Posts tagged ‘Futebol’

TAÇA UEFA – 1/8 FINAL


Newcastle – AZ Alkmaar – 4-2

Macabbi Haifa – Espanyol – 0-0

Glasgow Rangers – Osasuna – 1-1

Braga – Tottenham – 2-3

Sevilla – Shakhtar Donetsk – 2-2

Lens – B. Leverkusen – 2-1

P. St.-Germain – Benfica – 2-1

Celta de Vigo – Werder Bremen – 0-1


Paris St.-GermainBenfica

Num Parques dos Príncipes colorido de vermelho, com dezenas de milhar de adeptos benfiquistas (estimam-se em mais de 20 000, num total de cerca de 37 000 espectadores), o Benfica disputou hoje a 1ª mão dos 1/8 Final com uma equipa do Paris St.-Germain, que ocupa o 18º e antepenúltimo lugar do Campeonato francês, portanto actualmente em zona de despromoção.

Privado de Katsouranis (ausente pela primeira vez nesta época, por indisposição), Fernando Santos concedeu a titularidade ao jovem João Coimbra, tendo, por outro lado, optado de início por Derlei, em detrimento de Nuno Gomes.

Entrando no jogo com boa disposição, a equipa francesa criaria a primeira ocasião de perigo aos 7 minutos, na sequência de um pontapé de canto, com alguma confusão na área benfiquista. Mas, logo no minuto seguinte, o Benfica beneficiava de uma soberana oportunidade de golo, com Derlei desmarcado na cara do guarda-redes francês, a deixar-se antecipar, no “último segundo”, por Sakho, que lhe tirou autenticamente o “pão da boca”.

…E, de imediato, na jogada subsequente, Nélson a percorrer todo o flanco direito, até à linha de fundo e a conseguir realizar (mais) um cruzamento perfeito, para a cabeça de Simão Sabrosa, que não desperdiçou, marcando o primeiro golo, colocando o Benfica em vantagem, colocando o Parque dos Príncipes “ao rubro”.

Com o jogo bastante disputado, o Benfica disporia de nova oportunidade à passagem dos 23 minutos… que não seria aproveitada.

Por volta da meia-hora, o Benfica continuava a “mandar no jogo”, trocando a bola, com a equipa francesa, passivamente, na expectativa, “a assistir”.

Até que, em mais uma contrariedade, Luisão – após um desarme em esforço sobre Rothen – ressentia-se da lesão que o tem importunado e pedia, de imediato, a substituição, entrando David Luiz. Na sequência do livre, Quim seria obrigado a uma vistosa intervenção, desviando a bola por cima da baliza… para, na sequência do canto, ter de se aplicar novamente.

Pouco depois, com David Luiz ainda a procurar integrar-se no eixo da defesa, Pauleta, num cruzamento-remate em arco (que nem David Luiz, nem o atacante parisiense conseguiram desviar), introduzia a bola na baliza de Quim, empatando o jogo.

Com uma defesa que passara a um estado periclitante, como que “tremendo” perante as ofensivas francesas, Kalou entrou na área em “slalom”, driblando 3 adversários (à espera da falta para a grande penalidade), até que se decidiu por assistir Frau; estava feito o segundo golo e concretizada a reviravolta no marcador… em 4 minutos.

O Benfica desesperava pela chegada do intervalo, com Rothen, em cima da hora, a criar novamente perigo para a baliza benfiquista.

Parecendo psicologicamente estabilizado, o Benfica entraria bastante bem na segunda parte, com duas ou três jogadas ofensivas, levando perigo à área francesa, numa delas – aos 53 minutos – com Mendy a salvar sobre a linha de golo, uma bola cabeceada por David Luiz.

Porém, a partir dos 55 minutos, o Paris St.-Germain retomaria o controlo do jogo, com Pauleta, aos 57 minutos, a tentar, num remate com efeito, em arco, trair Quim, mas a bola a sair ao lado. Para, aos 60 minutos, num rápido contra-ataque, Miccoli surgir isolado pelo lado esquerdo, rematando cruzado, com Landreau batido, mas a bola a passar a centímetros do poste! O Benfica desperdiçava uma excelente oportunidade para empatar a partida…

E, novamente, aos 64 minutos, num ressalto na sequência de um pontapé de canto, Miccoli, em excelente posição, no centro da área, enquadrado com a baliza,  a rematar de primeira… bastante por alto.

Mais uma contrariedade sucederia ao Benfica pouco depois, com a lesão de João Coimbra, a ser substituído por Beto, vendo-se obrigado a esgotar as substituições a 20 minutos do final da partida.

