Archive for Julho, 2026
Mundial 2026 – 1/16 de final – Resultados
29.06.2026 (21h30) - Alemanha - Paraguai (3-4 gp) 1-1 30.06.2026 (22h00) - França – Suécia 3-0 28.06.2026 (20h00) - África do Sul - Canadá 0-1 30.06.2026 (02h00) - Países Baixos - Marrocos (2-3 gp) 1-1 03.07.2026 (00h00) - Portugal - Croácia 2-1 02.07.2026 (20h00) - Espanha - Áustria 3-0 02.07.2026 (01h00) - EUA - Bósnia-Herzegovina 2-0 01.07.2026 (21h00) - Bélgica - Senegal (a.p. - 2-2 90m) 3-2
29.06.2026 (18h00) - Brasil - Japão 2-1 30.06.2026 (18h00) - Costa do Marfim - Noruega 1-2 01.07.2026 (02h00) - México - Equador 2-0 01.07.2026 (17h00) - Inglaterra - R. D. Congo 2-1 03.07.2026 (23h00) - Argentina - Cabo Verde (a.p. - 1-1) 3-2 03.07.2026 (19h00) - Austrália - Egipto (2-4 gp) 1-1 03.07.2026 (04h00) - Suíça - Argélia 2-0 04.07.2026 (02h30) - Colômbia - Gana 1-0
Melhores Marcadores:
- 7 golos – Lionel Messi (Argentina)
- 6 golos – Kylian Mbappé (França)
- 5 golos – Erling Haaland (Noruega); e Harry Kane (Inglaterra)
- 4 golos – Ismaïla Sarr (Senegal); Mikel Oyarzabal (Espanha); Ousmane Dembélé (França); e Vinícius Júnior (Brasil)
- 3 golos – Brian Brobbey (Países Baixos); Cody Gakpo (Países Baixos); Cristiano Ronaldo (Portugal); Deniz Undav (Alemanha); Elijah Just (Nova Zelândia); Folarin Balogun (EUA); Ismael Saibari (Marrocos); Johan Manzambi (Suíça); Jonathan David (Canadá); Julián Quiñones (México); Kai Havertz (Alemanha); Matheus Cunha (Brasil); e Yoane Wissa (R. D. Congo)
É o seguinte o alinhamento dos jogos dos 1/8 de final:
- 04.07.2026 (18h00) – Canadá – Marrocos (Houston)
- 04.07.2026 (22h00) – Paraguai – França (Philadelphia)
- 05.07.2026 (21h00) – Brasil – Noruega (East Rutherford – New York City)
- 06.07.2026 (01h00) – México – Inglaterra (Ciudad México)
- 06.07.2026 (20h00) – Portugal – Espanha (Arlington – Dallas)
- 07.07.2026 (01h00) – EUA – Bélgica (Seattle)
- 07.07.2026 (17h00) – Argentina – Egipto (Atlanta)
- 07.07.2026 (21h00) – Suíça – Colômbia (Vancouver)
Mundial 2026 – Portugal – Croácia
2-1
Diogo Costa, João Cancelo (62m – Nélson Semedo), Rúben Dias, Renato Veiga, Nuno Mendes, João Neves, Vítor Ferreira “Vitinha” (62m – Bernardo Silva), Pedro Neto (62m – Francisco Conceição), Bruno Fernandes (62m – Gonçalo Ramos), Rafael Leão e Cristiano Ronaldo (81m – Rúben Neves)
Dominik Livaković, Josip Stanišić, Josip Šutalo, Marin Pongračić, Ivan Perišić, Luka Modrić, Mateo Kovačić (90m+6 – Andrej Kramarić), Nikola Vlašić (90m+2 – Joško Gvardiol), Petar Sučić, Martin Baturina (68m – Mario Pašalić) e Ante Budimir (45m – Igor Matanović)
0-1 – Ivan Perišić – 53m
1-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 68m
2-1 – Gonçalo Ramos – 90m+4
Cartões amarelos – Rúben Dias (17m); Luka Modrić (59m) e Ivan Perišić (90m+8)
Árbitro – Espen Eskås (Noruega)
BMO Field, Toronto (19h00 / 00h00)
Este viria a revelar-se – à medida que o tempo avançava (e a contagem prolongou-se até aos 90m+19!) – um jogo caótico, em que Portugal acabou por ter maior dose de felicidade, alcançando uma vitória, que (pese embora tenha feito por isso durante largos períodos) chegou a ter colocada em causa, podendo, aliás, ter sofrido forte dissabor.
Naturalmente noutro patamar, mas com alguma similitude com o que se verificara na partida com o Uzbequistão, a selecção nacional voltou a entrar em campo com boa atitude, dominadora, assumindo a iniciativa desde início, perante um opositor que denotava privilegiar a defesa, procurando apostar em rápidas transições.
À excepção de um muito curto intervalo de tempo (não mais do que três minutos), logo após a pausa para hidratação, em que a Croácia pegou na bola e fez dela o que quis, perante a passividade contrária, a equipa portuguesa controlou toda a primeira parte, chegando ao intervalo a dever a si própria não estar em situação de vantagem, tendo desaproveitado cinco oportunidades para marcar. Tinha sido um bom exemplo de uma modalidade “inventada”, a do “futebol sem baliza”.
No recomeço, logo no minuto inicial, Nuno Mendes pecou por falta de “egoísmo”, talvez na mais flagrante ocasião de golo, já dentro da área, ao tentar fazer a assistência (lateral) para Cristiano Ronaldo, ao invés de, como se impunha em tal circunstância tão favorável, rematar, permitindo à defensiva croata afastar a bola.
