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EURO 2020 – Grupo F – 3ª jornada – Portugal – França

2-2
Rui Patrício, Nélson Semedo (79m – Diogo Dalot), Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro, João Moutinho (72m – Rúben Neves), Danilo Pereira (45m – João Palhinha), Renato Sanches (88m – Sérgio Oliveira), Bernardo Silva (72m – Bruno Fernandes), Diogo Jota e Cristiano Ronaldo
Hugo Lloris, Jules Koundé, Raphaël Varane, Presnel Kimpembe, Lucas Hernández (45m – Lucas Digne) (52m – Adrien Rabiot), Paul Pogba, N’Golo Kanté, Corentin Tolisso (66m – Kingsley Coman), Antoine Griezmann (87m – Moussa Sissoko), Kylian Mbappé e Karim Benzema
1-0 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 31m
1-1 – Karim Benzema (pen.) – 45m
1-2 – Karim Benzema – 47m
2-2 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 60m
“Melhor em campo” – Karim Benzema
Amarelos – Hugo Lloris (27m), Lucas Hernández (36m), Antoine Griezmann (40m) e Presnel Kimpembe (83m)
Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
Puskás Aréna – Budapeste (20h00)
Num jogo que colocava frente-a-frente o Campeão do Mundo e o Campeão da Europa, numa reedição da Final do “EURO 2016” – por coincidência precisamente 37 anos depois do malfadado encontro do Vélodrome -, as circunstâncias eram, agora, distintas, com Portugal a necessitar pontuar para não ficar dependente do resultado do Alemanha-Hungria, enquanto a França entrava em campo já apurada.
Mais, a selecção portuguesa necessitava rectificar, de imediato, a má imagem deixada na partida de Munique. Em qualquer caso – tendo presente o interesse em não perder -, caso a lógica imperasse, Portugal sabia que poderia até perder por três golos de diferença, que, ainda assim, garantiria o apuramento.
Fernando Santos deve ter reflectido muito, ponderado as várias opções, os “prós” e os “contras”, acabando por decidir operar uma pequena remodelação no “onze”, fazendo sair William Carvalho e Bruno Fernandes, substituídos por João Moutinho e Renato Sanches. O seleccionador nacional ganharia a aposta.
Portugal entrou bem no jogo, de forma personalizada, assumindo a posse de bola, avançando, sem temor, para o meio-campo contrário. Eram decorridos apenas os dez minutos iniciais quando chegava a notícia do golo da Hungria em Munique. Era inesperado e o pensamento terá sido: “a Alemanha pode ter sido supreendida, mas, rapidamente, irá rectificar a situação”.
A coragem da equipa nacional seria recompensada, mercê de um lance relativamente acidental: numa investida de Danilo à área – falta sobre Renato Sanches, apontada por Cristiano Ronaldo, para a zona nevrálgica da área -, Lloris saiu a socar a bola, mas, falhando o tempo de intervenção, acertou, com contundência, no médio português, situação sancionada pelo árbitro com uma grande penalidade, que o próprio Cristiano converteu, colocando Portugal em vantagem.
Mas, se Mateu Lahoz ajuizou bem aquele lance, mais duvidosa foi a grande penalidade que, mesmo em cima da hora do termo da primeira metade, proporcionaria à França o empate, com Benzema a voltar aos golos pela selecção gaulesa – de que estivera arredado desde Outubro de 2015. Nélson Semedo terá feito “carga de ombro” sobre Mbappé, o qual, sentindo o contacto, se deixou cair.
Entretanto, em Munique, findo o primeiro tempo, a Alemanha denotava dificuldades para inverter a tendência do jogo… e a Hungria subsistia em vantagem.
Se o tento sofrido a fechar a primeira parte tinha chegado em má hora, pior ainda seria o início da etapa complementar, com Benzema a surgir isolado, e a bisar, dando a melhor sequência a um fenomenal lançamento em profundidade de Pogba, a rasgar todo o meio-campo e defesa contrária. Num ápice, Portugal – que chegara a liderar o grupo, entre os 31 e os 45 minutos, caía – ao 47.º minuto – para o último lugar, ficando numa situação de virtualmente eliminado!
Seria então a altura de a selecção portuguesa mostrar a sua raça e inconformismo. Não se escondendo, Portugal foi à luta, dividindo o jogo com os campeões do Mundo.
Cristiano Ronaldo teria, de imediato, um lance na área contrária, em que, com uma fantástica elevação, como que “planando” no ar – à Michael Jordan -, cabeceou, mas em posição muito difícil, sem a potência e colocação desejadas, tendo a bola saído ligeiramente ao lado.
Cerca de dez minutos decorridos, a audácia compensaria uma vez mais, de novo por via de uma grande penalidade (a terceira do desafio, segunda a favorecer Portugal), assinalada pelo árbitro espanhol, a sancionar contacto com a mão de Koundé, a interceptar uma tentativa de cruzamento para o centro da área, quase “à queima roupa”, de Cristiano Ronaldo – o aumento de volumetria decorrente do movimento de braços do defesa francês terá sido determinante na decisão.
