Posts filed under ‘Tomar’

O Pulsar do Campeonato – 25ª Jornada

Pulsar-25

(“O Templário”, 03.05.2018)

Após a realização da 25.ª ronda do Campeonato Distrital da I Divisão, ficou já definido o lote completo de clubes a despromover ao escalão secundário, para a próxima época: U. Abrantina, Riachense, Moçarriense e Empregados do Comércio. Com o título de Campeão também já virtualmente conquistado pelo Mação, subsiste como pólo de atracção, para a derradeira jornada, a disputa pelo 2.º lugar, posição pela qual se mantém em compita um terceto, formado por U. Tomar, Torres Novas e Ferreira do Zêzere (este, um ponto abaixo dos dois anteriores).

Destaques – O principal destaque vai, novamente, para o triunfo (2-1) averbado pelo U. Tomar, repetindo a vitória que registara na temporada passada nas Fazendas de Almeirim, no que constitui apenas o segundo desaire caseiro do Fazendense no presente campeonato, desfecho que determinou, desde já, que o grupo almeirinense não possa almejar melhor que o 5.º posto.

Cientes da importância deste desafio, perante um dos mais credenciados opositores da competição, voltando a ter uma entrada em campo bastante afirmativa, os unionistas cedo inauguraram o marcador, controlando o jogo durante toda a sua metade inicial. Na etapa complementar, os donos da casa surgiram mais afoitos, vindo a igualar a contenda. Mas, tal como sucedera há uma semana, os tomarenses responderam de pronto, praticamente no minuto imediato, repondo a vantagem, que conservariam até final, chegando assim ao último jogo em situação privilegiada para, pelo quarto ano consecutivo, marcarem presença no pódio final.

Em Abrantes, num confronto que se perfilava como determinante na luta pela manutenção, a U. Abrantina não conseguiu chegar ao único resultado que lhe poderia ter proporcionado manter a incerteza até ao último dia, e, nesse caso, continuar a “sonhar”. Ao invés, seria o Cartaxo a marcar primeiro, comprometendo deveras tais aspirações. O grupo de Abrantes mais não conseguiria que o tento do empate, alcançado já na fase terminal do encontro, vendo assim confirmada a sua despromoção à II Divisão, acabando por ser – em função da qualidade de futebol que apresentou ao longo da prova – a principal “vítima” do sofrível desempenho dos clubes do Distrito no Nacional.

A realizar uma excelente recta final – somando a sua sexta vitória nos últimos sete jogos no campeonato –, o Torres Novas, ganhando em Samora Correia, mercê de um solitário tento, confirma o brilhante desempenho no campeonato, notoriamente acima das expectativas iniciais, superando clubes que, à partida, se perfilavam como candidatos ao título (como eram os casos do próprio Samora Correia, U. Almeirim ou Cartaxo). Pelo contrário, os samorenses, com uma época atípica, acabam por pagar a sua grande irregularidade (a uma série inicial de quatro triunfos, entre a 2.ª e 5.ª rondas, seguiu-se um terrível ciclo de sete derrotas em oito jornadas, cinco delas sucessivas, complementado, já na segunda volta, com seis vitórias consecutivas, para fechar, por agora, com mais uma série de quatro desaires), ocupando um modesto 7.º posto.

A última nota de realce vai para o triunfo do U. Almeirim em Ourém, ante o At. Ouriense, também por tangencial 1-0, posicionando-se no 6.º lugar, mas, ainda, com a possibilidade de chegar ao 5.º, caso consiga igualar pontualmente o seu grande rival das Fazendas de Almeirim.

Confirmações – A equipa do Ferreira do Zêzere, recebendo e batendo o Amiense, por 1-0 (interrompendo um ciclo de três vitórias sucessivas do grupo de Amiais de Baixo) continua a cotar-se como a de melhor desempenho na segunda volta da competição, tendo garantido já a melhor classificação de sempre da sua história – pelo menos, um absolutamente notável 4.º lugar –, aspirando ainda a uma posição no pódio, pese embora enfrente a derradeira jornada em desvantagem pontual e com uma difícil visita ao terreno do Campeão.

Precisamente, o Mação, agora já em descompressão, talvez começando a pensar na final da Taça, foi vencer a Riachos, por ilusória margem de 2-0, na perspectiva de que o Riachense manteve o nulo no marcador praticamente até ao derradeiro minuto do tempo regulamentar…

Por fim, no “derby” escalabitano, entre os dois últimos classificados, o Moçarriense conseguiu, enfim, quebrar a “malapata”, ganhando pela primeira vez em toda a segunda volta (antes, somava dez derrotas e um único empate!), impondo-se também por tangencial 2-1 aos Empregados do Comércio, que, assim, não evitarão a posição final de “lanterna vermelha”.

II Divisão Distrital – Teve já início a fase final, de apuramento de Campeão e dos três clubes a promover ao principal escalão, com uma “jornada dupla”, no feriado, de 25 de Abril, e no passado Domingo. Destaca-se já, isolado na liderança, o U. Santarém, com duas vitórias por “chapa 4”: 4-2 no Tramagal, a que se seguiu nova goleada, por 4-0, na recepção ao Marinhais (que, na semana anterior, tinha sido já derrotado por ainda mais esmagadora marca de 6-0). Por seu lado, Rio Maior (4-1 ao Atalaiense, depois de um nulo em Marinhais) e Glória do Ribatejo (2-1 na Atalaia, a que se seguiu um empate a zero na recepção ao Tramagal), parecem pretender posicionar-se também como outros principais candidatos à subida.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, para a jornada derradeira, as atenções estarão focadas no U. Tomar-Riachense (com os unionistas a necessitar confirmar o favoritismo, para “carimbar” o 2.º lugar, que ocuparam durante a maior parte da temporada), Torres Novas-Fazendense (um confronto com tendência histórica claramente favorável aos torrejanos, que poderão ainda beneficiar do facto de o adversário não poder já aspirar a melhorar a sua classificação) e Mação-Ferreira do Zêzere (com os ferreirenses apostados em potenciar ainda mais o “efeito-surpresa”).

