Archive for Junho, 2017

Taça das Confederações – 1/2 Finais

Portugal – Chile – 0-0 (0-3 g.p.)
Alemanha – México – 4-1

29 Junho, 2017 at 9:57 pm Deixe um comentário

Portugal – Chile (Taça Confederações – 1/2 finais)

Portugal Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Bruno Alves, José Fonte, Eliseu, William Carvalho, Bernardo Silva (83m – Ricardo Quaresma), Adrien Silva (102m – João Moutinho), André Gomes (116m – Gelson Martins), Cristiano Ronaldo e André Silva (76m – Nani)

Chile Chile – Claudio Bravo, Mauricio Isla (120m – José Fuenzalida), Gary Medel, Gonzalo Jara, Jean Beausejour, Marcelo Diaz, Charles Aranguiz, Arturo Vidal, Pablo Hernández (112m – Francisco Silva), Eduardo Vargas (86m – Martín Rodríguez) e Alexis Sanchez

Desempate da marca de grande penalidade:

0-1 – Arturo Vidal
Ricardo Quaresma permitiu a defesa a Claudio Bravo
0-2 – Charles Aranguiz
João Moutinho permitiu a defesa a Claudio Bravo
0-3 – Alexis Sanchez
Nani permitiu a defesa a Claudio Bravo

Cartões amarelos – William Carvalho (31m), André Silva (43m), José Fonte (96m) e Bruno Alves (111m) e Cédric Soares (115m); Gonzalo Jara (23m) e Pablo Hernández (51m)

Árbitro – Alireza Faghani (Irão)

Antes da análise a este jogo em concreto, aqui deixo algumas notas prévias, relativas a esta competição – que, não estando ainda terminada para Portugal, efectivamente o deveria estar já, dado que o jogo de disputa do 3.º/4.º lugar, sem razão de ser, está claramente “a mais” numa prova desta natureza.

Assim, num balanço geral, este foi mais um excelente desempenho da selecção nacional – mais afirmativa mesmo do que o que se tinha revelado há um ano, no Europeu -, tendo averbado uma goleada, uma convincente vitória frente ao anfitrião (Rússia), e dois empates, com as duas selecções representativas das confederações americanas. Mais, Portugal ampliou já para 13 jogos consecutivos a sua magnífica série de invencibilidade em fases finais de grandes competições internacionais (2 no Mundial, 7 no Europeu e 4 na Taça das Confederações), datando o último desaire de 16 de Junho de 2014.

A classificação final – independentemente de ser o 3.º ou o 4.º lugar – traduz, com maior relevância, o atingir das meias-finais das principais provas de selecções pela 8.ª vez no seu historial (depois dos Mundiais de 1966 e 2006 e dos Europeus de 1984, 2000, 2004, 2012 e 2016).

Isto dito, não deslustra, de forma nenhuma, a eliminação frente ao Chile, bi-campeão da “Copa América” (torneio que venceu, em 2015 e em 2016, em ambos os casos, ganhando a final frente à Argentina… no desempate da marca de grande penalidade, depois de outros dois nulos no final do tempo regulamentar e do prolongamento).

Nem, por outro lado, poderá ser minimamente justificada alguma contestação a Fernando Santos, pese embora não tenha estado feliz nas opções tácticas que tomou, sem que nenhuma das quatro substituições que operou – uma estreia, a nível internacional, com a quarta substituição a passar a ser permitida no prolongamento – tivesse resultado, não acrescentando nada, talvez antes pelo contrário. Poderá até dizer-se que os três “Silvas” (André, Bernardo e Adrien) terão sido inclusivamente dos melhores jogadores em campo.

Assim como não foi também feliz, no desempate da marca de grande penalidade, com três dos (quatro) jogadores que saíram do banco (Ricardo Quaresma, João Moutinho e Nani) a serem precisamente os autores dos remates, fracos e denunciados, praticamente à “figura”, que possibilitariam a Claudio Bravo, muito concentrado, 100% de eficácia na defesa de tais pontapés.

Mas, o maior “pecado” de Fernando Santos terá estado numa característica que o tinha levado ao sucesso no Europeu, a de “jogar pelo seguro”, de forma contida, controlando o jogo, não concedendo ao(s) adversário(s) grandes hipóteses de nos derrotar.

