Archive for 18 Outubro, 2006

LIGA DOS CAMPEÕES – 3ª JORNADA (ACT.)

GRUPO B          Jg  V  E  D   G   Pt  Sporting-Inter........1-0 / ---
1 Bayern     Bayern  3  3  -  -  7-0   9  Bayern-Sp. Moscovo....4-0 / ---
2 Sporting   Sporting  3  1  1  1  2-2   4  Inter-Bayern..........0-2 / ---
3 Inter      Inter  3  1  -  2  2-4   3  Sp. Moscovo-Sporting..1-1 / ---
4 Sp.Moscovo Sp. Moscovo  3  -  1  2  2-7   1  Inter-Sp. Moscovo.....2-1 / ---
                                       Sporting-Bayern.......0-1 / ---

GRUPO F          Jg  V  E  D   G   Pt  M. United-Celtic......3-2 / ---
1 M. United  M. United  3  3  -  -  7-2   9  Copenhaga-Benfica.....0-0 / ---
2 Celtic     Celtic  3  2  -  1  6-3   6  Benfica-M. United.....0-1 / ---
3 Benfica    Benfica  3  -  1  2  0-4   1  Celtic-Copenhaga......1-0 / ---
3 Copenhaga  Copenhaga  3  -  1  2  0-4   1  Celtic-Benfica........3-0 / ---
                                       M. United-Copenhaga...3-0 / ---

GRUPO G          Jg  V  E  D   G   Pt  FC Porto-CSKA Moscovo.0-0 / ---
1 CSKA Mosc. CSKA Moscovo  3  2  1  -  2-0   7  Hamburgo-Arsenal......1-2 / ---
2 Arsenal    Arsenal  3  2  -  1  4-2   6  Arsenal-Porto.........2-0 / ---
3 FC Porto   FC Porto  3  1  1  1  4-3   4  CSKA Moscovo-Hamburgo.1-0 / ---
4 Hamburgo   Hamburgo  3  -  -  3  2-7   -  CSKA Moscovo-Arsenal..1-0 / ---
                                       FC Porto-Hamburgo.....4-1 / ---

Entrando muito receoso na partida, parecendo intimidado com o ambiente de Celtic Park, o Benfica ofereceu o controlo do jogo ao adversário que, no final do primeiro quarto de hora – tendo-se instalado no meio-campo da equipa portuguesa – beneficiava de uma vantagem de 65 % / 35 % em termos de “posse de bola”.

Logo no primeiro minuto, Quim seria chamado a uma extraordinária defesa, na que, algo paradoxalmente, constituiria uma das raras oportunidades dos escoceses no primeiro tempo.

Aos 15 e 16 minutos, com dois remates de meia-distância, não obstante desenquadrados da baliza, o Benfica parecia querer “sacudir a pressão” do Celtic. E, a partir dai, adquirindo confiança, começou a trocar a bola e teria mesmo a ocasião mais soberana, por intermédio de Katsouranis, com a baliza à mercê, mas a não conseguir cabecear com a direcção certa.

No regresso, após o intervalo, o Celtic, em pouco mais de um quarto de hora, “acabou com o jogo”, com dois golos… numa altura em que faltou alguma felicidade ao Benfica, nomeadamente com um excelente remate de Nuno Assis a embater com estrondo na trave da baliza da equipa escocesa (logo após o primeiro golo dos escoceses).

Quase abdicando da disputa da partida na sua fase final – acabando por sofrer o terceiro golo em “cima da hora” – o Benfica começa a ver a qualificação como… uma miragem.

