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Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Basel – Benfica
Basel – Yann Sommer, Markus Steinhofer, David Angel Abraham, Aleksandar Dragovic, Park Joo Ho, Xherdan Shaquiri, Benjamin Huggel (85m – Scott Chipperfield), Granit Xhaka (80m – Adilson Cabral), Fabian Frei (66m – Jacques Zoua), Alexander Frei e Marco Streller
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira (78m – Miguel Vítor), Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Bruno César, Axel Witsel, Nico Gaitán, Pablo Aimar (67m – Nolito) e Rodrigo (71m – Óscar Cardozo)
0-1 – Bruno César – 20m
0-2 – Óscar Cardozo – 75m
Cartões amarelos – Marco Streller (35m), Benjamin Huggel (74m), Xherdan Shaquiri (90m) e Alexander Frei (90m); Emerson (41m) e Artur Moraes (90m)
Cartão vermelho – Emerson (86m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Com uma entrada muito forte em campo, a equipa do Basileia começou por empurrar o Benfica para a sua zona defensiva, exercendo, durante os 10 minutos iniciais, intensa pressão.
À medida que o tempo decorria, o Benfica ia procurando equilibrar o jogo, o que conseguiu por volta do quarto de hora. Esta melhoria do Benfica seria coroada da melhor forma, logo aos 20 minutos, com o golo de Bruno César, a surgir desmarcado do lado esquerdo, beneficiando de uma excelente simulação de Rodrigo, a ludibriar a defesa contrária, e o brasileiro a não desperdiçar a ocasião.
No imediato, a equipa suíça acusou o toque, denotando alguma desconcentração, que o Benfica ia aproveitando. Porém, nos minutos finais do primeiro tempo, o Basileia voltou a adquirir alguma preponderância, com jogadas de perigo, a obrigar Artur Moraes a mostrar a sua atenção, pelo menos por duas ocasiões. Já mesmo a findar a metade inicial, o Benfica disporia de excelente oportunidade, não concretizada por Gaitán.
No reinício, o Benfica retomaria uma toada mais segura, sem descurar o ataque, com Emerson a não conseguir finalizar da melhor forma uma soberana ocasião de golo, em que, embora um pouco descaído sobre a esquerda, surgiu isolado face ao guardião adversário.
Com o jogo repartido, o Basileia procurava insistir na busca do ataque, mas o Benfica não desarmava no contra-ataque. Até que, aos 75 minutos, Óscar Cardozo, acabado de entrar em campo, converteu de forma exímia um livre directo, com a bola rasteira, colocando o Benfica a vencer por 2-0, o que lhe conferia uma margem confortável para gerir no derradeiro quarto de hora.
E, a cada nova iniciativa suíça capaz de levar o perigo até à área benfiquista, lá estava, ou uma defesa bastante unida, ou, em última instância, Artur Moraes, sempre bastante concentrado, somando uma mão cheia de boas defesas na partida, mantendo a sua baliza inviolável.
Com duas vitórias consecutivas em outros tantos jogos fora de casa, o Benfica culmina da melhor forma uma difícil primeira volta na liderança do Grupo, com vantagem directa sobre o que se antevê possa ser o principal rival na disputa do apuramento, precisamente o adversário desta noite (que receberá na próxima jornada, no Estádio da Luz), posicionando-se numa situação privilegiada para atingir esse objectivo.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Bayern – Manchester City – 2-0
Napoli – Villarreal – 2-0
1º Bayern, 6; 2º Napoli, 4; 3º Manchester City, 1; 4º Villarreal, 0
Grupo B
Trabzonspor – Lille – 1-1
CSKA Moscovo – Inter – 2-3
1º Trabzonspor, 4; 2º Inter, 3; 3º Lille, 2; 4º CSKA Moscovo, 1
Grupo C
Manchester United – Basel – 3-3
Otelul Galati – Benfica – 0-1
1º Basel e Benfica, 4; 3º Manchester United, 2; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
Lyon – D. Zagreb – 2-0
Real Madrid – Ajax – 3-0
1º Real Madrid, 6; 2º Lyon, 4; 3º Ajax, 1; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Valencia – Chelsea – 1-1
Bayer Leverkusen – Genk – 2-0
1º Chelsea, 4; 2º Bayer Leverkusen, 3; 3º Valencia, 2; 4º Genk, 1
Grupo F
Arsenal – Olympiakos – 2-1
Marseille – B. Dortmund – 3-0
1º Marseille, 6; 2º Arsenal, 4; 3º B. Dortmund, 1; 4º Olympiakos, 0
Grupo G
Zenit – FC Porto – 3-1
Shakhtar Donetsk – APOEL – 1-1
1º APOEL, 4; 2º Zenit e FC Porto, 3; 4º Shakhtar Donetsk, 1
Grupo H
BATE Borisov – Barcelona – 0-5
AC Milan – Viktoria Plzen – 2-0
1º Barcelona e AC Milan, 4; 3º Viktoria Plzen e BATE Borisov, 1
Nesta ronda, os destaques vão para o empate arrancado “a ferros” pelo Manchester United, não obstante jogar em casa, frente ao Basel, assim como para a vitória do Benfica na Roménia e do Inter em Moscovo, para além da goleada imposta pelo Barcelona na Bielorrússia.