De facto, mesmo considerando que o Chile – actual 4.º classificado do ranking mundial da FIFA –  se posiciona, em tal tabela, acima de Portugal, a equipa nacional apresentava-se – num desafio que já se antevia de extremo equilíbrio – com um ligeiríssimo favoritismo.

O que esteve quase a confirmar, logo de entrada, com um bom arranque, dinâmico, a provocar grande perigo na zona defensiva contrária – beneficiando dos espaços proporcionados pela marcação muito adiantada que a turma chilena ia patenteando, logo a saída do meio-campo luso -, não tendo contudo André Silva conseguido concretizar em golo a oportunidade de que dispôs. Mas do mesmo se poderá queixar o Chile. Tendo começado por assumir a iniciativa, “mandando” no jogo, a selecção nacional veria a equipa chilena a conseguir equilibrar a toada do encontro, muito repartido até final do primeiro tempo, mas com um cariz inesperadamente aberto.

Na segunda parte as duas equipas surgiram mais “encaixadas” uma na outra, e as oportunidades soberanas rarearam, pese embora o Chile se fosse, gradualmente, mostrando mais atrevido, pese embora sem conseguir materializar em efectivas ocasiões os lances ofensivos que ia criando.

Tendo beneficiado de mais um dia de repouso, pensou-se que Portugal poderia capitalizar tal vantagem no prolongamento; um engano, uma vez que seria precisamente então que – de alguma forma tolhido pela indefinição de apostar no ataque, em busca da vitória, ou, de continuar a garantir a inviolabilidade da sua baliza (como se Fernando Santos estivesse à “espera para ver”, na expectativa de que o jogo se pudesse resolver por si, e lhe facilitasse a opção por reforçar o ataque… ou a defesa), apenas demasiado tarde procurando o “risco”, com a entrada de Gelson Martins somente a quatro minutos do final -, paradoxalmente, a selecção chilena acabaria por vir “ao de cima”, sobretudo nesses minutos derradeiros, em que, aproveitando algum desequilíbrio defensivo português, desperdiçou algumas flagrantes oportunidades, com duas bolas “miraculosamente” a embater nos ferros da baliza de Rui Patrício (que, pouco antes, tivera já notável intervenção, dando a melhor resposta a perigoso remate de Vidal), num espaço de cerca de cinco segundos (para além de um lance de grande penalidade não sancionado pelo árbitro)!

Depois deste sufoco, a expectativa seria de que – tal como sucedera no EURO 2016 – a “sorte” nos iria, uma vez mais, continuar a sorrir…

Mas, uma vez mais com uma opção discutível no que respeita à sequência dos marcadores dos pontapés da marca de grande penalidade, reservando Cristiano Ronaldo para o fim (tal como sucedera em 2012, acabaria por nem ter oportunidade de exercer a sua tentativa) – contrariamente ao Chile, que colocou os seus mais conceituados nomes como primeiros rematadores -, rapidamente a esperança desabaria, perante o perfeito contraponto entre a total eficácia chilena (de quem marcou, e de quem defendeu) e a absoluta ineficácia portuguesa, com os tais falhanços de três dos que até tinham feito parte dos “heróis” que tinham batido, nesta mesma fórmula de desempate, a Polónia, nos 1/4 de final do Europeu…

Numa partida em que Portugal podia (deveria) ter sido mais ambicioso, num balanço global, atendendo ao que as duas equipas exibiram em campo nas diversas fases do jogo, é justo o apuramento do Chile para a Final.

28 Junho, 2017 at 9:39 pm Deixe um comentário

Já passaram 14 anos?