Celtic – Boruc, Telfer, G. Caldwell, McManus, Naylor, Maloney, Lennon, Sno (88m – Pearson), Nakamura, Zurawski (84m – Jarošík) e K. Miller

Benfica – Quim, Alcides, Luisão, Ricardo Rocha, Léo, Petit, Katsouranis (72m – Nélson), Nuno Assis, Simão Sabrosa, Miccoli e Nuno Gomes (78m – Kikin Fonseca)

1-0 – K. Miller – 56m
2-0 – K. Miller – 66m
3-0 – Pearson – 90m

Cartões amarelos – Sno (70m); Katsouranis (63m)

Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)


No jogo do Estádio do Dragão, o FC Porto acabou por vencer com alguma naturalidade (embora por números inesperados) uma desastrada equipa do Hamburgo (por exemplo, com a infantilidade do penalty que dá o segundo golo à equipa portuguesa), que, para já, soma por derrotas os jogos disputados na presente edição da Liga dos Campeões.


Depois dos encontros disputados por Benfica e FC Porto na Terça-Feira, o Sporting recebeu hoje o Bayern, perdendo por 0-1, com Schweinsteiger a marcar mais um golo a Ricardo (depois dos 2 que obteve no Alemanha – Portugal do Mundial), com um potente remate. A reacção do Sporting na segunda parte, após a expulsão do mesmo Schweinsteiger, com uma busca continuada do golo do empate, não frutificaria, não obstante as oportunidades de que a equipa portuguesa beneficiou, com destaque para o remate ao poste, por Polga.

Referência ainda para a positiva estreia do português Hilário na baliza do Chelsea, que se impôs perante o Campeão europeu em título, o Barcelona, por 1-0 (golo de Drogba no início da segunda parte), desperdiçando ainda a equipa inglesa algumas outras ocasiões de golo, ao mesmo tempo que respondeu com segurança às jogadas ofensivas dos catalães.

18 Outubro, 2006 at 9:45 pm Deixe um comentário

THE DOORS (II)

Foi em 1 de Março de 1969, no Dinner Key Auditorium em Miami, Florida. Morrison terá alegadamente exibido os genitais no espectáculo. No meio de uma das canções terá convidado a assistência a manifestar a sua alegria de viver, “libertando-se”. Jimi foi levado a tribunal e obrigado a retratar-se sob pena de cumprir pena efectiva de prisão.

Com a reputação da banda afectada, Jim dedicar-se-ia então a projectos paralelos aos Doors.

O quarto álbum, “The Soft Parade” (1969), lançado em Julho de 1969 ainda mais o distanciou do mundo underground, contendo temas fortemente orientados para o pop com arranjos sofríveis de secções de metal à Las Vegas.

O problema de alcoolismo de Morrison agravou-se, fazendo as sessões de gravação arrastarem-se durante semanas, quando, antes, duravam dias. O grupo estava perto de se desintegrar. Sendo considerado o pior álbum dos Doors, apresenta bons temas como “Wild Child” e “Shaman’s Blues” ou o título tema “The Soft Parade”.

O álbum seguinte “Morrison Hotel” representou um regresso “em força”. Consistente, orientado para o hard-rock, contém o memorável tema de abertura “Roadhouse Blues”. Atingiu o nº 4 nas tabelas de vendas americanas.

Apesar do julgamento em Miami, a banda conseguiu actuar no festival da ilha de Wight em 29 de Agosto.

Jimi gravou no dia do seu aniversário (27 anos) uma sessão de leitura de poesia, mais tarde aproveitada para o álbum póstumo “An American Prayer”.

O último espectáculo dos Doors acontece no “Warehouse” em Nova Orleães, Louisiana, em 12 de Dezembro de 1970. Morrison teve aparentemente um colapso mental em palco, atirando o microfone várias vezes ao chão.

Apesar disso, o grupo parecia disposto a retomar a sua coroa de glória com o que viria a ser o último álbum “L.A. Woman” em 1971. Centrado nas raízes Rhytm’n Blues e Blues, com alguns dos seus melhores temas desde o início em 1967. O tema “Riders On The Storm” tornou-se um dos favoritos das estações de rádio durante décadas.

