Liga Europa – 3ª Pré-Eliminatória – Heart of Midlothian – Benfica
13 Agosto, 2026 at 11:46 pm Deixe um comentário
Heart of Midlothian – Beau Reus, Jordi Altena, Jamie McCart, Oisin McEntee (84m – Michael-John “MJ” Kamson-Kamara), Stuart Findlay, Tom Renaud (64m – Tómas Bent Magnússon), Sabri Guendouz (75m – Sabah Kerjota), Calvin Miller (75m – James Wilson), Blair Spittal, Joshua “Josh” McPake e Cláudio Braga (75m – Pierre Landry Kaboré)
Benfica – Samuel Soares, Amar Dedić, Manuel “Manu” Silva, Clément Lenglet (45m – Tomás Araújo), José Neto, Richard Ríos, Enzo Barrenechea (64m – Leandro Barreiro), Dodi Lukébakio (79m – Jakub Kamiński), Heorhiy Sudakov (64m – Gianluca Prestianni), Andreas Schjelderup (79m – Rafael “Rafa” Silva) e Jhon Durán
1-0 – Tómas Bent Magnússon – 77m
1-1 – Dodi Lukébakio – 79m
Cartão amarelo – Cláudio Braga (34m)
Árbitro – Sander van der Eijk (Países Baixos)
O Benfica voltou a não ser bem sucedido em jogos fora de casa nestas pré-eliminatórias, não indo além do empate em Edimburgo.
Tendo prescindido de Bah, Dahl e Pavlídis (não utilizados neste jogo), e poupado também Tomás Araújo e Clément Lenglet (actuando uma parte, cada um), assim como Leandro Barreiro, Prestianni e Rafa, a equipa portuguesa assumiu, ainda assim, o controlo, tendo exercido forte domínio numa primeira metade praticamente de sentido único, mas sem eficácia.
Foram, pelo menos, quatro as ocasiões flagrantes para marcar: Sudakov, a meio da etapa inicial, a ficar a centímetros de chegar à bola, para fazer o desvio, já na pequena área; Dedić com um cabeceamento a acertar na trave; e, por duas vezes, Schjelderup, primeiro a forçar o guarda-redes do Heart a defesa apertada, de recurso, e, depois, partindo do flanco esquerdo e internando-se no terreno, com um remate cruzado, a sair ao lado da baliza.
No segundo tempo, a formação benfiquista deixou adormecer o jogo, o que proporcionou ao adversário ir adquirindo confiança para se abalançar a acções atacantes, deixando nada menos de três sérias ameaças, quase sucessivas, ainda antes de completados dez minutos: primeiro, um remate de Guendouz a rasar o poste, sem hipótese para Samuel Soares; outra vez por intermédio de Guendouz, frente-a-frente com o guardião, tendo este conseguido fazer a “mancha”; para além de um golo não validado, por fora-de-jogo.
Passado este período de desacerto defensivo, a turma portuguesa operou os necessários ajustes, e o jogo ia decorrendo em toada morna, até que – numa fase em que não o justificaria tanto, e já depois de um defesa local ter também interceptado, in extremis, uma bola que se dirigia para a sua baliza – o conjunto escocês conseguiu mesmo chegar ao golo, com um tiro do islandês Magnússon, após lance bem gizado.
O Benfica demoraria menos de minuto e meio a ripostar, igualando o marcador, com Schjelderup a trabalhar bem a bola, do lado esquerdo, numa boa combinação com José Neto, com este a atrasar para a zona da meia-lua, onde surgiu Lukébakio a rematar na passada, com excelente colocação, tendo a bola entrado junto ao poste.
Até final, ainda mais uma investida da equipa benfiquista, neutralizada com um desarme perfeito (sem falta) a Dedić, mesmo no limite de um eventual “penalty”; e, a fechar, uma atenta intervenção de Beau Reus, a opor-se a forte remate de Leandro Barreiro.
A falta de consistência exibicional na globalidade dos noventa minutos – a par de se ter revelado muito perdulário – resultou em forte penalização no desfecho averbado pelo Benfica, que fica a dever a si próprio a vitória, perante a fragilidade do oponente (mesmo que o conjunto escocês tenha estabilizado a sua organização dentro de campo, face ao desnorte evidenciado no Estádio da Luz).
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