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I Liga – 2017-18 – Classificação final
Equipa J V E D GM GS P 1º FC Porto 34 28 4 2 82 - 18 88 2º Benfica 34 25 6 3 80 - 22 81 3º Sporting 34 24 6 4 63 - 24 78 4º Sp. Braga 34 24 3 7 74 - 29 75 5º Rio Ave 34 15 6 13 40 - 42 51 6º Chaves 34 13 8 13 47 - 55 47 7º Marítimo 34 13 8 13 36 - 49 47 8º Boavista 34 13 6 15 35 - 44 45 9º V. Guimarães 34 13 4 17 45 - 56 43 10º Portimonense 34 10 8 16 52 - 60 38 11º Tondela 34 10 8 16 41 - 50 38 12º Belenenses 34 9 10 15 33 - 46 37 13º D. Aves 34 9 7 18 36 - 51 34 14º V. Setúbal 34 7 11 16 39 - 62 32 15º Moreirense 34 8 8 18 29 - 50 32 16º Feirense 34 9 4 21 32 - 48 31 17º Paços Ferreira 34 7 9 18 33 - 59 30 18º Estoril 34 8 6 20 29 - 61 30
Campeão – FC Porto – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – Benfica – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Campeões
3º classificado – Sporting – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
4º classificado – Sp. Braga – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa
5º classificado – Rio Ave – 2ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa
Vencedor da Taça – D. Aves – Sem licença para participação em competições europeias
Despromovidos – Paços Ferreira e Estoril
Promovidos – Nacional e Santa Clara
Melhores marcadores:
1. Jonas – Benfica – 34
2. Bas Dost – Sporting – 27
3. Moussa Marega – FC Porto – 22
Palmarés – Campeões:
Benfica (36) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14; 2014-15; 2015-16; 2016-17
FC Porto (28) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13; 2017-18
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Basel
Benfica – Mile Svilar, Douglas, Lisandro López, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris (73m – André Almeida), Andrija Živković, João Carvalho, Pizzi (73m – Gabriel Barbosa), Diogo Gonçalves (62m – Jonas) e Haris Seferović
Basel – Tomáš Vaclík, Marek Suchý, Manuel Akanji, Éder Balanta, Michael Lang, Taulant Xhaka, Luca Zuffi, Raoul Petretta (82m – Blás Riveros), Renato Steffen (90m – Alexander Fransson), Dimitri Oberlin (88m – Kevin Bua) e Mohamed Elyounoussi
0-1 – Mohamed Elyounoussi – 5m
0-2 – Dimitri Oberlin – 65m
Cartões amarelos – Andreas Samaris (68m); Taulant Xhaka (9m) e Manuel Akanji (63m) e Raoul Petretta (75m)
Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)
Não há outras palavras para qualificar esta campanha europeia do Benfica – que, recorde-se, era o “cabeça-de-série” deste grupo – que não “horrível” ou “péssima”. A pior de sempre, não só do Benfica, mas de qualquer equipa portuguesa em competições europeias (20.ª vez que se verifica tal registo na fase de Grupos da Liga dos Campeões): seis jogos, seis derrotas; 1 único golo marcado e 14 golos sofridos.
Num jogo em que nada mais estava em jogo para o Benfica que a dignidade, enquanto o Basel disputava ainda o apuramento para os 1/8 de final (no cenário eventual de uma vitória do CSKA em Manchester – que, se chegou a verificar, em dada altura do desafio – os suíços necessitariam vencer também este jogo), Rui Vitória fez rodar a equipa, com nada menos de sete alterações em relação à formação que vem jogando com maior regularidade. Por seu lado, do onze inicial do grupo helvético, dez repetiram a titularidade da primeira volta.
Isto dito, tal não justifica tudo o que se passou (uma vez mais) esta noite, com uma equipa abúlica, frágil, desconcentrada, a permitir, logo aos cinco minutos, que o adversário se colocasse em vantagem, o que faria, sobremaneira, acrescer as suas dificuldades.
Depois, necessariamente, a falta de rotinas, a enorme crise de confiança, a escassa motivação e o inevitável desânimo, após o segundo tento sofrido, fizeram o resto…
Esta noite, o Benfica teve até mais tempo de posse de bola – compreensível, dado ter-se visto em desvantagem tão cedo -, assim como mais remates e mais ocasiões de perigo (por Pizzi, com um remate de fora da área, Lisandro, Jardel, Diogo Gonçalves ou Seferović, todas ainda na primeira parte, e, ainda, João Carvalho). Mas (outra vez) sem qualquer eficácia, precisamente ao contrário do que o Basel demonstrou logo nas primeiras vezes em que chegou à baliza contrária, beneficiando, paralelamente, da desorganização defensiva benfiquista.
