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Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Galatasaray – Benfica

GalatasarayGalatasaray – Fernando Muslera, Sabri Sarıoğlu, Aurélien Chedjou, Hakan Balta, Lionel Carole, Bilal Kisa (90m – José Rodríguez), Selçuk İnan, Lukas Podolski, Wesley Sneijder, Yasin Öztekin (59m – Olcan Adın) e Umut Bulut (78m – Burak Yılmaz)

BenficaBenfica – Júlio César, Sílvio (82m – Konstantinos Mitroglou), Luisão, Jardel, Eliseu (66m – Pizzi), Nico Gaitán, André Almeida, Andreas Samaris, Gonçalo Guedes (75m – Victor Andrade), Raúl Jiménez e Jonas

0-1 – Nico Gaitán – 2m
1-1 – Selçuk İnan (pen.) 
– 19m
2-1 – Lukas Podolski – 33m

Cartões amarelos – Bilal Kisa (32m), Selçuk İnan (63m), Hakan Balta (70m) e Burak Yılmaz (90m); André Almeida (18m), Andreas Samaris (73m), Victor Andrade (78m) e Luisão (87m)

Árbitro – William Collum (Escócia)

Aspirando a um inédito arranque de três triunfos na primeira volta da fase de Grupos da Liga dos Campeões, o Benfica dificilmente poderia desejar melhor começo do que teve nesta noite em Istambul, com Nico Gaitán, num lance de génio, a tirar um adversário do caminho e a ludibriar o guarda-redes, com um toque subtil, de grande classe, inaugurando o marcador estava apenas decorrido um minuto de jogo!

Porém, ao contrário do que seria expectável, tal vantagem não motivou o Benfica para uma boa exibição, pelo contrário experimentando dificuldades para suster a reacção da equipa turca, denotando alguma inconsistência defensiva, com falhas pelas quais foi severamente penalizada, primeiro com uma grande penalidade a sancionar um contacto com a mão em plena grande área, a permitir ao Galatasaray o tento do empate, ainda numa fase relativamente inicial do desafio; e, não muito depois, completando a reviravolta, com o segundo tento, com pouco mais de meia hora de tempo decorrido.

No segundo tempo, a toada de jogo manteve-se, com a formação da casa a colocar à prova Júlio César, a rematar ao poste, causando alguns sustos à turma portuguesa.

Que, curiosamente, apenas na meia hora final conseguiria enfim ripostar, assumindo então as rédeas do jogo, dispondo de algumas ocasiões para, pelo menos evitar a derrota, o que, contudo, não conseguiria concretizar

Num encontro em que a exibição dos benfiquistas foi inconstante, e em que a defesa não mostrou a segurança necessária, fica a sensação de um resultado algo amargo, num desafio em que o Benfica poderia ter feito mais, mas em que, paralelamente, saiu vencido, mas não “convencido”.

Mantendo a liderança do grupo, agora partilhada com o Atlético de Madrid, terá, ainda assim, nova oportunidade, na recepção a esta mesma equipa do Galatasaray, para confirmar a sua superioridade, numa partida que assume agora contornos determinantes para o apuramento para os 1/8 de final da competição.

21 Outubro, 2015 at 8:41 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – At. Madrid – Benfica

At. MadridAt. Madrid – Jan Oblak, Juanfran, José María Giménez, Diego Godín, Filipe Luís, Gabi, Óliver Torres (63m – Saúl Ñíguez), Tiago, Ángel Correa (77m – Fernando Torres), Antoine Griezmann (71m – Luciano Vietto) e Jackson Martínez

BenficaBenfica – Júlio César, Nélson Semedo, Luisão, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris (73m – Lubjomir Fejsa), Gonçalo Guedes, André Almeida, Nico Gaitán, Raúl Jiménez (72m – Kostas Mitroglou) e Jonas (80m – Pizzi)

1-0 – Correa – 23m
1-1 – Nico Gaitán – 36m
1-2 – Gonçalo Guedes – 51m

Cartões amarelos – Jackson Martínez (40m) e Óliver Torres (55m); Eliseu (25m), Luisão (28m), Andreas Samaris (40m) e Jardel (82m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

No regresso do Benfica às “grandes noites europeias”, fica o registo de uma excelente vitória, no terreno de um dos finalistas da competição há dois anos (em que deixou então escapar o troféu, já em período de compensação, ao consentir a igualdade ao Real Madrid, vindo a perder no prolongamento).

