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Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão) – Benfica – Bayern
Benfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu (88m – Luka ), Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Eduardo Salvio (68m – Anderson Talisca), Mehdi Carcela-González, Pizzi (58m – Gonçalo Guedes) e Raúl Jiménez
Bayern München – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Joshua Kimmich, Javi Martínez, David Alaba, Thiago Alcântara, Xabi Alonso (90m – Juan Bernat), Arturo Vidal, Douglas Costa, Thomas Müller (84m – Robert Lewandowski) e Franck Ribéry (90m – Mario Götze)
1-0 – Raúl Jiménez – 27m
1-1 – Arturo Vidal – 38m
1-2 – Thomas Müller – 52m
2-2 – Anderson Talisca – 76m
Cartões amarelos – Mehdi Carcela-González (70m) e André Almeida (90m); Javi Martínez (74m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
Numa conclusão sumária, confirmou-se que a “missão era impossível”.
E, todavia – mesmo privado do concurso de Jonas (castigado), Nico Gaitán, Mitroglou (para além de Júlio César ou Luisão), por lesão -, o Benfica até começou por conseguir o que parecia mais difícil, ao colocar-se em vantagem no marcador, numa excelente antecipação, em voo, de Raúl Jiménez, a aproveitar uma saída em falso de Neuer, a cabecear sem hipóteses para o guardião bávaro, igualando assim a eliminatória.
Mas, efectivamente – e pese embora nova boa exibição do guarda-redes Ederson -, o mais difícil era mesmo manter a baliza benfiquista inviolada, tal a expressão de posse de bola da equipa alemã (a aproximar-se, no final da partida, dos 70%), e a pressão imposta sobre o meio campo e zona defensiva contrária, qual “rolo compressor”.
Poderiam as coisas ter sido diferentes, em termos de desfecho da eliminatória? Quem sabe, se o Benfica tivesse concretizado a soberana oportunidade de que dispôs para ampliar o resultado para 2-0 (negada por Neuer), apenas quatro minutos volvidos após o primeiro tento… talvez pudesse prolongar o sonho.
Como se receava, o golo do Bayern – novamente por Vidal, numa recarga de “baliza aberta”, após um deficiente desvio de Ederson, para a frente, e para a zona central -, empatando o jogo, poucos minutos antes do intervalo, praticamente sentenciou tal desfecho.
Depois, com a obtenção do segundo tento pelos alemães, num lance estudado de bola parada (canto), chegou a poder recear-se que algum desânimo se apoderasse da equipa portuguesa, que veria ainda uma bola embater no poste da baliza de Ederson.
Mas não, o grupo soube reagir da melhor forma à desilusão, não virando a cara à luta, enfrentando o adversário “olhos nos olhos”, conseguindo, na sequência de uma soberba execução de Talisca, na conversão de um livre, marcar novamente, restabelecendo a igualdade.
E o mesmo Talisca teria ainda nos pés, também na marcação de um outro livre, a cinco minutos do final, a possibilidade de dar a vitória ao clube português, com a bola, contudo, a sair ligeiramente ao lado da baliza. Até final, seria o conjunto benfiquista a procurar com mais insistência chegar ainda ao golo.
No conjunto das duas mãos, o tangencial diferencial de 2-3, espelha bem a oposição que o Benfica ofereceu ao amplamente favorito Bayern, dispondo de meios e recursos largamente superiores.
Não aconteceu a desejada “noite mágica” no Estádio da Luz, mas foi de forma honrosa que a equipa portuguesa se despediu da Liga dos Campeões, concluindo uma bela campanha nesta temporada.
Uma palavra, para definir a atitude e o comportamento do Benfica nestes dois jogos: Dignidade!
Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão) – Bayern – Benfica
Bayern München – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Joshua Kimmich (60m – Javi Martínez), David Alaba, Juan Bernat, Thiago Alcântara, Arturo Vidal, Douglas Costa (70m – Kingsley Coman), Thomas Müller (85m – Mario Götze), Franck Ribéry e Robert Lewandowski
Benfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu, Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi (90m – Andreas Samaris), Nico Gaitán, Jonas (83m – Eduardo Salvio) e Konstantinos Mitroglou (70m – Raúl Jiménez)
1-0 – Arturo Vidal – 2m
Cartões amarelos – Franck Ribéry (22m) e Juan Bernat (42m); Jonas (58m) e Victor Lindelöf (62m)
Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)
Ainda não se tinha esgotado o primeiro minuto de jogo e já o Bayern “dizia” ao que vinha, dando largura ao seu jogo ofensivo, ameaçando, desde logo, a baliza benfiquista.De imediato, a equipa portuguesa procuraria ainda ripostar, numa primeira jogada ofensiva, como que a querer dar “prova de vida”.
Contudo, ainda antes de completado o segundo minuto, uma falha defensiva da equipa portuguesa, deixando caminho aberto no flanco esquerdo do ataque bávaro, proporcionando o cruzamento, a que Arturo Vidal daria a melhor sequência para as suas cores, colocando o Bayern, desde logo, em vantagem no marcador.
Imprimindo grande intensidade ao seu jogo, a equipa alemã forçou o Benfica a acantonar-se na sua zona defensiva, submetida a enorme pressão, com muita dificuldade em ter bola, e, ainda mais, em esboçar qualquer lance de ataque. Uma fase, de cerca de vinte minutos, em que se receou o pior. Valeria a concentração do guarda-redes Ederson, a opor-se com eficácia às investidas contrárias.
Ainda antes do final do primeiro tempo, a formação portuguesa, passando a acertar as marcações, conseguiria refrear a intensidade do Bayern, começando a conseguir pegar no jogo, faltando-lhe apenas um pouco mais de confiança para ser mais consequente nas saídas para o meio-campo contrário.
O que não obstaria a que, numa dessas saídas, quando Gaitán tentava cruzar para a área, a trajectória da bola tivesse sido interrompida pelo contacto com o braço do defesa alemão, Lahm, em queda, num lance passível de grande penalidade, que o critério do árbitro entendeu não sancionar.
Na segunda parte, ao invés do que sucedera na fase inicial da partida, seria o Bayern a ver-se surpreendido pela personalidade evidenciada pelo Benfica, a ganhar, gradualmente, a tal confiança, colocando um “pauzinho” na engrenagem alemã, que – não obstante ter criado mais alguns lances de perigo – não só não conseguiria manter o ritmo que impusera na fase inicial do encontro, como denotava então dificuldades para desenvolver uma toada atacante.
Mais, seria o Benfica a beneficiar inclusivamente de algumas soberanas oportunidades para marcar, não tendo contudo Jonas conseguido ultrapassar Manuel Neuer, num primeiro lance, enquanto, noutra ocasião, seria Javi Martínez a evitar o golo benfiquista.
Depois de ter colocado como que “em sentido” o adversário, a turma encarnada teria ainda de suportar o assédio final do Bayern, em busca do ampliar de uma (inesperadamente) magra vantagem. E o Benfica continuaria a ser competente, acabando os alemães por se conformar, pensando certamente que seria preferível não sofrer o golo do empate, do que arriscar na procura do segundo tento.
Um resultado tangencial que deixa tudo em aberto para a 2.ª mão, premiando a dignidade e a entrega do Benfica, e a forma concentrada como soube resistir nos períodos de maior dificuldade. Enfrentando uma grande desproporção de meios, a equipa portuguesa terá consciência de que será necessário fazer ainda melhor, superar-se, se quiser continuar a sonhar.