Cristiano Ronaldo marcava o seu 5.º golo na presente edição do Campeonato da Europa, o 14.º em fases finais da competição, e o 109.º da sua carreira na selecção, igualando enfim o mítico record do iraniano Ali Daei!
Mas se havia coisa que não se podia, de todo, dizer, é que o resultado estivesse feito, ou, ainda menos, que Portugal tivesse a situação perfeitamente controlada… Chegavam “boas” notícias de Munique, com o golo do empate da Alemanha, mas seria “sol de pouca dura”: apenas dois minutos volvidos, a Hungria colocava-se, de forma sensacional, outra vez em vantagem, e, desta feita – faltando pouco mais de vinte minutos para o final – a possibilidade de uma enorme surpresa tinha de ser tomada como sério aviso.
Portugal – então posicionado no 2.º lugar – estava dependente de um eventual golo sofrido, que, a acontecer, provocaria queda, outra vez, para a 4.ª posição, e, consequentemente, para zona de eliminação.
E, numa fase algo oscilante da equipa portuguesa, esse golo podia mesmo ter acontecido, logo depois do 1-2 na Alemanha. Estava a terminar o minuto 67 – o jogo de Budapeste tinha, agora, desde o início da segunda parte, um atraso de cerca de dois minutos e meio em relação ao de Munique – Rui Patrício seria chamado a, numa mesma sequência, fazer duas intervenções “milagrosas”: primeiro, a remate colocado de Pogba, com uma palmada, já no ângulo da baliza, a desviar a bola para o poste, praticamente no vértice com a trave; a bola ressaltou para dentro de campo, surgindo, “na passada”, Griezmann a rematar cruzado, com o guardião luso, com excelentes reflexos, a evitar que a bola chegasse a linha fatal, repelindo-a para zona lateral do campo.
Entretanto, a Alemanha conseguia, enfim, fixar o que viria a ser o resultado final, restabelecendo a igualdade. Faltavam seis minutos para acabar o jogo em Munique; pouco menos de nove minutos em Budapeste. Nesse período, as equipas pareciam já pouco dispostas a correr riscos, com Portugal, então, a trocar a bola, procurando preservá-la o máximo tempo possível, enquanto a França, por seu lado, estava também satisfeita com a manutenção do 1.º lugar (com Didier Deschamps a recomendar “calma” aos seus jogadores).
Quando o encontro terminou na Alemanha, jogava-se o segundo de cinco minutos de tempo de compensação; com o apuramento então já garantido, sem nada a perder, Fernando Santos gesticulava junto à linha lateral, quase a entrar dentro de campo, procurando empurrar a equipa para a frente, visando arriscar tudo na procura do golo da vitória, que conferiria o 1.º lugar a Portugal… mas os jogadores portugueses não o ouviram.
Aliás, pouco se jogaria já. Logo depois o árbitro dava a partida por concluída. E toda a gente pareceu sair (bastante) satisfeita, de parte a parte.
O sofrimento tinha sido muito – perante um opositor deste calibre, é difícil que se possa dizer, em qualquer momento, que se esteja tranquilo e seguro – mas Portugal, com uma boa exibição, mostrou estar à altura do grande desafio com que se deparava, repartindo os números-chave, com a posse de bola quase equitativa entre as duas equipas, 11-10 para a França no total de remates, e o mesmo número de remates à baliza (cinco para cada lado).
Não fora a incerteza sobre o desfecho do confronto de Munique, este Portugal-França poderia não ter sido mais que um animado “jogo-treino” (afinal, mesmo que o resultado tivesse sido de 2-5, não originaria qualquer alteração no escalonamento do Grupo, nem a nível das selecções apuradas para os 1/8 de final); efectivamente, da forma como as coisas correram, num e noutro campo, foram exponenciadas as emoções, numa noite de intenso thriller.
Pela oitava vez em outras tantas presenças na Fase Final de Europeus, Portugal garantia o apuramento para a fase a eliminar, um registo absolutamente ímpar. Segue-se a Bélgica, em Sevilha…
EURO 2020 – Grupo F – 2ª jornada – Portugal – Alemanha

2-4
Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro, William Carvalho (58m – Rafa Silva), Danilo Pereira, Bernardo Silva (45m – Renato Sanches), Bruno Fernandes (64m – João Moutinho), Diogo Jota (83m – André Silva) e Cristiano Ronaldo
Manuel Neuer, Matthias Ginter, Mats Hummels (62m – Emre Can), Antonio Rüdiger, Joshua Kimmich, İlkay Gündoğan (73m – Niklas Süle), Toni Kroos, Robin Gosens (62m – Marcel Halstenberg), Kai Havertz (73m – Leon Goretzka), Thomas Müller e Serge Gnabry (87m – Leroy Sané)
1-0 – Cristiano Ronaldo – 15m
1-1 – Rúben Dias (p.b.) – 35m
1-2 – Raphaël Guerreiro (p.b.) – 39m
1-3 – Kai Havertz – 51m
1-4 – Robin Gosens – 60m
2-4 – Diogo Jota – 67m
“Melhor em campo” – Robin Gosens
Amarelos – Kai Havertz (66m) e Matthias Ginter (77m)
Árbitro – Anthony Taylor (Inglaterra)
Fußball Arena München – Munique (17h00)
Para Portugal o melhor deste jogo foi o resultado…
Durante cerca de uma hora a selecção portuguesa foi submersa como que numa enxurrada de futebol ofensivo por parte da Alemanha, nunca conseguindo encontrar antídoto para deter essa avalancha.
