmo forte, empurrando o Chelsea para a sua defesa, conseguindo sucessivos cantos, criando várias oportunidades de golo, com a mais flagrante, a remate de Bruno César, a ser salva in-extremis, por David Luiz, em cima da linha de baliza. Pouco depois, em mais um lance de ataque do Benfica, ficaria por assinalar grande penalidade, a sancionar corte com o braço, na área, por John Terry, com a atenuante de se ter tratado de um remate de Maxi Pereira, efectuado a muito curta distância do defesa inglês.
Com a equipa inglesa aparentemente a consentir um intenso domínio do Benfica, quase aproveitaria uma desatenção da equipa portuguesa, aos 60 minutos, quando, na sequência de um lançamento longo de Petr Čech, Juan Mata se isolou, fugindo aos centrais, contornando o guarda-redes Artur, mas acabando por perder o ângulo de remate, com a bola a embater na parte lateral externa do poste.
O Benfica voltaria ainda à carga, e Jardel, num bom cabeceamento, colocaria o guardião checo à prova. Parecia adivinhar-se o golo… que, todavia, acabaria por surgir na baliza errada.
Uma jogada em que tudo saiu bem ao Chelsea e, ao invés, tudo saiu mal ao Benfica: teve início numa recuperação de bola na zona defensiva, próxima da grande área, por Ramires, que, correndo mais de metade do campo, embalado junto à linha lateral direita, passou por dois adversários (primeiro por Emerson, desposicionado, em posição muito avançada no terreno, apanhado em contrapé, depois Javi García, a falhar a dobra – nenhum deles tendo tido o discernimento de matar o lance, cortando a bola para fora), solicitou a desmarcação de Torres, igualmente em velocidade, a deixar também Jardel para trás, e a cruzar para o miolo da pequena área, onde, nem Artur, nem mais dois defesas (entre eles, o mais próximo, Luisão, que tentou ainda um corte acrobático) conseguiram evitar que a bola chegasse a Salomon Kalou, que, livre de marcação, sem dificuldade, empurrou a bola para o fundo da baliza.
Até final, seria já mais em desespero que de forma ordenada que o Benfica tentaria ainda o golo da igualdade, que acabaria por não chegar.
Um bom jogo do Benfica, com uma bela exibição de Gaitán, mas em que denotou pechas na concretização, acabando por sofrer uma injusta penalização, por parte de uma eficaz equipa do Chelsea. A vida está difícil para a segunda mão.
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/4 Final e das 1/2 Finais
1/14 Final
APOEL – Real Madrid
Marseille – Bayern München
Benfica – Chelsea
AC Milan – Barcelona
1/2 Finais
Marseille/Bayern München – APOEL/Real Madrid
Benfica/Chelsea – AC Milan/Barcelona
Os jogos da primeira mão dos 1/4 Final serão disputados a 27 e 28 de Março de 2012, estando a segunda mão agendada para 3 e 4 de Abril.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total APOEL - Olympique Lyonnais 1-0 0-1 1-1 Chelsea - Napoli 4-1 (a.p.) 1-3 5-4 Arsenal - AC Milan 3-0 0-4 3-4 Bayern München - Basel 7-0 0-1 7-1 Barcelona - Bayer Leverkusen 7-1 3-1 10-2 Real Madrid - CSKA Moskva 4-1 1-1 5-2 Benfica - Zenit St. Petersburg 2-0 2-3 4-3 Inter - Olympique Marseille 2-1 0-1 2-2
Com uma boa exibição, denotando uma equipa coesa, em que sobressaíram um enorme Witsel, a pautar todo o jogo benfiquista, Maxi Pereira, sempre em “alta rotação” – autor de dois golos nesta eliminatória -, Luisão, seguríssimo na defesa, e Bruno César, a aguentar a posse de bola no período final, o Benfica conseguiu uma tão justa como importante vitória, catapultando a equipa para a elite do futebol europeu, regressando, seis anos depois, aos 1/4 Final da Liga dos Campeões.
Em Londres, quase acontecia o milagre: derrotado por 0-4 em Milão, o Arsenal chegou ao intervalo a vencer por 3-0; faltou-lhe apenas um golo para igualar a eliminatória.
O Barcelona arrasou completamente os alemães do Bayer Leverkusen, que apenas marcaram o “golo de honra” no último minuto, com um fantástico desempenho de Lionel Messi, autor de 5 golos!
