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Liga dos Campeões – 1/8 final (1.ª mão) – Benfica – Ajax
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (90m – Diogo Gonçalves), Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva, Julian Weigl, Adel Taarabt (85m – Paulo Bernardo), Everton Soares (62m – Roman Yaremchuk), Gonçalo Ramos e Darwin Núñez (90m – Valentino Lazaro)
Ajax – Remko Pasveer, Noussair Mazraoui (90m – Devyne Rensch), Jurriën Timber, Lisandro Martínez, Daley Blind (73m – Nicolás Tagliafico), Edson Álvarez, Steven Berghuis, Ryan Gravenberch (73m – Davy Klaassen), Antony Matheus dos Santos, Dušan Tadić e Sébastien Haller
0-1 – Dušan Tadić – 18m
1-1 – Sébastien Haller (p.b.) – 26m
1-2 – Sébastien Haller – 29m
2-2 – Roman Yaremchuk – 72m
Cartões amarelos – Darwin Núñez (46m), Gonçalo Ramos (49m) e Roman Yaremchuk (72m); Noussair Mazraoui (23m), Steven Berghuis (45m) e Antony Matheus dos Santos (87m)
Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)
O resultado final foi claramente lisonjeiro para o Benfica. Não sei se é “suposto” festejarmos (enquanto benfiquistas) um empate em casa. Mas é também de “noites europeias” como esta que se forjou a mística e prestígio internacional do Benfica.
Contrariamente ao proclamado por Nélson Veríssimo, a abordagem do jogo por parte das duas equipas cedo denotou que esta não era uma eliminatória “50/50”. A diferença de intensidade competitiva foi demasiado flagrante, como se se enfrentassem uma equipa assustada, retraída, e outra, plena de confiança na sua superioridade, com uma dinâmica imparável.
O “onze” benfiquista, evidenciando dificuldades de organização, cometia falhas sucessivas, nem sempre resultado de “erros forçados” pelo adversário. Cabal exemplo, nessa fase inicial do jogo, foi dado pelo primeiro golo dos neerlandeses, aproveitando uma perda de bola (situação já antes repetida) de Grimaldo (não tendo conseguido fazer a recepção apropriada), com Tadić a surgir completamente liberto de marcação ao segundo poste, a alvejar a baliza num remate de primeira, algo “acrobático”, após cruzamento largo.
Seria da forma mais improvável que, escassos minutos volvidos, o Benfica reporia a igualdade no marcador: o defesa central, Vertonghen (antigo jogador do Ajax, onde completou a sua formação, tendo integrado a equipa principal do clube de Amesterdão de 2007 a 2012 – antes de enfileirar, durante oito temporadas, no Tottenham), aventurando-se pelo meio-campo contrário (acorrera à marcação de um pontapé de canto), driblou um adversário na zona central, ensaiou um remate que foi rechaçado, recuperou a bola, descaindo para a esquerda, avançou até à linha de fundo, procurando “cruzar” para a zona da pequena área – onde não havia nenhum jogador benfiquista, mas vários do Ajax, tendo a bola tabelado… no “ponta de lança” Haller, autor involuntário de um auto-golo!
Foi “sol de pouca dura”. Apenas mais três minutos decorridos o próprio Haller recolocava a sua equipa em vantagem, marcando, agora, na “baliza certa” (na sua perspectiva, claro), aproveitando uma defesa incompleta de Vlachodimos. Foi o 7.º jogo do franco-marfinense na Liga dos Campeões e, de forma incrível, o 7.º jogo a marcar consecutivamente na competição – registo nunca antes visto –, num total de 11 golos, que leva já nesta sua época de estreia no torneio (não obstante contar já 27 anos, tendo antes passado, no decurso da sua carreira, pelo Utrecht, Eintracht Frankfurt e West Ham).
Até ao termo da primeira metade subsistiria o desequilíbrio, a par de algum descontrolo da parte do Benfica, que bem poderia ter saído para o intervalo com, pelo menos, outros tantos tentos sofridos (não fossem as intervenções do guarda-redes grego, uma bola no poste, e uma recarga falhada de Haller).
A segunda parte seria substancialmente diferente: a ideia que fica é que o Ajax, perante tamanhas facilidades com que lidara até então, como que se “acomodou”, limitando-se a adormecer o jogo, confiante, não só de que a vitória não lhe escaparia, como, com naturalidade, seria ampliada a margem. Mas não… Era não contar com o impacto do apoio entusiasta dos adeptos benfiquistas, levando a equipa “ao colo”, capacitando-a animicamente e impulsionando-a a reverter a situação.
