Posts tagged ‘Selecção’
Itália – Portugal (Liga das Nações – 5.ª Jornada)
Itália – Gianluigi Donnarumma, Alsessandro Florenzi, Leonardo Bonucci, Giorgio Chiellini, Cristiano Biraghi, Marco Verratti (81m – Lorenzo Pellegrini), Jorginho, Nicolo Barella, Federico Chiesa (87m – Domenico Berardi), Ciro Immobile (74m – Kevin Lasagna) e Lorenzo Insigne
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Rúben Dias, José Fonte, Mário Rui, Pizzi (68m – João Mário), William Carvalho, Rúben Neves, Bruma (85m – Raphaël Guerreiro), Bernardo Silva e André Silva (90m – Danilo Pereira)
Cartões amarelos – Jorginho (54m), Leonardo Bonucci (72m) e Federico Chiesa (85m); Rúben Neves (32m), Mário Rui (35m) e João Cancelo (51m)
Árbitro – Danny Makkelie (Holanda)
A equipa portuguesa, submetida a intensa pressão por parte do conjunto italiano, teve de “sofrer a bom sofrer” – em particular na primeira metade do desafio – para manter o nulo no marcador, o suficiente para lhe proporcionar ser a primeira selecção a garantir a qualificação para a “final four” desta edição inaugural da Liga das Nações da UEFA.
“Empurrada” para o seu meio-campo, a turma nacional raramente conseguiu libertar-se e sair para a contra-ofensiva, não obstante tenha conseguido, no decurso da segunda parte, manter a bola geralmente afastada da sua zona de risco.
No final, um desfecho lisonjeiro para o grupo luso, que confirmou, não obstante, a sua solidez defensiva e o grau de dificuldade que consubstancia para qualquer opositor.
Liga das Nações da UEFA – 2018/19 – 5ª Jornada
LIGA A
Grupo 1 – Holanda-França – 2-0
1.º França, 7; 2.º Holanda, 6; 3.º Alemanha, 1
Grupo 2 – Bélgica-Islândia – 2-0
1.º Bélgica, 9; 2.º Suíça, 6; 3.º Islândia, 0
Grupo 3 – Itália-Portugal – 0-0
1.º Portugal, 7; 2.º Itália, 5; 3.º Polónia, 1
Grupo 4 – Croácia-Espanha – 3-2
1.º Espanha, 6; 2.º Inglaterra e Croácia, 4
Os vencedores de cada um dos grupos disputarão a fase final (“final four”). O último classificado de cada grupo será despromovido à Liga B (edição de 2020/21). Portugal é o primeiro país apurado para a fase final, única selecção a conseguir o apuramento antes da última jornada. Estão já matematicamente despromovidas à Liga B a Alemanha, a Islândia e a Polónia.
Os quatro melhores classificados de cada uma das Ligas A, B, C e D que não tenham obtido a qualificação para o EURO 2020 participarão nos “play-offs”, a disputar em Março de 2020, para preenchimento de quatro vagas na fase final dessa competição.
Polónia – Portugal (Liga das Nações – 3.ª Jornada)
Polónia – Łukasz Fabiański, Bartosz Bereszyński (45m – Tomasz Kędziora), Kamil Glik, Jan Bednarek, Artur Jędrzejczyk, Piotr Zieliński, Grzegorz Krychowiak, Mateusz Klich (63m – Jakub Błaszczykowski), Rafał Kurzawa (64m – Kamil Grosicki), Robert Lewandowski e Krzysztof Piątek
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Mário Rui, William Carvalho, Rafa Silva (84m – Danilo Pereira), Rúben Neves, Pizzi (74m – Renato Sanches), Bernardo Silva (90m – Bruno Fernandes) e André Silva
1-0 – Krzysztof Piątek – 18m
1-1 – André Silva – 31m
1-2 – Kamil Glik (p.b.) – 43m
1-3 – Bernardo Silva – 52m
2-3 – Jakub Błaszczykowski – 77m
Cartões amarelos – Mateusz Klich (48m) e Grzegorz Krychowiak(62m); André Silva (37m), William Carvalho (67m), Pepe (74m) e Mario Rui (78m)
Árbitro – Carlos del Cerro (Espanha)
Outra vez sem Cristiano Ronaldo – numa espécie de “sabática”, a pretexto da necessária adaptação ao novo clube, Juventus -, e aproveitando para uma importante renovação da equipa, a selecção de Portugal voltou a dar muito boa conta de si, ainda para mais com uma excelente reacção à situação inicial de desvantagem.
Bastante personalizada, com uma bela dinâmica de jogo, a formação portuguesa, revelando grande superioridade, não deu hipóteses a um adversário difícil como é a Polónia, a actuar no seu reduto, marcando três golos num curto período de apenas cerca de vinte minutos.
Uma vitória que deixa a qualificação da selecção nacional para a fase final – nesta altura muito bem encaminhada – nas mãos dos… polacos, caso estes, pelo menos, empatem com a Itália, ou, em caso de triunfo dos transalpinos, a depender de um empate português em terreno italiano.