Bayern, Real Madrid e Marseille são as únicas equipas que conseguiram bisar o triunfo nas duas primeiras jornadas. Entretanto, há dois líderes surpreendentes: os cipriotas do APOEL, no grupo do FC Porto, e o Trabzonspor.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Otelul Galati – Benfica
Otelul Galati – Branko Grahovac, Nejc Skubic, Zoran Ljubinkovic, Liviu Antal, Sergiu Costin, Milan Perendija, Ioan Filip, John Ibeh (45m – Gabriel Viglianti), Laurentiu Bus (65m – Sorin Frunza), Gabriel Giurgiu e Marius Pena (69m – Bratislav Punosevac)
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Bruno César (82m – Rúben Amorim), Axel Witsel, Nico Gaitán (77m – Rodrigo), Javier Saviola (63m – Nolito) e Óscar Cardozo
0-1 – Bruno César – 40m
Cartões amarelos – Milan Perendija (86m) e Sergiu Costin (88m)
Árbitro – David Fernández Borbalán (Espanha)
Perante a, teoricamente, mais débil equipa do grupo, o Benfica entrou em campo, disputado no novo Estádio de Bucareste, com disposição de chamar a si o controlo do jogo, assumindo a sua condição de favorito, procurando uma toada de futebol ofensivo.
Porém, a equipa romena, sem individualidades sonantes, mas bem organizada, foi retardando a criação de oportunidades de golo por parte do Benfica, conseguindo, mesmo, à medida que o tempo ia avançando, ir ganhando alguma confiança, procurando sair para o meio-campo adversário.
O Benfica ia dominando a partida, mas com um futebol algo denunciado, sem velocidade, não criando grandes ocasiões de perigo. Até ao golo que inauguraria o marcador, apenas um lance digno de nota, com Nico Gaitán a não ser egoísta, combinando com um colega – que, atrasado, acabaria por não chegar à bola -, quando poderia ter levado a jogada até ao fim, assumindo o risco do remate.
O mesmo Gaitán viria a estar no lance do golo, com uma boa abertura para Bruno César, que não desperdiçaria, materializando em golo a superioridade até então evidenciada pela equipa portuguesa.
Apenas à passagem da hora de jogo, mercê de uma desatenção da defesa benfiquista, a equipa do Otelul remataria à baliza, para a primeira defesa de Artur Moraes.
Numa segunda parte em que o Benfica ia “deixando correr o marfim”, somente aos 8o minutos, na sequência de mais uma jogada bem desenhada, a equipa portuguesa teria uma soberana ocasião para ampliar o marcador, bem detida pelo guardião da equipa romena.
