Archive for Julho, 2026

Mundial 2026


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  • 10 golos – Kylian Mbappé (França)
  • 8 golos – Lionel Messi (Argentina)
  • 7 golos – Erling Haaland (Noruega); e Jude Bellingham (Inglaterra)
  • 6 golos – Harry Kane (Inglaterra); e Ousmane Dembélé (França)
  • 5 golos – Mikel Oyarzabal (Espanha)
  • 4 golos – Ismaïla Sarr (Senegal); Julián Quiñones (México); e Vinícius Júnior (Brasil)
  • 3 golos – Bradley Barcola (França); Brian Brobbey (Países Baixos); Bukayo Saka (Inglaterra); Charles De Ketelaere (Bélgica); Cody Gakpo (Países Baixos); Cristiano Ronaldo (Portugal); Deniz Undav (Alemanha); Elijah Just (Nova Zelândia); Folarin Balogun (EUA); Ismael Saibari (Marrocos); Johan Manzambi (Suíça); Jonathan David (Canadá); Kai Havertz (Alemanha); Lautaro Martínez (Argentina); Matheus Cunha (Brasil); Raúl Jiménez (México); Romelu Lukaku (Bélgica); e Yoane Wissa (R. D. Congo)

19 Julho, 2026 at 11:23 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – Final – Espanha – Argentina

Espanha Argentina 0-0 (1-0 a.p.)

Espanha Unai Simón, Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte (99m – Eric García), Marc Cucurella, Rodrigo “Rodri” Hernández (99m – Martín Zubimendi), Fabián Ruiz (62m – Pedro “Pedri” González), Lamine Yamal, Daniel “Dani” Olmo (75m – Mikel Merino), Alejandro “Álex” Baena (75m – Nicholas “Nico” Williams) e Mikel Oyarzabal (62m – Ferran Torres)

Argentina Emiliano Martínez, Gonzalo Montiel (58m – Nahuel Molina), Cristian Romero (70m – Facundo Medina), Lisandro Martínez (44m – Nicolás Otamendi), Nicolás Tagliafico, Rodrigo de Paul (70m – Giuliano Simeone), Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Nicolás “Nico” González (45m – Leandro Paredes), Lionel Messi e Julián Álvarez (102m – Marcos Senesi)

1-0 – Ferran Torres – 106m

Cartões amarelos – Lisandro Martínez (41m), Leandro Paredes (52m), Enzo Fernández (82m), Cristian Romero (90m+2 – fora de campo) e Alexis Mac Allister (111m)

Cartão vermelho – Enzo Fernández (90m+3)

Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)

MetLife Stadium, East Rutherford – New York City (15h00 / 20h00)

Foi uma Final de sentido único, em que a Argentina se notabilizou pelo facto de ser a primeira selecção finalista de um Mundial a não conseguir, sequer, um único remate à baliza nos noventa minutos!

Os números não dizem tudo, mas são bem eloquentes: depois de a Espanha ter chegado a uma contagem de 20-0 em remates, a formação sul-americana registaria, enfim, só nos minutos finais do prolongamento, já em desespero, dois remates (pese embora nenhum deles enquadrado com a baliza, em que a estatística final foi de 12-0).

Mais, até aos últimos dez minutos do tempo regulamentar, os dados de “Golos esperados” apontavam, de forma incrível, para um rotundo e absolutamente nulo “0,00” (a marca final, a favor da Espanha, seria de 1,94-0,20).

Mas também é verdade que a turma espanhola não potenciou tão grande controlo (66-34% em termos de posse de bola, sendo de mais de 80%, restringindo a observação ao último terço do terreno), com incontáveis passes, de pé para pé, pouco profícuos, apenas tendo sido consideradas quatro “grandes oportunidades”.

O jogo desenrolou-se, sobretudo, na faixa entre a linha de meio-campo e a grande área da Argentina, que tudo procurou fazer para travar as investidas espanholas, muitas vezes recorrendo à agressividade para além das marcas, qual batalha, com destaque para Paredes, que, tendo entrado em campo apenas para a segunda parte, poderia ter sido expulso umas duas vezes…

A Argentina não teve também a fortuna pelo seu lado, com ambos os defesas centrais a terem de ser substituídos por lesão, e, mesmo a findar o tempo regulamentar, ficando em inferioridade numérica, por incontestável expulsão de Enzo Fernández.