Perante o poderio do adversário, parece difícil perspectivar que o mesmo possa ser contido, de forma a manter a baliza benfiquista inviolada – um golo do Bayern em Lisboa praticamente definiria o desfecho da eliminatória -, em paralelo com a imperiosa necessidade de correr riscos acrescidos, que possam proporcionar o(s) indispensável(is) golo(s) do Benfica… mas sabemos que não há vencedores antecipados, e que o futebol tem uma magia única…
Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão) – Zenit – Benfica
Zenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Aleksandr Anyukov (58m – Igor Smolnikov), Nicolas Lombaerts, Luís Neto, Yuri Zhirkov, Axel Witsel, Maurício (82m – Artur Yusupov), Hulk, Danny, Aleksandr Kokorin (58m – Oleg Shatov) e Artem Dzyuba
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Victor Lindelöf, Andreas Samaris, Eliseu, Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi (73m – Salvio), Nico Gaitán, Jonas (90m – Anderson Talisca) e Konstantinos Mitroglou (67m – Raúl Jiménez)
1-0 – Hulk – 69m
1-1 – Nico Gaitán – 85m
1-2 – Anderson Talisca – 90m
Cartões amarelos – Konstantinos Mitroglou (36m) e Pizzi (49m); Hulk (90m)
Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)
Chegando à Rússia com uma tão preciosa quão magra vantagem de um único golo, da primeira mão, o Benfica visava replicar o desfecho da eliminatória – em análoga fase da competição – que opôs ambas as equipas há quatro anos (e, assim reverter, a imagem que ficara dos dois desaires da temporada anterior, então ainda na “Fase de Grupos”).
Enfrentando este jogo da 2.ª mão com serenidade, a equipa portuguesa procurou posicionar-se de forma a jogar em todo o campo, encarando o Zenit sem excessivas cautelas defensivas – actuando com uma dupla de centrais improvisada, com o recuo do grego Samaris -, consciente da importância de marcar neste desafio.
Ainda no primeiro quarto de hora já Jonas testara, por duas vezes, o guardião contrário, Lodygin,tendo também a formação russa ameaçado a baliza benfiquista, numa fase em que Samaris se adaptava ainda à nova posição. Até final do primeiro tempo, apenas num livre de Hulk, os visitados conseguiriam criar nova situação de perigo.
Com o decorrer do tempo, e a manutenção do nulo, o Benfica começava a tornar-se mais conservador, ao mesmo tempo que, paralelamente, o Zenit arriscava mais, pressionando sobre o meio-campo português.
À passagem do quarto de hora da segunda metade, a turma benfiquista perdera o controlo do jogo, com os russos então bastante ameaçadores, por duas ou três ocasiões. Pouco depois de Jonas ter desperdiçado uma oportunidade perante Lodygin, Hulk chegaria mesmo ao golo, na sequência de um lance algo controverso, em que o defesa Nélson Semedo foi “abalroado” por um adversário.
Reagindo bem, o Benfica acabaria por ser premiado, já na fase derradeira da partida, com o ambicionado tento, que, praticamente, selava o desfecho da eliminatória, com Nico Gaitán, muito concentrado, a empurrar para a baliza uma bola devolvida pela trave, após excelente remate de Raúl Jiménez.
Tal como no Estádio da Luz, o conjunto português voltaria a ser feliz, chegando mesmo, já em período de compensação, ao golo da vitória. Um resultado que confirma a superioridade benfiquista no conjunto das duas mãos, voltando assim, quatro anos depois, a marcar presença nos 1/4 de final da “Liga dos Campeões”.
Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão) – Benfica – Zenit
Benfica – Júlio César, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris, Renato Sanches, Pizzi (71m – Mehdi Carcela-Gonzalez), Nico Gaitán, Jonas e Konstantinos Mitroglou (63m – Raúl Jiménez)
Zenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin; Aleksandr Anyukov, Ezequiel Garay, Nicolas Lombaerts, Domenico Criscito; Axel Witsel, Javi García, Oleg Shatov (81m – Yuri Zhirkov), Hulk, Danny (87m – Maurício) e Artem Dzyuba (74m – Aleksandr Kokorin)
1-0 – Jonas – 90m
Cartões amarelos – André Almeida (16m), Jardel (35m), Pizzi (43m) e Jonas (90m); Axel Witsel (32m), Javi García (59m) e Domenico Criscito (67m)
Cartão vermelho – Domenico Criscito (90m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
Encarando esta partida da 1.ª mão dos 1/8 de final com a necessária precaução, o Benfica privilegiou mais a segurança defensiva, na procura de manter a sua baliza inviolada, que, propriamente, uma acção continuada de ataque, em busca do golo.
