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O Pulsar do Campeonato – 20ª Jornada

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(“O Templário”, 15.03.2018)

Na semana imediata a ter empatado em Mação, o Amiense, vencendo o U. Tomar, dá um passo importante visando a tranquilidade, ao mesmo tempo que – num campeonato que tem sido uma espécie de carrossel de emoções – volta a colocar o título “nas mãos” dos maçaenses.

Mas, se é inegável que, à medida que a prova avança – e restam agora, por disputar, seis jornadas –, o tempo para recuperar atrasos é cada vez menor, não menos inegável é que os (ainda) três candidatos terão, até final, árduos compromissos a superar, numa recta final que se antecipa possa ser deveras aliciante: o líder, beneficiando do considerável avanço de que dispõe, terá, contudo, de defrontar ainda os seus cinco mais directos perseguidores (!), deslocando-se a Tomar (3.º), Samora Correia (6.º) e Riachos (12.º), recebendo o Fazendense (2.º), Torres Novas (4.º) e Ferreira Zêzere (5.º); por seu lado, o Fazendense visita Mação (1.º), Torres Novas (4.º) e Almeirim (7.º), recebendo o U. Tomar (3.º), Cartaxo (9.º) e Amiense (10.º); enquanto o U. Tomar apenas terá mais duas saídas, a Fazendas de Almeirim (2.º) e Torres Novas (4.º), jogando em casa com o Mação (1.º), Samora Correia (6.º), Riachense (12.º) e Emp. Comércio (14.º).

Destaques – O principal realce desta 20.ª ronda vai para o encontro disputado em Amiais de Baixo, onde o Amiense deu a melhor sequência ao resultado positivo que obtivera na semana passada no terreno no líder, vencendo, desta feita, o então vice-líder, U. Tomar, por 2-1.

Os tomarenses procuraram, desde início, assumir a iniciativa do jogo, que, não obstante, se revelou sempre repartido, com a turma da casa a mostrar-se aguerrida, nunca virando a cara à luta. Após ter conseguido o que parecia mais difícil – colocando-se em vantagem à beira do intervalo, com mais um golo de Wemerson, igualando assim Tiago Vieira na liderança dos melhores marcadores –, os unionistas acabariam por ser, uma vez mais, penalizados pela sua falta de eficácia (tiveram mais do que uma oportunidade para ampliar para 2-0…), vindo a sofrer o tento da igualdade a menos de dez minutos do termo do desafio. Até final, não lhes servindo o empate, procuraram, já algo precipitadamente, chegar de novo à posição de vencedores; porém, desta feita com alguma infelicidade, acabariam por vir a sofrer o tento da derrota já em tempo de compensação, aproveitando o Amiense da melhor forma o factor vento.

Em mais um desaire assaz penalizador para as ambições tomarenses, ainda duas outras palavras: uma, para enaltecer o brio evidenciado pelos visitados, pela forma empenhada como disputaram a partida, dignificando o historial do Amiense – que, tal como o do seu novo responsável técnico, Jorge Peralta –, justifica que o clube possa garantir o seu objectivo de manutenção, sem maiores sobressaltos; outra para assinalar a actuação do trio de arbitragem, liderado por João Mendes: não é frequente ser objecto de elogios dos treinadores de ambas as equipas…

Como querendo afirmar que a fase titubeante que vinha atravessando nas partidas em casa (com três jogos sucessivos em branco, perdendo com U. Abrantina e Cartaxo e empatando com o Amiense) terá sido já ultrapassada, o Mação não perdeu a oportunidade de golear, de forma bem categórica (6-0), o “lanterna vermelha”, Empregados do Comércio, voltando a beneficiar de uma confortável vantagem (sete pontos) face ao mais próximo concorrente, agora o Fazendense.

De facto, a turma das Fazendas conseguiu superar as dificuldades que lhe foram impostas na deslocação à Moçarria, acabando por triunfar por 2-1, aproveitando o deslize tomarense para ascender ao 2.º posto da pauta classificativa, um ponto acima dos unionistas.

Por fim, a devida menção a mais um magnífico resultado do Samora Correia (5.ª vitória consecutiva, tendo actualmente o melhor desempenho de todos os clubes, nesta segunda volta!), goleando por 4-0 no terreno do Cartaxo – que acumulou o 5.º desaire em dez jogos em casa.

Surpresas – Numa jornada com alguns resultados porventura menos expectáveis (quanto mais não seja pela diferença de golos verificada, como é o caso do jogo no Cartaxo), as duas principais surpresas terão sido a vitória (2-1) do Torres Novas em Almeirim, frente ao União local – que, parecendo ter “desligado” do campeonato, somou a quarta derrota sucessiva (num ciclo em que defrontou três dos quatro primeiros classificados) –, a par do importante triunfo averbado pelo Riachense em Abrantes, ante a U. Abrantina (2-0), possibilitando-lhe igualar este mesmo opositor na classificação, num desfecho que poderá, nas contas finais, vir a ter influência determinante, a nível da luta pela “sobrevivência” no principal escalão.

Confirmações – Nesta semana, para além da esperada vitória do líder frente ao último da tabela, poderá também classificar-se nesta secção a importante vitória (2-1) alcançada pelo At. Ouriense, na recepção ao Ferreira do Zêzere, com o factor casa a prevalecer.

II Divisão Distrital – Com a série mais a Norte de folga, a Sul, o guia, Marinhais, voltou a vencer, por tangencial 1-0, perante o Pontével, cabendo o destaque maior à goleada (4-1) do Glória do Ribatejo ante o Benavente, assim retomando uma posição entre os três primeiros, colocando os benaventenses, pelo menos para já, fora dos lugares de acesso à fase final. O U. Santarém goleou (6-0), com alguma naturalidade, o “lanterna vermelha”, Forense.

Campeonato de Portugal – Tivemos, por fim, uma ronda (24.ª) com resultados positivos para as equipas do Distrito: o Fátima goleou (6-1) o Pêro Pinheiro, saindo da zona de despromoção, tendo ascendido à 9.ª posição (pese embora com um único ponto de vantagem sobre a “linha de água”); o Coruchense foi a Sintra obter o que poderá vir a revelar-se uma crucial vitória (2-1), estando agora somente a um ponto deste adversário, precisamente o último em posição de manutenção; quanto ao Alcanenense, o empate (1-1) em Ponte de Sôr, poderá ter sido “curto” para as suas necessidades, dado continuar a distantes sete pontos da zona de segurança.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, terá chegado a hora do “tudo ou nada”: sem entrar em mais conjecturas sobre resultados futuros até final do campeonato (uma coisa de cada vez…), ao U. Tomar, no imediato, apenas resta uma opção: vencer o Mação, no próximo fim-de-semana, único desfecho que lhe permitirá continuar ainda a “sonhar”… e deixar também o Fazendense na expectativa, dependendo do resultado que conseguir averbar, na recepção ao Cartaxo.

No escalão secundário, destaque para os embates Pego-Tramagal e Aldeiense-U. Atalaiense, a Norte, e Pontével-U. Santarém e Barrosense-Glória do Ribatejo, a Sul.

No Campeonato de Portugal, o Fátima deverá procurar rentabilizar a deslocação aos Açores, ao terreno do “lanterna vermelha”, Guadalupe, esperando-se que o Coruchense possa também obter resultado positivo na recepção ao Sacavenense; o Alcanenense, tendo a visita do líder, Mafra, necessitará superar-se para conseguir os pontos de que tão carenciado se encontra…

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Março de 2018)

18 Março, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 19ª Jornada

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(“O Templário”, 08.03.2018)

O U. Almeirim pode estar (como está) fora da luta pelo título, mas tal não invalida que, conjuntamente com o U. Tomar, tenha proporcionado o porventura mais empolgante jogo deste campeonato, repleto de golos e com uma sensacional reviravolta no marcador! Enquanto isso, o líder tarda em conseguir dar a “estocada final” na prova, continuando a esbanjar pontos em casa, o que, mais adiante se verá, se poderá eventualmente vir ou não a ter implicações irreversíveis.

Destaques – Num desafio entre duas equipas – das melhores desta competição – que tinham sofrido um forte “desencanto” na jornada anterior, com o U. Almeirim a ficar definitivamente arredado do 1.º lugar, enquanto para o U. Tomar tal objectivo parecia ter passado a não ser mais que uma quimera, a verdade é que os almeirinenses, talvez agora libertos dessa pressão, surpreendendo, ganhavam já por 2-0 em Tomar, apenas com onze minutos de jogo!

Qualquer outra formação poderia, não dar-se imediatamente por vencida, mas ter sofrido tal abalo que a crença na vitória tivesse ficado assaz comprometida. Mas não… depois de uma fase inicial (talvez até à meia hora) de domínio dos forasteiros, os nabantinos apelaram ao sentimento de orgulho-próprio e foram em busca da felicidade. Que começaria a chegar, precisamente ao findar da primeira parte, com o golo que possibilitou reduzir para a desvantagem mínima, um ponto de viragem essencial no destino deste encontro.

