JIMI HENDRIX

11 Outubro, 2006 at 8:50 am Deixe um comentário

James (“Jimi”) Marshal Hendrix, um americano de descendência africana, europeia, tribo índia Cherokee e mexicana, nasceu em Seattle, Washington, em 27 de Novembro de 1942.

Um ambiente instável em casa fez com que Jimi ficasse no Canadá com a sua avó a maior parte dos seus primeiros anos, uma índia de sangue puro Cherokee.

A sua mãe morreu quando Jimi tinha 15 anos quase ao mesmo tempo em que Jimi começou a revelar um interesse sério pela música e a tocar guitarra. Quando tinha 12 anos recebeu a sua primeira guitarra eléctrica – o instrumento que moldaria os próximos 16 anos da sua vida.

Aos 16 anos foi expulso da escola – aparentemente por ter agarrado a mão de uma rapariga branca na sala de aulas – e tocou rock and roll em bandas de adolescentes antes de se alistar voluntariamente no exército, aos 17 anos.

Após 14 meses como pára-quedista, tendo aprendido a caír e a voar, sofreu uma lesão e foi dispensado. Decidiu então entrar no ramo musical.

Os quatro anos seguintes foram de trabalho intenso em tournées pelos Estados Unidos, tocando como acompanhante em guitarra de várias bandas de Rhytm and Blues que incluíram Little Richard, Ike e Tina Turner, Wilson Pickett, os Isley Brothers e King Curtis entre outros.

Então, no final de 1965, formou a sua primeira banda – Jimmy James e os Blue Flames. Tocaram em clubes da Village em Nova Iorque, onde foi visto por outros músicos que, imediatamente, reconheceram o seu talento, fazendo com que os rumores sobre este jovem virtuoso chegassem ao ex-baixista dos Animals, Chas Chandler.

Chas ficou tão impressionado após tê-lo ouvido tocar que se ofereceu para ser seu manager, convencendo Jimi a acompanhá-lo no regresso a Inglaterra.

A Inglaterra desta altura – fins de 1966 – era dominada musicalmente por bandas como os The Who, The Beatles e Cream, com Eric Clapton, Jimmy Page e Jeff Beck como os três expoentes máximos da guitarra eléctrica.

A Jimi Hendrix Experience foi formada por Noel Redding no baixo e Mitch Mitchell na bateria e, subitamente, aí estava este tipo negro “no firmamento”, fazendo coisas com a sua guitarra que não eram possíveis.

O respeito dos seus pares e a adoração das multidões foi instantânea. Fizeram uma tournée pela Europa, e, espectáculo após espectáculo, foram quebrando recordes de assistência, tendo finalmente assinado um contrato para gravar.

Seguiram-se uma série de singles que entraram nos 10 mais vendidos. ‘Hey Joe’, ‘Purple Haze’ e ‘The Wind Cries Mary’ tornaram Jimi uma estrela em Inglaterra, preparando o terreno para a sua aparição no festival de Monterrey.
A espectacular actuação de Jimi, que acabou com ele segurando a sua guitarra em chamas acima da sua cabeça, no Monterrey Pop Festival, reapresentou-o às audiências americanas, tornando-o, imediatamente, uma celebridade nos Estados Unidos.

Em seguida venderia milhões de álbuns, com as suas digressões registando enchentes constantemente. O ano de 1967 foi o seu grande ano, com 4 singles e 2 álbuns nas tabelas americanas de discos mais vendidos.

Contudo, uma vez estabelecido como ídolo, foi frustrado por uma reacção cega do público. Partia a guitarra porque sentia que tinha tocado tão mal, ao mesmo tempo que decobria que a multidão o adorava cada vez mais. A sua melancolia e temperamento por vezes violento, juntamente com a solidão do estrelato fizeram com que ficasse por várias vezes longe do contacto mesmo dos seus amigos mais próximos.

Em 1968 foi preso na Suécia por ter completamente destruído um quarto de hotel, mas as gravações que fez nesse período estavam décadas à frente de trabalhos contemporâneos – ‘Are You Experienced?’ e ‘Axis: Bold As Love’ resistiram praticamente intocáveis à passagem do tempo.

Em 1968 ‘Electric Ladyland’, foi lançado produzindo o sucesso ‘All Along The Watchtower’ e, já após a sua morte, ‘Voodoo Chile’. O duplo álbum não foi bem recebido, mas consiste em quatro lados simplesmente espantosos, de solos de guitarra brilhantes aliados às letras com imagética intrigante, colorida e mística.

A Experience separou-se em 1969, juntando-se Jimi com Billy Cox para tocar en Woodstock, onde, entre outros temas, tocou o seu ‘Star Spangled Banner’, politicamente conotado, antes de abandonar o palco temporariamente porque o grupo não estava a resultar.

Após um período de depressão formou um grupo de curta duração com Buddy Miles e novamente Billy Cox. O grupo gravou um álbum ‘Band Of Gipsies’ em 1970, que se tornou um sucesso.

Voltou a Inglaterra em Agosto de 1970 com Mitch Mitchell novamente na bateria e tocou no 3º festival da Ilha de Wight com um vigor renovado, reminiscente dos primeiros dias, logo após ter inaugurado os seus estúdios Electric Ladyland.

Após o Festival, Hendrix iniciou uma tournée pela Europa. Algo correu mal e um membro da banda, Billy Cox – o baixo –, teve um colapso nervoso, tendo que regressar aos Estados Unidos. O último concerto em 14 de Setembro foi cancelado e Hendrix voltou a Londres.

Na noite de 16 para 17 de Setembro de 1970 apareceu pela última vez em palco no clube de Ronnie Scott em Londres, improvisando com Eric Burdon e os War.

Em 18 de Setembro de 1970 é levado de emergência para o St. Mary Abbot’s Hospital onde é dado como morto após o meio-dia. Após um breve inquérito o médico legista recomenda um veredito aberto sobre a causa da morte de Hendrix, causada por inalação de vómito devido a intoxicação com barbitúricos.

Embora muitos possam argumentar contra o exagero da sua importância como solista, projectos meio inacabados e solos por vezes contraditórios, não há dúvida que revelou um universo de novos sons na área do rock, especialmente na improvisação da guitarra que marcou um antes e um depois – na expressão de um admirador, «He is as the Hubble Space telescope: he showed us a new universe of Sound. The only instrumental genius of Rock!».

Beneficiou também do facto de ter surgido “na altura certa”, aproveitando uma série de inovações ao nível da gravação (sons invertidos) e de inovações na guitarra (feedback, pedal wah-wah) que se alargou ao extremo lirismo das composições ao nível das letras e à criação do chamdo rock flutuante com composições longas e sem o velho esquema de melodia intermediada com refrão como em 3rd Stone From The Sun.

Carlos Paixão da Costa

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