Uma noite fundada na solidariedade e entreajuda, denotando forte espírito colectivo, com capacidade para reagir, não apenas à intensa pressão a que a equipa foi sujeita por parte do adversário, mas também à adversidade de um golo surgido ainda numa fase relativamente inicial do desafio.

O que, necessariamente, provocaria alguma intranquilidade, até que o grupo conseguisse voltar a acalmar, no que teria um auxílio determinante no tento do empate, num lance em que o conjunto mostrou o seu entrosamento, e em que a individualidade – Nico Gaitán, que, curiosamente, até começara o encontro algo “apagado” – sobressairia, evidenciando a sua classe superior.

Mais confiante nas suas capacidades, o início do segundo tempo seria coroado com mais um magnífico golo, na sequência de um rápido contra-ataque, com o jovem Gonçalo Guedes, com muita personalidade, a surgir a rematar quase sem ângulo, junto ao poste, com um remate cruzado para o poste mais distante, enganando o antigo guardião benfiquista, o esloveno Jan Oblak.

No imediato, os “colchoneros” procuraram inverter a tendência do marcador, intensificando a pressão, a que o Benfica conseguiu responder com serenidade, contando também com a magnífica concentração do guarda-redes Júlio César.

A equipa encarnada – a alinhar de camisola branca, e calções vermelhos – beneficiaria ainda do período de substituições (cinco, entre os 70 e os 80 minutos, praticamente “suspendendo” o jogo nessa fase crucial) para quebrar o ímpeto do opositor, que, em boa verdade, à medida que a partida se encaminhava para o seu termo, foi perdendo discernimento, acabando, nessa fase, por não criar efectivas situações de perigo.

Um triunfo alcançado com a indispensável dose de fortuna, mas, paralelamente, um justo prémio à aplicação de toda a equipa, a funcionar como um todo, não obstante proporcionando também espaço às individualidades (com realce para Júlio César, Nico Gaitán, Jonas e Gonçalo Guedes) para brilhar ao mais alto nível, num grande palco do futebol europeu.

30 Setembro, 2015 at 8:37 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Astana

BenficaBenfica – Júlio César, Nélson Semedo, Luisão, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris (85m – Ljubomir Fejsa), Gonçalo Guedes, Anderson Talisca (77m – Raúl Jiménez), Nico Gaitán, Kostas Mitroglou e Jonas (72m – Pizzi)

AstanaAstana – Nenad Eric, Branko Ilic (90m – Denys Dedechko), Evgeni Postnikov, Marin Anicic, Dmitri Shomko, Baurzhan Dzholchiyev (81m – Abzal Beysebekov), Roger Cañas, Georgi Zhukov, Nemanja Maksimovic, Foxi Kéthévoama e Junior Kabananga

1-0 – Nico Gaitán – 51m
2-0 – Kostas Mitroglou – 62m

Cartões amarelos – Andreas Samaris (40m), Gonçalo Guedes (45m) e Jardel (83m); Marin Anicic (21m) e Baurzhan Dzholchiyev (24m)

Árbitro – Tasos Sidiropoulos (Grécia)

À semelhança do que tem sido regra neste início de época – a única excepção vem precisamente do jogo anterior para o campeonato, ante o Belenenses – o Benfica ficou mais uma vez em branco no primeiro tempo.

Um nulo que reflecte bem o que se passou dentro de campo nesses 45 minutos iniciais, com um jogo de toada lenta, denunciado, muito afunilado, sem rasgo nem chama.

