Archive for 15 Abril, 2018

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais (2ª mão)

Pulsar-TRibatejo-1-2-2

(“O Templário”, 12.04.2018)

União de Tomar (no que constitui uma estreia absoluta no seu longo e rico historial) e Mação (que bisa a presença da época passada, na qual se sagrou vencedor do troféu), confirmando o favoritismo que lhes era creditado, garantiram o apuramento para a Final da Taça do Ribatejo, a disputar no Entroncamento, no próximo dia 13 de Maio, noutro embate entre os dois clubes que, nesta temporada, mais têm vincado também a disputa da supremacia no campeonato.

Destaque – Como que a atestar a velha máxima do futebol de que “não há dois jogos iguais” (ou haverá?…), o Mação rectificou – de forma radical – o surpreendente empate que concedera na 1.ª mão das meias-finais, no seu terreno, perante o “lanterna vermelha” do campeonato, indo vencer, à Ribeira de Santarém, os Empregados do Comércio, por retumbante goleada de 7-1!

Curiosamente, depois de, há cerca de um mês, ter goleado esta mesma equipa dos “Caixeiros” por 6-0 – e, de entretanto, ter repetido, no jogo da Taça, o empate a dois golos que registara na primeira volta do campeonato –, os maçaenses voltaram a triunfar por margem de seis tentos…

Afinal, o que parecia poder vir eventualmente a complicar-se acabaria por se tornar bem fácil, após o quebrar da resistência dos donos da casa, com dois golos averbados em curto espaço de tempo, à passagem da meia hora de jogo. A partir daí, o desfecho da eliminatória ficou praticamente definido, pelo que, na sequência do terceiro tento, logo a abrir a segunda parte, não surpreendeu o progressivo avolumar do marcador, perante um grupo que, não obstante, não abdicou da sua dignidade, acabando por chegar ao “ponto de honra”, a premiar a sua entrega.

Em suma, um apuramento “com distinção” para o Mação, com um expressivo “score” global de 9-3, pese embora, em termos de resultados, com balanço idêntico ao da outra eliminatória, tendo somado uma vitória e um empate.

Surpresa – Ao invés, o U. Tomar, que trouxera da capital do Distrito um promissor triunfo, veria, num ápice, complicar-se sobremaneira a sua tarefa, ao consentir, ainda não estavam completados três minutos, o golo dos forasteiros, que, no final do desafio, valeria uma ainda assim inesperada igualdade, atendendo ao actual estatuto das duas equipas, de diferente escalão. Curiosamente, em termos históricos, o confronto entre ambos os clubes passou a registar um absoluto equilíbrio: em 42 jogos disputados, 14 vitórias para cada lado e outros tantos empates!

Entrando praticamente a perder, de imediato se desvanecia a vantagem angariada, o que afectaria de forma determinante a evolução da partida. A partir desse instante, o U. Santarém, já em posição confortável, deixou de ter necessidade de arriscar, jogando de forma muito organizada, não dando espaços aos tomarenses, que, por seu lado, sob uma inclemente chuva, denotavam enorme dificuldade em construir jogo e criar perigo junto à zona defensiva contrária.

Cientes da necessidade de, pelo menos, igualar o marcador, para evitar a contingência do sempre ingrato desempate da marca de grande penalidade, os nabantinos abordaram o segundo tempo com uma atitude substancialmente melhorada, desde cedo começando a empurrar o adversário para a sua área, assumindo o risco – o que, por outro lado, lhes poderia ter sido fatal, caso os escalabitanos tivessem aproveitado um par de rápidos lances de contra-ataque, em que esteve iminente novo golo na baliza dos “rubro-negros”.

Mas, logo depois, os tomarenses acabariam por ver também premiada a sua iniciativa e persistência, obtendo o tão ansiado golo (uma vez mais por intermédio de Wemerson), que lhes possibilitava retomar a vantagem na eliminatória – dando, paralelamente, continuidade à magnífica série (“record”) de 29 jogos consecutivos sempre a marcar, em todos os desafios disputados nesta temporada (30, se contarmos também a última jornada da época passada).

Até final, seria necessário sofrer ainda um pouco mais, de forma a – face a um oponente de valor, candidato ao título do escalão secundário e a afirmar-se na I Divisão – preservar o resultado (1-1) que proporciona ao U. Tomar, pela primeira vez no seu historial, o apuramento para a Final da Taça do Ribatejo, à 19.ª participação na prova! Começou já a fazer-se história…

Campeonato de Portugal – A duas jornadas do fim, começam a surgir as primeiras definições: o Mafra garantiu já o 1.º lugar na Série D e consequente apuramento para o “play-off” final; enquanto, da parte das equipas representativas do Distrito, o Fátima assegurou a manutenção, ao invés do Alcanenense, que viu consumar-se, matematicamente, a despromoção.

Após quatro triunfos consecutivos, bastou ao Fátima (7.º classificado) o nulo, na recepção ao Sacavenense, para ampliar para já inalcançáveis oito pontos a vantagem face ao primeiro clube abaixo da “linha de água”, curiosamente, a turma do Coruchense (11.º), goleada por 5-0 no jogo da consagração do líder, agora dois pontos abaixo do Sintrense (e a três do 1.º Dezembro), conservando, não obstante o desaire sofrido, algumas esperanças na permanência.

Uma situação a que o Alcanenense (13.º) já não poderá chegar, depois da derrota por 1-2 nas Caldas, dado o atraso de sete pontos que regista em relação ao Sintrense. Culminando uma temporada atípica, muito irregular, e pautada por uma terrível série de seis desaires, o clube de Alcanena regressa ao Distrital, após… seis épocas consecutivas nos Nacionais.

Antevisão – Depois da “festa da Taça”, regressam as emoções dos campeonatos. Na I Divisão, destaque para as difíceis saídas dos dois primeiros classificados: o Mação desloca-se a Samora Correia, equipa que viu quebrado, na ronda anterior, um excelente ciclo de seis triunfos; por seu lado, o U. Tomar visita Torres Novas, no reeditar do clássico mais repetido no futebol do Distrito: será a 90.ª vez que estes dois clubes rivais se cruzam em jogos de campeonato e taça!

De grande interesse, na luta pela manutenção – quando se sabe já, agora, que serão pelo menos três os clubes a despromover à II Divisão –, teremos as seguintes partidas: Empregados do Comércio-U. Abrantina e Riachense-U. Almeirim; para além do Fazendense-Amiense.

No escalão secundário, toda a dúvida assenta na série a Norte, com a terceira vaga de apuramento em disputa entre U. Atalaiense (favorito, “bastando-lhe” ganhar em Alferrarede), Aldeiense (desloca-se ao Pego), Pego e Caxarias (visita o terreno da Ortiga), com um único ponto a separá-los, à entrada da derradeira ronda. A Sul, tudo está já definido, com a qualificação para a fase final assegurada por Marinhais, U. Santarém e Glória do Ribatejo.

No Campeonato de Portugal, as atenções estarão focadas no Coruchense-Lusitânia (e no Sintrense-Mafra), cabendo ao Fátima receber o Loures, sendo que o Alcanenense poderá dar ainda uma “ajuda” (?) à formação do Sorraia, se ganhar em casa, frente ao 1.º de Dezembro.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Abril de 2018)

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15 Abril, 2018 at 11:00 am Deixe um comentário


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