20 minutos que não registariam particulares eventos a assinalar, com um jogo bastante partido, com faltas sucessivas, quebrando o ritmo, sendo a equipa francesa a ter ainda, em cima dos 90 minutos, uma ocasião de perigo, com um livre frontal, a embater na barreira defensiva do Benfica.

Em conclusão, 5 minutos de “desnorte” e alguma infelicidade (desde lesões às oportunidades desperdiçadas) acabaram por resultar – num encontro em que a equipa portuguesa registou 65 % de tempo de “posse de bola”! – numa derrota perfeitamente escusada e evitável… que obriga o Benfica a vencer na 2ª mão, no Estádio da Luz, na próxima semana.

Paris St.-Germain – Landreau, Rozehnal, Mendy, Sakho, Armand (79m – Drame), Cissé, Chantôme, Rothen (61 m – Gallardo), Frau, Kalou e Pauleta (73m – Luyindula)

Benfica – Quim; Nélson, Anderson, Luisão (32m – David Luiz) e Léo; Petit, João Coimbra (71m – Beto), Karagounis, Derlei (68m – Nuno Gomes) e Simão Sabrosa; Miccoli

0-1 – Simão Sabrosa – 9m
1-1 – Pauleta – 35m
2-1 – Frau – 39m

Cartões Amarelos – Rothen (46m), Kalou (80m); Karagounis (6m), Derlei (55m)

Árbitro – Graham Poll (Inglaterra)


O Braga recebeu o Tottenham (no reeditar de uma eliminatória de há muitos anos atrás – 1984-85 -, em que a equipa minhota havia sido “cilindrada” com um resultado agregado de 0-9 – derrotas por 0-3 em Braga… 0-6 em Londres).

Neste reencontro, a equipa bracarense, parecendo surgir receosa do poderio do Tottenham, não revelou a desinibição necessária para se “soltar” no jogo, e assumir a iniciativa da partida; ao invés, concedendo essa iniciativa à equipa inglesa, caberiam aos londrinos as melhores oportunidades da primeira parte, sendo o nulo registado ao intervalo lisonjeiro para o Braga.

A equipa portuguesa, parecendo entrar melhor na segunda parte, teria, apenas aos 49 minutos, a primeira ocasião de perigo a seu favor. Mas a toada de jogo não se alteraria substancialmente, com o Tottenham a continuar a dominar… e o golo – que havia sido até então evitado – a chegar aos 57 minutos, por Robbie Keane. Estava quebrada a resistência bracarense.

Mais um quarto de hora decorrido – sem que o Braga conseguisse esboçar uma reacção – e, aos 72 minutos, com o segundo golo do Tottenham, por intermédio de Malbranque, o desfecho da eliminatória parecia já definido. No espírito dos bracarenses, não poderá ter deixado de surgir a recordação da eliminatória de 1984-85.

Até que, aos 75 minutos, na sequência de uma grande penalidade – que fez pairar algumas dúvidas – o Braga conseguia, pelo menos, um “golo de honra”, por Paulo Jorge.

E – sem que nada do que apresentara até então o fizesse esperar – aos 81 minutos, o Braga chega mesmo ao empate: Zé Carlos conseguia, num excelente desvio de cabeça, fazer o 2-2!

Mais, a partir daí, foi um Braga completamente “transfigurado” – aproveitando o facto de o Tottenham parecer “atordoado” com os dois golos inesperadamente sofridos – a procurar o golo da vitória, criando mesmo algumas ocasiões de perigo.

Já no termo do período de descontos, o Braga acabaria por sofrer a punição de um terceiro golo – novamente por Robbie Keane -, repondo a situação de vitória do Tottenham, de alguma forma traduzindo o que se passou na generalidade do encontro.

8 Março, 2007 at 11:28 pm Deixe um comentário

LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL (ACT.)

AC Milan – Celtic – 1-0 (a.p.) / 0-0 (1-0)
Arsenal – PSV – 1-1 / 0-1 (1-2)
Manchester United – Lille – 1-0 / 1-0 (2-0)
Bayern
 – Real Madrid – 2-1 / 2-3 (4-4)
Lyon – Roma – 0-2 / 0-0 (0-2)
Liverpool – Barcelona – 0-1 / 2-1 (2-2)
Chelsea – FC Porto – 2-1 / 1-1 (3-2)
Valencia – Internazionale – 0-0 / 2-2 (2-2)


Nos jogos de hoje, mais 4 clubes apurados / mais 4 clubes eliminados; a competição “afunila” a caminho da final de Atenas.

