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Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (2ª mão) – Fenerbahçe – Benfica
Fenerbahçe – Volkan Demirel, Mauricio Isla (79m – Şener Özbayraklı), Roman Neustädter, Martin Škrtel, Hasan Ali Kaldırım, ljif Elmas, Mehmet Topal (65m – Barış Alıcı), Mathieu Valbuena (65m – Roberto Soldado), Alper Potuk, Giuliano e André Ayew
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (72m – Alfa Semedo), Pizzi, Gedson Fernandes, Franco Cervi e Nicolás Castillo (34m – Facundo Ferreyra)
0-1 – Gedson Fernandes – 26m
1-1 – Alper Potuk – 45m
Cartões amarelos – ljif Elmas (22m) e Şener Özbayraklı (90m); Odysseas Vlachodimos (53m), Eduardo Salvio (56m), Rúben Dias (63m) e Pizzi (83m)
Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)
Tal como se antevira no final do encontro da 1.ª mão, um golo benfiquista em Istambul seria a chave para a definição da eliminatória.
Curiosamente, o começo do jogo não seria muito distinto do que fora a toada da partida de Lisboa, com o Benfica a entrar em campo de forma positiva, enfrentando o opositor “olhos nos olhos”, enquanto o Fenerbahçe parecia manter-se na expectativa do erro do adversário, nunca importunando a baliza defendida por Vlachodimos, com a equipa portuguesa a dominar a zona de meio-campo, com realce para a exibição do jovem Gedson Fernandes, bem enquadrado por Fejsa e Pizzi.
Seria o próprio Gedson, dando a melhor sequência a uma boa combinação com Salvio e Castillo, antecipando-se a Demirel, a inaugurar o marcador. A partir daí, a eliminatória estava praticamente segura e o Benfica podia ter inclusivamente ampliado a contagem, aos 43 minutos, quando Ferreyra (que entrara a substituir o lesionado Castillo), depois de contornar o guardião, a passe de Salvio, rematou à malha lateral.
Quando tudo parecia controlado, o Fenerbahçe voltaria ainda a “respirar”, ao conseguir empatar o desafio, já em período de compensação da primeira parte, com Topuk a ganhar o lance a Grimaldo, cabeceando para o fundo da baliza. Um golo que, não obstante, até nem terá surgido na “pior altura”, uma vez que possibilitava a Rui Vitória repor o índice de confiança benfiquista, no decurso do intervalo, assim como adoptar a estratégia mais adequada para os 45 minutos finais.
Como seria expectável, a formação turca surgiria então mais aguerrida, procurando intensificar as suas acções ofensivas, em especial a partir dos 65 minutos, com as entradas de Soldado e Alıcı, cabendo então ao Benfica baixar no terreno, resistindo à pressão.
Após cerca de dez minutos de algum sofrimento, a turma portuguesa, reforçando a zona nevrálgica do terreno com a entrada de Alfa Semedo, rapidamente reequilibraria a contenda, voltando aliás a assumir o controlo do jogo, beneficiando também do facto de o tempo começar a correr “demasiado depressa” para as aspirações turcas.
Até final o resultado não se alteraria, confirmando o Benfica um justo apuramento para o “play-off”, em função da superioridade evidenciada, quer em Lisboa, quer em Istambul, face a uma equipa do Fenerbahçe muito passiva, incapaz de assumir a iniciativa, sempre a mostrar muito respeito pela capacidade e qualidade do futebol evidenciado pelo grupo benfiquista.
Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória (1ª mão) – Benfica – Fenerbahçe
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Rúben Dias, Jardel, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (75m – Andrija Živković), Pizzi, Gedson Fernandes, Franco Cervi e Facundo Ferreyra (63m – Nicolás Castillo)
Fenerbahçe – Volkan Demirel, Mauricio Isla, Roman Neustädter, Martin Škrtel, Hasan Ali Kaldırım, Nabil Dirar (86m – Barış Alıcı), ljif Elmas, Mehmet Topal, Mathieu Valbuena (61m – Mehmet Ekici), Giuliano e Alper Potuk (74m – Roberto Soldado)
1-0 – Franco Cervi – 69m
Cartões amarelos – Alex Grimaldo (79m); Roberto Soldado (78m), Mehmet Ekici (82m) e ljif Elmas (90m)
Árbitro – Aleksei Kulbakov (Bielorrússia)
Na estreia em jogos oficiais nesta temporada, o Benfica – com Vlachodimos, Gedson Fernandes e Facundo Ferreyra (e depois, ainda, Nicolás Castillo) como estreantes absolutos com a camisola do clube – enfrentava um desafio de importância crucial, numa perspectiva de apuramento para a Fase de Grupos da Liga dos Campeões, dados os avultados benefícios financeiros em liça, recebendo uma experiente equipa do Fenerbahçe, a qual, curiosamente, falhou nas cinco últimas tentativas de acesso a tal fase, que não atinge há dez temporadas.
