Posts tagged ‘Liga Campeões’
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total APOEL - Olympique Lyonnais 1-0 0-1 1-1 Chelsea - Napoli 4-1 (a.p.) 1-3 5-4 Arsenal - AC Milan 3-0 0-4 3-4 Bayern München - Basel 7-0 0-1 7-1 Barcelona - Bayer Leverkusen 7-1 3-1 10-2 Real Madrid - CSKA Moskva 4-1 1-1 5-2 Benfica - Zenit St. Petersburg 2-0 2-3 4-3 Inter - Olympique Marseille 2-1 0-1 2-2
Com uma boa exibição, denotando uma equipa coesa, em que sobressaíram um enorme Witsel, a pautar todo o jogo benfiquista, Maxi Pereira, sempre em “alta rotação” – autor de dois golos nesta eliminatória -, Luisão, seguríssimo na defesa, e Bruno César, a aguentar a posse de bola no período final, o Benfica conseguiu uma tão justa como importante vitória, catapultando a equipa para a elite do futebol europeu, regressando, seis anos depois, aos 1/4 Final da Liga dos Campeões.
Em Londres, quase acontecia o milagre: derrotado por 0-4 em Milão, o Arsenal chegou ao intervalo a vencer por 3-0; faltou-lhe apenas um golo para igualar a eliminatória.
O Barcelona arrasou completamente os alemães do Bayer Leverkusen, que apenas marcaram o “golo de honra” no último minuto, com um fantástico desempenho de Lionel Messi, autor de 5 golos!
Por fim, de destacar a proeza da equipa cipriota do APOEL – na qual militam três jogadores portugueses -, alcançando, pela primeira vez no historial do país nas provas europeias, os 1/4 Final, vencendo o Lyon, no desempate da marca de grande penalidade, por 4-3.
O Bayern não quis ficar atrás do Barcelona, e, depois dos 7-1 para o campeonato, no passado fim-de-semana, hoje esmagou a equipa de Basileia por 7-0, com quatro golos de Mario Gómez! Uma espécie de revanche alemã, face à humilhação sofrida pelo Bayer Leverkusen.
Em Milão, o Inter, a vencer por 1-0 até ao último minuto, esperava pelo prolongamento quando a equipa do Marselha, com um golo, decidiu a eliminatória a seu favor; haveria ainda tempo para, na sequência de uma grande penalidade, no derradeiro lance do desafio, o Inter vencer por 2-1… mas Pedro Proença apitaria de imediato para o final da partida.
Depois das provações passadas na gélida Moscovo no jogo da 1ª mão, o Real Madrid não teve dificuldades em vencer o CSKA Moscovo, apurando-se com naturalidade para os 1/8 Final, numa partida em que Cristiano Ronaldo somou mais 2 golos à sua conta pessoal.
Em Londres, o Chelsea, com muita garra, conseguiu uma excelente reviravolta no marcador face ao Nápoles, arrancada a ferros, consumada apenas no prolongamento, mantendo-se como único representante do futebol inglês na principal competição europeia de futebol.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)
2ª mão 1ª mão Total APOEL - Olympique Lyonnais 1-0 0-1 1-1 Chelsea - Napoli 14-Mar 1-3 --- Arsenal - AC Milan 3-0 0-4 3-4 Bayern München - Basel 13-Mar 0-1 --- Barcelona - Bayer Leverkusen 7-1 3-1 10-2 Real Madrid - CSKA Moskva 14-Mar 1-1 --- Benfica - Zenit St. Petersburg 2-0 2-3 4-3 Inter - Olympique Marseille 13-Mar 0-1 ---
Com uma boa exibição, denotando uma equipa coesa, em que sobressaíram um enorme Witsel, a pautar todo o jogo benfiquista, Maxi Pereira, sempre em “alta rotação” – autor de dois golos nesta eliminatória -, Luisão, seguríssimo na defesa, e Bruno César, a aguentar a posse de bola no período final, o Benfica conseguiu uma tão justa como importante vitória, catapultando a equipa para a elite do futebol europeu, regressando, seis anos depois, aos 1/4 Final da Liga dos Campeões.
Em Londres, quase acontecia o milagre: derrotado por 0-4 em Milão, o Arsenal chegou ao intervalo a vencer por 3-0; faltou-lhe apenas um golo para igualar a eliminatória.