Mas, de imediato, foi a Croácia a criar perigo, em jogadas consecutivas. E, ainda antes de completados dez minutos, a formação croata chegava mesmo ao golo, aproveitando o espaço concedido, quer do lado esquerdo da defesa, a permitir o cruzamento, quer no flanco oposto, onde surgiu, “à vontade”, Perišić a empurrar para a baliza.
Rafael Leão, desligado das tarefas defensivas, com dificuldade na recuperação, esteve em evidência num par de ocasiões, determinantes para a história do jogo, primeiro, só cinco minutos volvidos após o tento sofrido, com um notável remate a embater na trave (um par de centímetros mais abaixo e seria um “golaço”).
Para, pouco depois, Cristiano Ronaldo, num lance de excelente execução técnica (numa recepção de elevado grau de dificuldade), a “picar” a bola para o fundo das redes, lance que, todavia, seria invalidado pelo “VAR”, por deslocação, “à pele” (no momento do passe, os pés estavam “em jogo”, mas não a cabeça…).
Ainda a decisão não tinha sido comunicada e já Roberto Martínez surpreendia com uma revolução no “onze”, numa espécie de “tudo ou nada”: de uma assentada, efectuou quatro substituições, apostando no ataque, com as imprevistas saídas de Vitinha e Bruno Fernandes (para além de Cancelo e Pedro Neto), fazendo entrar Gonçalo Ramos, para formar dupla de ataque com Ronaldo.
O risco seria retribuído cinco minutos depois, quando o “VAR”, desta feita a “proteger” Portugal, assinalou grande penalidade, na sequência de contacto (tentativa de “agarrão”), a fazer cair Renato Veiga, no seu impulso para tentar cabecear a bola, na conversão de um pontapé de canto (dos muitos de que a turma portuguesa dispôs). Cristiano, sem vacilar, rematou muito seguro, pela zona central, quando o guardião já caía para o seu lado direito, restabelecendo a igualdade.
Entrava-se na fase decisiva, e o jogo estava “partido”, muito como consequência de Portugal estar praticamente sem meio-campo – jogava como que em “4-2-4”, com Francisco Conceição e Rafael Leão nas alas, a apoiar os pontas-de-lança, Cristiano e Gonçalo Ramos –, com João Neves e Bernardo Silva, desamparados, a experimentar muitas dificuldades em “dar conta do recado”.
Foi o momento de sorte da selecção nacional, quando a Croácia desperdiçou, por três vezes sucessivas, a possibilidade de se recolocar em vantagem, duas delas por Kovačić (na “mesma” acção ofensiva) e outra por Matanović (que viria, também ele, a ter papel decisivo…), com Diogo Costa, atento, a “salvar” a sua baliza – ficam na retina as defesas “in extremis”, com uma palmada a desviar a bola, que ainda embateu no poste, e, de seguida, a crescer para fazer a “mancha”.
De tal forma que Martínez foi forçado a operar “marcha atrás”, fazendo sair Cristiano Ronaldo, por troca com Rúben Neves, para procurar repor algum equilíbrio defensivo. E a mudança resultaria.
Depois de um lance de golo invalidado à Croácia, Renato Veiga teve ocasião para marcar, na sequência de mais um canto.
Quando se esperava o prolongamento, já no quarto dos dez minutos de tempo de compensação determinados pelo árbitro, Portugal chegaria ao golo da vitória, na tal intervenção de Rafael Leão, com um cruzamento perfeito, teleguiado para a cabeça de Gonçalo Ramos, com magnífico sentido de oportunidade, a elevar-se entre os centrais contrários, a desviar a bola fora do alcance de Livaković, inapelavelmente para lá da linha de baliza.
Só que os episódios “hitchcockianos” ainda não tinham terminado. Passavam já doze minutos e meio dos noventa, quando o recém-entrado Gvardiol bateu Diogo Costa. Era um “balde de água gelada”.
Mas o “VAR” teria ainda uma palavra final: a bola terá desviado (de acordo com o sensor nela introduzido) na cabeça de Matanović, antes de chegar a Pašalić (que fizera a assistência para Gvardiol), que, nesse caso, se encontrava em posição irregular, pelo que este lance foi também invalidado, perante o desalento dos croatas.
Seria preciso sofrer até aos 108 minutos e cinquenta, até que o norueguês Espen Eskås confirmasse o apuramento de Portugal!
Foi um comportamento demasiado instável da turma portuguesa para que se possa classificar como boa a exibição. Roberto Martínez arriscou, aparente e estranhamente em desespero – faltava jogar ainda mais de meia hora – e acabaria premiado.
Porém – e sem esquecer o amplo domínio exercido pela selecção na primeira parte –, o resultado poderia ter caído para qualquer dos lados, com Portugal a colocar-se demasiado à mercê de poder ter sido eliminado, perante um adversário que, em teoria, não lhe será superior.
Em função das incidências do jogo, não surpreenderia se este desafio tivesse terminado com um resultado de 4-4, ou outro similar, com a vitória de uma ou da outra formação.
Foi indisfarçável a sensação de que a equipa estará fatigada física e mentalmente, com vários jogadores, em diversas ocasiões, a jogar a passo, a denotar alguma falta de solidariedade e espírito de colectivo.
Será necessário muito maior rigor, mais intensidade e objectividade no encontro dos oitavos-de-final, frente à Espanha. Mas, em paralelo, ficaram também sinais positivos, o principal o de que há soluções de ataque no banco.



