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Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Bayern – Benfica

BayernBayern München – Manuel Neuer, Benjamin Pavard, Nianzou Tanguy-Austin, Dayotchanculle “Dayot” Upamecano, Alphonso Davies (64m – Omar Richards), Serge Gnabry (85m – Bouna Sarr), Leon Goretzka, Leroy Sané (72m – Thomas Müller), Joshua Kimmich (72m – Marcel Sabitzer), Kingsley Coman (64m – Jamal Musiala) e Robert Lewandowski

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes, Lucas Veríssimo, Jan Vertonghen, Felipe Silva “Morato”, João Mário (77m – Paulo Bernardo), Soualiho Meïté, Alejandro “Álex” Grimaldo (77m – Gonçalo Ramos), Luís Fernandes “Pizzi” (64m – Rafael “Rafa” Silva), Everton Soares (64m – Diogo Gonçalves) e Roman Yaremchuk (64m – Darwin Núñez)

1-0 – Robert Lewandowski – 26m
2-0 – Serge Gnabry – 32m
2-1 – Felipe Silva “Morato” – 38m
3-1 – Leroy Sané – 49m
4-1 – Robert Lewandowski – 61m
4-2 – Darwin Núñez – 74m
5-2 – Robert Lewandowski – 84m

Cartões amarelos – Dayotchanculle “Dayot” Upamecano (51m) e Nianzou Tanguy-Austin (69m); Lucas Veríssimo (45m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Não há volta a dar: a sexta deslocação do Benfica a Munique traduziu-se na quinta goleada sofrida (duas vezes 1-4, outras duas vezes 1-5, e, agora, o 2-5) – apenas se salvou o jogo da temporada de 2015-16, com uma derrota por tangencial 0-1.

Mas, este duplo confronto com o Bayern (também com goleada sofrida no Estádio da Luz), passa a integrar, no seu agregado, um dos três piores registos de sempre da longa história europeia do Benfica: depois do somatório de 0-7 com o Basel em 2017-18 e de 1-8 com o Celta de Vigo em 1999-00, esta (2-9) foi apenas a terceira vez que a equipa portuguesa averbou uma desvantagem de 7 golos no conjunto dos dois jogos.

Sobre esta verdadeira Némesis da história do Benfica, o Bayern München, basta atentar que, em todo o seu historial europeu, só por dez vezes o emblema da Luz registou desvantagem superior a três golos no somatório das duas “mãos”, tendo quatro delas sido ante os bávaros: os 2-9 desta época sucedem-se ao 1-7 de 2018-19, aos 2-7 de 1995-96 e ao 1-5 de 1975-76 (isto, para além do 1-4 de 1981-82).

No total, doze jogos com o Bayern – agora o parceiro mais repetido nas lides europeias (ultrapassando os onze embates dos benfiquistas com o Manchester United) -, sem que o Benfica tivesse conseguido vencer uma única vez: o melhor foram três empates (dois nulos, em 1975-76 e em 1981-82, e o 2-2 de 2015-16), tendo perdido nove vezes (acumulando seis goleadas), com um score agregado de 9-35 em golos marcados e sofridos.

Posto tudo isto não se pode dizer que o resultado desta noite tenha sido algo de “anormal” ou de inesperado. O que, só por si, não deixa de constituir mais uma página muito negativa da história do Benfica, que, ainda uma vez mais, foi incapaz de evitar nova goleada.

Ficou por perceber cabalmente a ideia de Jorge Jesus para este jogo: se assumiu, à partida, que estava perdido; se, sobretudo, procurou preservar alguns jogadores em risco de exclusão do próximo (e determinante) encontro ante o Barcelona, casos de Otamendi, Weigl e Rafa (dando, também, descanso a Darwin); se acreditou que as entradas de Meïté, Pizzi e Everton poderiam de algum modo contribuir para interpretar a sua estratégia de “pressão alta”.

A verdade é que o Benfica até começou por ter uma entrada positiva em campo, com Pizzi a ameaçar a baliza de Neuer logo nos minutos iniciais, para, à passagem do quarto de hora, chegar mesmo ao “golo”, por Lucas Veríssimo, num lance que, contudo, não seria validado pelo “VAR”, por controversa deslocação (“milimétrica”?) de Pizzi.