O Barcelona arrasou completamente os alemães do Bayer Leverkusen, que apenas marcaram o “golo de honra” no último minuto, com um fantástico desempenho de Lionel Messi, autor de 5 golos!
Por fim, de destacar a proeza da equipa cipriota do APOEL – na qual militam três jogadores portugueses -, alcançando, pela primeira vez no historial do país nas provas europeias, os 1/4 Final, vencendo o Lyon, no desempate da marca de grande penalidade, por 4-3.
Liga dos Campeões – 1/8 Final – Benfica – Zenit
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Emerson, Javi García, Nico Gaitán (72m – Nemanja Matić), Axel Witsel, Bruno César, Rodrigo (62m – Nolito) e Óscar Cardozo (80m – Nélson Oliveira)
Zenit S. Petersburgo – Vyacheslav Malafeev, Aleksandr Anyukov (53m – Bruno Alves), Tomáš Hubočan, Nicolas Lombaerts, Dominico Criscito, Igor Denisov, Vladimir Bystrov (45m – Danko Lazović), Sergey Semak, Roman Shirokov, Konstantin Zyryanov (70m – Viktor Fayzulin) e Aleksandr Kerzakhov
1-0 – Maxi Pereira – 45m
2-0 – Nélson Oliveira – 90m
Cartões amarelos – Javi García (15m) e Nélson Oliveira (90m); Aleksandr Anyukov (5m) e Igor Denisov (68m)
Árbitro – Howard Webb (Inglaterra)
Com imperiosa necessidade de vencer para poder almejar a qualificação para os 1/4 Final, o Benfica não teria contudo uma entrada determinada no jogo, o qual decorreria em toada morna, ao longo de todo o primeiro quarto de hora; só no final desse período surgiria um primeiro indício de procura de sair da letargia, com um bom remate de Bruno César, a que Malafeev revelou mostrar-se atento.
Aos 20 minutos, na sequência de uma boa combinação com Gaitán, a desmarcar Maxi Pereira, este remataria cruzado, mas ao lado da baliza da equipa russa. Quatro minutos volvidos, na marcação de um livre, a punir falta sobre Bruno César, um lance estudado, com um passe atrasado, para a entrada de Javi García, procurando surpreender a defesa contrária, mas a bola iria esbarrar na floresta de pernas na área do Zenit.
À passagem da meia hora de jogo, com a equipa russa com grande disciplina táctica, muito recuada no seu meio-campo, o jogo ofensivo do Benfica carecia de maior dinâmica, de uma aceleração de ritmo, de alternâncias de velocidade.
Aos 35 minutos, uma boa iniciativa de Rodrigo, tentando romper pelo flanco esquerdo, perder-se-ia pela linha final. Até que, aos 42 minutos, Artur, frio, e talvez farto de ser um mero espectador, resolveu fazer parte do espectáculo: driblou um adversário, depois, atrapalhando-se, tentou despachar, com a bola a acabar por sobrar para um jogador do Zenit, a rematar com perigo à baliza, a obrigar o guarda-redes benfiquista a uma defesa apertada, arrojando-se ao chão.
O Benfica acabaria por chegar ao tão ansiado golo num momento crucial, a encerrar a primeira parte, culminando um bom lance de Witsel, que rematou à figura do guarda-redes, e, no ressalto, de calcanhar, assistiu Maxi Pereira, que, desmarcado, e com a baliza à mercê, teve a serenidade necessária para empurrar a bola para o golo, colocando-se em posição de vantagem na eliminatória!
Já em período de compensação, a equipa portuguesa teria ainda tempo para ameaçar novamente a baliza russa, primeiro com Malafeev a defender, e, de imediato, com Cardozo a não conseguir dar a melhor sequência ao cruzamento de Gaitán, desperdiçando o que seria o segundo golo.
A segunda parte iniciar-se-ia, desde logo, com um novo figurino táctico: o Zenit cedo mostrou que estava disposto a abrir o seu jogo, procurando discutir a eliminatória… o que, por seu lado, franquearia mais espaços ao Benfica, potenciando a possibilidade de rápidos contra-ataques, com Witsel, com uma soberba exibição – e, na ausência de Aimar, a cumprir jogo de castigo -, a pautar todo o jogo benfiquista.