Portugal – Itália (Liga das Nações – 2.ª Jornada)
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Mário Rui, Pizzi (74m – Renato Sanches), Rúben Neves, William Carvalho (84m – Sérgio Oliveira), Bruma (77m – Gelson Martins), Bernardo Silva e André Silva
Itália – Gianluigi Donnarumma, Manuel Lazzari, Mattia Caldara, Alessio Romagnoli, Domenico Criscito (74m – Emerson Palmieri), Bryan Cristante (79m – Andrea Belotti), Jorginho, Giacomo Bonaventura, Simone Zaza, Federico Chiesa e Ciro Immobile (59m – Domenico Berardi)
1-0 – André Silva – 48m
Cartões amarelos – Rúben Neves (42m) e Pepe (90m); Domenico Criscito (42m) e Federico Chiesa (58m) e Domenico Berardi (70m)
Árbitro – William Collum (Escócia)
Na estreia absoluta da selecção de Portugal na novíssima competição da UEFA, Fernando Santos optou por apresentar uma formação renovada, incluindo como “titulares” quatro jogadores que não haviam integrado a convocatória para o Mundial (João Cancelo, Pizzi, Rúben Neves, Bruma) – sendo que também Rúben Dias e Mário Rui não alinharam em qualquer jogo na Rússia.
Ou seja, os “históricos” resumiam-se a dois elementos de campo (Pepe e William Carvalho), a que acresce o guarda-redes Rui Patrício – para além da jovem dupla que se começa a impor, formada por Bernardo Silva e André Silva.
Ainda assim, uma “revolução” não tão grande como a adoptada por Roberto Mancini que, dos “habituais” seleccionados da Itália – que, recorde-se, falhara o apuramento para a fase final do Mundial -, apenas reteve Simone Zaza e Ciro Immobile, tendo, por outro lado, feito “rodar” nada menos de nove dos jogadores que, há apenas três dias, tinham empatado com a Polónia, na jornada inaugural desta prova.
A “Liga das Nações” – com algo de misto de jogos de competição/”amigáveis” (terá relevância, quando mais não seja, pela oportunidade que proporciona de “repescagem” para o EURO, para as selecções às quais a qualificação corra mal) – parece surgir assim como um espaço privilegiado para o lançamento de novos valores.
Esta partida em concreto tinha inerente um outro aliciante: o facto de Portugal não conseguir ganhar um jogo oficial frente à Itália, no escalão de seniores, há mais de 60 anos (em Dezembro de 1957, em partida de qualificação para o Mundial de 1958, então com triunfo por 3-0, no que era, até à data, o único triunfo português)!
Pois, sem a “estrela” maior do firmamento do futebol lusitano, Cristiano Ronaldo, os jovens deram muito boa conta de si, tendo conseguido – enfim – “matar o borrego”…
Com um primeiro tempo de bom nível, a equipa portuguesa desaproveitou algumas boas ocasiões para se colocar em vantagem, com dois remates de William Carvalho a passarem perto do poste da baliza italiana, uma boa intervenção de Bonaventura, a “salvar” o golo em cima da linha, após de remate de Bernardo Silva, para além de uma bola na trave, na sequência de tentativa de desvio de Cristante.
Logo a abrir a segunda metade, surgiria então o golo, escasso para tanto labor ofensivo, mas o suficiente para alcançar a desejada vitória: Bruma recuperou a bola, avançou no terreno, acabando a bola por sobrar para André Silva, que remataria sem hipótese de defesa para o seu antigo colega do AC Milan, o jovem guardião Donnarumma.
O guarda-redes italiano evitaria ainda que Portugal tivesse ampliado a vantagem, numa excelente defesa a remate de Bernardo Silva, assim como, próximo do final, se arrojou ao chão, para impedir que Renato Sanches pudesse concretizar com êxito.
Perante uma selecção italiana ainda em processo “experimental” de construção, que quase nunca foi uma ameaça efectiva, Portugal, foi um justíssimo vencedor, não traduzindo o marcador a superioridade evidenciada.
Desempate por grandes penalidades nos Mundiais e Europeus – 2004-2018

(clicar na imagem para ampliar)
Num levantamento das situações de desempate da marca de grande penalidade verificadas nos Campeonatos da Europa de 2004, 2008, 2012 e 2016 e dos Campeonatos do Mundo de 2006, 2010, 2014 e 2018, registaram-se, no total, 23 casos de empate no final do prolongamento: 2 em cada uma das competições de 2004, 2008, 2010 e 2012; 3 em 2016; 4 em 2006, 2014 e 2018.
Das 219 tentativas, 154 foram convertidas em golo (70,3%); 41 foram defendidas pelos guarda-redes (18,7%) – o que significa um total de 195 remates enquadrados com a baliza (89,0%) – apenas tendo 24 remates tido outra direcção: 6 a embater na trave e 4 no poste; 9 ao lado, e outros 5 por alto.
Nas sequências de remates – sendo que apenas por oito vezes se completaram as 10 tentativas previstas regulamentarmente -, o remate mais bem sucedido tem sido o 2.º (78% de eficácia), seguido de perto pelo 3.º e 5.º remates (74%).
