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“História da «Mendes Godinho» agora em livro”
(“O Templário”, 03.05.2018 – Clicar na imagem para ver a página completa)
O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

(“O Templário”, 26.04.2018)
Numa jornada, repleta de golos, em que a disputa pelo 2.º lugar prossegue bem acesa, sublinha-se o consumar da despromoção do Riachense ao escalão secundário, no ponto mais baixo do clube em várias décadas, após uma fase, bem recente, em que predominou no futebol distrital (com quatro títulos de Campeão da I Divisão, entre 2001 e 2013, a que se somam as Taças do Ribatejo conquistadas em 2009 e 2010), e depois de ter sido vice-campeão na época passada!
Destaques – O principal destaque da 24.ª ronda vai para a goleada (5-2) aplicada pelo U. Tomar na recepção ao Samora Correia (depois do 5-0 com que os unionistas haviam já brindado este mesmo adversário, na primeira volta), num jogo frenético, com cinco golos na primeira meia hora, curiosamente, com os samorenses a colocarem-se, por duas vezes, em vantagem.
De facto, logo nos minutos iniciais, os visitantes, em contra-ataque, inauguraram o marcador, situação a que os tomarenses reagiriam de melhor forma, repondo a igualdade logo no minuto imediato. Para, poucos minutos volvidos, o Samora Correia, beneficiando de uma grande penalidade, fazer o 2-1. Outra vez sem vacilar, os “rubro-negros” ripostariam com novo tento, empatando a contenda, antes de, prontamente, adquirirem confortável vantagem, ampliando a marca até aos 4-2. Esperar-se-ia que, no segundo tempo, ambas as equipas, libertas de espartilhos tácticos, pudessem continuar a fazer subir o “placard”, mas, com a toada do jogo mais “morna”, o golo que fixaria o resultado final apenas chegaria já sobre o minuto 90.
Mas, nesta jornada em se bateu um “record”, com um total de 36 golos (média superior a 5 golos por jogo!), em Torres Novas ia-se respondendo, “taco a taco”, aos golos que chegavam de Tomar, chegando-se ao intervalo com um surpreendente 4-3, com os Empregados do Comércio a oferecer inesperada réplica aos torrejanos. Porém, na etapa complementar, só “deu” Torres Novas, a confirmar uma impressionante goleada (8-3), com mais quatro tentos apontados.
No que, noutras circunstâncias, teria sido o jogo de maior cartaz da jornada, o Mação fez a festa da consagração do título de Campeão, recebendo um dos então 2.º classificados, Fazendense. E, com ambas as equipas a dar também o seu contributo para a verve goleadora, numa partida muito animada, com sucessivas reviravoltas no marcador, o resultado final seria uma curiosa igualdade a três golos, mais penalizadora para os visitantes, que se atrasaram na classificação.
Por fim, na Moçarria, num encontro entre duas equipas “desencantadas” com a sua situação, o Moçarriense já com o destino traçado (despromoção à II Divisão Distrital) e a U. Abrantina, relativamente à qual se antecipava o mesmo desfecho, o grupo de Abrantes fez questão de “gritar” que continua bem vivo, impondo-se por 3-1, continuando a sonhar com um “milagre”.
Confirmações – Num desafio em que se decidia a manutenção (para uns) ou o evitar da despromoção imediata (para outros), o Amiense confirmou a sua superioridade, goleando o Riachense (4-1), garantindo assim – com terceiro triunfo consecutivo –, a permanência, ao invés da formação dos Riachos, que, ainda com duas jornadas por disputar, já nada poderá fazer para evitar um desenlace que se foi desenhando ao longo da temporada, para o qual, indirectamente, contribuíram também as descidas do Coruchense e do Alcanenense do Campeonato Nacional.
Quem parecia já livre de aflições era o Cartaxo, que, afinal, não tendo conseguido melhor do que o empate (1-1) na recepção ao At. Ouriense – um resultado dentro das expectativas, atendendo ao que tem sido o comportamento dos visitados, no seu reduto, nesta época –, acaba por ver-se ainda envolvido num cenário (de reduzida probabilidade, mas de risco), de poder vir a ser também despromovido, no que constituiria uma conclusão absolutamente inesperada para uma campanha em que os cartaxeiros se chegaram a auto-proclamar candidatos ao título…
Supresa – A surpresa desta ronda – se é que se pode ainda caracterizar de surpresa o brilhante desempenho do conjunto de Ferreira do Zêzere (o melhor registo de entre todos os clubes, na segunda volta!) – foi o triunfo (1-0) alcançado pelos ferreirenses em Almeirim, frente ao União local, ascendendo novamente ao 4.º lugar da tabela, somente um ponto abaixo do par formado por U. Tomar e Torres Novas, quando faltam realizar apenas duas jornadas neste campeonato.
II Divisão Distrital – Na série a Norte realizou-se o jogo que tinha ficado em suspenso da derradeira ronda, não tendo a U. Atalaiense tido dificuldades, para, vencendo tranquilamente por 3-0, em Alferrarede, garantir a última vaga para a fase final, de apuramento de Campeão. A Sul, realce para a impressiva goleada (6-0) do U. Santarém, frente ao Marinhais, num jogo que colocava frente a frente os dois primeiros classificados, para decisão do vencedor de série.
Disputarão a fase final, para promoção ao principal escalão – com arranque já no feriado, de 25 de Abril –, Tramagal-U. Santarém, U. Atalaiense-Glória do Ribatejo e Marinhais-Rio Maior.
