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TAÇA DE PORTUGAL – PALMARÉS
Vencedor Finalista
Benfica 24 9 Sporting 14 10 FC Porto 13 11 Boavista 5 1 Setúbal 3 7 Belenenses 3 5 Braga 1 3 Académica 1 3 Leixões 1 1 Beira-Mar 1 1 E. Amadora 1 - Guimarães - 4 Marítimo - 2 Atlético - 2 U. Leiria - 1 Campomaiorense - 1 Farense - 1 Rio Ave - 1 Covilhã - 1 Torreense - 1 Olhanense - 1 Estoril - 1
FINAIS DA TAÇA DE PORTUGAL
Época Vencedor Finalista 2006-2007 Sporting Belenenses 1-0 2005-2006 FC Porto Setúbal 1-0 2004-2005 Setúbal Benfica 2-1 2003-2004 Benfica FC Porto 2-1 2002-2003 FC Porto U. Leiria 1-0 2001-2002 Sporting Leixões 1-0 2000-2001 FC Porto Marítimo 2-0 1999-2000 FC Porto Sporting 1-1 2-0 1998-1999 Beira-Mar Campomaiorense 1-0 1997-1998 FC Porto Sp. Braga 3-1 1996-1997 Boavista Benfica 3-2 1995-1996 Benfica Sporting 3-1 1994-1995 Sporting Marítimo 2-0 1993-1994 FC Porto Sporting 0-0 2-1 1992-1993 Benfica Boavista 5-2 1991-1992 Boavista FC Porto 2-1 1990-1991 FC Porto Beira-Mar 3-1 1989-1990 E. Amadora Farense 1-1 2-0 1988-1989 Belenenses Benfica 2-1 1987-1988 FC Porto Guimarães 1-0 1986-1987 Benfica Sporting 2-1 1985-1986 Benfica Belenenses 2-0 1984-1985 Benfica FC Porto 3-1 1983-1984 FC Porto Rio Ave 4-1 1982-1983 Benfica FC Porto 1-0 1981-1982 Sporting Sp. Braga 4-0 1980-1981 Benfica FC Porto 3-1 1979-1980 Benfica FC Porto 1-0 1978-1979 Boavista Sporting 1-1 1-0 1977-1978 Sporting FC Porto 1-1 2-1 1976-1977 FC Porto Sp. Braga 1-0 1975-1976 Boavista Guimarães 2-1 1974-1975 Boavista Benfica 2-1 1973-1974 Sporting Benfica 2-1 1972-1973 Sporting V. Setúbal 3-2 1971-1972 Benfica Sporting 3-2 1970-1971 Sporting Benfica 4-1 1969-1970 Benfica Sporting 3-1 1968-1969 Benfica Académica 2-1 1967-1968 FC Porto V. Setúbal 2-1 1966-1967 V. Setúbal Académica 3-2 1965-1966 Sp. Braga V. Setúbal 1-0 1964-1965 V. Setúbal Benfica 3-1 1963-1964 Benfica FC Porto 6-2 1962-1963 Sporting Guimarães 4-0 1961-1962 Benfica V. Setúbal 3-0 1960-1961 Leixões FC Porto 2-0 1959-1960 Belenenses Sporting 2-1 1958-1959 Benfica FC Porto 1-0 1957-1958 FC Porto Benfica 1-0 1956-1957 Benfica Sp. Covilhã 3-1 1955-1956 FC Porto Torreense 2-0 1954-1955 Benfica Sporting 2-1 1953-1954 Sporting V. Setúbal 3-2 1952-1953 Benfica FC Porto 5-0 1951-1952 Benfica Sporting 5-4 1950-1951 Benfica Académica 5-1 1948-1949 Benfica Atlético 2-1 1947-1948 Sporting Belenenses 3-1 1945-1946 Sporting Atlético 4-2 1944-1945 Sporting Olhanense 1-0 1943-1944 Benfica Estoril 8-0 1942-1943 Benfica V. Setúbal 5-1 1941-1942 Belenenses Guimarães 2-0 1940-1941 Sporting Belenenses 4-1 1939-1940 Benfica Belenenses 3-1 1938-1939 Académica Benfica 4-3
FC PORTO BI-CAMPEÃO NACIONAL – 2006-07
Total Casa Fora
Jg V E D G Pt V E D G V E D G
1 FC Porto 30 22 3 5 65-20 69 13 - 2 38- 9 9 3 3 27-11
2 Sporting CP 30 20 8 2 54-15 68 11 2 2 35- 9 9 6 - 19- 6
3 SL Benfica 30 20 7 3 55-20 67 11 4 - 31- 7 9 3 3 24-13
4 SC Braga 30 14 8 8 35-30 50 8 4 3 22-17 6 4 5 13-13
5 CF Os Belenenses 30 15 4 11 36-29 49 8 2 5 18- 8 7 2 6 18-21