Nos casos em que se completou a série de dez remates, esta 10.ª tentativa regista uma percentagem de sucesso de 75% (6 golos em 8 remates), praticamente a par do 9.º remate (este, com a particularidade de ter sido a tentativa decisiva em 11 dos casos, com 74% de aproveitamento, nas 19 situações em que ocorreu).
No pólo oposto, aquele em que se tem verificado maior propensão ao erro é, sobretudo, o 8.º (com apenas 52% de aproveitamento – 11 em 21 ocasiões -, surgindo os guarda-redes particularmente “inspirados”, com 38% de defesas!), seguido da 6.ª tentativa (convertida em golo apenas em 65% dos casos).
O que nos conduz a uma outra tendência, já antes constatada, pese embora agora bastante atenuada (em função dos desfechos dos desempates do EURO 2016 e do Mundial 2018): a de as equipas que iniciam a marcação parecerem ser de alguma forma beneficiadas (pelo efeito psicológico da tensão nervosa que se gera em que vai rematar em desvantagem, pelo menos momentânea); efectivamente, em 13 destes 23 casos, a equipa que marcou primeiro acabou por vencer.
Em termos aritméticos, o pior resultado foi o da Suíça, frente à Ucrânia, no Mundial 2006, perdendo por 0-3, tendo permitido, nas três tentativas de que dispôs, duas defesas do guarda-redes, e rematado uma vez à trave.
Os jogos em que os rematadores foram mais eficazes foram o Itália-França (Mundial 2006), o Paraguai-Japão (Mundial 2010), o Costa Rica-Grécia (Mundial 2014), o Portugal-Polónia (EURO 2016) e, principalmente, o Suíça-Polónia (EURO 2016), em todos os casos apenas com uma falha (sendo que o último deles foi o único em que se completaram as dez tentativas).
Ao invés, aqueles em que estiveram mais desastrados foram, para além do referido Ucrânia-Suíca (4 falhas em 7 tentativas), o Portugal-Inglaterra (5 falhas, em 9 – com destaque para as 3 defesas de Ricardo aos 4 remates ingleses, um record) e o Brasil-Chile e o Croácia-Dinamarca (ambos com 5 falhas em 10 remates, salientando-se também, neste último caso, as três defesas de Danijel Subašić… e duas de Kasper Schmeichel).
A Inglaterra vinha sendo a principal “vítima” deste sistema de desempate, derrotada por 3 vezes (nos Europeus de 2004 e 2012 e no Mundial de 2006) – sendo que duas dessas vezes foram frente a Portugal – tendo, agora, no Mundial 2018, superado a Colômbia. Com dois desempates perdidos, temos a Itália (também, outros dois, ganhos) e a Suíça.
Portugal tem três êxitos nesta fórmula de desempate (EURO 2004 e Mundial 2006, ambos frente à Inglaterra, e EURO 2016, ante a Polónia), tendo perdido uma vez, com a Espanha (EURO 2012).
A Alemanha, Croácia, Espanha, Holanda e Itália tiveram duas vitórias cada, sendo que os alemães são os únicos que nunca perderam no decurso deste período de 14 anos (em que se realizaram oito fases finais destas competições).
Mundial 2018 – 1/8 de final – Uruguai – Portugal
2-1
Fernando Muslera; Martín Cáceres, José María Giménez, Diego Godín (c.) e Diego Laxalt; Nahitan Nández (81m – Carlos Andrés Sánchez), Lucas Torreira, Matías Vecino e Rodrigo Bentancur (63m – Cristian Rodríguez); Luis Suárez e Edinson Cavani (74m – Cristhian Stuani)
Rui Patrício; Ricardo Pereira, Pepe, José Fonte e Raphaël Guerreiro; Wiliam Carvalho, Bernardo Silva, Adrien Silva (65m – Ricardo Quaresma), João Mário (84m – Manuel Fernandes) e Gonçalo Guedes (74m – André Silva); Cristiano Ronaldo (c.)
1-0 – Edinson Cavani – 7m
1-1 – Pepe – 55m
2-1 – Edinson Cavani – 62m
Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90m)
Árbitro – César Ramos (México)
Fisht Olympic Stadium – Sochi (19h00)
Depois de se ter experimentado o doce sabor do triunfo num Campeonato da Europa, é bastante mais difícil “contentar-nos” com um desfecho menos “glorioso”.
As expectativas tinham, porventura (mesmo que apenas em termos de subconsciente), sido colocadas a um nível excessivamente elevado – embora, sem excepção, todos os elementos afectos à selecção tivessem procurado “baixar a fasquia”, enfatizando sempre que Portugal não era favorito (de facto, não era…) -, e, não tanto a nível de fase a atingir nesta competição, mas, principalmente, do nível exibicional que se “requeria”.
Em retrospectiva, o comportamento da equipa portuguesa na fase de Grupos deixara já patente que o conjunto luso se apresentava abaixo do padrão de forma que revelara há dois anos, no Europeu; sobretudo, denotando uma aflitiva incapacidade de “ter bola”, de controlar o jogo, assim como de explorar os espaços facultados pelos adversários (situação bem evidente na partida frente a Marrocos).
