Archive for Agosto, 2026
Liga Europa – 3ª Pré-Eliminatória – Heart of Midlothian – Benfica
Heart of Midlothian – Beau Reus, Jordi Altena, Jamie McCart, Oisin McEntee (84m – Michael-John “MJ” Kamson-Kamara), Stuart Findlay, Tom Renaud (64m – Tómas Bent Magnússon), Sabri Guendouz (75m – Sabah Kerjota), Calvin Miller (75m – James Wilson), Blair Spittal, Joshua “Josh” McPake e Cláudio Braga (75m – Pierre Landry Kaboré)
Benfica – Samuel Soares, Amar Dedić, Manuel “Manu” Silva, Clément Lenglet (45m – Tomás Araújo), José Neto, Richard Ríos, Enzo Barrenechea (64m – Leandro Barreiro), Dodi Lukébakio (79m – Jakub Kamiński), Heorhiy Sudakov (64m – Gianluca Prestianni), Andreas Schjelderup (79m – Rafael “Rafa” Silva) e Jhon Durán
1-0 – Tómas Bent Magnússon – 77m
1-1 – Dodi Lukébakio – 79m
Cartão amarelo – Cláudio Braga (34m)
Árbitro – Sander van der Eijk (Países Baixos)
O Benfica voltou a não ser bem sucedido em jogos fora de casa nestas pré-eliminatórias, não indo além do empate em Edimburgo.
Tendo prescindido de Bah, Dahl e Pavlídis (não utilizados neste jogo), e poupado também Tomás Araújo e Clément Lenglet (actuando uma parte, cada um), assim como Leandro Barreiro, Prestianni e Rafa, a equipa portuguesa assumiu, ainda assim, o controlo, tendo exercido forte domínio numa primeira metade praticamente de sentido único, mas sem eficácia.
Foram, pelo menos, quatro as ocasiões flagrantes para marcar: Sudakov, a meio da etapa inicial, a ficar a centímetros de chegar à bola, para fazer o desvio, já na pequena área; Dedić com um cabeceamento a acertar na trave; e, por duas vezes, Schjelderup, primeiro a forçar o guarda-redes do Heart a defesa apertada, de recurso, e, depois, partindo do flanco esquerdo e internando-se no terreno, com um remate cruzado, a sair ao lado da baliza.
No segundo tempo, a formação benfiquista deixou adormecer o jogo, o que proporcionou ao adversário ir adquirindo confiança para se abalançar a acções atacantes, deixando nada menos de três sérias ameaças, quase sucessivas, ainda antes de completados dez minutos: primeiro, um remate de Guendouz a rasar o poste, sem hipótese para Samuel Soares; outra vez por intermédio de Guendouz, frente-a-frente com o guardião, tendo este conseguido fazer a “mancha”; para além de um golo não validado, por fora-de-jogo.
Passado este período de desacerto defensivo, a turma portuguesa operou os necessários ajustes, e o jogo ia decorrendo em toada morna, até que – numa fase em que não o justificaria tanto, e já depois de um defesa local ter também interceptado, in extremis, uma bola que se dirigia para a sua baliza – o conjunto escocês conseguiu mesmo chegar ao golo, com um tiro do islandês Magnússon, após lance bem gizado.
O Benfica demoraria menos de minuto e meio a ripostar, igualando o marcador, com Schjelderup a trabalhar bem a bola, do lado esquerdo, numa boa combinação com José Neto, com este a atrasar para a zona da meia-lua, onde surgiu Lukébakio a rematar na passada, com excelente colocação, tendo a bola entrado junto ao poste.
Até final, ainda mais uma investida da equipa benfiquista, neutralizada com um desarme perfeito (sem falta) a Dedić, mesmo no limite de um eventual “penalty”; e, a fechar, uma atenta intervenção de Beau Reus, a opor-se a forte remate de Leandro Barreiro.
A falta de consistência exibicional na globalidade dos noventa minutos – a par de se ter revelado muito perdulário – resultou em forte penalização no desfecho averbado pelo Benfica, que fica a dever a si próprio a vitória, perante a fragilidade do oponente (mesmo que o conjunto escocês tenha estabilizado a sua organização dentro de campo, face ao desnorte evidenciado no Estádio da Luz).
