Portugal – Chile (Taça Confederações – 1/2 finais)

28 Junho, 2017 at 9:39 pm Deixe um comentário

Portugal Portugal – Rui Patrício, Cédric Soares, Bruno Alves, José Fonte, Eliseu, William Carvalho, Bernardo Silva (83m – Ricardo Quaresma), Adrien Silva (102m – João Moutinho), André Gomes (116m – Gelson Martins), Cristiano Ronaldo e André Silva (76m – Nani)

Chile Chile – Claudio Bravo, Mauricio Isla (120m – José Fuenzalida), Gary Medel, Gonzalo Jara, Jean Beausejour, Marcelo Diaz, Charles Aranguiz, Arturo Vidal, Pablo Hernández (112m – Francisco Silva), Eduardo Vargas (86m – Martín Rodríguez) e Alexis Sanchez

Desempate da marca de grande penalidade:

0-1 – Arturo Vidal
Ricardo Quaresma permitiu a defesa a Claudio Bravo
0-2 – Charles Aranguiz
João Moutinho permitiu a defesa a Claudio Bravo
0-3 – Alexis Sanchez
Nani permitiu a defesa a Claudio Bravo

Cartões amarelos – William Carvalho (31m), André Silva (43m), José Fonte (96m) e Bruno Alves (111m) e Cédric Soares (115m); Gonzalo Jara (23m) e Pablo Hernández (51m)

Árbitro – Alireza Faghani (Irão)

Antes da análise a este jogo em concreto, aqui deixo algumas notas prévias, relativas a esta competição – que, não estando ainda terminada para Portugal, efectivamente o deveria estar já, dado que o jogo de disputa do 3.º/4.º lugar, sem razão de ser, está claramente “a mais” numa prova desta natureza.

Assim, num balanço geral, este foi mais um excelente desempenho da selecção nacional – mais afirmativa mesmo do que o que se tinha revelado há um ano, no Europeu -, tendo averbado uma goleada, uma convincente vitória frente ao anfitrião (Rússia), e dois empates, com as duas selecções representativas das confederações americanas. Mais, Portugal ampliou já para 13 jogos consecutivos a sua magnífica série de invencibilidade em fases finais de grandes competições internacionais (2 no Mundial, 7 no Europeu e 4 na Taça das Confederações), datando o último desaire de 16 de Junho de 2014.

A classificação final – independentemente de ser o 3.º ou o 4.º lugar – traduz, com maior relevância, o atingir das meias-finais das principais provas de selecções pela 8.ª vez no seu historial (depois dos Mundiais de 1966 e 2006 e dos Europeus de 1984, 2000, 2004, 2012 e 2016).

Isto dito, não deslustra, de forma nenhuma, a eliminação frente ao Chile, bi-campeão da “Copa América” (torneio que venceu, em 2015 e em 2016, em ambos os casos, ganhando a final frente à Argentina… no desempate da marca de grande penalidade, depois de outros dois nulos no final do tempo regulamentar e do prolongamento).

Nem, por outro lado, poderá ser minimamente justificada alguma contestação a Fernando Santos, pese embora não tenha estado feliz nas opções tácticas que tomou, sem que nenhuma das quatro substituições que operou – uma estreia, a nível internacional, com a quarta substituição a passar a ser permitida no prolongamento – tivesse resultado, não acrescentando nada, talvez antes pelo contrário. Poderá até dizer-se que os três “Silvas” (André, Bernardo e Adrien) terão sido inclusivamente dos melhores jogadores em campo.

Assim como não foi também feliz, no desempate da marca de grande penalidade, com três dos (quatro) jogadores que saíram do banco (Ricardo Quaresma, João Moutinho e Nani) a serem precisamente os autores dos remates, fracos e denunciados, praticamente à “figura”, que possibilitariam a Claudio Bravo, muito concentrado, 100% de eficácia na defesa de tais pontapés.

Mas, o maior “pecado” de Fernando Santos terá estado numa característica que o tinha levado ao sucesso no Europeu, a de “jogar pelo seguro”, de forma contida, controlando o jogo, não concedendo ao(s) adversário(s) grandes hipóteses de nos derrotar.

De facto, mesmo considerando que o Chile – actual 4.º classificado do ranking mundial da FIFA –  se posiciona, em tal tabela, acima de Portugal, a equipa nacional apresentava-se – num desafio que já se antevia de extremo equilíbrio – com um ligeiríssimo favoritismo.

O que esteve quase a confirmar, logo de entrada, com um bom arranque, dinâmico, a provocar grande perigo na zona defensiva contrária – beneficiando dos espaços proporcionados pela marcação muito adiantada que a turma chilena ia patenteando, logo a saída do meio-campo luso -, não tendo contudo André Silva conseguido concretizar em golo a oportunidade de que dispôs. Mas do mesmo se poderá queixar o Chile. Tendo começado por assumir a iniciativa, “mandando” no jogo, a selecção nacional veria a equipa chilena a conseguir equilibrar a toada do encontro, muito repartido até final do primeiro tempo, mas com um cariz inesperadamente aberto.

Na segunda parte as duas equipas surgiram mais “encaixadas” uma na outra, e as oportunidades soberanas rarearam, pese embora o Chile se fosse, gradualmente, mostrando mais atrevido, pese embora sem conseguir materializar em efectivas ocasiões os lances ofensivos que ia criando.

Tendo beneficiado de mais um dia de repouso, pensou-se que Portugal poderia capitalizar tal vantagem no prolongamento; um engano, uma vez que seria precisamente então que – de alguma forma tolhido pela indefinição de apostar no ataque, em busca da vitória, ou, de continuar a garantir a inviolabilidade da sua baliza (como se Fernando Santos estivesse à “espera para ver”, na expectativa de que o jogo se pudesse resolver por si, e lhe facilitasse a opção por reforçar o ataque… ou a defesa), apenas demasiado tarde procurando o “risco”, com a entrada de Gelson Martins somente a quatro minutos do final -, paradoxalmente, a selecção chilena acabaria por vir “ao de cima”, sobretudo nesses minutos derradeiros, em que, aproveitando algum desequilíbrio defensivo português, desperdiçou algumas flagrantes oportunidades, com duas bolas “miraculosamente” a embater nos ferros da baliza de Rui Patrício (que, pouco antes, tivera já notável intervenção, dando a melhor resposta a perigoso remate de Vidal), num espaço de cerca de cinco segundos (para além de um lance de grande penalidade não sancionado pelo árbitro)!

Depois deste sufoco, a expectativa seria de que – tal como sucedera no EURO 2016 – a “sorte” nos iria, uma vez mais, continuar a sorrir…

Mas, uma vez mais com uma opção discutível no que respeita à sequência dos marcadores dos pontapés da marca de grande penalidade, reservando Cristiano Ronaldo para o fim (tal como sucedera em 2012, acabaria por nem ter oportunidade de exercer a sua tentativa) – contrariamente ao Chile, que colocou os seus mais conceituados nomes como primeiros rematadores -, rapidamente a esperança desabaria, perante o perfeito contraponto entre a total eficácia chilena (de quem marcou, e de quem defendeu) e a absoluta ineficácia portuguesa, com os tais falhanços de três dos que até tinham feito parte dos “heróis” que tinham batido, nesta mesma fórmula de desempate, a Polónia, nos 1/4 de final do Europeu…

Numa partida em que Portugal podia (deveria) ter sido mais ambicioso, num balanço global, atendendo ao que as duas equipas exibiram em campo nas diversas fases do jogo, é justo o apuramento do Chile para a Final.

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