Na teoria, esta eliminatória era bem repartida, num daqueles casos em que o chavão dos “50/50” parecia encaixar na perfeição. Isto, sem prejuízo de se saber que o Uruguai tinha dois esteios na defesa (a dupla de centrais do At. Madrid, formada por Giménez e Godín), a par de duas “lanças” potencialmente letais apontadas na frente (Cavani e Suárez).
Esperava-se (desejava-se) que Portugal conseguisse estar ao seu melhor nível, especialmente que Cristiano Ronaldo sobressaísse e que o meio-campo alcançasse a solidez que ainda não evidenciara neste Mundial. E, já agora, que a defesa tivesse um rigoroso nível de concentração, que lhe permitisse antecipar as investidas contrárias.
A turma nacional até começou por ter uma aparente boa entrada em campo, com atitude positiva, procurando assumir a iniciativa. Porém, o golo sofrido logo à passagem do sétimo minuto, numa primeira falha defensiva – num lance fantástico de entendimento entre os dois homens mais ofensivos da formação sul-americana, com os portugueses “a ver jogar” -, viria condicionar todo o desenrolar do jogo.
Agora, após o termo do desafio, podemos já concluir que o Uruguai foi bem mais competente “a fazer de Portugal” que a nossa própria selecção: “sólido como uma rocha” na missão defensiva (com uma muralha que se foi gradualmente reforçando à medida que o tempo avançava); com eficácia quase absoluta nos (escassos) movimentos de ataque (para além dos golos, ficou apenas na retina um outro remate, bem defendido por Rui Patrício), não perdoando qualquer desatenção.
Ao invés, Portugal ficou aquém em quase todos os parâmetros, em relação ao que se ansiava. Depois do tento inaugural, e até final do primeiro tempo, o “onze” português – com notórios equívocos de posicionamento, jogando na largura do campo, mas sem profundidade, com Cristiano Ronaldo encostado à linha, a procurar “pegar no jogo”, mas sem ninguém na zona de finalização – embora procurasse, desta feita, assumir o controlo do jogo, não conseguiu nunca criar uma jogada com “cabeça, tronco e membros”, que se pudesse dizer que tivesse constituído uma efectiva oportunidade de golo.
A configuração do jogo alterar-se-ia na metade complementar da partida – necessariamente, para melhor – com a equipa portuguesa a conseguir, fruto da insistência que registara desde a fase inicial da segunda parte, igualar o marcador, na sequência de um canto curto, com Raphaël Guerreiro a cruzar atrasado, surgindo Pepe, no centro da área, a elevar-se mais alto que toda a defesa contrária, cabeceando inapelavelmente para a baliza.
Portugal estava, então, “por cima” e pensou-se que poderia seguir numa dinâmica de vitória. Porém, por ironia do destino – apenas sete minutos volvidos -, seria o mesmo Pepe a ter uma comprometedora perda de bola, potenciando um rápido contra-ataque uruguaio, com a bola a chegar ao flanco esquerdo, onde Cavani, ligeiramente descaído, liberto de marcação (Ricardo Pereira estava “demasiado longe”, numa zona mais interior), num gesto técnico de excelência, de primeira, rematou subtilmente, com a bola a desferir um arco e a ir anichar-se junto ao poste mais distante (quando Rui Patrício procurava cobrir o lado direito da sua baliza).
Na meia hora que restava para jogar, a selecção portuguesa teria então a sua “melhor” fase no torneio, intensificando a pressão ofensiva, com o Uruguai, deliberadamente, a remeter-se à defesa – no tal reforço de uma muralha que acabaria por se vir a revelar efectivamente intransponível. Foram cerca de trinta minutos em que os portugueses estiveram instalados no meio-campo contrário, mas com jogadas sempre inconsequentes, deixando transparecer uma sensação de impotência para contrariar o rumo dos acontecimentos, sempre a “correr atrás do prejuízo” e de um “relógio em marcha acelerada”.
No final, “reclamava-se” que o resultado era “injusto” em função do que ambas as formação tinham exibido dentro de campo, em especial atendendo à forma como Portugal porfiou no ataque, em contraponto ao comportamento de “equipa pequena” do Uruguai, que, durante largo tempo, “apenas” se preocupou em preservar a vantagem.
Mas, a “justiça” do marcador final pode ser interpretada de outra forma: os uruguaios executaram muito melhor as tarefas que lhe eram cometidas – em ambas as vertentes, quer no ataque (a tal eficácia quase total), como da defesa (praticamente impenetrável) – do que os portugueses (lentos a reagir na defesa, atabalhoados e sem profundidade na organização ofensiva, esbarrando sempre na barreira contrária).
Num balanço final, Portugal – eliminado nos 1/8 de final, tal como sucedera há oito anos, no Mundial da África do Sul, então frente à Espanha, equipa que se viria a sagrar Campeã Mundial – sai da competição na mesma fase que a Argentina (e, saber-se-ia pouco depois, que a própria Espanha), tendo, pela primeira vez na sua história, superado a Alemanha.