A formação turca apresentou-se em campo com um posicionamento muito conservador, preocupada exclusivamente – de início a fim -, em preservar a sua zona defensiva, visando manter inviolada a sua baliza, não tendo obrigado Vlachodimos a mais que uma defesa digna desse nome.
Por seu lado, o Benfica assumiu, desde o primeiro minuto, a iniciativa, mas de forma bastante denunciada e a baixo ritmo, sem conseguir penetrar no último terço do terreno, raramente conseguindo importunar a defesa contrária, com excepção para duas situações de perigo, uma pouco depois da meia hora e a segunda mesmo a findar a primeira metade da partida, com um remate fraco de Ferreyra, à figura, que Demirel susteria sem dificldade.
No segundo tempo, a toada do encontro acentuar-se-ia de forma determinante – resultando numa estatística final de 66% de posse de bola para o Benfica e 19-3 em remates -, com a turma portuguesa, bastante mais determinada, aumentando a intensidade e a agressividade na recuperação de bola, a empurrar o conjunto turco para as imediações da sua grande área, mas continuando a aparentar não saber muito bem o que fazer com a bola…
Perante uma muralha defensiva que parecia intransponível, seria Cervi, com um remate cruzado, rasteiro, a bater o algo intranquilo Demirel, inaugurando o marcador, no que, porém, não seria mais que o solitário tento deste desafio.
Castillo teria ainda possibilidade de ampliar a marca, por duas vezes, por volta dos 85 minutos, enquanto o Fenerbahçe assustaria mesmo ao findar do encontro, mas o resultado não se alteraria.
Num balanço final, um resultado excessivamente curto face ao desempenho de ambas as equipas, perante a (estratégica?) atitude dos turcos, praticamente inofensivos, mesmo após o golo sofrido, nunca procurando jogar o jogo pelo jogo. Uma vitória benfiquista que apenas terá utilidade se o Benfica marcar em Istambul; caso contrário, a magra vantagem angariada poderá ser eventualmente de fácil anulação.
I Liga – 2017-18 – Classificação final
Equipa J V E D GM GS P 1º FC Porto 34 28 4 2 82 - 18 88 2º Benfica 34 25 6 3 80 - 22 81 3º Sporting 34 24 6 4 63 - 24 78 4º Sp. Braga 34 24 3 7 74 - 29 75 5º Rio Ave 34 15 6 13 40 - 42 51 6º Chaves 34 13 8 13 47 - 55 47 7º Marítimo 34 13 8 13 36 - 49 47 8º Boavista 34 13 6 15 35 - 44 45 9º V. Guimarães 34 13 4 17 45 - 56 43 10º Portimonense 34 10 8 16 52 - 60 38 11º Tondela 34 10 8 16 41 - 50 38 12º Belenenses 34 9 10 15 33 - 46 37 13º D. Aves 34 9 7 18 36 - 51 34 14º V. Setúbal 34 7 11 16 39 - 62 32 15º Moreirense 34 8 8 18 29 - 50 32 16º Feirense 34 9 4 21 32 - 48 31 17º Paços Ferreira 34 7 9 18 33 - 59 30 18º Estoril 34 8 6 20 29 - 61 30
Campeão – FC Porto – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – Benfica – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Campeões
3º classificado – Sporting – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
4º classificado – Sp. Braga – 3ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa
5º classificado – Rio Ave – 2ª eliminatória acesso à Fase Grupos Liga Europa
Vencedor da Taça – D. Aves – Sem licença para participação em competições europeias
Despromovidos – Paços Ferreira e Estoril
Promovidos – Nacional e Santa Clara
Melhores marcadores:
1. Jonas – Benfica – 34
2. Bas Dost – Sporting – 27
3. Moussa Marega – FC Porto – 22
Palmarés – Campeões:
Benfica (36) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14; 2014-15; 2015-16; 2016-17
FC Porto (28) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13; 2017-18
Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02
Belenenses (1) – 1945-46
Boavista (1) – 2000-01
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Basel
Benfica – Mile Svilar, Douglas, Lisandro López, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris (73m – André Almeida), Andrija Živković, João Carvalho, Pizzi (73m – Gabriel Barbosa), Diogo Gonçalves (62m – Jonas) e Haris Seferović
