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Mundial 2022 – Qualificação – 5ª Jornada
GRUPO A Jg V E D G Pt 1º Sérvia 4 3 1 - 11 - 6 10 2º Portugal 4 3 1 - 8 - 4 10 3º Luxemburgo 4 2 - 2 5 - 8 6 4º Irlanda 4 - 1 3 4 - 7 1 5º Azerbaijão 4 - 1 3 3 - 6 1
5ª jornada
04.09.2021 – Irlanda – Azerbaijão – 1-1
04.09.2021 – Sérvia – Luxemburgo – 4-1
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Portugal – Irlanda (Mundial 2022 – Qualif.)
Estádio do Algarve – Faro-Loulé
Portugal – Rui Patrício, João Cancelo (82m – Gonçalo Guedes), Pepe, Rúben Dias, Raphaël Guerreiro (62m – Nuno Mendes), Bruno Fernandes (62m – João Mário), João Palhinha (73m – João Moutinho), Bernardo Silva, Diogo Jota, Rafa Silva (45m – André Silva) e Cristiano Ronaldo
Irlanda – Gavin Bazunu, Shane Duffy, Dara O’Shea (35m – Andrew Omobamidele), John Egan, Seamus Coleman, Jeff Hendrick, Josh Cullen, Jamie McGrath (90m – Jayson Molumby), Matt Doherty, Aaron Connolly (72m – James McClean) e Adam Idah (90m – James Collins)
0-1 – John Egan – 45m
1-1 – Cristiano Ronaldo – 89m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 90m (+7)
Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (90+6m); Jeff Hendrick (10m), Dara O’Shea (33m), Aaron Connolly (45m) e Matt Doherty (56m)
Árbitro – Matej Jug (Eslovénia)
Portugal e Irlanda integram, presentemente, “divisões” completamente distintas, tal o desnível competitivo entre ambas as selecções, como, aliás, ficou bem patente neste jogo. E, porém, a (enorme) surpresa esteve prestes a acontecer…
A equipa portuguesa assumiu, desde início, a iniciativa, empurrando, desde logo, o conjunto adversário para o seu meio-terreno, o que, rapidamente, se traduziria numa grande penalidade, após falha de um defesa e do guardar-redes irlandês. Mas seria o próprio guardião a rectificar, com uma notável defesa, a impedir Cristiano Ronaldo de chegar ao golo… do record.
A intensidade e ritmo de jogo decairiam, não tendo Portugal – à excepção de um remate de Diogo Jota ao poste – criado outras flagrantes situações de perigo para a baliza contrária, denotando muito pouco jogo de equipa, insistindo quase sempre em desgarrados individualismos.
Numa das raras vezes em que se libertaram da pressão lusa, os irlandeses conseguiram um canto… que resultaria em golo, abrindo o activo a seu favor!
Só a partir da entrada de João Mário em campo, já passada a hora de jogo, o colectivo português começaria a carrilar, começando então a construir sucessivas oportunidades, todavia, por uma razão ou outra, com o golo a tardar a surgir.
Importante se revelaria também a entrada – para os dez derradeiros minutos – de Gonçalo Guedes, numa fase em que a selecção nacional – então já pouco preocupada com tácticas – arriscava tudo em busca do golo, agora com André Silva e Cristiano Ronaldo como “pontas-de-lança”.
A Irlanda recuara, concentrando-se nas imediações da sua grande área, formando uma barreira que começava a parecer intransponível. Seriam precisamente João Mário e Gonçalo Guedes a desbloquear o jogo, revertendo o que parecia apontar para uma deveras comprometedora derrota: foi dos seus pés que sairiam os cruzamentos que iriam encontrar a cabeça de Cristiano Ronaldo – com um poder de impulsão extraordinário e uma fantástica intuição / sentido posicional, a “adivinhar” onde a bola iria “cair”.
Ao minuto 89, Cristiano empatava o jogo, batendo finalmente o record de maior goleador de selecções a nível mundial, apontando o seu 110.º golo por Portugal. Mas não se ficaria por aí: já para além dos cinco minutos de tempo de compensação que o árbitro concedera, ampliava a contagem pessoal para 111, culminando a reviravolta no marcador, num golo libertador de mais de 90 minutos de tensão.