Perante uma equipa de estatuto bem inferior, estreante nesta fase da competição, o Benfica, tendo necessariamente a responsabilidade de assumir a iniciativa e procurar a vitória – pese embora até tenha começado por passar por um grande susto, logo no minuto inicial após o recomeço, com a bola a embater no poste da baliza, com Júlio César a fazer a mancha, dificultando o remate do adversário – regressou para a segunda metade com outra atitude, muito mais dinâmica, tendo sobressaído nessa fase a acção do irrequieto Nico Gaitán, a puxar pelos seus companheiros, apontando o caminho, culminando mesmo com a obtenção do tento que consumava a abertura no marcador.

Até ao tento da confirmação, por Mitroglou, decorreram apenas mais cerca de 10 minutos. A partir daí, até final, o pensamento terá estado mais em gerir o resultado que em procurar ampliá-lo, até em função do confronto agendado para domingo, no Estádio do Dragão, frente ao FC Porto, pelo que não houve mais eventos de relevo a assinalar.

Perante uma equipa que, após ter conseguido quebrar a resistência e a barreira defensiva, não colocou grandes problemas, acabou por ser um triunfo tranquilo do Benfica, a lançar positivamente esta campanha, que poderá beneficiar também do resultado da outra partida da ronda, com o Galatasaray a ser derrotado em casa pelo Atlético de Madrid.

15 Setembro, 2015 at 9:40 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Bayer Leverkusen

BenficaBenfica – Artur Moraes, André Almeida, Lisandro López, César, Loris Benito, Bryan Cristante, Tiago “Bebé” (87m – João Teixeira), Pizzi, Ola John, Lima (62m – Anderson Talisca) e Derley (76m – Nélson Oliveira)

Bayer LeverkusenBayer Leverkusen – Bernd Leno, Roberto Hilbert, Ömer Toprak, Emir Spahic, Sebastian Boenisch, Gonzalo Castro, Simon Rolfes (83m – Stefan Kiessling), Karim Bellarabi, Hakan Çalhanoglu, Robbie Kruse (45m – Julian Brandt) e Josip Drmić (71m – Son Heung-Min)

Cartões amarelos – Bryan Cristante (36m); Sebastian Boenisch (26m) e Ömer Toprak (32m)

Cartão vermelho – Ömer Toprak (90m)

Árbitro – Aleksei Kulbakov (Bielorrússia)

Já sem objectivos nas competições europeias desta temporada, o Benfica fez alinhar nesta sua despedida uma equipa de “reserva”, que, não obstante, evidenciou nesta partida a atitude que faltou noutros jogos, podendo inclusivamente ter sido mais feliz, se tivesse tido maior discernimento e tranquilidade no momento de concretizar alguns lances de perigo que conseguiu criar.

Habitualmente pouco utilizados na generalidade, os jogadores a que Jesus hoje recorreu – em “poupança” para o FC Porto-Benfica de Domingo, para o campeonato – não comprometeram, denotando motivação e concentração, e até, estarem mais “rotinados” do que o que se poderia supor-se, acabando mesmo por retirar o 1.º lugar ao Bayer Leverkusen, posição conquistada pelo Monaco, de Leonardo Jardim (de forma sensacional, a defesa menos batida, com apenas um golo sofrido, curiosamente marcado pelo Benfica!).

Infelizmente, o balanço desta participação do Benfica na Liga dos Campeões, quedando-se pelo último lugar do seu Grupo, com apenas cinco pontos (uma vitória – frente ao vencedor do grupo – e dois empates), e somente dois golos marcados (só o APOEL, com um único golo, fez pior…) tem de qualificar-se como medíocre, nem sequer tendo conseguido alcançar a “consolação” da passagem para a Liga Europa, de que foi finalista nas duas épocas anteriores.