Na segunda metade, tudo seria diferente: continuando a porfiar, rapidamente tendo conseguido restabelecer a igualdade a duas bolas, os tomarenses beneficiaram do facto de os adversários terem ficado reduzido a dez elementos, para consumar uma fantástica “cavalgada”, até chegar aos 4-2, com mais um “hat-trick” de Wemerson Silva. Mas, então, seria a vez dos homens de Almeirim, não virando a cara à luta, voltarem a entrar no jogo, com o terceiro golo de Persi Mamede. Numa partida de tirar o fôlego, os “rubro-negros” tiveram de sofrer até ao último segundo, para segurar a preciosa vantagem de 4-3… que os volta a recolocar na luta pelo título!

Uma coisa é certa: nesta época, até agora, o União de Tomar nada fica a dever, perante qualquer adversário, em termos de enfrentar cada jogo, assumindo sempre a responsabilidade de lutar pela conquista dos três pontos, não tendo demonstrado ser inferior a qualquer dos rivais.

Começam a faltar palavras encomiásticas para qualificar a brilhante campanha que o Ferreira do Zêzere vem protagonizando neste campeonato, desta feita, ganhando (3-1) na Ribeira de Santarém, frente aos Empregados do Comércio, ascendendo ao 4.º posto, a dois pontos do pódio, com o segundo ataque mais concretizador (41 golos) de entre todos os concorrentes!

Surpresa – Pelo terceiro jogo sucessivo no seu reduto, de forma absolutamente inesperada, o Mação volta a desperdiçar pontos: depois das derrotas ante a U. Abrantina e o Cartaxo, agora, um empate a zero ante o “aflito” Amiense; são oito pontos perdidos, que permitem que o campeonato continue bem vivo. A turma maçaense parece denotar que o seu futebol, apoiado em contra-ataques rápidos, é extremamente eficaz perante adversários da sua igualha, mas, paralelamente, vem revelando grandes dificuldades em superar os opositores teoricamente menos fortes, não conseguindo finalizar os vários “match-points” que vai tendo a nível da definição do campeonato. Por curiosidade, quando parecia que teriam de ser os competidores a “esperar” pelos resultados do líder, ao invés, é o Mação que, nas últimas oito jornadas, sempre tem “imitado” o desfecho que o U. Tomar registara na ronda imediatamente precedente!…

Confirmações – Nos restantes encontros da 19.ª jornada, os resultados confirmaram a tendência que seria expectável: Triunfos do Torres Novas (2-0, ante o bastante irregular Cartaxo), do Fazendense (por magro 1-0, na recepção à U. Abrantina) e do Samora Correia (também por inesperada marca tangencial, de 3-2, frente ao Moçarriense, no que, não obstante, constitui a quarta vitória consecutiva dos samorenses!) e igualdade a um golo entre Riachense e At. Ouriense – desfechos que, conjugados com a evolução do Nacional, parecem comprometer cada vez mais as aspirações à manutenção, por parte da U. Abrantina (agora a seis pontos da turma de Ourém), Riachense (já com nove pontos de atraso face ao 9.º classificado) e Moçarriense.

II Divisão Distrital – A Norte, o Rio Maior (batendo o Alferrarede por 5-3) e o Tramagal (ganhando por 2-1 ao Aldeiense), ampliando para nove pontos a sua vantagem sobre o duo que partilha a 3.ª posição (U. Atalaiense e Aldeiense) garantiram, desde já, ainda com três jornadas por disputar, a presença na fase de apuramento de Campeão e de promoção. Para a vaga restante, surge, vindo de trás, o Pego (vencedor por 3-0, em Caxarias), somente a três pontos do 3.º lugar.

A Sul, o Marinhais superou com distinção o primeiro teste como líder, goleando por 4-0 na deslocação ao terreno do “lanterna vermelha”, Forense. Igualmente bem está o U. Santarém (2.º), que foi vencer à Barrosa, por 2-0. Com o adiamento do Benfica do Ribatejo-Glória do Ribatejo, por falta de policiamento, a turma da Glória, que liderou durante larga fase da prova, vê-se relegada para o 4.º posto, a um ponto do Benavente, embora com dois jogos a menos.

Campeonato de Portugal – Alcanena e Fátima “empataram-se” mutuamente (1-1), enquanto o Coruchense não evitou novo desaire (0-1, em Loures), o que resultou na delicada situação de todos os três clubes representantes do Distrito se encontrarem agora abaixo da “linha de água”… Se, para o Fátima e Coruchense (talvez mais o primeiro, pela evolução que vem tendo), as distâncias de dois e três pontos para o 10.º lugar (três e quatro pontos para o 9.º) poderão ser ainda recuperáveis, o atraso do conjunto de Alcanena, já a sete pontos de tal linha divisória começa a parecer “irrevogável”, quando restam sete jornadas neste disputado campeonato.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, o Mação volta a ter ocasião soberana para consolidar a sua candidatura ao título, recebendo o “lanterna vermelha”, já praticamente sentenciado, Empregados do Comércio, ao passo que o vice-líder, U. Tomar tem mais uma difícil saída, a Amiais de Baixo; o Fazendense visita outro grupo muito carenciado de pontos, Moçarriense.

No escalão secundário, haverá folga a Norte, apenas se disputando a jornada (18.ª) da série a Sul, destacando-se o Glória do Ribatejo-Benavente, que poderá ser determinante na definição dos apurados para a fase final, sem que o guia, Marinhais, possa descansar ante o Pontével.

No Nacional, teremos uma ronda de confrontos de extrema importância: o Fátima, recebendo o 10.º classificado, Pêro Pinheiro; enquanto o Coruchense visita o 9.º, Sintrense; cabendo ao Alcanenense deslocar-se a Ponte de Sôr, onde encontra o penúltimo classificado, Eléctrico.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Março de 2018)

11 Março, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

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(“O Templário”, 01.03.2018)

Continuando a reagir de forma muito assertiva às derrotas caseiras sofridas – vencendo no reduto de um (ex-)candidato – e beneficiando dos deslizes dos rivais, o Mação parece ter o título de Campeão “nas mãos”, tendo voltado a ampliar a sua vantagem na liderança, agora de sete e nove pontos face aos mais próximos perseguidores, quando faltam disputar oito rondas.

Destaques – O principal destaque da jornada vai para a partida entre U. Almeirim e Mação, em que se defrontavam dois dos principais candidatos ao título. Não vacilando após segundo desaire sucessivo no seu terreno, os maçaenses – continuando a fazer dos jogos em campo alheio o seu decisivo ponto forte, grande factor diferenciador em relação à concorrência (em dez jogos, somaram oitava vitória, apenas tendo perdido nas Fazendas de Almeirim e empatado na Ribeira de Santarém) – obtiveram um excelente triunfo, por 2-0, afastando definitivamente da disputa pelo título os almeirinenses, confirmando, paralelamente, a sua posição privilegiada, superando com distinção uma etapa que se afigurava como uma das mais ameaçadoras.

No Cartaxo, o U. Tomar enfrentava um desafio de elevado grau de dificuldade, perante um adversário que, não só tinha vencido em Tomar, como, precisamente, vinha também de uma vitória por goleada no terreno do líder! Existia portanto a expectativa de que este fosse um jogo aberto, com duas equipas a brigar pelos três pontos, único resultado que interessava aos tomarenses, enquanto, para os cartaxeiros, sem nada a perder, tal seria importante para poder continuar a subir mais alguns lugares na tabela, aproximando-se das suas aspirações iniciais.

Porém, tal expectativa sairia completamente gorada, uma vez que os donos da casa nada demonstraram em campo que fosse compatível com quaisquer créditos que lhes pudessem ser atribuídos – desde logo, pela forma, como, no início da época, se auto-proclamaram candidatos ao título… Nos noventa minutos de jogo, o Cartaxo não criou uma única ocasião de perigo, acabando por ser contemplado com a “taluda”, na sequência de um canto.

De facto, desde os primeiros minutos, seriam os unionistas a assumir a iniciativa do jogo, empurrando os cartaxeiros para o seu meio-campo, rapidamente chegando ao golo – ainda antes do quarto de hora –, na sequência de uma grande penalidade, a sancionar derrube a Wemerson, que, nas suas deambulações na área, apenas em falta pôde ser travado, que o próprio converteu. Para se ter uma ideia da forma inofensiva como os visitados se apresentaram, só aos vinte minutos, o estreante guardião nabantino seria chamado a ter uma primeira (fácil) intervenção…

Depois do golo, a intensidade do jogo reduziu-se ligeiramente, tendo, não obstante, o U. Tomar disposto de mais duas oportunidades de golo, que, contudo, não conseguiu materializar. Mas, a ocasião mais flagrante estava reservada já para a etapa complementar, quando Wemerson, acercando-se da pequena área, deu sequência a um cruzamento, tendo tido tempo para dominar primeiro com o pé, preparando um forte remate à baliza, quase à “queima-roupa”, mas a permitir ao guarda-redes cartaxeiro uma soberba defesa, por instinto.