Na II Divisão, o U. Santarém recebe o Glória do Ribatejo, podendo, em caso de vitória, garantir posição muito confortável no que à subida diz respeito, enquanto Tramagal e Rio Maior terão um confronto que poderá ter implicações relevantes em tal disputa. O outro jogo coloca frente a frente Marinhais e U. Atalaiense, equipas que vêm de goleadas sofridas nas rondas iniciais.

No Campeonato de Portugal, disputa-se a 1.ª mão do “play-off” de apuramento para subida à II Liga (apenas duas vagas de promoção), numa eliminatória com o seguinte alinhamento: Mafra-Vilaverdense, Vilafranquense-Vizela, U. Leiria-Lusitano Vildemoinhos e Felgueiras-Farense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Maio de 2018)

6 Maio, 2018 at 11:00 am Deixe um comentário

Mendes Godinho – Apresentação do livro

Mendes Godinho
MG - Marcador livro

MENDES GODINHO – Uma História de Empreendimento Empresarial Familiar

Quando, no final de 2016, a “Associação MG – Memorial Mendes Godinho” me dirigiu o convite para escrever um livro sobre a história da “Mendes Godinho”, sabia que estava a ser colocado perante o que fora um vasto “império empresarial”, com um leque muito diversificado de actividades, de enorme amplitude e abrangência.

Antevia – a traços largos e de contornos naturalmente algo indefinidos –, a dimensão do desafio que me era proposto, um projecto de tal modo aliciante que, rapidamente, isso se sobrepôs à natural dúvida sobre a capacidade de enfrentar, em tempo útil, a magnitude da empreitada que me aguardava. Na verdade, em qualquer circunstância, este era um repto irrecusável.

Mas estava, ainda assim, bem longe de poder abarcar toda a importância de que o “Grupo” se revestiu, ao longo de várias décadas, não só no panorama local e regional, mas, sobretudo, no plano nacional: nos anos 80, a então maior empresa privada de Portugal, em termos de volume de negócios – a TAGOL – era parte integrante do “Grupo Mendes Godinho”!

De imediato, foi desmedido o entusiasmo com que comecei a receber, estudar, compilar, resumir e tratar o manancial de informação e documentação que, quase semanalmente, o Sr. Carlos Mendes Godinho e o Dr. Manuel Mourão me faziam chegar, sempre com novas “descobertas” (e não apenas para mim…), vindas do fundo dos seus “arquivos pessoais”.

A intensa aventura em que tinha embarcado começaria, pouco a pouco, a ganhar forma, numa espécie de trabalho de filigrana, como se tratasse de juntar as peças de um enorme “puzzle”, “pluridimensional”, com a gratificante satisfação de ir, gradualmente, completando cada um dos vários quadros, que resultariam como que na imagem final de um polígono de vários vértices.

Ao longo dos meses seguintes, passei a “conviver” diariamente com figuras de irresistível fascínio, como as do patriarca, Manuel Mendes Godinho, ou do seu neto, grande responsável pela dinamização e desenvolvimento do “Grupo”, Dr. João Mendes Godinho Júnior. Mas, também, paralelamente, com negócios muito variados, como moagens, fornecimento de electricidade, cerâmicas, fábricas de rações, ou de fibras de madeira (“platex”), até à casa bancária.

Via desfilar os vários momentos, desde as origens, à criação, crescimento e apogeu de tal império empresarial, sublimado na visionária iniciativa que resultaria na implantação da TAGOL, em paralelo com a idealização de outro grandioso projecto, o qual, contudo, acabaria por não saír do papel, o da navegabilidade do Tejo.

Ia viajando pelas várias geografias a que se estendia este magno empreendimento: desde os “Lagares d’El Rei” – onde hoje nos encontramos – ao imóvel “Os Cubos”, passando por outros sugestivos nomes como os Vale Florido, Valbom, Nazaré ou Palença, na margem sul do Tejo, junto a Lisboa.

Assim como, por outro lado, “assistia” aos primeiros sintomas de crise, ao início do declínio, que culminaria no desmembramento e fim do “Grupo”.

Indelevelmente associado a esse final “pouco feliz” que se ia anunciando – num processo que se arrastaria ao longo de intermináveis anos –, um brusco momento da nossa história colectiva, com o processo de nacionalizações, em 1975, que me fez então tomar contacto e, de facto, embrenhar-me, minuciosa e detalhadamente, numa imensa panóplia de documentação jurídica, numa quase interminável sucessão de diplomas legais (Leis, Decretos-Leis e Despachos), acórdãos e sentenças judiciais, pareceres e petições de recurso.

Ao mesmo tempo, ficavam bem vincados os esforços que, durante décadas, vários membros da família iam desenvolvendo, em prol dos seus legítimos direitos, numa titânica e desigual luta. Entre a data da estatização da “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos” e a atribuição da compensação por tal expropriação haveriam de passar mais de trinta anos!

***

Este livro encontra-se estruturado em cinco partes, tratando as seguintes grandes áreas temáticas, também, paralelamente, organizadas em termos cronológicos:

  1. Manuel Mendes Godinho & Filhos;
  2. Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos;
  3. Fábricas Mendes Godinho, S.A.R.L;
  4. TAGOL, Companhia de Oleaginosas do Tejo, S.A.R.L.; e
  5. Nacionalização.