Logo nos minutos iniciais os alemães, com uma entrada em jogo de rompante, deixando a equipa nacional atordoada, introduziriam a bola na baliza, lance, contudo, invalidado por posição irregular.
O primeiro golo de Portugal, fruto de uma rápida transição – na sequência de um canto contra -, que apanhou a Alemanha em contrapé, com Bernardo Silva a fazer o lançamento, no momento certo, para Diogo Jota, que faria excelente assistência para Cristiano Ronaldo (o qual começara por aliviar a bola na nossa área, correndo de seguida quase todo o campo) empurrar com facilidade para a baliza, revelar-se-ia “pura” ilusão.
Rapidamente se tendo refeito do embate sofrido – é verdade que, no entretanto, Portugal tivera ainda ocasião de criar uma outra situação de perigo -, a Alemanha voltaria a colocar em prática, uma, duas, três, “n” vezes, o seu lance estudado, fazendo a bola circular entre corredores, surgindo quase sempre em superioridade numérica face a uma descompensada linha defensiva de quatro elementos de Portugal, com Nélson Semedo, sistematicamente, a ser atraído para tentar fechar mais no centro, deixando aberta uma “cratera” no flanco direito, espaço que Gosens aproveitou para “semear o pânico”: teve intervenção nos dois auto-golos dos defesas portugueses – os quais, em desespero de causa, se limitaram a antecipar-se aos avançados que se preparavam para empurrar a bola para a baliza -, fez a assistência para o terceiro golo e seria, ele próprio o autor do quarto tento alemão!
Durante toda essa fase – que pareceu uma eternidade – o meio-campo português foi como um “passador”, com William Carvalho e Danilo Pereira impotentes para contrariar o ritmo de jogo adversário, e, em última instância, na procura de repelir as investidas alemãs, com todo o sector defensivo da seleçcão nacional a denotar uma confrangedora lentidão, incapaz de vencer a inércia, como que “adormecido”, perdendo sempre a “segunda bola”, concedendo demasiado espaço e liberdade de acção.
Com uma péssima (e dificilmente compreensível) actuação a nível defensivo – como referido, múltiplas vezes apanhado em inferioridade perante a “cavalgada” germânica -, sem intensidade nem agressividade (apenas duas faltas cometidas no primeiro tempo, finalizando com 5 faltas, contra 15 do opositor!), chegou a recear-se mesmo que o resultado pudesse vir a atingir números avassaladores, que nos colocariam, virtualmente, fora do “EURO” (Rui Patrício teria ainda, pelo menos, uma bastante difícil intervenção, a negar mais um golo).
Acabaria por valer a opção de Joachim Löw, quando – considerando, aos 4-1, o jogo ganho e “acabado” – fez sair Gosens, logo aos 62 minutos, visando dar também algum descanso a Hummels (“tocado”), Gündoğan e Havertz.
A partir daí, “tirando o pé do acelerador”, a Alemanha daria enfim possibilidade à equipa portuguesa de respirar, tendo, então o melhor período no jogo. Conseguindo, finalmente, ter bola, reduziria, pouco tempo depois, para 2-4 – com Cristiano Ronaldo, quase em cima da linha de baliza, num gesto acrobático, a assistir para Diogo Jota, também a marcar de forma pouco ordodoxa, de alguma forma expondo as fragilidades defensivas contrárias -, minimizando os efeitos do que poderia ter sido um verdadeiro descalabro, antes de Renato Sanches, com um potente remate, ter feito a bola embater com estrondo no poste, no que teria sido um bastante enganador 3-4.
No final, mais do que o desfecho negativo, o que fica bem patente é a grande preocupação por uma exibição tão pobre, tão desconexa, de um lote de jogadores que não constituiu, na acepção da palavra, uma “equipa”, mostrando-se, ao contrário, um conjunto “esfrangalhado”.
O apuramento continua, claro, a ser possível, mas, para não ficar dependente de terceiros, será necessário rectificar muitas situações, e de forma rápida, perante o enorme desafio que constituirá o confronto com os Campeões do Mundo, visando pontuar.
