O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais (1ª mão)

8 Abril, 2018 at 11:00 am Deixe um comentário

Pulsar-TRibatejo-1-2

(“O Templário”, 05.04.2018)

Para uma inédita presença na Final da Taça do Ribatejo, foi o que o U. Tomar adquiriu, com o importante triunfo averbado na capital do Distrito. Por seu lado, o “quase Campeão” Mação enfrentou inesperadas dificuldades para evitar novo desaire, no seu reduto, ante o “lanterna vermelha” do campeonato, deixando tudo em aberto para a segunda mão da eliminatória.

Destaque – Na primeira mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, destaca-se a vitória (2-1) alcançada pelo U. Tomar em Santarém, face ao União local.

Numa partida em que se enfrentavam as equipas com ataques mais realizadores dos dois escalões do futebol distrital, tal terá porventura justificado algumas cautelas com que ambas as formações abordaram este encontro, parecendo mais predispostas a tentar contrariar as iniciativas adversárias, procurando jogar pelo seguro, atendendo também a que se disputava apenas a primeira metade da eliminatória. Sem grandes ocasiões de perigo a registar, acabaria por não surpreender o nulo registado ao intervalo.

A feição do jogo viria a alterar-se bastante na etapa complementar, com o U. Tomar, mais afoito, a inaugurar o marcador à passagem dos dez minutos, por intermédio de Fábio Vieira. Então, o U. Santarém, reagindo bem, não se entregando, iria em busca do golo, acabando por ser premiado com o tento do empate, apenas cinco minutos volvidos.

Até final, pese embora as maiores credenciais da turma nabantina, o cariz do desafio continuou a ser o da repartição da iniciativa atacante, tendo os tomarenses voltado a colocar-se em vantagem, a cerca de dez minutos do termo da partida. Não obstante, os escalabitanos beneficiariam ainda de uma ocasião soberana para restabelecer a igualdade, desperdiçando contudo a grande penalidade de que dispuseram, já muito perto dos 90 minutos.

Surpresa – Uma enorme surpresa foi o que se verificou em Mação, com a formação da casa, pese embora tenho o título de Campeão “na mão”, a denotar, outra vez, desconcertante desempenho nos jogos no seu terreno. Efectivamente, depois de aí terem sido derrotados pela U. Abrantina e pelo Cartaxo (equipas que lutam ainda pela manutenção no principal escalão), os maçaenses apenas evitaram novo desaire, desta feita ante os Empregados do Comércio, no penúltimo dos seis minutos de tempo de compensação, ao apontar o golo que restabeleceria o empate (2-2), já depois de, por duas vezes, se terem visto em desvantagem no marcador.

Mais, em três jogos disputados esta temporada entre o 1.º e o último classificado do campeonato, aos 6-0 com que o Mação “brindara” os “Caixeiros” ainda há menos de três semanas, contrapõem-se dois empates – curiosamente, quase a “papel químico”, ambos pela mesma marca, e, nas duas ocasiões, com o grupo da Ribeira de Santarém a deixar escapar o triunfo já ao expirar de cada um desses desafios.

Campeonato de Portugal – Enfim, os três clubes representantes do Distrito conseguiram, na 27.ª jornada, uma ronda “perfeita”, alcançando o pleno de vitórias, o que sucede pela primeira vez em toda a prova, quando ficam a faltar apenas três jogos para o final da competição!

De facto, o Fátima, deslocando-se a Sintra, ampliou para quatro a sua excelente série de triunfos consecutivos, ganhando ao Sintrense por 2-1, o que, não só praticamente liberta os fatimenses – agora já no 6.º posto, a par do Caldas, com vantagem de sete pontos face à zona de despromoção – de maiores preocupações (o que, paralelamente, deverá possibilitar também ao Cartaxo, At. Ouriense e, possivelmente, Amiense, “respirar de alívio”, no Distrital), como se traduz num importante auxílio às esperanças que as outras duas equipas ainda alimentam.

No que respeita ao Coruchense, recebeu o já despromovido Eléctrico de Ponte de Sôr, vencendo por igual marca tangencial (2-1), o que proporciona à turma do Sorraia subir ao 11.º lugar, ainda abaixo da “linha de água”, mas, agora, um único ponto atrás do Sintrense.

Já o Alcanenense, que bateu o Torreense (5.º classificado) por 2-0, mantém a 13.ª posição, ainda a seis pontos da formação sintrense, mas podendo continuar a acreditar num “milagre” (atendendo ainda a que, em caso de igualdade pontual, teria vantagem sobre aquele rival).

Antevisão – Neste fim-de-semana, os campeonatos distritais continuam a aguardar o desfecho das meias-finais da Taça do Ribatejo, de que se disputará a 2.ª mão.

Num sempre arriscado exercício de “futurologia”, pode especular-se que, no U. Tomar-U. Santarém, se as probabilidades de apuramento, à partida, seriam de 65/35%, poderão ter passado agora – na sequência dos desfechos da 1.ª mão –, talvez para 80/20%. Para poder contrariar esta tendência, o conjunto escalabitano teria forçosamente de ganhar: se o conseguisse fazer por margem de um golo, tal implicaria a necessidade de desempate da marca de grande penalidade, apurando-se no caso de vencer por vantagem superior; aos tomarenses, respeitando o adversário, caberá assumir o favoritismo, natural, de uma equipa que disputa os primeiros lugares da I Divisão, frente a um oponente do escalão secundário, procurando nova vitória, sabendo que o empate lhes assegurará a presença no Entroncamento, na sua estreia na grande “festa da Taça”.

Na eliminatória entre Mação e Empregados do Comércio, a decidir na Ribeira de Santarém, os actuais detentores do troféu eram, “no papel”, largamente favoritos (90/10%); as probabilidades terão descido agora para a ordem dos 60/40% (só a vitória de qualquer das equipas garantirá o apuramento, as quais serão forçadas à “lotaria dos penalties” em caso de novo empate).

No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Sacavenense (4.º classificado), em partida que não se antevê fácil, mas que lhe poderá garantir matematicamente a manutenção, bastando, para tal, não fazer pior resultado que o Coruchense – equipa que, por seu lado, se desloca a Mafra, para defrontar o líder (já com presença assegurada no “play-off” final). Quanto ao Alcanenense, terá também uma difícil saída até às Caldas da Rainha, para defrontar o semi-finalista da Taça de Portugal, correndo o risco de poder ver consumada a sua despromoção, caso seja derrotado.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Abril de 2018)

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