Aos 56 minutos, na sequência de uma dessas iniciativas de Witsel, originando um pontapé de canto, Jardel não conseguiria cabecear da melhor forma, numa excelente oportunidade de golo, gorada pelo facto de se ter limitado a pentear a bola, pouco mais que de raspão.
Mais cinco minutos decorridos, novo contra-ataque benfiquista, com Cardozo a rematar fraco, e a bola a ser bloqueada pela defesa contrária.
Aos 70 minutos, novamente Cardozo, depois de conseguir, em esforço, escapar à vigilância da defesa adversária, rematou cruzado, mas ligeiramente ao lado da baliza.
O Benfica sofreria um susto aos 73 minutos, com uma troca de bola a cruzar toda a sua zona defensiva, mas a não aparecer ninguém da equipa do Zenit para dar sequência ao lance. No minuto imediato, Cardozo rematou forte, de fora da área, mas Malafeev defenderia, a soco, para canto.
Aos 81 minutos, novo canto para o Benfica, novamente Jardel a cabecear sem sequer ter necessidade de se elevar, mas a bola a sair ao lado.
Nos derradeiros minutos, com o Zenit a dar o “tudo por tudo”, empurrando o Benfica para a sua zona defensiva – não obstante, sem conseguir rematar com perigo à baliza -, valeu então o acerto de Luisão, a não dar hipóteses aos adversários, e a inteligência de Bruno César, a segurar a bola.
O Benfica acabaria por ser feliz, novamente já em período de descontos, num último lance de contra-ataque, com Nélson Oliveira, numa boa desmarcação – assistido precisamente por Bruno César – a sentenciar o desfecho da eliminatória. Seis anos depois, o Benfica regressa aos 1/4 Final da Liga dos Campeões!
Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão)
14.02.2012 - Olympique Lyonnais - APOEL 1-0 21.02.2012 - Napoli - Chelsea 3-1 15.02.2012 - AC Milan - Arsenal 4-0 22.02.2012 - Basel - Bayern München 1-0 14.02.2012 - Bayer Leverkusen - Barcelona 1-3 21.02.2012 - CSKA Moskva - Real Madrid 1-1 15.02.2012 - Zenit St. Petersburg - Benfica 3-2 22.02.2012 - Olympique Marseille - Inter 1-0
Nesta 1ª mão, destaque para a goleada do AC Milan, praticamente apurado para os 1/4 Final, tal como o Barcelona, com uma confortável vitória fora de casa. Em grandes dificuldades parece estar a equipa do Chelsea, com Bayern e Inter a terem também de enfrentar tarefas difíceis na 2ª mão. Real Madrid e Lyon reúnem favoritismo, enquanto o Benfica terá de vencer para alcançar a qualificação.
As partidas da segunda mão estão agendadas para 6, 7, 13 ou 14 de Março, recebendo o Benfica a equipa russa do Zenit, no Estádio da Luz, no próximo dia 6 de Março.
Liga dos Campeões – 1/8 Final – Zenit – Benfica
Zenit S. Petersburgo – Yuri Zhevnov, Aleksandr Anyukov, Bruno Alves, Nicolas Lombaerts, Tomáš Hubočan, Igor Denisov, Roman Shirokov, Maksim Kanunnikov (66m – Vladimir Bystrov), Konstantin Zyryanov (45m – Sergey Semak), Viktor Fäyzullin (89m – Alessandro Rosina) e Aleksandr Kerzakhov
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Nemanja Matić, Nico Gaitán (90m – Miguel Vítor), Axel Witsel, Bruno César (76m – Nolito), Rodrigo (30m – Pablo Aimar) e Óscar Cardozo
0-1 – Maxi Pereira – 20m
1-1 – Roman Shirokov – 27m
2-1 – Sergey Semak – 71m
2-2 – Óscar Cardozo – 87m
3-2 – Roman Shirokov – 88m
Cartões amarelos – Bruno Alves (17m) e Aleksandr Anyukov (63m); Luisão (13m), Bruno César (45m) e Pablo Aimar (75m)
Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)
Com uma temperatura gélida, de cerca de 10 graus negativos, a partida iniciou-se em toada morna, não obstante o Benfica procurasse, desde cedo, chamar a si o controlo do jogo.