E se, ontem, haviam já ficado pelo caminho três das equipas teoricamente favoritas nesta eliminatória (Barcelona, Inter e Lyon), hoje foi a vez de Real Madrid e Arsenal (impossibilitando o “pleno” das equipas inglesas), com o AC Milan a ser obrigado a um prolongamento frente ao Celtic. Para já – tal como ontem o Chelsea -, apenas o Manchester United confirmou o favoritismo… a que se juntaria mais tarde o Milan.

Manchester United, Liverpool e Chelsea (um fortíssimo contingente inglês), AC Milan e Roma (dois representantes italianos), PSV, Bayern e Valencia são agora os candidatos à conquista do ceptro máximo do futebol europeu.


Reeditando um antigo duelo entre José Mourinho e Jesualdo Ferreira, o Chelsea recebeu hoje em Londres o FC Porto, numa partida decisiva para definir o apuramento para os 1/4 Final da Liga dos Campeões.

Entrando em vantagem (a que resultava do empate a um no Estádio do Dragão), a equipa inglesa pareceu começar o jogo – de forma pragmática – tacticamente na expectativa, concedendo espaços ao FC Porto… que aproveitou: logo aos 14 minutos, Lucho Gonzalez desmarcou Quaresma, que se isolou, não dando hipóteses ao guarda-redes Petr Cech. 

O FC Porto passava (novamente) para a frente da eliminatória e colocava o Chelsea sob pressão.

Até à meia-hora de jogo, o FC Porto, personalizado, continuou a ser atrevido, a jogar o “jogo pelo jogo”. No quarto de hora final da primeira parte, a equipa portuguesa começou a ter mais cautelas e, em contrapartida, o Chelsea tornou-se mais ofensivo.

Ainda assim – com o FC Porto a conseguir segurar a vantagem até final do primeiro tempo – ao intervalo, notavam-se sinais de apreensão nos rostos dos responsáveis do Chelsea, com os adeptos também notoriamente insatisfeitos… até por que, um eventual segundo golo do FC Porto, obrigaria o Chelsea a ter de marcar 3!

Mas, as coisas rapidamente tomariam um rumo diferente; logo no segundo minuto da etapa complementar da partida, num remate forte de Robben, Helton – algo desatento – deixando a bola bater no terreno à sua frente, seria traído, sendo mal batido. Estava reposta a igualdade no jogo… e na eliminatória.

A partir daí o Chelsea exerceu mais pressão, com maior intensidade física, com um futebol “directo”, colocando – nos minutos imediatos – o FC Porto em apuros. Parecia estar eminente – no decorrer do primeiro quarto de hora – novo golo da equipa inglesa.

Gradualmente, o FC Porto foi-se reposicionando, procurando reequilibrar a tendência do jogo.

Já com 73 minutos, o FC Porto passaria por novo sobressalto, com Helton a defender mal, a bola a ressaltar e Drogba a rematar contra o corpo de um jogador portista, a evitar o golo.

…Era o aviso do que aconteceria 5 minutos depois: numa triangulação perfeita, de cabeça, entre Drogba e Shevchenko, a bola chegaria a Ballack (com todos estes jogadores do Chelsea sem a marcação adequada) que, em pleno centro da área, não teve dificuldade em bater Helton, concretizando a “reviravolta” no marcador e colocando o Chelsea – agora, de modo efectivo – novamente em vantagem na eliminatória.

Que se viria a revelar definitiva, dado que o FC Porto não conseguiria criar oportunidades de perigo para marcar novo golo, que lhe conferiria o apuramento.

O Chelsea (e José Mourinho) seguem em frente, para os 1/4 Final, juntamente com o Liverpool, a Roma e o Valencia. 

O FC Porto fica pelo caminho, ao mesmo tempo que o Barcelona (o Campeão Europeu em título foi ganhar a Liverpool – Campeão de há 2 anos -, mas os ingleses vencem a eliminatória, graças ao triunfo em Camp Nou); e também, outros dois grandes da Europa, o Inter de Milan e o Lyon (uma vez mais a não conseguir demonstrar o seu efectivo poderio).

7 Março, 2007 at 9:43 pm Deixe um comentário

LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL – CHELSEA – FC PORTO

AC Milan – Celtic – 7/3 / 0-0 (0-0)
Arsenal – PSV – 7/3 / 0-1 (0-1)
Manchester United – Lille – 7/3 / 1-0 (1-0)
Bayern – Real Madrid – 7/3 / 2-3 (2-3)
Lyon – Roma – 0-2 / 0-0 (0-2)
Liverpool – Barcelona – 0-1 / 2-1 (2-2)
Chelsea – FC Porto – 2-1 / 1-1 (3-2)
Valencia – Internazionale – 0-0 / 2-2 (2-2)

Reeditando um antigo duelo entre José Mourinho e Jesualdo Ferreira, o Chelsea recebeu hoje em Londres o FC Porto, numa partida decisiva para definir o apuramento para os 1/4 Final da Liga dos Campeões.