A primeira parte começa por traçar um breve perfil biográfico do fundador, Manuel Mendes Godinho, assim como das origens da sua actividade empresarial, até à constituição da sociedade matriz – a Manuel Mendes Godinho & Filhos –, finalizando com um esboço de “retrato” do principal dinamizador da criação e expansão do “Grupo”, Dr. João Mendes Godinho Júnior.

Na segunda parte, é apresentada a evolução histórica da “Casa Bancária”, sob duas perspectivas: uma de índole académica; outra, de cariz oral, conforme depoimento do Dr. Luís Graça. É também abordada a reestruturação societária, a partir de 1960, na sequência de constrangimentos legais, assim como o projecto de instituição, já em 1974, do “Banco Mendes Godinho”. É ainda complementada com excertos dos Relatórios e contas da sociedade, dando conta da sua evolução, passo a passo, ao longo dos anos.

A parte três é dedicada à empresa Fábricas Mendes Godinho, SARL, criada em 1960, tendo assumido os negócios da área industrial, transferidos da sociedade-mãe. Nela são analisadas as várias indústrias que desenvolveu, desde a fábrica de rações “Sol”, às fábricas de fibras de madeira (duas unidades fabris de “Platex”, a que sucederiam a I.F.M. e Valbopan), assim como a Norema Portuguesa. Compreende ainda um alargado capítulo relativo à indefinição sobre a titularidade de 75% do seu Capital social, na sequência da nacionalização da “Casa Bancária”. Integra igualmente extractos dos Relatórios e contas.

Na parte quatro é detalhadamente abordada a que seria a última e grande “jóia da coroa”, a TAGOL – Companhia de Oleaginosas do Tejo, SARL, desde os estudos prévios, à “descoberta” do local da sua implantação, seus produtos e aspectos técnicos, empresas associadas e tentativa de alienação. Para além de fragmentos dos respectivos Relatórios e contas, aborda-se ainda, brevemente, a “segunda vida” da TAGOL, após a sua integração no perímetro da Sovena.

Por fim, na parte cinco, é apresentado, de forma detalhada, todo o complexo imbróglio associado ao contencioso com o Estado português e com o Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa, na sequência da nacionalização da “Casa Bancária Manuel Mendes Godinho & Filhos”. Por razões meramente de índole cronológica, esta última parte, e, consequentemente, o livro, encerra com breves referências à Associação Cultural e Desportiva Mendes Godinho e à Associação MG – Memorial Mendes Godinho.

***

A concluir esta apresentação, não poderia deixar de aproveitar a oportunidade para expressar o meu agradecimento a todos aqueles que, de alguma forma, contribuíram para que este livro se tornasse uma realidade.

Em primeiro lugar, necessariamente, e desde logo, à Associação MG – Memorial Mendes Godinho, promotora desta iniciativa, pelo amável convite para o elaborar, que muito me honra; e também a Carlos Mendes Godinho e ao Dr. Manuel Maria Azevedo Mendes Mourão, como principais responsáveis pela recolha da vasta documentação consultada, assim como pela aturada revisão do texto; a António Gomes, António Jesus Baptista, António Lourenço, Eng.º João António Sousa Pereira, Dr. José Augusto Oliveira Baptista, Dr. Luís Graça e Eng.º Luís Maria Godinho Gonçalves, pelos testemunhos prestados; e, ainda, ao Dr. Luís Marques, por gentilmente ter acedido ao convite para redigir o Prefácio, que sobremaneira valoriza e prestigia este trabalho.

(Fotos de João Mendes Mourão)

6 Maio, 2018 at 10:15 am 1 comentário

“História da «Mendes Godinho» agora em livro”

O Templário - 03-05-2018

(“O Templário”, 03.05.2018 – Clicar na imagem para ver a página completa)

3 Maio, 2018 at 12:42 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

Pulsar-24

(“O Templário”, 26.04.2018)

Numa jornada, repleta de golos, em que a disputa pelo 2.º lugar prossegue bem acesa, sublinha-se o consumar da despromoção do Riachense ao escalão secundário, no ponto mais baixo do clube em várias décadas, após uma fase, bem recente, em que predominou no futebol distrital (com quatro títulos de Campeão da I Divisão, entre 2001 e 2013, a que se somam as Taças do Ribatejo conquistadas em 2009 e 2010), e depois de ter sido vice-campeão na época passada!

Destaques – O principal destaque da 24.ª ronda vai para a goleada (5-2) aplicada pelo U. Tomar na recepção ao Samora Correia (depois do 5-0 com que os unionistas haviam já brindado este mesmo adversário, na primeira volta), num jogo frenético, com cinco golos na primeira meia hora, curiosamente, com os samorenses a colocarem-se, por duas vezes, em vantagem.

De facto, logo nos minutos iniciais, os visitantes, em contra-ataque, inauguraram o marcador, situação a que os tomarenses reagiriam de melhor forma, repondo a igualdade logo no minuto imediato. Para, poucos minutos volvidos, o Samora Correia, beneficiando de uma grande penalidade, fazer o 2-1. Outra vez sem vacilar, os “rubro-negros” ripostariam com novo tento, empatando a contenda, antes de, prontamente, adquirirem confortável vantagem, ampliando a marca até aos 4-2. Esperar-se-ia que, no segundo tempo, ambas as equipas, libertas de espartilhos tácticos, pudessem continuar a fazer subir o “placard”, mas, com a toada do jogo mais “morna”, o golo que fixaria o resultado final apenas chegaria já sobre o minuto 90.