Apenas com 20 minutos decorridos, na sequência de um livre directo apontado por Cardozo – a punir falta de Lombaerts sobre Gaitán à entrada da área -, com o guarda-redes Zhevnov a defender para a frente, surgiu, muito oportuno, Maxi Pereira, a fazer a recarga, inaugurando o marcador em São Petersburgo.
Isto numa altura em que o Benfica jogava com 10 elementos, dado que Rodrigo, atingido por Bruno Alves (numa entrada dura, lance que lhe valeu o cartão amarelo), se encontrava a receber assistência; viria mesmo a ser substituído alguns minutos depois, dando lugar a Pablo Aimar.
Por essa altura, o Zenit havia já empatado; o Benfica apenas disfrutara de um curto período de 7 minutos em vantagem no jogo. Logo aos 22 minutos, o Zenit criara perigo, com um remate de Kerzhakov, defendido por Artur com as pernas. Cinco minutos volvidos, num cruzamento da esquerda de Hubočan, para a área, surgiria Shirokov a rematar de primeira, sem hipóteses para o guardião benfiquista.
Até final do primeiro tempo, com a equipa russa – alertada pelo risco dos contra-ataques do Benfica – a procurar jogar pelo seguro, com sucessivas trocas de bola entre os seus jogadores, mas sem um claro pendor ofensivo, não haveria mais ocasiões flagrantes de golo. Os lances de maior frisson ocorreriam já no final desse período, primeiro numa jogada confusa na pequena área do Benfica, com várias tentativas de remate, mas sem acertar na baliza, e, depois, por intermédio de Witsel, num remate de fora da área.
Já na segunda parte, o primeiro lance de perigo surgiria aos 57 minutos, com Gaitán, em velocidade, a entrar na área adversária, pelo lado direito do ataque, a levar longe de mais a sua iniciativa individual, rematando de ângulo muito difícil, quando podia ter assistido Cardozo.
Aos 70 minutos, nova jogada de perigo, na sequência de um cruzamento de Emerson, com Cardozo, num remate enrolado, a meias com o defesa contrário, a não conseguir desviar para o golo, devido a uma defesa apertada de Zhevnov, com uma boa estirada.
Só que, no minuto imediato, culminando um fantástico lance, com dois toques de calcanhar, primeiro por Kerzakhov, a evitar que a bola se perdesse pela linha de fundo e, depois de uma pronta assistência de Bystrov, no remate para golo, de Semak possibilitaria ao Zenit consumar a reviravolta no marcador, passando a uma posição de vantagem.
A equipa do Benfica acusaria o tento sofrido e a posição de desvantagem, passando nos minutos seguintes por uma fase de algum descontrolo.
Até que, nos derradeiros minutos, duas falhas defensivas permitiriam mais dois golos: primeiro, o guarda-redes Zhevnov a defender para a frente um primeiro remate de Gaitán, com a bola a ficar à disposição de Cardozo, que não teve dificuldade em marcar, empatando o jogo a 2-2, o que constituiria um bom resultado para o Benfica; porém, no minuto seguinte, uma desconcentração de Maxi Pereira, a não conseguir controlar ou sequer aliviar a bola na sua zona defensiva, possibilitou que Shirokov recolocasse o Zenit em vantagem no jogo… e na eliminatória.
Nolito teria ainda tempo para mais um remate perigoso, obrigando Zhevnov a intervenção difícil, mas o resultado não se alteraria, obrigando assim o Benfica a vencer na segunda mão, no Estádio da Luz.
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 Final
Olympique Lyonnais – APOEL
Napoli – Chelsea
AC Milan – Arsenal
Basel – Bayern München
Bayer Leverkusen – Barcelona
CSKA Moskva – Real Madrid
Zenit St. Petersburg – Benfica
Olympique Marseille – Inter
Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 14, 15, 21 ou 22 de Fevereiro de 2012. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 6, 7, 13 ou 14 de Março.