6 FC P. Ferreira 30 10 12 8 31-36 42 7 7 1 19-12 3 5 7 12-24
7 U. D. Leiria 30 10 11 9 25-27 41 6 7 2 14-11 4 4 7 11-16
8 CD Nacional 30 11 6 13 41-38 39 9 2 4 28-15 2 4 9 13-23
9 CF E. Amadora 30 9 8 13 23-36 35 7 5 3 15-12 2 3 10 8-24
10 Boavista FC 30 8 11 11 32-34 35 5 7 3 20-16 3 4 8 12-18
11 CS Marítimo 30 8 8 14 30-44 32 5 4 6 14-19 3 4 8 16-25
12 A. Naval 1º Maio 30 7 11 12 28-37 32 3 5 7 12-16 4 6 5 16-21
13 A. Académica C. 30 6 8 16 28-46 26 3 2 10 12-21 3 6 6 16-25
14 VFC Setúbal 30 5 9 16 21-45 24 2 5 8 11-23 3 4 8 10-22
15 SC Beira-Mar 30 4 11 15 28-55 23 3 7 5 18-26 1 4 10 10-29
16 CD Aves 30 5 7 18 22-42 22 3 3 9 10-16 2 4 9 12-26
Liga dos Campeões – FC Porto e Sporting CP
Liga dos Campeões (3ª Pré-Eliminatória) – SL Benfica
Taça UEFA – SC Braga, CF Belenenses e FC P. Ferreira
Despromovidos à II Liga – SC Beira-Mar e CD Aves
Promovidos à I Liga – Leixões SC e VSC Guimarães
– O FC Porto somou hoje o seu 22º título de Campeão Nacional em 73 edições da prova (1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07); foi vice-campeão por 24 vezes; 10 3º lugares; 11 4ª lugares; 3 5º lugares; 1 6º; 1 7º; e 1 9º lugar
– O Sporting conquistou já 18 títulos de Campeão (1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02); sendo vice-campeão pela 17ª vez; 24 vezes 3º; 10 4º lugares; e 4 5º lugares.
– O Benfica, já Campeão por 31 vezes (1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05); conta ainda 24 vice-campeonatos; tendo obtido pela 14ª vez o 3º lugar; 3 4º lugares; e 1 6º lugar.
– Os restantes Campeonatos foram conquistados por: Belenenses (em 1945-46); e Boavista (em 2000-01).
A “normalidade” acabou por imperar, com os três candidatos a vencer na última jornada, mantendo assim a posição na tabela classificativa (e repetindo a classificação geral final da época passada).
O FC Porto, líder durante toda a prova, revalida o título – um dos mais difíceis da sua história. O Sporting, com uma equipa jovem, tendo porventura – pelo menos em algumas fases do campeonato – praticado o melhor futebol, conclui a prova novamente na posição de vice-campeão. O Benfica, com um arranque de época difícil e um “penoso” final de temporada não conseguiu mais do que minimizar as distâncias para os 2 primeiros, acabando o campeonato com uma série de 20 jogos consecutivos sem derrota, tendo sido também a única equipa invicta em casa.
Na jornada de hoje, o Sporting voltou a entrar forte, “resolvendo o assunto” logo na primeira meia hora. Chegou contudo a estar em 3º lugar (dado que o Benfica marcara primeiro à Académica)… durante um minuto, “saltando” (com o seu golo, logo aos 10 minutos) para o 1º lugar… até que o FC Porto conseguisse inaugurar o marcador. Na sequência do golo do empate do D. Aves, o Sporting passaria novamente para “a frente”, até ao 2º golo do FC Porto, já na segunda parte, iam decorridos 52 minutos. Os portistas apenas “respirariam fundo” cerca da hora de jogo, com o auto-golo de Jorge Ribeiro, fazendo o 3-1.