Liga Europa – 3ª Pré-Eliminatória – Benfica – Heart of Midlothian
Benfica – Samuel Soares, Alexander Bah, Tomás Araújo, Clément Lenglet (73m – Manuel “Manu” Silva), Samuel Dahl, Leandro Barreiro, Enzo Barrenechea (64m – Richard Ríos), Rafael “Rafa” Silva, Heorhiy Sudakov (64m – Andreas Schjelderup), Gianluca Prestianni (85m – Jakub Kamiński) e Evangelos “Vangelis” Pavlídis (64m – Jhon Durán)
Heart of Midlothian – Beau Reus, Jordi Altena, Oisin McEntee, Stuart Findlay, Harry Milne (45m – Jamie McCart), Calvin Miller (73m – Joshua “Josh” McPake), Laurent Mendy (45m – Tom Renaud), Blair Spittal, Alexandros Kyziridis (86m – Sabah Kerjota), Pierre Landry Kaboré (64m – Sabri Guendouz) e Cláudio Braga
1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 3m
2-0 – Tomás Araújo – 23m
3-0 – Evangelos “Vangelis” Pavlídis (pen.) – 42m
4-0 – Gianluca Prestianni – 59m
4-1 – Tom Renaud – 72m
5-1 – Jhon Durán – 87m
6-1 – Andreas Schjelderup (pen.) – 90m
Cartões amarelos – Gianluca Prestianni (33m) e Alexander Bah (79m); Mendy (41m), Blair Spittal (70m), Oisin McEntee (84m) e Cláudio Braga (89m)
Árbitro – Marian Barbu (Roménia)
Foi um bom jogo, com (vários) bons momentos. O Benfica foi competente, e, sobretudo, não se “acomodou”.
Isto dito, bem cedo ficou patente que esta equipa do Heart é ainda mais “fraquinha” que o St. Gallen, transmitindo a percepção de que, perante adversários deste nível, o Benfica está claramente “a mais” nestas pré-eliminatórias, dado que se trata de patamares bem distintos, a todos os níveis.
Marco Silva fez alinhar um “onze” com algumas alterações, uma delas algo imprevista, atribuindo a titularidade na baliza a Samuel Soares, sendo que Tomás Araújo e Pestianni se estrearam, após o regresso do Mundial.
Quando inaugurou o marcador, logo ao terceiro minuto – num lance em que Rafa apareceu liberto de oposição, à entrada da pequena área, a desviar para o fundo da baliza, dando sequência a um cruzamento atrasado de Leandro Barreiro –, já antes a turma benfiquista tinha criado uma outra eminente oportunidade de golo, por Prestianni.
Com uma entrada dominadora em campo, eram tais as facilidades, que se afigurava importante não perder o foco. Mas, após um ligeiro abaixamento de intensidade, entre os dez minutos e o quarto de hora, logo o Benfica voltou a ser como que um “rolo compressor”.
O 2-0 chegou, com naturalidade, a meio da primeira parte, com Tomás Araújo a saltar mais alto que todos os adversários, após cobrança de um pontapé de canto por Sudakov, a cabecear sem hipótese de defesa.
A contagem seria ampliada já próximo do intervalo, na conversão de uma grande penalidade. E o “placard” só não era mais expressivo devido a boas intervenções do guardião.
Ainda antes de completada a hora de jogo, o Benfica chegava ao quarto de golo, num remate de bela execução de Prestianni, a desviar a bola do alcance do guarda-redes, depois de ter começado por fazer uma boa recuperação de bola, quando o Hearts tentava sair do seu reduto defensivo.
O ritmo afrouxou um pouco, o que possibilitaria à formação escocesa apontar o seu “ponto de honra”, para além de uma ou outra ameaça.
O desfecho seria fixado com mais dois tentos para o Benfica, nos minutos finais, a resolver definitivamente a eliminatória.
Primeiro, Schjelderup, sobre o flanco esquerdo, a assistir Durán, também solto à entrada da área, que se estreou a marcar pelo Benfica; para, já em período de compensação – e depois de Rafa ter rematado ao poste –, ser o norueguês a converter a segunda grande penalidade do encontro, após contacto do defesa com o braço, a travar um remate do próprio Schjelderup.
Voltando ao início: o resultado não deixa qualquer margem para dúvidas sobre o esmagador domínio da equipa portuguesa, que joga muitas rotações acima do Heart, mesmo que não deva ser de molde a iludir sobre as melhorias de que o Benfica necessita ainda para equilibrar o seu jogo e aumentar a competitividade.
O agregado de 11-1, em dois desafios das competições europeias, no intervalo de apenas uma semana, é bem elucidativo das facilidades encontradas…