Mas, nesta jornada em se bateu um “record”, com um total de 36 golos (média superior a 5 golos por jogo!), em Torres Novas ia-se respondendo, “taco a taco”, aos golos que chegavam de Tomar, chegando-se ao intervalo com um surpreendente 4-3, com os Empregados do Comércio a oferecer inesperada réplica aos torrejanos. Porém, na etapa complementar, só “deu” Torres Novas, a confirmar uma impressionante goleada (8-3), com mais quatro tentos apontados.

No que, noutras circunstâncias, teria sido o jogo de maior cartaz da jornada, o Mação fez a festa da consagração do título de Campeão, recebendo um dos então 2.º classificados, Fazendense. E, com ambas as equipas a dar também o seu contributo para a verve goleadora, numa partida muito animada, com sucessivas reviravoltas no marcador, o resultado final seria uma curiosa igualdade a três golos, mais penalizadora para os visitantes, que se atrasaram na classificação.

Por fim, na Moçarria, num encontro entre duas equipas “desencantadas” com a sua situação, o Moçarriense já com o destino traçado (despromoção à II Divisão Distrital) e a U. Abrantina, relativamente à qual se antecipava o mesmo desfecho, o grupo de Abrantes fez questão de “gritar” que continua bem vivo, impondo-se por 3-1, continuando a sonhar com um “milagre”.

Confirmações – Num desafio em que se decidia a manutenção (para uns) ou o evitar da despromoção imediata (para outros), o Amiense confirmou a sua superioridade, goleando o Riachense (4-1), garantindo assim – com terceiro triunfo consecutivo –, a permanência, ao invés da formação dos Riachos, que, ainda com duas jornadas por disputar, já nada poderá fazer para evitar um desenlace que se foi desenhando ao longo da temporada, para o qual, indirectamente, contribuíram também as descidas do Coruchense e do Alcanenense do Campeonato Nacional.

Quem parecia já livre de aflições era o Cartaxo, que, afinal, não tendo conseguido melhor do que o empate (1-1) na recepção ao At. Ouriense – um resultado dentro das expectativas, atendendo ao que tem sido o comportamento dos visitados, no seu reduto, nesta época –, acaba por ver-se ainda envolvido num cenário (de reduzida probabilidade, mas de risco), de poder vir a ser também despromovido, no que constituiria uma conclusão absolutamente inesperada para uma campanha em que os cartaxeiros se chegaram a auto-proclamar candidatos ao título…

Supresa – A surpresa desta ronda – se é que se pode ainda caracterizar de surpresa o brilhante desempenho do conjunto de Ferreira do Zêzere (o melhor registo de entre todos os clubes, na segunda volta!) – foi o triunfo (1-0) alcançado pelos ferreirenses em Almeirim, frente ao União local, ascendendo novamente ao 4.º lugar da tabela, somente um ponto abaixo do par formado por U. Tomar e Torres Novas, quando faltam realizar apenas duas jornadas neste campeonato.

II Divisão Distrital – Na série a Norte realizou-se o jogo que tinha ficado em suspenso da derradeira ronda, não tendo a U. Atalaiense tido dificuldades, para, vencendo tranquilamente por 3-0, em Alferrarede, garantir a última vaga para a fase final, de apuramento de Campeão. A Sul, realce para a impressiva goleada (6-0) do U. Santarém, frente ao Marinhais, num jogo que colocava frente a frente os dois primeiros classificados, para decisão do vencedor de série.

Disputarão a fase final, para promoção ao principal escalão – com arranque já no feriado, de 25 de Abril –, Tramagal-U. Santarém, U. Atalaiense-Glória do Ribatejo e Marinhais-Rio Maior.

Campeonato de Portugal – Na derradeira ronda da prova, o Fátima, vencedor em Ponte de Sôr (2-1), completou da melhor forma a sua boa recta final, sem perder nos oito últimos jogos (nos quais somou cinco triunfos), fixando-se, na tabela, num, apesar de tudo, positivo 6.º lugar. Pior estiveram o Coruchense, derrotado em Torres Vedras (0-1) e o Alcanenense, batido em Vila Franca de Xira (0-3), respectivamente 12.º e 14.º classificados, descendo ambos ao Distrital.

A par de Coruchense e Alcanenense, alguns outros “nomes ilustres” do futebol nacional caíram igualmente nos Distritais: Bragança, Salgueiros, Freamunde, Marinhense, Lusitânia dos Açores e Lusitano de Vila Real de Santo António (para além de outros 22 clubes, num total de trinta).

Disputam os “play-off” de apuramento de Campeão e promoção à II Liga os seguintes clubes: Vizela, Felgueiras, U. Leiria, Mafra e Farense (vencedores de série); e Vilaverdense, Lusitano de Vildemoinhos e Vilafranquense (três melhores de entre os 2.º classificados das cinco séries) – ficaram com a “fava” do 2.º lugar, mas afastados da fase final, o Espinho e o Oriental.

Antevisão – No escalão principal, nos dois polos ainda em disputa, realce para o Fazendense-U. Tomar (com o calendário a “reservar” à turma das Fazendas, nas três últimas jornadas, encontros com os três primeiros, tendo ainda de visitar Torres Novas) e Samora Correia-Torres Novas, no que respeita à luta pelo 2.º lugar; e para o U. Abrantina-Cartaxo, em que só a vitória da formação de Abrantes lhe permitirá levar a decisão sobre a manutenção para a derradeira ronda (apesar de tudo parecer jogar ainda em seu desfavor, dado que se deslocará a Almeirim, enquanto o Cartaxo receberá o Moçarriense) – mas, “enquanto há vida, há esperança”…

Na II Divisão, depois da jornada de abertura da fase final, agendada para o feriado, disputa-se já a 2.ª ronda, com o seguinte alinhamento: U. Santarém-Marinhais (por coincidência, uma reedição do jogo da semana passada), Glória do Ribatejo-Tramagal e Rio Maior-U. Atalaiense.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Abril de 2018)