Pouco depois, confirmar-se-ia a “máxima”: quem não marca, sofre… Até final, com as habituais paragens de jogo, a quebrar o ritmo, seria já difícil retomar, de forma concentrada, a toada ofensiva. O União acabaria por ser excessivamente penalizado pela falta de eficácia revelada, num jogo em que, uma vez mais, faltou também uma “pontinha de sorte”, tendo sido muito mal perdidos estes dois pontos, que o voltam a atrasar, porventura de forma comprometedora.

A salientar ainda, nesta ronda, a vitória (2-1) do At. Ouriense na recepção ao Fazendense – apenas o segundo desaire da turma das Fazendas em toda a prova –, colocando termo a um ciclo de quatro derrotas consecutivas dos oureenses, que, assim, podem voltar a “respirar” melhor.

Surpresas – A grande surpresa da jornada foi, sem dúvida, a vitória (4-2) averbada pelos Empregados do Comércio em Amiais de Baixo, a agudizar a crise do Amiense, já em posição delicada na tabela, sem que os Caixeiros consigam, para já, ver melhoradas as suas perspectivas. Por seu lado, e atendendo ao desempenho que a U. Abrantina vinha revelando, foi também algo surpreendente o desaire caseiro sofrido (0-1) ante o “revigorado” Samora Correia.

Confirmações – O Ferreira do Zêzere confirmou o favoritismo, batendo o Riachense (4-2), igualando, sensacionalmente, o U. Almeirim no 4.º lugar, a quatro pontos do vice-líder, U. Tomar. Na Moçarria, os visitados não conseguiram melhor que a igualdade (1-1) frente ao Torres Novas, numa bem aziaga ronda para os anseios de vários clubes, nas distintas “batalhas” que vêm travando: U. Tomar, Fazendense e U. Almeirim, em relação à luta pelo lugar cimeiro; Amiense, U. Abrantina, Riachense e Moçarriense, procurando escapar à zona perigosa.

II Divisão Distrital – A Norte, o Tramagal empatou na Atalaia (0-0), mantendo a sua invencibilidade (soma nove vitórias e cinco empates), mas tendo sido alcançado na liderança pelo Rio Maior, vencedor no Pego (3-2). Menção ainda ao triunfo do Caxarias (2-1) no reduto do Aldeiense, equipa que reparte o 3.º lugar com a U. Atalaiense, a seis pontos dos primeiros.

A Sul, o Marinhais ganhou 2-1 ao Barrosense, aproveitando a folga do Glória do Ribatejo para ascender à liderança, destacando-se ainda o triunfo do U. Santarém sobre o Benavente, por categórico 3-0, igualando a formação a Glória no 2.º posto, ambos a dois pontos do novo guia.

Campeonato de Portugal – Fátima (1-5 em casa, ante o Praiense) e Alcanenense (1-4 em Sacavém) foram goleados, enquanto o Coruchense denotou inesperadas dificuldades para derrotar o “lanterna vermelha”, Guadalupe, por tangencial 2-1. Os fatimenses ocupam o último lugar (10.º) acima da “linha de água”, igualados em pontos com o Pêro Pinheiro e Coruchense (12.º); por seu lado, a formação de Alcanena (13.º) mantém uma desvantagem de cinco pontos.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, o Mação é amplamente favorito na recepção ao Amiense, recebendo o U. Tomar o U. Almeirim, num confronto entre duas das melhores equipas da prova.

No segundo escalão, a Norte, os jogos Tramagal-Aldeiense e o Espinheirense-U. Atalaiense poderão ser determinantes na definição dos apurados para a segunda fase. A Sul, destacam-se os encontros Barrosense-U. Santarém e Benfica do Ribatejo-Glória do Ribatejo.

No Nacional, apenas a vitória interessará aos visitados no confronto Alcanenense-Fátima, com o Coruchense a ter mais uma difícil deslocação, ao terreno do Loures (actual 6.º classificado).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Março de 2018)

4 Março, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 17ª Jornada

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(“O Templário”, 22.02.2018)

O Campeonato Distrital da I Divisão parece estar a metamorfosear-se numa espécie de “jogo do gato e do rato”, ou, num “agora perco eu, agora perdes tu”… Na 17.ª jornada, foi a vez de ser o Mação a sofrer novo desaire (o segundo sucessivo no seu reduto), sendo goleado pelo Cartaxo, enquanto o U. Tomar ganhou pontos em “quatro campos” – beneficiando também do empate caseiro do Fazendense e da derrota do U. Almeirim em Amiais de Baixo –, prontamente recuperando o 2.º lugar, restabelecendo a diferença de cinco pontos face ao comandante.

Destaques – A grande nota de realce desta ronda vai, portanto, para a derrota do Mação (0-3), na recepção a um afoito Cartaxo, que somou o seu quinto triunfo “fora de portas”. Após uma forte entrada em campo, assumindo a iniciativa do jogo, os maçaenses viriam a ser penalizados com uma expulsão, por “resposta” a suposta agressão, tendo jogado mais de metade do desafio em inferioridade numérica, o que os cartaxeiros aproveitaram da melhor forma; os donos da casa acabariam mesmo por ver-se reduzidos a nove elementos, já na parte final do encontro.

Por seu lado, em Amiais de Baixo, o outro clube do município almeirinense, U. Almeirim, foi batido pelo Amiense, por 2-1, não aproveitando assim a escorregadela do líder, de que continua a distar oito pontos, precisamente antes de as duas equipas se defrontarem, na próxima jornada, num jogo determinante para o futuro de ambas nesta competição.

No confronto entre os últimos classificados, na Ribeira de Santarém, um Riachense em recuperação (somando duas vitórias e dois empates na segunda volta, em que, somente em quatro jogos, averbou mais pontos do que em toda a primeira metade da prova), impôs-se por categórico 3-0, empurrando os Empregados do Comércio cada vez mais para a indesejada condição de “lanterna vermelha”, com a manutenção a começar a ser uma miragem.

Surpresas – Num embate entre duas das formações com melhor desempenho na prova, o Ferreira do Zêzere voltou aos bons resultados, reagindo da melhor forma ao desaire caseiro sofrido na semana anterior, surpreendendo no sempre difícil terreno de Fazendas de Almeirim, ante o então 2.º classificado, Fazendense, empatando a duas bolas, firmando a sua posição tranquila na pauta classificativa (actualmente na 6.ª posição, com boa “margem de segurança”).

Confirmações – Em Tomar, o União confirmou o favoritismo, ganhando por 2-0 ao Moçarriense, mas com o tento da tranquilidade a surgir somente nos derradeiros minutos. Depois de alguma ansiedade inicial, na busca rápida do primeiro golo, que só surgiria já com mais de meia hora de jogo, e na conversão de uma grande penalidade, os unionistas assentaram então o seu jogo, criando mais algumas ocasiões de perigo. No segundo tempo, repetir-se-ia, de alguma forma, o “filme”, com o golo da confirmação a demorar e, paralelamente, a turma da Moçarria a começar a acreditar e a provocar um ou outro susto, antes de Wemerson bisar.

Depois de dois sensacionais triunfos ante os dois primeiros, a U. Abrantina foi agora travada, em Torres Novas, perdendo por 2-0, com os torrejanos a fazer prevalecer o factor casa, o que lhes proporciona ascender ao 5.º posto, somente a dois pontos do ainda candidato U. Almeirim!

Por fim, o “renovado” Samora Correia averbou segunda vitória sucessiva, derrotando por 3-1 o At. Ouriense, que, ao invés, acumulou o quarto desaire sucessivo em outros tantos jogos da segunda volta, porventura abalado pelas circunstâncias em que se viu envolvido o seu treinador, ficando ameaçado pelo risco de queda na zona perigosa, possivelmente alargada, devido ao desempenho das equipas do Distrito no Nacional (é 9.º, dois pontos acima do 11.º classificado).

II Divisão Distrital – A Norte, o Tramagal empatou no terreno do Espinheirense (1-1), mantendo a liderança, com o Rio Maior, outra vez, a evidenciar-se, goleando o Aldeiense (4-1), agora a dois pontos do 1.º lugar. Surpreendente foi o desaire do Pego na Ortiga (2-3), sendo digna de nota a primeira vitória (2-1) do At. Pernes, frente ao Alferrarede.

