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TAÇA UEFA – 1/8 FINAL

Newcastle – AZ Alkmaar – 4-2
Macabbi Haifa – Espanyol – 0-0
Glasgow Rangers – Osasuna – 1-1
Braga – Tottenham – 2-3
Sevilla – Shakhtar Donetsk – 2-2
Lens – B. Leverkusen – 2-1
P. St.-Germain – Benfica – 2-1
Celta de Vigo – Werder Bremen – 0-1


Num Parques dos Príncipes colorido de vermelho, com dezenas de milhar de adeptos benfiquistas (estimam-se em mais de 20 000, num total de cerca de 37 000 espectadores), o Benfica disputou hoje a 1ª mão dos 1/8 Final com uma equipa do Paris St.-Germain, que ocupa o 18º e antepenúltimo lugar do Campeonato francês, portanto actualmente em zona de despromoção.
Privado de Katsouranis (ausente pela primeira vez nesta época, por indisposição), Fernando Santos concedeu a titularidade ao jovem João Coimbra, tendo, por outro lado, optado de início por Derlei, em detrimento de Nuno Gomes.
Entrando no jogo com boa disposição, a equipa francesa criaria a primeira ocasião de perigo aos 7 minutos, na sequência de um pontapé de canto, com alguma confusão na área benfiquista. Mas, logo no minuto seguinte, o Benfica beneficiava de uma soberana oportunidade de golo, com Derlei desmarcado na cara do guarda-redes francês, a deixar-se antecipar, no “último segundo”, por Sakho, que lhe tirou autenticamente o “pão da boca”.
…E, de imediato, na jogada subsequente, Nélson a percorrer todo o flanco direito, até à linha de fundo e a conseguir realizar (mais) um cruzamento perfeito, para a cabeça de Simão Sabrosa, que não desperdiçou, marcando o primeiro golo, colocando o Benfica em vantagem, colocando o Parque dos Príncipes “ao rubro”.
Com o jogo bastante disputado, o Benfica disporia de nova oportunidade à passagem dos 23 minutos… que não seria aproveitada.
Por volta da meia-hora, o Benfica continuava a “mandar no jogo”, trocando a bola, com a equipa francesa, passivamente, na expectativa, “a assistir”.
Até que, em mais uma contrariedade, Luisão – após um desarme em esforço sobre Rothen – ressentia-se da lesão que o tem importunado e pedia, de imediato, a substituição, entrando David Luiz. Na sequência do livre, Quim seria obrigado a uma vistosa intervenção, desviando a bola por cima da baliza… para, na sequência do canto, ter de se aplicar novamente.
Pouco depois, com David Luiz ainda a procurar integrar-se no eixo da defesa, Pauleta, num cruzamento-remate em arco (que nem David Luiz, nem o atacante parisiense conseguiram desviar), introduzia a bola na baliza de Quim, empatando o jogo.
Com uma defesa que passara a um estado periclitante, como que “tremendo” perante as ofensivas francesas, Kalou entrou na área em “slalom”, driblando 3 adversários (à espera da falta para a grande penalidade), até que se decidiu por assistir Frau; estava feito o segundo golo e concretizada a reviravolta no marcador… em 4 minutos.
O Benfica desesperava pela chegada do intervalo, com Rothen, em cima da hora, a criar novamente perigo para a baliza benfiquista.
Parecendo psicologicamente estabilizado, o Benfica entraria bastante bem na segunda parte, com duas ou três jogadas ofensivas, levando perigo à área francesa, numa delas – aos 53 minutos – com Mendy a salvar sobre a linha de golo, uma bola cabeceada por David Luiz.
Porém, a partir dos 55 minutos, o Paris St.-Germain retomaria o controlo do jogo, com Pauleta, aos 57 minutos, a tentar, num remate com efeito, em arco, trair Quim, mas a bola a sair ao lado. Para, aos 60 minutos, num rápido contra-ataque, Miccoli surgir isolado pelo lado esquerdo, rematando cruzado, com Landreau batido, mas a bola a passar a centímetros do poste! O Benfica desperdiçava uma excelente oportunidade para empatar a partida…
E, novamente, aos 64 minutos, num ressalto na sequência de um pontapé de canto, Miccoli, em excelente posição, no centro da área, enquadrado com a baliza, a rematar de primeira… bastante por alto.
Mais uma contrariedade sucederia ao Benfica pouco depois, com a lesão de João Coimbra, a ser substituído por Beto, vendo-se obrigado a esgotar as substituições a 20 minutos do final da partida.