Em cima dos 90 minutos, o Otelul Galati, já sem nada a perder, espevitou na procura do empate, com um duplo remate, obrigando Artur Moraes a evidenciar toda a sua concentração para garantir a vitória tangencial, consumada com a saída ao lado da recarga ao primeiro pontapé.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Manchester City – Napoli – 1-1
Villarreal – Bayern – 0-2
1º Bayern, 3; 2º Manchester City e Napoli, 1; 4º Villarreal, 0
Grupo B
Lille – CSKA Moscovo – 2-2
Inter – Trabzonspor – 0-1
1º Trabzonspor, 3; 2º Lille e CSKA Moscovo, 1; 4º Inter, 0
Grupo C
Basel – Otelul Galati – 2-1
Benfica – Manchester United – 1-1
1º Basel, 3; 2º Benfica e Manchester United, 1; 4º Otelul Galati, 0
Grupo D
D. Zagreb – Real Madrid – 0-1
Ajax – Lyon – 0-0
1º Real Madrid, 3; 2º Ajax e Lyon, 1; 4º D. Zagreb, 0
Grupo E
Chelsea – Bayer Leverkusen – 2-0
Genk – Valencia – 0-0
1º Chelsea, 3; 2º Genk e Valencia, 1; 4º Bayer Leverkusen, 0
Grupo F
Olympiakos – Marseille – 0-1
B. Dortmund – Arsenal – 1-1
1º Marseille, 3; 2º Arsenal e B. Dortmund, 1; 4º Olympiakos, 0
Grupo G
FC Porto – Shakhtar Donetsk – 2-1
APOEL – Zenit – 2-1
1º APOEL e FC Porto, 3; 3º Shakhtar Donetsk e Zenit, 0
Grupo H
Barcelona – AC Milan – 2-2
Viktoria Plzen – BATE Borisov – 1-1
1º Barcelona, AC Milan, BATE Borisov e Viktoria Plzen, 1
Os destaques desta ronda inaugural vão para os empates concedidos pelos finalistas da época passada, Barcelona, frente ao poderoso AC Milan (que marcou no primeiro e no último minuto!), e pelo Manchester United, que não conseguiu melhor que a divisão de pontos no Estádio da Luz, face ao Benfica; e, principalmente, para a surpreendente derrota caseira do Inter, contra o repescado Trabzonspor (que, depois de ter sido eliminado pelo Benfica na 3ª pré-eliminatória – ainda antes do play-off final -, acabaria por substituir o campeão da Turquia na fase de Grupos, devido a sanção do Fenerbahce, por corrupção).
No Porto, num jogo muito complicado, algumas incidências particulares a registar: uma grande penalidade desperdiçada pelo FC Porto (Hulk rematou ao poste); uma falha comprometedora do guarda-redes Helton, a conceder o primeiro golo à equipa ucraniana; conseguindo a equipa portuguesa dar a volta ao jogo e ao marcador, com um potente remate de Hulk (a redimir-se da falha anterior), e o golo da vitória por intermédio de James Rodriguez, acabando o Shakhtar a jogar apenas com 9 elementos, depois de duas expulsões.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Manchester United
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Ezequiel Garay, Luisão, Emerson, Javi García, Ruben Amorim (56m – Nolito), Pablo Aimar (75m – Nemanja Matic), Witsel, Nico Gaitán (90m – Bruno César) e Óscar Cardozo
Manchester United – Anders Lindegaard, Patrice Evra, Jonny Evans, Chris Smalling, Fábio (78m – Phil Jones), Ryan Giggs, Park Ji-Sung, Michael Carrick, Darren Fletcher (69m – Javier Hernández), Antonio Valencia (69m – Nani) e Wayne Rooney
1-0 – Óscar Cardoso – 24m
1-1 – Ryan Giggs – 42m
Cartões amarelos – Pablo Aimar (39m), Maxi Pereira (61m) e Nico Gaitán (69m); Wayne Rooney (27m) e Michael Carrick (65m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
No regresso à fase de Grupos da Liga dos Campeões, o Benfica enfrentava uma tarefa hercúlea, a de defrontar uma das mais poderosas equipas do mundo, vice-campeã europeia, com um início de época avassalador.
Não surpreendeu portanto que começasse por conceder o controlo do jogo, proporcionando superioridade em termos de posse de bola ao adversário. Mas, com uma boa atitude, naturalmente não abdicou de procurar construir lances ofensivos, dispondo de uma ocasião de perigo, aos 21 minutos.
Como que um aviso ou um ensaio para uma excelente combinação, com Nico Gaitán a lançar Cardozo, que, dominando a bola, teria uma magnífica finalização, inaugurando o marcador, colocando a equipa portuguesa em vantagem.