PROBABILIDADES
Em 27 combinações possíveis de resultados nos 3 jogos em que participam os “pretendentes” ao título (amanhã, a partir das 19h15), o FC Porto seria Campeão em 17 dos casos (63 %): desde que vença o Aves (9 combinações); em caso de empate, desde que o Sporting não vença o Belenenses (6 combinações); mesmo perdendo, desde que o Sporting também seja derrotado e que o Benfica não vença a Académica (2 combinações).
O Sporting dispõe de 8 “cenários” favoráveis (30 %) à conquista do título de Campeão: vencendo o Belenenses, desde que o FC Porto não vença o Aves (6 combinações); empatando, desde que o FC Porto seja derrotado e que o Benfica não vença (2 combinações).
No caso do Benfica, “against (almost) all ods”, só 2 combinações (7 %) lhe permitiriam realizar a quimera do título: vencendo a Académica, desde que o FC Porto seja derrotado e que o Sporting não vença.
ENTRETANTO, NA I LIGA…
As vitórias do Sporting e Benfica e o empate do FC Porto em Paços de Ferreira mantêm os Campeões em título e líderes da prova sob pressão.
À entrada para a última jornada, o FC Porto regista 66 pontos, contra 65 do Sporting e 64 do Benfica! Há quantos anos não chegávamos a esta fase do campeonato com os três primeiros na disputa do título?
Embora, no caso do Benfica, chegar ao 1º lugar mais não pareça ser que uma quimera: necessita (para além da vitória no seu jogo, com a Académica) de uma derrota do FC Porto (frente a um “aflito” Aves) e que o Sporting não vença o Belenenses… Deixem-nos sonhar!
Em aberto permanece portanto – para além da disputa do 4º lugar (entre Belenenses e Braga) – a decisão sobre o 2º classificado e consequente acesso directo à Liga dos Campeões.
Na tenaz luta pela manutenção, subsistem Aves e Beira-Mar (ambos com 22 pontos) e Setúbal (21 pontos); só um deles poderá “salvar-se”. Quem assegurou a manutenção na jornada de hoje (não obstante a derrota frente ao Sporting) foi a Académica, única equipa a conhecer já a sua posição final na tabela classificativa: independentemente dos resultados da última jornada (em que defronta o Benfica, no Estádio da Luz), ocupará o 13º lugar.
Por fim, P. Ferreira (41 pontos), U. Leiria (40 pontos) e Nacional (38 pontos) disputarão a última vaga disponível para acesso à Taça UEFA.
BENFICA, 1 – SPORTING, 1
Num jogo paupérrimo – há muito tempo que não recordo um derby tão mal jogado de parte a parte – perante um Benfica numa fase em que “quer pouco”… e “pode” ainda menos, incompreensível a falta de ambição do Sporting, assim colocando à mercê de um FC Porto (também de “fim de estação”) a conquista de mais um título.
Quais as explicações possíveis para que FC Porto, Sporting e Benfica cheguem a esta fase (crucial) da época em tão “má forma”?
Na partida de hoje, o Benfica – “oferecendo um golo de avanço”, praticamente no primeiro minuto, por Liedson (que não cheguei a ver, ainda ocupado a ajeitar o telemóvel…) – denotou durante toda a primeira metade do encontro uma enorme intranquilidade, falta de confiança, sem conseguir “ligar dois passes”; o golo do empate foi obtido mais numa reacção de “raiva” de Miccoli que na sequência de uma fase de futebol articulado e coerente.
Na segunda parte, o Benfica pareceu querer “assentar” o jogo, mas, a partir dos 60 minutos, começaram a “faltar as pernas” aos elementos-chave da equipa; as entradas de Manu (aos 65 minutos) e de Mantorras (a cerca de 10 minutos do fim) praticamente nada trouxeram de novo.
Nesse período, já o Sporting parecia satisfeito com o empate – preferindo apostar na conservação do 2º lugar do que em ir à procura do 1º… – sendo o futebol jogado “aos repelões”, muito pelo ar e com pouco nexo.