A Sul, no “derby”, o Glória do Ribatejo, a atravessar fase menos assertiva, não foi além do empate (1-1) ante o Salvaterrense, enquanto o Benavente bateu o Marinhais (2-0), o que resultou num reagrupamento do pelotão da frente, com Glória, Marinhais, Benavente e U. Santarém (este, com um jogo a menos) separados, entre cada um deles, somente por um ponto.

Campeonato de Portugal – Mais uma semana, mais sinais negativos da parte dos clubes do Distrito, apenas com o Fátima a conseguir dar continuidade aos bons resultados, tendo indo empatar (1-1) ao terreno do 2.º classificado, Vilafranquense, o que, contudo, não invalida que se mantenha em posição delicada, no 9.º posto, mas em igualdade pontual com o 10.º, Sintrense, e com o 11.º, Pêro Pinheiro (primeira equipa abaixo da “linha de água”).

Pior estão o Coruchense, derrotado (0-1) precisamente pelo Pêro Pinheiro, que baixou à 12.ª posição, a três pontos do trio que o precede; e, sobretudo, o Alcanenense, que, mesmo jogando no seu terreno, voltou a perder (1-2), ante o… Sintrense, de que tem já atraso de cinco pontos.

Antevisão – Na I Divisão, a próxima ronda poderá eventualmente constituir-se num ponto de inflexão no rumo do campeonato, dependendo dos desfechos dos desafios U. Almeirim-Mação, que, desta vez, pode mesmo ser a derradeira cartada dos almeirinenses, e Cartaxo-U. Tomar, um compromisso de elevado risco para os tomarenses (que, tal como o Mação, perderam ante este opositor em casa), mas que, em caso de vitória, poderá revelar-se altamente recompensador.

No escalão secundário, a Norte, destacam-se o U. Atalaiense-Tramagal e o Pego-Rio Maior; a Sul, com o comandante, Glória, a folgar, o realce vai para o embate U. Santarém-Benavente, entre dois candidatos à subida… e ao 1.º lugar, ficando na expectativa do Marinhais-Barrosense.

No Nacional, prosseguem as difíceis “agendas” dos clubes do Distrito, com o Fátima, depois de visitar o 2.º classificado, a receber o 3.º, Praiense, ainda em busca de uma eventual posição na fase final, de apuramento para a II Liga; e o Alcanenense a deslocar-se a Sacavém, para defrontar o Sacavenense, actualmente na 5.ª posição, grupo que visa garantir a tranquilidade. Quanto ao Coruchense, tendo a visita do “lanterna vermelha”, Guadalupe, já praticamente sentenciado, terá uma boa oportunidade de, regressando aos triunfos, voltar à “tona de água”.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Fevereiro de 2018)

25 Fevereiro, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 16ª Jornada

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(“O Templário”, 15.02.2018)

Na ronda imediata a um inesperado desaire caseiro, o Mação volta a restabelecer distâncias, beneficiando do facto de, entre os cinco primeiros, ter sido o único a vencer! Num campeonato com bastantes “reviravoltas”, os maçaenses continuam em posição aparentemente confortável, quando se entra nas dez derradeiras jornadas, portanto, com a “meta” a começar a aproximar-se.

Destaques – Pela segunda semana consecutiva, o destaque maior vai para a U. Abrantina, que soma dois êxitos frente aos dois primeiros classificados; depois de vencer em Mação, voltou a triunfar, frente ao U. Tomar (2-1), numa partida, porém, de grande controvérsia, sem, com tal, se pretender retirar mérito à turma de Abrantes, que prossegue a sua caminhada, em busca de zona mais tranquila da classificação (ultrapassou o Amiense, subindo à 10.ª posição).

Não tendo assistido ao desafio, apenas é possível opinar com base nos ecos que vão chegando, que apontam para um conjunto de lances duvidosos, em que, em todos eles, a decisão foi penalizadora para os tomarenses: um suposto fora-de-jogo no segundo tento dos visitados; uma presumível grande penalidade não sancionada a favor dos nabantinos, para além de dois golos invalidados… convenhamos que se trata de uma conjugação adversa de reduzida probabilidade.

Para o U. Tomar fica, de novo, o amargo de mais uma derrota em terreno alheio (na condição de visitantes, em nove jogos, os unionistas ganharam apenas três, empataram três, perdendo outros três), voltando a denotar dificuldades em se impor, depois de uma fase em que evidenciara domínio avassalador, obtendo, de forma consecutiva, as tais três vitórias fora de casa, o que adia as perspectivas de recuperação pontual, agravando a dependência face aos resultados do guia.

Na 16.ª jornada, merecem igualmente realce os triunfos averbados “fora de portas” pelo Samora Correia (2-0 em Ferreira do Zêzere), e pelo Torres Novas, em Ourém, ante o At. Ouriense (2-1). Os samorenses parecem querer deixar para trás uma fase muito negativa, de cinco desaires consecutivos, tendo, enfim, voltado às vitórias, e logo no terreno da equipa-sensação do campeonato! Por seu lado, os torrejanos, que vinham também de três derrotas sucessivas, confirmaram a sua propensão para desfechos positivos fora de casa, ganhando pela quinta vez.

Surpresas – A principal surpresa sucedeu em Almeirim, onde o União local não conseguiu desfazer o nulo, na recepção ao “lanterna vermelha”, Empregados do Comércio, que vai procurando “fazer pela vida”, somando alguns pontos, pese embora insuficientes, vendo a “linha de água” cada vez mais distante. Assim, o U. Almeirim, que se projectava pudesse ser o principal beneficiado desta ronda, acaba por atrasar-se uma vez mais face ao comandante.

O outro clube do município, o Fazendense, não conseguiu melhor, empatando a dois golos na deslocação a Riachos, onde o Riachense visa o mesmo que os “Caixeiros”: ir amealhando pontos, de que tão carenciado está, mas, paralelamente, se vê em posição cada vez mais difícil. O grupo das Fazendas continua em boa posição na pauta classificativa (um excelente 2.º lugar), mas, agora, também com desvantagem alargada (sete pontos) em relação ao Mação.

Confirmações – Precisamente, os maçaenses, numa sempre difícil deslocação ao terreno da Moçarria, pareciam poder vacilar outra vez, com o Moçarriense a conservar o empate a um tento praticamente até final do encontro, acabando, contudo, por ceder, tendo o Mação chegado ao segundo golo, que lhe proporcionou um crucial triunfo, confirmando assim o favoritismo.

Por fim, o Cartaxo obteve aquela que é, apenas, a sua terceira vitória em casa, impondo-se por 2-0 ao Amiense, que, deste modo, volta a cair em posição nada confortável da classificação (11.º lugar), em função da evolução que se vai observando no Nacional, numa disputa que envolve também o At. Ouriense, Samora Correia e U. Abrantina, em busca de uma posição que garanta o afastar de aflições maiores, que possam vir a decorrer de despromoções ao Distrital.

II Divisão Distrital – A Norte, o guia, Tramagal, mantém-se seguro, ganhando ao Caxarias (1-0), destacando-se o triunfo do Rio Maior na Atalaia (também por 1-0), assim como a goleada do Pego (6-2, face ao At. Pernes), com os pegachos a recuperar, a seis pontos do 3.º lugar.

A Sul, a nota de principal realce vai para o U. Santarém, que conseguiu quebrar a invencibilidade do líder, Glória do Ribatejo (agora igualado pelo Marinhais), ganhando por 2-1, dando um passo crucial na aproximação ao 3.º lugar, só a um escasso ponto, beneficiando ainda de ter um jogo a menos (aproveitando, da melhor forma, o nulo no Vale da Pedra-Benavente).

Campeonato de Portugal – Enquanto o Fátima prossegue, paulatinamente, a sua recuperação, ganhando por 1-0 ao 1.º Dezembro, ascendendo ao 9.º posto, a surpresa da 20.ª jornada foi protagonizada pelo Alcanenense, que – depois de seis desaires sucessivos –, aproveitou a visita ao Sorraia, para triunfar por inesperada marca de 3-0, o que, no imediato, se traduz no “arrastar” do Coruchense (que até vinha numa sucessão de resultados positivos) também para a zona abaixo da “linha de água” (11.º lugar), pese embora em igualdade pontual com Sintrense e Pêro Pinheiro, trio de que o conjunto de Alcanena (13.º) regista agora dois pontos de desvantagem.

Antevisão – No escalão principal, as próximas duas rondas poderão revelar-se determinantes, destacando-se, no imediato, o Mação-Cartaxo, em que o comandante terá de manter o foco, para evitar ser surpreendido, enquanto o U. Tomar recebe o Moçarriense, assumindo o favoritismo. De interesse será também o Fazendense-Ferreira do Zêzere, tendo o U. Almeirim uma difícil saída, até Amiais de Baixo, para defrontar um intranquilo Amiense.