O Benfica começará por jogar em São Petersburgo a 15 de Fevereiro, recebendo a equipa russa no Estádio da Luz a 6 de Março de 2012.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Manchester City – Bayern – 2-0
Villarreal – Napoli – 0-2
1º Bayern, 13; 2º Napoli, 11; 3º Manchester City, 10; 4º Villarreal, 0
Grupo B
Lille – Trabzonspor – 0-0
Inter – CSKA Moscovo – 1-2
1º Inter, 10; 2º CSKA Moscovo, 8; 3º Trabzonspor, 7; 4º Lille, 6
Grupo C
Basel – Manchester United – 2-1
Benfica – Otelul Galati – 1-0
1º Benfica, 12; 2º Basel, 11; 3º Manchester United, 9; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
D. Zagreb – Lyon – 1-7
Ajax – Real Madrid – 0-3
1º Real Madrid, 18; 2º Lyon, 8; 3º Ajax, 8; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Chelsea – Valencia – 3-0
Genk – Bayer Leverkusen – 1-1
1º Chelsea, 11; 2º Bayer Leverkusen, 10; 3º Valencia, 8; 4º Genk, 3
Grupo F
Olympiakos – Arsenal – 3-1
B. Dortmund – Marseille – 2-3
1º Arsenal, 11; 2º Marseille, 10; 3º Olympiakos, 9; 4º B. Dortmund, 4
Grupo G
FC Porto – Zenit – 0-0
APOEL – Shakhtar Donetsk – 0-2
1º APOEL, 9; 2º Zenit, 9; 3º FC Porto, 8; 4º Shakhtar Donetsk, 5
Grupo H
Barcelona – BATE Borisov – 4-0
Viktoria Plzen – AC Milan – 2-2
1º Barcelona, 16; 2º AC Milan, 9; 3º Viktoria Plzen, 5; 4º BATE Borisov, 2
Bayern, Napoli, Inter, CSKA Moscovo, Benfica, Basel, Real Madrid, Lyon, Chelsea, Bayer Leverkusen, Arsenal, Marseille, APOEL, Zenit, Barcelona e AC Milan garantiram o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
Transitam para a Liga Europa: Manchester City, Trabzonspor, Manchester United, Ajax, Valencia, Olympiakos, FC Porto e Viktoria Plzen.
As grandes surpresas desta Fase de Grupos foram as eliminações das duas equipas de Manchester e do FC Porto, em favor de Napoli, Basel e APOEL. Nesta última ronda destaque para as sensacionais qualificações de Marseille e Lyon, ambos a vencer fora, com os marselheses a operarem a reviravolta no marcador nos últimos minutos (depois de estarem a perder por 2-0) e os lioneses a conseguirem inverter uma situação de desvantagem em termos de diferença de golos face ao Ajax (7 golos), graças à goleada obtida na Croácia e à derrota caseira da equipa de Amesterdão perante o Real Madrid.
Em relação às equipas portuguesas, de destacar a vitória do Benfica no seu grupo de apuramento, contribuindo para a eliminação do vice-campeão europeu Manchester United, completando esta fase ainda invicto (proeza apenas alcançada também por Real Madrid e Barcelona). Por seu lado, o FC Porto, com uma campanha titubeante, cedendo perante a equipa cipriota, e não conseguindo vencer no jogo decisivo o Zenit, vê-se relegado para a prova que venceu na época transacta, onde, este ano, terá concorrência acrescida.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Otelul Galati
Benfica – Artur Moraes, Rúben Amorim, Ezequiel Garay, Jardel, Emerson, Javi García, Axel Witsel, Pablo Aimar (70m – Rodrigo), Bruno César (56m – Nolito), Nico Gaitán e Óscar Cardozo (78m – Javier Saviola)
Otelul Galati – Branko Grahovac, Cornel Râpă, Alexandru Benga, Milan Perendija, Silviu Ilie (21m – Zoran Ljubinković), Ioan Filip, Ionut Neagu (70m – Marius Pena), Liviu Antal (81m – Sorin Frunza), Gabriel Giurgiu, Laurentiu Iorga e Gabriel Paraschiv
1-0 – Óscar Cardozo – 7m
Cartões amarelos – Zoran Ljubinković (83m) e Gabriel Giurgiu (86m); Óscar Cardozo (70m)
Árbitro – Manuel Gräfe (Alemanha)
Com a vitória no Grupo em ponto de mira, o Benfica iniciou a partida de forma tranquila, com um ritmo pausado, com bom domínio de bola; uma posição de tranquilidade que reforçaria com o golo obtido logo aos 9 minutos, com Cardozo a dar melhor conclusão a uma boa assistência de Nico Gaitán, com um remate cruzado, ao poste mais distante.