EURO 2020 – Grupo F – 1ª jornada – Hungria – Portugal

0-3
Péter Gulácsi, Endre Botka, Willi Orbán, Attila Szalai, Gergő Lovrencsics, László Kleinheisler (78m – Dávid Sigér), Ádám Nagy (88m – Roland Varga), András Schäfer (65m – Loïc Négo), Attila Fiola (88m – Kevin Varga), Ádám Szalai e Roland Sallai (77m – Szabolcs Schön)
Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro, Danilo Pereira, William Carvalho (81m – Renato Sanches), Bruno Fernandes (89m – João Moutinho), Bernardo Silva (71m – Rafa Silva), Diogo Jota (81m – André Silva) e Cristiano Ronaldo
0-1 – Raphaël Guerreiro – 84m
0-2 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 87m
0-3 – Cristiano Ronaldo – 90m
“Melhor em campo” – Cristiano Ronaldo
Amarelos – Loïc Négo (80m) e Willi Orbán (86m); Rúben Dias (38m)
Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)
Puskás Aréna – Budapeste (17h00)
A selecção de Portugal iniciou da melhor forma a defesa do seu título de Campeão Europeu, com uma vitória por números robustos.
Pese embora actuasse em terreno adversário – com um Estádio lotado, com mais de 60.000 espectadores –, a equipa portuguesa tinha cabal noção da importância de vencer este jogo, não só por se tratar do primeiro desafio da competição, como, principalmente, atendendo aos opositores que terá de defrontar de seguida, dois colossos do futebol mundial, Alemanha e França (actuais Campeões do Mundo).
Pelo que, logo desde entrada, a formação lusa – organizada por Fernando Santos com especiais cautelas, alinhando com Danilo Pereira e William Carvalho, com a missão primeira de procurar suster quaisquer tentativas de contra-ataque da Hungria, visando, em paralelo, conceder maior liberdade a outros quatro elementos, de cariz bastante ofensivo (Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Diogo Jota e Cristiano Ronaldo) – assumiu a iniciativa do jogo, empurrando a equipa contrária para o seu meio terreno, mais propriamente, para as imediações da sua área.
Exercendo amplo domínio durante toda a metade inicial do desafio, Portugal poderia ter inaugurado o marcador logo aos 5 minutos, com Diogo Jota a testar a concentração do guardião Gulácsi, ao mesmo tempo que, em corrida, pelo lado esquerdo do avançado português, Cristiano Ronaldo surgia completamente desmarcado e em excelentes condições para rematar com êxito… mas Jota só “teve olhos” para a baliza.
Praticamente a findar o primeiro tempo, Cristiano Ronaldo, outra vez muito bem posicionado, cara a cara com o guarda-redes, mas perdulário, desperdiçaria nova soberana ocasião de golo, não tendo conseguido enquadrar o remate com a baliza, com a bola a sair demasiado por alto.
Com a equipa húngara concentrada no seu sector defensivo – incapaz de ripostar à pressão sofrida –, Portugal começaria, contudo, à medida que o tempo decorria (e parecia acelerar-se a aproximação do fim do jogo), a denotar alguma ansiedade em procurar quebrar o compacto bloco adversário, com o largo domínio de posse de bola a revelar-se infrutífero. Em paralelo, a intensidade e ritmo de jogo vinham decaindo, pelo que urgia “mexer na equipa”.
O que Fernando Santos só começaria por fazer já com 71 minutos decorridos (fazendo entrar Rafa para o lugar de Bernardo), e, de forma mais “radical”, já dentro dos dez minutos finais – o que se receou, então, poder ser já demasiado tarde –, apostando no “rompante” Renato Sanches e em André Silva, procurando colocar mais homens dentro da área adversária.
E a verdade é que Renato Sanches e Rafa iriam “agitar” decisivamente o jogo, com o benfiquista a ser protagonista em todos os três golos.
Faltavam somente seis minutos para o termo do desafio quando, enfim, chegou o tento inaugural, com alguma felicidade, primeiro na assistência de Rafa, a tabelar num jogador contrário, sobrando a bola para Raphaël Guerreiro, o qual, com um remate algo “enrolado”, beneficiou ainda de um outro ligeiro toque da bola num defesa húngaro – consequência, também, da aglomeração de jogadores, concentrados num curto espaço de terreno, em zona mais defensiva –, o suficiente para a fazer mudar de trajectória, traindo inapelavelmente Gulácsi.
Apenas três minutos volvidos seria Renato Sanches a lançar Rafa, que, em velocidade, apenas seria travado, em plena área, em falta, originando a grande penalidade, convertida por Cristiano Ronaldo.
Já em período de compensação (90+2 minutos), Portugal assinou então um (prolongado) momento de “filigrana”, com 33 (!) passes sucessivos, enleando completamente o adversário, finalizando com outra assistência de Rafa, para Cristiano Ronaldo, o qual, mesmo podendo eventualmente duvidar se estaria em posição regular (o que seria confirmado pelo “VAR”), driblou o guarda-redes da Hungria, antes de empurrar, com facilidade, a bola para a baliza deserta.