Na II Divisão, a Norte, realce para o embate entre o duo que reparte o 2.º lugar, Rio Maior-Aldeiense, com Caxarias-U. Atalaiense na expectativa de poder tirar dividendos desta ronda. A Sul, para além do “derby” Glória do Ribatejo-Salvaterrense, as atenções estarão também orientadas para o Benavente-Marinhais, partida em que se cruzam os 3.º e 2.º classificados.

No Nacional, Coruchense e Alcanenense terão também confrontos da maior relevância para a definição do seu futuro próximo: o conjunto do Sorraia desloca-se a Pêro Pinheiro, cabendo à equipa de Alcanena receber o Sintrense, precisamente o último posicionado acima da “linha de água”. O Fátima viaja até V. F. Xira, onde terá, no actual 2.º classificado, bem difícil obstáculo.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Fevereiro de 2018)

18 Fevereiro, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

Pulsar-15

(“O Templário”, 08.02.2018)

Temos campeonato! A surpreendente derrota do Mação, no seu terreno, ante a U. Abrantina, constitui mais um alerta de que, necessariamente, serão prematuras quaisquer análises “definitivas”, quando a prova apenas agora dá os primeiros passos na sua segunda metade. Sem que tal traduza que o guia venha a claudicar, voltámos a ter quatro clubes na disputa do título…

Destaques – Não seria de prever que o líder, depois de, na viragem da primeira para a segunda volta, ter suplantado “com distinção” uma dupla jornada em campo alheio (frente a opositores tão difíceis como se têm revelado esta temporada o At. Ouriense e o Ferreira do Zêzere) – a que acresceu ainda a “cereja” da imponente goleada frente ao Samora Correia, no jogo da Taça (num total de 14 golos apontados nestes três desafios) –, viesse a vacilar no seu próprio reduto, perdendo (0-1) ante um adversário (U. Abrantina) que continua a lutar tenazmente para procurar escapar aos lugares da cauda da tabela… mas foi o que sucedeu, com os maçaenses, desta feita, em situação de desvantagem no marcador desde cedo, incapazes de marcar um único tento!

A realçar nesta jornada, também o categórico triunfo do U. Almeirim, impondo-se por 3-0 no Cartaxo, que, afinal, volta a ceder no seu ambiente (quarto desaire caseiro em sete jogos!) – tendo de voltar a preocupar-se mais com os seus perseguidores, do que ambicionar os “grandes feitos” que prometia para esta época –, numa confirmação cabal de que os almeirinenses se mantêm bem “vivos”, pese embora ocupem o 4.º posto da tabela, a seis pontos do comandante.

Surpresa – Para além dos dois destaques anteriores – em que, obviamente, o êxito da turma de Abrantes constituiu a maior surpresa da ronda –, houve também surpresa, quanto mais não seja em função dos números, na vitória do Ferreira do Zêzere em Torres Novas, goleando por expressiva marca de 4-0. Até onde poderá chegar este fantástico grupo ferreirense, é a questão que se pode colocar, numa altura em que consolidou a sua 5.ª posição (somente a quatro pontos do 2.º lugar…), a mesma distância que o separa do 6.º classificado, precisamente os torrejanos.

Confirmações – Nas outras quatro partidas, confirmaram-se as tendências que os diversos clubes envolvidos vêm demonstrando no seu percurso nesta edição da I Divisão Distrital.

Desde logo, com o U. Tomar a receber e a vencer o At. Ouriense, por magro e algo sofrido 2-1. Depois de uma forte entrada, inaugurando o marcador ainda antes do quarto de hora e chegando ao 2-0 com pouco mais de vinte minutos, os unionistas adoptaram uma toada que incidiu preferencialmente no controlo do jogo, sempre à espreita de poder aplicar o “contra-golpe” que sentenciasse o desfecho do encontro. Contudo, o tal terceiro golo acabaria por não surgir, e, ao invés, tendo o adversário conseguido reduzir para a diferença tangencial já na fase terminal do jogo, os derradeiros dez minutos fizeram pairar alguma incerteza no resultado final, não obstante os tomarenses tenham, nesse período, sido muito seguros na gestão do tempo, não concedendo oportunidades a um sempre difícil rival. Assim, tendo prontamente restabelecido a diferença face ao líder, nos cinco pontos, voltam a ter todo o direito a continuar a “sonhar”…

Na Ribeira de Santarém, o outro vice-líder, Fazendense, experimentou também dificuldades – tendo chegado a consentir a igualdade aos “Caixeiros” –, mas conseguiu o mais importante para as suas cores, averbando os três pontos em disputa, ganhando por igual marca de 2-1, segurando a sua sensacional (por inesperada) posição na pauta classificativa.

O Samora Correia conseguiu, enfim, interromper a terrível série negativa de cinco derrotas sucessivas no campeonato, tendo, já na parte final do desafio, evitado novo desaire, acabando por empatar (2-2) frente ao “aflito” Riachense – que, não só mantém a penúltima posição, como inclusivamente, em função dos triunfos registados por Amiense e U. Abrantina, se vê mais distanciado de lugares que possam proporcionar maior tranquilidade, numa altura em que as notícias que vão chegando do Nacional não são nada animadoras…

Por fim, havia sido já disputado na semana anterior o Amiense-Moçarriense, com a turma de Amiais de Baixo (ganhando 1-0) a encerrar a mais prolongada série sem vitórias no campeonato (seis jogos), já antes registada pela U. Abrantina e, actualmente em curso, pelo Samora Correia.

II Divisão Distrital – As duas “cimeiras de líderes”, a Norte e a Sul, saldaram-se por dois empates: 1-1 no Rio Maior-Tramagal; 0-0 no “derby” Glória-Marinhais. Disso se aproveitaram o Aldeiense, a colar-se ao Rio Maior no 2.º posto, e a U. Atalaiense, apenas um ponto abaixo. Destaque ainda para a soberba goleada (8-1) imposta pelo Pego na visita a Alferrarede.

A Sul, o Benavente (3.º classificado) não conseguiu desfazer o nulo ante o Porto Alto, tendo agora mais presente a ameaça do U. Santarém, somente a três pontos (e com um jogo a menos)

Campeonato de Portugal – Os resultados positivos obtidos pelo Coruchense (empate a zero, face ao 3.º classificado, Praiense) e pelo Fátima (vitória 1-0 nas Caldas, ante o semi-finalista da Taça de Portugal) contrastam com o péssimo desfecho do Alcanenense, batido (1-2) no seu terreno pelo “lanterna vermelha”, Guadalupe, ampliando para seis derrotas o terrível ciclo que subsiste em curso e que, a não ser rapidamente revertido, poderá ter reflexos irremediáveis.

Com os grupos do Sorraia e Fátima a ocuparem os últimos lugares (9.º e 10.º) acima da “linha de água”, o conjunto de Alcanena (13.º) dista agora já sete pontos do 8.º classificado (Caldas), começando a ser forte a ameaça de que não seja possível a manutenção dos três clubes.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, cabe agora ao U. Tomar defrontar precisamente a equipa que bateu o líder, a U. Abrantina, numa bem difícil deslocação a Abrantes; por seu lado, o Mação também não deverá encontrar facilidades na visita à Moçarria, com o U. Almeirim (que recebe os Empregados do Comércio) em posição de poder “capitalizar” nesta próxima jornada.

No escalão secundário, a Norte, o Tramagal-Caxarias e o U. Atalaiense-Rio Maior serão jogos de especial interesse; enquanto, a Sul, teremos um aliciante U. Santarém-Glória do Ribatejo.

No Nacional, o confronto entre Coruchense e Alcanenense assume cariz determinante para os forasteiros, enquanto o Fátima receberá a visita do 1.º de Dezembro (actual 6.º classificado).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 8 de Fevereiro de 2018)

11 Fevereiro, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

Pulsar-TRibatejo - 1-4 final

(“O Templário”, 01.02.2018)

Os dois primeiros classificados do campeonato, Mação e União de Tomar, garantiram também o apuramento para as meias-finais da Taça do Ribatejo, parecendo “prometer” novo duelo, pela conquista deste troféu, sendo acompanhados por duas equipas escalabitanas, ambas qualificadas no desempate da marca de grande penalidade: o “lanterna vermelha” da I Divisão, Empregados do Comércio, e o agora único resistente do escalão secundário, U. Santarém.

Destaque – O destaque vai, uma vez mais, para nova goleada do Mação, batendo por inapelável 6-0 o Samora Correia. Começam a faltar palavras para caracterizar a campanha dos maçaenses, qual “rolo compressor”; depois de uma (curta) fase em que pareceu poder vacilar, com um ciclo de vitórias tangenciais (incluindo, por curiosidade, o triunfo por 1-0, precisamente sobre os samorenses), a par da inesperada perda de pontos na Ribeira de Santarém, o líder do campeonato voltou a mostrar-se amplamente dominador (com 14 golos nos últimos três jogos!).