Mas a estratégia, que passaria por procurar evitar uma aglomeração defensiva concentrada junto da grande área benfiquista, tinha também associados grandes riscos, ainda para mais perante um adversário deste calibre, que, com grande sentido prático, aproveitou os espaços que se geravam nas costas do meio-campo e da defesa para, rapidamente – outra vez, num curto espaço de apenas seis minutos -, sentenciar, em termos práticos, o desfecho do jogo, com os dois primeiros tentos.

Com uma linha defensiva “improvisada”, com Grimaldo impotente para travar Coman, enquanto Kimmich tinha grande liberdade de movimentos, para solicitar a profundidade de Gnabry e Sané, sucediam-se os lances de perigo para a baliza de Vlachodimos, que ia fazendo o melhor que podia.

Seria, pois, já “contra-a-corrente” que o Benfica conseguiria reduzir para 1-2, na sequência de um lance de bola parada, com Morato a dar, de cabeça, a melhor sequência a um cruzamento de Grimaldo. Tal pouco afectaria o Bayern, que teve ocasião para repor a diferença de dois tentos ainda no primeiro tempo, na conversão de uma grande penalidade, mas Vlachodimos, com boa intervenção, negaria o golo a Lewandowski.

O que, porém, não tardaria: logo a abrir a segunda metade, Sané apontava o terceiro ponto dos bávaros, para, pouco mais de dez minutos volvidos, aproveitando as facilidades concedidas, Lewandowski bisar, elevando a contagem para um já pesado 4-1, num típico lance de transição rápida, aproveitando o adiantamento da defesa benfiquista. Receou-se que o “placard” pudesse continuar a subir, tais as dificuldades do Benfica em suster a intensidade contrária.

As coisas como que “acalmariam” com as várias substituições operadas – sobretudo entre o minuto 64 e o 72 -, com Jesus a dar alguns minutos a Rafa e a Darwin, e o Benfica conseguiria mesmo marcar pela segunda vez, por intermédio do uruguaio, a finalizar uma excelente iniciativa individual de João Mário, dando um “nó” em Upamecano, retirando toda a oposição do seu caminho. Haveria ainda tempo para a estreia absoluta de Paulo Bernardo na equipa principal do Benfica.

Mas o jogo terminaria da “pior maneira” – a “cereja no topo do bolo” da humilhação -, com Neuer, com caminho livre, a sair da sua baliza e a fazer um lançamento longo para Lewandowski, em velocidade, a isolar-se, deixando para trás todos os adversários, chegando, sem dificuldade ao “hat-trick” no seu 100.º jogo na Liga dos Campeões. Por seu lado, o Bayern fechava com “chave de ouro” o seu jogo n.º 500 em competições internacionais (somando aos 493 encontros em provas europeias, os 3 na “Taça Intercontinental” e os 4 no “Campeonato do Mundo de clubes”).

Entretanto, com a vitória obtida pelo Barcelona em Kiev, o Benfica baixou ao 3.º lugar do grupo, dependendo agora a sua continuidade na prova de um resultado positivo (sendo indispensável, no mínimo, um empate) em Barcelona.

2 Novembro, 2021 at 10:51 pm Deixe um comentário

Liga Conferência Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Alashkert – LASK Linz – 0-3
HJK Helsinki – Maccabi Tel-Aviv – 0-5

