Archive for Julho, 2005
GRANDES VIAS (XIII)

Foi no já longínquo ano de 1953 que o Ministério das Obras Públicas constituiu uma comissão visando o estudo da viabilidade da construção de uma ponte sobre o Rio Tejo em Lisboa.
O concurso público para a sua construção seria aberto em 1959, prevendo a ligação entre Alcântara e Almada, com um tabuleiro superior para circulação rodoviária e, na parte inferior, um outro, para circulação ferroviária.
A obra – com grandes similitudes à Ponte Golden Gate em São Francisco (EUA) – seria adjudicada em Maio de 1962 a um consórcio liderado pela United States Steel International (New York), Inc., tendo os trabalhos tido início a 5 de Novembro do mesmo ano, com base num projecto de um Gabinete de Engenharia americano (Steinman, Boynton, Gronquist & London), com intervenção do Gabinete da Ponte sobre o Tejo e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.
Após 4 anos de trabalhos, chegando a envolver um máximo de 3 000 trabalhadores (num total de mais de 2 milhões de dias de trabalho/homem), a Ponte sobre o Tejo seria inaugurada em 6 de Agosto de 1966, sendo na época a maior da Europa. Baptizada como Ponte Salazar, seria renomeada, menos de 10 anos depois, passando a designar-se por Ponte 25 de Abril.
Apenas em Novembro de 1998 teriam termo os trabalhos de alargamento do tabuleiro rodoviário (para seis vias) – a ponte fora inicialmente construída com 2 vias em cada sentido e um separador central (mais tarde eliminado, passando, em Julho de 1990, a 5 vias) –, sendo feita a instalação do tabuleiro inferior ferroviário, inaugurado em Agosto de 1999.
Com um vão central de 1 013 metros e dois vãos laterais de 483 metros cada (a que se juntam dois vãos extremos na margem Norte e um vão extremo na margem Sul, cada um com cerca de 100 metros), tendo portanto um comprimento total de cerca de 2 280 metros, é uma das maiores pontes suspensas do mundo.
As torres principais elevam-se cerca de 190 metros acima do nível das águas (com o pilar principal sul a uma profundidade de 80 metros abaixo do nível de água, tendo o pilar principal norte uma profundidade de 35 metros), dispondo de uma altura livre de navegação de 70 metros, possibilitando o acesso ao porto de Lisboa de navios de grande porte.
(vidé nomeadamente http://www.lusoponte.pt/p25.htm).
ÍCONES DO SÉCULO (XXVI) – 1973 – LINDA LOVELACE

Actriz norte-americana de filmes pornográficos, protagonizando o célebre “Garganta Funda”, em 1972. Tornar-se-ia mais tarde activista contra a indústria pornográfica.
OS “BLOGUES” NO ENSINO – FRANÇA
“[…] os « blogs », intervindo no desenvolvimento pessoal dos adolescentes, permitindo-lhes nomeadamente trocar ideias sobre temas tão diversos como tempos livres, desporto, saídas, amizade, amores, dificuldades da vida, questões existenciais… Num contexto pedagógico, podem constituir (para os alunos, para os professores, para as escolas, para as aulas) instrumentos de trabalho colaborativo e de transmissão de conteúdos e de valores educativos. Podem particularmente contribuir para a melhoria da expressão escrita […]”.
Esta é parte do texto elaborado pelo Ministério da Educação francês, a propósito do papel dos “blogues” no ensino, na dupla vertente de “blogues” de alunos e de “blogues” pedagógicos.
A pedido do Ministro da Educação de França, a Delegação relativa à utilização da Internet enviou aos reitores académicos uma nota fazendo o ponto da situação sobre este novo fenómeno, abordando os direitos e deveres dos “internautas” e indicando pistas sobre a conduta a adoptar em caso de incidentes.
(via Mediatic).
GRANDES VIAS (XII)
O Eurotúnel / Túnel da Mancha (“Chunnel”) é um túnel ferroviário submarino (40 metros abaixo do solo), ligando a França e a Inglaterra, uma verdadeira obra-prima da engenharia (a mais importante do século XX), construído “a meias” entre ambos os países, sendo o segundo mais longo túnel ferroviário do mundo, após o Túnel de Seikan no Japão.

Com 50 km de comprimento, dos quais 39 km sob o mar, é constituído por três túneis paralelos, dois ferroviários (para cada um dos sentidos) e um terceiro, operando como túnel de acesso de apoio, ligado aos principais por várias passagens transversais.
Seria inaugurado em 1994 – colocando termo ao histórico “isolamento” britânico do continente europeu –, após ter sido criado em 1957 o primeiro grupo de estudos do túnel do canal, que viria a propor, em 1960, a solução que viria a ser adoptada, integrando 3 túneis paralelos. O projecto apenas seria oficialmente lançado em 1973, embora apenas em 1986 fosse aberto o concurso para a sua construção, finalmente iniciada em 1987, com máquinas perfuradoras a partir de ambas as costas, formando as secções do túnel, que se encontrariam “a meio do caminho” em 1990.
Diariamente, podem circular até 600 comboios, transportando passageiros, automóveis e camiões, reduzindo o trajecto de Londres a Paris a uma duração de cerca de 3 horas.
PARABÉNS!
(tarde no dia, mas por uma boa razão… e ainda a tempo de aqui o deixar registado virtualmente: PARABÉNS MÃE!)
GRANDES VIAS (XI)
O Canal do Panamá, localizado no istmo do Panamá, ligando os Oceanos Atlântico e Pacífico, foi construído entre 1908 e 1914, tendo os trabalho sido iniciados pelo Engenheiro Ferdinand de Lesseps, responsável também pela construção do Canal do Suez.
Devido à forma em “S” do Panamá, o Oceano Atlântico situa-se a Oeste do Canal, ficando o Oceano Pacífico, contrariamente à orientação geral, a Leste; a travessia do Atlântico para o Pacífico é feita portanto de Noroeste para Sudeste.