Se já assim fora durante a hora e meia, em que se limitara a tentar neutralizar o adversário, adormecer o jogo e perder tempo, na expectativa de um lampejo de Messi – que, desta feita, acabaria por nunca chegar –, tal toada mais se intensificou no prolongamento, nessa fase apostando tudo em levar a decisão para o desempate da marca de grande penalidade.

Só que a Espanha não esteve pelos ajustes, e, logo no minuto inicial da segunda metade do tempo extra, chegou ao tão almejado golo, na sequência de uma jogada de insistência, com um cruzamento bombeado, a cruzar toda a área, com Nico Williams, em esforço, a conseguir ainda o contacto com a bola antes que saísse pela linha final, impulsionando-a, de cabeça, para trás, para o miolo da área, onde surgiu, a rematar de primeira, sem hipóteses para Emiliano Martínez, o “herói” Ferran Torres.

Foi uma magra vitória, mas inquestionavelmente justa, a traduzir também as dificuldades que a Espanha encontrou em materializar o seu futebol. De tal modo que, pese embora o desnível patenteado pelas estatísticas, esteve sempre à mercê de um bambúrrio, de um golo “caído do céu” para a Argentina – ou, mais plausível, de não conseguir evitar a necessidade do desempate por “penalties” –, o que lhe poderia ter custado muito caro.

Já nos últimos cinco minutos do prolongamento, a Argentina teve soberana ocasião para empatar (gorada devido a um remate desastrado, muito por alto), mas tal não traduziria a verdade do jogo, num torneio em que o maior trunfo dos novos Campeões do Mundo foi a sua solidez defensiva, com um único golo consentido nos oito desafios disputados.

Num cômputo geral, tendo eliminado, sucessivamente, Áustria, Portugal, Bélgica, (a favorita) França, e derrotando a Argentina, a Espanha afirmou-se – numa prova em que, numa muita rara sincronia, as grandes individualidades estiveram, quase todas elas, em grande evidência (com destaque para os goleadores: Mbappé, Messi, Haaland, Bellingham, Kane e Dembélé) – como melhor colectivo do Mundo, juntando ao título Europeu que ostentava já, também o título de Campeã Mundial.

19 Julho, 2026 at 11:02 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – Final

15 Julho, 2026 at 10:05 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – 1/2 finais – Resultados

14.07.2026 (20h00) - França - Espanha                     0-2
15.07.2026 (20h00) - Inglaterra - Argentina               1-2

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15 Julho, 2026 at 10:02 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – 1/2 finais

12 Julho, 2026 at 9:30 am Deixe um comentário

Mundial 2026 – 1/4 de final – Resultados

09.07.2026 (21h00) - França - Marrocos                    2-0
10.07.2026 (20h00) - Espanha - Bélgica                    2-1


11.07.2026 (22h00) - Noruega - Inglaterra (a.p. - 1-1) 1-2 12.07.2026 (02h00) - Argentina - Suíça (a.p. - 1-1) 3-1

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É o seguinte o alinhamento dos jogos das 1/2 finais:

  • 14.07.2026 (20h00) – FrançaEspanha (Arlington – Dallas)
  • 15.07.2026 (20h00) – InglaterraArgentina (Atlanta)

12 Julho, 2026 at 9:20 am Deixe um comentário

Mundial 2026 – 1/4 de final

7 Julho, 2026 at 11:55 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – 1/8 de final – Resultados

04.07.2026 (22h00) - Paraguai - França                    0-1
04.07.2026 (18h00) - Canadá - Marrocos                    0-3

06.07.2026 (20h00) - Portugal - Espanha                   0-1
07.07.2026 (01h00) - EUA - Bélgica                        1-4


05.07.2026 (21h00) - Brasil - Noruega 1-2 06.07.2026 (01h00) - México - Inglaterra 2-3 07.07.2026 (17h00) - Argentina - Egipto 3-2 07.07.2026 (21h00) - Suíça - Colômbia (4-3 gp) 0-0

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É o seguinte o alinhamento dos jogos dos 1/4 de final:

  • 09.07.2026 (21h00) – FrançaMarrocos (Foxborough – Boston)
  • 10.07.2026 (20h00) – EspanhaBélgica (Inglewood – Los Angeles)
  • 11.07.2026 (22h00) – NoruegaInglaterra (Miami Gardens)
  • 12.07.2026 (02h00) – ArgentinaSuíça (Kansas City)