Não quer isto dizer que não tenha sido dos benfiquistas a iniciativa maior de assumir o jogo, e o controlo / domínio, num desafio muito “fechado”, em que também o Zenit não pareceu disposto a correr riscos, pensando também, em primeira análise, em manter o nulo, e levar a decisão da eliminatória para S. Petersburgo.
Aliás, da parte da equipa russa, num balanço geral, nem sequer se pode considerar que tenha procurado explorar com efectividade o contra-ataque, tal a prudência e conservadorismo revelados, sem ameaçar a baliza contrária, apenas visada uma vez por Hulk.
Só na segunda parte a equipa portuguesa pareceu ter interiorizado, de forma mais convicta, a importância de se colocar em vantagem, atacando então com maior insistência. Nessa fase o Benfica construiria então algumas situações de perigo, em especial à passagem dos 70 minutos, quando Gaitán teve a maior oportunidade, negada pelo guardião da equipa russa.
Logo de seguida, também Jardel podia ter inaugurado o marcador. Mas, na verdade, notava-se alguma falta de discernimento por parte dos benfiquistas no momento da finalização, que impedia o concretizar do objectivo.
Pelo que acabaria por ser com alguma felicidade – pelo menos em termos de “timing” – que o Benfica conseguiria chegar ao golo, que consumaria o triunfo, num bom desvio de cabeça de Jonas, dando a melhor sequência a um livre apontado por Gaitán.
Um tento que poderá revelar-se precioso para o desfecho desta contenda… desde que o Benfica se consciencialize que, tão ou ainda mais importante que este golo, será marcar na Rússia…
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – At. Madrid
Benfica – Júlio César, André Almeida, Lisandro López, Jardel, Eliseu, Lubjomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi, Nico Gaitán (76m – Mehdi Carcela-González), Gonçalo Guedes (45m – Kostas Mitroglou) e Jonas (61m – Raúl Jiménez)
At. Madrid – Jan Oblak, Juanfran, Stefan Savić, Diego Godín, Filipe Luís, Koke, Saúl Ñíguez, Gabi, Yannick Ferreira-Carrasco (73m – Óliver Torres), Luciano Vietto (63m – Fernando Torres) e Antoine Griezmann (90m – José María Giménez)
0-1 – Saúl Ñíguez – 33m
0-2 – Luciano Vietto – 55m
1-2 – Kostas Mitroglou – 75m
Cartões amarelos – Lubjomir Fejsa (77m); Diego Godín (68m), Saúl Ñíguez (70m) e Óliver Torres (89)
Árbitro – Ovidiu Haţegan (Roménia)
Entrando em campo, para a derradeira ronda, em posição privilegiada, já com o apuramento garantido, e em 1.º lugar – pelo que o empate lhe bastaria para o manter -, o Benfica enfrentava, não obstante, uma tarefa de muito elevado grau de dificuldade, perante o actual vice-líder do campeonato espanhol, a um único ponto do líder Barcelona, e à frente do Real Madrid.
Compreende-se portanto as cautelas com que a equipa portuguesa encarou este desafio, sabendo do fortíssimo potencial do seu opositor. E, durante os primeiros vinte minutos, o Benfica foi equilibrando a contenda, que arrancou em toada morna, sem grandes ocasiões de perigo.
Porém, ainda antes da meia hora, já o At. Madrid havia tomado conta das operações, e não só controlava o jogo, como passara a ameaçar com insistência a baliza benfiquista, antecipando-se o que acabaria por suceder aos 33 minutos, como corolário lógico do intensificar da pressão, que a formação portuguesa não conseguia então suster: o golo dos espanhóis.
Até final do primeiro tempo, agora já com as posições invertidas, ou seja, já com o At. Madrid a assumir a liderança do grupo, o ritmo e intensidade de jogo acalmaria bastante.
Na segunda parte, forçado a arriscar, o Benfica reforçaria o ataque, com a entrada de Mitroglou, que, logo nos minutos iniciais, teria boa iniciativa, como que um “aviso” a Oblak.