Revelando falta de consistência, não tendo sido capaz de manter o nível exibicional ao longo do tempo de jogo, e denotando ter sido muito pouco equipa neste encontro, a selecção portuguesa conseguia, graças a excelentes acções individuais, chegar ao tão necessário triunfo.
GRUPO A Jg V E D G Pt 1º Portugal 4 3 1 - 8 - 4 10 2º Sérvia 3 2 1 - 7 - 5 7 3º Luxemburgo 3 2 - 1 4 - 4 6 4º Irlanda 3 - - 3 3 - 6 - 5º Azerbaijão 3 - - 3 2 - 5 -
4ª jornada
01.09.2021 – Luxemburgo – Azerbaijão – 2-1
01.09.2021 – Portugal – Irlanda – 2-1
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Liga Conferência Europa – 2021-22 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D LASK Gent Roma AZ Alkmaar M. Tel-Aviv Partizan Zorya Luhansk CFR Cluj Alashkert Flora Tallinn CSKA-Sofia Jablonec HJK Anorthosis Bodø/Glimt Randers Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Slavia Praha København Tottenham Basel Feyenoord PAOK Rennes Qarabağ Union Berlin Slovan Bratisl. Vitesse Kairat Almaty M. Haifa Lincoln Red I. Mura Omonia
A primeira jornada disputa-se no próximo dia 16 de Setembro, estando agendado para 9 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga Conferência Europa desta temporada de estreia disputa-se no Estádio “Arena Kombëtare”, em Tirana, Albânia, prevista para 25 de Maio de 2022.
Liga Europa – 2021-22 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Lyon Monaco Napoli Olympiakos Rangers PSV Leicester E. Frankfurt Sparta Praha Real Sociedad Sp. Moskva Fenerbahçe Brøndby Sturm Graz Legia Warsaw Antwerp Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Lazio Sp. Braga B. Leverkusen D. Zagreb Lok. Moskva Crvena zvezda Celtic Genk Marseille Ludogorets Betis West Ham Galatasaray Midtjylland Ferencváros Rapid Wien
A primeira jornada disputa-se já no próximo dia 16 de Setembro, estando agendado para 9 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga Europa desta temporada disputa-se no Estádio “Ramón Sánchez Pizjuán”, em Sevilha, prevista para 18 de Maio de 2022.
Liga dos Campeões – 2021-22 – Sorteio da Fase de Grupos
Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Man. City At. Madrid Sporting Inter P. St.-Germain Liverpool B. Dortmund Real Madrid RB Leipzig FC Porto Ajax Sh. Donetsk Brugge AC Milan Beşiktaş Sheriff Tir. Grupo E Grupo F Grupo G Grupo H Bayern München Villarreal Lille Chelsea Barcelona Man. United Sevilla Juventus Benfica Atalanta Salzburg Zenit D. Kyiv Young Boys Wolfsburg Malmö
A primeira jornada está agendada para os próximos dias 14 e 15 de Setembro, estando agendado para 7 e 8 de Dezembro o termo desta fase de Grupos.
A Final da Liga dos Campeões desta temporada deverá disputar-se no “Krestovsky Stadium”, em S. Peterburgo, na Rússia, prevista para 28 de Maio de 2022.
Liga dos Campeões – Play-off – PSV Eindhoven – Benfica
PSV Eindhoven – Joël Drommel, Phillipp Mwene (89m – Ryan Thomas), André Ramalho Silva, Olivier Boscagli (70m – Armando Obispo), Philipp Max (89m – Jordan Teze), Ibrahim Sangaré, Mario Götze, Wulfert “Marco” van Ginkel (70m – Armindo Bangna “Bruma”), Chukwunonso “Noni” Madueke (70m – Yorbe Vertessen), Cody Gakpo e Eran Zahavi
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Gilberto Moraes (61m – André Almeida), Nicolás Otamendi, Lucas Veríssimo (32m – exp.), Felipe Silva “Morato”, João Mário (74m – Everton Soares), Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Adel Taarabt (54m – Jan Vertonghen), Rafael “Rafa” Silva (74m – Soualiho Meïté) e Roman Yaremchuk (61m – Gonçalo Ramos)
Cartões amarelos – Olivier Boscagli (64m), André Ramalho Silva (85m) e Ryan Thomas (90m); Lucas Veríssimo (8m), João Mário (66m), Gonçalo Ramos (82m) e Odysseas Vlachodimos (90m)
Cartão vermelho – Lucas Veríssimo (32m)
Árbitro – Slavko Vinčić (Eslovénia)
O objectivo essencial – apuramento para a fase de Grupos da Liga dos Campeões – foi conseguido, a muito custo, por uma equipa que, em momento de grande dificuldade, se mostrou bastante solidária.