Entrando em vantagem (a que resultava do empate a um no Estádio do Dragão), a equipa inglesa pareceu começar o jogo – de forma pragmática – tacticamente na expectativa, concedendo espaços ao FC Porto… que aproveitou: logo aos 14 minutos, Lucho Gonzalez desmarcou Quaresma, que se isolou, não dando hipóteses ao guarda-redes Petr Cech. 

O FC Porto passava (novamente) para a frente da eliminatória e colocava o Chelsea sob pressão.

Até à meia-hora de jogo, o FC Porto, personalizado, continuou a ser atrevido, a jogar o “jogo pelo jogo”. No quarto de hora final da primeira parte, a equipa portuguesa começou a ter mais cautelas e, em contrapartida, o Chelsea tornou-se mais ofensivo.

Ainda assim – com o FC Porto a conseguir segurar a vantagem até final do primeiro tempo – ao intervalo, notavam-se sinais de apreensão nos rostos dos responsáveis do Chelsea, com os adeptos também notoriamente insatisfeitos… até por que, um eventual segundo golo do FC Porto, obrigaria o Chelsea a ter de marcar 3!

Mas, as coisas rapidamente tomariam um rumo diferente; logo no segundo minuto da etapa complementar da partida, num remate forte de Robben, Helton – algo desatento – deixando a bola bater no terreno à sua frente, seria traído, sendo mal batido. Estava reposta a igualdade no jogo… e na eliminatória.

A partir daí o Chelsea exerceu mais pressão, com maior intensidade física, com um futebol “directo”, colocando – nos minutos imediatos – o FC Porto em apuros. Parecia estar eminente – no decorrer do primeiro quarto de hora – novo golo da equipa inglesa.

Gradualmente, o FC Porto foi-se reposicionando, procurando reequilibrar a tendência do jogo.

Já com 73 minutos, o FC Porto passaria por novo sobressalto, com Helton a defender mal, a bola a ressaltar e Drogba a rematar contra o corpo de um jogador portista, a evitar o golo.

…Era o aviso do que aconteceria 5 minutos depois: numa triangulação perfeita, de cabeça, entre Drogba e Shevchenko, a bola chegaria a Ballack (com todos estes jogadores do Chelsea sem a marcação adequada) que, em pleno centro da área, não teve dificuldade em bater Helton, concretizando a “reviravolta” no marcador e colocando o Chelsea – agora, de modo efectivo – novamente em vantagem na eliminatória.

Que se viria a revelar definitiva, dado que o FC Porto não conseguiria criar oportunidades de perigo para marcar novo golo, que lhe conferiria o apuramento.

O Chelsea (e José Mourinho) seguem em frente, para os 1/4 Final, juntamente com o Liverpool, a Roma e o Valencia. 

O FC Porto fica pelo caminho, ao mesmo tempo que o Barcelona (o Campeão Europeu em título foi ganhar a Liverpool – Campeão de há 2 anos -, mas os ingleses vencem a eliminatória, graças ao triunfo em Camp Nou); e também, outros dois grandes da Europa, o Inter de Milan e o Lyon (uma vez mais a não conseguir demonstrar o seu efectivo poderio).

6 Março, 2007 at 9:32 pm 2 comentários

MANUEL GALRINHO BENTO

bento.jpgPartiu hoje, aos 58 anos, o que considero ter sido o melhor guarda-redes português de sempre (de alguma forma, na linha de um Sepp Maier, para mim, o melhor do mundo)…

Ainda ontem à noite marcara presença nas comemorações do 103º aniversário do Benfica; esta manhã, traído por problemas cardíacos, foi transportado para o Hospital do Barreiro, onde terá chegado já sem vida.

Recordo em particular quatro momentos: um famoso jogo pela selecção nacional, na Escócia, em que realizou talvez uma das suas melhores exibições, assegurando o nulo no marcador; um jogo da Taça dos Campeões Europeus, em Moscovo, entre o Torpedo e o Benfica, com o desempate na marcação de pontapés de grande penalidade, defendendo e marcando o golo da vitória; uma partida em Famalicão, em que, lesionado na cabeça, na sequência de um contacto com os pés de um oponente, teve de levar mais de 20 pontos; finalmente, talvez o seu maior momento de glória – a par do 3º lugar no “EURO 1984” -, no Neckarstadion em Estugarda, no célebre Alemanha-Portugal, que nos conferiu o apuramento para o Campeonato do Mundo de 1986.