1º Maccabi Tel-Aviv e LASK Linz, 7; 3º HJK Helsinki, 3; 4º Alashkert, 0

Grupo B
Partizan – Gent – 0-1
Anorthosis – Flora Tallinn – 2-2

1º Gent, 9; 2º Partizan, 6; 3.º Flora Tallinn e Anorthosis, 1

Grupo C
CSKA-Sofia – Zorya Luhansk – 0-1
Bodø/Glimt – Roma – 6-1

1º Bodø/Glimt, 7; 2º Roma, 6; 3º Zorya Luhansk, 3; 4º CSKA-Sofia, 1

Grupo D
CFR Cluj – AZ Alkmaar – 0-1
Jablonec – Randers – 2-2

1º AZ Alkmaar, 7; 2º Jablonec, 4; 3º Randers, 3; 4º CFR Cluj, 1

Grupo E
Feyenoord – Union Berlin – 3-1
Maccabi Haifa – Slavia Praha – 1-0

1º Feyenoord, 7; 2º Maccabi Haifa, 4; 3º Slavia Praha e Union Berlin, 3

Grupo F
København – PAOK – 1-2
Slovan Bratislava – Lincoln Red Imps – 2-0

1º PAOK, 7; 2º København, 6; 3º Slovan Bratislava, 4; 4º Lincoln Red Imps, 0

Grupo G
Vitesse – Tottenham – 1-0
Mura Murska – Rennes – 1-2

1º Rennes, 7; 2º Vitesse, 6; 3º Tottenham, 4; 4º Mura Murska, 0

Grupo H
Basel – Omonia – 3-1
Qarabağ – Kairat Almaty – 2-1

1º Basel e Qarabağ, 7; 3º Kairat Almaty e Omonia, 1

21 Outubro, 2021 at 9:59 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Sparta Praha – O. Lyon – 3-4
Rangers – Brøndby – 2-0

1º O. Lyon, 9; 2º Sparta Praha, 4; 3º Rangers, 3; 4º Brøndby, 1

Grupo B
Sturm Graz – Real Sociedad – 0-1
PSV – Monaco – 1-2

1º Monaco, 7; 2º Real Sociedad, 5; 3º PSV, 4; 4º Sturm Graz, 0

Grupo C
Napoli – Legia Warsaw – 3-0
Spartak Moskva – Leicester – 3-4

1º Legia Warsaw, 6; 2º Napoli e Leicester, 4; 4º Spartak Moskva, 3

Grupo D
Fenerbahçe – Antwerp – 2-2
E. Frankfurt – Olympiakos – 3-1

1º E. Frankfurt, 7; 2º Olympiakos, 6; 3º Fenerbahçe, 2; 4º Antwerp, 1

Grupo E
Lazio – O. Marseille – 0-0
Lokomotiv Moskva – Galatasaray – 0-1

1º Galatasaray, 7; 2º Lazio, 4; 3º O. Marseille, 3; 4º Lokomotiv Moskva, 1

Grupo F
Ludogorets – Sp. Braga – 0-1
Midtjylland – Crvena zvezda – 1-1

1º Crvena zvezda, 7; 2º Sp. Braga, 6; 3º Midtjylland, 2; 4º Ludogorets, 1

Grupo G
Celtic – Ferencváros – 2-0
Betis – B. Leverkusen – 1-1

1º B. Leverkusen e Betis, 7; 3º Celtic, 3; 4º Ferencváros, 0

Grupo H
West Ham – Genk – 3-0
Rapid Wien – D. Zagreb – 2-1

1º West Ham, 9; 2º D. Zagreb, Rapid Wien e Genk, 3

21 Outubro, 2021 at 9:56 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Resultados e Classificações

Grupo A
Paris Saint-Germain – RB Leipzig – 3-2
Brugge – Manchester City – 1-5

1º Paris Saint-Germain, 7; 2º Manchester City, 6; 3º Brugge, 4; 4º RB Leipzig, 0

Grupo B
FC Porto – AC Milan – 1-0
Atlético Madrid – Liverpool – 2-3

1º Liverpool, 9; 2º Atlético Madrid e FC Porto, 4; 4.º AC Milan, 0

Grupo C
Ajax – Borussia Dortmund – 4-0
Beşiktaş – Sporting – 1-4

1º Ajax, 9; 2º Borussia Dortmund, 6; 3º Sporting, 3; 4º Beşiktaş, 0

Grupo D
Shakhtar Donetsk – Real Madrid – 0-5
Inter – Sheriff Tiraspol – 3-1

1º Real Madrid e Sheriff Tiraspol, 6; 3º Inter, 4; 4º Shakhtar Donetsk, 1

Grupo E
Benfica – Bayern München – 0-4
Barcelona – Dynamo Kyiv – 1-0

1º Bayern München, 9; 2º Benfica, 4; 3º Barcelona, 3; 4º Dynamo Kyiv, 1

Grupo F
Manchester United – Atalanta – 3-2
Young Boys – Villarreal – 1-4

1º Manchester United, 6; 2º Villarreal e Atalanta, 4; 4º Young Boys, 3

Grupo G
Salzburg – Wolfsburg – 3-1
Lille – Sevilla – 0-0

1º Salzburg, 7; 2º Sevilla, 3; 3º Lille e Wolfsburg, 2

Grupo H
Zenit – Juventus – 0-1
Chelsea – Malmö – 4-0

1º Juventus, 9; 2º Chelsea, 6; 3º Zenit, 3; 4º Malmö, 0

20 Outubro, 2021 at 9:57 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Benfica – Bayern

BenficaBenfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, André Almeida (40m – Diogo Gonçalves), João Mário (81m – Adel Taarabt), Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Rafael “Rafa” Silva (81m – Luís Fernandes “Pizzi”), Darwin Núñez (81m – Gonçalo Ramos) e Roman Yaremchuk (76m – Everton Soares)