9 Dezembro, 2014 at 9:37 pm 2 comentários

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Zenit – Benfica

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Aleksandr Anyukov, Ezequiel Garay, Nicolas Lombaerts (23m – Luís Neto), Domenico Criscito, Javi García (58m – Viktor Fayzulin), Axel Witsel, Hulk, Aleksandr Ryazantsev (65m – Oleg Shatov), Danny e José Rondón

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, André Almeida, Andreas Samaris (82m – Ola John), Enzo Pérez, Eduardo Salvio, Anderson Talisca (70m – Derley), Nico Gaitán e Lima

1-0 – Danny – 79m

Cartões amarelos – Luís Neto (30m), Hulk (36m) e Domenico Criscito (44m); Jardel (11m), Andreas Samaris (21m) e Luisão (36m)

Cartão vermelho – Luisão (90m)

Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)

O Benfica enfrentava esta partida com o condicionamento – que poderia ter efeito positivo, de alguma forma “espicaçando” a equipa – de saber que não poderia perder, sob pena de, não apenas ser eliminado da Liga dos Campeões, como inclusivamente, correndo o risco de se ver prematuramente afastado das competições europeias, o que sucederia caso a equipa do Monaco derrotasse o Bayer Leverkusen.

Porém, como foi regra em praticamente todas as partidas desta fase de grupos da presente edição da Liga dos Campeões, a equipa portuguesa entrou em campo algo desligada, não conseguindo pegar no jogo, consentindo a iniciativa ao adversário.

Sem que houvessem significativas ocasiões de perigo junto de qualquer das balizas, o empate ia perdurando. Tal como se pode caracterizar esta participação benfiquista na prova, também neste jogo a equipa foi de menos a “mais”, atravessando o seu melhor (curto) período já no segundo tempo, sensivelmente entre os 55 e os 70 minutos.

Por coincidência ou não, a opção táctica, de substituir Talisca por Derley não frutificaria; antes pelo contrário, corresponderia a um período em que o Zenit voltou a assumir maior predomínio, acabando por justificar o golo obtido.

Faltavam então pouco mais de dez minutos para o termo do encontro, e o Benfica não mais daria a sensação de poder reagir de forma afirmativa, como que conformado com a derrota.

Ficava então em suspenso do resultado do jogo entre Bayer Leverkusen e Monaco, no qual, contrariamente ao que seriam as expectativas generalizadas, a equipa monegasca acabaria mesmo por, mercê de um solitário golo, triunfar, liquidando qualquer esperança que o Benfica pudesse ainda acalentar de transitar para a Liga Europa.

Para o Benfica, esta melancólica época europeia – em que nunca evidenciou uma atitude competitiva compatível com as exigências de uma prova a este nível – terminará, já, no próximo dia 9 de Dezembro, num jogo apenas para “cumprir calendário”, recebendo o Bayer Leverkusen.

26 Novembro, 2014 at 7:15 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Monaco

BenficaBenfica – Júlio César, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, André Almeida, Andreas Samaris (62m – Lima), Eduardo Salvio, Enzo Pérez, Anderson Talisca, Nico Gaitán (90m – Tiago “Bebé”) e Derley (86m – Bryan Cristante)

MonacoMonaco – Danijel Subašić, Fabinho, Andrea Raggi, Ricardo Carvalho, Layvin Kurzawa, Jérémy Toulalan, João Moutinho, Geoffrey Kondogbia (86m – Valère Germain), Lucas Ocampos (63m – Nabil Dirar), Yannick Ferreira-Carrasco e Lacina Traoré (72m – Anthony Martial)

1-0 – Talisca – 82m

Cartões amarelos – Andreas Samaris (29m) e Enzo Pérez (38m); Lacina Traoré (26m), Ricardo Carvalho (39m), Jérémy Toulalan (56m), João Moutinho (74m) e Layvin Kurzawa (86m)

Árbitro – David Fernández Borbalán (Espanha)

A principal diferença neste desafio, face aos anteriores do Benfica na presente edição da Liga dos Campeões, esteve na atitude com que os jogadores abordaram o jogo. Sabendo da sua importância praticamente decisiva para continuar a alimentar eventuais aspirações, a equipa portuguesa estava “proibida” de perder pontos, e, mesmo o empate, seria um mau resultado…

De resto, as habituais falhas de concentração defensiva, uma entrada difícil em acção, concedendo muitos espaços, permitindo à formação monegasca, por algumas vezes, acercar-se da baliza benfiquista com bastante perigo, com Júlio César a revelar estar atento.