Campeonato de Portugal – Na derradeira ronda da prova, o Fátima, vencedor em Ponte de Sôr (2-1), completou da melhor forma a sua boa recta final, sem perder nos oito últimos jogos (nos quais somou cinco triunfos), fixando-se, na tabela, num, apesar de tudo, positivo 6.º lugar. Pior estiveram o Coruchense, derrotado em Torres Vedras (0-1) e o Alcanenense, batido em Vila Franca de Xira (0-3), respectivamente 12.º e 14.º classificados, descendo ambos ao Distrital.
A par de Coruchense e Alcanenense, alguns outros “nomes ilustres” do futebol nacional caíram igualmente nos Distritais: Bragança, Salgueiros, Freamunde, Marinhense, Lusitânia dos Açores e Lusitano de Vila Real de Santo António (para além de outros 22 clubes, num total de trinta).
Disputam os “play-off” de apuramento de Campeão e promoção à II Liga os seguintes clubes: Vizela, Felgueiras, U. Leiria, Mafra e Farense (vencedores de série); e Vilaverdense, Lusitano de Vildemoinhos e Vilafranquense (três melhores de entre os 2.º classificados das cinco séries) – ficaram com a “fava” do 2.º lugar, mas afastados da fase final, o Espinho e o Oriental.
Antevisão – No escalão principal, nos dois polos ainda em disputa, realce para o Fazendense-U. Tomar (com o calendário a “reservar” à turma das Fazendas, nas três últimas jornadas, encontros com os três primeiros, tendo ainda de visitar Torres Novas) e Samora Correia-Torres Novas, no que respeita à luta pelo 2.º lugar; e para o U. Abrantina-Cartaxo, em que só a vitória da formação de Abrantes lhe permitirá levar a decisão sobre a manutenção para a derradeira ronda (apesar de tudo parecer jogar ainda em seu desfavor, dado que se deslocará a Almeirim, enquanto o Cartaxo receberá o Moçarriense) – mas, “enquanto há vida, há esperança”…
Na II Divisão, depois da jornada de abertura da fase final, agendada para o feriado, disputa-se já a 2.ª ronda, com o seguinte alinhamento: U. Santarém-Marinhais (por coincidência, uma reedição do jogo da semana passada), Glória do Ribatejo-Tramagal e Rio Maior-U. Atalaiense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Abril de 2018)
O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

(“O Templário”, 19.04.2018)
Ainda com três rondas por disputar, praticamente tudo ficou já definido: atestando a sua grande eficácia nos jogos em terreno alheio – e beneficiando dos desaires dos principais concorrentes –, o Mação confirmou matematicamente a conquista do título de Campeão Distrital da I Divisão; por seu lado, em função da despromoção de Coruchense e Alcanenense ao Distrital, serão quatro os clubes a despromover ao escalão secundário, ao qual regressam Moçarriense e Empregados do Comércio, tendo Riachense e U. Abrantina destino similar “anunciado”.
Destaques – O principal destaque da 23.ª jornada vai para mais uma goleada imposta pelo Mação, vencendo no reduto do Samora Correia por categórica marca de 4-0. Com extrema eficácia, não vacilando, os maçaenses conseguiram contrariar da melhor forma a iniciativa adversária, somando o nono triunfo em doze partidas fora de casa (apenas empataram na Ribeira de Santarém e em Tomar, tendo sido desfeiteados uma única vez, nas Fazendas de Almeirim)!
Este foi o factor-chave para o êxito do clube de Mação, que se sagra, pela primeira vez no seu historial, Campeão Distrital do escalão principal, garantindo, paralelamente, a promoção ao Campeonato de Portugal, prova em que se estreará na próxima época. Com uma campanha em que se superiorizou a praticamente todos os adversários mais cotados (o U. Tomar é, até agora, o único clube que, nos dois encontros disputados na prova, não foi derrotado pelos maçaenses), o novo Campeão conseguiu, desde cedo, desequilibrar a seu favor um campeonato extremamente equilibrado, dispondo de uma diferença pontual face aos 2.º classificados idêntica àquela que separa o trio que reparte tal posição do 10.º lugar; números que atestam a justiça da conquista alcançada, premiando a regularidade do grupo comandado por João Vitorino.
A culminar um campeonato muito bom, o Torres Novas saiu vencedor do principal “clássico” do Distrito, batendo o U. Tomar por 2-1. Numa partida em que os tomarenses dominaram em largo período, voltando a ser ineficazes na concretização, acabariam por ter a infelicidade de sofrer um primeiro golo “contra a corrente” do jogo, vendo acrescidas as já naturais dificuldades do jogo, em terreno alheio, perante um opositor credenciado. Nunca se entregando, mesmo já depois de ter sofrido um segundo tento, os unionistas reduziriam ainda para a diferença tangencial, forçando nos minutos finais, não tendo, contudo, conseguido evitar a derrota.
U. Tomar, Fazendense e Torres Novas partilham agora a 2.ª posição, um ponto apenas acima do Ferreira do Zêzere, numa disputa que constitui agora o maior aliciante, até final da competição.
Confirmações – Tiveram desfechos expectáveis os jogos: Ferreira Zêzere-Cartaxo (1-1), com os cartaxeiros a vincar a sua maior propensão para resultados positivos fora de casa (onde averbaram 17 dos 31 pontos de que dispõem); At. Ouriense-Moçarriense (4-2), a libertar definitivamente a turma de Ourém de maiores preocupações, ao mesmo tempo que sentencia a descida da formação da Moçarria; Riachense-U. Almeirim (0-1), com a equipa favorita a apontar o tento da vitória já em período de compensação; e Empregados do Comércio-U. Abrantina (1-1), confirmando-se também a despromoção dos “Caixeiros”.