28 Junho, 2017 at 9:55 am Deixe um comentário

Taça das Confederações – 3ª Jornada

GRUPO A         Jg  V  E  D   G  Pt Rússia - N. Zelândia...2-0
1º Portugal  Portugal 3  2  1  -  7-2  7 Portugal - México......2-2
2º México    México 3  2  1  -  6-4  7 Rússia - Portugal......0-1
3º Rússia    Rússia 3  1  -  2  3-3  3 México - N. Zelândia...2-1
4º N.ZelândiaN. Zelândia 3  -  -  3  1-8  - México - Rússia........2-1
                                    N. Zelândia - Portugal.0-4

GRUPO B         Jg  V  E  D   G  Pt Camarões - Chile.......0-2
1º Alemanha  Alemanha 3  2  1  -  7-4  7 Austrália - Alemanha...2-3
2º Chile     Chile 3  1  2  -  4-2  5 Camarões - Austrália...1-1
3º Austrália Austrália 3  -  2  1  4-5  2 Alemanha - Chile.......1-1
4º Camarões  Camarões 3  -  1  2  2-6  1 Alemanha - Camarões....3-1
                                    Chile - Austrália......1-1

25 Junho, 2017 at 5:53 pm Deixe um comentário

N. Zelândia – Portugal (Taça Confederações – 3ª Jor)

N. Zelândia N. Zelândia – Stefan Marinovic, Dane Ingham, Michael Boxall, Andrew Durante (74m – Shane Smeltz), Tommy Smith, Thomas Doyle, Clayton Lewis (65m – Kosta Barbarouses), Michael McGlinchey (37m – Bill Tuiloma), Ryan Thomas, Marco Rojas e Chris Wood

Portugal Portugal – Rui Patrício, Nélson Semedo, Pepe, Bruno Alves, Eliseu, Danilo Pereira, Ricardo Quaresma (83m – Gelson Martins), João Moutinho, Bernardo Silva (45m – Pizzi), Cristiano Ronaldo (67m – Nani) e André Silva

0-1 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 33m
0-2 – Bernardo Silva – 37m
0-3 – André Silva – 80m
0-4 – Nani – 90m

Cartões amarelos – Clayton Lewis (19m) e Dane Ingham (82m); Nélson Semedo (21) e Pepe (56m)

Árbitro – Mark Geiger (EUA)

Sabendo que o empate lhe bastaria para garantir a qualificação para as meias-finais nesta sua estreia na Taça das Confederações, a selecção portuguesa encarou de forma séria este desafio, que se antevia pudesse ser fácil, respeitando o adversário, jogando de forma determinada, não apenas para procurar vencer, mas, inclusivamente, não descansando depois de, ainda relativamente cedo – e num lapso de menos de cinco minutos – ter alcançado uma vantagem de dois golos.

Não foi, evidentemente – nem tal seria expectável – uma exibição ao nível da realizada frente à Rússia, com Fernando Santos a prosseguir a sua estratégia de rotação da equipa, introduzindo cinco alterações no “onze” inicial (entradas de Nélson Semedo, Eliseu, Danilo Pereira, João Moutinho e Ricardo Quaresma).

Mas, defrontando o mais frágil adversário do grupo – e, certamente, do torneio -, a turma lusa fez o seu trabalho, não desistindo nunca de porfiar, até ao derradeiro minuto, garantindo, não apenas o apuramento (finalmente, nem precisaria do empate, dado o triunfo do México sobre a Rússia), como, inclusivamente, o 1.º lugar do Grupo, o que lhe confere a vantagem, pelo menos teórica, de ter mais um dia de descanso, face ao seu opositor das meias-finais (provavelmente, Alemanha, ou Chile).

Para tal encontro decisivo, que lhe poderá proporcionar o acesso à final da competição, volta – tal como sucedeu no Europeu – a não poder contar com Pepe, que cumprirá suspensão, devido ao facto de ter sido sancionado com segundo cartão amarelo, subsistindo, por outro lado, a incógnita sobre a possibilidade de recuperação, por parte de Raphaël Guerreiro e de Bernardo Silva, das lesões que os apoquentam.