Num balanço final, depois do susto passado (num dos raros contra-ataques que conseguiu completar a Hungria chegou a introduzir a bola na baliza de Rui Patrício, precisamente à entrada dos últimos dez minutos, não tendo o lance sido validado, por fora-de-jogo), Portugal, conseguindo, quase “in-extremis” desbloquear o jogo (depois de ter chegado a passar inclusivamente, porventura, por um período de menor crença, ou, pelo menos, de maior ansiedade), obteve – frente a um adversário que deixou transparecer notórias debilidades competitivas – um resultado que se revela bastante melhor do que a exibição e que, salvo qualquer “hecatombe” nos dois jogos restantes, lhe deverá proporcionar, desde já, uma boa “garantia” de apuramento (no cenário menos favorável, mesmo que como um dos quatro melhores 3.º classificados, como, aliás, sucedeu em 2016).
Cristiano Ronaldo, que, durante praticamente toda a partida, não esteve nos seus dias “mais inspirados”, acabaria por sair feliz: para além de ser, agora, o único jogador a disputar jogos em cinco fases finais dos Europeus (2004, 2008, 2012, 2016 e “2020”), tornou-se, com a soma de 11 golos (2+1+3+3+2) já apontados nessas edições, o melhor marcador da história da competição (deixando para trás o francês Michel Platini, com 9 tentos), ao mesmo tempo que, tendo atingido os 106 golos pela selecção portuguesa, está agora, apenas, a três de igualar o “record” do iraniano Ali Daei.
Cristiano, com 22 jogos já disputados nestas cinco fases finais (apenas “falhou” o jogo com a Suíça, na última jornada da fase de Grupos do Europeu de 2008), isolou-se também como o jogador com mais vitórias (12: 3 em 2004, 2012 e em 2016; 2 em 2008; e 1 na presente edição) em fases finais de Campeonatos da Europa, destacando-se dos espanhóis Andrés Iniesta e Cesc Fábregas (11 triunfos).
Belenenses promovido aos Campeonatos Nacionais
Três anos depois de os seus sócios, por vontade maioritariamente expressa, terem adoptado a corajosa decisão de recomeçar a constituir direitos desportivos, a partir do escalão mais baixo do futebol português (na altura o 6.º, mas que, entretanto, se virá a converter no 7.º, com a criação da “Liga 3”), o Belenenses garantiu hoje o regresso aos campeonatos nacionais, tendo matematicamente assegurado – ainda com três jornadas por disputar – a promoção ao Campeonato de Portugal, para a próxima época, de 2021-22.
Esta é a terceira subida de divisão consecutiva do Belenenses: após se ter sagrado Campeão Distrital do 3.º escalão da Associação de Futebol de Lisboa em 2018-19 e de, na temporada de 2019-20, ter sido o 1.º classificado do campeonato distrital do 2.º escalão, à data da sua interrupção, devido à pandemia, o Belenenses sagrou-se esta tarde virtual vencedor da I Divisão Distrital da época de 2020-21, com um magnífico registo de 14 vitórias, 1 empate e 1 derrota, nas 16 jornadas disputadas (tendo, nesta altura, 15 pontos de vantagem sobre os mais directos perseguidores, a três jornadas do fim – sendo que, a equipa do Restelo apenas terá mais dois jogos a realizar, dada a desistência do Vialonga).
Com estas três promoções em outros tantos anos, o Belenenses atinge – com pleno êxito, sem “falhas” – a metade do caminho de enorme dignidade que decidiu trilhar, dando um primeiro grande “salto”, desde as provas distritais, regressando às competições de índole nacional.
Tendo visto entretanto a sua caminhada “alongada” em função da introdução, a partir da próxima época, de um novo escalão (“Liga 3”), que se intercalará entre a 2.ª Liga e o Campeonato de Portugal, serão necessárias ainda outras três subidas de divisão, para o ambicionado regresso à I Liga. Que o Belenenses continue a ter sucesso nas cada vez mais desafiantes e exigentes etapas que tem pela frente, neste brioso percurso.