Envergou por 63 vezes a camisola da selecção de Portugal; representou o Benfica durante cerca de 20 anos (de 1972 a 1990); foi Campeão nacional por 8 vezes, tendo conquistado 6 Taças de Portugal e sido finalista da Taça UEFA.

Até sempre, Bento!

1 Março, 2007 at 4:20 pm Deixe um comentário

TAÇA UEFA – 1/16 FINAL (ACT.)

Newcastle – Zulte Waregem – 1-0 / 3-1 (4-1)
Parma – Braga – 0-1 / 0-1 (0-2)
Panathinaikos – Lens – 0-0 / 1-3 (1-3)
Blackburn – B. Leverkusen – 0-0 / 2-3 (2-3)
Glasgow Rangers – Hapoel Tel-Aviv – 4-0 / 1-2 (5-2)
Espanyol – Livorno – 2-0 / 2-1 (4-1)
AZ Alkmaar – Fenerbahçe – 2-2 / 3-3 (5-5)
Ajax – Werder Bremen – 3-1 / 0-3 (3-4)
Celta de Vigo – Spartak Moscovo – 2-1 / 1-1 (3-2)
Macabbi Haifa – CSKA Moscovo – 1-0 / 0-0 (1-0)
P. St.-Germain – AEK Atenas – 2-0 / 2-0 (4-0)
D. Bucuresti – Benfica – 1-2 / 0-1 (1-3)
Sevilla – Steaua – 1-0 / 2-0 (3-0)
Nancy – Shakhtar Donetsk – 0-1 / 1-1 (1-2)
Osasuna – Bordeaux – 1-0 (a.p.) / 0-0 (1-0) 

Tottenham – Feyenoord – Jogo cancelado, devido à exclusão do Feyenoord, por comportamento incorrecto dos seus adeptos na fase anterior da prova

Contrariamente ao que se receava, o D. Bucuresti não teve uma entrada impetuosa no jogo, parecendo ficar, pacientemente, na expectativa do erro adversário, concedendo mesmo alguma iniciativa ao Benfica que, ainda antes dos 10 minutos, beneficiou de uma ocasião de perigo, que não conseguiu concretizar.

Passados os temidos 20 minutos iniciais, seria então que o Dínamo se “soltaria” e, aos 23 minutos (na sua primeira oportunidade…), numa diagonal a “rasgar” o centro da defesa do Benfica – que ficou paralisada, reclamando um (aparentemente inexistente) fora-de-jogo -, com Munteanu, oportuníssimo na desmarcação, a desviar a bola do alcance de Quim, empatando a eliminatória.

No período imediato, o Benfica pareceu acusar o golo, até que, por volta da meia-hora de jogo, Luisão teria uma oportunidade; todavia, falharia o alvo.

Aos 36 minutos, Simão Sabrosa, na conversão de um livre obrigaria Lobont a intervenção meritória. E, aos 42 minutos, Miccoli a desmarcar-se, mas a chegar atrasado, deixando o guarda-redes adversário anular o perigo.

Para, no minuto seguinte, Lobont ser chamado a mais duas intervenções (a primeira delas, de elevado grau de dificuldade, a estirar-se, “em voo”, para, logo de seguida, ter de “mergulhar” junto ao solo)… e, na sequência (3 oportunidades num minuto!), Anderson – já em plena pequena área, com a baliza à mercê -, a ficar a centímetros da bola e do golo!

Depois da infelicidade a encerrar o primeiro tempo, a felicidade a abrir a segunda parte: o Benfica reentrava com boa atitude, mantendo a pressão que exercera nos últimos minutos antes do intervalo; aos 5 minutos, na sequência de um canto apontado por Simão Sabrosa, Anderson surgiu de rompante, antecipando-se à defesa romena, desviando de cabeça para o golo do empate, parecendo assegurar então uma vantagem decisiva na eliminatória.

Mais confiante e tranquilo, cinco minutos decorridos, o Benfica poderia ter sentenciado o confronto, com Miccoli a rematar forte, ligeiramente ao lado da baliza.

Aos 57 minutos, o Dínamo mostrava estar ainda “vivo”, com Pulhac a imitar Miccoli, desperdiçando ocasião soberana para marcar o segundo golo.

Mais cinco minutos, e o Benfica a não conseguir concretizar nova oportunidade, com Lobont a não se deixar enganar por Simão Sabrosa, que – isolado, “na cara” do guarda-redes – procurava colocar-lhe a bola pelo meio das pernas… Para, no minuto seguinte, novamente com origem de um canto apontado por Simão Sabrosa, à imagem do primeiro golo, Katsouranis a decidir a eliminatória, colocando o Benfica em vantagem também nesta partida.