Mas foi um resultado obtido num limiar muito ténue entre o sucesso e o fracasso. No conjunto das duas mãos, o factor “sorte” revelou-se de excessiva preponderância, demasiada para que se possa rejubilar com o êxito obtido.
Em Eindhoven, neste jogo da 2.ª mão em particular – e depois de o Benfica se ter visto em inferioridade numérica, decisivamente condicionado na sua actuação -, foram quatro os factores que conduziram ao desfecho pretendido: sorte; outra noite inspirada de Vlachodimos; a forma como Jesus soube reagir à contrariedade; conjugado com um estilo de jogo estereotipado do PSV, incapaz de tornear uma barreira defensiva que, no último quarto de hora, chegou a ser constituída por uma linha de seis elementos agrupados na faixa central do terreno, com outros dois apenas poucos metros mais à frente, e só Gonçalo Ramos mais próximo da linha de meio-campo!
Desde início, a equipa da casa desde logo procurou impor alta intensidade, com pressão muito forte, empurrando o Benfica para o seu sector mais recuado, mas – para além do primeiro amarelo a Lucas Veríssimo, logo ao oitavo minuto – não extrairia qualquer efeito prático, com o lance de maior “perigo” a ser um remate à malha lateral da baliza.
Numa das raras ocasiões em que conseguiu ensaiar o contra-ataque o Benfica até tinha criado a melhor oportunidade, com Rafa a rematar com perigo, mas a bola a embater num opositor, acabando por sair por cima. Até que surgiu – demasiado cedo, condenando a equipa a jogar mais de uma hora em situação desvantajosa – o segundo cartão para o central benfiquista, imprudente na abordagem a um lance na zona intermediária, saltando e atingindo o adversário com o cotovelo.
Jesus começou por resistir à tentação de alterar de imediato a equipa em campo, recompondo a defesa com a baixa de Weigl. Só já à passagem dos 10 minutos do segundo tempo, assumiria definitivamente a opção pela defesa porfiada da sua baliza, trocando Taarabt – cuja entrada em campo, de início, de alguma forma surpreendera e “confundira” o PSV – por Vertonghen, ainda algo condicionado pela recente lesão.
Até final, estiveram em grande evidência, Weigl, o elemento mais lúcido e com maior inteligência emocional da equipa, Otamendi, a comandar a defesa, e, sobretudo, Vlachodimos, obviamente determinante, com pelo menos três intervenções a evitar o golo que se adivinhava, a defender in-extremis, por instinto, com os pés, a remates quase à “queima-roupa”.
E voltamos à sorte do jogo – para além da dose necessária de felicidade que um guarda-redes sempre necessita quando “faz a mancha” -, quando, com 63 minutos, Zahavi, com a baliza completamente à sua mercê, a curta distância, acertou na trave… quase um “milagre”.
A partir desse lance, e, principalmente, dos 70 minutos, sentiu-se como que um ascendente psicológico do Benfica, com o tempo a começar, então, a correr a seu favor, mesmo de que forma “demasiado lenta”.
À medida que os minutos avançavam e que o PSV não conseguia desbloquear o jogo, começou a ficar patente a sua falta de soluções, perante uma extremamente bem afinada linha defensiva de seis, com a equipa de Eindhoven a não saber aproveitar o espaço concedido pelo Benfica nas faixas laterais, incapaz de furar aquela muralha.
A formação dos Países Baixos evidenciou ser muito forte fisicamente, assumindo o controlo e a iniciativa do jogo (nas duas mãos), tem bons executantes tecnicamente… mas faltou-lhe qualquer coisa extra.