Uma triste e desconsolada despedida, de uma equipa que, a partir de certa altura (logo desde o final da primeira volta), conformada, como que parecia querer ver-se “livre” desta prova, o mais rapidamente possível.
Uma época não para esquecer, mas para reflectir e não repetir…
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – CSKA Moskva – Benfica
CSKA Moskva – Igor Akinfeev, Mário Fernandes, Vasili Berezutski, Viktor Vasin, Sergei Ignashevich, Georgi Shchennikov (50m – Kirill Nababkin), Vitinho (77m – Konstantin Kuchaev), Bibras Natcho, Aleksandr Golovin, Alan Dzagoev (84m – Astemir Gordyushenko) e Pontus Wernbloom
Benfica – Bruno Varela, André Almeida, Jardel, Luisão, Eliseu (83m – Andrija Živković), Ljubomir Fejsa, Filipe Augusto (57m – Raúl Jiménez), Eduardo Salvio, Pizzi, Diogo Gonçalves (45m – Franco Cervi) e Jonas
1-0 – Georgi Shchennikov – 13m
2-0 – Jardel (p.b.) – 56m
Cartões amarelos – Pontus Wernbloom (39m), Kirill Nababkin (70m) e Bibras Natcho (72m); Eliseu (31m) e Luisão (61m)
Árbitro – Deniz Aytekin (Alemanha)
Em boa verdade não sei se haveria ainda alguém realmente a “fazer contas” às ínfimas possibilidades de apuramento para os 1/8 de final (dependentes de goleadas nos dois últimos jogos), ou, sequer, à possibilidade de prosseguir nas competições europeias desta temporada, por via da transição para a Liga Europa. De facto, tal cenário (mesmo o menos irrealista) ficara praticamente comprometido com a vitória do CSKA em Basileia.
O que não se esperaria porventura – ou talvez sim… – é que o Benfica continuasse a dar tão fraca conta das suas capacidades na presente edição da Liga dos Campeões.
(Ainda) pior do que o acumular de cinco desaires em outros tantos jogos disputados, é a sensação de impotência, de “atirar a toalha ao chão”, que a atitude exibida pelo conjunto português denuncia.
Praticamente entrando a perder, o melhor que o Benfica alcançaria seria uma oportunidade de, de imediato, restabelecer a igualdade, poucos minutos volvidos após o golo inaugural da equipa russa (um tento “irregular”, validado pelo árbitro)… mas, afinal, um lance em que Jonas nem sequer conseguiria rematar à baliza.
À medida que o relógio ia avançando, a turma portuguesa ia dando sinais de cada vez maior conformismo, já sem esboçar a mínima tentativa de reacção.
Onze jogadores desinspirados em campo, muito longe de qualquer referência de colectivo, que rapidamente denotou descrer por completo da possibilidade de evitar mais um desaire, desta feita, perante um adversário que, em condições “normais”, deveria estar perfeitamente ao alcance do Benfica…
Resta um último jogo para tentar uma saída honrosa desta triste campanha europeia.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Manchester United – Benfica
Manchester United – David de Gea, Matteo Darmian, Eric Bertrand Bailly, Chris Smalling, Daley Blind, Juan Mata (68m – Ander Herrera), Nemanja Matić, Scott McTominay, Anthony Martial (75m – Marcus Rashford), Jesse Lingard (45m – Henrikh Mkhitaryan) e Romelu Lukaku
Benfica – Mile Svilar, Douglas, Jardel, Rúben Dias, Álex Grimaldo (64m – Eliseu), Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio, Andreas Samaris, Pizzi (78m – Jonas), Diogo Gonçalves e Raúl Jiménez (74m – Haris Seferović)
1-0 – Mile Svilar (p.b.) – 45m
2-0 – Daley Blind (pen.) – 78m
Cartões amarelos – Eric Bertrand Bailly (24m) e Jesse Lingard (24m); Rúben Dias (6m), Eduardo Salvio (69m) e Andreas Samaris (77m)
Árbitro – Gediminas Mažeika (Lituânia)
Parecendo continuar a procurar “reinventar-se”, o Benfica voltou a apresentar “mexidas” no seu onze inicial, com as entradas de Jardel e Samaris, ficando Jonas, uma vez mais, no banco.