A três jornadas do fim, com as três equipas a “léguas” do seu potencial (a do Sporting será, nesta altura, a “menos má”), haverá ainda bastantes pontos para perder… mas só um FC Porto (que beneficia nesta altura de 3 pontos de avanço sobre o Sporting e 4 em relação ao Benfica) tão desastrado como o da primeira parte de ontem no Bessa poderia deixar fugir o título…
P. S. Entretanto, na Holanda, o PSV Eindhoven (de Ronald Koeman…) sagrou-se tri-campeão… por um golo de vantagem sobre o Ajax. Num fim-de-semana em que o também (precedente) treinador do Benfica, Giovanni Trapatonni, se sagrou igualmente campeão… na Áustria, com o FC Salzburg. Na Croácia, também já há campeão: o D. Zagreb.
TAÇA UEFA – 1/4 FINAL

Werder Bremen – AZ Alkmaar – 4-1 / 0-0 (4-1)
Osasuna – Bayer Leverkusen – 1-0 / 3-0 (4-0)
Tottenham – Sevilla – 2-2 / 1-2 (3-4)
Benfica – Espanyol – 0-0 / 2-3 (2-3)


Depois da desastrada primeira parte no jogo de Barcelona, um Benfica de “fim-de-estação”, sem ânimo nem fôlego, faria uma ainda pior exibição no primeiro tempo da partida de hoje, chegando mesmo a parecer ausente do encontro.
Durante metade do jogo, o Espanyol, marcando de forma pressionante, não teve dificuldade em suster as denunciadas, previsíveis e lentas iniciativas do Benfica – que apenas no minuto inicial do jogo criaria perigo. Mais preocupado em defender que procurar marcar, a equipa catalã limitou-se a controlar o meio-campo, onde aparecia sempre em superioridade; apenas aos 12 minutos, os espanhóis ameaçaram o golo, com uma bola no poste.
Na segunda parte, o Benfica procurou despertar da letargia; paralelamente, o Espanyol ia perdendo fulgor, começando a recuar no terreno, cedendo mais espaço e iniciativa à equipa portuguesa.
Mas, na verdade, o Benfica apenas jogou futebol durante cerca de um quarto de hora, entre os 60 e os 75 minutos; tal é a fragilidade desta equipa que elimina o único representante português nas provas europeias que, nesse período de tempo, só por milagre, o Espanyol acabou por evitar… a goleada: aos 66, 72 e 73 minutos, o Benfica dispôs de três soberanas ocasiões de golo, que contudo não conseguiria concretizar, por inépcia dos seus jogadores, por alguma infelicidade e, também, muito por acção do guarda-redes basco, a fazer algumas defesas impossíveis.
No último quarto de hora (a que acrescem os 5 minutos de tempo de compensação), o Benfica praticamente já não teve “cabeça” para organizar o jogo, tal a forma precipitada (mesmo atabalhoada) com que procurava avançar no terreno. Ainda assim, Mantorras despediçaria “escandalosamente” mais uma oportunidade de golo (a quarta em cerca de 20 minutos), cabeceando desastradamente, para onde estava virado, quando tinha a baliza à mercê.
O Benfica – pagando um elevado preço por tanto tempo “ausente” do jogo (nas 2 mãos deste confronto) – é eliminado, de forma absolutamente desconsoladora e inglória, perante um adversário acessível, que apenas se preocupou em controlar o jogo (enquanto teve forças para isso) e, na fase final, em “destruir” o jogo adversário, “queimando” o máximo de tempo possível, com o que contou com a estranha complacência do árbitro.
Com Simão Sabrosa, Petit, Nuno Gomes, Miccoli e Nélson a acusarem o desgaste de uma época longa e preenchida (e com Rui Costa e Mantorras a “meio-gás” e Derlei praticamente “inexistente”), a fase final do campeonato nacional ameaça ser um suplício para o Benfica, que parece já completamente “espremido”.
Nas 1/2 Finais da Taça UEFA – à semelhança do que se verifica na Liga dos Campeões, com Inglaterra – três equipas espanholas, para além do Werder Bremen. O alinhamento das partidas das 1/2 Finais compreende as seguintes partidas: Espanyol – Werder Bremen e Osasuna – Sevilla.