Foi uma vitória (empate, neste jogo) do tipo “sangue, suor e lágrimas”. O Benfica atinge, pela 11.ª vez nos últimos 12 anos (14.ª nos últimos 17 – apenas tendo falhado em 2008-09, 2009-10 e 2020-21), a fase de Grupos da Liga dos Campeões. Mas vai ter de elevar o seu nível competitivo para enfrentar os desafios que se antecipam, dada a sua posição no “3.º pote” do sorteio…
Liga dos Campeões – Play-off – Benfica – PSV Eindhoven
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Diogo Gonçalves (71m – André Almeida), Nicolás Otamendi, Lucas Veríssimo, Felipe Silva “Morato”, Julian Weigl (71m – Everton Soares), João Mário (86m – Adel Taarabt), Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (71m – Soualiho Meïté), Rafael “Rafa” Silva e Roman Yaremchuk (71m – Gonçalo Ramos)
PSV Eindhoven – Joël Drommel, Phillipp Mwene, André Ramalho Silva, Olivier Boscagli (64m – Armando Obispo), Philipp Max (89m – Jordan Teze), Ibrahim Sangaré, Mario Götze, Wulfert “Marco” van Ginkel (64m – David “Davy” Pröpper), Chukwunonso “Noni” Madueke (71m – Armindo Bangna “Bruma”), Cody Gakpo e Eran Zahavi (89m – Yorbe Vertessen)
1-0 – Rafael “Rafa” Silva – 10m
2-0 – Julian Weigl – 42m
2-1 – Cody Gakpo – 51m
Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (58m), Rafael “Rafa” Silva (61m), André Almeida (75m), Soualiho Meïté (86m), Jorge Jesus (Treinador – 90m) e Gonçalo Ramos (90m); Wulfert “Marco” van Ginkel (57m) e Armando Obispo (88m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
Indo directo ao assunto: foi um resultado bem lisonjeiro o que o Benfica conseguiu obter, somando a sua quinta vitória consecutiva em outros tantos desafios disputados neste arranque de época (tendo marcado, sempre, dois golos em cada jogo), impondo ao PSV a primeira derrota, após uma sucessão de seis triunfos (quatro deles nas eliminatórias anteriores desta competição europeia).
Se os benfiquistas podiam ter ficado apreensivos com a excessivamente perdulária exibição ante o Arouca, esta noite a equipa portuguesa atingiu excelente índice de eficácia.
Desde logo, entrando praticamente a ganhar, aos 10 minutos, numa fase em que ainda não tinha criado qualquer situação de perigo, com Rafa a surgir, muito oportuno, mesmo que com um remate algo enrolado, mas a desviar a bola do alcance do guardião contrário, a cruzar a linha de baliza junto ao poste mais distante.
E, não obstante, a formação de Eindhoven até começara por dividir a tentativa de controlo de jogo, assumindo mesmo – praticamente desde início – preponderância em termos de tempo de posse de bola. O que, naturalmente, se intensificaria a partir do momento em que se viu em desvantagem no marcador.
O jovem Madueke era um “perigo público”, para o qual Grimaldo não conseguia arranjar antídoto, sendo os sucessivos cruzamentos desfeitos por um atento Otamendi, bem auxiliado por Lucas Veríssimo e por Morato. E, quando estes não chegavam, Vlachodimos diria “presente”, com uma notável intervenção, a opor-se a remate, de fora da área, de Gakpo. Por seu lado, o Benfica revelava grande dificuldade na procura de aproveitar possíveis lances de transição.
Seria, pois, contra a tradicionalmente denominada “corrente do jogo” que a turma da casa viria, praticamente a fechar a primeira metade, a ampliar a contagem. Um remate potente de Lucas Veríssimo obrigou Drommel a apertada defesa para canto, na sequência do qual, Otamendi começaria por fazer o cabeceamento, sobrando a bola para Weigl, liberto de marcação, que teve todo o tempo para a empurrar para a baliza.
A etapa complementar seria ainda mais intensa, com a equipa dos Países Baixos a forçar o ritmo, levando por várias vezes o perigo até à área contrária. O PSV ameaçava, Vlachodimos, por instinto, voltaria ainda a adiar o inevitável, até que Gakpo acabaria mesmo por marcar, com pouco mais de cinco minutos decorridos.