Ao invés, necessariamente, algo terá de correr muito mal nas hostes de Samora – um grupo com bons valores, que se apresentava como candidato no arranque da época –, registando um terrível score de 2-20, nos seus últimos cinco desafios, os quais se saldaram, todos eles, por derrota.

Na partida do passado fim-de-semana, o Mação cedo sentenciou o desfecho da eliminatória, com dois tentos obtidos ainda na fase inicial do jogo, com o marcador a avolumar-se com alguma naturalidade, perante um opositor que, a partir daí, pouco mais tinha a defender que a sua dignidade, tendo procurado contrariar a adversidade e chegar, pelo menos, ao ponto de honra, que, contudo, não conseguiria alcançar.

Surpresas – A grande surpresa desta ronda foi a eliminação do Torres Novas, no seu reduto, ante o U. Santarém, clube que busca a promoção à divisão principal (posiciona-se, actualmente, no 4.º lugar da série Sul da II Divisão), não tendo os torrejanos conseguido melhor que a igualdade a uma bola, para acabarem por ser surpreendidos no desempate da marca de grande penalidade, cabendo agora aos escalabitanos o exclusivo da representação do seu escalão.

A outra equipa do município de Santarém, Empregados do Comércio, conseguiu igualmente surpreender, empatando a dois golos com o Ferreira do Zêzere – que vinha de um moralizador triunfo, na jornada anterior do campeonato, a consolidar o seu excelente desempenho nesta temporada –, tendo sido também mais feliz no desempate da marca de grande penalidade.

No próximo dia 6 de Fevereiro, veremos se o sorteio das meias-finais ditará um confronto entre os dois grupos da capital do Distrito – garantindo, desde logo, a representação do município na final –, ou se terão de enfrentar os actuais dois primeiros classificados do campeonato…

Confirmação – Num festivo ambiente de Taça, em que se salienta o desportivismo evidenciado pelos adeptos do Glória do Ribatejo, que afluíram em bom número à cidade de Tomar, o União confirmou o seu favoritismo, ganhando por 2-0, apurando-se assim – apenas pela segunda vez no seu historial, depois da época de 2002-03 – para as meias-finais da competição.

Perante um adversário competente, já com tradições na prova (semi-finalista por duas vezes consecutivas, em 2013-14 e 2014-15), motivado por praticamente um ano de invencibilidade – desde a eliminação nos 1/8 de final da edição precedente da competição (no início de Fevereiro do ano passado) –, os unionistas adoptaram uma toada de grande rigor, assumindo a iniciativa do jogo, em busca do golo, mas sempre sem descurar a segurança defensiva.

Num primeiro tempo praticamente de “sentido único”, os tomarenses inauguraram o marcador ainda antes dos vinte minutos de jogo, o que lhes conferiu maior tranquilidade. Porém, na segunda metade, a turma da Glória, nunca se entregando, lutando com todas as forças em ordem a tentar chegar ao empate, valorizou sobremaneira a vitória “rubro-negra”, numa tarde em que o forte vento dificultou a tarefa dos jogadores, na prática de um futebol mais apoiado. O tento da confirmação apenas chegaria a escassos minutos do final, novamente por Wemerson, a bisar na partida, em mais uma etapa superada na caminhada para a conquista deste tão ansiado troféu.

Campeonato de Portugal – Parece não haver maneira de as equipas do Distrito “acertarem o passo” no Nacional, vendo-se, a cada semana que passa, em posição cada vez mais aflitiva.

De facto, na 18.ª jornada, de positivo, apenas a assinalar o nulo que o Coruchense impôs ao até então líder, Vilafranquense (em função desse desfecho, a ceder novamente o comando ao Mafra). Quer o Fátima, quer o Alcanenense saíram derrotados, em partidas em que se esperaria mais: os fatimenses, actuando no seu reduto, foram desfeiteados pelo Torreense (5.º classificado) por 1-2; a formação de Alcanena perdeu por 0-1 em Pêro Pinheiro, trocando de posições precisamente com esse adversário, baixando ao 13.º lugar, sendo agora dois os clubes do Distrito abaixo da “linha de água”, situação na qual voltou a cair o Fátima. Preocupante…

Antevisão – Na retoma dos campeonatos distritais, na I Divisão – que teve já um jogo antecipado, disputado no passado fim-de-semana, com o Amiense, enfim, a regressar aos triunfos (1-0, na recepção ao Moçarriense) – o guia, Mação, perfila-se como favorito, sendo visitado pela “vizinha” U. Abrantina, enquanto o U. Tomar recebe um sempre difícil rival, At. Ouriense. Menção ainda ao Empregados do Comércio-Fazendense e Cartaxo-U. Almeirim.

Na II Divisão, a Norte, realce para o embate entre os dois primeiros da tabela, com o Rio Maior a receber o líder, Tramagal; na série mais a Sul, teremos um sempre apetecido “derby”, curiosamente, envolvendo também os dois primeiros, com o Marinhais a visitar o guia, Glória.

No Campeonato de Portugal, uma vez mais, não se antevêem grandes facilidades para os representantes do Distrito: o Coruchense viaja até aos Açores, para defrontar o Praiense, 3.º classificado, ainda com aspirações a alcançar um dos lugares que possam proporcionar a disputa da subida de divisão; o Fátima desloca-se às Caldas (actualmente na 6.ª posição); por fim, o Alcanenense está “proibido” de falhar na recepção ao “lanterna vermelha”, Guadalupe.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 1 de Fevereiro de 2018)

4 Fevereiro, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 14ª Jornada

Pulsar-14

(“O Templário”, 25.01.2018)

Com mais uma afirmativa demonstração de força e beneficiando do deslize nabantino, o Mação volta a distanciar-se na liderança do campeonato distrital da I Divisão, tendo ampliado para oito pontos o seu avanço face aos mais imediatos concorrentes (U. Tomar e Fazendense), numa altura em que, com a disputa da 14.ª jornada, teve início a segunda metade da competição.

Destaques – O primeiro destaque vai para mais uma goleada averbada pelos maçaenses em Ourém, frente ao At. Ouriense: depois do 4-1 registado no jogo da Taça do Ribatejo, o Mação repetiu agora a marca de 4-0 com que havia já vencido este mesmo adversário na ronda inaugural do campeonato; decididamente, a turma oureense não conseguiu, nesta época, encontrar antídoto para travar o ímpeto maçaense. Depois de uma primeira parte equilibrada, em que os visitantes apenas conseguiriam chegar ao golo já em período de compensação, no segundo tempo tudo seria diferente, com o marcador a avolumar-se progressivamente.

A segunda nota de realce é a vitória do Ferreira do Zêzere frente ao U. Tomar (2-1), fazendo história neste duelo particular, dado que, apenas ao 15.º confronto entre ambos os clubes, os ferreirenses conseguem alcançar o primeiro triunfo (depois de 12 vitórias unionistas), uma derrota bem amarga para os tomarenses, pelas circunstâncias e no momento em que ocorre.

Num desafio de cariz muito especial, entre clubes vizinhos, com diversos elementos da equipa da casa que vestiram já as cores unionistas (desde os técnicos Eduardo Fortes e Jacob Vieira, aos jogadores Telmo Rodrigues, André Silva e Tiago Vieira), este encontro teria alguns pontos de contacto com o anterior dos tomarenses, nos Riachos. Consciente da relevância desta partida, e das dificuldades a ela associadas, a equipa do U. Tomar assumiu, desde início, a iniciativa do jogo, procurando o golo, que poderia ter alcançado em mais de um par de boas oportunidades, mas que, porém, não conseguiu concretizar. Ao intervalo, o nulo era penalizador para o labor desenvolvido pelos “rubro-negros”, não fazendo jus à superioridade evidenciada.

A segunda metade abriria, praticamente, com o primeiro golo dos ferreirenses, na sequência de uma grande penalidade, convertida por Tiago Vieira, também a cimentar a sua liderança dos melhores marcadores. E, tal como sucedera na ronda anterior, este tento traduziria um ponto de viragem no jogo, com os nabantinos, a partir daí, a perderem a fluidez que tinham demonstrado, não tendo conseguido, no imediato, voltar a criar ocasiões de perigo. Com o tempo a correr contra os tomarenses, o Ferreira do Zêzere, em contra-ataque, chegaria ao segundo golo, agravando ainda mais as dificuldades da equipa contrária. Até final, pouco mais se jogaria, com sucessivas interrupções de jogo, para assistência a jogadores da casa. O ponto de honra dos unionistas, obtido já na parte final, acabaria por ser curto para as suas pretensões e necessidades.

