Mundial 2018 – Irão – Portugal

25 Junho, 2018 at 8:57 pm Deixe um comentário

Irão Portugal 1-1

Irão Ali Beiranvand; Ramin Rezaeian, Majid Hosseini, Morteza Pouraliganji e Ehsan Haji Safi (c.) (56m – Milad Mohammadi); Mehdi Taremi, Alireza Jahanbakhsh (70m – Saman Ghoddos), Saeid Ezatolahi (76m – Karim Ansarifard), Omid Ebrahimi e Vahid Amiri; Sardar Azmoun

Portugal Rui Patrício; Cédric Soares, Pepe, José Fonte e Raphaël Guerreiro; Wiliam Carvalho, Adrien Silva, João Mário (84m – João Moutinho) e Ricardo Quaresma (70m – Bernardo Silva); Cristiano Ronaldo (c.) e André Silva (90m – Gonçalo Guedes)

0-1 – Ricardo Quaresma – 45m
1-1 – Karim Ansarifard (pen.) – 90m

Cartões amarelos – Raphaël Guerreiro (33m), Ricardo Quaresma (64m), Cristiano Ronaldo (83m) e Cédric Soares (90m); Ehsan Haji Safi (52m) e Sardar Azmoun (54m)

Árbitro – Enrique Cáceres (Paraguai)

Mordovia Arena – Saransk (19h00)

Num desafio final da fase de grupos em que o empate bastava para garantir o apuramento para os 1/8 de final, a selecção portuguesa mostrou-se bem consciente de que o melhor caminho para alcançar o objectivo era o de buscar a vitória, sabendo, não obstante, das dificuldades que a esperavam, atendendo ao desempenho do Irão nos encontros anteriores.

A equipa nacional teve a melhor entrada em jogo de todas as três partidas – pese embora tenha sido esta a única em que não marcou logo de início -, assumindo decididamente a iniciativa, não dando tempo à formação iraniana de se organizar defensivamente, a qual, de forma algo surpreendente, começou por denotar sinais de intranquilidade, com o guarda-redes muito nervoso, a falhar a intercepção de bolas e a desentender-se com os seus colegas da defesa.

Nesse período inicial de cerca de 20 minutos, Portugal criaria algumas situações de apuro na defensiva contrária, as quais, contudo, não conseguiu materializar em golo, nomeadamente com Cristiano Ronaldo e João Mário perdulários.

Também desde cedo os jogadores do Irão começaram a evidenciar uma toada de forte agressividade, que se intensificaria com o decorrer do jogo, com entradas à margem das regras, a par da sistemática pressão que, do lado de fora das quatro linhas, ia sendo feita pelos elementos que se encontravam no banco, sobre a equipa de arbitragem e, também sobre os jogadores portugueses.

Com o decorrer do tempo, sem que o Irão tivesse criado qualquer situação relevante de perigo, o ritmo da partida começou a decair, com o grupo português, porventura, a começar a crer em ilusórias facilidades, na expectativa de que o golo acabaria por surgir.

E, curiosamente, o golo chegaria, mesmo ao findar no primeiro tempo, numa soberba “trivela” de Quaresma, num remate ainda de longe, cruzado, com a bola a desferir uma trajectória caprichosa, a fugir do guardião contrário, para, inapelavelmente, se anichar no fundo das redes. Um golo que aparecia na melhor altura, a dar maior confiança e serenidade à turma lusa, para o segundo tempo.

Pouco mais de cinco minutos decorridos na metade complementar, Portugal poderia ter alcançado a tranquilidade: Cristiano Ronaldo foi derrubado na área, não tendo o árbitro assinalado a correspondente sanção, lapso que seria corrigido pela intervenção do “VAR” (primeira de três, neste jogo); porém, na conversão da grande penalidade, o mesmo Ronaldo, com um remate não muito colocado (a bola dirigiu-se a meio entre o centro da linha de baliza e o poste), permitiu uma boa defesa a Ali Beiranvand.

Estávamos no minuto 53 e este seria um lance capital; em função da oportuna intervenção do seu guarda-redes, a partir daí, os iranianos galvanizar-se-iam, em contraponto a um conjunto português que se intranquilizaria, começando a “embarcar” no jogo duro e nas provocações dos jogadores do Irão, com Quaresma a “responder” a uma sucessão de entradas em falta, acabando por ver o cartão amarelo e “forçando” Fernando Santos a “preservá-lo”.

O mesmo sucederia com Cristiano Ronaldo, num lance duvidoso, aparentemente a procurar desforço, o que resultaria na segunda intervenção do “VAR”, com o árbitro a decidir-se por lhe “poupar” a expulsão, admoestando-o também com o cartão amarelo.

Na fase final do encontro, com o clima de tensão elevado ao máximo, então com o Irão a correr todos os riscos para procurar chegar ao golo – e, quando, tendo-se esgotado o tempo regulamentar, se julgaria que o “trabalho estava feito”, – o “VAR” teria a sua última intervenção no jogo, desta feita com o árbitro a julgar contra Portugal, interpretando erroneamente um cabeceamento de um iraniano (de cima para baixo), que embateu no braço de Cédric Soares, em plena grande área, apontando a marca da grande penalidade.

Quando, já em período de compensação – com Portugal então a ganhar e a Espanha a perder (frente a Marrocos) -, a selecção nacional parecia ter tudo para garantir o 1.º lugar do grupo, num ápice tudo se inverteria: os espanhóis marcavam o seu segundo tento, restabelecendo a igualdade, para, de imediato (já no minuto 93), os iranianos empatarem também.

Tendo o árbitro fixado o tempo de descontos em seis minutos (acabariam por ser um pouco mais de sete), o Irão acreditou que tudo era ainda possível, lançando bolas em profundidade para a área portuguesa; logo no minuto 94, num desses lances, na sequência de um ressalto, a bola sobrou para Mehdi Taremi que, ligeiramente descaído sobre o lado esquerdo, só frente a Rui Patrício – o qual apenas teve possibilidade de esboçar a “mancha”, procurando cobrir o ângulo da sua baliza -, remataria à malha lateral das redes, num instante em que o coração dos portugueses teve uma “paragem”.

Foi por “um cabelo” que Portugal não sofria o segundo golo (uma espécie de “matchpoint” desperdiçado), que, irremediavelmente, o teria afastado da fase seguinte!

No termo de um jogo com fases electrizantes, de elevadíssima tensão – em que Portugal acabou por passar por um enorme (e evitável) sofrimento, a par de um colossal susto -, tem de lastimar-se a atitude genericamente evidenciada pelo conjunto iraniano, pautada por excessiva agressividade, assim como pela “azia” revelada por Carlos Queiroz, a queixar-se abusivamente da arbitragem, quando nem se poderá considerar que a sua equipa tenha sido mais prejudicada.

Do mal o menos, embora baixando ao 2.º posto, a selecção nacional passava a ter encontro marcado, para Sábado, com o Uruguai (ao invés de defrontar a equipa da casa, Rússia). Um teste que se afigura ainda de maior grau de dificuldade, tendo em consideração o elevado potencial futebolístico do adversário, no qual será necessário que Portugal melhore ainda, substancialmente, a sua exibição, concentração e efectividade.

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