EURO 2020 – Grupo F – 1ª jornada – Hungria – Portugal

15 Junho, 2021 at 6:52 pm Deixe um comentário

HungriaPortugal0-3

Hungria Péter Gulácsi, Endre Botka, Willi Orbán, Attila Szalai, Gergő Lovrencsics, László Kleinheisler (78m – Dávid Sigér), Ádám Nagy (88m – Roland Varga), András Schäfer (65m – Loïc Négo), Attila Fiola (88m – Kevin Varga), Ádám Szalai e Roland Sallai (77m – Szabolcs Schön)

Portugal Rui Patrício, Nélson Semedo, Rúben Dias, Pepe, Raphaël Guerreiro, Danilo Pereira, William Carvalho (81m – Renato Sanches), Bruno Fernandes (89m – João Moutinho), Bernardo Silva (71m – Rafa Silva), Diogo Jota (81m – André Silva) e Cristiano Ronaldo

0-1 – Raphaël Guerreiro – 84m
0-2 – Cristiano Ronaldo (pen.) – 87m
0-3 – Cristiano Ronaldo – 90m

“Melhor em campo” – Cristiano Ronaldo

Amarelos – Loïc Négo (80m) e Willi Orbán (86m); Rúben Dias (38m)

Árbitro – Cüneyt Çakır (Turquia)

Puskás Aréna – Budapeste (17h00)

A selecção de Portugal iniciou da melhor forma a defesa do seu título de Campeão Europeu, com uma vitória por números robustos.

Pese embora actuasse em terreno adversário – com um Estádio lotado, com mais de 60.000 espectadores –, a equipa portuguesa tinha cabal noção da importância de vencer este jogo, não só por se tratar do primeiro desafio da competição, como, principalmente, atendendo aos opositores que terá de defrontar de seguida, dois colossos do futebol mundial, Alemanha e França (actuais Campeões do Mundo).

Pelo que, logo desde entrada, a formação lusa – organizada por Fernando Santos com especiais cautelas, alinhando com Danilo Pereira e William Carvalho, com a missão primeira de procurar suster quaisquer tentativas de contra-ataque da Hungria, visando, em paralelo, conceder maior liberdade a outros quatro elementos, de cariz bastante ofensivo (Bruno Fernandes, Bernardo Silva, Diogo Jota e Cristiano Ronaldo) – assumiu a iniciativa do jogo, empurrando a equipa contrária para o seu meio terreno, mais propriamente, para as imediações da sua área.

Exercendo amplo domínio durante toda a metade inicial do desafio, Portugal poderia ter inaugurado o marcador logo aos 5 minutos, com Diogo Jota a testar a concentração do guardião Gulácsi, ao mesmo tempo que, em corrida, pelo lado esquerdo do avançado português, Cristiano Ronaldo surgia completamente desmarcado e em excelentes condições para rematar com êxito… mas Jota só “teve olhos” para a baliza.

Praticamente a findar o primeiro tempo, Cristiano Ronaldo, outra vez muito bem posicionado, cara a cara com o guarda-redes, mas perdulário, desperdiçaria nova soberana ocasião de golo, não tendo conseguido enquadrar o remate com a baliza, com a bola a sair demasiado por alto.

Com a equipa húngara concentrada no seu sector defensivo – incapaz de ripostar à pressão sofrida –, Portugal começaria, contudo, à medida que o tempo decorria (e parecia acelerar-se a aproximação do fim do jogo), a denotar alguma ansiedade em procurar quebrar o compacto bloco adversário, com o largo domínio de posse de bola a revelar-se infrutífero. Em paralelo, a intensidade e ritmo de jogo vinham decaindo, pelo que urgia “mexer na equipa”.

O que Fernando Santos só começaria por fazer já com 71 minutos decorridos (fazendo entrar Rafa para o lugar de Bernardo), e, de forma mais “radical”, já dentro dos dez minutos finais – o que se receou, então, poder ser já demasiado tarde –, apostando no “rompante” Renato Sanches e em André Silva, procurando colocar mais homens dentro da área adversária.

E a verdade é que Renato Sanches e Rafa iriam “agitar” decisivamente o jogo, com o benfiquista a ser protagonista em todos os três golos.

Faltavam somente seis minutos para o termo do desafio quando, enfim, chegou o tento inaugural, com alguma felicidade, primeiro na assistência de Rafa, a tabelar num jogador contrário, sobrando a bola para Raphaël Guerreiro, o qual, com um remate algo “enrolado”, beneficiou ainda de um outro ligeiro toque da bola num defesa húngaro – consequência, também, da aglomeração de jogadores, concentrados num curto espaço de terreno, em zona mais defensiva –, o suficiente para a fazer mudar de trajectória, traindo inapelavelmente Gulácsi.

Apenas três minutos volvidos seria Renato Sanches a lançar Rafa, que, em velocidade, apenas seria travado, em plena área, em falta, originando a grande penalidade, convertida por Cristiano Ronaldo.

Já em período de compensação (90+2 minutos), Portugal assinou então um (prolongado) momento de “filigrana”, com 33 (!) passes sucessivos, enleando completamente o adversário, finalizando com outra assistência de Rafa, para Cristiano Ronaldo, o qual, mesmo podendo eventualmente duvidar se estaria em posição regular (o que seria confirmado pelo “VAR”), driblou o guarda-redes da Hungria, antes de empurrar, com facilidade, a bola para a baliza deserta.

Num balanço final, depois do susto passado (num dos raros contra-ataques que conseguiu completar a Hungria chegou a introduzir a bola na baliza de Rui Patrício, precisamente à entrada dos últimos dez minutos, não tendo o lance sido validado, por fora-de-jogo), Portugal, conseguindo, quase “in-extremis” desbloquear o jogo (depois de ter chegado a passar inclusivamente, porventura, por um período de menor crença, ou, pelo menos, de maior ansiedade), obteve – frente a um adversário que deixou transparecer notórias debilidades competitivas – um resultado que se revela bastante melhor do que a exibição e que, salvo qualquer “hecatombe” nos dois jogos restantes, lhe deverá proporcionar, desde já, uma boa “garantia” de apuramento (no cenário menos favorável, mesmo que como um dos quatro melhores 3.º classificados, como, aliás, sucedeu em 2016).

Cristiano Ronaldo, que, durante praticamente toda a partida, não esteve nos seus dias “mais inspirados”, acabaria por sair feliz: para além de ser, agora, o único jogador a disputar jogos em cinco fases finais dos Europeus (2004, 2008, 2012, 2016 e “2020”), tornou-se, com a soma de 11 golos (2+1+3+3+2) já apontados nessas edições, o melhor marcador da história da competição (deixando para trás o francês Michel Platini, com 9 tentos), ao mesmo tempo que, tendo atingido os 106 golos pela selecção portuguesa, está agora, apenas, a três de igualar o “record” do iraniano Ali Daei.

Cristiano, com 22 jogos já disputados nestas cinco fases finais (apenas “falhou” o jogo com a Suíça, na última jornada da fase de Grupos do Europeu de 2008), isolou-se também como o jogador com mais vitórias (12: 3 em 2004, 2012 e em 2016; 2 em 2008; e 1 na presente edição) em fases finais de Campeonatos da Europa, destacando-se dos espanhóis Andrés Iniesta e Cesc Fábregas (11 triunfos).

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EURO 2020 – Grupo E – 1ª jornada – Espanha – Suécia EURO 2020 – Grupo F – 1ª jornada – França – Alemanha

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