Basel – Tomáš Vaclík, Marek Suchý, Manuel Akanji, Éder Balanta, Michael Lang, Taulant Xhaka, Luca Zuffi, Raoul Petretta (82m – Blás Riveros), Renato Steffen (90m – Alexander Fransson), Dimitri Oberlin (88m – Kevin Bua) e Mohamed Elyounoussi
0-1 – Mohamed Elyounoussi – 5m
0-2 – Dimitri Oberlin – 65m
Cartões amarelos – Andreas Samaris (68m); Taulant Xhaka (9m) e Manuel Akanji (63m) e Raoul Petretta (75m)
Árbitro – Jesús Gil Manzano (Espanha)
Não há outras palavras para qualificar esta campanha europeia do Benfica – que, recorde-se, era o “cabeça-de-série” deste grupo – que não “horrível” ou “péssima”. A pior de sempre, não só do Benfica, mas de qualquer equipa portuguesa em competições europeias (20.ª vez que se verifica tal registo na fase de Grupos da Liga dos Campeões): seis jogos, seis derrotas; 1 único golo marcado e 14 golos sofridos.
Num jogo em que nada mais estava em jogo para o Benfica que a dignidade, enquanto o Basel disputava ainda o apuramento para os 1/8 de final (no cenário eventual de uma vitória do CSKA em Manchester – que, se chegou a verificar, em dada altura do desafio – os suíços necessitariam vencer também este jogo), Rui Vitória fez rodar a equipa, com nada menos de sete alterações em relação à formação que vem jogando com maior regularidade. Por seu lado, do onze inicial do grupo helvético, dez repetiram a titularidade da primeira volta.
Isto dito, tal não justifica tudo o que se passou (uma vez mais) esta noite, com uma equipa abúlica, frágil, desconcentrada, a permitir, logo aos cinco minutos, que o adversário se colocasse em vantagem, o que faria, sobremaneira, acrescer as suas dificuldades.
Depois, necessariamente, a falta de rotinas, a enorme crise de confiança, a escassa motivação e o inevitável desânimo, após o segundo tento sofrido, fizeram o resto…
Esta noite, o Benfica teve até mais tempo de posse de bola – compreensível, dado ter-se visto em desvantagem tão cedo -, assim como mais remates e mais ocasiões de perigo (por Pizzi, com um remate de fora da área, Lisandro, Jardel, Diogo Gonçalves ou Seferović, todas ainda na primeira parte, e, ainda, João Carvalho). Mas (outra vez) sem qualquer eficácia, precisamente ao contrário do que o Basel demonstrou logo nas primeiras vezes em que chegou à baliza contrária, beneficiando, paralelamente, da desorganização defensiva benfiquista.
Uma triste e desconsolada despedida, de uma equipa que, a partir de certa altura (logo desde o final da primeira volta), conformada, como que parecia querer ver-se “livre” desta prova, o mais rapidamente possível.
Uma época não para esquecer, mas para reflectir e não repetir…
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – CSKA Moskva – Benfica
CSKA Moskva – Igor Akinfeev, Mário Fernandes, Vasili Berezutski, Viktor Vasin, Sergei Ignashevich, Georgi Shchennikov (50m – Kirill Nababkin), Vitinho (77m – Konstantin Kuchaev), Bibras Natcho, Aleksandr Golovin, Alan Dzagoev (84m – Astemir Gordyushenko) e Pontus Wernbloom
Benfica – Bruno Varela, André Almeida, Jardel, Luisão, Eliseu (83m – Andrija Živković), Ljubomir Fejsa, Filipe Augusto (57m – Raúl Jiménez), Eduardo Salvio, Pizzi, Diogo Gonçalves (45m – Franco Cervi) e Jonas
1-0 – Georgi Shchennikov – 13m
2-0 – Jardel (p.b.) – 56m
Cartões amarelos – Pontus Wernbloom (39m), Kirill Nababkin (70m) e Bibras Natcho (72m); Eliseu (31m) e Luisão (61m)
Árbitro – Deniz Aytekin (Alemanha)
Em boa verdade não sei se haveria ainda alguém realmente a “fazer contas” às ínfimas possibilidades de apuramento para os 1/8 de final (dependentes de goleadas nos dois últimos jogos), ou, sequer, à possibilidade de prosseguir nas competições europeias desta temporada, por via da transição para a Liga Europa. De facto, tal cenário (mesmo o menos irrealista) ficara praticamente comprometido com a vitória do CSKA em Basileia.