Um desempenho que, inevitavelmente, “sabe a pouco” (a fronteira entre um resultado sofrível e um “sucesso” ficaria um pouco mais adiante, pelo menos pelos 1/4 de final), e que terá de ter associada uma renovação da selecção portuguesa (são vários os jogadores que terão tido a sua última presença em Mundiais – nove dos seleccionados com 30 ou mais anos, como são os casos de Bruno Alves, Beto, Pepe, Quaresma, José Fonte, Manuel Fernandes e João Moutinho, para além do guardião Rui Patrício e da “incógnita” Cristiano Ronaldo, o qual, em 2022, se aproximará dos 37 anos e meio…).
Mas, fundamentalmente, uma nova “visão” de jogo, mais afirmativa e construtiva, baseada no talento de jovens que despontam – e que se deseja venham a confirmar o seu valor, em idade mais “madura” – como Rúben Dias, Gonçalo Guedes, André Silva, Gelson Martins, Bruno Fernandes ou, porventura o seu expoente maior, Bernardo Silva (para além dos já “consagrados” Raphaël Guerreiro, João Mário e Wiliam Carvalho, assim como de alguns outros nomes que não integraram o presente lote de convocados).
Mundial 2018 – Irão – Portugal
1-1
Ali Beiranvand; Ramin Rezaeian, Majid Hosseini, Morteza Pouraliganji e Ehsan Haji Safi (c.) (56m – Milad Mohammadi); Mehdi Taremi, Alireza Jahanbakhsh (70m – Saman Ghoddos), Saeid Ezatolahi (76m – Karim Ansarifard), Omid Ebrahimi e Vahid Amiri; Sardar Azmoun
Rui Patrício; Cédric Soares, Pepe, José Fonte e Raphaël Guerreiro; Wiliam Carvalho, Adrien Silva, João Mário (84m – João Moutinho) e Ricardo Quaresma (70m – Bernardo Silva); Cristiano Ronaldo (c.) e André Silva (90m – Gonçalo Guedes)
0-1 – Ricardo Quaresma – 45m
1-1 – Karim Ansarifard (pen.) – 90m
Cartões amarelos – Raphaël Guerreiro (33m), Ricardo Quaresma (64m), Cristiano Ronaldo (83m) e Cédric Soares (90m); Ehsan Haji Safi (52m) e Sardar Azmoun (54m)
Árbitro – Enrique Cáceres (Paraguai)
Mordovia Arena – Saransk (19h00)
Num desafio final da fase de grupos em que o empate bastava para garantir o apuramento para os 1/8 de final, a selecção portuguesa mostrou-se bem consciente de que o melhor caminho para alcançar o objectivo era o de buscar a vitória, sabendo, não obstante, das dificuldades que a esperavam, atendendo ao desempenho do Irão nos encontros anteriores.
A equipa nacional teve a melhor entrada em jogo de todas as três partidas – pese embora tenha sido esta a única em que não marcou logo de início -, assumindo decididamente a iniciativa, não dando tempo à formação iraniana de se organizar defensivamente, a qual, de forma algo surpreendente, começou por denotar sinais de intranquilidade, com o guarda-redes muito nervoso, a falhar a intercepção de bolas e a desentender-se com os seus colegas da defesa.
Nesse período inicial de cerca de 20 minutos, Portugal criaria algumas situações de apuro na defensiva contrária, as quais, contudo, não conseguiu materializar em golo, nomeadamente com Cristiano Ronaldo e João Mário perdulários.
Também desde cedo os jogadores do Irão começaram a evidenciar uma toada de forte agressividade, que se intensificaria com o decorrer do jogo, com entradas à margem das regras, a par da sistemática pressão que, do lado de fora das quatro linhas, ia sendo feita pelos elementos que se encontravam no banco, sobre a equipa de arbitragem e, também sobre os jogadores portugueses.
Com o decorrer do tempo, sem que o Irão tivesse criado qualquer situação relevante de perigo, o ritmo da partida começou a decair, com o grupo português, porventura, a começar a crer em ilusórias facilidades, na expectativa de que o golo acabaria por surgir.
E, curiosamente, o golo chegaria, mesmo ao findar no primeiro tempo, numa soberba “trivela” de Quaresma, num remate ainda de longe, cruzado, com a bola a desferir uma trajectória caprichosa, a fugir do guardião contrário, para, inapelavelmente, se anichar no fundo das redes. Um golo que aparecia na melhor altura, a dar maior confiança e serenidade à turma lusa, para o segundo tempo.
Pouco mais de cinco minutos decorridos na metade complementar, Portugal poderia ter alcançado a tranquilidade: Cristiano Ronaldo foi derrubado na área, não tendo o árbitro assinalado a correspondente sanção, lapso que seria corrigido pela intervenção do “VAR” (primeira de três, neste jogo); porém, na conversão da grande penalidade, o mesmo Ronaldo, com um remate não muito colocado (a bola dirigiu-se a meio entre o centro da linha de baliza e o poste), permitiu uma boa defesa a Ali Beiranvand.