Sendo quatro os clubes a despromover à II Divisão, U. Abrantina e Riachense – respectivamente a sete e a oito pontos do Amiense –, parecem não ter já possibilidade de evitar também a descida, no que constituirá um sério revés para o vice-campeão distrital da época passada…
Supresa – A grande surpresa da jornada foi protagonizada precisamente pelo Amiense, que conseguiu quebrar a invencibilidade caseira do Fazendense, indo vencer às Fazendas de Almeirim por 2-1, o que lhe deverá ter proporcionado colocar-se a salvo de maiores aflições. Um excelente trabalho de Jorge Peralta, somando terceira vitória nas últimas quatro jornadas.
II Divisão Distrital – Na série a Norte, na sua derradeira ronda, sucedeu o inesperado: o jogo decisivo, entre Alferrarede e U. Atalaiense, não se disputou, por falta de policiamento… Em função da vitória do Pego face ao Aldeiense (2-1), os pegachos ascenderam, à condição, ao ambicionado 3.º lugar, que proporcionará o apuramento para a fase final. Porém, ficam pendentes da deliberação que vier a ser adoptada: caso o Alferrarede venha a ser sancionado administrativamente com derrota, o clube da Atalaia retomará o 3.º posto; caso o jogo venha a ser “repetido”, o Pego apenas perderá o 3.º lugar se a U. Atalaiense vencer tal desafio.
A Sul, na penúltima ronda, o U. Santarém aproveitou a folga do Marinhais – e o empate (1-1) do Glória do Ribatejo em Pontével –, para, ganhando no terreno do Vale da Pedra (4-1) ascender ao comando isolado da série. Os três primeiros estavam já apurados para a fase final.
Campeonato de Portugal – A penúltima jornada da competição traçou também o destino do Coruchense, que, não tendo conseguido melhor que a igualdade (2-2) na recepção ao Lusitânia, mantém um agora já irreparável atraso de três pontos em relação ao 1.º de Dezembro (mercê do empate alcançado pela equipa sintrense em Alcanena, a uma bola), vendo assim consumar-se a despromoção ao Distrital, escalão a que volta a baixar, depois dos títulos aí alcançados nas temporadas de 2014-15 e 2015-17, não conseguindo, portanto, fixar-se no Nacional. Em dia de empates, o Fátima não destoou, registando igual desfecho (1-1) ante o Loures.
Antevisão – Na I Divisão Distrital, noutras circunstâncias, o Mação-Fazendense seria um desafio de grande cartaz; assim, será o jogo de consagração dos maçaenses junto do seu público, com os visitantes a procurar juntar-se ao U. Tomar, como únicas equipas a conseguir manter a invencibilidade perante o novo Campeão. Noutro encontro entre duas das equipas mais credenciadas da prova, o U. Tomar recebe o Samora Correia. Também na disputa pelo 2.º lugar, o Torres Novas parece ter a tarefa mais facilitada, recebendo o Empregados Comércio, enquanto o Ferreira Zêzere enfrenta difícil saída até Almeirim. No Amiense-Riachense, qualquer outro resultado que não a vitória do conjunto de Riachos traduzir-se-á na confirmação da sua descida.
No escalão secundário, faltando disputar apenas a derradeira jornada da Série Sul, o “jogo grande” será o U. Santarém-Marinhais, em que se decide o outro vencedor de Série (o Rio Maior venceu a Série Norte), bastando aos escalabitanos o empate para confirmar o 1.º lugar.
No Campeonato de Portugal, atingindo-se também a última ronda, já sem nada para decidir no que respeita aos clubes do Distrito, o Fátima desloca-se a Ponte de Sôr; o Coruchense visita Torres Vedras; enquanto o Alcanenense vai de viagem até Vila Franca de Xira.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 19 de Abril de 2018)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais (2ª mão)

(“O Templário”, 12.04.2018)
União de Tomar (no que constitui uma estreia absoluta no seu longo e rico historial) e Mação (que bisa a presença da época passada, na qual se sagrou vencedor do troféu), confirmando o favoritismo que lhes era creditado, garantiram o apuramento para a Final da Taça do Ribatejo, a disputar no Entroncamento, no próximo dia 13 de Maio, noutro embate entre os dois clubes que, nesta temporada, mais têm vincado também a disputa da supremacia no campeonato.
Destaque – Como que a atestar a velha máxima do futebol de que “não há dois jogos iguais” (ou haverá?…), o Mação rectificou – de forma radical – o surpreendente empate que concedera na 1.ª mão das meias-finais, no seu terreno, perante o “lanterna vermelha” do campeonato, indo vencer, à Ribeira de Santarém, os Empregados do Comércio, por retumbante goleada de 7-1!
Curiosamente, depois de, há cerca de um mês, ter goleado esta mesma equipa dos “Caixeiros” por 6-0 – e, de entretanto, ter repetido, no jogo da Taça, o empate a dois golos que registara na primeira volta do campeonato –, os maçaenses voltaram a triunfar por margem de seis tentos…
Afinal, o que parecia poder vir eventualmente a complicar-se acabaria por se tornar bem fácil, após o quebrar da resistência dos donos da casa, com dois golos averbados em curto espaço de tempo, à passagem da meia hora de jogo. A partir daí, o desfecho da eliminatória ficou praticamente definido, pelo que, na sequência do terceiro tento, logo a abrir a segunda parte, não surpreendeu o progressivo avolumar do marcador, perante um grupo que, não obstante, não abdicou da sua dignidade, acabando por chegar ao “ponto de honra”, a premiar a sua entrega.