Só que, paralelamente, o Benfica não desistiu nunca – isso, de certo modo, já tinha sucedido também na ronda inaugural, com o Zenit, embora então, a equipa revelasse notória impotência para inverter o rumo dos acontecimentos – de procurar a sorte que tão arredada tem andado da equipa nesta competição, porfiando sempre, acabando por ser feliz, mas, também, ao mesmo tempo, ter o merecido prémio, com o golo obtido por Talisca já na fase derradeira da partida.

Uma vitória que poderá ser crucial, no pior dos cenários, para evitar uma eliminação prematura das provas europeias desta temporada. A qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões continua a ser, de alguma forma, uma quimera, mas há que continuar a acreditar, elevar os níveis de confiança e concentração… e jogar melhor.

4 Novembro, 2014 at 9:36 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Monaco – Benfica

MonacoMonaco – Danijel Subašić, Fabinho, Andrea Raggi, Ricardo Carvalho, Layvin Kurzawa, Jérémy Toulalan, Nabil Dirar, João Moutinho (82m – Bernardo Silva), Geoffrey Kondogbia, Lucas Ocampos (62m – Yannick Ferreira-Carrasco) e Dimitar Berbatov (34m – Anthony Martial)

BenficaBenfica – Artur, Maxi Pereira, Luisão, Lisandro López, Eliseu, André Almeida, Eduardo Salvio, Enzo Pérez (88m – Andreas Samaris), Anderson Talisca (68m – Tiago “Bebé”), Nico Gaitán (79m – César) e Lima

Cartões amarelos – Ricardo Carvalho (71m), Layvin Kurzawa (78m) e Yannick Ferreira-Carrasco (90m); Eliseu (8m), Lisandro López (26m) e Eduardo Salvio (36m)

Cartão vermelho – Lisandro López (76m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Depois de alguma infelicidade no primeiro jogo – pagando caro as falhas de desconcentração cometidas – e da péssima apresentação em Leverkusen, o Benfica abordava este terceiro desafio da Liga dos Campeões já em posição delicada, condicionado pela necessidade imperiosa de  não poder perder a partida.

Mas, uma vez mais, começaria mal, demorando a “entrar no jogo”, concedendo espaços e a iniciativa ao adversário – o que só não resultou em golo logo nos minutos iniciais devido a uma inacreditável deficiente execução de Ocampos, com a baliza escancarada à sua mercê -, denotando um complexo dificilmente compreensível (e aceitável) face à que é, indubitavelmente, a equipa menos forte do grupo, e, uma vez mais, uma indisfarçável falta de ambição.

Tal foi ainda mais flagrante quando, no segundo tempo, depois de a equipa ter conseguido enfim serenar, ter “pegado no jogo”, e levar o perigo até próximo da área monegasca, nunca se resolvendo contudo a correr maiores riscos, retardando as substituições – e, mesmo, independentemente disso -, a fazer alterações no sistema de jogo, que pudessem conferir maior dinâmica e provocar desequilíbrios na estrutura defensiva do adversário.

É verdade que, nessa fase do jogo, o Benfica dispôs também de ocasiões de perigo e, pelo menos, de uma soberana oportunidade de golo. Mas, uma vez mais, a imagem que transpareceu foi a de que o Benfica se contentaria com o empate.

Tal percepção reforçar-se-ia, inevitavelmente, a partir do minuto 76, com a equipa em inferioridade numérica, acabando os últimos vinte minutos (incluindo tempo de compensação) por ter de sofrer, recuar as linhas, em busca de preservar o pontinho, que, veremos mais adiante, se poderá ter servido de algo.