O que não se esperaria porventura – ou talvez sim… – é que o Benfica continuasse a dar tão fraca conta das suas capacidades na presente edição da Liga dos Campeões.
(Ainda) pior do que o acumular de cinco desaires em outros tantos jogos disputados, é a sensação de impotência, de “atirar a toalha ao chão”, que a atitude exibida pelo conjunto português denuncia.
Praticamente entrando a perder, o melhor que o Benfica alcançaria seria uma oportunidade de, de imediato, restabelecer a igualdade, poucos minutos volvidos após o golo inaugural da equipa russa (um tento “irregular”, validado pelo árbitro)… mas, afinal, um lance em que Jonas nem sequer conseguiria rematar à baliza.
À medida que o relógio ia avançando, a turma portuguesa ia dando sinais de cada vez maior conformismo, já sem esboçar a mínima tentativa de reacção.
Onze jogadores desinspirados em campo, muito longe de qualquer referência de colectivo, que rapidamente denotou descrer por completo da possibilidade de evitar mais um desaire, desta feita, perante um adversário que, em condições “normais”, deveria estar perfeitamente ao alcance do Benfica…
Resta um último jogo para tentar uma saída honrosa desta triste campanha europeia.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Manchester United – Benfica
Manchester United – David de Gea, Matteo Darmian, Eric Bertrand Bailly, Chris Smalling, Daley Blind, Juan Mata (68m – Ander Herrera), Nemanja Matić, Scott McTominay, Anthony Martial (75m – Marcus Rashford), Jesse Lingard (45m – Henrikh Mkhitaryan) e Romelu Lukaku
Benfica – Mile Svilar, Douglas, Jardel, Rúben Dias, Álex Grimaldo (64m – Eliseu), Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio, Andreas Samaris, Pizzi (78m – Jonas), Diogo Gonçalves e Raúl Jiménez (74m – Haris Seferović)
1-0 – Mile Svilar (p.b.) – 45m
2-0 – Daley Blind (pen.) – 78m
Cartões amarelos – Eric Bertrand Bailly (24m) e Jesse Lingard (24m); Rúben Dias (6m), Eduardo Salvio (69m) e Andreas Samaris (77m)
Árbitro – Gediminas Mažeika (Lituânia)
Parecendo continuar a procurar “reinventar-se”, o Benfica voltou a apresentar “mexidas” no seu onze inicial, com as entradas de Jardel e Samaris, ficando Jonas, uma vez mais, no banco.
A estratégia de Rui Vitória começou por resultar, pelo menos a nível de controlo do jogo e posse de bola, com a equipa portuguesa pressionante, de alguma forma surpreendendo o Manchester United, no seu próprio reduto.
Mas, uma vez mais, cedo se perceberia que continuava a faltar profundidade ao futebol benfiquista, com bola sim, mas em zonas relativamente recuadas, longe da baliza adversária. Ao invés, era a turma inglesa a procurar avançar em transições rápidas.
Estava decorrido apenas o quarto de hora inicial e já o Manchester United beneficiava de uma grande penalidade, numa infantilidade de Douglas, que, depois de se embrulhar com um contrário, em plena grande área, ao cair no chão, tocou a bola com o braço. O jovem guardião do Benfica, Svilar, com excelente estirada, defenderia o remate de Martial, evitando o golo.
Mas o golo chegaria, mesmo ao findar o primeiro tempo, na sequência de um potente remate de meia distância de Matić, a embater no poste e a ressaltar, embatendo nas costas de Svilar… e anichando-se na baliza. Desta feita, um lance de extrema infelicidade para o guarda-redes benfiquista.
Na segunda metade, já em desvantagem no marcador, o Benfica sentiu-se de alguma forma “desarmado”, vendo o controlo do jogo passar para os pés do opositor, denotando alguma impotência para procurar alterar o rumo dos acontecimentos.
De facto, só depois do segundo golo, resultante de outra grande penalidade, desta feita a sancionar acção de Samaris, Rui Vitória faria entrar Jonas, por troca com Pizzi, uma substituição que não resultou qualquer efeito.