BayernBayern München – Manuel Neuer, Benjamin Pavard (66m – Serge Gnabry), Niklas Süle, Dayotchanculle “Dayot” Upamecano, Lucas Hernández (86m – Omar Richards), Kingsley Coman (86m – Jamal Musiala), Joshua Kimmich, Marcel Sabitzer (86m – Corentin Tolisso), Leroy Sané, Thomas Müller (77m – Josip Stanišić) e Robert Lewandowski

0-1 – Leroy Sané – 70m
0-2 – Everton Soares (p.b.) – 80m
0-3 – Robert Lewandowski – 82m
0-4 – Leroy Sané – 84m

Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (45m) e João Mário (51m); Dayotchanculle “Dayot” Upamecano (56m) e Lucas Hernández (59m)

Árbitro – Ovidiu Haţegan (Roménia)

Dêem-se as “voltas” que se quiser: o Benfica teve, esta noite, a pior derrota em casa (totaliza agora 29) de toda a sua história de mais de seis décadas nas competições europeias, apenas igualada (na diferença de golos) pelo 1-5 ante o Manchester United, em Março de 1966 (então, nos 1/4 de final da Taça dos Campeões Europeus).

Mais, foi apenas a terceira vez (em 219 desafios disputados em casa) que o Benfica sofreu mais de três golos no Estádio da Luz, em jogos das provas europeias (para além da derrota antes referida, também o desaire por 1-4, ante o Liverpool, em Março de 1984, igualmente nos 1/4 de final da Taça dos Campeões Europeus).

Nos dias que antecederam este encontro, foi crescendo a ideia de que vinha aí o “bicho-papão” (precisamente o reverso do que tinha sucedido no encontro anterior, com o Barcelona, em que se foi gerando como que uma convicção de que o Benfica seria favorito, o que, aliás, viria a confirmar)… e ele chegou mesmo.

É verdade que o Bayern dispõe de argumentos incomparavelmente superiores, que é uma autêntica máquina “trituradora”, que distribui goleadas a eito (e não só a nível nacional, numa “Bundesliga” que domina sem contestação há nove épocas consecutivas). Mas o Benfica pôs-se a jeito…

Logo de início a equipa portuguesa teve uma entrada assaz receosa, oferecendo por completo a iniciativa ao adversário, remetendo-se à zona da sua grande área, completamente subjugada pela velocidade imposta pela formação alemã, nomeadamente pelos corredores laterais, a contrastar de forma vincada com o ritmo “sonolento” dos benfiquistas, sem capacidade de reacção em “tempo útil”.

Nessa fase, só por casualidade o Benfica não começou de imediato a perder o jogo, o que se prolongaria pelo decurso da primeira metade, ora por ocasiões desperdiçadas pelos jogadores da equipa bávara, ora por intervenções “miraculosas” de Vlachodimos, bolas nos “ferros”, ou… pela intervenção do “VAR” (que não validaria dois lances em que a bola foi introduzida nas redes benfiquistas).

Ainda assim, há que dizê-lo, a equipa parece que foi animando com o perdurar do nulo, e teve um par de saídas para o ataque, uma delas em que esteve à beira de inaugurar o marcador, não fosse a fantástica intervenção de Neuer, por volta dos 40 minutos.

Ao intervalo ficava a sensação que era necessário acreditar mais, que seria possível procurar “jogar o jogo”, e, em paralelo, conceder ao sector defensivo algum momento de repouso, das várias fases de sufoco por que tinha passado.

Mas o Bayern voltou a entrar fortíssimo para a segunda parte, logo com Vlachodimos a defender com a ajuda do poste. O jogo estava “partido”, com o Benfica – mesmo sem conseguir prolongar os tempos de posse de bola – de quando em vez a procurar libertar-se do espartilho… e a conseguir chegar lá à frente.