29 Abril, 2018 at 11:00 am Deixe um comentário

Mendes Godinho – Convite – 6 de Maio

Convite

27 Abril, 2018 at 7:00 pm Deixe um comentário

Mendes Godinho

Mendes Godinho
Em contagem decrescente…

24 Abril, 2018 at 1:50 pm Deixe um comentário

Mendes Godinho – Uma História de Empreendimento Empresarial Familiar

MG
Em breve…

22 Abril, 2018 at 11:20 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

Pulsar-23

(“O Templário”, 19.04.2018)

Ainda com três rondas por disputar, praticamente tudo ficou já definido: atestando a sua grande eficácia nos jogos em terreno alheio – e beneficiando dos desaires dos principais concorrentes –, o Mação confirmou matematicamente a conquista do título de Campeão Distrital da I Divisão; por seu lado, em função da despromoção de Coruchense e Alcanenense ao Distrital, serão quatro os clubes a despromover ao escalão secundário, ao qual regressam Moçarriense e Empregados do Comércio, tendo Riachense e U. Abrantina destino similar “anunciado”.

Destaques – O principal destaque da 23.ª jornada vai para mais uma goleada imposta pelo Mação, vencendo no reduto do Samora Correia por categórica marca de 4-0. Com extrema eficácia, não vacilando, os maçaenses conseguiram contrariar da melhor forma a iniciativa adversária, somando o nono triunfo em doze partidas fora de casa (apenas empataram na Ribeira de Santarém e em Tomar, tendo sido desfeiteados uma única vez, nas Fazendas de Almeirim)!

Este foi o factor-chave para o êxito do clube de Mação, que se sagra, pela primeira vez no seu historial, Campeão Distrital do escalão principal, garantindo, paralelamente, a promoção ao Campeonato de Portugal, prova em que se estreará na próxima época. Com uma campanha em que se superiorizou a praticamente todos os adversários mais cotados (o U. Tomar é, até agora, o único clube que, nos dois encontros disputados na prova, não foi derrotado pelos maçaenses), o novo Campeão conseguiu, desde cedo, desequilibrar a seu favor um campeonato extremamente equilibrado, dispondo de uma diferença pontual face aos 2.º classificados idêntica àquela que separa o trio que reparte tal posição do 10.º lugar; números que atestam a justiça da conquista alcançada, premiando a regularidade do grupo comandado por João Vitorino.

A culminar um campeonato muito bom, o Torres Novas saiu vencedor do principal “clássico” do Distrito, batendo o U. Tomar por 2-1. Numa partida em que os tomarenses dominaram em largo período, voltando a ser ineficazes na concretização, acabariam por ter a infelicidade de sofrer um primeiro golo “contra a corrente” do jogo, vendo acrescidas as já naturais dificuldades do jogo, em terreno alheio, perante um opositor credenciado. Nunca se entregando, mesmo já depois de ter sofrido um segundo tento, os unionistas reduziriam ainda para a diferença tangencial, forçando nos minutos finais, não tendo, contudo, conseguido evitar a derrota.

U. Tomar, Fazendense e Torres Novas partilham agora a 2.ª posição, um ponto apenas acima do Ferreira do Zêzere, numa disputa que constitui agora o maior aliciante, até final da competição.

Confirmações – Tiveram desfechos expectáveis os jogos: Ferreira Zêzere-Cartaxo (1-1), com os cartaxeiros a vincar a sua maior propensão para resultados positivos fora de casa (onde averbaram 17 dos 31 pontos de que dispõem); At. Ouriense-Moçarriense (4-2), a libertar definitivamente a turma de Ourém de maiores preocupações, ao mesmo tempo que sentencia a descida da formação da Moçarria; Riachense-U. Almeirim (0-1), com a equipa favorita a apontar o tento da vitória já em período de compensação; e Empregados do Comércio-U. Abrantina (1-1), confirmando-se também a despromoção dos “Caixeiros”.

Sendo quatro os clubes a despromover à II Divisão, U. Abrantina e Riachense – respectivamente a sete e a oito pontos do Amiense –, parecem não ter já possibilidade de evitar também a descida, no que constituirá um sério revés para o vice-campeão distrital da época passada…

Supresa – A grande surpresa da jornada foi protagonizada precisamente pelo Amiense, que conseguiu quebrar a invencibilidade caseira do Fazendense, indo vencer às Fazendas de Almeirim por 2-1, o que lhe deverá ter proporcionado colocar-se a salvo de maiores aflições. Um excelente trabalho de Jorge Peralta, somando terceira vitória nas últimas quatro jornadas.

II Divisão Distrital – Na série a Norte, na sua derradeira ronda, sucedeu o inesperado: o jogo decisivo, entre Alferrarede e U. Atalaiense, não se disputou, por falta de policiamento… Em função da vitória do Pego face ao Aldeiense (2-1), os pegachos ascenderam, à condição, ao ambicionado 3.º lugar, que proporcionará o apuramento para a fase final. Porém, ficam pendentes da deliberação que vier a ser adoptada: caso o Alferrarede venha a ser sancionado administrativamente com derrota, o clube da Atalaia retomará o 3.º posto; caso o jogo venha a ser “repetido”, o Pego apenas perderá o 3.º lugar se a U. Atalaiense vencer tal desafio.

A Sul, na penúltima ronda, o U. Santarém aproveitou a folga do Marinhais – e o empate (1-1) do Glória do Ribatejo em Pontével –, para, ganhando no terreno do Vale da Pedra (4-1) ascender ao comando isolado da série. Os três primeiros estavam já apurados para a fase final.