Benfica – Quim, Nélson (81m – Derlei), Anderson, David Luiz, Léo, Petit, Karagounis (82m – Katsouranis), Rui Costa, Simão Sabrosa, Miccoli e Nuno Gomes (70m – Mantorras)
Espanyol – Gorka Iraizoz, Zabaleta, Torrejón, Jarque, Chica, Ito (54m – Eduardo Costa), Hurtado, De la Peña (78m – Jónatas), Luis Garcia, Riera e Pandiani (71m – Corominas)
Cartões amarelos – Rui Costa (30m) e Karagounis (67m); Ito (37m), Luis Garcia (55m), De la Peña (62m), Zabaleta (84m ) e Chica (84m)
Árbitro – Claus Bo Larsen (Dinamarca)
TAÇA UEFA – 1/4 FINAL
AZ Alkmaar – Werder Bremen – 0-0
Bayer Leverkusen – Osasuna – 0-3
Sevilla – Tottenham – 2-1
Espanyol – Benfica – 3-2


L’Espanyol ho tenia tot fet (3-0) però va deixar sortir viu el Benfica i s’haurà de guanyar la classicació a Lisboa i sense Tamudo.
La plantilla de l’Espanyol es va despertar ahir amb la sensació d’haver deixat escapar una ocasió històrica per enfonsar el Benfica. Un minut, concretament 90 segons que van del minuts 63 al 65, va ser fatídic per a la moral blanc-i-blava, ja que els gols de Nuno Gomes i Simão van deixar oberta l’eliminatòria.
(Jornal El 9 – Esportiu de Catalunya, de 7 de Abril de 2007)

Passaram já alguns dias, mas a sensação que perdura da partida a que assisti no Estádio Olímpico de Barcelona (bem composto, com perto de 5 000 adeptos benfiquistas) é a mesma: a de que, num jogo atípico, o Benfica, completamente perdido e “atordoado” pelo contra-ataque do Espanyol (com uma atitude que mais parecia ser a de uma equipa a jogar “fora de casa”), teve a eliminatória perdida. Depois, num assomo de orgulho – perante uma equipa que lhe é claramente inferior -, teve ainda a felicidade de, no espaço de dois minutos, reentrar na disputa da eliminatória, não tendo contudo sabido aproveitar então o “desnorte” dos catalães para empatar o jogo e sair de Barcelona já com vantagem (também penalizado pelo árbitro, que “não viu” uma grande penalidade a favor da equipa portuguesa).
Uma equipa que denota estar “no limite”, com um plantel escasso, sem a confiança do treinador, apostando praticamente sempre no mesmo “onze-base”, com alguns reforços que não têm “90 minutos nas pernas”, casos de Rui Costa ou Mantorras e com Derlei a continuar a “passar ao lado dos jogos”. E com uma defesa intranquila, com a juventude de David Luiz e a insegurança de Anderson. Com Nélson bastante irregular e com Nuno Gomes claramente fora de forma. Subsiste a maestria de Rui Costa, a impulsividade de Miccoli e o esforço de Simão, que continua a “carregar a equipa às costas”, com uma exibição coroada com um golo na sequência de uma excelente iniciativa individual, “de raiva”.
Já depois de amanhã, no Estádio da Luz, a decisão da eliminatória: ao Benfica bastará um golo; julgo que o conseguirá; necessita contudo ter maior concentração defensiva, em ordem a neutralizar o contra-ataque do Espanyol.
Espanyol – Gorka Iraizoz, Zabaleta (69m – Lacruz), Torrejón, Jarque, Chica, Moisés, De la Peña, Rufete (80m – Ito), Luis Garcia, Riera e Tamudo (53m – Pandiani)
Benfica – Quim, Nélson, Anderson, David Luiz, Léo, Petit, Karagounis, João Coimbra (36m – Rui Costa), Derlei (57m – Miccoli), Simão Sabrosa e Nuno Gomes
1-0 – Tamudo – 15m
2-0 – Riera – 33m
3-0 – Pandiani – 58m
3-1 – Nuno Gomes – 63m
3-2 – Simão Sabrosa – 65m
Cartões amarelos – Zabaleta (26m) e Riera (64m); Anderson (3m) e Simão Sabrosa (37m)
Árbitro – Eric Braamhaar (Holanda)
BENFICA, 1 – FC PORTO, 1
Melhor – O FC Porto na primeira parte, impondo a vantagem em termos de compleição física dos seus jogadores, jogando compacto, de forma agressiva (nos limites da virilidade e da dureza… ou para além deles – nomeadamente com Bruno Alves com uma entrada intimidatória sobre Simão Sabrosa, logo aos 3 minutos, que lhe valeria o primeiro de vários cartões amarelos), com um meio-campo dominante, controlando o jogo, manietando um Benfica “desligado”, que nunca teve a capacidade de jogar como conjunto, com os sectores muito afastados e com o meio-campo a não conseguir “pegar no jogo”.