Em suma, um apuramento “com distinção” para o Mação, com um expressivo “score” global de 9-3, pese embora, em termos de resultados, com balanço idêntico ao da outra eliminatória, tendo somado uma vitória e um empate.
Surpresa – Ao invés, o U. Tomar, que trouxera da capital do Distrito um promissor triunfo, veria, num ápice, complicar-se sobremaneira a sua tarefa, ao consentir, ainda não estavam completados três minutos, o golo dos forasteiros, que, no final do desafio, valeria uma ainda assim inesperada igualdade, atendendo ao actual estatuto das duas equipas, de diferente escalão. Curiosamente, em termos históricos, o confronto entre ambos os clubes passou a registar um absoluto equilíbrio: em 42 jogos disputados, 14 vitórias para cada lado e outros tantos empates!
Entrando praticamente a perder, de imediato se desvanecia a vantagem angariada, o que afectaria de forma determinante a evolução da partida. A partir desse instante, o U. Santarém, já em posição confortável, deixou de ter necessidade de arriscar, jogando de forma muito organizada, não dando espaços aos tomarenses, que, por seu lado, sob uma inclemente chuva, denotavam enorme dificuldade em construir jogo e criar perigo junto à zona defensiva contrária.
Cientes da necessidade de, pelo menos, igualar o marcador, para evitar a contingência do sempre ingrato desempate da marca de grande penalidade, os nabantinos abordaram o segundo tempo com uma atitude substancialmente melhorada, desde cedo começando a empurrar o adversário para a sua área, assumindo o risco – o que, por outro lado, lhes poderia ter sido fatal, caso os escalabitanos tivessem aproveitado um par de rápidos lances de contra-ataque, em que esteve iminente novo golo na baliza dos “rubro-negros”.
Mas, logo depois, os tomarenses acabariam por ver também premiada a sua iniciativa e persistência, obtendo o tão ansiado golo (uma vez mais por intermédio de Wemerson), que lhes possibilitava retomar a vantagem na eliminatória – dando, paralelamente, continuidade à magnífica série (“record”) de 29 jogos consecutivos sempre a marcar, em todos os desafios disputados nesta temporada (30, se contarmos também a última jornada da época passada).
Até final, seria necessário sofrer ainda um pouco mais, de forma a – face a um oponente de valor, candidato ao título do escalão secundário e a afirmar-se na I Divisão – preservar o resultado (1-1) que proporciona ao U. Tomar, pela primeira vez no seu historial, o apuramento para a Final da Taça do Ribatejo, à 19.ª participação na prova! Começou já a fazer-se história…
Campeonato de Portugal – A duas jornadas do fim, começam a surgir as primeiras definições: o Mafra garantiu já o 1.º lugar na Série D e consequente apuramento para o “play-off” final; enquanto, da parte das equipas representativas do Distrito, o Fátima assegurou a manutenção, ao invés do Alcanenense, que viu consumar-se, matematicamente, a despromoção.
Após quatro triunfos consecutivos, bastou ao Fátima (7.º classificado) o nulo, na recepção ao Sacavenense, para ampliar para já inalcançáveis oito pontos a vantagem face ao primeiro clube abaixo da “linha de água”, curiosamente, a turma do Coruchense (11.º), goleada por 5-0 no jogo da consagração do líder, agora dois pontos abaixo do Sintrense (e a três do 1.º Dezembro), conservando, não obstante o desaire sofrido, algumas esperanças na permanência.
Uma situação a que o Alcanenense (13.º) já não poderá chegar, depois da derrota por 1-2 nas Caldas, dado o atraso de sete pontos que regista em relação ao Sintrense. Culminando uma temporada atípica, muito irregular, e pautada por uma terrível série de seis desaires, o clube de Alcanena regressa ao Distrital, após… seis épocas consecutivas nos Nacionais.
Antevisão – Depois da “festa da Taça”, regressam as emoções dos campeonatos. Na I Divisão, destaque para as difíceis saídas dos dois primeiros classificados: o Mação desloca-se a Samora Correia, equipa que viu quebrado, na ronda anterior, um excelente ciclo de seis triunfos; por seu lado, o U. Tomar visita Torres Novas, no reeditar do clássico mais repetido no futebol do Distrito: será a 90.ª vez que estes dois clubes rivais se cruzam em jogos de campeonato e taça!
De grande interesse, na luta pela manutenção – quando se sabe já, agora, que serão pelo menos três os clubes a despromover à II Divisão –, teremos as seguintes partidas: Empregados do Comércio-U. Abrantina e Riachense-U. Almeirim; para além do Fazendense-Amiense.
No escalão secundário, toda a dúvida assenta na série a Norte, com a terceira vaga de apuramento em disputa entre U. Atalaiense (favorito, “bastando-lhe” ganhar em Alferrarede), Aldeiense (desloca-se ao Pego), Pego e Caxarias (visita o terreno da Ortiga), com um único ponto a separá-los, à entrada da derradeira ronda. A Sul, tudo está já definido, com a qualificação para a fase final assegurada por Marinhais, U. Santarém e Glória do Ribatejo.
