Archive for 30 Junho, 2018

Mundial 2018 – 1/8 de final – Uruguai – Portugal

Uruguai Portugal 2-1

Uruguai Fernando Muslera; Martín Cáceres, José María Giménez, Diego Godín (c.) e Diego Laxalt; Nahitan Nández (81m – Carlos Andrés Sánchez), Lucas Torreira, Matías Vecino e Rodrigo Betancur (63m – Cristian Rodríguez); Luis Suárez e Edinson Cavani (74m – Cristhian Stuani)

Portugal Rui Patrício; Ricardo Pereira, Pepe, José Fonte e Raphaël Guerreiro; Wiliam Carvalho, Bernardo Silva, Adrien Silva (65m – Ricardo Quaresma), João Mário (84m – Manuel Fernandes) e Gonçalo Guedes (74m – André Silva); Cristiano Ronaldo (c.)

1-0 – Edinson Cavani – 7m
1-1 – Pepe – 55m
2-1 – Edinson Cavani – 62m

Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90m)

Árbitro – César Ramos (México)

Fisht Olympic Stadium – Sochi (19h00)

Depois de se ter experimentado o doce sabor do triunfo num Campeonato da Europa, é bastante mais difícil “contentar-nos” com um desfecho menos “glorioso”.

As expectativas tinham, porventura (mesmo que apenas em termos de subconsciente), sido colocadas a um nível excessivamente elevado – embora, sem excepção, todos os elementos afectos à selecção tivessem procurado “baixar a fasquia”, enfatizando sempre que Portugal não era favorito (de facto, não era…) -, e, não tanto a nível de fase a atingir nesta competição, mas, principalmente, do nível exibicional que se “requeria”.

Em retrospectiva, o comportamento da equipa portuguesa na fase de Grupos deixara já patente que o conjunto luso se apresentava abaixo do padrão de forma que revelara há dois anos, no Europeu; sobretudo, denotando uma aflitiva incapacidade de “ter bola”, de controlar o jogo, assim como de explorar os espaços facultados pelos adversários (situação bem evidente na partida frente a Marrocos).

Na teoria, esta eliminatória era bem repartida, num daqueles casos em que o chavão dos “50/50” parecia encaixar na perfeição. Isto, sem prejuízo de se saber que o Uruguai tinha dois esteios na defesa (a dupla de centrais do At. Madrid, formada por Giménez e Godín), a par de duas “lanças” potencialmente letais apontadas na frente (Cavani e Suárez).

Esperava-se (desejava-se) que Portugal conseguisse estar ao seu melhor nível, especialmente que Cristiano Ronaldo sobressaísse e que o meio-campo alcançasse a solidez que ainda não evidenciara neste Mundial. E, já agora, que a defesa tivesse um rigoroso nível de concentração, que lhe permitisse antecipar as investidas contrárias.

A turma nacional até começou por ter uma aparente boa entrada em campo, com atitude positiva, procurando assumir a iniciativa. Porém, o golo sofrido logo à passagem do sétimo minuto, numa primeira falha defensiva – num lance fantástico de entendimento entre os dois homens mais ofensivos da formação sul-americana, com os portugueses “a ver jogar” -, viria condicionar todo o desenrolar do jogo.

Agora, após o termo do desafio, podemos já concluir que o Uruguai foi bem mais competente “a fazer de Portugal” que a nossa própria selecção: “sólido como uma rocha” na missão defensiva (com uma muralha que se foi gradualmente reforçando à medida que o tempo avançava); com eficácia quase absoluta nos (escassos) movimentos de ataque (para além dos golos, ficou apenas na retina um outro remate, bem defendido por Rui Patrício), não perdoando qualquer desatenção.

Ao invés, Portugal ficou aquém em quase todos os parâmetros, em relação ao que se ansiava. Depois do tento inaugural, e até final do primeiro tempo, o “onze” português – com notórios equívocos de posicionamento, jogando na largura do campo, mas sem profundidade, com Cristiano Ronaldo encostado à linha, a procurar “pegar no jogo”, mas sem ninguém na zona de finalização – embora procurasse, desta feita, assumir o controlo do jogo, não conseguiu nunca criar uma jogada com “cabeça, tronco e membros”, que se pudesse dizer que tivesse constituído uma efectiva oportunidade de golo.

A configuração do jogo alterar-se-ia na metade complementar da partida – necessariamente, para melhor – com a equipa portuguesa a conseguir, fruto da insistência que registara desde a fase inicial da segunda parte, igualar o marcador, na sequência de um canto curto, com Raphaël Guerreiro a cruzar atrasado, surgindo Pepe, no centro da área, a elevar-se mais alto que toda a defesa contrária, cabeceando inapelavelmente para a baliza.

Portugal estava, então, “por cima” e pensou-se que poderia seguir numa dinâmica de vitória. Porém, por ironia do destino – apenas sete minutos volvidos -, seria o mesmo Pepe a ter uma comprometedora perda de bola, potenciando um rápido contra-ataque uruguaio, com a bola a chegar ao flanco esquerdo, onde Cavani, ligeiramente descaído, liberto de marcação (Ricardo Pereira estava “demasiado longe”, numa zona mais interior), num gesto técnico de excelência, de primeira, rematou subtilmente, com a bola a desferir um arco e a ir anichar-se junto ao poste mais distante (quando Rui Patrício procurava cobrir o lado direito da sua baliza).