Por fim, de destacar a proeza da equipa cipriota do APOEL – na qual militam três jogadores portugueses -, alcançando, pela primeira vez no historial do país nas provas europeias, os 1/4 Final, vencendo o Lyon, no desempate da marca de grande penalidade, por 4-3.
O Bayern não quis ficar atrás do Barcelona, e, depois dos 7-1 para o campeonato, no passado fim-de-semana, hoje esmagou a equipa de Basileia por 7-0, com quatro golos de Mario Gómez! Uma espécie de revanche alemã, face à humilhação sofrida pelo Bayer Leverkusen.
Em Milão, o Inter, a vencer por 1-0 até ao último minuto, esperava pelo prolongamento quando a equipa do Marselha, com um golo, decidiu a eliminatória a seu favor; haveria ainda tempo para, na sequência de uma grande penalidade, no derradeiro lance do desafio, o Inter vencer por 2-1… mas Pedro Proença apitaria de imediato para o final da partida.
Depois das provações passadas na gélida Moscovo no jogo da 1ª mão, o Real Madrid não teve dificuldades em vencer o CSKA Moscovo, apurando-se com naturalidade para os 1/8 Final, numa partida em que Cristiano Ronaldo somou mais 2 golos à sua conta pessoal.
Em Londres, o Chelsea, com muita garra, conseguiu uma excelente reviravolta no marcador face ao Nápoles, arrancada a ferros, consumada apenas no prolongamento, mantendo-se como único representante do futebol inglês na principal competição europeia de futebol.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total APOEL - Olympique Lyonnais 1-0 0-1 1-1 Chelsea - Napoli 14-Mar 1-3 --- Arsenal - AC Milan 3-0 0-4 3-4 Bayern München - Basel 13-Mar 0-1 --- Barcelona - Bayer Leverkusen 7-1 3-1 10-2 Real Madrid - CSKA Moskva 14-Mar 1-1 --- Benfica - Zenit St. Petersburg 2-0 2-3 4-3 Inter - Olympique Marseille 13-Mar 0-1 ---
Com uma boa exibição, denotando uma equipa coesa, em que sobressaíram um enorme Witsel, a pautar todo o jogo benfiquista, Maxi Pereira, sempre em “alta rotação” – autor de dois golos nesta eliminatória -, Luisão, seguríssimo na defesa, e Bruno César, a aguentar a posse de bola no período final, o Benfica conseguiu uma tão justa como importante vitória, catapultando a equipa para a elite do futebol europeu, regressando, seis anos depois, aos 1/4 Final da Liga dos Campeões.
Em Londres, quase acontecia o milagre: derrotado por 0-4 em Milão, o Arsenal chegou ao intervalo a vencer por 3-0; faltou-lhe apenas um golo para igualar a eliminatória.
O Barcelona arrasou completamente os alemães do Bayer Leverkusen, que apenas marcaram o “golo de honra” no último minuto, com um fantástico desempenho de Lionel Messi, autor de 5 golos!
Por fim, de destacar a proeza da equipa cipriota do APOEL – na qual militam três jogadores portugueses -, alcançando, pela primeira vez no historial do país nas provas europeias, os 1/4 Final, vencendo o Lyon, no desempate da marca de grande penalidade, por 4-3.
Liga dos Campeões – 1/8 Final – Benfica – Zenit
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Emerson, Javi García, Nico Gaitán (72m – Nemanja Matić), Axel Witsel, Bruno César, Rodrigo (62m – Nolito) e Óscar Cardozo (80m – Nélson Oliveira)
Zenit S. Petersburgo – Vyacheslav Malafeev, Aleksandr Anyukov (53m – Bruno Alves), Tomáš Hubočan, Nicolas Lombaerts, Dominico Criscito, Igor Denisov, Vladimir Bystrov (45m – Danko Lazović), Sergey Semak, Roman Shirokov, Konstantin Zyryanov (70m – Viktor Fayzulin) e Aleksandr Kerzakhov
1-0 – Maxi Pereira – 45m
2-0 – Nélson Oliveira – 90m
Cartões amarelos – Javi García (15m) e Nélson Oliveira (90m); Aleksandr Anyukov (5m) e Igor Denisov (68m)
Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)
Com imperiosa necessidade de vencer para poder almejar a qualificação para os 1/4 Final, o Benfica não teria contudo uma entrada determinada no jogo, o qual decorreria em toada morna, ao longo de todo o primeiro quarto de hora; só no final desse período surgiria um primeiro indício de procura de sair da letargia, com um bom remate de Bruno César, a que Malafeev revelou mostrar-se atento.