E, claro, necessariamente, também com uma mudança de atitude dentro de campo, de grande entrega, com um inesperado “playmaker” a revelar-se em Taarabt, deambulando por todo o campo, a puxar também pelos companheiros, a solicitar a velocidade de Rafa na direita e a fogosidade (mesmo que, por vezes, inconsequente, por menor inteligência emocional) de Darwin a partir do flanco esquerdo. Tudo isto coroado com a alteração estratégica delineada por Nélson Veríssimo: a entrada de Yaremchuk, enquanto o incansável Gonçalo Ramos descaía para a zona intermediária, agora em apoio à dupla mais ofensiva. A que acresceria, uma vez mais, a intervenção “salvadora” de Vlachodimos (por volta do minuto 65), a evitar o que poderia ter sido o terceiro golo adversário, o que, a acontecer, teria selado o desenlace da partida.
Bastariam dez minutos após a entrada do ucraniano em campo – curiosamente, num lance de insistência, depois de um potente remate de meia distância de Gonçalo Ramos (assistido por Rafa, embalado em velocidade, após uma recuperação de bola na sequência de canto a favor do Ajax), que “levava fogo”, o qual o guardião neerlandês não conseguiu igualmente suster, mais não conseguindo que repelir a bola para a sua frente – para, muito focado, de forma bastante oportuna, se antecipar ao guarda-redes, cabeceando sem apelo para o fundo da baliza. O golo que, certamente, mais terá desejado marcar em toda a sua carreira, dedicando-o ao povo da Ucrânia, numa hora grave para o país, enfrentando a inadmissível agressão russa.
Daí até final, ainda com cerca de vinte minutos por jogar, o Ajax, tendo quebrado o ritmo que impusera na primeira parte, denotaria maiores dificuldades em voltar a reactivar a dinâmica inicial, num contexto agora já distinto. Vlachodimos ainda seria chamado a mais duas intervenções, a remates de Antony, mas o 2-2 não se alteraria até final, colocando assim travão à caminhada triunfal do Ajax na presente edição da prova, depois de ter vencido todos os seis jogos da fase de grupos (frente a Sporting, Borussia Dortmund e Beşiktaş).
Os adeptos benfiquistas saíam satisfeitos com o desempenho da equipa – e, sobretudo, com a capacidade de reagir à adversidade que demonstrou -, e, porque não dizê-lo, com o próprio resultado, não se tendo confirmado os piores “temores”. Mais, independentemente das dificuldades que serão de esperar no desafio da 2.ª mão, em Amesterdão – com o Ajax óbvio favorito –, terá aumentado de forma interessante a expectativa de poder levar de vencida esta eliminatória, no que, a concretizar-se, não deixaria de se traduzir num sensacional desfecho.
Liga Conferência Europa – “Play-off” intercalar (1.ª mão)
Olympique Marseille – Qarabağ – 3-1
PSV Eindhoven – Maccabi Tel-Aviv – 1-0
Fenerbahçe – Slavia Praha – 2-3
Midtjylland – PAOK – 1-0
Leicester City – Randers – 4-1
Celtic – Bodø/Glimt – 1-3
Sparta Praha – Partizan – 0-1
Rapid Wien – Vitesse – 2-1
Liga Europa – “Play-off” intercalar (1.ª mão)
Sevilla – D. Zagreb – 3-1
Atalanta – Olympiakos – 2-1
RB Leipzig – Real Sociedad – 2-2
Barcelona – Napoli – 1-1
Zenit – Betis – 2-3
Borussia Dortmund – Rangers – 2-4
Sheriff Tiraspol – Sp. Braga – 2-0
FC Porto – Lazio – 2-1
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 de Final
Salzburg – Bayern
Sporting – Manchester City
Benfica – Ajax
Chelsea – Lille
At. Madrid – Manchester United
Villarreal – Juventus
Inter – Liverpool
Paris Saint-Germain – Real Madrid
Devido a erro nos procedimentos do sorteio (a bola referente ao Manchester United tinha sido indevidamente colocada no pote de adversários do Villarreal, tendo estes dois clubes sido inicialmente emparelhados – o que, regulamentarmente, não era possível, dado terem disputado o mesmo grupo –, vindo, de imediato, tal bola a faltar depois no pote de adversários possíveis do At. Madrid), este teve de ser repetido, ficando, pois, sem efeito o primeiro sorteio realizado, o qual resultara no seguinte alinhamento de jogos:
Benfica – Real Madrid
Villarreal – Manchester City
At. Madrid – Bayern
Salzburg – Liverpool
Inter – Ajax
Sporting – Juventus
Chelsea – Lille
Paris Saint-Germain – Manchester United
Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 15, 16, 22 e 23 de Fevereiro de 2022. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 8, 9, 15 e 16 de Março.