No Campeonato de Portugal, as atenções estarão focadas no Coruchense-Lusitânia (e no Sintrense-Mafra), cabendo ao Fátima receber o Loures, sendo que o Alcanenense poderá dar ainda uma “ajuda” (?) à formação do Sorraia, se ganhar em casa, frente ao 1.º de Dezembro.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 12 de Abril de 2018)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais (1ª mão)

(“O Templário”, 05.04.2018)
Para uma inédita presença na Final da Taça do Ribatejo, foi o que o U. Tomar adquiriu, com o importante triunfo averbado na capital do Distrito. Por seu lado, o “quase Campeão” Mação enfrentou inesperadas dificuldades para evitar novo desaire, no seu reduto, ante o “lanterna vermelha” do campeonato, deixando tudo em aberto para a segunda mão da eliminatória.
Destaque – Na primeira mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, destaca-se a vitória (2-1) alcançada pelo U. Tomar em Santarém, face ao União local.
Numa partida em que se enfrentavam as equipas com ataques mais realizadores dos dois escalões do futebol distrital, tal terá porventura justificado algumas cautelas com que ambas as formações abordaram este encontro, parecendo mais predispostas a tentar contrariar as iniciativas adversárias, procurando jogar pelo seguro, atendendo também a que se disputava apenas a primeira metade da eliminatória. Sem grandes ocasiões de perigo a registar, acabaria por não surpreender o nulo registado ao intervalo.
A feição do jogo viria a alterar-se bastante na etapa complementar, com o U. Tomar, mais afoito, a inaugurar o marcador à passagem dos dez minutos, por intermédio de Fábio Vieira. Então, o U. Santarém, reagindo bem, não se entregando, iria em busca do golo, acabando por ser premiado com o tento do empate, apenas cinco minutos volvidos.
Até final, pese embora as maiores credenciais da turma nabantina, o cariz do desafio continuou a ser o da repartição da iniciativa atacante, tendo os tomarenses voltado a colocar-se em vantagem, a cerca de dez minutos do termo da partida. Não obstante, os escalabitanos beneficiariam ainda de uma ocasião soberana para restabelecer a igualdade, desperdiçando contudo a grande penalidade de que dispuseram, já muito perto dos 90 minutos.
Surpresa – Uma enorme surpresa foi o que se verificou em Mação, com a formação da casa, pese embora tenho o título de Campeão “na mão”, a denotar, outra vez, desconcertante desempenho nos jogos no seu terreno. Efectivamente, depois de aí terem sido derrotados pela U. Abrantina e pelo Cartaxo (equipas que lutam ainda pela manutenção no principal escalão), os maçaenses apenas evitaram novo desaire, desta feita ante os Empregados do Comércio, no penúltimo dos seis minutos de tempo de compensação, ao apontar o golo que restabeleceria o empate (2-2), já depois de, por duas vezes, se terem visto em desvantagem no marcador.
Mais, em três jogos disputados esta temporada entre o 1.º e o último classificado do campeonato, aos 6-0 com que o Mação “brindara” os “Caixeiros” ainda há menos de três semanas, contrapõem-se dois empates – curiosamente, quase a “papel químico”, ambos pela mesma marca, e, nas duas ocasiões, com o grupo da Ribeira de Santarém a deixar escapar o triunfo já ao expirar de cada um desses desafios.
Campeonato de Portugal – Enfim, os três clubes representantes do Distrito conseguiram, na 27.ª jornada, uma ronda “perfeita”, alcançando o pleno de vitórias, o que sucede pela primeira vez em toda a prova, quando ficam a faltar apenas três jogos para o final da competição!
De facto, o Fátima, deslocando-se a Sintra, ampliou para quatro a sua excelente série de triunfos consecutivos, ganhando ao Sintrense por 2-1, o que, não só praticamente liberta os fatimenses – agora já no 6.º posto, a par do Caldas, com vantagem de sete pontos face à zona de despromoção – de maiores preocupações (o que, paralelamente, deverá possibilitar também ao Cartaxo, At. Ouriense e, possivelmente, Amiense, “respirar de alívio”, no Distrital), como se traduz num importante auxílio às esperanças que as outras duas equipas ainda alimentam.
No que respeita ao Coruchense, recebeu o já despromovido Eléctrico de Ponte de Sôr, vencendo por igual marca tangencial (2-1), o que proporciona à turma do Sorraia subir ao 11.º lugar, ainda abaixo da “linha de água”, mas, agora, um único ponto atrás do Sintrense.
Já o Alcanenense, que bateu o Torreense (5.º classificado) por 2-0, mantém a 13.ª posição, ainda a seis pontos da formação sintrense, mas podendo continuar a acreditar num “milagre” (atendendo ainda a que, em caso de igualdade pontual, teria vantagem sobre aquele rival).
Antevisão – Neste fim-de-semana, os campeonatos distritais continuam a aguardar o desfecho das meias-finais da Taça do Ribatejo, de que se disputará a 2.ª mão.
Num sempre arriscado exercício de “futurologia”, pode especular-se que, no U. Tomar-U. Santarém, se as probabilidades de apuramento, à partida, seriam de 65/35%, poderão ter passado agora – na sequência dos desfechos da 1.ª mão –, talvez para 80/20%. Para poder contrariar esta tendência, o conjunto escalabitano teria forçosamente de ganhar: se o conseguisse fazer por margem de um golo, tal implicaria a necessidade de desempate da marca de grande penalidade, apurando-se no caso de vencer por vantagem superior; aos tomarenses, respeitando o adversário, caberá assumir o favoritismo, natural, de uma equipa que disputa os primeiros lugares da I Divisão, frente a um oponente do escalão secundário, procurando nova vitória, sabendo que o empate lhes assegurará a presença no Entroncamento, na sua estreia na grande “festa da Taça”.