A turma germânica já ameaçara marcar por duas ou três vezes, mas o Benfica teria outra soberana ocasião: num remate de Diogo Gonçalves, que levava “selo de golo”, Neuer voltava a fazer o que parecia impossível, mantendo a sua baliza inviolada.

Foi o “canto do cisne”… Frente a um adversário da mais elevada craveira a nível mundial não se podem desperdiçar oportunidades deste tipo, desaproveitamento que não fica sem “perdão”. “Quem não marca, sofre” e foi o que aconteceu.

Privada do seu treinador (retido no Hotel, tendo sido conhecido mais tarde que acusou positivo a teste à “COVID-19”), seriam os seus adjuntos a desferir a “machadada final”, com a entrada do “ultrasónico” Gnabry, que iria desmantelar por completo a organização defensiva contrária. O Benfica resistira estoicamente durante 70 minutos, mas o Bayern acabaria mesmo por chegar ao golo, na conversão de um livre, por Sané.

Nos dez minutos seguintes, procurou ainda o Benfica recompor-se desse “golpe psicológico”, mas o infeliz desvio de cabeça de Everton para a sua baliza arruinou mentalmente os seus companheiros. Num curtíssimo intervalo de apenas quatro minutos (entre os 80 e os 84), o Bayern marcava três golos e consumava a tão receada goleada, não tendo surtido qualquer efeito a tripla substituição no entretanto operada por Jorge Jesus.

Valeu que, nos poucos minutos que restavam, a turma alemã como que se mostrou “saciada”, não tendo, pois, dilatado ainda mais o que era um já pesadíssimo resultado.

Numa noite de múltiplos contrastes – entre o poderio de um e outro clube; o ritmo e a intensidade dos jogadores de uma e outra equipa dentro de campo; o atrevimento ofensivo do Benfica (numa tentativa de “pressão alta”) e as suas agudas deficiências e lacunas defensivas – perduram duas imagens bem contraditórias: o modo como ficou patente que, afinal, teria sido possível marcar frente ao Bayern; a par da forma como, qual “castelo de cartas”, a equipa ruiu por completo, em termos anímicos e físicos, entregando-se, como que desistindo do jogo, após o 2-0, culminando no tal desfecho extremamente negativo, que não deixa de envergonhar (a somar aos vários já averbados perante este mesmo adversário, em Munique), o qual, de alguma forma, se antecipava e que, também algo inexplicavelmente, não se conseguiu prevenir nem evitar.

20 Outubro, 2021 at 9:55 pm Deixe um comentário

Portugal – Luxemburgo (Mundial 2022 – Qualif.)

Estádio Algarve, Faro-Loulé

Portugal Portugal – Rui Patrício, João Cancelo, Pepe, Rúben Dias, Nuno Mendes, João Palhinha (73m – Rúben Neves), João Moutinho (65m – João Mário), Bruno Fernandes (80m – Gonçalo Guedes), Cristiano Ronaldo, Bernardo Silva (80m – Matheus Nunes) e André Silva (73m – Rafael Leão)

Luxemburgo Luxemburgo – Anthony Moris, Laurent Jans, Maxime Chanot, Dirk Carlson, Michael Pinto (87m – Edvin Muratović), Danel Sinani (87m – Eric Veiga), Christopher Martins, Leandro Barreiro, Olivier Thill (45m – Yvandro Borges), Gerson Rodrigues e Sébastien Thill (45m – Maurice Deville)

1-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 8m
2-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 13m
3-0 – Bruno Fernandes – 18m
4-0 – João Palhinha – 69m
5-0 – Cristiano Ronaldo – 87m

Cartões amarelos – Nuno Mendes (22m) e João Cancelo (84m); Christopher Martins (32m)

Árbitro – Benoît Bastien (França)

Foi um “jogo sem história”, para lá da “história” dos golos, de tal modo se tornou fácil, desde logo por via de duas grandes penalidades assinaladas (e convertidas) ainda antes do quarto de hora. O terceiro golo de Portugal, ainda antes dos 20 minutos “acabou com o jogo”, com o desfecho já então mais que decidido.