A pressão era enorme; parecia adivinhar-se o tento do empate… que só não surgiria devido à inspirada actuação do guardião benfiquista, sendo que até Rafa seria chamado a um corte providencial.
Fazendo operar quatro substituições em simultâneo – de tal forma confusa que até se chegou a hesitar se poderiam efectivamente ocorrer todas ao mesmo tempo, o que provocou uma paragem no jogo de quase dois minutos -, Jorge Jesus procurava minorar o diferencial de capacidade física entre as duas equipas, com o Benfica a parecer não dispor de “gás” para jogar 90 minutos ao ritmo imposto pelo PSV.
Seria preciso sofrer ainda bastante, nos derradeiros minutos, pese embora o adversário viesse denotando também menor lucidez à medida que o jogo se aproximava do final.
O resultado acabaria por não se alterar, mas fica a incógnita sobre qual o perfil que poderá ter o jogo da 2.ª mão: tendo de defender uma vantagem tangencial – mesmo que, a partir desta época, sem aplicação do tradicional factor de desempate dos golos marcados fora – será o Benfica capaz de suster o ímpeto adversário? Ou, idealmente, poderá até vir porventura a beneficiar de ainda maior exposição ao risco por parte do grupo de Eindhoven?
Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Benfica – Spartak Moskva
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen (45m – Felipe Silva “Morato”), Diogo Gonçalves (77m – Gilberto Moraes), João Mário, Julian Weigl, Alejandro “Álex” Grimaldo, Luís Fernandes “Pizzi” (64m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva (86m – Adel Taarabt) e Gonçalo Ramos (64m – Roman Yaremchuk)
Spartak Moskva – Aleksandr Maksimenko, Nikolai Rasskazov, Georgi Dzhikiya, Samuel Gigot, Ayrton Lucas Medeiros, Nail Umyarov (65m – Alex Král), Roman Zobnin, Aleksandr Lomovitski, Zelimkhan Bakaev (65m – Reziuan Mirzov), Jordan Larsson (81m – Mikhail Ignatov) e Ezequiel Ponce (81m – Aleksandr Sobolev)
1-0 – João Mário – 58m
2-0 – Samuel Gigot (p.b.) – 90m
Cartões amarelos – Nicolás Otamendi (16m) e Julian Weigl (71m); Aleksandr Lomovitski (25m) e Jordan Larsson (68m)
Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)
Em completo contraponto ao que se verificara na época anterior, foi de absoluta tranquilidade a passagem do Benfica pela 3.ª eliminatória prévia de acesso à “Liga dos Campeões”. Depois do categórico triunfo obtido em Moscovo, não houve o menor indício de que pudesse vir a suceder alguma surpresa nesta 2.ª mão.
No regresso do público ao Estádio da Luz – desde Março de 2020, apenas havia sido efectuada uma experiência, na recepção ao Standard de Liège, no final de Outubro, então com acesso limitado a menos de 5.000 adeptos -, tendo contado com mais de 15.000 espectadores nas bancadas (com certificado de vacinação ou de teste negativo à “COVID-19”), o Benfica repetiu o desfecho da partida disputada na Rússia, selando o apuramento para a fase seguinte com um score agregado de 4-0, o qual poderia ter sido ainda mais dilatado.
E isto apesar de o Benfica não ter feito uma grande exibição, nem sequer ter beneficiado de tantas oportunidades como na semana passada.
O técnico da equipa russa, Rui Vitória, optou por privilegiar a acção defensiva, procurando bloquear as investidas adversárias, na expectativa de que um hipotético golo a favor do Spartak pudesse ainda fazer duvidar o seu opositor. Mas, se tal estratégia permitiu suster as ofensivas benfiquistas, revelar-se-ia absolutamente estéril em termos de criação de lances de perigo, com Vlachodimos a ser pouco mais que um “espectador”.
O Benfica voltou a exercer flagrante superioridade em termos de posse de bola e de domínio territorial, empurrando o grupo russo para o seu meio-campo. E, confirmando o ditado, “água mole em pedra dura…”, a formação portuguesa acabaria mesmo por chegar ao(s) golo(s): primeiro, com Rafa a combinar com Diogo Gonçalves, acabando por ser João Mário, na recarga, a abrir o activo; já em período de compensação, o estreante Yaremchuk rematou, com a bola aparentemente desenquadrada da baliza, mas a tabelar em Gigot.