Campeonato de Portugal – A penúltima jornada da competição traçou também o destino do Coruchense, que, não tendo conseguido melhor que a igualdade (2-2) na recepção ao Lusitânia, mantém um agora já irreparável atraso de três pontos em relação ao 1.º de Dezembro (mercê do empate alcançado pela equipa sintrense em Alcanena, a uma bola), vendo assim consumar-se a despromoção ao Distrital, escalão a que volta a baixar, depois dos títulos aí alcançados nas temporadas de 2014-15 e 2015-17, não conseguindo, portanto, fixar-se no Nacional. Em dia de empates, o Fátima não destoou, registando igual desfecho (1-1) ante o Loures.

Antevisão – Na I Divisão Distrital, noutras circunstâncias, o Mação-Fazendense seria um desafio de grande cartaz; assim, será o jogo de consagração dos maçaenses junto do seu público, com os visitantes a procurar juntar-se ao U. Tomar, como únicas equipas a conseguir manter a invencibilidade perante o novo Campeão. Noutro encontro entre duas das equipas mais credenciadas da prova, o U. Tomar recebe o Samora Correia. Também na disputa pelo 2.º lugar, o Torres Novas parece ter a tarefa mais facilitada, recebendo o Empregados Comércio, enquanto o Ferreira Zêzere enfrenta difícil saída até Almeirim. No Amiense-Riachense, qualquer outro resultado que não a vitória do conjunto de Riachos traduzir-se-á na confirmação da sua descida.

No escalão secundário, faltando disputar apenas a derradeira jornada da Série Sul, o “jogo grande” será o U. Santarém-Marinhais, em que se decide o outro vencedor de Série (o Rio Maior venceu a Série Norte), bastando aos escalabitanos o empate para confirmar o 1.º lugar.

No Campeonato de Portugal, atingindo-se também a última ronda, já sem nada para decidir no que respeita aos clubes do Distrito, o Fátima desloca-se a Ponte de Sôr; o Coruchense visita Torres Vedras; enquanto o Alcanenense vai de viagem até Vila Franca de Xira.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Abril de 2018)

22 Abril, 2018 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais (2ª mão)

Pulsar-TRibatejo-1-2-2

(“O Templário”, 12.04.2018)

União de Tomar (no que constitui uma estreia absoluta no seu longo e rico historial) e Mação (que bisa a presença da época passada, na qual se sagrou vencedor do troféu), confirmando o favoritismo que lhes era creditado, garantiram o apuramento para a Final da Taça do Ribatejo, a disputar no Entroncamento, no próximo dia 13 de Maio, noutro embate entre os dois clubes que, nesta temporada, mais têm vincado também a disputa da supremacia no campeonato.

Destaque – Como que a atestar a velha máxima do futebol de que “não há dois jogos iguais” (ou haverá?…), o Mação rectificou – de forma radical – o surpreendente empate que concedera na 1.ª mão das meias-finais, no seu terreno, perante o “lanterna vermelha” do campeonato, indo vencer, à Ribeira de Santarém, os Empregados do Comércio, por retumbante goleada de 7-1!

Curiosamente, depois de, há cerca de um mês, ter goleado esta mesma equipa dos “Caixeiros” por 6-0 – e, de entretanto, ter repetido, no jogo da Taça, o empate a dois golos que registara na primeira volta do campeonato –, os maçaenses voltaram a triunfar por margem de seis tentos…

Afinal, o que parecia poder vir eventualmente a complicar-se acabaria por se tornar bem fácil, após o quebrar da resistência dos donos da casa, com dois golos averbados em curto espaço de tempo, à passagem da meia hora de jogo. A partir daí, o desfecho da eliminatória ficou praticamente definido, pelo que, na sequência do terceiro tento, logo a abrir a segunda parte, não surpreendeu o progressivo avolumar do marcador, perante um grupo que, não obstante, não abdicou da sua dignidade, acabando por chegar ao “ponto de honra”, a premiar a sua entrega.

Em suma, um apuramento “com distinção” para o Mação, com um expressivo “score” global de 9-3, pese embora, em termos de resultados, com balanço idêntico ao da outra eliminatória, tendo somado uma vitória e um empate.

Surpresa – Ao invés, o U. Tomar, que trouxera da capital do Distrito um promissor triunfo, veria, num ápice, complicar-se sobremaneira a sua tarefa, ao consentir, ainda não estavam completados três minutos, o golo dos forasteiros, que, no final do desafio, valeria uma ainda assim inesperada igualdade, atendendo ao actual estatuto das duas equipas, de diferente escalão. Curiosamente, em termos históricos, o confronto entre ambos os clubes passou a registar um absoluto equilíbrio: em 42 jogos disputados, 14 vitórias para cada lado e outros tantos empates!

Entrando praticamente a perder, de imediato se desvanecia a vantagem angariada, o que afectaria de forma determinante a evolução da partida. A partir desse instante, o U. Santarém, já em posição confortável, deixou de ter necessidade de arriscar, jogando de forma muito organizada, não dando espaços aos tomarenses, que, por seu lado, sob uma inclemente chuva, denotavam enorme dificuldade em construir jogo e criar perigo junto à zona defensiva contrária.

Cientes da necessidade de, pelo menos, igualar o marcador, para evitar a contingência do sempre ingrato desempate da marca de grande penalidade, os nabantinos abordaram o segundo tempo com uma atitude substancialmente melhorada, desde cedo começando a empurrar o adversário para a sua área, assumindo o risco – o que, por outro lado, lhes poderia ter sido fatal, caso os escalabitanos tivessem aproveitado um par de rápidos lances de contra-ataque, em que esteve iminente novo golo na baliza dos “rubro-negros”.