Contudo, em mais uma jogada rápida, surpreendendo a ala direita da defesa benfiquista, o At. Madrid ampliaria a vantagem para 2-0. Pensou-se, então, que o resultado estava feito, e que, aliás, poderia vir a agravar-se para as cores lusas.
Foi então que, num assomo de grande dignidade, o Benfica revelaria grande capacidade de reacção, que seria recompensada com o golo de Mitroglou.
A partir daí, e praticamente até final, com os níveis de confiança substancialmente reforçados, a turma benfiquista conseguiria mesmo empurrar a equipa espanhola para o seu reduto defensivo, criando bons lances, e tendo beneficiado de uma oportunidade soberana, num remate de cabeça de Raúl Jiménez que ficou muito perto do êxito. Curiosamente, assistia-se, nesta fase, como que a um reflexo espelhado do período de domínio espanhol da primeira parte.
De forma pragmática, evitando correr riscos – traduzindo também, paralelamente, um indício de respeito face ao desempenho que o Benfica vinha patenteando -, o At. Madrid finalizaria o encontro “queimando tempo”, bem patente nos derradeiros minutos, em situações como um pontapé de canto que “ninguém” parecia querer marcar, assim como na substituição efectuada já em período de compensação.
Com uma actuação colectiva que não envergonha ninguém, e em que merece especial realce a soberba exibição do jovem (18 anos) Renato Sanches, ao Benfica faltou a “estrelinha” que lhe possibilitasse repetir a evolução do marcador que se registara na partida anterior, em Astana, o que lhe teria proporcionado a vitória no grupo…
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Astana – Benfica
Astana – Nenad Erić, Branko Ilic, Evgeni Postnikov, Marin Anicic, Dmitri Shomko, Patrick Twumasi (90m – Denys Dedechko), Roger Cañas, Nemanja Maksimovic, Foxi Kéthévoama (87m – Georgi Zhukov), Junior Kabananga (84m – Aleksei Schetkin) e Serikzhan Muzhikov
Benfica – Júlio César, Sílvio (65m – André Almeida), Lisandro López, Jardel, Eliseu, Renato Sanches, Andreas Samaris (65m – Anderson Talisca), Gonçalo Guedes, Pizzi, Jonas (80m – Bryan Cristante) e Raúl Jiménez
1-0 – Patrick Twumasi – 19m
2-0 – Marin Anicic – 31m
2-1 – Raúl Jiménez – 40m
2-2 – Raúl Jiménez – 72m
Cartões amarelos – Roger Cañas (50m) e Aleksei Schetkin (90m); Raúl Jiménez (23m) e Lisandro López (44m) e Jonas (48m)
Árbitro – Ruddy Buquet (França)
Na mais longa deslocação das história das competições europeias, até à capital do Cazaquistão (quase 6.200 km), o Benfica conhecia, à partida, os riscos e dificuldades que se lhe ofereciam, num terreno em que nem o Galatasarary, nem sequer o At. Madrid, haviam conseguido melhor que o empate.
O que não invalida que tivesse constituído surpresa, ver-se em posição desfavorável no marcador ainda antes dos vinte minutos, e pouco depois de ter sido já antes ameaçada a baliza portuguesa. E, ainda mais, como resultado de um mau desempenho defensivo, com várias desconcentrações, que o Astana tivesse chegado ao 2-0, à passagem da meia hora. Era mau demais!
Valeu então, para que a equipa portuguesa se conseguisse recompor, o golo de Raúl Jiménez, obtido ainda antes do termo do primeiro momento, crucial para que os benfiquistas pudessem serenar e voltar a entrar no jogo.
Na segunda parte, a tendência do jogo foi bastante distinta; o Astana já não era tão ameaçador, e, à medida que o tempo decorria, era o Benfica que ia forçando, na tentativa de chegar ao empate.