Daí até final o Benfica manteve o controlo do jogo, com a equipa romena a não demonstrar capacidade para inverter a situação.

Mais uma importante vitória de uma equipa portuguesa, frente a uma equipa da Roménia, nosso adversário directo no ranking da UEFA.

D. Bucuresti – Lobont, Blay, Pulhac, Moti, Radu, Serban (45m – Balace), Margaritescu, Munteanu (58m – Mendy), Cristea (77m – Zé Kalanga), Niculescu e Danciulescu 

Benfica – Quim; Nélson, Anderson, Luisão e Léo; Petit, Katsouranis (89m – Beto), Karagounis e Simão Sabrosa; Derlei (86m – Paulo Jorge) e Miccoli (75m – Nuno Gomes)

1-0 – Munteanu – 23m
1-1 – Anderson – 50m
1-2 – Katsouranis – 64m

Cartões amarelos – Moti (22m), Danciulescu (34m)

Árbitro – Nicolai Vollquartz (Dinamarca)


No outro jogo desta eliminatória envolvendo equipas portuguesas, o Braga conseguiu também uma excelente vitória em Parma, repetindo o resultado da 1ª mão, numa óptima estreia de Jorge Costa como treinador principal.

Mantendo a vantagem na eliminatória até ao último minuto (com o nulo a subsistir no marcador) – apesar de jogar em inferioridade numérica no derradeiro quarto de hora da partida, por expulsão de Frechaut, e sujeito a intensa pressão adversária -, seria nesse momento que a equipa bracarense deferiria o golpe final, com um golo de Diego.

Um magnífico resultado de conjunto para Portugal (fazendo o “pleno”, com 4 vitórias em 4 jogos!), a manter em prova dois representantes na próxima eliminatória.


Jogos dos 1/8 Final (a disputar a 8 e a 14/15 de Março)

Newcastle – AZ Alkmaar
Macabbi Haifa – Espanyol
Glasgow Rangers – Osasuna
Braga – Tottenham
Sevilla – Shakhtar Donetsk
Lens – B. Leverkusen
P. St.-Germain – Benfica
Celta de Vigo – Werder Bremen

22 Fevereiro, 2007 at 8:40 pm 1 comentário

LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL – FC PORTO – CHELSEA

Celtic – AC Milan – 0-0
PSV – Arsenal – 1-0
Lille – Manchester United – 0-1
Real Madrid – Bayern – 3-2
Roma – Lyon – 0-0
Barcelona – Liverpool – 1-2
FC Porto – Chelsea – 1-1
Internazionale – Valencia – 2-2

No regresso de José Mourinho (com o Chelsea) ao Estádio do Dragão (onde fora derrotado, a 07.12.2004, por 2-1), o FC Porto começou bem a partida, assumindo a iniciativa.

E, logo aos 11 minutos, na primeira oportunidade do jogo, aproveitando uma fase de algum desnorte do Chelsea – momentaneamente privado de um homem no eixo da defesa (por lesão de John Terry, numa altura em que se preparava a sua substituição) -, Raúl Meireles, numa excelente recarga a um deficiente alívio de Makelele (para a zona central da área), inaugurava o marcador.

Mas duraria pouco a alegria portista; menos de cinco minutos depois, na sequência de um lançamento longo, que Bosingwa aliviou de forma similar ao que Makelele fizera, surgiu o recém-entrado Robben a assistir, com uma rápida tabela, o ucraniano Shevchenko para o golo do empate.

Reagindo bem, o FC Porto rapidamente voltaria a criar perigo (19m), com Lisandro López a surgir na cara do guarda-redes Petr Cech, perfeito a fazer a mancha, evitando o golo da equipa portuguesa.

Mais cinco minutos decorridos, Quaresma teria um momento de fantasia, com um cruzamento de “trivela”, a solicitar a entrada de Lizandro, que não conseguiria contudo antecipar-se a Cech.

Numa animada primeira parte, repleta de cambiantes, no minuto seguinte, também o Chelsea voltaria a criar perigo, com Drogba a cabecear, falhando por pouco o alvo.

Quaresma mostrar-se-ia novamente, por duas vezes, num espaço de cinco minutos (aos 33 e 38 minutos), primeiro com um livre bem detido por Cech, depois com um potente remate embatendo na trave.

Depois de um primeiro tempo de grande intensidade, a segunda parte manteve-se a um ritmo elevado, disputada sob uma chuva inclemente, numa toada de parada e resposta.

Mourinho reequilibraria o meio-campo defensivo, com a saída de Robben e a entrada de um defesa (Obi Mikel – que “aquecia” para substituir Terry, aquando do golo do FC Porto), o que originou um domínio repartido, com Helton – fechando o ângulo da baliza, “obrigando” Drogba a rematar ao poste – a negar a mais soberana oportunidade de golo, iam decorridos 77 minutos.