Na eliminatória entre Mação e Empregados do Comércio, a decidir na Ribeira de Santarém, os actuais detentores do troféu eram, “no papel”, largamente favoritos (90/10%); as probabilidades terão descido agora para a ordem dos 60/40% (só a vitória de qualquer das equipas garantirá o apuramento, as quais serão forçadas à “lotaria dos penalties” em caso de novo empate).
No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Sacavenense (4.º classificado), em partida que não se antevê fácil, mas que lhe poderá garantir matematicamente a manutenção, bastando, para tal, não fazer pior resultado que o Coruchense – equipa que, por seu lado, se desloca a Mafra, para defrontar o líder (já com presença assegurada no “play-off” final). Quanto ao Alcanenense, terá também uma difícil saída até às Caldas da Rainha, para defrontar o semi-finalista da Taça de Portugal, correndo o risco de poder ver consumada a sua despromoção, caso seja derrotado.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 5 de Abril de 2018)
O Pulsar do Campeonato – 22ª Jornada

(“O Templário”, 29.03.2018)
Numa jornada caracterizada por determinantes reviravoltas no marcador, nas suas duas principais partidas, o desfecho final acabou por ser deveras favorável às aspirações dos maçaenses, que, tendo ampliado para oito pontos a sua vantagem face aos mais directos perseguidores (agora, de novo, o par formado por U. Tomar e Fazendense) – quando subsistem apenas quatro rondas por disputar –, podem começar a encomendar as faixas de Campeão!
Destaques – Com os dois primeiros classificados a enfrentarem bem difíceis obstáculos, recebendo o Mação a sua “besta negra”, Torres Novas – que, nos dez últimos anos, ali vencera por sete ocasiões, face a um único triunfo dos donos da casa (!) –, enquanto o Fazendense visitava o U. Almeirim, num sempre renhido “derby”, a evolução dos marcadores nos dois campos chegou a prometer um forte animar do interesse do campeonato, para a sua recta final.
De facto, ao intervalo, com os maçaenses a perder por 1-2 (depois de, ainda antes dos cinco minutos terem começado por inaugurar o marcador), enquanto, por seu lado, o Fazendense registava vantagem (1-0), a diferença pontual entre ambos os clubes passava então – virtualmente – a reduzir-se a uma expressão mínima, de apenas dois pontos (e isto tendo ainda em consideração que terão de defrontar-se, na antepenúltima jornada da prova).
Todavia, numa praticamente definitiva afirmação de força, o líder operaria uma notável reviravolta, apontando mais três tentos, para fixar o resultado final num convincente triunfo por 4-2, conseguindo assim voltar a derrotar os torrejanos, no momento mais oportuno para tal, catapultando-se para a glória da conquista de um inédito título de Campeão Distrital, que poderá até – em caso de conjugação favorável de resultados – vir a confirmar já na próxima jornada.
Ao invés, e em paralelo às duas reviravoltas no marcador registadas em Mação, também em Almeirim o União local acabaria por inverter a tendência do resultado, a seu favor, consumando a vitória com um golo obtido já ao “cair do pano”. Colocando enfim termo a uma incrível sucessão de cinco desaires consecutivos no campeonato, o U. Almeirim dava, simultaneamente, uma “machadada final” nas aspirações do seu grande rival, do município almeirinense.
Nesta ronda, realce particular ainda para uma crucial vitória (1-0) do Amiense sobre o Samora Correia, mercê também de um solitário tento apontado no final do desafio, a permitir à turma de Amiais de Baixo distanciar-se da zona perigosa, ao mesmo tempo que impede os samorenses de estabelecer um novo “record” isolado de triunfos consecutivos no presente campeonato – que, assim, repartem com o Mação, tendo visto interrompida a sua magnífica série de seis triunfos.
Confirmações – Nos restantes quatro jogos desta 22.ª jornada, não haverá surpresas a assinalar, sendo, não obstante, de mencionar mais um resultado muito positivo da equipa de Ferreira do Zêzere, a impor-se no difícil terreno da Moçarria (1-0), retomando assim a 4.ª posição, de forma isolada, somente a escassos dois pontos do duo que partilha o 2.º posto; uma fantástica campanha do grupo liderado por Eduardo Fortes, a melhor de sempre da história do clube!
Em Abrantes, a U. Abrantina mostrou acreditar ainda na possibilidade de escapar ao destino que parece antecipar-se, não abdicando porém, continuando a porfiar, tendo vencido o At. Ouriense por 2-1. A sua tarefa até final continua, não obstante, a afigurar-se bem árdua, dado dispor de apenas mais um encontro no seu reduto (com o Cartaxo), tendo duas deslocações ao município de Santarém, para defrontar os dois últimos classificados, para além da viagem a Almeirim.
O Cartaxo, recebendo e batendo o Riachense, também pela margem mínima (1-0), parece afastar-se definitivamente da zona de risco da pauta classificativa (isto, no pressuposto de que o Fátima venha a confirmar a manutenção no Nacional), ao contrário da formação dos Riachos, que terá pela frente uma titânica luta com os abrantinos, por um 11.º lugar, que, nesta altura, não se sabe ainda se será “premiado” ou se acabará por vir a ser um ingrato posto de despromoção.