Em síntese, o Benfica apresentou melhorias exibicionais, chegou a impor respeito em Old Trafford, mas, para além da falta de acutilância patenteada, não teve a dose mínima de felicidade, com um árbitro extremamente rigoroso, a não hesitar em apontar a marca de grande penalidade por duas vezes, e, sobretudo, com o primeiro tento sofrido, que, inevitavelmente, fez “mossa” em termos anímicos.
Paradoxalmente, dada a conjugação de resultados desta ronda, o Benfica mantém hipóteses – meramente académicas – de qualificação, em caso de vencer os dois jogos que faltam (e num eventual cenário de igualdade pontual a seis pontos com Basel e CSKA Moscovo, entrando então em acção a “máquina de calcular”, relativamente às diferenças de golos). Ao invés, o triunfo do CSKA na Suíça veio ainda dificultar a possibilidade de o Benfica transitar para a Liga Europa. Por seu lado, o Manchester United, com vitórias em todas as quatro jornadas já disputadas, não garantiu ainda, matematicamente, o apuramento!
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Manchester United
Benfica – Mile Svilar, Douglas, Luisão, Rúben Dias, Álex Grimaldo, Ljubomir Fejsa, Eduardo Salvio (83m – Franco Cervi), Pizzi (59m – Andrija Živković), Filipe Augusto, Diogo Gonçalves (69m – Jonas) e Raúl Jiménez
Manchester United – David de Gea, Antonio Valencia, Victor Lindelöf, Chris Smalling, Daley Blind, Juan Mata (83m – Jesse Lingard), Ander Herrera, Nemanja Matić, Marcus Rashford (76m – Anthony Martial), Henrikh Mkhitaryan (90m – Scott McTominay) e Romelu Lukaku
0-1 – Marcus Rashford – 64m
Cartões amarelos – Luisão (5m) e Diogo Gonçalves (54m); Antonio Valencia (41m) e Jesse Lingard (90m)
Cartão vermelho – Luisão (90m)
Árbitro – Felix Zwayer (Alemanha)
Uma equipa do Benfica distante da sua melhor forma, ainda à procura dos melhores “acertos tácticos”, mas sobretudo carenciada de confiança, que só as vitórias podem proporcionar, enfrentava hoje uma difícil missão, atendendo à conjuntura – duas derrotas das duas rondas iniciais da prova – e ao adversário.
Rui Vitória praticamente operou uma “revolução” no onze inicial, confiando a baliza a um jovem guarda-redes, acabado de fazer 18 anos, que se estreava ao mais alto nível (o guardião mais jovem de sempre em jogos da Liga dos Campeões), para além de ter apostado também em Douglas (que ainda não jogara no campeonato) e nos jovens Rúben Dias e Diogo Gonçalves.
A estratégia adoptada foi a de reforçar o meio-campo (com Filipe Augusto junto a Fejsa), procurando ganhar em segurança defensiva, o que, porém, teria contraponto, na enorme dificuldade patenteada em estender o jogo, o que, no final da partida, se saldaria por nenhum remate enquadrado com a baliza adversária!
Para além disso, depois de uma meia-hora inicial em que o Benfica ainda procurou repartir a iniciativa, viria a baixar as linhas, cedendo o controlo do jogo ao Manchester United, começando, nos últimos dez minutos, a sofrer uma intensa pressão na sua zona defensiva.
Na segunda metade os contornos do jogo não se alterariam muito, com a turma inglesa confiante que o golo acabaria por surgir, mais tarde ou mais cedo.
E acabaria mesmo por chegar, da forma porventura mais inesperada, pelo caricato da situação: depois de ter já ensaiado dois cantos directos, Rashford, na sequência de um livre, rematou em profundidade, aproveitando o adiantamento de Svilar, que, inadvertidamente, ao recuar para conseguir segurar a bola, entraria notoriamente pela baliza dentro, numa infantilidade incrível, própria de um guarda-redes sem qualquer experiência…
Até final, o marcador não se alteraria, dado que o Manchester United estava satisfeito com o resultado.
A derrota benfiquista ficava indelevelmente associada ao erro de Svilar, mas, a verdade, é que, ao longo dos noventa minutos, a ideia que prevaleceu sempre foi de que, em qualquer outra oportunidade, os ingleses acabariam por marcar.
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