Um resultado que, deixando em aberto a decisão da eliminatória, implica uma árdua tarefa do FC Porto, obrigado a marcar em Londres.

21 Fevereiro, 2007 at 9:37 pm Deixe um comentário

TAÇA UEFA – 1/16 FINAL – BRAGA – PARMA

Jogos disputados hoje, a contar para os 1/16 Final da Taça UEFA:

Zulte Waregem – Newcastle – 1-3
Braga – Parma – 1-0
Lens – Panathinaikos – 3-1
Spartak Moscovo – Celta de Vigo – 1-1
Steaua -Sevilla – 0-2

Frente a uma atípica equipa do Parma (19º e penúltimo classificado do campeonato italiano, com o segundo pior ataque e a pior defesa da prova), orientada pelo recém-chegado Claudio Ranieiri (que “revolucionou” por completo a equipa, apenas mantendo 3 dos 11 jogadores que tinham iniciado o último jogo do “Calcio”, frente à Roma – o guarda-redes e os dois centrais), o Braga pareceu entrar receoso, adoptando uma estratégia de risco mínimo, dando algum espaço à equipa adversária, que, logo nos primeiros 10 minutos, criaria perigo.

Na segunda parte, o Braga surgiu mais afoito; com o decorrer do tempo de jogo, o Parma começou a apostar na manutenção do empate.

E, tal como sucedera ontem com o Benfica, quando se pensava já que o nulo não seria desfeito, aos 80 minutos, Zé Carlos, numa excelente execução técnica, desviando os adversários do caminho, rematou colocado, sem hipótese de defesa para o guarda-redes da equipa italiana.

Braga (cujo próximo adversário, em caso de garantir o apuramento, será o Tottenham) e Benfica partem para a segunda mão, a disputar na próxima semana, com a vantagem mínima, mas com o factor que poderá vir a revelar-se decisivo, de não terem sofrido golos em casa. Para já, para as contas europeias, duas importantes vitórias para Portugal.

15 Fevereiro, 2007 at 10:03 pm Deixe um comentário

TAÇA UEFA – 1/16 FINAL – BENFICA – D. BUCURESTI

Zulte Waregem – Newcastle – 15/2
Braga – Parma – 15/2
Lens – Panathinaikos – 15/2
B. Leverkusen – Blackburn – 3-2
Hapoel Tel-Aviv – Glasgow Rangers – 2-1
Livorno – Espanyol – 1-2
Fenerbahçe – AZ Alkmaar – 3-3
Werder Bremen – Ajax – 3-0
Spartak Moscovo – Celta de Vigo – 15/2
CSKA Moscovo – Macabbi Haifa – 0-0
AEK Atenas – P. St.-Germain – 0-2
Benfica – D. Bucuresti – 1-0
Steaua -Sevilla – 15/2
Shakhtar Donetsk – Nancy – 1-1
Bordeaux – Osasuna – 0-0 

Feyenoord – Tottenham – Jogo cancelado, devido à exclusão do Feyenoord, por comportamento incorrecto dos seus adeptos na fase anterior da prova

No regresso da Taça UEFA às “Quartas-feiras europeias”, o Benfica – transitando da Liga dos Campeões para a segunda prova da UEFA – recebeu, na 1ª mão dos 1/16 Final, a equipa romena do D. Bucuresti.

Com uma toada de jogo lento durante toda a primeira parte, apenas por uma vez – aos 16 minutos, numa boa assistência de Rui Costa para Nuno Gomes, que viu o guarda-redes adversário, com uma excelente intervenção, negar-lhe o golo, desviando a bola para o poste – o Benfica criou efectivo perigo.

Na segunda parte, a equipa portuguesa parecia entrar mais determinada, mas, com o decorrer do tempo de jogo, aparentava ir perdendo confiança, na medida inversa em que os romenos procuravam começar a “subir no terreno”.

Até que, aos 69 minutos – numa fase em que a ansiedade ia aumentando -, o Benfica teve um momento de extrema infelicidade, na transformação de um livre, com Simão Sabrosa a rematar com estrondo à barra e, na sequência, a bola a ressaltar num adversário, sem, caprichosamente, entrar na baliza.

Aos 75 minutos, Niculescu colocaria – pela única vez na partida – o guarda-redes benfiquista à prova.

Quando parecia que o nulo no marcador já não se alteraria, aos 89 minutos, mais uma vez numa excelente assistência de Rui Costa, Simão Sabrosa, já à entrada da pequena área, rematou forte para mais uma defesa apertada de Lobont, surgindo Miccoli, com uma fulgurante recarga – num remate de “raiva” -, desta vez sem hipóteses para o guarda-redes.