Liga Conferência Europa – Sorteio do “Play-off” intercalar
Olympique Marseille – Qarabağ
PSV Eindhoven – Maccabi Tel-Aviv
Fenerbahçe – Slavia Praha
Midtjylland – PAOK
Leicester City – Randers
Celtic – Bodø/Glimt
Sparta Praha – Partizan
Rapid Wien – Tottenham/Vitesse
Os jogos da primeira mão serão disputados a 17 de Fevereiro de 2022, estando a segunda mão agendada para 24 de Fevereiro.
Liga Europa – Sorteio do “Play-off” intercalar
Sevilla – D. Zagreb
Atalanta – Olympiakos
RB Leipzig – Real Sociedad
Barcelona – Napoli
Zenit – Betis
Borussia Dortmund – Rangers
Sheriff Tiraspol – Sp. Braga
FC Porto – Lazio
Os jogos da primeira mão serão disputados a 17 de Fevereiro de 2022, estando a segunda mão agendada para 24 de Fevereiro.
Liga Conferência Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Alashkert – Maccabi Tel-Aviv – 1-1
LASK Linz – HJK Helsinki – 3-0
1º LASK Linz, 16; 2º Maccabi Tel-Aviv, 11; 3º HJK Helsinki, 6; 4º Alashkert, 1
Grupo B
Partizan – Anorthosis – 1-1
Gent – Flora Tallinn – 1-0
1º Gent, 13; 2º Partizan, 8; 3.º Anorthosis, 6; 4º Flora Tallinn, 5
Grupo C
CSKA-Sofia – Roma – 2-3
Zorya Luhansk – Bodø/Glimt – 1-1
1º Roma, 13; 2º Bodø/Glimt, 12; 3º Zorya Luhansk, 7; 4º CSKA-Sofia, 1
Grupo D
CFR Cluj – Jablonec – 2-0
AZ Alkmaar – Randers – 1-0
1º AZ Alkmaar, 14; 2º Randers, 7; 3º Jablonec, 6; 4º CFR Cluj, 4
Grupo E
Feyenoord – Maccabi Haifa – 2-1
Union Berlin – Slavia Praha – 1-1
1º Feyenoord, 14; 2º Slavia Praha, 8; 3º Union Berlin, 7; 4º Maccabi Haifa, 4
Grupo F
København – Slovan Bratislava – 2-0
PAOK – Lincoln Red Imps – 2-0
1º København, 15; 2º PAOK, 11; 3º Slovan Bratislava, 8; 4º Lincoln Red Imps, 0
Vitesse – Mura Murska – 3-1
Tottenham – Rennes – (jogo não disputado devido a surto de COVID-19 no Tottenham – atribuída derrota 0-3)
1º Rennes, 14; 2º Vitesse, 10; 3º Tottenham, 7; 4º Mura Murska, 3
Grupo H
Basel – Qarabağ – 3-0
Omonia – Kairat Almaty – 0-0
1º Basel, 14; 2º Qarabağ, 11; 3º Omonia, 4; Kairat Almaty, 2
Garantiram o apuramento directo para os 1/8 de final os seguintes oito clubes, vencedores dos respectivos grupos: LASK Linz, Gent, Roma, AZ Alkmaar, Feyenoord, København, Rennes e Basel.
Confirmaram a participação no “play-off” intercalar (com um dos 3.º classificados da Liga Europa) as seguintes equipas: Maccabi Tel-Aviv, Partizan, Bodø/Glimt, Randers, Slavia Praha, PAOK e Qarabağ. Falta ainda apurar a última vaga, a determinar entre Vitesse e Tottenham (apurando-se este caso vença o jogo que foi adiado, com o Rennes).
Actualização a 20.12.2021 – Com a atribuição de derrota ao Tottenham, no jogo que não foi possível disputar, a última equipa apurada para tal “play-off” é o Vitesse.