Conjugando o mérito próprio com algum demérito alheio – o Spartak revelou-se um adversário muito acessível, completamente inofensivo – o Benfica garantiu o apuramento para o play-off com grande segurança defensiva (mantendo a sua baliza a “zeros”), que terá de estar no seu máximo, perante um ameaçador PSV Eindhoven (já com quatro triunfos em quatro jogos nas eliminatórias prévias desta temporada, frente a Galatasaray e Midtjylland, brindados, respectivamente, com sete e quatro golos).
Liga dos Campeões – 3ª Pré-Eliminatória – Spartak Moskva – Benfica
Spartak Moskva – Aleksandr Maksimenko, Nikolai Rasskazov, Samuel Gigot, Georgi Dzhikiya, Ayrton Lucas Medeiros, Roman Zobnin (59m – Mikhail Ignatov), Jorrit Hendrix (77m – Ezequiel Ponce), Nail Umyarov, Zelimkhan Bakaev (68m – Victor Moses), Jordan Larsson (77m – Alex Král) e Aleksandr Sobolev
Benfica – Odysseas Vlachodimos, Lucas Veríssimo, Nicolás Otamendi, Jan Vertonghen, Diogo Gonçalves (65m – Gilberto Moraes), Julian Weigl, João Mário, Alejandro “Álex” Grimaldo (84m – Gil Dias), Luís Fernandes “Pizzi” (65m – Everton Soares), Rafael “Rafa” Silva (83m – Adel Taarabt) e Haris Seferović (37m – Gonçalo Ramos)
0-1 – Rafael “Rafa” Silva – 51m
0-2 – Gilberto Moraes – 74m
Cartões amarelos – Aleksandr Sobolev (33m) e Mikhail Ignatov (87m); Jan Vertonghen (48m)
Árbitro – Srđan Jovanović (Sérvia)
Com uma exibição bastante bem conseguida em jogo inaugural de temporada, o Benfica impôs-se categoricamente ao Spartak de Moscovo, equipa que denotou debilidades, acabando mesmo por, de alguma forma, se desestruturar após ter sofrido o primeiro golo.
Ao longo de toda a partida, a turma portuguesa foi sempre claramente superior, instalando-se no meio campo adversário, não concedendo margem de manobra para que o Spartak pudesse sequer ameaçar a zona defensiva portuguesa.
Por seu lado, para além dos dois golos marcados, o Benfica ficou ainda a dever a si próprio mais um par de boas ocasiões (com uma entrada muito afirmativa, logo no quarto de hora inicial, para além de poder ter também selado já o desfecho da eliminatória na fase final desta 1.ª mão), assim como apresentou motivos de queixa da arbitragem, a não sancionar lance passível de grande penalidade.
Apostando na estabilidade no “onze” inicial, face ao que apresentara nas provas europeias na época passada, a nota de principal realce foi a forma como João Mário se integrou no grupo, formando boa parceria com Weigl.
A primeira etapa desta fase de qualificação para a Liga dos Campeões parece praticamente decidida, salvo alguma espécie de “hecatombe”, a premiar uma atitude bem mais positiva do que a demonstrada em idêntica fase da temporada anterior.
EURO 2020 – 1/8 de final – Bélgica – Portugal

1-0
Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Jan Vertonghen, Thomas Vermaelen, Thomas Meunier, Youri Tielemans, Axel Witsel, Thorgan Hazard (90m – Leander Dendoncker), Kevin De Bruyne (48m – Dries Mertens), Eden Hazard (87m – Yannick Ferreira-Carrasco) e Romelu Lukaku
Rui Patrício, Diogo Dalot, Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro, João Moutinho (55m – João Félix), João Palhinha (78m – Danilo Pereira), Renato Sanches (78m – Sérgio Oliveira), Bernardo Silva (55m – Bruno Fernandes), Diogo Jota (70m – André Silva) e Cristiano Ronaldo
1-0 – Thorgan Hazard – 42m
“Melhor em campo” – Thorgan Hazard
Amarelos – Thomas Vermaelen (72m) e Toby Alderweireld (81m); João Palhinha (45m), Diogo Dalot (51m) e Pepe (77m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
Estadio de La Cartuja – Sevilha (20h00)
Os Campeões da Europa em título defrontavam o líder do ranking mundial da FIFA. Portugal, que superara a fase de grupos com uma vitória, um empate e uma derrota, encontrava uma selecção que seguia, neste Campeonato da Europa, com uma série de 13 vitórias consecutivas (tendo feito o pleno de dez triunfos na fase de qualificação, assim como venceu todos os três jogos do seu grupo nesta fase final).