7 Julho, 2026 at 11:50 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – Portugal – Espanha

Portugal Espanha 0-1

Portugal Diogo Costa, João Cancelo (71m – Diogo Dalot), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes (56m – Nélson Semedo), João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (83m – Bernardo Silva), Pedro Neto (83m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes, João Félix (71m – Rafael Leão) e Cristiano Ronaldo

Espanha Unai Simón, Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte, Marc Cucurella, Rodrigo “Rodri” Hernández, Daniel “Dani” Olmo (85m – Mikel Merino), Pedro “Pedri” González (85m – Fabián Ruiz), Lamine Yamal, Alejandro “Álex” Baena (75m – Ferran Torres) e Mikel Oyarzabal (90m+7 – Borja Iglesias)

0-1 – Mikel Merino – 90m+1

Cartões amarelos – Bernardo Silva (89m) e Renato Veiga (90m+4); Ferran Torres (90m+8)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

AT&T Stadium, Arlington – Dallas (14h00 / 20h00)

O que mais poderá ter surpreendido neste (há bastante anunciado) desfecho da participação da selecção portuguesa no Mundial foi o golo ter chegado tão tarde, já depois do tempo regulamentar.

Isto, apesar de, em termos gerais, na primeira metade, se ter registado alguma toada de equilíbrio, com as duas equipas a mostrar respeito mútuo – não obstante a maior posse de bola da Espanha, mas falha de eficácia –, e pese embora tenha havido boas oportunidades de ambos os lados.

Logo aos sete minutos, anota-se uma tentativa de João Cancelo, com um remate de meia distância, por alto. Na resposta, a Espanha teria a primeira ocasião soberana para marcar, com um remate cruzado de Oyarzabal (que se conseguira isolar), sem hipótese para Diogo Costa, mas a sair ligeiramente ao lado.

Aos 16 minutos, Yamal, também a surgir solto, desta vez pelo flanco direito do ataque, a internar-se e a rematar sem oposição, com o guardião atento, a fazer uma primeira defesa de recurso, a soco, tendo a bola ressaltado para os pés de Baena, que rematou um arco, a solicitar nova sensacional estirada de Diogo Costa, a salvar o golo.

À passagem da meia hora, outra vez Diogo Costa em acção, desta feita a defender qual guarda-redes de andebol, com a perna esticada, tendo a recarga saído fraca e desenquadrada.

Seis minutos volvidos, Cristiano Ronaldo, com um remate algo acrobático, em posição muito difícil, a sair frouxo, possibilitando a recuperação de Unai Simón.

Até que, estavam completados 40 minutos, Portugal teve a sua melhor oportunidade de marcar, num excelente remate de Nuno Mendes, em cima da linha de grande área, quase no seu vértice direito (no sentido atacante), com a bola ainda a desviar num adversário, antes de embater com estrondo na trave, estando o guardião “batido”.

Ao intervalo, Diogo Costa parecia bastante moralizado pela forma como lhe correra a primeira parte; bem precisaríamos que o jogo lhe continuasse de feição.

Porém, a configuração do desafio mudaria substancialmente na etapa complementar, sobretudo a partir da saída de Nuno Mendes, por lesão, com 55 minutos jogados.

A partir daí, Portugal ver-se-ia forçado a recuar no terreno, perante a sucessão das investidas contrárias, em paralelo com a fadiga que os seus jogadores-chave iam denotando, em especial Bruno Fernandes – também em função das substituições operadas por Martínez, que provocariam que a equipa ficasse como que “partida”, sem conseguir interligar os seus sectores, primeiro com a entrada de Rafael Leão, e, já nos últimos dez minutos, de Francisco Conceição e Bernardo Silva.

Logo à hora de jogo, outra ocasião de perigo para a Espanha, mas com um remate desastrado de Pedri, muito por alto. E, aos 65 minutos, nova jogada de insistência, após uma série de “carambolas”, com a bola a morrer nas mãos de Diogo Costa.

A selecção portuguesa estava, notoriamente, necessitada da “pausa para hidratação”…

Aos 73 minutos, mais uma intervenção atenta do guardião português, a desviar para canto um remate de Yamal, na marcação de um livre, sensivelmente na mesma posição do remate de Nuno Mendes à barra.

Apenas mais três minutos decorridos, a única ocasião em que a selecção nacional como que “estrebucharia”, com o remate de Bruno Fernandes a poder dar a ilusão de golo, mas a bola embater nas malhas laterais.