Por fim, em Tomar, o União cumpriu, ganhando por tranquila marca de 3-0 aos Empregados do Comércio, numa partida que apenas no início da segunda metade pareceu poder eventualmente vir a oferecer algum risco (com os “Caixeiros” a procurar reduzir a desvantagem, já então de dois golos), mas em que prevaleceu sempre a ideia de que, caso necessário, os unionistas poderiam forçar o ritmo e dilatar o marcador, para o que, aliás, beneficiaram de outras ocasiões.
II Divisão Distrital – Na série a Norte, após dois particularmente empolgantes desafios, com duas igualdades (4-4 no U. Atalaiense-Pego e 3-3 no Aldeiense-Espinheirense), são ainda quatro os candidatos (U. Atalaiense, Aldeiense, Pego e Caxarias – separados por um único ponto) à última vaga de apuramento para a fase final, a decidir na próxima e derradeira ronda, com a turma da Atalaia a depender exclusivamente de si, “bastando-lhe” ganhar em Alferrarede.
A Sul, Marinhais, U. Santarém e Glória do Ribatejo venceram os respectivos compromissos, com os escalabitanos a garantir já (tal como, antes, o Marinhais) a participação na fase de apuramento de Campeão, na qual o Glória deverá marcar certamente presença também, em detrimento do Benavente (que regista agora um atraso de cinco pontos, a duas jornadas do fim, para além de a turma do município de Salvaterra beneficiar ainda de um jogo em atraso).
Campeonato de Portugal – No confronto entre dois clubes do Distrito, o Fátima, vencendo categoricamente (3-0) o Coruchense, parece ter-se colocado a salvo de maiores “percalços”, subindo ao 7.º lugar, tendo ampliado a sua “margem de segurança” para seis pontos. Ao contrário, ficou mais comprometida a posição do grupo do Sorraia, 12.º classificado, quatro pontos abaixo da “linha de água”, a quatro jornadas do fim. Pior, o Alcanenense, batido por 1-3 nos Açores, pelo Lusitânia, é 13.º, já a provavelmente irrecuperáveis nove pontos da “salvação”.
Antevisão – Em fim-de-semana de Páscoa, os campeonatos distritais entram em pausa, para disputa das meias-finais da Taça do Ribatejo, com a 1.ª mão agendada para Sexta-feira Santa, com os seguintes desafios: U. Santarém-U. Tomar e Mação-Empregados do Comércio.
Em Santarém, num encontro entre as equipas com ataques mais realizadores dos dois escalões, os tomarenses estarão de sobreaviso, sendo também importante dar continuidade à impressionante série de 27 jogos consecutivos (todos os realizados na presente época) sempre a marcar! Em Mação, os extremos cruzam-se, com o líder do campeonato a receber o “lanterna vermelha”, não devendo esquecer-se que os jogos de Taça têm características especiais…
No Campeonato de Portugal, o Fátima desloca-se a Sintra, para defrontar o Sintrense (10.º classificado), podendo um resultado positivo representar também um auxílio importante ao Coruchense, que recebe o já despromovido Eléctrico de Ponte de Sôr. Por seu lado, o Alcanenense, visitado pelo Torreense, joga aqueles que serão os seus “últimos cartuchos”…
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 29 de Março de 2018)
O Pulsar do Campeonato – 21ª Jornada

(“O Templário”, 22.03.2018)
Ao conseguir o seu objectivo prioritário – o de não perder em Tomar –, o Mação terá afastado o União da luta pelo título, mas, paralelamente, poderá vir porventura a sofrer maior ameaça por parte do Fazendense, agora o seu único competidor em tal disputa, a cinco pontos, a cinco jornadas do fim, estando agendado o crucial embate entre ambos para a antepenúltima ronda…
Destaques – No desafio do “tudo ou nada” para o U. Tomar, os tomarenses acabariam por estar muito perto da possibilidade de sonhar ainda com o “tudo”…
Recebendo o líder, em relação ao qual registavam um atraso de oito pontos, aos unionistas apenas a vitória interessava pelo que, desde início – como tem sido seu apanágio em praticamente todos os encontros deste campeonato –, assumiram a iniciativa do jogo, de forma personalizada, com o sentimento de nada ficar a dever perante este seu credenciado opositor.
Tal fase de ascendente duraria, contudo, apenas cerca de um quarto de hora, até os maçaenses conseguirem encaixar no jogo do adversário, equilibrando a contenda. Curiosamente, seria já nessa fase de grande equilíbrio que o U. Tomar viria a chegar ao golo, abrindo o marcador, uma vez mais por intermédio de Wemerson Silva, num lance com algumas semelhanças com o que resultara no tento apontado em Amiais de Baixo: um lançamento em profundidade, para as costas da defesa, o brasileiro a surgir desmarcado, muito rápido, a fazer a bola passar sobre o guardião contrário, anichando-se na baliza, sem apelo nem agravo.
Tal como há uma semana, o “mais difícil” estava feito. Mas, naturalmente, não se esperavam facilidades, dado que, assim, passava a competir ao Mação ir, necessariamente, em busca do golo. Até final do primeiro tempo, manteve-se a repartição do jogo entre os dois meios-campos, com os forasteiros a acabarem por ser felizes, vindo a restabelecer a igualdade (1-1), a dois minutos do termo da etapa inicial, beneficiando de uma “carambola” na defensiva tomarense.