Estávamos no minuto 53 e este seria um lance capital; em função da oportuna intervenção do seu guarda-redes, a partir daí, os iranianos galvanizar-se-iam, em contraponto a um conjunto português que se intranquilizaria, começando a “embarcar” no jogo duro e nas provocações dos jogadores do Irão, com Quaresma a “responder” a uma sucessão de entradas em falta, acabando por ver o cartão amarelo e “forçando” Fernando Santos a “preservá-lo”.
O mesmo sucederia com Cristiano Ronaldo, num lance duvidoso, aparentemente a procurar desforço, o que resultaria na segunda intervenção do “VAR”, com o árbitro a decidir-se por lhe “poupar” a expulsão, admoestando-o também com o cartão amarelo.
Na fase final do encontro, com o clima de tensão elevado ao máximo, então com o Irão a correr todos os riscos para procurar chegar ao golo – e, quando, tendo-se esgotado o tempo regulamentar, se julgaria que o “trabalho estava feito”, – o “VAR” teria a sua última intervenção no jogo, desta feita com o árbitro a julgar contra Portugal, interpretando erroneamente um cabeceamento de um iraniano (de cima para baixo), que embateu no braço de Cédric Soares, em plena grande área, apontando a marca da grande penalidade.
Quando, já em período de compensação – com Portugal então a ganhar e a Espanha a perder (frente a Marrocos) -, a selecção nacional parecia ter tudo para garantir o 1.º lugar do grupo, num ápice tudo se inverteria: os espanhóis marcavam o seu segundo tento, restabelecendo a igualdade, para, de imediato (já no minuto 93), os iranianos empatarem também.
Tendo o árbitro fixado o tempo de descontos em seis minutos (acabariam por ser um pouco mais de sete), o Irão acreditou que tudo era ainda possível, lançando bolas em profundidade para a área portuguesa; logo no minuto 94, num desses lances, na sequência de um ressalto, a bola sobrou para Mehdi Taremi que, ligeiramente descaído sobre o lado esquerdo, só frente a Rui Patrício – o qual apenas teve possibilidade de esboçar a “mancha”, procurando cobrir o ângulo da sua baliza -, remataria à malha lateral das redes, num instante em que o coração dos portugueses teve uma “paragem”.
Foi por “um cabelo” que Portugal não sofria o segundo golo (uma espécie de “matchpoint” desperdiçado), que, irremediavelmente, o teria afastado da fase seguinte!
No termo de um jogo com fases electrizantes, de elevadíssima tensão – em que Portugal acabou por passar por um enorme (e evitável) sofrimento, a par de um colossal susto -, tem de lastimar-se a atitude genericamente evidenciada pelo conjunto iraniano, pautada por excessiva agressividade, assim como pela “azia” revelada por Carlos Queiroz, a queixar-se abusivamente da arbitragem, quando nem se poderá considerar que a sua equipa tenha sido mais prejudicada.
Do mal o menos, embora baixando ao 2.º posto, a selecção nacional passava a ter encontro marcado, para Sábado, com o Uruguai (ao invés de defrontar a equipa da casa, Rússia). Um teste que se afigura ainda de maior grau de dificuldade, tendo em consideração o elevado potencial futebolístico do adversário, no qual será necessário que Portugal melhore ainda, substancialmente, a sua exibição, concentração e efectividade.
Mundial 2018 – Portugal – Marrocos
1-0
Rui Patrício; Cédric Soares, Pepe, José Fonte e Raphaël Guerreiro; Wiliam Carvalho, João Moutinho (89m – Adrien Silva), Bernardo Silva (59m – Gelson Martins), João Mário (70m – Bruno Fernandes) e Gonçalo Guedes; Cristiano Ronaldo (c.)
Monir El Kajoui; Nabil Dirar, Mehdi Benatia (c.), Manuel da Costa e Achraf Hakimi; Nouredinne Amrabat, Karim El Ahmadi (86m – Fayçal Fajr), Younes Belhanda (75m – Mehdi Carcela-González), Mbark Boussoufa e Hakim Ziyach; Khalid Boutaib (69m – Ayoub El Kaabi)
1-0 – Cristiano Ronaldo – 4m
Cartões amarelos – Adrien Silva (90m); Mehdi Benatia (40m)
Árbitro – Mark Geiger (EUA)
Luzhniki Stadium – Moskva (13h00)
Não há como contornar a evidência: a selecção de Portugal teve uma péssima exibição neste jogo, que, por felicidade, acabou por vencer.
Com Cristiano Ronaldo inspirado, o mais difícil parecia ter sido feito logo ao quarto minuto – outra vez, tal como sucedera na estreia, com a Espanha – quando, na sequência de um canto curto, João Moutinho, com um excelente cruzamento, colocou a bola na área de acção do avançado, que, numa espécie de “salto de peixe”, tendo de se baixar, cabeceou, apertado entre dois defesas contrários, fulminando a baliza.
Porém, inexplicavelmente, ao longo do tempo, esta partida acabaria por ter contornos de grande similitude face aos do primeiro desafio, com a formação portuguesa a denotar uma aflitiva incapacidade de “ter bola”, concedendo a iniciativa a uma atrevida equipa de Marrocos, sempre “por cima”, assumindo o controlo, empurrando os portugueses para a sua zona defensiva, fazendo-os desgastar-se, correndo incessantemente atrás da bola.