Amanhã saberemos se iremos defrontar o Campeão do Mundo em título, ou o Campeão Sul-Americano…

24 Junho, 2017 at 5:55 pm Deixe um comentário

Taça das Confederações – 2ª Jornada

GRUPO A         Jg  V  E  D   G  Pt Rússia - N. Zelândia...2-0
1º México    México 2  1  1  -  4-3  4 Portugal - México......2-2
2º Portugal  Portugal 2  1  1  -  3-2  4 Rússia - Portugal......0-1
3º Rússia    Rússia 2  1  -  1  2-1  3 México - N. Zelândia...2-1
4º N.ZelândiaN. Zelândia 2  -  -  2  1-4  - México - Rússia........---
                                    N. Zelândia - Portugal.---

GRUPO B         Jg  V  E  D   G  Pt Camarões - Chile.......0-2
1º Chile     Chile 2  1  1  -  3-1  4 Austrália - Alemanha...2-3
2º Alemanha  Alemanha 2  1  1  -  4-3  4 Camarões - Austrália...1-1
3º Austrália Austrália 2  -  1  1  3-4  1 Alemanha - Chile.......1-1
4º Camarões  Camarões 2  -  1  1  1-3  1 Alemanha - Camarões....---
                                    Chile - Austrália......---

22 Junho, 2017 at 8:51 pm Deixe um comentário

X Torneio Internacional dos Templários

X Torneio Internacional Templários

Cerca de três centenas de “traquinas”, nascidos em 2009 e 2010 (“sub-8”), em representação de 24 equipas, chegados de lés a lés de Portugal – desde o Minho ao Algarve, da Cova da Piedade até Viseu –, assim como da raia espanhola (Badajoz e Mérida), preencheram de cor não só o Estádio Municipal como a própria cidade de Tomar (conjuntamente com as respectivas “claques”, formadas preponderantemente pelos pais e outros familiares), a pretexto do X Torneio Internacional dos Templários em futebol, disputado no passado fim-de-semana, uma iniciativa e organização do União de Tomar que, iniciada em 2007, constitui já uma das principais referências a nível nacional neste escalão etário.

Sob um calor inclemente – no sábado, dia 17, foi batido o “record” de temperatura no mês de Junho em Tomar, com uns tórridos 42,6º –, o que implicou o reforço com “fontes de água” para refrescar os jovens desportistas, que aproveitaram também a zona verde do antigo Parque de Campismo, assim como toda a área envolvente do Parque do Mouchão / Várzea Pequena, junto ao Rio Nabão, nas pausas entre jogos (cada equipa disputou, em ambos os dias, três jogos de vinte minutos cada, com intervalos de cerca de três horas), o Estádio Municipal de Tomar foi palco para um total de 72 desafios.

Esta décima edição – na qual se regista a estreia de uma equipa representativa do F. C. Porto, completando assim o lote dos tradicionais “três clubes grandes” em Portugal –, teve a particularidade de contar, como “Patronos do Torneio”, com dois jovens futebolistas, que fizeram parte da respectiva formação no União de Tomar, que poderão ser exemplos a seguir entre os pequenos atletas, que sonham em fazer carreira nesta modalidade: Diogo Pinto e Vasco Oliveira (ambos com 17 anos), actualmente a representar o Benfica (equipa de juniores, “sub-19”) e o Cagliari, de Itália.

O município nabantino esteve representado por três equipas, duas do União de Tomar e outra da Escola de Futebol de Tomar, tendo o melhor desempenho alcançado consistido no apuramento para os 1/8 de final, pelo conjunto denominado União de Tomar-“Intermarché” (patrocinador principal do evento).

Embora a vertente competitiva não seja, nesta idade, necessariamente, a mais relevante – são predominantes o espírito de grupo, o convívio e a formação de jovens – na classificação final do Torneio, destaque para os cinco primeiros, com os três lugares do pódio a serem ocupados, por esta ordem, pelo Benfica, Sporting e FC Porto (com a turma portista a ser superada, nas meias-finais, pelo grupo leonino, por marca tangencial), seguidos de imediato pelo Louletano e pelo Fabril, do Barreiro.

A grande final do Torneio foi, uma vez mais – como se veio tornando hábito ao longo dos anos – disputada entre Benfica e Sporting, com a turma benfiquista a obter uma soberba goleada, tendo inclusivamente o guardião verde-e-branco, com um par de boas intervenções, evitado que o marcador [7-0] pudesse ter atingido os dois dígitos, o que constituiria excessivamente severa punição para uma equipa que, todavia, não teve possibilidade de contrariar a forte dinâmica do conjunto encarnado, constituído por meninos que revelaram não apenas inegável talento, como uma porventura inesperada “maturidade”, dominando o rival em todos os capítulos do jogo, durante a meia hora de jogo, desde os minutos iniciais até ao instante derradeiro.