Liga Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Sparta Praha – Brøndby – 2-0
O. Lyon – Rangers – 1-1
1º O. Lyon, 16; 2º Rangers, 8; 3º Sparta Praha, 7; 4º Brøndby, 2
Grupo B
Sturm Graz – Monaco – 1-1
Real Sociedad – PSV – 3-0
1º Monaco, 12; 2º Real Sociedad, 9; 3º PSV, 8; 3º 4º Sturm Graz, 2
Grupo C
Napoli – Leicester – 3-2
Legia Warsaw – Spartak Moskva – 0-1
1º Spartak Moskva, 10; 2º Napoli, 10; 3º Leicester, 8; 4º Legia Warsaw, 6
Grupo D
Antwerp – Olympiakos – 1-0
Fenerbahçe – E. Frankfurt – 1-1
1º E. Frankfurt, 12; 2º Olympiakos, 9; 3º Fenerbahçe, 6; 4º Antwerp, 5
Grupo E
Lazio – Galatasaray – 0-0
O. Marseille – Lokomotiv Moskva – 1-0
1º Galatasaray, 12; 2º Lazio, 9; 3º O. Marseille, 7; 4º Lokomotiv Moskva, 2
Grupo F
Sp. Braga – Crvena zvezda – 1-1
Ludogorets – Midtjylland – 0-0
1º Crvena zvezda, 11; 2º Sp. Braga, 10; 3º Midtjylland, 9; 4º Ludogorets, 2
Grupo G
Ferencváros – B. Leverkusen – 1-0
Celtic – Betis – 3-2
1º B. Leverkusen, 13; 2º Betis, 10; 3º Celtic, 9; 4º Ferencváros, 3
Grupo H
West Ham – D. Zagreb – 0-1
Genk – Rapid Wien – 0-1
1º West Ham, 13; 2º D. Zagreb, 10; 3º Rapid Wien, 6; 4º Genk, 5
Garantiram o apuramento directo para os 1/8 de final os seguintes oito clubes, vencedores dos respectivos grupos: Lyon, Monaco, Spartak Moskva, E. Frankfurt, Galatasaray, Crvena zvezda, Bayer Leverkusen e West Ham.
Por seu lado, confirmaram a presença no “play-off” intercalar, a disputar com os 3.º classificados da Liga dos Campeões, as seguintes equipas: Rangers, Real Sociedad, Napoli, Olympiakos, Lazio, Sp. Braga, Betis e D. Zagreb.
O Sparta Praha, PSV, Leicester, Fenerbahçe, O. Marseille, Midtjylland, Celtic e o Rapid Wien, enquanto 3.º classificados, transitam para a Liga Conferência Europa, onde disputarão o “play-off” intercalar com um dos 2.º classificados dos vários grupos dessa competição.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris Saint-Germain – Brugge – 4-1
RB Leipzig – Manchester City – 2-1
1º Manchester City, 12; 2º Paris Saint-Germain, 11; 3º RB Leipzig, 7; 4º Brugge, 4
Grupo B
FC Porto – Atlético Madrid – 1-3
AC Milan – Liverpool – 1-2
1º Liverpool, 18; 2º Atlético Madrid, 7; 3º FC Porto, 5; 3º AC Milan, 4
Grupo C
Ajax – Sporting – 4-2
Borussia Dortmund – Beşiktaş – 5-0
1º Ajax, 18; 2º Sporting, 9; 3º Borussia Dortmund, 9; 4º Beşiktaş, 0
Grupo D
Shakhtar Donetsk – Sheriff Tiraspol – 1-1
Real Madrid – Inter – 2-0
1º Real Madrid, 15; 2º Inter, 10; 3º Sheriff Tiraspol, 7; 4º Shakhtar Donetsk, 2
Grupo E
Benfica – Dynamo Kyiv – 2-0
Bayern München – Barcelona – 3-0
1º Bayern München, 18; 2º Benfica, 8; 3º Barcelona, 7; 4º Dynamo Kyiv, 1
Grupo F
Manchester United – Young Boys – 1-1
Atalanta – Villarreal – 2-3 (09.12.2021)
1º Manchester United, 11; 2º Villarreal, 10; 3º Atalanta, 6; 4º Young Boys, 5
Grupo G
Salzburg – Sevilla – 1-0
Wolfsburg – Lille – 1-3
1º Lille, 11; 2º Salzburg, 10; 3º Sevilla, 6; 4º Wolfsburg, 5
Grupo H
Zenit – Chelsea – 3-3
Juventus – Malmö – 1-0
1º Juventus, 15; 2º Chelsea, 13; 3º Zenit, 5; 4º Malmö, 1
Garantiram o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões as seguintes equipas: Manchester City, Paris Saint-Germain, Liverpool, At. Madrid, Ajax, Sporting – que se qualifica apenas pela 2.ª vez (em nove participações), depois da época de 2008-09 –, Real Madrid, Inter, Bayern München, Benfica, Manchester United, Villarreal, Lille, Salzburg, Juventus e Chelsea.
Salientam-se os contingentes de Inglaterra (4 clubes), Espanha (3), Itália, França e Portugal (2 cada). Pela negativa, a surpresa de a Alemanha apenas manter em prova um único representante (o mesmo registo que a Áustria e os Países Baixos).