Indigno – O anti-jogo do FC Porto durante a segunda parte, impróprio de uma equipa que é campeã e que luta por revalidar o título. Depois de um golo feliz – a finalizar a primeira parte – na sequência de um lance de bola parada, com Pepe a surgir sozinho ao segundo poste, para empurrar facilmente, de cabeça, para a baliza, o FC Porto da segunda metade da partida não só abdicou de jogar o jogo pelo jogo, como tudo procurou fazer para evitar que o Benfica pudesse jogar; sucessivas simulações de lesões; múltiplas paragens para quebrar o ritmo da partida; um espectáculo muito pobre.
Magia – A forma como Rui Costa, entrando para a segunda metade do encontro, pautou, como verdadeiro “maestro” o futebol de ataque do Benfica, fazendo sucessivas aberturas, solicitando a desmarcação dos seus colegas, fazendo-os correr, dando dinâmica ao futebol do Benfica. O golo do empate – na sequência de uma jogada algo confusa, com David Luiz a rematar e a bola ainda a embater em Lucho antes de entrar na baliza – acabaria por ser magro pecúlio para a qualidade do futebol enleante do Benfica, com sucessivas subidas pelos flancos, ora por Nélson, ora por Léo, com Simão Sabrosa a chegar claramente tarde ao flanco esquerdo (depois de ter andado perdido no meio do terreno durante toda a primeira parte); no último quarto de hora, o FC Porto passou por sérios apuros, sem conseguir suster a dinâmica benfiquista.
Ausente – Quaresma praticamente não tocou na bola, sempre bem marcado por Nélson, que procurou levar o jogo para áreas mais avançadas, a que Quaresma não recuava (não gosta de defender…), pelo que o criativo do FC Porto acabou por andar quase sempre afastado do “centro das operações”, numa partida em que “passou ao lado” do jogo.
Impossível – A defesa de Helton, já em período de descontos, a evitar o golo da vitória do Benfica, na sequência de um cabeceamento subtil de Mantorras. Teria ainda tempo para nova excelente defesa, a remate forte de Derlei.
Empate – Um resultado que serve melhor as ambições do FC Porto, mantendo um ponto de vantagem na classificação, quando restam agora 7 jogos até final do campeonato… que continua, em aberto, possivelmente numa disputa a três, se o Sporting vencer amanhã. Neste encontro, só uma equipa procurou a vitória: essa, foi o Benfica.
TAÇA UEFA – 1/8 FINAL (ACT.)
AZ Alkmaar – Newcastle – 2-0 / 2-4 (4-4)
Espanyol – Macabbi Haifa – 4-0 / 0-0 (4-0)
Osasuna – Glasgow Rangers – 1-0 / 1-1 (2-1)
Tottenham – Braga – 3-2 / 3-2 (6-4)
Shakhtar Donetsk – Sevilla – 2-3 (a.p.) / 2-2 (4-5)
B. Leverkusen – Lens – 3-0 / 1-2 (4-2)
Benfica – P. St.-Germain – 3-1 / 1-2 (4-3)
Werder Bremen – Celta de Vigo – 2-0 / 1-0 (3-0)


No jogo da 2ª mão, com um Estádio da Luz repleto, o Benfica entrou decidido a resolver cedo a eliminatória. Com uma toada ofensiva que quase “sufocou” a equipa francesa, rapidamente chegaria ao golo, por intermédio de Simão Sabrosa, colocando-se novamente em vantagem no conjunto das duas mãos.
As coisas pareciam fáceis, quando – logo aos 26 minutos – o Benfica, numa excelente execução de Petit (a fazer um “chapéu” a Landreau), ampliava a vantagem para 2-0.
Como que deslumbrado com as facilidades – num momento de desconcentração da equipa do Benfica -, Pauleta, com instinto goleador, antecipou-se à defesa benfiquista, cabeceando para o fundo da baliza, com Moretto a deixar passar a bola sob o corpo. A eliminatória voltava a estar igualada.