E, claro, criando lances de apuro próximo da grande área de Rui Patrício, com a defesa nacional a ver-se e desejar-se para acorrer a todas as solicitações que, só não dariam em golo, por manifesto desacerto dos marroquinos.
Tal como no jogo com a Espanha, como que a “papel químico”, também neste encontro Portugal podia ter ampliado a vantagem, outra vez com Cristiano Ronaldo a desmarcar Gonçalo Guedes, que, contudo – infeliz na concretização, pese embora deva ser creditado pelo intenso trabalho que desenvolveu, mais no apoio ao meio-campo -, rematou de forma a possibilitar que o guardião contrário, estendendo o braço, sacudisse a bola com uma “palmada”, impedindo a sua trajectória vitoriosa. Estavam, então, decorridos 39 minutos, e este lance constituiria como que o “canto do cisne”.
Se a primeira metade tinha sido já sofrível, o segundo tempo, então, seria penoso para o grupo luso, com um meio-campo praticamente “ausente”, sem sequer conseguir aproveitar o adiantamento contrário para esboçar o contra-ataque. Valeria, na circunstância, uma soberba intervenção de Rui Patrício, a negar o golo do empate, que, num par de outras ocasiões, apenas não viria igualmente a acontecer por clamorosas falhas dos jogadores marroquinos, em posição de alvejar a baliza, desastradamente rematando ao lado e/ou por cima.
Foi enorme o sufoco vivido até final, para aguentar a magra vantagem que deixa Portugal a um ponto do apuramento para os 1/8 de final, ao mesmo tempo que, paralelamente, com muito de injustiça, deixou já, matematicamente, a selecção de Marrocos afastada de tal aspiração.
No último jogo desta fase de grupos, face a uma selecção do Irão, treinada por Carlos Queiroz, que fez a “vida negra” à Espanha, posicionando-se em campo, por vezes, num inaudito sistema táctico de “6-3-1”, com uma defesa perfeitamente alinhada de seis elementos, a tapar os espaços a toda a largura do campo e – muitos poucos metros adiante -, uma segunda barreira defensiva, de mais três elementos (tendo os espanhóis sido felizes, marcando o seu único tento, numa espécie de “carambola”, tendo tido, depois, de sofrer também para preservar a vantagem), Portugal terá de operar uma significativa melhoria na sua atitude para procurar evitar passar por maiores sustos.
Mundial 2018 – Portugal – Espanha
3-3
Rui Patrício; Cédric Soares, Pepe, José Fonte e Raphaël Guerreiro; Wiliam Carvalho, João Moutinho, Bernardo Silva (69m – Ricardo Quaresma), Gonçalo Guedes (80m – André Silva) e Bruno Fernandes (68m – João Mário); Cristiano Ronaldo (c.)
David de Gea; Nacho, Gerard Piqué, Sergio Ramos (c.) e Jordi Alba; Sergio Busquets, Koke, Isco e Andrés Iniesta (70m – Thiago Alcântara); David Silva (86m – Lucas Vázquez) e Diego Costa (77m – Iago Aspas)
1-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 4m
1-1 – Diego Costa – 24m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 44m
2-2 – Diego Costa – 55m
2-3 – Nacho – 58m
3-3 – Cristiano Ronaldo – 88m
Cartões amarelos – Bruno Fernandes (28m); Sergio Busquets (17m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
Fisht Stadium – Sochi (19h00)
Frente a uma selecção de Espanha necessariamente ainda algo combalida pela mudança de seleccionador apenas dois dias antes da estreia no Mundial (na sequência do anúncio da contratação de Julen Lopetegui pelo Real Madrid, a Federação espanhola decidiu dispensá-lo com efeitos imediatos, sendo substituído por Fernando Hierro), seria difícil pedir-se melhor entrada em campo: apenas com três minutos decorridos, era assinalada uma grande penalidade (a sancionar falta de Nacho sobre Cristiano Ronaldo), a qual, superiormente convertida pelo próprio Cristiano, colocaria Portugal em vantagem.
Era um excelente tónico para este jogo inaugural, que se esperava pudesse reforçar os níveis de confiança da equipa portuguesa, a qual viria a dispor ainda de uma outra ocasião soberana de golo, por volta dos vinte minutos de jogo; porém, Gonçalo Guedes, pouco expedito, não conseguiu materializar tal oportunidade.
Não obstante, ainda com “todo o tempo” pela frente, os espanhóis não se desuniram, fiéis ao seu estilo de jogo, de posse e controlo. E, em aplicação da velha máxima de que “quem não marca sofre”, igualariam o marcador, com um tento de Diego Costa, todavia ferido de ilegalidade, não sancionada pelo árbitro, nem pelo “VAR”: antes da concretização, o brasileiro naturalizado espanhol dera uma cotovelada no brasileiro naturalizado português (Pepe), afastando-o do lance (cairia ao chão), ficando assim com espaço de manobra para visar com êxito a baliza de Rui Patrício.