Para já, com a configuração que o grupo apresenta, a continuidade na Liga dos Campeões, para a fase de eliminatórias, parece à distância de um milagre, que corresponderia a uma segunda volta quase perfeita (no mínimo, 7 pontos, de duas vitórias e um empate, esperando uma conjugação favorável de resultados nos jogos entre os outros três concorrentes); mas, mais preocupante, a própria continuidade nas provas europeias (por via da transição para a Liga Europa) encontra-se seriamente ameaçada, e, previsivelmente, dependente de um indispensável triunfo, já no próximo jogo, perante este mesmo opositor.

Mas, para tal, o Benfica vai ter de jogar muito mais…

22 Outubro, 2014 at 8:40 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Bayer Leverkusen – Benfica

Bayer LeverkusenBayer Leverkusen – Bernd Leno, Roberto Hilbert, Ömer Toprak, Emir Spahić, Wendell, Karim Bellarabi (70m – Levin Öztunalı), Stefan Reinartz, Lars Bender (82m – Giulio Donati), Son Heung-Min, Hakan Çalhanoğlu e Stefan Kiessling (76m – Josip Drmić)

BenficaBenfica – Júlio César, André Almeida, Luisão, Jardel, Eliseu, Enzo Pérez (77m – Andreas Samaris), Bryan Cristante (45m – Maxi Pereira), Eduardo Salvio, Anderson Talisca (45m – Lima), Nico Gaitán e Derley

1-0 – Kiessling – 25m
2-0 – Son Heung-Min – 34m
2-1 – Eduardo Salvio – 62m
3-1 – Hakan Çalhanoğlu (pen.) – 63m

Cartões amarelos – Roberto Hilbert (60m) e Levin Öztunalı (90m); Nico Gaitán (22m), Enzo Pérez (54m), Luisão (58m), Eduardo Salvio (70m) e Andreas Samaris (88m)

Árbitro – Martin Atkinson (Inglaterra)

Uma coisa é um desafio em que uma equipa, entrando mal no encontro, sofrendo um golo de início, e, por vicissitudes do próprio jogo, se vê numa posição de tal forma adversa que, por mais que lute, até ao final, dificilmente conseguirá reverter a tendência. Foi, de forma muito resumida, o que se passou na partida com o Zenit.

Outra coisa, bem diversa, é uma equipa entrar em campo, mas, de facto, “não estar”presente, manter-se alheada, completamente à deriva e à mercê do seu adversário, que, só por falta de eficácia, não ampliou o marcador a um nível que seria escandaloso. Foi o que aconteceu em Leverkusen.

Uma péssima exibição (?) do Benfica, que nunca demonstrou – nem quando Salvio reduziu a desvantagem para a diferença mínima, aliás logo reposta no minuto imediato… – capacidade para competir com o Bayer Leverkusen. E tal não será certamente justificável por um poderio “extraordinário” da equipa alemã, que não o tem na realidade – pese embora o valor que necessariamente se reconhece ao 4.º classificado do campeonato da Alemanha da época transacta -, mas sim por uma paupérrima actuação dos jogadores do Benfica, numa estrutura desconexa, que não funcionou minimamente bem em qualquer dos sectores, seja na defesa, seja no meio-campo, e, ainda menos, no ataque.

Dois jogos distintos na Liga dos Campeões, mas uma imagem comum transmitida, quer na vertente da falta de ambição, em primeira análise, quer, depois, no concreto, na falta de organização, coordenação, “fio de jogo”, que permitissem disputar, de “igual para igual” com os adversários, o resultado.

Uma tendência que urge inverter.