Resumem-se da seguinte forma os números-chave de cada uma das últimas três temporadas (actualização após o termo do campeonato):
Época Escalão Classif. J V E D GM GS P 2018-19 3.º 1.º 30 27 1 2 143 - 17 82 2018-19 Final Campeão 1 1 - - 3 - 2 3 2019-20 2.º 1.º 20 18 - 2 62 - 16 54 2020-21 1.º 1.º 18 15 2 1 38 - 10 47 Total 69 61 3 5 246 - 45 186
Liga dos Campeões – Final – Manchester City – Chelsea
Manchester City – Ederson Moraes, Kyle Walker, John Stones, Rúben Dias, Oleksandr Zinchenko, Bernardo Silva (64m – Fernandinho), İlkay Gündoğan, Phil Foden, Riyad Mahrez, Kevin De Bruyne (60m – Gabriel Jesus) e Raheem Sterling (77m – Sergio Agüero)
Chelsea – Édouard Mendy, Reece James, César Azpilicueta, Thiago Silva (39m – Andreas Christensen), Antonio Rüdiger, Ben Chilwell, Jorge Frello Filho “Jorginho”, N’Golo Kanté, Kai Havertz, Mason Mount (80m – Mateo Kovačić) e Timo Werner (66m – Christian Pulišić)
0-1 – Kai Havertz – 42m
Cartões amarelos – İlkay Gündoğan (35m) e Gabriel Jesus (88m); Antonio Rüdiger (57m)
Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
Estádio do Dragão – Porto
Com a final da “Liga dos Campeões” a ser disputada, pelo segundo ano sucessivo, em Portugal, desta vez no Porto, no regresso do público ao estádio, com cerca de 1/3 da lotação (aproximadamente 15.000 adeptos, repartidos pelas duas equipas finalistas), registou-se um jogo de grande intensidade competitiva, com as duas equipas muito encaixadas.
Coube ao Manchester City – ao qual era creditado maior favoritismo, atendendo nomeadamente ao percurso de ambas as equipas na “Premier League”, sendo que, por outro lado, chegava a esta final com apenas um empate cedido (ante o FC Porto) em 12 jogos disputados na competição – procurar assumir a iniciativa, mas tais tentativas esbarraram sempre na solidez defensiva do Chelsea, que chega ao termo da competição, após 13 jogos, com apenas quatro golos sofridos (menos um que o adversário).
Em paralelo, a formação de Londres – apenas derrotada, na edição deste ano da prova, pelo FC Porto – ia “mantendo em sentido” o oponente, procurando explorar o contra-ataque, o que viria a frutificar já próximo do intervalo, com Havertz, após um lançamento em profundidade, a contornar Ederson, e a empurrar a bola para a baliza deserta.
Na segunda metade a toada de jogo não se alterou significativamente, pese embora o City tentasse “apertar” mais, tendo, entretanto, o Chelsea beneficiado de oportunidade para ampliar a marca, com Pulišić a rematar ao lado. A melhor ocasião da turma de Guardiola surgiria já em período de compensação – numa fase já algo “em desespero” -, mas o resultado não se alterou, sendo Tuchel a fazer a festa (assim se “desforrando” da final perdida no ano passado, ao comando do Paris Saint-Germain).
Ao invés, as duas equipas de Manchester, favoritas à partida, acabaram por perder, ambas, as finais europeias desta temporada.
A lista de vencedores, nas 66 edições já disputadas da competição (sob as designações de Taça dos Campeões Europeus e, desde 1992-93, Liga dos Campeões), passou a ser assim ordenada:
- Real Madrid – 13 (1955-56, 1956-57, 1957-58, 1958-59, 1959-60, 1965-66, 1997-98, 1999-00, 2001-02, 2013-14, 2015-16, 2016-17 e 2017-18)
- AC Milan – 7 (1962-63, 1968-69, 1988-89, 1989-90, 1993-94, 2002-03 e 2006-07)
- Liverpool – 6 (1976-77, 1977-78, 1980-81, 1983-84, 2004-05 e 2018-19)
- Bayern München – 6 (1973-74, 1974-75, 1975-76, 2000-01, 2012-13 e 2019-20)
- Barcelona – 5 (1991-92, 2005-06, 2008-09, 2010-11 e 2014-15)
- Ajax – 4 (1970-71, 1971-72, 1972-73 e 1994-95)
- Inter – 3 (1963-64, 1964-65 e 2009-10)
- Manchester United – 3 (1967-68, 1998-99 e 2007-08)
- Benfica – 2 (1960-61 e 1961-62)
- Nottingham Forest – 2 (1978-79 e 1979-80)
- Juventus – 2 (1984-85 e 1995-96)
- FC Porto – 2 (1986-87 e 2003-04)
- Chelsea – 2 (2011-12 e 2020-21)
- Celtic (1966-67); Feyenoord (1969-70); Aston Villa (1981-82); Hamburg (1982-83); Steaua București (1985-86); PSV Eindhoven (1987-88); Crvena Zvezda (1990-91); Marseille (1992-93); e Borussia Dortmund (1996-97).
Liga Europa – Final – Villarreal – Manchester United
O Villarreal, clube que lidera o “ranking” histórico global da Liga Europa, culminou esse domínio com a conquista da edição desta época do troféu (sagrando-se assim vencedor, pela primeira vez, de uma grande prova europeia), em detrimento do Manchester United, no que constitui o 4.º título de Unai Emery na competição (depois dos obtidos pelo Sevilla, de 2014 a 2016).
Após um empate 1-1 no final do tempo regulamentar (pese embora o Manchester United ter procurado com mais insistência ganhar o jogo), o qual se manteve inalterado no prolongamento, teve lugar uma incrível série de 22 pontapés da marca de grande penalidade convertidos consecutivamente, até que – tendo, necessariamente, sido também os guarda-redes chamados a tentar marcar – David de Gea falhou a sua tentativa, proporcionando o triunfo da equipa espanhola por 11-10!