Com o resultado que lhe convinha, a equipa portuguesa deixaria então correr o tempo, com o Otelul, em vez de procurar o golo, a optar por continuar numa atitude defensiva, o que permitia ao Benfica controlar a partida sem dificuldades.
Apenas já no último quarto de hora do primeiro tempo o guarda-redes Artur Moraes seria efectivamente “chamado a jogo”, com duas intervenções consecutivas, a evitar o tento do empate, a remates de Paraschiv e Giurgiu.
A segunda parte prometia animar, com Cardozo a cabecear a bola por alto, e, logo se seguida, Antal a rematar de longe, mas sem consequências.
Porém, com as várias substituições e um jogo mais faltoso, a fase final seria ainda menos fluida, com muitas interrupções de jogo. Não obstante a equipa romena procurasse ser mais afoita, seria o Benfica a desperdiçar a melhor oportunidade de golo, por intermédio de Rodrigo, a concluir com um remate ao lado, uma assistência de Nolito.
Embora em regime de “serviços mínimos” nesta derradeira partida, o Benfica, mantendo a invencibilidade na prova (após 10 jogos já disputados nesta temporada!), confirmava o 1º lugar na classificação final do Grupo – pela segunda vez na sua história na Liga dos Campeões, neste formato de Grupos, após a época de 1994-95 -, contribuindo para afastar o vice-campeão europeu Manchester United (derrotado em Basileia) da Liga dos Campeões, situação que se repete, depois da época 2005-06.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Bayern – Villarreal – 3-1
Napoli – Manchester City – 2-1
1º Bayern, 13; 2º Napoli, 8; 3º Manchester City, 7; 4º Villarreal, 0
Grupo B
Trabzonspor – Inter – 1-1
CSKA Moscovo – Lille – 0-2
1º Inter, 10; 2º Trabzonspor, 6; 3º Lille e CSKA Moscovo, 5
Grupo C
Manchester United – Benfica – 2-2
Otelul Galati – Basel – 2-3
1º Benfica e Manchester United, 9; 3º Basel, 8; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
Lyon – Ajax – 0-0
Real Madrid – D. Zagreb – 6-2
1º Real Madrid, 15; 2º Ajax, 8; 3º Lyon, 5; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Valencia – Genk – 7-0
Bayer Leverkusen – Chelsea – 2-1
1º Bayer Leverkusen, 9; 2º Valencia e Chelsea, 8; 4º Genk, 2
Grupo F
Arsenal – B. Dortmund – 2-1
Marseille – Olympiakos – 0-1
1º Arsenal, 11; 2º Marseille, 7; 3º Olympiakos, 6; 4º B. Dortmund, 4
Grupo G
Zenit – APOEL – 0-0
Shakhtar Donetsk – FC Porto – 0-2
1º APOEL, 9; 2º Zenit, 8; 3º FC Porto, 7; 4º Shakhtar Donetsk, 2
Grupo H
BATE Borisov – Viktoria Plzen – 0-1
AC Milan – Barcelona – 2-3
1º Barcelona, 13; 2º AC Milan, 8; 3º Viktoria Plzen, 4; 4º BATE Borisov, 2
Bayern, Inter, Benfica, Real Madrid (que conta por vitórias os 5 jogos disputados), Bayer Leverkusen, Arsenal, o surpreendente APOEL, Barcelona e AC Milan garantiram desde já, ainda com uma jornada por disputar, o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
Restam 7 vagas por atribuir, a disputar entre: Napoli ou Manchester City; Trabzonspor, Lille ou CSKA Moscovo; Manchester United ou Basel (que jogam em Basileia, com a equipa suíça a necessitar de vencer); Ajax ou Lyon; Valencia ou Chelsea (que se defrontam em Londres, bastando ao Chelsea um empate sem golos); Marseille, Olympiakos ou B. Dortmund (este, com reduzidas hipóteses, necessitando de vencer o Marseille por, pelo menos 3-0, e esperar que o Olympiakos seja derrotado em casa pelo Arsenal); e Zenit ou FC Porto (com encontro marcado para o Estádio do Dragão).