Outros três minutos, Diogo Costa chamado a interceptar a bola, num cruzamento perigoso, na conversão de um canto, e, na continuação da jogada, a ter de intervir novamente. Ainda esse mesmo minuto 79, como que numa “terceira vaga”, outra vez a sensação de perigo na área portuguesa, com um corte de um defesa.

Quando parecia expectável o prolongamento, tudo se “desmoronou”, apenas oito segundos após se ter completado o minuto noventa: boa triangulação pela faixa central do terreno, à entrada da área, a isolar Merino (recém-entrado em campo, cinco minutos antes) entre os centrais portugueses, que, à saída de Diogo Costa, lhe desviou a bola do alcance, inapelavelmente para o fundo das redes.

O árbitro determinara que se jogassem seis minutos de tempo de compensação, e as notícias não eram boas para Portugal: por um lado, a Espanha ultrapassara já os 600 minutos consecutivos sem sofrer golos em encontros do “Mundial”; por outro, tendo sido, entretanto, esgotadas já as cinco substituições, o único “ponta-de-lança”, Gonçalo Ramos, ficara refém no banco de suplentes.

Ainda assim, já em desespero, só nos cinco derradeiros minutos Portugal tentaria “jogar à bola”, então forçado a atacar…

Aos 90m+6, um bom centro de Francisco Conceição, para a cabeça de Bernardo Silva, à entrada da pequena área, mas com a bola a sair mal direccionada, por cima. Para, já aos 90m+9, na marcação de um livre para a área, João Neves a surgir muito oportuno, antecipando-se à defesa contrária, e a cabecear, mas ao lado… mesmo no último suspiro do jogo (aos 98:39, tendo o árbitro apitado pela última vez aos 98:42!).

Numa partida em que a Espanha estivera praticamente sempre na “mó de cima”, não se pode dizer que o golo sofrido tivesse sido por “azar”, pelo que o resultado terá de se considerar justo.

Portugal queda-se pelos 1/8 de final, mesmo que eliminado pelo Campeão Europeu em título, com um desempenho aquém das expectativas, sobretudo em termos exibicionais.

Na conferência “pós-jogo”, de imediato Roberto Martínez anunciaria a sua saída, num fim de ciclo, em que, porventura, terá sido mais vítima da sua dificuldade de afirmação, nomeadamente perante o impacto mediático e financeiro de uma figura central e omnipresente como foi Cristiano Ronaldo, aos 41 anos, necessariamente já distante das suas melhores épocas, incapaz de cumprir como titular de uma selecção com ambições; a verdade é que, terminado o desafio, havia 9 câmeras em torno de Cristiano, em pleno relvado…

Ao seleccionador agora demissionário fica, inevitavelmente, associada uma interrogação determinante: porque é que praticamente todos os jogadores estiveram aquém da bitola exibicional que, regularmente, apresentam nos seus clubes? Tal deveu-se a questões tácticas ou estratégicas? De organização e posicionamento dentro de campo? De sistema de jogo? De opções a nível do grupo de seleccionados? Ou do “onze” titular?

Parece, por outro lado, haver alguma tendência genérica de sobrevalorizar a excelência dos jogadores portugueses (mesmo que alguns militem nos principais clubes europeus, tendo-se, quatro deles, sagrado recentemente bicampeões europeus pelo Paris Saint-Germain) – mas, por exemplo (e para além do caso singular de Cristiano Ronaldo), também Bruno Fernandes, Bernardo Silva e  João Cancelo não estão já no auge; Rafael Leão e João Félix (que não fez um mau torneio) pecam pela falta de consistência; Pedro Neto revela-se inconsequente, etc..

Mas, fundamentalmente, o mais determinante terá sido a falta de colectivo que pudesse potenciar a valia das individualidades.

Aliás, num balanço geral, tendo em consideração a forma como a selecção portuguesa quase acabou por se “auto-sabotar” nos últimos três anos, os resultados obtidos (1/4 de final no “EURO”, eliminada pela França no desempate por penalties; vitória na Liga das Nações; e, agora, os 1/8 de final no Mundial), acabam até por ser bastante positivos. Claro, almejávamos mais…

6 Julho, 2026 at 10:02 pm Deixe um comentário

Mundial 2026 – 1/8 de final

4 Julho, 2026 at 9:10 am Deixe um comentário

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