O que viria a alcançar, novamente pelo mexicano Jiménez, ainda com cerca de vinte minutos por jogar. Não obstante, até final, depois de restabelecida a igualdade, concretizando uma boa recuperação, depois do “choque” inicial, a equipa portuguesa como que se terá considerado satisfeita, preferindo jogar pelo seguro.
Era um desfecho que constituía como que “meio caminho andado” para o apuramento para os 1/8 de final – no caso de uma expectável vitória do At. Madrid na recepção ao Galatasaray, o que se viria a confirmar poucas horas depois -, ao mesmo tempo que garantia ao Benfica chegar à última jornada no 1.º lugar do grupo.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – Galatasaray
Benfica – Júlio César, Sílvio, Jardel, Luisão, Eliseu, Gonçalo Guedes (73m – Mehdi Carcela-González), André Almeida, Talisca (90m – Bryan Cristante), Nico Gaitán, Raúl Jiménez e Jonas (81m – Pizzi)
Galatasaray – Fernando Muslera, Jason Denayer (74m – Emre Çolak), Aurélien Chedjou, Hakan Balta, Olcan Adın, Sabri Sarıoğlu, Selçuk İnan, Bilal Kisa (69m – Yasin Öztekin), Lukas Podolski, Wesley Sneijder e Burak Yılmaz (74m – Umut Bulut)
1-0 – Jonas – 52m
1-1 – Lukas Podolski – 58m
2-1 – Luisão – 67m
Cartões amarelos – André Almeida (31m), Gonçalo Guedes (43m), Nico Gaitán (44m) e Sílvio (56m); Burak Yılmaz (41m), Selçuk İnan (55m) e Olcan Adın (90m)
Cartão vermelho – Nico Gaitán (85m)
Árbitro – Milorad Mažić (Sérvia)
Depois do desaire sofrido em Istambul, a equipa do Benfica tinha plena consciência de que este era o “jogo-chave” da qualificação, que lhe permitiria “rentabilizar” o excelente triunfo alcançado em Madrid, face ao favorito At. Madrid.
Pretendendo assumir a iniciativa do jogo, a equipa portuguesa revelar-se-ia contudo falha de velocidade e intensidade, com reduzida dinâmica, facilitando a tarefa defensiva da formação turca.
Já no segundo tempo, e logo na sua fase inicial, o Benfica conseguiria desbloquear a situação, inaugurando o marcador, colocando-se em importante posição de vantagem.
Todavia, tal posição seria de muito curta duração; em mais uma falha defensiva, o oportuno Lukas Podolski não perdoaria, voltando a marcar, como fizera já em Istambul, restabelecendo a igualdade.
Receou-se que a equipa portuguesa pudesse acusar o tento sofrido e passar por fase de alguma intranquilidade. Valeria então a decisão de Luisão, de forma determinada, a dar novamente preciosa vantagem ao Benfica.
Que, então, a equipa benfiquista conseguiria preservar, de forma mais concentrada, não permitindo grandes veleidades ao Galatasaray.
Um desfecho que deixa caminho aberto para o apuramento, podendo chegar, para consumar tal objectivo, um empate no Cazaquistão.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – Galatasaray – Benfica
Galatasaray – Fernando Muslera, Sabri Sarıoğlu, Aurélien Chedjou, Hakan Balta, Lionel Carole, Bilal Kisa (90m – José Rodríguez), Selçuk İnan, Lukas Podolski, Wesley Sneijder, Yasin Öztekin (59m – Olcan Adın) e Umut Bulut (78m – Burak Yılmaz)
Benfica – Júlio César, Sílvio (82m – Konstantinos Mitroglou), Luisão, Jardel, Eliseu (66m – Pizzi), Nico Gaitán, André Almeida, Andreas Samaris, Gonçalo Guedes (75m – Victor Andrade), Raúl Jiménez e Jonas
0-1 – Nico Gaitán – 2m
1-1 – Selçuk İnan (pen.) – 19m
2-1 – Lukas Podolski – 33m
Cartões amarelos – Bilal Kisa (32m), Selçuk İnan (63m), Hakan Balta (70m) e Burak Yılmaz (90m); André Almeida (18m), Andreas Samaris (73m), Victor Andrade (78m) e Luisão (87m)
Árbitro – William Collum (Escócia)
Aspirando a um inédito arranque de três triunfos na primeira volta da fase de Grupos da Liga dos Campeões, o Benfica dificilmente poderia desejar melhor começo do que teve nesta noite em Istambul, com Nico Gaitán, num lance de génio, a tirar um adversário do caminho e a ludibriar o guarda-redes, com um toque subtil, de grande classe, inaugurando o marcador estava apenas decorrido um minuto de jogo!