Mas, logo depois, os tomarenses acabariam por ver também premiada a sua iniciativa e persistência, obtendo o tão ansiado golo (uma vez mais por intermédio de Wemerson), que lhes possibilitava retomar a vantagem na eliminatória – dando, paralelamente, continuidade à magnífica série (“record”) de 29 jogos consecutivos sempre a marcar, em todos os desafios disputados nesta temporada (30, se contarmos também a última jornada da época passada).

Até final, seria necessário sofrer ainda um pouco mais, de forma a – face a um oponente de valor, candidato ao título do escalão secundário e a afirmar-se na I Divisão – preservar o resultado (1-1) que proporciona ao U. Tomar, pela primeira vez no seu historial, o apuramento para a Final da Taça do Ribatejo, à 19.ª participação na prova! Começou já a fazer-se história…

Campeonato de Portugal – A duas jornadas do fim, começam a surgir as primeiras definições: o Mafra garantiu já o 1.º lugar na Série D e consequente apuramento para o “play-off” final; enquanto, da parte das equipas representativas do Distrito, o Fátima assegurou a manutenção, ao invés do Alcanenense, que viu consumar-se, matematicamente, a despromoção.

Após quatro triunfos consecutivos, bastou ao Fátima (7.º classificado) o nulo, na recepção ao Sacavenense, para ampliar para já inalcançáveis oito pontos a vantagem face ao primeiro clube abaixo da “linha de água”, curiosamente, a turma do Coruchense (11.º), goleada por 5-0 no jogo da consagração do líder, agora dois pontos abaixo do Sintrense (e a três do 1.º Dezembro), conservando, não obstante o desaire sofrido, algumas esperanças na permanência.

Uma situação a que o Alcanenense (13.º) já não poderá chegar, depois da derrota por 1-2 nas Caldas, dado o atraso de sete pontos que regista em relação ao Sintrense. Culminando uma temporada atípica, muito irregular, e pautada por uma terrível série de seis desaires, o clube de Alcanena regressa ao Distrital, após… seis épocas consecutivas nos Nacionais.

Antevisão – Depois da “festa da Taça”, regressam as emoções dos campeonatos. Na I Divisão, destaque para as difíceis saídas dos dois primeiros classificados: o Mação desloca-se a Samora Correia, equipa que viu quebrado, na ronda anterior, um excelente ciclo de seis triunfos; por seu lado, o U. Tomar visita Torres Novas, no reeditar do clássico mais repetido no futebol do Distrito: será a 90.ª vez que estes dois clubes rivais se cruzam em jogos de campeonato e taça!

De grande interesse, na luta pela manutenção – quando se sabe já, agora, que serão pelo menos três os clubes a despromover à II Divisão –, teremos as seguintes partidas: Empregados do Comércio-U. Abrantina e Riachense-U. Almeirim; para além do Fazendense-Amiense.

No escalão secundário, toda a dúvida assenta na série a Norte, com a terceira vaga de apuramento em disputa entre U. Atalaiense (favorito, “bastando-lhe” ganhar em Alferrarede), Aldeiense (desloca-se ao Pego), Pego e Caxarias (visita o terreno da Ortiga), com um único ponto a separá-los, à entrada da derradeira ronda. A Sul, tudo está já definido, com a qualificação para a fase final assegurada por Marinhais, U. Santarém e Glória do Ribatejo.

No Campeonato de Portugal, as atenções estarão focadas no Coruchense-Lusitânia (e no Sintrense-Mafra), cabendo ao Fátima receber o Loures, sendo que o Alcanenense poderá dar ainda uma “ajuda” (?) à formação do Sorraia, se ganhar em casa, frente ao 1.º de Dezembro.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Abril de 2018)

15 Abril, 2018 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais (1ª mão)

Pulsar-TRibatejo-1-2

(“O Templário”, 05.04.2018)

Para uma inédita presença na Final da Taça do Ribatejo, foi o que o U. Tomar adquiriu, com o importante triunfo averbado na capital do Distrito. Por seu lado, o “quase Campeão” Mação enfrentou inesperadas dificuldades para evitar novo desaire, no seu reduto, ante o “lanterna vermelha” do campeonato, deixando tudo em aberto para a segunda mão da eliminatória.

Destaque – Na primeira mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, destaca-se a vitória (2-1) alcançada pelo U. Tomar em Santarém, face ao União local.

Numa partida em que se enfrentavam as equipas com ataques mais realizadores dos dois escalões do futebol distrital, tal terá porventura justificado algumas cautelas com que ambas as formações abordaram este encontro, parecendo mais predispostas a tentar contrariar as iniciativas adversárias, procurando jogar pelo seguro, atendendo também a que se disputava apenas a primeira metade da eliminatória. Sem grandes ocasiões de perigo a registar, acabaria por não surpreender o nulo registado ao intervalo.

A feição do jogo viria a alterar-se bastante na etapa complementar, com o U. Tomar, mais afoito, a inaugurar o marcador à passagem dos dez minutos, por intermédio de Fábio Vieira. Então, o U. Santarém, reagindo bem, não se entregando, iria em busca do golo, acabando por ser premiado com o tento do empate, apenas cinco minutos volvidos.

Até final, pese embora as maiores credenciais da turma nabantina, o cariz do desafio continuou a ser o da repartição da iniciativa atacante, tendo os tomarenses voltado a colocar-se em vantagem, a cerca de dez minutos do termo da partida. Não obstante, os escalabitanos beneficiariam ainda de uma ocasião soberana para restabelecer a igualdade, desperdiçando contudo a grande penalidade de que dispuseram, já muito perto dos 90 minutos.