E, de imediato, nos minutos seguintes, pairou a “sombra” dos últimos 10 minutos da primeira parte em Paris, com o Benfica a passar mais uma vez por apuros, particularmente quando Pauleta rematou novamente com perigo, desta feita com Moretto a evitar o golo.
Na segunda parte, a sensação foi a de que a equipa francesa foi procurando “adormecer” o jogo, o que ia conseguindo; praticamente até ao quarto de hora final, o Benfica não criaria grandes oportunidades de perigo.
Nos minutos finais, o Benfica procurou decidir a eliminatória no tempo regulamentar, mas parecia que não viria a ser feliz… até que, a 3 minutos do final da partida, Mulumbu derrubou Léo na grande-área. Na conversão da grande penalidade, Simão Sabrosa, com frieza e segurança, marcava pela terceira vez ao Paris St.-Germain, apurando o Benfica para os 1/4 Final da Taça UEFA.
Prova em que subsistem também 3 equipas espanholas (o detentor do troféu, Sevilla – hoje salvo da eliminação com um golo do seu guarda-redes, na sequência de um pontapé de canto, na última jogada do tempo regulamentar, aos 94 minutos! -, Espanyol e Osasuna); 2 alemãs (Bayer Leverkusen e Werder Bremen); uma inglesa (Tottenham); e uma holandesa (Az Alkmaar).
Benfica – Moretto; Nélson, David Luiz, Anderson, Léo; Petit, Katsouranis, Karagounis (45m – João Coimbra), Simão Sabrosa; Nuno Gomes (90m – Paulo Jorge) e Miccoli (77m – Derlei)
Paris St.-Germain – Landreau, Mabiala (75m – Mendy), Rozehnal, Traoré, Drame, Mulumbu, Diané, Gallardo (70m – Kalou), Rothen, Pauleta e Luyindula (70m – Ngog)
1-0 – Simão Sabrosa – 12m
2-0 – Petit – 27m
2-1 – Pauleta – 32m
3-1 – Simão Sabrosa – 89m
Cartões amarelos – Katsouranis (22m) e Nuno Gomes (90m); Mulumbu (2m), Rothen (61m) e Traoré (90m)
Cartão vermelho – Mulumbu (88m)
Árbitro – Florian Meyer (Alemanha)
Depois da derrota em casa, o Braga partia para a 2ª mão, disputada hoje em Londres, sem grandes expectativas, para além de procurar dignificar o nome do clube e do país que representa. O próprio treinador – Jorge Costa – havia dado o mote, referindo que pretendia evitar que a sua equipa sofresse uma “humilhação”…
E, desde início, o Tottenham, exercendo intensa pressão, empurrou o Braga para o seu meio-campo defensivo, criando jogadas de relativo perigo.
Conseguindo resistir e passar incólume aos primeiros 20 minutos de ofensiva inglesa, o Braga acabaria por – na sequência de um lance de “bola parada”, com um cruzamento tenso para a área – beneficiar de um auto-golo de um adversário, desviando involuntariamente a bola para a sua baliza.
Estavam decorridos 24 minutos e, surpreendentemente, o Braga voltava a “reentrar” na discussão da eliminatória (tal como sucedera já no Minho)… mas, por pouco tempo, pois passados menos de cinco minutos, Berbatov empataria o jogo.
Voltando a “carregar no acelerador”, continuando a atacar com intensidade, o Tottenham chegaria, com naturalidade – ainda antes do intervalo – ao segundo golo, com Berbatov a bisar.
Na segunda parte, o ritmo foi mais moderado, permitindo ao Braga respirar melhor, não obstante sem criar claras ocasiões de golo.
Até que, à passagem dos 60 minutos, na conversão de um livre directo, superiormente apontado por Andrade, com um potente remate, o Braga empatava o jogo… e regressava (uma vez mais) à discussão da eliminatória!
Nos minutos imediatos, empolgada pelo golo e acreditando em si própria, a equipa do Braga partiu decididamente à procura do golo que (pelo menos…) forçaria o prolongamento.
Porém, aos 75 minutos, terminava o sonho bracarense; Malbranque (que já marcara na 1ª mão), sentenciava – desta vez, definitivamente… – a eliminatória. Repetia-se o resultado do primeiro jogo. O Braga concluía, com dignidade, a sua participação na Taça UEFA desta época.