A estratégia de Rui Vitória começou por resultar, pelo menos a nível de controlo do jogo e posse de bola, com a equipa portuguesa pressionante, de alguma forma surpreendendo o Manchester United, no seu próprio reduto.
Mas, uma vez mais, cedo se perceberia que continuava a faltar profundidade ao futebol benfiquista, com bola sim, mas em zonas relativamente recuadas, longe da baliza adversária. Ao invés, era a turma inglesa a procurar avançar em transições rápidas.
Estava decorrido apenas o quarto de hora inicial e já o Manchester United beneficiava de uma grande penalidade, numa infantilidade de Douglas, que, depois de se embrulhar com um contrário, em plena grande área, ao cair no chão, tocou a bola com o braço. O jovem guardião do Benfica, Svilar, com excelente estirada, defenderia o remate de Martial, evitando o golo.
Mas o golo chegaria, mesmo ao findar o primeiro tempo, na sequência de um potente remate de meia distância de Matić, a embater no poste e a ressaltar, embatendo nas costas de Svilar… e anichando-se na baliza. Desta feita, um lance de extrema infelicidade para o guarda-redes benfiquista.
Na segunda metade, já em desvantagem no marcador, o Benfica sentiu-se de alguma forma “desarmado”, vendo o controlo do jogo passar para os pés do opositor, denotando alguma impotência para procurar alterar o rumo dos acontecimentos.
De facto, só depois do segundo golo, resultante de outra grande penalidade, desta feita a sancionar acção de Samaris, Rui Vitória faria entrar Jonas, por troca com Pizzi, uma substituição que não resultou qualquer efeito.
Em síntese, o Benfica apresentou melhorias exibicionais, chegou a impor respeito em Old Trafford, mas, para além da falta de acutilância patenteada, não teve a dose mínima de felicidade, com um árbitro extremamente rigoroso, a não hesitar em apontar a marca de grande penalidade por duas vezes, e, sobretudo, com o primeiro tento sofrido, que, inevitavelmente, fez “mossa” em termos anímicos.
Paradoxalmente, dada a conjugação de resultados desta ronda, o Benfica mantém hipóteses – meramente académicas – de qualificação, em caso de vencer os dois jogos que faltam (e num eventual cenário de igualdade pontual a seis pontos com Basel e CSKA Moscovo, entrando então em acção a “máquina de calcular”, relativamente às diferenças de golos). Ao invés, o triunfo do CSKA na Suíça veio ainda dificultar a possibilidade de o Benfica transitar para a Liga Europa. Por seu lado, o Manchester United, com vitórias em todas as quatro jornadas já disputadas, não garantiu ainda, matematicamente, o apuramento!
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Manchester United
Benfica – Mile Svilar, Douglas, Luisão, Rúben Dias, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (83m – Franco Cervi), Pizzi (59m – Andrija Živković), Filipe Augusto, Diogo Gonçalves (69m – Jonas) e Raúl Jiménez
Manchester United – David de Gea, Antonio Valencia, Victor Lindelöf, Chris Smalling, Daley Blind, Juan Mata (83m – Jesse Lingard), Ander Herrera, Nemanja Matić, Marcus Rashford (76m – Anthony Martial), Henrikh Mkhitaryan (90m – Scott McTominay) e Romelu Lukaku
0-1 – Marcus Rashford – 64m
Cartões amarelos – Luisão (5m) e Diogo Gonçalves (54m); Antonio Valencia (41m) e Jesse Lingard (90m)
Cartão vermelho – Luisão (90m)
Árbitro – Felix Zwayer (Alemanha)
Uma equipa do Benfica distante da sua melhor forma, ainda à procura dos melhores “acertos tácticos”, mas sobretudo carenciada de confiança, que só as vitórias podem proporcionar, enfrentava hoje uma difícil missão, atendendo à conjuntura – duas derrotas das duas rondas iniciais da prova – e ao adversário.
Rui Vitória praticamente operou uma “revolução” no onze inicial, confiando a baliza a um jovem guarda-redes, acabado de fazer 18 anos, que se estreava ao mais alto nível (o guardião mais jovem de sempre em jogos da Liga dos Campeões), para além de ter apostado também em Douglas (que ainda não jogara no campeonato) e nos jovens Rúben Dias e Diogo Gonçalves.
