Petição contra o acordo ortográfico
5 Maio, 2008 at 11:11 am 8 comentários
“O texto do chamado Acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambiguidades – não tem condições para servir de base a qualquer proposta normativa.
É inaceitável a supressão da acentuação, bem como das impropriamente chamadas consoantes “mudas” – muitas das quais se lêem ou têm valor etimológico indispensável à boa compreensão das palavras.
Não faz sentido o carácter facultativo que no texto do Acordo se prevê em numerosos casos, gerando-se a confusão. […]”
P. S. Esta petição conta já com mais de 7 000 subscritores, cerca de metade dos quais apenas no dia de hoje.
Entry filed under: Cultura, Artes e Letras, Sociedade. Tags: Acordo Ortográfico.
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1.
Luis Peres | 6 Maio, 2008 às 11:29 am
Mudem o que quiserem pois eu não vou mudar a forma como escrevo e a única consequência disto tudo é que ainda irei comprar menos livros em “português” do que já compro, pois recuso-me a ler algo escrito da forma com que pretendem começar a apresentar se o acordo for para a frente.
Quando na amazon.com se compra por menos de 3€ em inglés o mesmo livro que aqui em portugal custa 25€ , eu por mim já sei onde continuarei cada vez mais a comprar o que me interessa ler. Especialmente se depois ainda ter de vir a pagar para ler em “brasileirês” no meu próprio país.
2.
Antonio J N Melo | 6 Maio, 2008 às 7:53 pm
Não aceito este acordo.
Prefiro que a situação se mantenha inalterável a ver a nossa língua destruida.
3.
Vitor Costa | 8 Maio, 2008 às 6:19 pm
Penso que houve uma manifesta submissão aos 200(+-) milhões de brasileiros.
Por exemplo ,e só este basta,o que para nós é um facto,agora ,passará a ser fato,ora isto não tem sentido,como eles ,os brasileiros, dizem térno não terá importancia mas ,para nós, será uma facada na nossa lingua.
Como sempre isto deve-se aos nossos politicos que alem de serem ignorantes são anti-patriotas.
4.
OffCourse | 12 Maio, 2008 às 10:42 am
Independentemente da minha opinião sobre o manifesto, confesso que fiquei perdido.
É que o Português utilizado neste manifesto contra a má utilização da nossa língua e contra o acordo ortográfico não é o mesmo que eu aprendi na escola.
Como exemplo, escolhi as seguintes pseudo-frases:
“Reforma não só desnecessária mas perniciosa e de custos financeiros não calculados.” (cadê o verbo? num precisa?)
“Quando o que se impunha era recompor essa herança e enriquecê-la, atendendo ao princípio da diversidade, um dos vectores da União Europeia.” (cadê o final da frase? num tem?)
“Por culpa dos que a falam e escrevem, em particular os meios de comunicação social; mas ao Estado incumbem as maiores responsabilidades porque desagregou o sistema educacional, hoje sem qualidade, nomeadamente impondo programas da disciplina de Português nos graus básico e secundário sem valor científico nem pedagógico e desprezando o valor da História.”
Não possuo estudos aprofundados em literatura ou linguística, mas aprendi que se fala de uma maneira e se escreve de outra. Ou este texto utiliza um nível literário muito acima do meu, e a minha bagagem cultural é reduzida para o analisar devidamente (é possível), ou então, como diriam os brasileiros, “sujou”.
Se calhar foi algum desacordo ortográfico que me escapou desde que fui à escola mas que foi bem aceite pelos autores, ao contrário deste.
Não há nada que me irrite mais do que Português mal escrito e por isso sou até solidário com a vossa petição.
O problema é que se as sumidades que se insurgem contra a má utilização da nossa língua são as autoras deste texto, então – perdoem o meu francês – estamos entregues aos bichos.
Boa sorte.
5.
Gustavo Roxo | 12 Maio, 2008 às 7:55 pm
A mim não me vão apanhar a escrever segundo as regras desse acordo, ando na escola e já perguntei a vários professores se concordam… A resposta foi óbvia- NÃO!
6.