Na meia hora que restava para jogar, a selecção portuguesa teria então a sua “melhor” fase no torneio, intensificando a pressão ofensiva, com o Uruguai, deliberadamente, a remeter-se à  defesa – no tal reforço de uma muralha que acabaria por se vir a revelar efectivamente intransponível. Foram cerca de trinta minutos em que os portugueses estiveram instalados no meio-campo contrário, mas com jogadas sempre inconsequentes, deixando transparecer uma sensação de impotência para contrariar o rumo dos acontecimentos, sempre a “correr atrás do prejuízo” e de um “relógio em marcha acelerada”.

No final, “reclamava-se” que o resultado era “injusto” em função do que ambas as formação tinham exibido dentro de campo, em especial atendendo à forma como Portugal porfiou no ataque, em contraponto ao comportamento de “equipa pequena” do Uruguai, que, durante largo tempo, “apenas” se preocupou em preservar a vantagem.

Mas, a “justiça” do marcador final pode ser interpretada de outra forma: os uruguaios executaram muito melhor as tarefas que lhe eram cometidas – em ambas as vertentes, quer no ataque (a tal eficácia quase total), como da defesa (praticamente impenetrável) – do que os portugueses (lentos a reagir na defesa, atabalhoados e sem profundidade na organização ofensiva, esbarrando sempre na barreira contrária).

Num balanço final, Portugal – eliminado nos 1/8 de final, tal como sucedera há oito anos, no Mundial da África do Sul, então frente à Espanha, equipa que se viria a sagrar Campeã Mundial – sai da competição na mesma fase que a Argentina (e, saber-se-ia pouco depois, que a própria Espanha), tendo, pela primeira vez na sua história, superado a Alemanha.

Um desempenho que, inevitavelmente, “sabe a pouco” (a fronteira entre um resultado sofrível e um “sucesso” ficaria um pouco mais adiante, pelo menos pelos 1/4 de final), e que terá de ter associada uma renovação da selecção portuguesa (são vários os jogadores que terão tido a sua última presença em Mundiais – nove dos seleccionados com 30 ou mais anos, como são os casos de Bruno Alves, Beto, Pepe, Quaresma, José Fonte, Manuel Fernandes e João Moutinho, para além do guardião Rui Patrício e da “incógnita” Cristiano Ronaldo, o qual, em 2022, se aproximará dos 37 anos e meio…).

Mas, fundamentalmente, uma nova “visão” de jogo, mais afirmativa e construtiva, baseada no talento de jovens que despontam – e que se deseja venham a confirmar o seu valor, em idade mais “madura” – como Rúben Dias, Gonçalo Guedes, André Silva, Gelson Martins, Bruno Fernandes ou, porventura o seu expoente maior, Bernardo Silva (para além dos já “consagrados” Raphaël Guerreiro, João Mário e Wiliam Carvalho, assim como de alguns outros nomes que não integraram o presente lote de convocados).

30 Junho, 2018 at 8:55 pm Deixe um comentário

Mundial 2018 – 1/8 de final – França – Argentina

França Argentina 4-3

França Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Raphaël Varane, Samuel Umtiti, Lucas Hernández, Kylian Mbappé (89m – Florian Thauvin), N’Golo Kanté, Paul Pogba, Blaise Matuidi (75m – Corentin Tolisso), Antoine Griezmann (83m – Nabil Fekir) e Olivier Giroud

Argentina Franco Armani, Gabriel Mercado, Nicolás Otamendi, Marcos Rojo (45m – Federico Fazio), Nicolás Tagliafico, Enzo Pérez (66m – Sergio Agüero), Javier Mascherano, Éver Banega, Cristian Pavón (75m – Maximiliano Meza), Ángel Di María e Lionel Messi

1-0 – Antoine Griezmann (pen.) – 13m
1-1 – Ángel Di María – 41m
1-2 – Gabriel Mercado – 48m
2-2 – Benjamin Pavard – 57m
3-2 – Kylian Mbappé – 64m
4-2 – Kylian Mbappé – 68m
4-3 – Sergio Agüero – 90m

Cartões amarelos – Blaise Matuidi (72m), Benjamin Pavard (73m) e Olivier Giroud (90m); Marcos Rojo (11m), Nicolás Tagliafico (19m), Javier Mascherano (43m), Éver Banega (50m) e Nicolás Otamendi (90m)

Árbitro – Alireza Faghani (Irão)

Kazan Arena – Kazan (15h00)

Num jogo quase de “sentido único”, com a Argentina – confirmando as grandes dificuldades que evidenciara para alcançar o apuramento, obtido praticamente “in extremis”, no desafio frente à Nigéria – sempre a aparentar estar “perdida dentro de campo”, não surpreendeu que a França tivesse chegado cedo à vantagem. O que surpreenderia – e muito – foi a forma como os franceses se viram a perder, com um primeiro tento de Di María, a findar a primeira parte e um outro, de Mercado, logo a abrir o segundo tempo.

Mas, muito mais equipa, a selecção francesa não se “descompôs” e, num intervalo de apenas onze minutos, reverteu um marcador de 1-2 para uns categóricos 4-2, com Mbappé a exibir-se ao mais alto nível (construíra já o lance que originara a grande penalidade que resultou no tento inaugural, vindo ainda a marcar dois golos).

O terceiro golo da Argentina, apontado já em tempo de compensação, apenas viria a dar ao “placard” final uma ilusória sensação de equilíbrio.

30 Junho, 2018 at 4:53 pm Deixe um comentário

Diário de Notícias – O fim de uma era

DN-30-06-2018

Capa da última edição diária impressa do Diário de Notícias que, a partir de amanhã – ao fim de 154 anos de publicação -, passa a semanário, com edição quotidiana apenas online.

30 Junho, 2018 at 10:05 am Deixe um comentário


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