Num jogo em que voltou a falhar alguma felicidade ao União, há que dar o mérito ao grupo de Ferreira do Zêzere pela forma como conseguiu interpretar a estratégia que tinha delineado – o que lhe proporciona ocupar um magnífico 5.º lugar –, enquanto os tomarenses saem de cabeça erguida, pelo esforço desenvolvido, devendo focar-se já no próximo desafio.

Surpresa – A (meia-)surpresa da jornada ocorreu precisamente nos Riachos, onde o conjunto da casa, que já “ameaçara” na semana passada, conseguiu mesmo chegar ao triunfo (apenas o terceiro na prova), uma vitória (2-1) ante o Torres Novas, tão mais saborosa por se tratar de um “derby”, dando nova esperança ao Riachense, agora só três pontos abaixo da “linha de água”.

Confirmações – Nos restantes quatro encontros, os desfechos acabaram por, de alguma forma, confirmar as expectativas, com realce para a vitória (2-1) da U. Abrantina sobre o Amiense, com a turma de Amiais de Baixo com muita dificuldade em libertar-se da zona perigosa, em que, ao invés, se vê cada vez mais envolvida. No Fazendense-Samora Correia e no Moçarriense-U. Almeirim, os conjuntos almeirinenses triunfaram mercê de um solitário tento em cada um dos embates (quinto desaire sucessivo dos samorenses, sétimo nos últimos oito jogos no campeonato!), enquanto o Cartaxo conseguiu a primeira vitória categórica (3-0) no seu reduto, ante os Empregados do Comércio, outra vez com a indesejada posição de “lanterna vermelha”.

II Divisão Distrital – A Norte, destaca-se o triunfo do Caxarias sobre o Rio Maior (3-1), proporcionando-lhe subir ao 5.º posto, a cinco pontos do 3.º classificado, Aldeiense. Merece igualmente menção a goleada (5-0) do Pego ante o Espinheirense. Por seu lado, o At Pernes conseguiu, enfim, obter o seu primeiro ponto, com um inesperado empate (3-3) na Atalaia.

Na série a Sul, realce para a vitória (1-0) do Marinhais, no “derby”, ante o Salvaterrense, reforçando o 2.º lugar, a três pontos do guia, Glória, que continua a vencer (2-0 no terreno do Vale da Pedra). O Porto Alto registou a sua primeira vitória (1-0), ante o Benfica do Ribatejo.

Campeonato de Portugal – Continua difícil a situação dos clubes do Distrito, que apenas somaram um ponto nesta ronda, mercê do empate (1-1) do Coruchense em Sintra, frente ao 1.º Dezembro; de facto, Fátima e Alcanenense saíram derrotados das deslocações efectuadas, respectivamente, aos Açores (0-1, perante o Lusitânia) e a Loures (0-3).

A turma de Alcanena subsiste em posição de despromoção (12.º), não obstante continuar a distar um ponto dos fatimenses (10.º lugar), imediatamente antecedidos pelo grupo do Sorraia.

Antevisão – Os campeonatos distritais voltam a sofrer breve paragem, para disputa dos 1/4 de final da Taça do Ribatejo, em que avulta o embate entre o Mação e Samora Correia, uma oportunidade para os samorenses procurarem, enfim, voltar a conseguir algo de positivo, tendo, para tal, de contrariar o favoritismo do líder. Em Tomar, o União recebe o Glória do Ribatejo, equipa do segundo escalão, mas que ostenta praticamente um ano de invencibilidade (desde a eliminação nos 1/8 de final da edição precedente da competição!); sendo um outro objectivo que os tomarenses muito anseiam conquistar, este desafio será mais uma etapa crucial a superar.

No Nacional, o Coruchense recebe o líder, Vilafranquense, em jogo de elevado grau de dificuldade, cabendo ao Fátima ser visitado pelo Torreense (5.º); quando ao Alcanenense, actua novamente fora de casa, em Pêro Pinheiro, precisamente a equipa que se lhe segue na tabela.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Janeiro de 2018)

28 Janeiro, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 13ª Jornada

5.ª vitória consecutiva do U. Tomar

(“O Templário”, 18.01.2018)

Mação e U. Tomar continuam firmes nos dois primeiros postos da classificação, com os unionistas a alcançarem um magnífico registo de cinco triunfos sucessivos no campeonato (seis, se incluirmos também a Taça) – uma proeza que não alcançavam desde a temporada de 2008-09 (na altura, atingindo uma fabulosa série de dez vitórias consecutivas no campeonato), ficando agora a apenas um êxito do “record” fixado pelos maçaenses nas seis rondas iniciais da prova.

Destaques – A primeira nota vai para o líder, Mação, pela forma como conseguiu ultrapassar um adversário difícil, como é o Ferreira do Zêzere nesta época, no seu reduto (até agora, apenas o Torres Novas tinha desfeiteado os ferreirenses, na condição de visitados), ganhando por 4-2, um desfecho que aparenta ilusórias facilidades, dado que, durante muito tempo, o marcador esteve em 2-3, obrigando o líder a aplicar-se para garantir tão preciosa vantagem.

Quanto ao U. Tomar, sofreu a bom sofrer para “arrancar” os três pontos na historicamente difícil visita aos Riachos. Pese embora tenha entrado com a boa atitude que tem caracterizado as suas últimas exibições, assumindo, desde início, a iniciativa do jogo, foram grandes as dificuldades sentidas para ultrapassar a bem organizada defensiva riachense, que, em contra-ataque, acabaria mesmo por inaugurar o marcador. Um tento que os tomarenses “acusaram”, tendo demorado a reencontrar-se; entretanto, o obstáculo a transpor tinha-se avolumado significativamente, com o segundo golo da turma da casa.

Não vacilando, com muita garra e forte crença, os unionistas começaram a dar volta ao marcador logo no minuto inicial do segundo tempo. Um tónico vital para reforçar a confiança; contudo, seria necessário porfiar ainda largos minutos para que o empate fosse alcançado, na sequência de uma grande penalidade convertida por Wemerson Silva (soma oito golos nas últimas três partidas no campeonato). A reviravolta apenas seria consumada já em período de compensação, com o terceiro tento, que proporcionou aos rubro-negros uma crucial vitória por 3-2, paralelamente, remetendo de novo o Riachense para a posição de “lanterna vermelha”.

Mas, ao atingir-se o termo da primeira metade do campeonato, há outros candidatos à disputa do título que não atiraram ainda a “toalha” ao chão, em particular os dois clubes do município de Almeirim: desde logo, o Fazendense, retomando os resultados positivos, ganhando ao Torres Novas por 1-0, recuperando o 3.º lugar, três pontos apenas abaixo do União de Tomar; assim como o U. Almeirim, com uma também difícil (2-1), mas importante vitória em Abrantes.

Noutro plano, realce ainda para novo triunfo (2-1) do Moçarriense, na recepção ao irregular Cartaxo, que lhe proporcionou saltar acima da “linha de água”, ao mesmo tempo que volta a colocar os cartaxeiros mais próximos dessa zona perigosa da tabela do que dos lugares da frente.

Surpresa – A grande surpresa da ronda (última da primeira volta) foi a vitória dos Empregados do Comércio em Samora Correia (também por 2-1), somente o segundo triunfo dos “Caixeiros” no campeonato, que volta a fazer “sonhar” com a possibilidade de manutenção, agora apenas a dois pontos da U. Abrantina. Quanto aos samorenses, em inesperada “queda livre” (repartiam o 2.º lugar há apenas quatro jornadas), ocupando, após quatro desaires sucessivos, o 9.º posto (em igualdade pontual com o Cartaxo), com quatro pontos à maior face ao Moçarriense.

Confirmação – Em Ourém, o At. Ouriense impôs-se com naturalidade frente ao Amiense, pese embora por tangencial marca de 1-0, mantendo-se numa confortável 6.ª posição, contrariamente ao grupo de Amiais de Baixo (10.º lugar), cada vez mais intranquilo – é a equipa que está há mais tempo sem ganhar, desde a 8.ª jornada, a 19 de Novembro) –, agora com a turma da Moçarria a um escasso ponto, e com uma curta margem de quatro pontos face à U. Abrantina.

II Divisão Distrital – Na série a Norte, Tramagal (3-0 ao “lanterna vermelha”, At. Pernes) e Rio Maior (3-1 frente ao Espinheirense) prosseguem a sua senda de triunfos, reforçando as respectivas posições no topo da classificação. Menção ainda para a vitória do Aldeiense sobre o Pego (3-2), assim como para a marca do Caxarias (5-0) perante o Ortiga (terceira goleada consecutiva dos comandados de Marco Marques, com um “score” acumulado de 13-1!).