Na metade complementar, a partida começou por ter uma tendência menos definida, pese embora fosse o U. Tomar a porfiar na tentativa de assumir novamente o domínio, que lhe pudesse proporcionar nova vantagem. Todavia, sensivelmente a partir da hora de jogo, com as alterações efectuadas no seu “onze”, o Mação, revelando, neste confronto em concreto, dispor de mais opções, denotou então maior fôlego, empurrando gradualmente os donos da casa para a sua zona defensiva, ameaçando em duas ou três ocasiões poder chegar outra vez ao golo.
Porém, já em tempo de compensação, ao minuto 93 – agora com os maçaenses visivelmente acomodados com o empate – sucedeu o que teria sido o instante capital deste embate: investida tomarense até à área contrária, um primeiro remate, que o guarda-redes teve dificuldade em suster, repelindo a bola para a sua frente, e, outra vez muito veloz e pleno de oportunidade, na recarga, Wemerson a surgir que nem um “furacão”, a pontapear para o fundo das redes!
Era o delírio no Municipal de Tomar… mas apenas por breves segundos, até toda a gente se aperceber que o lance tinha sido invalidado por alegado fora-de-jogo. Um equívoco de arbitragem (do árbitro assistente) que até poderia ser compreensível, dada a rapidez da jogada, mas que acaba por ser muito difícil de aceitar no contexto específico deste jogo – que poderia hipoteticamente originar um completo volte-face na tendência do campeonato –, por via da manifesta imprudência de terem sido designados precisamente os dois árbitros assistentes que tão flagrantemente tinham falhado já no jogo em Abrantes, em notório prejuízo do U. Tomar.
Com as restantes partidas desta 21.ª ronda naturalmente relegadas para segundo plano, perante a relevância do jogo de Tomar, realce para as vitórias (ambas por 2-0) do Fazendense sobre o Cartaxo (2-0), a possibilitar aos almeirinenses cimentar o 2.º lugar, apertando para cinco pontos a diferença face ao guia; e do Samora Correia ante o U. Almeirim, no sexto triunfo consecutivo dos visitados, ascendendo ao 5.º lugar, a dois pontos do 3.º, paralelamente o quinto desaire sucessivo (!) do grupo de Almeirim, à partida cotado como principal candidato ao título…
Confirmações – Nos outros jogos, triunfos expectáveis do Torres Novas face ao Amiense (1-0), com os torrejanos a igualarem o União no 3.º posto; do Ferreira do Zêzere, na recepção à U. Abrantina (2-1); e do Riachense (2-0) ante o Moçarriense. A equipa da Moçarria deverá acompanhar os Empregados do Comércio (empate 1-1 com o At. Ouriense) na despromoção ao escalão secundário, mas Amiense, Riachense e U. Abrantina continuam também em apuros, perante o cenário de terem de ser, eventualmente, quatro (ou cinco), os clubes a despromover.
II Divisão Distrital – Na série a Norte realce para o primeiro desaire do Tramagal, no Pego (3-2), a beneficiar ainda do facto de Aldeiense e U. Atalaiense se terem empatado (2-2), para se abeirar da 3.ª posição, agora só a um único ponto, com Espinheirense e Caxarias ainda a “sonhar”. A Sul, o Marinhais (triunfo seguro no Porto Alto, por 4-1) garantiu já o apuramento para a fase final; onde o U. Santarém deverá marcar também presença (goleou por inusitado 6-0 em Pontével!), com a última vaga a disputar entre Glória e Benavente, dispondo a formação do município de Salvaterra de todas as vantagens (mais dois pontos; e dois jogos a menos).
Campeonato de Portugal – O Alcanenense voltou a averbar o que seria um resultado positivo (nulo ante o líder, Mafra), mas que de pouco (ou nada) lhe deverá servir para as contas finais: é 13.º, agora já a nove pontos do 10.º lugar, a cinco jornadas do fim; o regresso ao Distrital é o caminho mais provável, praticamente sentenciado. Trajectória idêntica poderá seguir o Coruchense, derrotado em casa (0-1) pelo Sacavenense, sendo 12.º da tabela, já a quatro pontos da “linha de água”. Melhores notícias para o Fátima, que goleou nos Açores (4-1) o Guadalupe, mantendo a 9.ª posição, com uma margem de três pontos em relação à zona de despromoção.
Antevisão – No principal escalão, o campeonato prosseguirá com partidas de grande aliciante: o Mação recebe o Torres Novas (3.º), enquanto o seu concorrente mais directo, Fazendense, enfrenta o “mais difícil” de todos os seus adversários, no “derby”, no terreno do U. Almeirim. O U. Tomar, que necessita manter o foco, visando agora o 2.º lugar, terá a visita dos “Caixeiros”.
Na II Divisão, destaque para os confrontos U. Atalaiense-Pego e Aldeiense-Espinheirense, tendo em mira a última vaga de apuramento (na penúltima jornada da série Norte), enquanto, a Sul, U. Santarém (recebe o Porto Alto) e Glória (visitado pelo Forense) poderão, praticamente, “carimbar” também a qualificação, aproveitando ainda o facto de o Benavente folgar.
No Campeonato de Portugal, o Fátima recebe o Coruchense, num embate que poderá ditar a salvação de um e a condenação do outro, ou, ao invés, arrastar os dois para posição delicada, embora ainda não irreversível. Para o Alcanenense, a possibilidade de chegar ainda ao “milagre” passaria necessariamente por ganhar nos Açores (Angra do Heroísmo), ao Lusitânia.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Março de 2018)