A estratégia adoptada foi a de reforçar o meio-campo (com Filipe Augusto junto a Fejsa), procurando ganhar em segurança defensiva, o que, porém, teria contraponto, na enorme dificuldade patenteada em estender o jogo, o que, no final da partida, se saldaria por nenhum remate enquadrado com a baliza adversária!
Para além disso, depois de uma meia-hora inicial em que o Benfica ainda procurou repartir a iniciativa, viria a baixar as linhas, cedendo o controlo do jogo ao Manchester United, começando, nos últimos dez minutos, a sofrer uma intensa pressão na sua zona defensiva.
Na segunda metade os contornos do jogo não se alterariam muito, com a turma inglesa confiante que o golo acabaria por surgir, mais tarde ou mais cedo.
E acabaria mesmo por chegar, da forma porventura mais inesperada, pelo caricato da situação: depois de ter já ensaiado dois cantos directos, Rashford, na sequência de um livre, rematou em profundidade, aproveitando o adiantamento de Svilar, que, inadvertidamente, ao recuar para conseguir segurar a bola, entraria notoriamente pela baliza dentro, numa infantilidade incrível, própria de um guarda-redes sem qualquer experiência…
Até final, o marcador não se alteraria, dado que o Manchester United estava satisfeito com o resultado.
A derrota benfiquista ficava indelevelmente associada ao erro de Svilar, mas, a verdade, é que, ao longo dos noventa minutos, a ideia que prevaleceu sempre foi de que, em qualquer outra oportunidade, os ingleses acabariam por marcar.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Basel – Benfica
Basel – Tomáš Vaclík, Marek Suchý, Manuel Akanji, Éder Balanta (80m – Serey Die), Michael Lang, Taulant Xhaka, Luca Zuffi, Raoul Petretta (68m – Blás Riveros), Renato Steffen, Ricky van Wolfswinkel e Dimitri Oberlin (74m – Mohamed Elyounoussi)
Benfica – Júlio César, André Almeida, Luisão, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Andrija Živković (74m – Andreas Samaris), Pizzi, Franco Cervi (45m – Eduardo Salvio), Jonas (67m – Haris Seferović) e Raúl Jiménez
1-0 – Michael Lang – 2m
2-0 – Dimitri Oberlin – 20m
3-0 – Ricky van Wolfswinkel (pen.) – 60m
4-0 – Dimitri Oberlin – 69m
5-0 – Blás Riveros – 76m
Cartões amarelos – Manuel Akanji (45m), Raoul Petretta (50m) e Taulant Xhaka (55m); Andrija Živković (55m), Eduardo Salvio (59m)
Cartão vermelho – André Almeida (63m)
Árbitro – Craig Thomson (Escócia)
Uma noite negra… O pior resultado de sempre do Benfica na Taça/Liga dos Campeões (igualando a marca que sofrera, na temporada de 1963-64, então face ao Borussia Dortmund).
Uma equipa desinspirada, a denotar crescente falha de confiança, praticamente entrou a perder em Basileia, o que acabaria por condicionar todo o desenrolar do jogo.
Frente a um adversário agressivo, rápido nos movimentos de ataque, a defesa benfiquista – pese embora a aposta de Rui Vitória na experiência da dupla de centrais, assim como do guarda-redes – teve uma actuação desastrada, sofrendo dois golos nos vinte minutos iniciais da partida, em outros tantos remates à baliza de Júlio César.
O melhor reflexo do péssimo posicionamento da equipa portuguesa seria precisamente o lance do segundo golo da turma suíça, nascido de um canto a favor do Benfica, de que resultou uma correria louca de dezenas de metros, por terreno completamente desguarnecido.
Denotando grande dificuldade em “pegar no jogo”, a formação portuguesa só mesmo ao findar do primeiro tempo provocaria perigo na zona defensiva contrária, mas sem a melhor concretização. Por seu lado, também o conjunto suíço desperdiçara já outra soberana ocasião de golo.
No recomeço, o guardião brasileiro ainda procurou suster o descalabro… mas mais não conseguiria que adiar – por pouco tempo – o inadiável.