1 Outubro, 2014 at 8:35 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Zenit

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Eliseu, Enzo Pérez, Andreas Samaris (74m – André Almeida), Eduardo Salvio, Anderson Talisca (20m – Paulo Lopes), Nico Gaitán e Lima (74m – Derley)

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Igor Smolnikov (45m – Aleksandr Anyukov), Nicolas Lombaerts, Ezequiel Garay, Domenico Criscito, Javi García, Axel Witsel, Hulk (85m – Andrey Arshavin), Oleg Shatov, Danny e José Rondón (76m – Pavel Mogilevets)

0-1 – Hulk – 5m
0-2 – Axel Witsel – 22m

Cartões amarelos – Maxi Pereira (60m); Javi García (65m)

Cartão vermelho – Artur Moraes (18m)

Árbitro – Svein Oddvar Moen (Noruega)

O que dizer de um jogo em que se entra a perder, com pouco de mais de um quarto de hora se tem o guarda-redes expulso, e, pouco depois dos 20 minutos, praticamente no primeiro lance em que interveio, ainda “a frio”, o guardião suplente, se sofre o segundo golo?

Que a equipa entrou desconcentrada em campo, denotando dificuldades em compreender o posicionamento táctico do adversário e as rápidas desmarcações, com falhas defensivas que foram severamente penalizadas.

Depois, quando se poderia temer que o marcador se continuasse a avolumar, até atingir números pouco dignificantes, o Benfica teve o mérito de, não apenas estabilizar, recompondo-se a nível defensivo, como, inclusivamente, procurar reagir, indo á procura do golo, que, aliás, poderia ter alcançado, por mais de uma ocasião, num dia em que, contudo, “nada saiu bem”.

No segundo tempo, com o Zenit mais apostado em jogar pelo seguro, e em conservar a vantagem, o esforço e a atitude competitiva do grupo benfiquista seriam bem reconhecidos e merecidamente aplaudidos e incentivados com os incessantes cânticos de apoio, durante largos minutos, na fase final do jogo, com que os adeptos se despediram dos jogadores do seu clube, momento que, pela sua invulgaridade, dadas as circunstâncias, em particular o resultado adverso, nesta abertura da competição, ainda por cima jogando em casa, perdurará na memória, como um sinal de que futuras conquistas estarão à espreita.

16 Setembro, 2014 at 8:35 pm Deixe um comentário

Liga Europa – Final – Sevilla – Benfica

Juventus Stadium, Turim – Itália

SevillaSevilla – Beto, Coke, Nicolas Pareja, Federico Fazio, Alberto Moreno, Daniel Carriço, José Antonio Reyes (78m – Marko Marin) (104m – Kevin Gameiro), Stéphane Mbia, Vitolo (110m – Diogo Figueiras), Ivan Rakitić e Carlos Bacca

BenficaBenfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira (99m – Óscar Cardozo), Rúben Amorim, Miralem Sulejmani (25m – André Almeida), André Gomes, Nico Gaitán (119m – Ivan Cavaleiro), Rodrigo e Lima

Desempate da marca de grande penalidade

0-1 – Lima
1-1 – Carlos Bacca
Óscar Cardozo permitiu a defesa a Beto
2-1 – Stéphane Mbia
Rodrigo permitiu a defesa a Beto
3-1 – Coke
3-2 – Luisão
4-2 – Kevin Gameiro

Cartões amarelos – Fazio (11m), Moreno (13m) e Coke (98m); Siqueira (30m) e André Almeida (100m)

Árbitro – Felix Brych (Alemanha)

É fácil agora concluir que o Benfica começou a perder esta Final no momento em que ganhou o direito a nela participar, precisamente em Turim, há menos de duas semanas, quando Enzo Pérez, Lazar Marković e Eduardo Salvio, por motivos disciplinares, ficaram privados de a jogar.

Sobretudo no caso de Enzo Pérez, a sua ausência fez-se sentir de forma notória, pela incapacidade revelada pela equipa em “pensar” o jogo de forma serena, sendo sistematicamente traída pela ansiedade da procura do golo, acusando em demasia a condição – porventura inédita no seu historial, em dez Finais europeias disputadas – de favorita.

Mas o Benfica pode queixar-se de vários outros factores, que justificam esta oportunidade perdida – traduzindo-se na oitava Final sucessiva em que fica marcado pelo inêxito, igualando a Juventus em número de finais falhadas -, mas, neste caso, com a nítida sensação de desperdício, que, inevitavelmente, deixa, mais que um travo amargo, uma verdadeira “azia”.