Aos 20 minutos, na sequência de uma boa combinação com Gaitán, a desmarcar Maxi Pereira, este remataria cruzado, mas ao lado da baliza da equipa russa. Quatro minutos volvidos, na marcação de um livre, a punir falta sobre Bruno César, um lance estudado, com um passe atrasado, para a entrada de Javi García, procurando surpreender a defesa contrária, mas a bola iria esbarrar na floresta de pernas na área do Zenit.
À passagem da meia hora de jogo, com a equipa russa com grande disciplina táctica, muito recuada no seu meio-campo, o jogo ofensivo do Benfica carecia de maior dinâmica, de uma aceleração de ritmo, de alternâncias de velocidade.
Aos 35 minutos, uma boa iniciativa de Rodrigo, tentando romper pelo flanco esquerdo, perder-se-ia pela linha final. Até que, aos 42 minutos, Artur, frio, e talvez farto de ser um mero espectador, resolveu fazer parte do espectáculo: driblou um adversário, depois, atrapalhando-se, tentou despachar, com a bola a acabar por sobrar para um jogador do Zenit, a rematar com perigo à baliza, a obrigar o guarda-redes benfiquista a uma defesa apertada, arrojando-se ao chão.
O Benfica acabaria por chegar ao tão ansiado golo num momento crucial, a encerrar a primeira parte, culminando um bom lance de Witsel, que rematou à figura do guarda-redes, e, no ressalto, de calcanhar, assistiu Maxi Pereira, que, desmarcado, e com a baliza à mercê, teve a serenidade necessária para empurrar a bola para o golo, colocando-se em posição de vantagem na eliminatória!
Já em período de compensação, a equipa portuguesa teria ainda tempo para ameaçar novamente a baliza russa, primeiro com Malafeev a defender, e, de imediato, com Cardozo a não conseguir dar a melhor sequência ao cruzamento de Gaitán, desperdiçando o que seria o segundo golo.
A segunda parte iniciar-se-ia, desde logo, com um novo figurino táctico: o Zenit cedo mostrou que estava disposto a abrir o seu jogo, procurando discutir a eliminatória… o que, por seu lado, franquearia mais espaços ao Benfica, potenciando a possibilidade de rápidos contra-ataques, com Witsel, com uma soberba exibição – e, na ausência de Aimar, a cumprir jogo de castigo -, a pautar todo o jogo benfiquista.
Aos 56 minutos, na sequência de uma dessas iniciativas de Witsel, originando um pontapé de canto, Jardel não conseguiria cabecear da melhor forma, numa excelente oportunidade de golo, gorada pelo facto de se ter limitado a pentear a bola, pouco mais que de raspão.
Mais cinco minutos decorridos, novo contra-ataque benfiquista, com Cardozo a rematar fraco, e a bola a ser bloqueada pela defesa contrária.
Aos 70 minutos, novamente Cardozo, depois de conseguir, em esforço, escapar à vigilância da defesa adversária, rematou cruzado, mas ligeiramente ao lado da baliza.
O Benfica sofreria um susto aos 73 minutos, com uma troca de bola a cruzar toda a sua zona defensiva, mas a não aparecer ninguém da equipa do Zenit para dar sequência ao lance. No minuto imediato, Cardozo rematou forte, de fora da área, mas Malafeev defenderia, a soco, para canto.
Aos 81 minutos, novo canto para o Benfica, novamente Jardel a cabecear sem sequer ter necessidade de se elevar, mas a bola a sair ao lado.
Nos derradeiros minutos, com o Zenit a dar o “tudo por tudo”, empurrando o Benfica para a sua zona defensiva – não obstante, sem conseguir rematar com perigo à baliza -, valeu então o acerto de Luisão, a não dar hipóteses aos adversários, e a inteligência de Bruno César, a segurar a bola.
O Benfica acabaria por ser feliz, novamente já em período de descontos, num último lance de contra-ataque, com Nélson Oliveira, numa boa desmarcação – assistido precisamente por Bruno César – a sentenciar o desfecho da eliminatória. Seis anos depois, o Benfica regressa aos 1/4 Final da Liga dos Campeões!