O Ajax, com 7 golos de vantagem num eventual desempate com o Lyon está também quase apurado, o que só não sucederá se houver goleadas nos jogos da última ronda, em seu desfavor (recebe o Real Madrid), e/ou a favor da equipa francesa (que se desloca a Zagreb).
O FC Porto, com a vitória alcançada na Ucrânia, continua a depender apenas de si próprio para obter a qualificação, para o que necessitará de vencer, na derradeira jornada, em casa, o Zenit. Entretanto, garantiu já a continuidade nas provas europeias da presente temporada, por via da Liga Europa (no pior cenário, de não ganhar à equipa russa).
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Manchester United – Benfica
Manchester United – David De Gea, Patrice Evra, Phil Jones, Rio Ferdinand, Fábio (82m – Chris Smalling), Michael Carrick, Nani, Ashley Young, Darren Fletcher, Antonio Valencia (80m – Javier Hernández) e Dimitar Berbatov
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão (58m – Miguel Vítor), Emerson, Javi García, Axel Witsel, Pablo Aimar (83m – Ruben Amorim), Bruno César, Nico Gaitán (68m – Nemanja Matic) e Rodrigo
0-1 – Phil Jones (p.b.) – 3m
1-1 – Dimitar Berbatov – 30m
2-1 – Darren Fletcher – 59m
2-2 – Pablo Aimar – 61m
Cartões amarelos – Darren Fletcher (33m) e Michael Carrick (76m); Ezequiel Garay (16m), Artur Moraes (39m) e Maxi Pereira (85m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Com a fortuna que costuma proteger os audazes, o Benfica garantiu esta noite, em Old Trafford, frente a um poderoso Manchester United, com um bom empate, a qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, seis anos depois depois de, em 2006, ter eliminado, nessa fase da prova, o Liverpool.
Entrando no jogo praticamente a vencer, beneficiando de um auto-golo do defesa Phil Jones, que, de forma precipitada, ao tentar afastar a bola, a desviou na direcção da sua própria baliza, o Benfica adquiriu um capital de confiança que lhe permitiria jogar de forma desinibida, equilibrando o jogo durante os primeiros 25 minutos.
Gradualmente o Manchester United foi intensificando a pressão, surgindo o golo da igualdade à meia-hora, sendo que, no minuto imediato, teve oportunidade para ampliar a marca, mas, numa fase muito movimentada, também a equipa portuguesa poderia ter marcado novamente.
No segundo tempo, o Benfica recuou a sua linha de meio-campo, oferecendo a iniciativa e espaço ao adversário; quando o segundo golo da formação inglesa surgiu, era algo já expectável há alguns minutos.
E foi então que o Benfica teve mais uma vez um momento de felicidade, quando, quase de imediato, de forma surpreendente, num contra-ataque, aproveitando um mau despacho do guarda-redes do Manchester United, Bruno César, num lance de insistência, fez um cruzamento-remate, surgindo Pablo Aimar, quase em cima da linha de golo, a ter apenas de empurrar a bola – o que faria num remate em voley, de baixo para cima – para o fundo da baliza.
Nos minutos seguintes, o United voltaria à carga, procurando o golo da vitória. Só que, então, o Benfica – a quem o empate garantia automaticamente o apuramento, dado ficar com vantagem em eventual desempate com o Manchester ou com o Basel – se uniria, cerrando fileiras, e, em última instância, contando com um muito seguro Artur na baliza.
Até final, o nível de intensidade de jogo da equipa inglesa viria, naturalmente, a decair, e foi já de forma mais controlada que o Benfica – fantasticamente incentivado pelo apoio de cerca de 2 500 adeptos – conseguiu gerir o empate, mantendo a invencibilidade na presente época!
O Benfica volta assim a atingir os 1/8 Final da Liga dos Campeões, podendo, inclusivamente, beneficiar de uma vantagem teórica no sorteio, caso consiga manter o 1º lugar no Grupo, para o que necessitará de vencer, na última jornada, em casa, a equipa romena do Otelul – ou, caso haja uma igualdade entre Basel e Manchester United (que discutirão, entre ambos, a segunda equipa qualificada), bastar-lhe-ia o empate.