Desde logo, a lesão sofrida por Sulejmani apenas com pouco mais de 10 minutos de jogo, o que fez com que Jorge Jesus hesitasse durante quase quinze minutos, até se decidir pela opção que entendeu ser a mais apropriada para o substituir (fazendo avançar Maxi Pereira no terreno, e colocando André Almeida como defesa direito – depois de ter chegado a equacionar fazer entrar, de imediato, Ivan Cavaleiro). Pior do que ter jogado esse período em “inferioridade numérica” (Sulejmani estava, então, apenas a fazer figura de “corpo presente”), foi a sensação de desnorte que transmitiu à equipa, completamente perdida em campo, passando por alguns “maus bocados” até cerca dos 35 minutos do primeiro tempo.

Só nos derradeiros cinco minutos desta metade inicial o Benfica voltou a crer em si próprio e nas suas possibilidades, empurrando o Sevilla para o seu reduto defensivo, e desperdiçando a oportunidade de marcar.

O que se intensificaria no primeiro quarto de hora da segunda parte, período em que – aliada a alguma falta de tranquilidade – a incapacidade de concretizar em golo as diversas ocasiões de perigo de que dispôs (quatro sucessivas, à passagem do terceiro minuto), com a bola a fazer várias “carambolas” na defensiva sevilhana, ou com Beto em intervenções de grande “aperto”.

Mas, para além dos erros próprios – de novo, na fase final do jogo, Jesus voltaria a hesitar, assim como, depois, já no prolongamento, não teria a capacidade de arriscar, de forma a procurar evitar o desempate da marca de grande penalidade (Ivan Cavaleiro apenas entraria em campo aos 119 minutos (!), demasiado tarde para aproveitar a debilidade física que a equipa do Sevilla patenteava) -, e de alguma “falta de competência” para ganhar esta Final, houve um outro factor determinante, que não é possível escamotear.

É dificilmente compreensível que se possa ter tratado de incompetência o facto de, uma, duas, três vezes, o árbitro (e seus auxiliares, incluindo os de baliza), não terem visto – ou, pelo menos, não tenham assinalado – outras três situações de grandes penalidades, reclamadas pelo Benfica, uma, a findar a primeira parte, por evidente toque em Gaitán, outra, por derrube a Lima, aos 56 minutos (ambas originariam, adicionalmente, a expulsão dos infractores, dado que veriam o segundo cartão amarelo, respectivamente Fazio e Moreno!), e, ainda, uma terceira, por toque com o braço de Carriço, a desviar remate benfiquista na área de rigor.

Tendo deixado a decisão chegar aos pontapés da marca de grande penalidade, o ascendente passava automaticamente para a equipa espanhola – que, assim, alcançava o que pretendia desde há largos minutos, inclusivamente já no decurso do tempo regulamentar … -, pelo que nem valeria a pena referir a forma, à margem das regras, como Beto se posicionou para defender duas tentativas de conversão do Benfica, adiantando-se até à linha de pequena área; no fundo, beneficiando do “pavor” denotado por Cardozo, que, depois de ter ensaiado, por duas vezes, a “paradinha”, sem que o guardião português se deixasse enganar, ficou automaticamente “desarmado”, acabando por ter de rematar sem balanço, sem convicção, sem força, à figura, assim como da extrema fadiga que Rodrigo denotava já.

Depois de ter eliminado, nomeadamente, o Tottenham e a favorita Juventus, sem perder um único jogo na prova, o Benfica viu – uma vez mais – escapar-se a Taça, pela segunda vez consecutiva em dois anos. Muito duro de engolir… E, o pior, a inevitável sensação de uma flagrante oportunidade desperdiçada – face à notória superioridade demonstrada em relação ao adversário -, oportunidade que não sabemos quando poderá voltar a repetir-se… Há que continuar a porfiar!

14 Maio, 2014 at 9:32 pm 1 comentário

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Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

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