20 minutos que não registariam particulares eventos a assinalar, com um jogo bastante partido, com faltas sucessivas, quebrando o ritmo, sendo a equipa francesa a ter ainda, em cima dos 90 minutos, uma ocasião de perigo, com um livre frontal, a embater na barreira defensiva do Benfica.
Em conclusão, 5 minutos de “desnorte” e alguma infelicidade (desde lesões às oportunidades desperdiçadas) acabaram por resultar – num encontro em que a equipa portuguesa registou 65 % de tempo de “posse de bola”! – numa derrota perfeitamente escusada e evitável… que obriga o Benfica a vencer na 2ª mão, no Estádio da Luz, na próxima semana.
Paris St.-Germain – Landreau, Rozehnal, Mendy, Sakho, Armand (79m – Drame), Cissé, Chantôme, Rothen (61 m – Gallardo), Frau, Kalou e Pauleta (73m – Luyindula)
Benfica – Quim; Nélson, Anderson, Luisão (32m – David Luiz) e Léo; Petit, João Coimbra (71m – Beto), Karagounis, Derlei (68m – Nuno Gomes) e Simão Sabrosa; Miccoli
0-1 – Simão Sabrosa – 9m
1-1 – Pauleta – 35m
2-1 – Frau – 39m
Cartões Amarelos – Rothen (46m), Kalou (80m); Karagounis (6m), Derlei (55m)
Árbitro – Graham Poll (Inglaterra)
O Braga recebeu o Tottenham (no reeditar de uma eliminatória de há muitos anos atrás – 1984-85 -, em que a equipa minhota havia sido “cilindrada” com um resultado agregado de 0-9 – derrotas por 0-3 em Braga… 0-6 em Londres).
Neste reencontro, a equipa bracarense, parecendo surgir receosa do poderio do Tottenham, não revelou a desinibição necessária para se “soltar” no jogo, e assumir a iniciativa da partida; ao invés, concedendo essa iniciativa à equipa inglesa, caberiam aos londrinos as melhores oportunidades da primeira parte, sendo o nulo registado ao intervalo lisonjeiro para o Braga.
A equipa portuguesa, parecendo entrar melhor na segunda parte, teria, apenas aos 49 minutos, a primeira ocasião de perigo a seu favor. Mas a toada de jogo não se alteraria substancialmente, com o Tottenham a continuar a dominar… e o golo – que havia sido até então evitado – a chegar aos 57 minutos, por Robbie Keane. Estava quebrada a resistência bracarense.
Mais um quarto de hora decorrido – sem que o Braga conseguisse esboçar uma reacção – e, aos 72 minutos, com o segundo golo do Tottenham, por intermédio de Malbranque, o desfecho da eliminatória parecia já definido. No espírito dos bracarenses, não poderá ter deixado de surgir a recordação da eliminatória de 1984-85.
Até que, aos 75 minutos, na sequência de uma grande penalidade – que fez pairar algumas dúvidas – o Braga conseguia, pelo menos, um “golo de honra”, por Paulo Jorge.
E – sem que nada do que apresentara até então o fizesse esperar – aos 81 minutos, o Braga chega mesmo ao empate: Zé Carlos conseguia, num excelente desvio de cabeça, fazer o 2-2!
Mais, a partir daí, foi um Braga completamente “transfigurado” – aproveitando o facto de o Tottenham parecer “atordoado” com os dois golos inesperadamente sofridos – a procurar o golo da vitória, criando mesmo algumas ocasiões de perigo.
Já no termo do período de descontos, o Braga acabaria por sofrer a punição de um terceiro golo – novamente por Robbie Keane -, repondo a situação de vitória do Tottenham, de alguma forma traduzindo o que se passou na generalidade do encontro.
MANUEL GALRINHO BENTO
Partiu hoje, aos 58 anos, o que considero ter sido o melhor guarda-redes português de sempre (de alguma forma, na linha de um Sepp Maier, para mim, o melhor do mundo)…
Ainda ontem à noite marcara presença nas comemorações do 103º aniversário do Benfica; esta manhã, traído por problemas cardíacos, foi transportado para o Hospital do Barreiro, onde terá chegado já sem vida.