Pelo que, na segunda parte, sem forçar muito a nota, a equipa portuguesa pouco mais do que se limitou a gerir o esforço: foi deixando correr o tempo, tendo, com naturalidade, ampliado a contagem por mais duas vezes, ficando a dever a si própria uma goleada por números históricos, beneficiando também do facto de a equipa do Luxemburgo nunca se ter remetido a uma defesa porfiada da sua baliza, antes tendo tentado chegar ao seu “ponto de honra”.

A presença, pelo menos, num eventual “play-off” ficou desde já garantida. A qualificação directa – reservada ao vencedor de cada grupo – depende, nesta altura, quando faltam disputar as duas derradeiras rondas, de dois empates (na Irlanda e na recepção à Sérvia). Na eventualidade de Portugal poder vir a ser derrotado na Irlanda teria, nesse cenário, de ganhar à Sérvia, no único embate que resta jogar por parte dos actuais líderes do grupo.

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       7   5   2   -  16 - 8  17
2º Portugal     6   5   1   -  16 - 4  16
3º Luxemburgo   6   2   -   4   5 -14   6
4º Irlanda      6   1   2   3   8 - 8   5
5º Azerbaijão   7   -   1   6   4 -15   1

8ª jornada

12.10.2021 – Sérvia – Azerbaijão – 3-1
12.10.2021 – Portugal – Luxemburgo – 5-0
(mais…)

12 Outubro, 2021 at 9:36 pm Deixe um comentário

Espanha – França – Liga das Nações da UEFA – Final

Espanha Espanha – Unai Simón, César Azpilicueta, Aymeric Laporte, Eric García, Marcos Alonso, Pablo Gavira “Gavi” (75m – Jorge Merodio “Koke”), Sergio Busquets, Rodrigo Hernández Cascante “Rodri” (84m – Pablo Fornals), Ferran Torres (84m – Mikel Merino), Mikel Oyarzabal e Pablo Sarabia (61m – Yéremi Pino)

França França – Hugo Lloris, Jules Koundé, Raphaël Varane (43m – Dayot Upamecano), Presnel Kimpembe, Benjamin Pavard (79m – Léo Dubois), Paul Pogba, Aurélien Tchouaméni, Theo Hernández, Antoine Griezmann (90m – Jordan Veretout), Kylian Mbappé e Karim Benzema

1-0 – Mikel Oyarzabal – 64m
1-1 – Karim Benzema – 66m
1-2 – Kylian Mbappé – 80m

Cartões amarelos – Aymeric Laporte (86m); Paul Pogba (46m), Jules Koundé (55m), Kylian Mbappé (90m)

Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)

Stadio Giuseppe Meazza (San Siro), Milão

O Campeão do Mundo, França, sucede a Portugal como vencedor da “Liga das Nações”, na segunda edição desta novel competição da UEFA.

Numa partida jogada com altíssima intensidade competitiva – em determinadas fases um verdadeiro “hino ao futebol” -, a Espanha, fiel ao seu estilo de jogo, assumiu maior domínio e controlo durante a metade inicial, mas sem que tivessem sido registadas flagrantes ocasiões de golo.

Na segunda parte, apertando ainda mais o ritmo, a equipa francesa foi desgastando o adversário. Numa fase “louca”, à passagem dos 63 minutos, os franceses remataram ao poste, para, no lance imediato, ser a Espanha a inaugurar o marcador. Mas não estavam volvidos dois minutos quando a França restabeleceu a igualdade.

Quando se poderia começar a antecipar o prolongamento, à entrada dos derradeiros dez minutos, a turma gaulesa sentenciou o desafio, com Mbappé a beneficiar de uma controversa interpretação da lei do fora-de-jogo, uma vez que, encontrando-se em posição claramente mais avançada no terreno, acabou por receber a bola depois de um (algo inadvertido) toque de “raspão” de Eric García (que se esticara para tentar fazer a intercepção da bola). Na leitura que prevaleceu, a posição irregular do avançado francês teria sido sancionada caso o defesa espanhol não se tivesse feito ao lance…

Independentemente da forma como se materializou o triunfo, a selecção gaulesa demonstrou maior consistência, perante um adversário, de grande nível, mas ainda em construção, integrando muita (e muito promissora) juventude.