A Sul, o destaque vai para o triunfo (3-2) do Marinhais face ao U. Santarém, o que lhe permite continuar a repartir a vice-liderança com o Benavente, mas, mais importante, ampliar a vantagem para o conjunto escalabitano para quatro pontos, numa altura em que se atinge também a metade da prova. O líder, Glória, goleou (4-0) na curta viagem até ao Porto Alto.

Campeonato de Portugal – Na primeira ronda da segunda volta, só o Fátima voltou a conseguir pontuar, empatando (1-1) com o agora ex-líder, Mafra (ultrapassado pelo Vilafranquense). O Alcanenense não conseguiu evitar a derrota (0-1) na recepção ao 3.º classificado (Praiense), não tendo o Coruchense conseguido melhor frente ao clube sensação da Taça de Portugal, Caldas (semi-finalista dessa competição), perdendo também por 0-1.

Em função destes resultados, o Fátima conseguiu, enfim, transpor a barreira da “linha de água”, ocupando agora o 10.º posto, um ponto abaixo do Coruchense (9.º); o Alcanenense mantém-se em posição de despromoção (12.º), não obstante distar também um único ponto dos fatimenses.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, os dois primeiros classificados abrem a segunda volta voltando a jogar fora de casa, tendo, uma vez mais, de enfrentar sérios desafios, perante fortes opositores: o Mação desloca-se a Ourém, para defrontar o At. Ouriense, cabendo ao União de Tomar seguir as pisadas do líder, visitando Ferreira do Zêzere, num especialmente aliciante “derby”. Também nos Riachos haverá “derby”, com o Riachense a receber o Torres Novas. O mesmo sucede, igualmente, no escalão secundário, no Marinhais-Salvaterrense.

No Nacional, os clubes do Distrito actuam todos em reduto alheio: o Fátima viaja até aos Açores (ilha Terceira, Angra do Heroísmo), para defrontar o Lusitânia; o Coruchense visita Sintra, onde encontrará o 1.º Dezembro; por seu lado, o Alcanenense joga em Loures.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Janeiro de 2018)

21 Janeiro, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 12ª Jornada

Pulsar-12

(“O Templário”, 11.01.2018)

5-2 na Ribeira de Santarém, 5-0 em Samora Correia, 5-0 em Tomar, ante o Fazendense; pelo “meio”, 3-0 na recepção ao Torres Novas: estes são os absolutamente impressionantes números dos quatro últimos jogos do União de Tomar no campeonato, somando o pleno de doze pontos, depois da deslocação ao terreno do líder, afirmando de forma bem categórica a sua ambição.

Destaques – O primeiro grande realce da 12.ª ronda vai, necessariamente, para a fantástica goleada (5-0) imposta pelos unionistas ao até então seu parceiro na vice-liderança, Fazendense, que chegava a Tomar ainda invicto no campeonato. Desta feita sem “casos de arbitragem”, jogando “onze para onze” (aliás, seriam os nabantinos a acabar o jogo reduzidos a dez elementos, por expulsão do seu guarda-redes, já no último minuto, por intercepção da bola fora da área, substituído no lance derradeiro da partida por um dos seus colegas do meio-campo, que ainda defendeu o correspondente livre).

No que se vem tornando uma imagem de marca do grupo tomarense, cedo se colocando em vantagem no marcador, “acabaria” com o jogo num curto espaço de tempo, com a obtenção, praticamente sucessiva, do segundo e do terceiro tentos. Depois, até final, foi só gerir, tendo ainda desperdiçado outras ocasiões de perigo, para além dos dois golos adicionais apontados. Em mais uma excelente exibição do colectivo, é justo individualizar o fantástico desempenho de Wemerson, acabado de chegar do Brasil, após as “mini-férias” de Natal e Ano Novo, autor de quatro golos (a somar aos três que obtivera na ronda anterior), que, num ápice, o catapultaram para o terceiro lugar na lista de melhores marcadores!

Também a merecer especial destaque outra notável goleada (6-1), aplicada pelo Torres Novas ao Samora Correia, que, afinal, não conseguiu redimir-se do pesado desaire caseiro sofrido na jornada precedente, ante o U. Tomar. O facto de se ter privado dos dois elementos então expulsos poderá justificar parcialmente este novo descalabro; o acumular do marcador e o inevitável “atirar de toalha ao chão” no que respeita a hipotéticas expectativas de disputar ainda o 1.º lugar (agora já a inacessíveis doze pontos) terão feito o resto… isto, claro, conjugado com o mérito que, inegavelmente, terá de se atribuir ao desempenho dos torrejanos, a subir, novamente, ao pódio da pauta classificativa (apenas dois pontos abaixo dos tomarenses).

Surpresas – Outros três desfechos desta ronda poderão ser categorizados como “surpresa” ou, pelo menos, “meia-surpresa”. Assinalam-se os resultados positivos averbados por: At. Ouriense (forçando o nulo na visita a Almeirim, ante o União local, fazendo atrasar, porventura irremediavelmente, os visitados, caindo para o 5.º posto, agora a nove pontos do guia, paralelamente confirmando o bom campeonato que a turma de Ourém vem realizando); U. Abrantina (também com um empate a zero, no Cartaxo, que tarda em (re)encontrar-se com os êxitos no seu reduto); e Ferreira do Zêzere (1-1, no sempre difícil terreno de Amiais de Baixo, prosseguindo a sua notável campanha, nesta altura partilhando a posição na tabela com os almeirinenses, já com uma confortável margem de dez pontos em relação à “linha de água”).

Confirmações – Com maiores dificuldades do que seria expectável, o comandante, Mação, levou finalmente de vencida o Riachense (2-1) – foi a primeira vez que os maçaenses conseguiram derrotar este adversário, nos últimos oito anos!

Por seu lado, na Ribeira de Santarém, no “derby” escalabitano, os Empregados do Comércio confirmaram a sua crise de resultados, acumulando a quinta derrota consecutiva, batidos por 0-2 pelo Moçarriense, que não desperdiçou a oportunidade de somar três preciosos pontos.

II Divisão Distrital – Na série mais a Norte, para além do triunfo (3-1) do líder, Tramagal, no “derby”, em Alferrarede, destaca-se a goleada (4-1) do “renascido” Pego (afinal, ainda na disputa de um lugar entre os três primeiros) frente à U. Atalaiense, assim como o triunfo do Aldeiense, fora de casa, ante o Espinheirense, contribuindo para animar a concorrência pelo 3.º lugar, numa altura em que tramagalenses e Rio Maior parecem ganhar alguma vantagem.

A Sul, anota-se a surpresa do nulo do guia, Glória do Ribatejo, na recepção ao Pontével, assim como a vitória do Benavente no “derby”, impondo-se por 3-1 ao Barrosense; menção ainda ao desfecho de 4-3 no interessante Benfica do Ribatejo-Forense. Na frente, para além do Glória, líder destacado, um único ponto separa o trio formado por Benavente, Marinhais e U. Santarém.

Campeonato de Portugal – Na 15.ª jornada, apenas o Fátima conseguiu um resultado positivo, com uma tangencial vitória (2-1) ante o Eléctrico de Ponte de Sôr. De facto, o Alcanenense foi incapaz de oferecer resistência ao vice-líder, Vilafranquense, perdendo, em casa, por 1-4. Pior ainda fez o Coruchense, goleado, também no seu reduto, por 0-4, pelo Torreense.

Assim, cumprida a metade inicial da competição, Fátima e Alcanenense ocupam preocupantes posições abaixo da “linha de água” (não obstante em igualdade pontual com o 1.º Dezembro, a um único ponto de Caldas e Sintrense, e a dois pontos de Coruchense e Loures). Tudo em aberto portanto para a segunda volta, numa série de grande equilíbrio, com o 6º e 12.º classificados separados somente por dois pontos; mas, paralelamente, um alerta para a relevância de cada ponto conquistado, numa prova em que os fatimenses procuram recuperar posições, numa trajectória inversa à da formação de Alcanena, em aparente decréscimo de rendimento.

Antevisão – No Distrital, a próxima jornada marca também o final da primeira volta. Na I Divisão, destacam-se os confrontos Fazendense-Torres Novas (4.º e 3.º classificados, respectivamente), Ferreira do Zêzere-Mação e Riachense-U. Tomar, em que os clubes que ocupam os lugares de topo da tabela terão de se “aplicar a fundo” se quiserem sair vitoriosos.

Na II Divisão, realce para os embates Rio Maior-Espinheirense, Aldeiense-Pego e Marinhais-U. Santarém, em que estará sob mira a disputa das posições de apuramento para a fase final.

No Nacional, a abrir a segunda volta, o Fátima recebe o líder, Mafra, enquanto o Alcanenense terá a visita do Praiense (3.º classificado); o Coruchense defrontará, também em casa, o Caldas.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Janeiro de 2018)

14 Janeiro, 2018 at 12:00 pm Deixe um comentário

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