Jaime Ribeiro | 13 Maio, 2008 às 3:15 pm
A discussão sobre a Reforma é sempre bem-vinda, embora, é óbvio que o Governo é quem manda. Entretanto, algumas pessoas discordam de tudo. Discordam até por ter nome de Reforma. Precisamos analisar friamente e ver se é bom ou não. Se é para simplificar é bom. Concordo com a Reforma, mas com as seguintes ressalvas:
Concordo plenamente com a abolição total do hífen. Para que escrever anti-horário, escreva-se antihorário que dá para se ler e entender do mesmo jeito. Mas sou contra a caída do trema. Se a pessoa não conhecer a palavra hoje, com a saída do trema não saberá falar corretamente, p. ex., redargüir, argüição. Dirá “redarguir” e “arguição”. Os acentos circunflexos de vôo e dêem, eu concordo, pois ninguém no Brasil vai ler “vu” ou “dim”. Quem for fazer concurso ou vestibular não precisará mais se preocupar em decorar que depois de ante, anti, sobre e arqui só se usa o hífen se a palavra seguinte começar por h, r, s. Mas acho ruim a caída do acento de ditongos abertos como em idéia, jibóia, etc. Quem não conhecer a palavra lerá “idêia” e “jibôia” (São só exemplos, pois estas palavras todo mundo conhece, mas se mas se aparecer por exemplo panaceia, alguém vai ler “panacêia”, em vez de “panacéia”).
7.
JoãoFPires | 16 Maio, 2008 às 1:48 am
A mudança é boa em qualquer ramo humanístico, o que seria de nós se recusássemos qualquer evolução da língua. Continuaríamos a falar latim ou qualquer outra língua perdida no tempo. Mas este acordo é ridículo. Qualquer reestruturação tão drástica na génese da língua apenas iria criar uma maior discrepância entre o português falado e o escrito, pelo menos para mim se tiver a necessidade de escrever o que quer que fosse em “Português” teria de andar com uma gramática sempre comigo pois eu não conheço, nem 75% dos Portugueses conhece todas as reformulações que o Português iria levar.
Só quero apontar um pormenor, quem tiver filhos em idade escolar mais precisamente entre os 10 e o 12º ano deverá saber que o acordo ortográfico que se encontra em vigor que foi criado no ano lectivo de 2006 só será utilizado por 3 anos no máximo. O que indica que teremos uma geração a falar um português “Diferente” de todas as outras, o que de uma forma humorística significa que teremos 3 “línguas” diferentes a circular em Portugal, O que foi ensinado ate 2006, o de 2006 e a nova reforma, ridículo!
Mas nada há a temer, o verdadeiro acordo ortográfico é o que se está a definir em todos os messengers e SMS e chats em que os Portugueses falam da próxima vez que virem algo do género que os vossos filhos ou mesmo vocês escrevem num ecrã de telemóvel vejam se o acordo significa algo, o lápis azul já não existe e digamos que a forma como escrevemos, salvo algumas excepções , somos nós que escolhemos.
Ninguém vai chatear a minha avo com 84 anos a dizer que farmácia não leva PH.
Não acredito que quem não cumpra o novo acordo seja assim tão penalizado, porque senão já tinham desterrado o Saramago hehehe.
Viva aos textos sem pontuação e sem a acentuação devida, viva ao Ptgx dx jvnx, e acima de tudo ao novo acordo Abrasileirado.
8.
Paulo Nunes | 6 Junho, 2008 às 6:36 pm
Atenção Portugueses!!!
Diz um ditado popular:” Se não pode com eles, junte-se a eles”…
Então Portugueses ou vocês unam-se ao Brasil, ou seu idioma está com os dias contados e ficará na história e nas lembranças no mundo. O maior engole o menor e vocês se forem inteligentes e espertos deviam entender que não deve-se dar “murro em ponta de faca” e creio que seu governo já enxergou isto, mas muita gente não… Já li muitos foruns e opiniões diversas, confesso que a grande maioria dos comentários são contra…
Deixem de ser arrogantes e puristas… sejam humildes e aceitem a realidade. A criatura dominou o criador…
Comparem Brasil e Portugal e vejam que em todos sentidos Portugal está a anos luz atrás do Brasil…
Abram os olhos e vejam a realidade…