Foi o desfecho perfeito para uma excelente campanha do Villarreal, em que manteve a invencibilidade nos 14 jogos disputados (tendo somado 12 vitórias e 2 empates) – a que acresce ainda a vitória administrativa ante o Qarabağ, em encontro da última ronda da fase de grupos, não realizado devido a surto de “COVID” na rquipa do Azerbaijão.
No Palmarés da prova, após as 12 edições já disputadas sob o formato de “Liga Europa”, é a seguinte a lista de vencedores: Sevilla (2014, 2015, 2016 e 2020), At. Madrid (2010, 2012 e 2018), Chelsea (2013 e 2019), FC Porto (2011), Manchester United (2017) e Villarreal (2021).
Nas 38 edições anteriores (nas temporadas de 1971-72 a 2008-09), com a denominação da Taça UEFA, sagraram-se vencedores: Juventus (1977, 1990 e 1993), Inter (1991, 1994 e 1998) e Liverpool (1973, 1976 e 2001), com três títulos cada; Borussia Mönchengladbach (1975 e 1979), Tottenham (1972 e 1984), Real Madrid (1985 e 1986), Göteborg (1982 e 1987), Parma (1995 e 1999), Feyenoord (1974 e 2002) e Sevilla (2006 e 2007), cada um com dois troféus; PSV Eindhoven (1978), Eintracht Frankfurt (1980), Ipswich Town (1981), Anderlecht (1983), Bayer Leverkusen (1988), Napoli (1989), Ajax (1992), Bayern München (1996), Schalke 04 (1997), Galatasaray (2000), FC Porto (2003), Valencia (2004), CSKA Moscovo (2005), Zenit St. Petersburg (2008) e Shakhtar Donetsk (2009).
Antes disso, criada em 1955, a par com a Taça dos Campeões Europeus, disputou-se, até à época de 1970-71, em 13 edições, a designada Taça das Cidades com Feiras, prova que seria precursora da Taça UEFA, apesar de não ser reconhecida a nível oficial pela UEFA, que teve por vencedores: Barcelona (1958, 1960 e 1966); Valencia (1962 e 1963) e Leeds United (1968 e 1971); Roma (1961), Zaragoza (1964), Ferencvaros (1965), D. Zagreb (1967), Newcastle (1969) e Arsenal (1970).
Num exercício de “consolidação” dos vencedores da competição nas suas três fórmulas/designações, temos os seguintes clubes que conquistaram mais do que um troféu: Sevilla (6); Barcelona, Juventus, Inter, Liverpool, Valencia e At. Madrid (3 cada); Leeds United, Borussia Mönchengladbach, Tottenham, Real Madrid, Göteborg, Parma, Feyenoord, FC Porto e Chelsea (2 cada).
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Épocas (Vencedor / Finalista) Benfica 26 12 1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55; 1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64; 1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86; 1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04; 2013-14; 2016-17 1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71; 1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97; 2004-05; 2012-13; 2019-20; 2020-21 FC Porto 17 14 1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77; 1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94; 1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03; 2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11; 2019-20 1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64; 1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08; 2015-16; 2018-19 Sporting 17 12 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48; 1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73; 1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95; 2001-02; 2006-07; 2007-08; 2014-15; 2018-19 1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70; 1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94; 1995-96; 1999-00; 2011-12; 2017-18 Boavista 5 1 1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92; 1996-97/ 1992-93 V. Setúbal 3 7 1964-65; 1966-67; 2004-05 1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66 1967-68; 1972-73; 2005-06 Belenenses 3 5 1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40 