Estávamos a meio da primeira parte e, até final, a formação de Espanha “pegou no jogo”, não dando liberdade aos portugueses, que, apenas de forma algo “incidental”, numa iniciativa de Cristiano Ronaldo, com um forte remate, de efeito caprichoso, a trair o guardião de Gea (que viu a bola escapar-se-lhe das mãos ao tentar detê-la), voltaria a criar perigo, sendo bem sucedido, recolocando a equipa lusa em vantagem. Um golo, mesmo a findar a metade inicial do desafio, que parecia chegar na altura ideal.
Contudo, na etapa complementar, a turma portuguesa não conseguiria nunca suster o ímpeto contrário, vendo-se gradualmente empurrada para a sua zona defensiva, perante a insistência de troca de bola dos espanhóis – no final do encontro, a estatística conferia-lhes uns claramente dominadores mais de 60% de posse de bola -, que ia “apertando”, outra vez com Diego Costa, perante uma passiva defesa, a restabelecer o empate, para, quase de imediato, numa excelente execução de Nacho, a Espanha consumar a reviravolta no marcador.
A partir daí, embora a tendência do jogo se mantivesse, sempre com controlo espanhol, a verdade é que não surgiram grandes ocasiões de golo, enquanto, por seu lado, o conjunto português ia procurando, mesmo que sem grande convicção, reverter o resultado negativo que passara a registar.
Num jogo bastante intenso, muito exigente a nível físico para ambos os lados, no qual a equipa nacional teve a virtude de não virar a cara à luta, nunca se “entregando”, Portugal voltaria a ser feliz, quando restavam apenas dois minutos para o final: na sequência de uma falta de Piqué sobre Ronaldo, muito próximo da área, ligeiramente descaída para o lado direito, o mesmo Cristiano – pleno de crença, concentração/foco e uma imensa vontade de ser o melhor -, com uma execução perfeita do livre, com a bola a sobrevoar/contornar a barreira e a sair fora do alcance do guarda-redes, completava o “hat-trick”, que proporcionava um algo lisonjeiro empate à nossa selecção.
No final, a alegria estampada no rosto de todos os portugueses – com Cristiano Ronaldo à cabeça, radiante com a sua magnífica exibição, coroada pelos três golos apontados a uma das melhores selecções do mundo, num jogo em que preencheu todo o campo, procurando apoiar também em momentos defensivos – era a prova cabal da importância deste resultado.
Quanto à exibição global da equipa, sobretudo a nível defensivo (incluindo a acção do meio-campo), Fernando Santos – que, no momento crucial do jogo, arriscara em busca do empate, vindo a ver a sua aposta bem sucedida – revelou estar bem consciente de quanto será necessário melhorar para dar sequência positiva a este jogo de estreia.
«Spain and Portugal Play a Draw for the Ages, Starring a Player for All Time» (Rory Smith – The New York Times)
Convocados para o Mundial 2018
Guarda-redes – Rui Patrício (Sporting), Anthony Lopes (Lyon) e Beto (Göztepe)
Defesas – Cédric Soares (Southampton), Ricardo Pereira (FC Porto), Pepe (Beşiktaş), José Fonte (Dalian Yifang), Bruno Alves (Glasgow Rangers), Rúben Dias (Benfica), Raphaël Guerreiro (Borussia Dortmund) e Mário Rui (Napoli)
Médios – William Carvalho (Sporting), João Moutinho (Mónaco), João Mário (West Ham), Manuel Fernandes (Lokomotiv Moscovo), Adrien Silva (Leicester City) e Bruno Fernandes (Sporting)
Avançados – Bernardo Silva (Manchester City), Gonçalo Guedes (Valencia), Gelson Martins (Sporting), Ricardo Quaresma (Beşiktaş), Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e André Silva (AC Milan)
O seleccionador nacional, Fernando Santos, anunciou esta noite o nome dos 23 jogadores convocados para a Fase Final do Campeonato do Mundo de Futebol, a disputar na Rússia, a partir do próximo dia 14 de Junho.
Em relação à anterior competição (Europeu 2016, no qual Portugal se sagrou Campeão), verifica-se uma importante remodelação, com a entrada de dez jogadores: Beto, Ricardo Pereira, Rúben Dias, Mário Rui, Manuel Fernandes, Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Gonçalo Guedes, Gelson Martins e André Silva.
Ao invés, deixaram de integrar os seleccionados: Eduardo, Vieirinha, Ricardo Carvalho, Eliseu, Danilo Pereira, Renato Sanches, André Gomes, Rafa Silva, Nani e Éder.
Comparando com o Mundial de há quatro anos, no Brasil, mantêm-se apenas os seguintes sete: os guardiões Rui Patrício e Beto, Bruno Alves, Pepe, João Moutinho, William Carvalho e Cristiano Ronaldo.
Na convocatória hoje anunciada, o Sporting conta com quatro jogadores, enquanto FC Porto e Benfica têm somente um cada. Há, portanto, um contingente de 17 elementos a actuar em clubes estrangeiros (quatro do campeonato de Inglaterra, três na Turquia, dois em Espanha, França e Itália, um da Alemanha, China, Escócia e Rússia) – face a um total de 15 na convocatória anterior -, com destaque para o Beşiktaş (com dois representantes).