Em 1971, após a gravação de “L.A. Woman”, Morrison decidiu tirar algum tempo de férias do grupo e foi para Paris, com a sua namorada, Pamela Courson, em Março. Após algum tempo em Paris recomeçou a beber de forma descontrolada e, em Maio, caíu de uma janela do segundo andar. Em 16 de Junho fez uma última gravação com dois músicos de rua com quem travou conhecimento num bar e a quem convidou para gravarem com ele em estúdio. Os resultados foram editados em 1994 num CD pirata com o título “The Lost Paris Tapes”.

Morrison morreu sob circunstâncias estranhas em 3 de Julho de 1971; o seu corpo foi encontrado na banheira do seu apartamento. Concluiu-se que tinha morrido de ataque cardíaco; no entanto, foi mais tarde revelado que não tinha sido feita nenhuma autópsia ao corpo antes de ser enterrado no cemitério de Père-Lachaise, a 7 de Julho.

Os Doors retiravam a sua força da presença sobre o palco de Jim Morrison, sendo sobretudo durante os primeiros dois anos um rock teatral. De certa forma, e não negando a excelente contribuição dos restantes membros, ele – Jim Morrison – “era os Doors“.

Haveria ainda várias tentativas patéticas de continuar os Doors sem a presença de Jim, a última das quais “The Doors in the 21st Century” com um vocalista mais novo que os originais membros da banda sobreviventes e sem o baterista original (John Densmore). Estas tentativas, resultando em fracasso, apenas deslustram a imagem dos membros sobreviventes dos Doors originais, particularmente de Ray Manzarek, revelando o seu espírito oportunista.

A poesia de Jim Morrison, que não era músico (só se lhe reconhece capacidade para trautear melodias na harmónica além de acompanhamento com pandeireta em palco), mas que contribuiu com as melodias de base para a maior parte dos temas, bem como a quase totalidade das letras (a excepção é Light My Fire, de Robbie Krieger, o guitarrista da banda) é o motivo fulcral de todo o culto à volta do grupo, aprecie-se ou não os Doors, com os seus delírios edipianos, as suas imagens de poesia originais e revelando um universo sombrio e violento, e a sua presença magnética sobre o palco manipulando as multidões, sendo o grande shaman.

Grande motivo para o ressurgimento e manutenção do culto sobre os Doors seria a inclusão do tema “The End” no genérico de abertura do filme “Apocalypse Now” (1975), realizado por Francis Ford Coppola, perfeitamente integrado no espírito do filme.

Em 1991, Oliver Stone realizou um filme sobre os Doors, tendo Val Kilmer personificado Jim Morrison. Aqui e além o filme gerou opiniões não favoráveis sobre o modo como Jim era mostrado no filme, criticando-lhe a forma de o apresentar como apenas um louco e inconsequente, esquecendo a sua faceta poética e lírica.

Carlos Paixão da Costa

18 Outubro, 2006 at 1:50 pm 1 comentário

THE DOORS (I)

Um encontro casual entre dois estudantes na escola de cinema da UCLA, Jim Morrison e Ray Manzarek, na praia de Venice, em Julho de 1965, levou à criação dos The Doors, em Los Angeles, Califórnia. Morrison disse a Manzarek que tinha escritas algumas canções e, após pedido deste, cantou “Moonlight Drive”. Manzarek imediatamente sugeriu que formassem um grupo.

Ray Manzarek, o pianista que tocava “órgão Vox” já fazia parte de uma banda chamada Rick And The Ravens com o seu irmão Rick Manzarek, enquanto Robby Krieger e John Densmore, que tocavam com os The Psychedelic Rangers, viriam a conhecer Manzarek em cursos de meditação. Em Agosto, Densmore entrou no grupo e, juntamente com os membros dos Ravens e uma baixista feminina desconhecida gravaram um disco de demonstração (demo) com 6 canções, editado em 2 de Setembro. Esta foi largamente pirateada, vindo a ser lançada integralmente na caixa “1997 Doors”.

O grupo recrutou também o talentoso guitarrista Robby Krieger e a formação final — Morrison, Manzarek, Krieger e Densmore — ficava então completa.