Até final do primeiro tempo, não obstante o domínio consentido pelo Benfica, a equipa do Manchester não teria grandes oportunidades de golo… até que, num lance de distracção da zona defensiva da turma da casa, concedendo espaço a Ryan Giggs, este, ainda de fora da área, com um remate forte e colocado, empatava a partida.
No recomeço, a equipa inglesa teria então uma soberana ocasião de golo, em que, não acreditando nas facilidades concedidas pela defesa benfiquista, os dianteiros se deslumbraram, ninguém conseguindo culminar o desvio fatal.
Com o jogo a decorrer em toada relativamente morna, apenas aos 63 minutos, o Manchester daria novamente sinal de si, com mais um lance perigoso de Giggs, também não concretizado.
Quase na resposta, num lance de contra-ataque rápido, Nolito surgiu isolado sobre a esquerda, rematou bem, mas Lindegaard, denotando concentração, conseguiu impedir que a bola transpusesse a linha de golo.
E, pouco depois, Nolito, também em velocidade, a desmarcar Emerson na extrema esquerda, que, de ângulo reduzido, fez um remate demasiado cruzado, a sair ao lado da baliza, em mais uma jogada de perigo protagonizada pelo Benfica.
A equipa portuguesa obrigaria ainda o jovem guarda-redes dinamarquês do Manchester United a mais uma atenta intervenção, com uma excelente estirada, estavam decorridos 77 minutos de jogo.
Já com 85 minutos, o Manchester criaria mais uma jogada de perigo, a dois tempos, primeiro, na sequência de um livre, conseguindo ganhar um canto, com a jogada a findar subsequentemente devido a posição de fora-de-jogo.
No minuto seguinte, Nolito teve ainda mais uma boa iniciativa de ataque, mas não conseguiria solucionar uma situação de difícil controlo de bola.
Com uma boa exibição, o Benfica acabaria por equilibrar a partida, justificando plenamente a igualdade final, perante um adversário de grande nível.
Liga dos Campeões – Play-off (2ª mão) – Benfica – Twente
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Nico Gaitán (74m – Bruno César), Axel Witsel, Pablo Aimar, Nolito (74m – Nemanja Matic) e Óscar Cardozo (84m – Javier Saviola)
Twente – Nikolay Mihaylov, Tim Cornelisse, Douglas, Peter Wisgerhof, Dwight Tiendalli, Luuk De Jong, Wout Brama (76m – Denny Landzaat), Willem Janssen (60m – Ola John), Bryan Ruiz, Marc Janko e Steven Berghuis (60m – Emir Bajrami)
1-0 – Axel Witsel – 46m
2-0 – Luisão – 59m
3-0 – Axel Witsel – 66m
3-1 – Bryan Ruiz – 85m
Cartões amarelos – Maxi Pereira (76m); Douglas (15m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
Realizando a melhor exibição deste início de época, o Benfica garantiu o apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões, superiorizando-se claramente ao vice-campeão da Holanda.
Desde cedo, o Benfica revelou a sua tónica atacante, sob a batuta do maestro Pablo Aimar, bem apoiado por Axel Witsel, com um domínio esmagador no primeiro tempo, com 15 remates, com várias ocasiões desperdiçadas, a par de excelentes intervenções do guarda-redes do Twente, adiando o golo.
Que, depois da frustração da primeira metade, surgiria logo no minuto inicial do segundo tempo, como que quebrando o feitiço holandês.
O Twente, que fora um espectador passivo do jogo de ataque do Benfica, ver-se-ia então obrigado a assumir maior risco, o que proporcionaria espaços adicionais para a manobra benfiquista, que, no espaço de 7 minutos, ampliaria a marca para um confortável 3-0!
Já na fase derradeira do encontro, Artur Moraes teria então oportunidade, por duas vezes, de mostrar a sua concentração, numa delas com espectacular defesa. Porém, o jogo não terminaria sem que o Benfica concedesse um golo, como que uma mancha na excelente exibição, sem contudo ofuscar o brilho com que garantiu a qualificação.