Por seu lado, RB Leipzig, FC Porto, Borussia Dortmund, Sheriff Tiraspol, Barcelona, Atalanta, Sevilla e Zenit transitam para a Liga Europa, onde disputarão o “play-off” intercalar com um dos 2.º classificados da fase de grupos dessa competição.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – D. Kyiv
Benfica – Odysseas Vlachodimos, André Almeida, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Gilberto Moraes (73m – Valentino Lazaro), Luís Fernandes “Pizzi” (59m – Everton Soares), Julian Weigl, João Mário (73m – Adel Taarabt), Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva (82m – Paulo Bernardo) e Roman Yaremchuk (82m – Darwin Núñez)
D. Kyiv – Heorhiy Bushchan, Oleksandr Tymchyk, Illia Zabarnyi, Oleksandr Syrota, Vitaliy Mykolenko, Mykola Shaparenko, Serhiy Sydorchuk (86m – Oleksandr Andriyevskyi), Vitaliy Buyalskiy, Viktor Tsyhankov (79m – Oleksandr Karavaev), Benjamin Verbič (64m – Carlos de Peña) e Denys Harmash (79m – Eric Ramírez)
1-0 – Roman Yaremchuk – 16m
2-0 – Gilberto Moraes – 22m
Cartões amarelos – Gilberto Moraes (24m); Serhiy Sydorchuk (29m), Benjamin Verbič (36m) e Viktor Tsyhankov (44m)
Árbitro – Deniz Aytekin (Alemanha)
O Benfica não dependia de si próprio para garantir o apuramento para os 1/8 de final da Liga dos Campeões, mas teria, em primeira instância, de fazer a sua parte, esperando que, em Munique, não acontecesse surpresa.
Com os adeptos cada vez mais de “costas voltadas” face ao treinador, na ressaca de uma incontestada derrota com o Sporting, a verdade é que as coisas começaram a correr bem logo de início – apesar de ter sido desperdiçada a primeira grande oportunidade, logo a abrir -, com o primeiro golo, à passagem do quarto de hora (marcado pelo ucraniano Yaremchuk, formado no… D. Kiev), num lance de transição rápida, a conferir ânimo e alguma tranquilidade.
E, se tinham começado bem, melhor ficariam passados pouco mais de cinco minutos, com o segundo tento, pelo improvável Gilberto, a aproveitar uma oferta de Verbič. Em paralelo, as notícias que iam chegando de Munique eram de molde a reforçar a confiança no apuramento: o Bayern abrira o activo pouco depois da meia hora de jogo, para chegar ao intervalo já em vantagem por 2-0. Só uma hecatombre (uns absolutamente impensáveis três golos do Barcelona, sem resposta, em Munique, ou dois golos do D. Kiev na Luz) afastaria o Benfica da fase seguinte da competição.
E, porém, uma incompreensivelmente amorfa equipa do Benfica poderia ter deitado tudo a perder na segunda parte. O apuramento para a fase de grupos já ficara muito a crédito de Vlachodimos, com intervenções providenciais nos dois jogos com o PSV, muito em especial em Eindhoven, e foi ao guardião greco-alemão que o Benfica ficou a dever também – a par do miraculoso desperdício (de baliza escancarada) protagonizado por Tsyhankov – a qualificação para a fase a eliminar da “Champions”.
Sem nada a perder, a turma ucraniana, aproveitando a inexplicável tremideira adversária, assenhoreou-se do jogo, beneficiando do facto de o Benfica não conseguir ter bola, nem sequer pressionar. Adivinhava-se a possibilidade, a qualquer instante, de um golo do D. Kiev, que, a ter acontecido, exponenciaria os níveis de ansiedade… e de dúvida.
As substituições operadas por Jesus – mesmo que tardias e sem reverter a tendência geral do desempenho das duas formações no decurso da segunda parte – acabaram, pelo menos, por proporcionar algum refrescar da equipa portuguesa em termos físicos, evitando o que poderia ter sido o “assalto final” à baliza de Vlachodimos.
Foi com desnecessário sofrimento que o Benfica confirmaria o almejado apuramento para a fase a eliminar – afastando, como não se eximiu de sublinhar o seu treinador, o “colosso” (todavia a atravessar severa crise), Barcelona (o qual não era eliminado na fase de grupos da competição desde 2001) –, o que, na “era Champions”, o emblema português consegue apenas pela 6.ª vez (depois das épocas de 1994-95, 2005-06, 2011-12, 2015-16 e 2016-17).