Surpresa – Uma enorme surpresa foi o que se verificou em Mação, com a formação da casa, pese embora tenho o título de Campeão “na mão”, a denotar, outra vez, desconcertante desempenho nos jogos no seu terreno. Efectivamente, depois de aí terem sido derrotados pela U. Abrantina e pelo Cartaxo (equipas que lutam ainda pela manutenção no principal escalão), os maçaenses apenas evitaram novo desaire, desta feita ante os Empregados do Comércio, no penúltimo dos seis minutos de tempo de compensação, ao apontar o golo que restabeleceria o empate (2-2), já depois de, por duas vezes, se terem visto em desvantagem no marcador.

Mais, em três jogos disputados esta temporada entre o 1.º e o último classificado do campeonato, aos 6-0 com que o Mação “brindara” os “Caixeiros” ainda há menos de três semanas, contrapõem-se dois empates – curiosamente, quase a “papel químico”, ambos pela mesma marca, e, nas duas ocasiões, com o grupo da Ribeira de Santarém a deixar escapar o triunfo já ao expirar de cada um desses desafios.

Campeonato de Portugal – Enfim, os três clubes representantes do Distrito conseguiram, na 27.ª jornada, uma ronda “perfeita”, alcançando o pleno de vitórias, o que sucede pela primeira vez em toda a prova, quando ficam a faltar apenas três jogos para o final da competição!

De facto, o Fátima, deslocando-se a Sintra, ampliou para quatro a sua excelente série de triunfos consecutivos, ganhando ao Sintrense por 2-1, o que, não só praticamente liberta os fatimenses – agora já no 6.º posto, a par do Caldas, com vantagem de sete pontos face à zona de despromoção – de maiores preocupações (o que, paralelamente, deverá possibilitar também ao Cartaxo, At. Ouriense e, possivelmente, Amiense, “respirar de alívio”, no Distrital), como se traduz num importante auxílio às esperanças que as outras duas equipas ainda alimentam.

No que respeita ao Coruchense, recebeu o já despromovido Eléctrico de Ponte de Sôr, vencendo por igual marca tangencial (2-1), o que proporciona à turma do Sorraia subir ao 11.º lugar, ainda abaixo da “linha de água”, mas, agora, um único ponto atrás do Sintrense.

Já o Alcanenense, que bateu o Torreense (5.º classificado) por 2-0, mantém a 13.ª posição, ainda a seis pontos da formação sintrense, mas podendo continuar a acreditar num “milagre” (atendendo ainda a que, em caso de igualdade pontual, teria vantagem sobre aquele rival).

Antevisão – Neste fim-de-semana, os campeonatos distritais continuam a aguardar o desfecho das meias-finais da Taça do Ribatejo, de que se disputará a 2.ª mão.

Num sempre arriscado exercício de “futurologia”, pode especular-se que, no U. Tomar-U. Santarém, se as probabilidades de apuramento, à partida, seriam de 65/35%, poderão ter passado agora – na sequência dos desfechos da 1.ª mão –, talvez para 80/20%. Para poder contrariar esta tendência, o conjunto escalabitano teria forçosamente de ganhar: se o conseguisse fazer por margem de um golo, tal implicaria a necessidade de desempate da marca de grande penalidade, apurando-se no caso de vencer por vantagem superior; aos tomarenses, respeitando o adversário, caberá assumir o favoritismo, natural, de uma equipa que disputa os primeiros lugares da I Divisão, frente a um oponente do escalão secundário, procurando nova vitória, sabendo que o empate lhes assegurará a presença no Entroncamento, na sua estreia na grande “festa da Taça”.

Na eliminatória entre Mação e Empregados do Comércio, a decidir na Ribeira de Santarém, os actuais detentores do troféu eram, “no papel”, largamente favoritos (90/10%); as probabilidades terão descido agora para a ordem dos 60/40% (só a vitória de qualquer das equipas garantirá o apuramento, as quais serão forçadas à “lotaria dos penalties” em caso de novo empate).

No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Sacavenense (4.º classificado), em partida que não se antevê fácil, mas que lhe poderá garantir matematicamente a manutenção, bastando, para tal, não fazer pior resultado que o Coruchense – equipa que, por seu lado, se desloca a Mafra, para defrontar o líder (já com presença assegurada no “play-off” final). Quanto ao Alcanenense, terá também uma difícil saída até às Caldas da Rainha, para defrontar o semi-finalista da Taça de Portugal, correndo o risco de poder ver consumada a sua despromoção, caso seja derrotado.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Abril de 2018)

8 Abril, 2018 at 11:00 am Deixe um comentário

Older Posts Newer Posts


Autor – Contacto

Destaques


Literatura de Viagens e os Descobrimentos Tomar - História e Actualidade
União de Tomar - Recolha de dados históricosSporting de Tomar - Recolha de dados históricos

Calendário

Outubro 2026
S T Q Q S S D
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031  

Arquivos

Pulsar dos Diários Virtuais

O Pulsar dos Diários Virtuais em Portugal

O que é a memória?

Memória - TagCloud

Jogos Olímpicos

Categorias

Notas importantes

1. Este “blogue" tem por objectivo prioritário a divulgação do que de melhor vai acontecendo em Portugal e no mundo, compreendendo nomeadamente a apresentação de algumas imagens, textos, compilações / resumos com origem ou preparados com base em diversas fontes, em particular páginas na Internet e motores de busca, publicações literárias ou de órgãos de comunicação social, que nem sempre será viável citar ou referenciar.

Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

2. Os comentários expressos neste "blogue" vinculam exclusivamente os seus autores, não reflectindo necessariamente a opinião nem a concordância face aos mesmos do autor deste "blogue", pelo que publicamente aqui declino qualquer responsabilidade sobre o respectivo conteúdo.

Reservo-me também o direito de eliminar comentários que possa considerar difamatórios, ofensivos, caluniosos ou prejudiciais a terceiros; textos de carácter promocional poderão ser também excluídos.