Porém, ao contrário do que seria expectável, tal vantagem não motivou o Benfica para uma boa exibição, pelo contrário experimentando dificuldades para suster a reacção da equipa turca, denotando alguma inconsistência defensiva, com falhas pelas quais foi severamente penalizada, primeiro com uma grande penalidade a sancionar um contacto com a mão em plena grande área, a permitir ao Galatasaray o tento do empate, ainda numa fase relativamente inicial do desafio; e, não muito depois, completando a reviravolta, com o segundo tento, com pouco mais de meia hora de tempo decorrido.
No segundo tempo, a toada de jogo manteve-se, com a formação da casa a colocar à prova Júlio César, a rematar ao poste, causando alguns sustos à turma portuguesa.
Que, curiosamente, apenas na meia hora final conseguiria enfim ripostar, assumindo então as rédeas do jogo, dispondo de algumas ocasiões para, pelo menos evitar a derrota, o que, contudo, não conseguiria concretizar
Num encontro em que a exibição dos benfiquistas foi inconstante, e em que a defesa não mostrou a segurança necessária, fica a sensação de um resultado algo amargo, num desafio em que o Benfica poderia ter feito mais, mas em que, paralelamente, saiu vencido, mas não “convencido”.
Mantendo a liderança do grupo, agora partilhada com o Atlético de Madrid, terá, ainda assim, nova oportunidade, na recepção a esta mesma equipa do Galatasaray, para confirmar a sua superioridade, numa partida que assume agora contornos determinantes para o apuramento para os 1/8 de final da competição.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – At. Madrid – Benfica
At. Madrid – Jan Oblak, Juanfran, José María Giménez, Diego Godín, Filipe Luís, Gabi, Óliver Torres (63m – Saúl Ñíguez), Tiago, Ángel Correa (77m – Fernando Torres), Antoine Griezmann (71m – Luciano Vietto) e Jackson Martínez
Benfica – Júlio César, Nélson Semedo, Luisão, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris (73m – Lubjomir Fejsa), Gonçalo Guedes, André Almeida, Nico Gaitán, Raúl Jiménez (72m – Kostas Mitroglou) e Jonas (80m – Pizzi)
1-0 – Correa – 23m
1-1 – Nico Gaitán – 36m
1-2 – Gonçalo Guedes – 51m
Cartões amarelos – Jackson Martínez (40m) e Óliver Torres (55m); Eliseu (25m), Luisão (28m), Andreas Samaris (40m) e Jardel (82m)
Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)
No regresso do Benfica às “grandes noites europeias”, fica o registo de uma excelente vitória, no terreno de um dos finalistas da competição há dois anos (em que deixou então escapar o troféu, já em período de compensação, ao consentir a igualdade ao Real Madrid, vindo a perder no prolongamento).
Uma noite fundada na solidariedade e entreajuda, denotando forte espírito colectivo, com capacidade para reagir, não apenas à intensa pressão a que a equipa foi sujeita por parte do adversário, mas também à adversidade de um golo surgido ainda numa fase relativamente inicial do desafio.
O que, necessariamente, provocaria alguma intranquilidade, até que o grupo conseguisse voltar a acalmar, no que teria um auxílio determinante no tento do empate, num lance em que o conjunto mostrou o seu entrosamento, e em que a individualidade – Nico Gaitán, que, curiosamente, até começara o encontro algo “apagado” – sobressairia, evidenciando a sua classe superior.