Liga dos Campeões – Play-off (1ª mão) – Twente – Benfica
Twente – Nikolay Mihaylov, Tim Cornelisse, Douglas, Peter Wisgerhof, Dwight Tiendalli (75m – Bart Buysse), Denny Landzaat (45m – Marc Janko), Wout Brama, Willem Janssen, Bryan Ruiz, Luuk De Jong e Emir Bajrami (58m – Ola John)
Benfica –Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Axel Witsel, Pablo Aimar (64m – Javier Saviola), Nico Gaitán (56m – Rúben Amorim), Nolito e Óscar Cardozo (87m – Nemanja Matic)
1-0 – Luuk De Jong – 6m
1-1 – Óscar Cardozo – 21m
1-2 – Nolito – 35m
2-2 – Bryan Ruiz – 80m
Cartão amarelo – Artur Moraes (80m)
Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)
O Benfica surgiu em Enschede, no primeiro jogo da eliminatória decisiva para apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões, com boa atitude, parecendo querer assumir a iniciativa, surpreendendo o adversário; e, logo aos 5 minutos, Gaitán beneficiou de um ressalto de bola para se isolar frente ao guarda-redes Mihaylov, que, contudo, não conseguiria ultrapassar, rematando de forma a permitir a defesa.
Porém, no minuto imediato, no primeiro remate do Twente à baliza, Luuk De Jong, aproveitando as liberdades concedidas pela defesa benfiquista, rematou sem hipóteses para Artur Moraes, assim inaugurando o marcador.
O Benfica sentiu o golo, perdendo a confiança com que abordara a partida, com o ritmo de jogo a cair bastante, sem que o Twente aproveitasse para impor uma situação de domínio. Até que, aos 21 minutos, na sequência de uma boa iniciativa de ataque, depois de um roubo de bola de Aimar na zona intermediária do campo, Óscar Cardozo, após progredir alguns metros, com um bom remate, ainda bem de fora da área, com a bola em arco, a fugir ao guarda-redes, empatava o encontro.
Novamente numa posição mais favorável, o Benfica readquiriu alguma da tranquilidade, não obstante o jogo continuasse bastante repartido. Até aos 35 minutos, em que, culminando uma excelente jogada – em que ninguém parecia querer marcar, a bola passou sucessivamente por Cardozo e Witsel, antes de chegar aos pés de Nolito, que, com a baliza à sua mercê, não teve dificuldade em empurrar a bola para o golo.
E, só já em tempo de compensação, o Twente voltaria a estar próximo do golo, por via de um remate colocado de Landzaat, desviado para canto com uma soberba estirada de Artur Moraes.
No regresso, após o intervalo, o Twente surgiu então mais determinado a procurar o ataque. E, aos 52 minutos, uma atrapalhação de Artur Moraes provocaria uma situação de grande perigo, com a bola à mercê do desvio fatal… que acabou por não acontecer.
Aos 59 minutos, o guarda-redes benfiquista redimir-se-ia do falhanço anterior, com uma intervenção apertada, a evitar que a bola, que pingava sobre a linha de baliza, ultrapassasse o risco, sacudindo-a por cima da trave.
E, novamente, aos 67 minutos, Artur, saindo da baliza para fazer a cobertura do adversário, que se isolava, pelo lado esquerdo, junto à linha de fundo, mas próximo da baliza, acabou por ficar desposicionado, conseguindo não obstante uma excelente recuperação, recolocando-se a tempo de deter o remate, após o cruzamento para trás, a solicitar a entrada do atacante do Twente.
No lance imediato, Saviola rematou com muito perigo, com a bola praticamente a rasar o poste. Escassos minutos decorridos, Cardozo, numa boa desmarcação, surgiu isolado, algo descaído sobre a esquerda, mas faltou-lhe a velocidade para progredir para a baliza em condições óptimas de remate; acabaria por desferir um pontapé fraco, sem dificuldades de defesa.
O guardião benfiquista seria novamente chamado a intervir aos 73 minutos, atestando a sua concentração. Para, dois minutos volvidos, Nolito se revelar muito cerimonioso, não rematando de primeira, acabando por perder um bom ensejo para ampliar a vantagem do Benfica para uma marca que praticamente lhe garantiria o apuramento…
Porém, tantas ameaças de golo acabariam mesmo por resultar no segundo tento para o Twente, empatando a partida, com um golpe de cabeça, a desviar a bola do alcance de Artur Moraes, num lance contestado pela defesa benfiquista – reclamando um empurrão do autor do golo nas costas de Emerson -, que originaria também um cartão amarelo para o guarda-redes. A eliminatória voltava a ficar em aberto.
Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (2ª mão) – Trabzonspor – Benfica
Trabzonspor – Tolga Zengin, Serkan Balcı (79m – Halil Altintop), Giray Kaçar, Arkadiusz Głowacki, Ondřej Čelůstka, Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Adrian Mierzejewski, Paulo Henrique (45m – Alanzinho) e Paweł Brożek (63m – Yumlu)
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Axel Witsel, Pablo Aimar (64m – Nemanja Matic), Nico Gaitán (87m – Bruno César), Javier Saviola (75m – Franco Jara) e Nolito
0-1 – Nolito – 19m
1-1 – Paulo Henrique – 31m
Cartões amarelos – Gustavo Colman (57m) e Didier Zokora (67m); Ezequiel Garay (29m), Maxi Pereira (52m), Pablo Aimar (55m) e Nico Gaitán (69m)
Cartão vermelho – Adrian Mierzejewski (58m)
Árbitro – Aleksandar Stavrev (Macedónia)
Numa partida disputada em Istambul, no Estádio Olímpico Ataturk, a equipa turca, procurando anular a desvantagem com que saíra do Estádio da Luz, entrou a pressionar, com uma insistência junto da área do Benfica, bem anulada por Garay. Porém, a primeira grande oportunidade de golo surgiria aos 6 minutos, para o Benfica, na sequência de uma boa combinação de Nolito com Saviola, a rematar ligeiramente por alto.
Aos 12 minutos, após falta de Maxi Pereira sobre Paulo Henrique, o Trabzonspor beneficiaria de um livre perigoso, convertido por Colman, com Artur Moraes a mostrar-se atento e seguro.
Cinco minutos depois, mais uma excelente oportunidade para o Benfica, na sequência de um cruzamento de Maxi Pereira, surgindo Witsel a cabecear com intencionalidade, para a defesa em voo de Tolga.
Apenas mais dois minutos volvidos, o Benfica alcançaria o golo que lhe conferia praticamente absoluta tranquilidade quanto ao desfecho da eliminatória. A jogada teve início num lançamento lateral de Emerson, na esquerda, com Saviola a tocar de primeira para Nolito, que, depois de evitar um adversário, surgiu isolado frente ao guarda-redes Tolga, não desperdiçando a soberana oportunidade, concretizando o golo com um remate rasteiro.
Nos minutos seguintes, o Trabzonspor procuraria reagir, primeiro com um cruzamento rasteiro de Paulo Henrique, na esquerda, bem solucionado por Artur Moraes; e, logo de seguida, com Emerson, já no interior da área, a cortar a bola, após um livre marcado por Mierzejewski.
E, pouco depois de um remate de Nolito, de fora da área, com Tolga sem dificuldades em defender, a equipa turca conseguiria mesmo chegar ao golo do empate: após um cruzamento na esquerda, que, quer Luisão, quer Emerson, não conseguiram interceptar, Paulo Henrique apareceu ao segundo poste, sem dificuldade para bater para a baliza.
Até final do primeiro tempo, o Benfica realizaria ainda uma boa jogada de envolvimento, com o guardião turco a antecipar-se a Maxi Pereira, já em plena área. E, mesmo antes do descanso, Aimar, após receber a bola de Saviola, rematou cruzado, ainda de fora da área, mas a bola sairia ao lado.
A segunda metade iniciar-se-ia com nova grande ocasião para o Benfica, após cruzamento de Aimar, surgindo Saviola adiantado, com a bola a sobrar para Nolito, a rematar, mas a permitir a Tolga a defesa com os pés…
Aos 51 minutos seria a vez de os turcos provocarem grande perigo, por via de um remate cruzado de Mierzejewski, a embater no poste da baliza de Artur Moraes.
Com a eliminatória praticamente decidida, à medida que o tempo de jogo avançava, com o empate a manter-se, o seu desfecho acabaria por ficar definitivamente sentenciado aos 58 minutos, com a expulsão de Mierzejewski, por agressão (cotovelada) a Maxi Pereira.