1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07 Sp. Braga 3 4 1965-66; 2015-16; 2020-21 1976-77; 1981-82; 1997-98; 2014-15 Académica 2 3 1938-39; 2011-12 1950-51; 1966-67; 1968-69 V. Guimarães 1 6 2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76; 1987-88; 2010-11; 2016-17 Leixões 1 1 1960-61/ 2001-02 Beira-Mar 1 1 1998-99/ 1990-91 E. Amadora 1 - 1989-90 D. Aves 1 - 2017-18 Atlético - 2 1945-46; 1948-49 Marítimo - 2 1994-95; 2000-01 Rio Ave - 2 1983-84; 2013-14 Estoril - 1 1943-44 Olhanense - 1 1944-45 Torreense - 1 1955-56 Covilhã - 1 1956-57 Farense - 1 1989-90 Campomaiorense - 1 1998-99 U. Leiria - 1 2002-03 Paços Ferreira - 1 2008-09 Chaves - 1 2009-10
Finais da Taça de Portugal
Edição Época Vencedor Finalista LXXXI 2020-21 Sp. Braga Benfica 2-0 LXXX 2019-20 FC Porto Benfica 2-1 LXXIX 2018-19 Sporting FC Porto 2-2 (5-4 g.p.) LXXVIII 2017-18 D. Aves Sporting 2-1 LXXVII 2016-17 Benfica V. Guimarães 2-1 LXXVI 2015-16 Sp. Braga FC Porto 2-2 (4-2 g.p.) LXXV 2014-15 Sporting Sp. Braga 2-2 (3-1 g.p.) LXXIV 2013-14 Benfica Rio Ave 1-0 LXXIII 2012-13 V. Guimarães Benfica 2-1 LXXII 2011-12 Académica Sporting 1-0 LXXI 2010-11 FC Porto V. Guimarães 6-2 LXX 2009-10 FC Porto Chaves 2-1 LXIX 2008-09 FC Porto Paços Ferreira 1-0 LXVIII 2007-08 Sporting FC Porto 2-0 (a.p.) LXVII 2006-07 Sporting Belenenses 1-0 LXVI 2005-06 FC Porto Setúbal 1-0 LXV 2004-05 Setúbal Benfica 2-1 LXIV 2003-04 Benfica FC Porto 2-1 (a.p.) LXIII 2002-03 FC Porto U. Leiria 1-0 LXII 2001-02 Sporting Leixões 1-0 LXI 2000-01 FC Porto Marítimo 2-0 LX 1999-00 FC Porto Sporting 1-1 2-0 LIX 1998-99 Beira-Mar Campomaiorense 1-0 LVIII 1997-98 FC Porto Sp. Braga 3-1 LVII 1996-97 Boavista Benfica 3-2 LVI 1995-96 Benfica Sporting 3-1 LV 1994-95 Sporting Marítimo 2-0 LIV 1993-94 FC Porto Sporting 0-0 2-1 (a.p.) LIII 1992-93 Benfica Boavista 5-2 LII 1991-92 Boavista FC Porto 2-1 LI 1990-91 FC Porto Beira-Mar 3-1 (a.p.) L 1989-90 E. Amadora Farense 1-1 2-0 XLIX 1988-89 Belenenses Benfica 2-1 XLVIII 1987-88 FC Porto V. Guimarães 1-0 XLVII 1986-87 Benfica Sporting 2-1 XLVI 1985-86 Benfica Belenenses 2-0 XLV 1984-85 Benfica FC Porto 3-1 XLIV 1983-84 FC Porto Rio Ave 4-1 XLIII 1982-83 Benfica FC Porto 1-0 XLII 1981-82 Sporting Sp. Braga 4-0 XLI 1980-81 Benfica FC Porto 3-1 XL 1979-80 Benfica FC Porto 1-0 XXXIX 1978-79 Boavista Sporting 1-1 1-0 XXXVIII 1977-78 Sporting FC Porto 1-1 2-1 XXXVII 1976-77 FC Porto Sp. Braga 1-0 XXXVI 1975-76 Boavista V. Guimarães 2-1 XXXV 1974-75 Boavista Benfica 2-1 XXXIV 1973-74 Sporting Benfica 2-1 (a.p.) XXXIII 1972-73 Sporting V. Setúbal 3-2 XXXII 1971-72 Benfica Sporting 3-2 (a.p.) XXXI 1970-71 Sporting Benfica 4-1 XXX 1969-70 Benfica Sporting 3-1 XXIX 1968-69 Benfica Académica 2-1 XXVIII 1967-68 FC Porto V. Setúbal 2-1 XXVII 1966-67 V. Setúbal Académica 3-2 (a.p.) XXVI 1965-66 Sp. Braga V. Setúbal 1-0 XXV 1964-65 V. Setúbal Benfica 3-1 XXIV 1963-64 Benfica FC Porto 6-2 XXIII 1962-63 Sporting V. Guimarães 4-0 XXII 1961-62 Benfica V. Setúbal 3-0 XXI 1960-61 Leixões FC Porto 2-0 XX 1959-60 Belenenses Sporting 2-1 XIX 1958-59 Benfica FC Porto 1-0 XVIII 1957-58 FC Porto Benfica 1-0 XVII 1956-57 Benfica Sp. Covilhã 3-1 XVI 1955-56 FC Porto Torreense 2-0 XV 1954-55 Benfica Sporting 2-1 XIV 1953-54 Sporting V. Setúbal 3-2 XIII 1952-53 Benfica FC Porto 5-0 XII 1951-52 Benfica Sporting 5-4 XI 1950-51 Benfica Académica 5-1 X 1948-49 Benfica Atlético 2-1 IX 1947-48 Sporting Belenenses 3-1 VIII 1945-46 Sporting Atlético 4-2 VII 1944-45 Sporting Olhanense 1-0 VI 1943-44 Benfica Estoril 8-0 V 1942-43 Benfica V. Setúbal 5-1 IV 1941-42 Belenenses V. Guimarães 2-0 III 1940-41 Sporting Belenenses 4-1 II 1939-40 Benfica Belenenses 3-1 I 1938-39 Académica Benfica 4-3