Mais confiante nas suas capacidades, o início do segundo tempo seria coroado com mais um magnífico golo, na sequência de um rápido contra-ataque, com o jovem Gonçalo Guedes, com muita personalidade, a surgir a rematar quase sem ângulo, junto ao poste, com um remate cruzado para o poste mais distante, enganando o antigo guardião benfiquista, o esloveno Jan Oblak.
No imediato, os “colchoneros” procuraram inverter a tendência do marcador, intensificando a pressão, a que o Benfica conseguiu responder com serenidade, contando também com a magnífica concentração do guarda-redes Júlio César.
A equipa encarnada – a alinhar de camisola branca, e calções vermelhos – beneficiaria ainda do período de substituições (cinco, entre os 70 e os 80 minutos, praticamente “suspendendo” o jogo nessa fase crucial) para quebrar o ímpeto do opositor, que, em boa verdade, à medida que a partida se encaminhava para o seu termo, foi perdendo discernimento, acabando, nessa fase, por não criar efectivas situações de perigo.
Um triunfo alcançado com a indispensável dose de fortuna, mas, paralelamente, um justo prémio à aplicação de toda a equipa, a funcionar como um todo, não obstante proporcionando também espaço às individualidades (com realce para Júlio César, Nico Gaitán, Jonas e Gonçalo Guedes) para brilhar ao mais alto nível, num grande palco do futebol europeu.
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Astana
Benfica – Júlio César, Nélson Semedo, Luisão, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris (85m – Ljubomir Fejsa), Gonçalo Guedes, Anderson Talisca (77m – Raúl Jiménez), Nico Gaitán, Kostas Mitroglou e Jonas (72m – Pizzi)
Astana – Nenad Eric, Branko Ilic (90m – Denys Dedechko), Evgeni Postnikov, Marin Anicic, Dmitri Shomko, Baurzhan Dzholchiyev (81m – Abzal Beysebekov), Roger Cañas, Georgi Zhukov, Nemanja Maksimovic, Foxi Kéthévoama e Junior Kabananga
1-0 – Nico Gaitán – 51m
2-0 – Kostas Mitroglou – 62m
Cartões amarelos – Andreas Samaris (40m), Gonçalo Guedes (45m) e Jardel (83m); Marin Anicic (21m) e Baurzhan Dzholchiyev (24m)
Árbitro – Tasos Sidiropoulos (Grécia)
À semelhança do que tem sido regra neste início de época – a única excepção vem precisamente do jogo anterior para o campeonato, ante o Belenenses – o Benfica ficou mais uma vez em branco no primeiro tempo.
Um nulo que reflecte bem o que se passou dentro de campo nesses 45 minutos iniciais, com um jogo de toada lenta, denunciado, muito afunilado, sem rasgo nem chama.
Perante uma equipa de estatuto bem inferior, estreante nesta fase da competição, o Benfica, tendo necessariamente a responsabilidade de assumir a iniciativa e procurar a vitória – pese embora até tenha começado por passar por um grande susto, logo no minuto inicial após o recomeço, com a bola a embater no poste da baliza, com Júlio César a fazer a mancha, dificultando o remate do adversário – regressou para a segunda metade com outra atitude, muito mais dinâmica, tendo sobressaído nessa fase a acção do irrequieto Nico Gaitán, a puxar pelos seus companheiros, apontando o caminho, culminando mesmo com a obtenção do tento que consumava a abertura no marcador.
Até ao tento da confirmação, por Mitroglou, decorreram apenas mais cerca de 10 minutos. A partir daí, até final, o pensamento terá estado mais em gerir o resultado que em procurar ampliá-lo, até em função do confronto agendado para domingo, no Estádio do Dragão, frente ao FC Porto, pelo que não houve mais eventos de relevo a assinalar.
Perante uma equipa que, após ter conseguido quebrar a resistência e a barreira defensiva, não colocou grandes problemas, acabou por ser um triunfo tranquilo do Benfica, a lançar positivamente esta campanha, que poderá beneficiar também do resultado da outra partida da ronda, com o Galatasaray a ser derrotado em casa pelo Atlético de Madrid.