Depois de ter chegado ao 3-0, na conversão de uma grande penalidade, o Basel beneficiaria ainda do descontrolo emocional de André Almeida, que se fez expulsar “gratuitamente”, para ampliar a marca até um escandaloso 5-0…
Números que poderiam ter sido ainda mais dilatados, não fossem as duas bolas que embateram nos postes da baliza do Benfica, assim como mais um par de intervenções de Júlio César.
Mau demais para ser verdade. Costuma dizer-se em ocasiões análogas que foi um jogo “para esquecer”… Não, é um jogo para recordar e não repetir. Mas, para tal, nesta altura, tudo parece por fazer, no sentido de reconstruir uma muito abalada equipa do Benfica, que – apenas com duas jornadas disputadas – praticamente hipotecou já as suas aspirações europeias nesta época.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – CSKA Moskva
Benfica – Bruno Varela, André Almeida, Luisão, Lisandro López (89m – Rafa Silva), Alex Grimaldo (77m – Gabriel Barbosa), Filipe Augusto, Eduardo Salvio, Pizzi, Andrija Živković, Jonas (70m – Raúl Jiménez) e Haris Seferović
CSKA Moskva – Igor Akinfeev, Mário Fernandes, Viktor Vasin, Vasili Berezutski, Aleksei Berezutski, Georgi Shchennikov, Aleksandr Golovin (87m – Konstantin Kuchaev), Pontus Wernbloom, Alan Dzagoev (77m – Bibras Natcho), Vitinho e Aaron Olanare (68m – Timur Zhamaletdinov)
1-0 – Haris Seferović – 50m
1-1 – Vitinho (pen.) – 63m
1-2 – Timur Zhamaletdinov – 71m
Cartões amarelos – André Almeida (62m) e Haris Seferović (80m); Aleksandr Golovin (43m), Alan Dzagoev (73m) e Pontus Wernbloom (75m)
Árbitro – Alberto Undiano Mallenco (Espanha)
A atravessar uma fase em que vem denotando algumas carências, o Benfica estreou-se na edição deste ano da Liga dos Campeões com uma exibição sombria, e, pior que isso, com um algo imprevisto revés – e, logo, frente a um “rival directo” -, principalmente depois de ter, inclusivamente, começado por chegar à vantagem, logo no início da segunda metade do encontro.
Com uma equipa que ainda não conseguiu provar ser um efectivo conjunto, revelando falta de ligação entre os sectores, com a defesa pouco consistente, a equipa portuguesa não aproveitaria as “facilidades” concedidas por uma também sofrível defesa russa em algumas fases do jogo. A primeira parte seria quase que um “deserto” a nível de efectivas ocasiões de golo, se exceptuarmos um ensaio de Grimaldo, rematando ao poste.
No reinício, o Benfica acabaria por chegar ao golo, numa das primeiras jogadas com sequência, com Živković a cruzar para a eficaz conclusão de Seferović. Porém, ao contrário do que se poderia supor, este tento, em vez de dar ânimo aos benfiquistas, viria a provocar uma reacção da equipa russa, que colocaria então a defensiva contrária em apuros, por mais de uma vez, obrigando Bruno Varela a aturado trabalho.
Numa decisão controversa do árbitro (assinalando grande penalidade, na sequência de um remate em que a bola embateria no braço de André Almeida), o CSKA restabeleceria a igualdade.
Para, menos de dez minutos volvidos, os russos, sem muito terem feito para tal, consumarem a reviravolta no marcador, surpreendendo um Benfica como que aturdido pela evolução que o jogo estava a ter.
Nos cerca de vinte minutos que faltava ainda jogar, Rui Vitória arriscou tudo, primeiro, substituindo o regressado Grimaldo pelo estreante Gabriel Barbosa, para, já nos derradeiros instantes, fazer sair um defesa central, para a entrada de Rafa.
Mas, nesse período, faltava já a serenidade e “cabeça” aos jogadores benfiquistas, a jogar de forma precipitada, facilitando a tarefa defensiva da formação russa, novamente reagrupada junto à sua área (tal como iniciara o jogo).
Numa partida em que o Benfica esteve muito abaixo do que seria expectável, fica ainda a nota das queixas de uma infeliz arbitragem, que não sancionou dois lances passíveis de grande penalidade, por faltas sobre Seferović (ainda no primeiro tempo) e Gabriel (já a menos de dez minutos do termo do desafio). Porém, aqui terá estado apenas uma parte da justificação para o desaire sofrido…
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