Fernando Santos optou por confiar a lateral direita a Diogo Dalot, fazendo alinhar no meio-campo, João Moutinho, Palhinha e Renato Sanches, alterando por completo a estrutura com que abordara este torneio.
À partida esperava-se já que fosse a Bélgica a assumir predomínio a nível da posse de bola. Contudo, de forma algo inesperada, tal sucedeu apenas nos minutos iniciais, com Portugal, bastante personalizado, a conseguir contrariar a organização contrária, e a instalar-se progressivamente no meio-campo adversário, procurando imprimir maior velocidade.
Com o jogo a decorrer, não obstante, em toada relativamente morna, com as duas equipas bastante encaixadas – e, na verdade, algo afastadas das zonas de perigo -, a Bélgica conseguiria, já prestes a findar a primeira parte, tirar um “coelho da cartola”, com um potente remate de Thorgan Hazard, à entrada da área, a surpreender Rui Patrício, que ficou a centímetros de chegar à bola, a entrar na zona central da sua baliza.
No recomeço, a formação belga pareceu sentir em demasia a saída do seu “patrão”, De Bryune, lesionado. No que se antecipava já vir a ser uma corrida contra o tempo, Fernando Santos arriscava então – já sem pensar em grandes tácticas -, fazendo entrar, enfim, João Félix, assim como Bruno Fernandes e, um pouco mais tarde, apostando também em André Silva.
Nessa fase, Portugal poderia ter marcado, por volta da hora de jogo, porém Diogo Jota rematou por alto. Já a menos de dez minutos do final seria Rúben Dias a cabecear, com muito perigo, mas à figura de Courtois; para, logo de seguida, Raphaël Guerreiro fazer a bola esbarrar no poste. Antes do final André Silva embrulhar-se-ia com a bola e com o guardião contrário.
A equipa portuguesa tentava, por todas as formas, mesmo que anarquicamente – Pepe chegou a posicionar-se na frente de ataque -, ameaçar a baliza contrária, mas não conseguiria chegar ao golo. Do outro lado, remetida à sua zona defensiva, a Bélgica procurava bombear bolas para a frente, onde Lukaku fora deixado sozinho, mas seria a inépcia de Yannick Ferreira-Carrasco, entrado a três minutos do termo do desafio, a impedir que, por duas vezes, o marcador pudesse ser ampliado.
No final, fica, claro, um forte amargo de boca pela eliminação, perante estatísticas contundentes: 56/44% em termos de posse de bola, 24-6 em remates, 5 remates à baliza contra um único (o que resultou no golo) dos belgas!
Faltou alguma dose de sorte, de que beneficiámos noutras ocasiões. De alguma forma contrariando o que poderiam ser as expectativas Portugal não foi inferior à poderosa selecção da Bélgica, neste encontro aquém do seu esplendor.
Mas, em paralelo, e num balanço global a esta participação no “EURO 2020”, será necessário assumir também as falhas próprias, com a notória dificuldade de encaixar os vários talentos, alguma falta de coerência estratégica, acabando nos improvisos, numa equipa que poderia ter sido mais trabalhada.
O “sistema” de jogo que nos proporcionou o triunfo há cinco anos revela-se ultrapassado, e importa não teimar nessa insistência, quando as características dos jogadores são distintas, assim como as exigências de competitividade impostas pelos adversários, também pela própria evolução do futebol “moderno”. Pouco adiantará “antever” a possibilidade de aspirar à conquista de títulos mundiais (!) sem um pensamento estratégico coerente.