Na fase derradeira do encontro, o Benfica criaria ainda perigo, à passagem dos 70 minutos, com Gaitán, isolado, depois de boa desmarcação proporcionada por Nolito, a rematar à figura de Tolga. E, novamente, aos 79 minutos, com Witsel a rematar à trave, na sequência de uma boa combinação entre Franco Jara e Matic. E, ainda, aos 81 minutos, também Nico Gaitán, com um forte remate de fora da área, a obrigar o guarda-redes turco a boa intervenção.
Escudado na boa vantagem alcançada em Lisboa, com a confiança reforçada pela tranquilidade proporcionada pelo golo obtido em Istambul, o Benfica realizou uma exibição segura, em que deixou transparecer que a vitória nesta 2ª mão estava também ao seu alcance; o objectivo prioritário estava, porém, já há muito garantido: a qualificação para o play-off final de acesso à Liga dos Campeões.
Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão) – Benfica – Trabzonspor
Benfica – Artur Moraes, Ruben Amorim (64m – Maxi Pereira), Luisão, Ezequiel Garay, Emerson, Javi Garcia, Enzo Pérez (54m – Nolito), Pablo Aimar (74m – Axel Witsel), Nico Gaitán, Javier Saviola e Óscar Cardozo
Trabzonspor – Tolga Zengin, Arkadiusz Głowacki, Giray Kaçar, Ondřej Čelůstka, Serkan Balcı, Adrian Mierzejewski (85m – Paweł Brożek), Didier Zokora, Burak Yılmaz, Gustavo Colman, Alanzinho (67m – Aykut Akgün) e Paulo Henrique
1-0 – Nolito – 71m
2-0 – Nico Gaitán – 88m
Cartões amarelos – Ruben Amorim (44m), Javi Garcia (56m) e Nolito (73m); Giray Kaçar (22m) e Didier Zokora (41m)
Árbitro – Stephan Studer (Suíça)
Dois golos, uma bola no poste, pelo menos uma grande penalidade a favor não assinalada pelo árbitro, são números que traduzem um ilusório domínio do Benfica, em que o resultado final – com uma tão importante como lisonjeira vitória, no que respeita à margem obtida, exponenciada pelo facto de ter mantido inviolada a sua baliza -, foi bem melhor que a exibição.
Num jogo de início de época, com os jogadores muito distantes da sua melhor forma e ainda numa fase de muito reduzido entrosamento (a dupla de centrais jogou hoje junta pela primeira vez…), a equipa benfiquista entrou em campo com boa atitude, disposta a procurar o golo que lhe proporcionasse maior tranquilidade e o reforço da confiança para abordar esta pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
E, nos primeiros 25 minutos, empurrando gradualmente a equipa turca para a sua zona defensiva, conseguiria mesmo assustar por duas vezes o guardião adversário, tendo, por outro lado, criado também um lance na grande área do Trabzonspor em que subsistem dúvidas sobre a legalidade da forma como Cardozo foi impedido de chegar à bola.
Até final da primeira parte, com a intensidade de jogo e o ritmo – nunca excessivamente elevado – a ir decaindo, não haveria novas ocasiões de perigo.
No segundo tempo, os minutos iam decorrendo placidamente, sem que o nulo parecesse poder alterar-se. Não obstante, antes de um dos novos reforços do Benfica, Nolito, ter tirado um “coelho da cartola”, inaugurando o marcador, já dentro dos derradeiros vinte minutos, o Benfica havia entretanto ameaçado já a baliza adversária com um remate ao poste. E, pouco depois do golo, haveria ainda um claro lance de mão na bola na área turca, não sancionada pelo árbitro.
Sem que o Trabzonspor tivesse criado, em todo o tempo do encontro, efectivas oportunidades de golo – com Artur a corresponder bem às escassas situações de remate à baliza, já na fase derradeira do jogo -, o Benfica viria a ter, já muito perto do final, um momento feliz, ampliando o marcador para 2-0, uma vantagem que lhe pode proporcionar uma “margem de segurança” para a deslocação à Turquia, a caminho do play-off de acesso à Liga dos Campeões.