(Artigo publicado em “O Templário”, de 22 de Junho de 2017)

22 Junho, 2017 at 4:43 pm Deixe um comentário

Rússia – Portugal (Taça das Confederações – 2ª Jor.)

Rússia Rússia – Igor Akinfeev, Roman Shishkin (45m – Aleksandr Erokhin), Georgy Dzhikya, Viktor Vasin, Fedor Kudriashov (83m – Aleksandr Bukharov), Dmitry Kombarov (68m – Dmitry Poloz), Alexander Samedov, Denis Glushakov, Aleksandr Golovin, Yury Zhirkov e Fedor Smolov

Portugal Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Pepe, Bruno Alves, Raphaël Guerreiro (65m – Eliseu), Bernardo Silva, William Carvalho, Adrien Silva (83m – Danilo Pereira), André Gomes, Cristiano Ronaldo e André Silva (78m – Gelson Martins)

0-1 – Cristiano Ronaldo – 8m

Cartões amarelos – Denis Glushakov (26m), Georgy Dzhikya (72m) e Alexander Samedov (76m); Pepe (57m) e Bernardo Silva (71m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

Como “da noite para o dia”, tal foi a transformação da selecção portuguesa, entre o jogo com o México e o desta tarde – decorridos apenas três dias -, com as alterações tácticas determinadas por Fernando Santos – com a entrada, como titulares, para além de Bruno Alves, de três “Silvas”: Bernardo Silva, Adrien Silva e André Silva – a resultarem “em cheio”, nas várias vertentes de jogo, quer a atacar, quer a defender.

De facto, se, nas iniciativas de ataque, a equipa se mostrou muito mais solta, com Bernardo Silva, beneficiando da solidez de Adrien Silva, a pautar o jogo a meio-campo, gerando diversos jogadas de desequilíbrio da equipa adversário, e André Silva, assumindo uma posição de referência no ataque, a proporcionar espaços para que Cristiano Ronaldo pudesse surgir, liberto de oposição, como no lance que resultaria no único tento da partida, logo aos 8 minutos, já no sector defensivo, a dupla Pepe – Bruno Alves evidenciaria a consistência que falhara na partida anterior (em parte pela substancial melhoria exibicional de Pepe.

No final, Portugal até ficou aquém do primeiro jogo em número de golos, o que só foi possível pela superior intervenção de Akinfeev, a negar soberanas oportunidades a Cristiano Ronaldo e a André Silva, respectivamente, aos 32 minutos, com uma defesa com os pés, e aos 50 minutos. Acresce ainda o cabeceamento perdulário de Cristiano Ronaldo, aos 63 minutos, numa jogada de golo “fácil”. Não obstante, a dinâmica e controlo do jogo dos portugueses não permitiram que a equipa russa conseguisse esboçar a mínima ocasião de perigo, num primeiro tempo categoricamente dominado pela turma lusa.

Só na fase final da partida, com o meio-campo português a denotar algumas dificuldades a nível físico (em especial o esforçado Adrien Silva), o conjunto da casa conseguiria algumas investidas sobre a zona defensiva contrária, procurando apostar nas bolas bombeadas pelo ar, segmento de jogo em que os centrais portugueses não deram hipótese, curiosamente com a Rússia a criar os maiores momentos de perigo já em tempo de compensação.

Defrontando a equipa anfitriã do torneio – e do Mundial do próximo ano -, a formação nacional atingiu uma exibição categórica, de que resultou um justíssimo, pese embora tangencial, triunfo, o que lhe “entreabre” as portas das meias-finais: bastará empatar com a Nova Zelândia, na derradeira ronda, podendo mesmo vir a garantir o apuramento, em caso de derrota, por exemplo se o México vencer também os russos, ou, alternativamente, se a Rússia bater os mexicanos por maior diferença de golos.

21 Junho, 2017 at 5:52 pm Deixe um comentário

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