A banda retirou o seu nome de um título de um livro de Aldous Huxley, “The Doors of Perception”, que, por sua vez, foi retirado de uma linha de poesia do artista e poeta do século XVIII William Blake: “If the doors of perception were cleansed, every thing would appear to man as it is: infinite.” (Se as portas da percepção fossem abertas, tudo apareceria como realmente é: infinito.)

The Doors eram únicos entre os grupos rock porque não utilizavam a guitarra baixo em concerto. Em seu lugar, Manzarek tocava linhas de “baixo” com a sua mão esquerda num teclado de baixo Fender Rhodes, uma extensão do conhecido piano eléctrico Fender Rhodes, e, com a mão direita, tocava teclados. Contudo, o grupo utilizaria baixistas como Jerry Scheff, Doug Lubahn, Harvey Brooks, Kerry Magness, Lonnie Mack e Ray Neapolitan nos seus álbuns de estúdio.

Muitos dos originais dos Doors foram compostos em grupo, com Morrison contribuindo com as letras e com algumas melodias e os restantes lançando o ritmo e o desenvolvimento da canção.

Em 1966 o grupo tocou no clube London Fog e rapidamente ganhou reputação para tocar no prestigiante “Whisky a Go Go”. Em 10 de Agosto o presidente da Elektra Records, Jac Holzman, conheceu o grupo, após insistência do cantor dos Love Arthur Lee, cujo grupo tinha assinado pela Elektra.

Após Holzman e o produtor Paul Rothchild terem assistido a dois concertos da banda no “Whisky A Go Go”, os Doors assinaram pela Elektra em 18 de Agosto – o início de uma longa e frutuosa relação com Rothchild e o técnico Bruce Botnick. O momento foi particularmente oportuno pois o clube despediu a banda após uma performance de The End, em que Jim foi acusado pelo gerente de gritar obscenidades em palco.

O LP de estreia, tendo por título o próprio nome do grupo, foi lançado em Janeiro de 1967; continha a maior parte das canções que compunham o repertório inicial da banda, incluindo o drama musical de 11 minutos “The End”. A maior parte das composições foram gravadas ao primeiro take, entre fins de Agosto e inícios de Setembro de 1966. Morrison e Manzarek fizeram um inovador vídeo de promoção para o primeiro single “Break On Through”. O segundo single “Light My Fire” consagrou-os como estrelas ao nível de grupos como os Jefferson Airplane e os Grateful Dead, tendo sido lançado em Abril de 1966, chegando ao topo em Julho desse ano.

O segundo LP, embora menos exuberante e espontâneo, não deixa de ser um álbum forte com o tema que o encerra a ser o culminar do álbum (“When the Music’s Over”); apresentava duas outras canções bem conhecidas dos Doors (“Love Me Two Times” e “Moonlight Drive”), sendo também um álbum fortemente comercial, o que faria com que os Doors perdessem o estatuto de banda heroína do underground.

A banda começou a derivar da sua forma inicial no terceiro LP “Waiting for the Sun”(1968), devido ao esgotamento do repertório inicial e à necessidade de escrever canções novas. Foi o seu primeiro LP a atingir o nº 1 nas tabelas de vendas e o single “Hello, I Love You” foi o seu segundo e último single a atingir o nº 1 nos tops americanos. O álbum, embora ecléctico, é por vezes inconsequente e muito menos unificado que os dois primeiros, embora contenha excelentes temas. Tornava-se ainda maior o afastamento relativamente aos críticos especialistas em música underground.

Com constantes acusações de incitar motins durante os concertos, dependência excessiva de Jim relativamente ao álcool durante as gravações para o terceiro LP, além do anterior incidente no Sullivan Show em que Jim se recusou a mudar a letra de “Light My Fire” cantando a então palavra proibida “higher” (“pedrado”, sob influência de drogas), sucede o incidente de Miami.

(continua…)

Carlos Paixão da Costa

18 Outubro, 2006 at 8:52 am Deixe um comentário


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