Um golo que conferiu ao Benfica uma sofrida vitória, a par de uma preciosa vantagem na eliminatória, que se espera seja suficiente para garantir – na próxima semana, na Roménia – o apuramento para os 1/8 Final da prova, fase em que defrontaria provavelmente o Paris St.-Germain, hoje vitorioso em Atenas por 2-0, frente ao AEK.

Benfica – Quim; Nélson, Anderson, Luisão e Léo; Petit (45m – Miccoli), Katsouranis, Rui Costa (90m – João Coimbra) e Karagounis; Simão Sabrosa e Nuno Gomes (74m – Derlei)

D. Bucuresti – Lobont, Radu, Balace, Moti, Blay, Pulhac (65m – Zé Kalanga) (82m – Serban), Cristea, Margaristescu, Munteanu (79m – Ropotan), Niculescu e Danciulescu

1-0 – Miccoli – 89m

Cartões Amarelos – Petit (33m), Léo (77m); Pulhac (25m), Moti (68m)

Árbitro – Ivan Bebek – Croácia

14 Fevereiro, 2007 at 9:51 pm Deixe um comentário

BRASIL – PORTUGAL

BrasilPortugal0-2

Brasil Helton, Maicon (62m – Tinga), Lúcio, Juan (45m – Luisão), Gilberto, Elano, Edmilson (62m – Daniel Alves), Gilberto Silva, Kaká, Rafael Sóbis (45m – Adriano) e Fred (67m – Diego)

Portugal Ricardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade e Marco Caneira (45m – Paulo Ferreira); Petit, Deco (60m – Hugo Viana) e Tiago (67m – João Moutinho); Cristiano Ronaldo (63m – Simão Sabrosa), Quaresma e Hélder Postiga (73m – Nuno Gomes)

Num animado jogo (particular) disputado esta noite em Londres, Portugal, dando sempre boa réplica à selecção brasileira (líder do ranking mundial e até hoje imbatível no “consulado” de Dunga), conseguiria mesmo chegar – com justiça – à vitória (a segunda consecutiva, num total de 5 vitórias, em 17 jogos disputados – face a 10 triunfos do Brasil), materializada primeiro com um excelente golo de Simão Sabrosa, num remate colocado, a cerca de 10 minutos do termo da partida; e, já no último minuto, com um não menos soberbo golo de Ricardo Carvalho, antecipando-se à defesa brasileira.

0-1 – Simão Sabrosa – 81m
0-2 – Ricardo Carvalho – 89m

Cartões Amarelos – Edmilson (32m); Tiago (35m)

Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)

Emirates Stadium (Arsenal) – Londres

6 Fevereiro, 2007 at 10:00 pm Deixe um comentário

MICHEL PLATINI PRESIDENTE DA UEFA

O antigo futebolista e seleccionador francês Michel Platini (também um dos responsáveis pela organização do Campeonato do Mundo de Futebol em 1998), de 51 anos, foi hoje eleito Presidente da UEFA (União das Associações Europeias de Futebol), apoiado pelas federações de 27 países, contra os 23 que votaram no anterior Presidente, o sueco Lennart Johansson.

Na sequência da eleição, Platini começou por propôr que o sueco fosse designado como Presidente honorário, pelo trabalho desenvolvido no cargo ao longo dos últimos 17 anos (sendo nomeadamente considerado um dos mentores da “Liga dos Campeões”).

Gilberto Madaíl, Presidente da Federação Portuguesa de Futebol foi também eleito para o Comité Executivo da UEFA, organismo máximo desta entidade.

26 Janeiro, 2007 at 2:33 pm 1 comentário

Older Posts Newer Posts


Autor – Contacto

Destaques


Literatura de Viagens e os Descobrimentos Tomar - História e Actualidade
União de Tomar - Recolha de dados históricosSporting de Tomar - Recolha de dados históricos

Calendário

Setembro 2026
S T Q Q S S D
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
282930  

Arquivos

Pulsar dos Diários Virtuais

O Pulsar dos Diários Virtuais em Portugal

O que é a memória?

Memória - TagCloud

Jogos Olímpicos

Categorias

Notas importantes

1. Este “blogue" tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular páginas na Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de comunicação social, que nem sempre será viável citar ou referenciar.

Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

2. Os comentários expressos neste "blogue" vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste "blogue", pelo que publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo.

Reservo-me também o direito de eliminar comentários que possa considerar difamatórios, ofensivos, caluniosos ou prejudiciais a terceiros; textos de carácter promocional poderão ser também excluídos.