Seria inicialmente propriedade dos EUA; apenas em 1977, seria assinado um acordo que previa a transferência definitiva do seu controlo para o Panamá a partir de 31 de Dezembro de 1999.
Tem uma extensão de 82 km, com uma largura de cerca de 150 metros, baseando-se em 3 eclusas duplas (para os dois sentidos), em níveis diferentes, operando a água como um “elevador”, a partir da abertura de válvulas de enchimento de cada uma das comportas; por exemplo, a partir da entrada do lado do Atlântico (eclusa de Gatún), os navios começam por ser elevados 26 metros, até ao nível do Lago de Gatun; segue-se um processo inverso, de descida até ao nível do Oceano Pacífico (com uma altura média das águas superior em cerca de 24 cm ao Oceano Atlântico!), operada por via das eclusas de Pedro Miguel e Miraflores.
A travessia é feita entre 16 a 20 horas. Tal como o Canal do Suez, tem a finalidade estratégica de evitar a necessidade de contornar um continente, no caso a América do Sul, para passar de um Oceano a outro.
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7! NASCE O MITO ARMSTRONG
O record de Anquetil, Merckx, Hinault e Indurain (5 vitórias no “Tour de France”) já havia ficado para trás no ano passado; hoje, Lance Armstrong encerrou a sua carreira de ciclista com “chave de ouro”, conquistando a 7ª vitória consecutiva na Volta a França em Bicicleta, assim entrando na lenda do desporto.
Imbatível desde 1999, Armstrong fez, neste seu “Tour de despedida”, uma prova confiante, serena, tranquila, convicto de que, mais uma vez, a vitória não lhe escaparia.
Apenas Ivan Basso tentou ameaçar o seu domínio, mas o norte-americano respondeu sempre que foi necessário, para, com naturalidade, se impor no seu “terreno”, o dos contra-relógios, em que apenas Jan Ullrich com ele pode competir.
Foi uma excelente prova – a mais rápida de sempre! (média de 41,650 km/h) -, em que, por várias vezes, foi possível assistir, nas etapas de montanha, à épica luta dos três melhores ciclistas mundiais da actualidade, quase sempre isolados na fase final das etapas, sendo normalmente Ullrich a ceder perante os dois rivais, acabando assim por se fixar no 3º lugar (depois de 1 vitória, 5 segundos lugares e da 4ª posição do ano anterior).
No pós-Armstrong, o italiano Ivan Basso (já 3º classificado em 2004) parece surgir agora como o mais forte candidato à sua “sucessão”… mas isso ficará para vermos em 2006.
O português José Azevedo, depois da magnífica prova do ano passado, acompanhando sempre o seu chefe-de-fila (Armstrong) até final das etapas, com um brilhante 5º lugar na classificação final, realizou este ano uma prova mais sombria, quedando-se na 30ª posição.
1º Lance ARMSTRONG – Discovery Channel – EUA – 86h 15′ 02″
2º Ivan BASSO – CSC – Itália – a 04′ 40″
3º Jan ULLRICH – T Mobile – Alemanha – a 06′ 21″
4º Francisco MANCEBO – Islas Baleares – Espanha – a 09′ 59″
5º Alexandre VINOKOUROV – T Mobile – Cazaquistão – a 11′ 01″
6º Levi LEIPHEIMER – Gerolsteiner – EUA – a 11′ 21″
7º Mickael RASMUSSEN – Rabobank – Dinamarca – a 11′ 33″
8º Cadel EVANS – Davitamon Lotto – Austrália – a 11′ 55″
9º Floyd LANDIS – Phonak – EUA – a 12′ 44″
10º Oscar PEREIRO – Phonak – Espanha – a 16′ 04″
…
30º José AZEVEDO – Discovery Channel – Portugal – a 59′ 48″
Mickael Rasmussen foi o vencedor do Prémio da Montanha; Thor Hushovd venceu a classificação por Pontos; Yaroslav Popovych foi o primeiro classificado entre os “Jovens”.
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"THE ONE CAMPAIGN"
“Dear Friend:
We have great news! For 48 hours, you jammed phone lines on Capitol Hill to fight global AIDS and extreme poverty. And on Tuesday, because of the calls of over 23,000 Americans like you, the U.S. Senate voted $100 million more for life-saving efforts needed to fight three killer diseases.
Because of your help, we’ve moved one step closer to ensuring the Global Fund to Fight AIDS, TB and Malaria will continue life-saving efforts that deliver prevention, care and treatment to millions around the world. With passage of the Santorum-Durbin amendment, the Senate agreed that the U.S. should contribute a total of $600 million to the Global Fund next year. In the coming weeks, we’ll need the House of Representatives to also agree.
We’ve made some real progress together. Thank you for helping!
What does the Global Fund do with our crucial support? In Nigeria, tens of millions of doses of a new, highly effective malaria medication will be distributed. Can you believe that only 10,000 doses of this medication were available across all of Africa two years ago? In Mozambique, more than 55,000 people will receive life-saving AIDS treatment. These efforts help keep people alive long enough to grow up healthy, raise children and crops and build businesses and communities.
And back here at home, we can know that we’re doing more to fight global AIDS and extreme poverty. America’s contributions challenge other countries to do their share, as U.S. law requires that each dollar from the U.S. must be matched by two dollars from other nations. Even more, the Global Fund uses a system of checks and balances to fight corruption and ensure that funding really reaches those most in need-so that these efforts can have the power to transform the hopes of a generation.
Thank you for your help. Together as ONE, we are changing the world.
Thanks,
The ONE Team”