10 Outubro, 2021 at 9:55 pm 1 comentário

Itália – Bélgica – Liga das Nações da UEFA – 3.º/4.º lugar

Itália Itália – Gianluigi Donnarumma, Giovanni Di Lorenzo, Francesco Acerbi, Alessandro Bastoni, Emerson dos Santos, Nicolò Barella (70m – Bryan Cristante), Manuel Locatelli, Lorenzo Pellegrini (70m – Jorge Frello Filho “Jorginho”), Domenico Berardi (90m – Lorenzo Insigne), Federico Chiesa (90m – Federico Bernardeschi) e Giacomo Raspadori (65m – Moise Kean)

Bélgica Bélgica – Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Jason Denayer, Jan Vertonghen, Timothy Castagne, Axel Witsel, Youri Tielemans (59m – Kevin De Bruyne), Alexis Saelemaekers (59m – Charles De Ketelaere), Hans Vanaken, Yannick Ferreira-Carrasco (87m – Leandro Trossard) e Michy Batshuayi

1-0 – Nicolò Barella – 46m
2-0 – Domenico Berardi (pen.) – 65m
2-1 – Charles De Ketelaere – 86m

Cartões amarelos – Giovanni Di Lorenzo (30m) e Emerson dos Santos (82m); Jan Vertonghen (14m), Axel Witsel (56m) e Toby Alderweireld (63m)

Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)

Allianz Stadium, Turim

10 Outubro, 2021 at 7:00 pm Deixe um comentário

Mundial 2022 – Qualificação – 7ª Jornada

   GRUPO A     Jg   V   E   D     G    Pt
1º Sérvia       6   4   2   -  13 - 7  14
2º Portugal     5   4   1   -  11 - 4  13
3º Luxemburgo   5   2   -   3   5 - 9   6
4º Irlanda      6   1   2   3   8 - 8   5
5º Azerbaijão   6   -   1   5   3 -12   1

7ª jornada

09.10.2021 – Azerbaijão – Irlanda – 0-3
09.10.2021 – Luxemburgo – Sérvia – 0-1
(mais…)

9 Outubro, 2021 at 9:58 pm Deixe um comentário

Bélgica – França – Liga das Nações da UEFA – 1/2 finais

Bélgica Bélgica – Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Jason Denayer, Jan Vertonghen, Timothy Castagne (90m – Michy Batshuayi), Axel Witsel, Youri Tielemans (70m – Hans Vanaken), Yannick Ferreira-Carrasco, Kevin De Bruyne, Eden Hazard (74m – Leandro Trossard) e Romelu Lukaku

França França – Hugo Lloris, Jules Koundé, Raphaël Varane, Lucas Hernández, Benjamin Pavard (90m – Léo Dubois), Paul Pogba, Adrien Rabiot (75m – Aurélien Tchouaméni), Theo Hernández, Antoine Griezmann, Kylian Mbappé e Karim Benzema (90m – Jordan Veretout)

1-0 – Yannick Ferreira-Carrasco – 37m
2-0 – Romelu Lukaku – 40m
2-1 – Karim Benzema – 62m
2-2 – Kylian Mbappé (pen.) – 69m
2-3 – Theo Hernández – 90m

Cartão amarelo – Jan Vertonghen (67m)

Árbitro – Daniel Siebert (Alemanha)

Allianz Stadium, Turim

De forma análoga ao sucedido no uencontro de ontem também estas duas selecções se tinham defrontado, há não muito tempo, neste caso nas meias-finais do Mundial 2018, então com os franceses a saírem vitoriosos mercê de um tento solitario.

Esta noite, a Bélgica, com dois golos de “rajada”, num intervalo de apenas três minutos, parecia ter os Campeões do Mundo à sua mercê. Porém, não se descompondo, os franceses voltaram para a segunda parte com grande atitude, em forte pressão, empurrando a formação belga para o seu meio-campo, conseguindo, também com dois golos apontados num curto espaço de tempo, restabelecer a igualdade.

Num jogo de grande intensidade, a equipa da Bélgica assustaria ainda o adversário, ao marcar, já muito próximo do final, o que teria sido o terceiro golo… invalidado pelo VAR. Cerca de três minutos volvidos, acabaria por ser a França a chegar ao golo, culminando uma espectacular reviravolta, vencendo de novo, garantindo, outra vez, o apuramento para a Final de uma grande competição.

7 Outubro, 2021 at 10:37 pm Deixe um comentário

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Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

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