Recordo em particular quatro momentos: um famoso jogo pela selecção nacional, na Escócia, em que realizou talvez uma das suas melhores exibições, assegurando o nulo no marcador; um jogo da Taça dos Campeões Europeus, em Moscovo, entre o Torpedo e o Benfica, com o desempate na marcação de pontapés de grande penalidade, defendendo e marcando o golo da vitória; uma partida em Famalicão, em que, lesionado na cabeça, na sequência de um contacto com os pés de um oponente, teve de levar mais de 20 pontos; finalmente, talvez o seu maior momento de glória – a par do 3º lugar no “EURO 1984” -, no Neckarstadion em Estugarda, no célebre Alemanha-Portugal, que nos conferiu o apuramento para o Campeonato do Mundo de 1986.
Envergou por 63 vezes a camisola da selecção de Portugal; representou o Benfica durante cerca de 20 anos (de 1972 a 1990); foi Campeão nacional por 8 vezes, tendo conquistado 6 Taças de Portugal e sido finalista da Taça UEFA.
Até sempre, Bento!
TAÇA UEFA – 1/16 FINAL (ACT.)
Newcastle – Zulte Waregem – 1-0 / 3-1 (4-1)
Parma – Braga – 0-1 / 0-1 (0-2)
Panathinaikos – Lens – 0-0 / 1-3 (1-3)
Blackburn – B. Leverkusen – 0-0 / 2-3 (2-3)
Glasgow Rangers – Hapoel Tel-Aviv – 4-0 / 1-2 (5-2)
Espanyol – Livorno – 2-0 / 2-1 (4-1)
AZ Alkmaar – Fenerbahçe – 2-2 / 3-3 (5-5)
Ajax – Werder Bremen – 3-1 / 0-3 (3-4)
Celta de Vigo – Spartak Moscovo – 2-1 / 1-1 (3-2)
Macabbi Haifa – CSKA Moscovo – 1-0 / 0-0 (1-0)
P. St.-Germain – AEK Atenas – 2-0 / 2-0 (4-0)
D. Bucuresti – Benfica – 1-2 / 0-1 (1-3)
Sevilla – Steaua – 1-0 / 2-0 (3-0)
Nancy – Shakhtar Donetsk – 0-1 / 1-1 (1-2)
Osasuna – Bordeaux – 1-0 (a.p.) / 0-0 (1-0)
Tottenham – Feyenoord – Jogo cancelado, devido à exclusão do Feyenoord, por comportamento incorrecto dos seus adeptos na fase anterior da prova
Contrariamente ao que se receava, o D. Bucuresti não teve uma entrada impetuosa no jogo, parecendo ficar, pacientemente, na expectativa do erro adversário, concedendo mesmo alguma iniciativa ao Benfica que, ainda antes dos 10 minutos, beneficiou de uma ocasião de perigo, que não conseguiu concretizar.
Passados os temidos 20 minutos iniciais, seria então que o Dínamo se “soltaria” e, aos 23 minutos (na sua primeira oportunidade…), numa diagonal a “rasgar” o centro da defesa do Benfica – que ficou paralisada, reclamando um (aparentemente inexistente) fora-de-jogo -, com Munteanu, oportuníssimo na desmarcação, a desviar a bola do alcance de Quim, empatando a eliminatória.
No período imediato, o Benfica pareceu acusar o golo, até que, por volta da meia-hora de jogo, Luisão teria uma oportunidade; todavia, falharia o alvo.
Aos 36 minutos, Simão Sabrosa, na conversão de um livre obrigaria Lobont a intervenção meritória. E, aos 42 minutos, Miccoli a desmarcar-se, mas a chegar atrasado, deixando o guarda-redes adversário anular o perigo.
Para, no minuto seguinte, Lobont ser chamado a mais duas intervenções (a primeira delas, de elevado grau de dificuldade, a estirar-se, “em voo”, para, logo de seguida, ter de “mergulhar” junto ao solo)… e, na sequência (3 oportunidades num minuto!), Anderson – já em plena pequena área, com a baliza à mercê -, a ficar a centímetros da bola e do golo!
Depois da infelicidade a encerrar o primeiro tempo, a felicidade a abrir a segunda parte: o Benfica reentrava com boa atitude, mantendo a pressão que exercera nos últimos minutos antes do intervalo; aos 5 minutos, na sequência de um canto apontado por Simão Sabrosa, Anderson surgiu de rompante, antecipando-se à defesa romena, desviando de cabeça para o golo do empate, parecendo assegurar então uma vantagem decisiva na eliminatória.
Mais confiante e tranquilo, cinco minutos decorridos, o Benfica poderia ter sentenciado o confronto, com Miccoli a rematar forte, ligeiramente ao lado da baliza.
Aos 57 minutos, o Dínamo mostrava estar ainda “vivo”, com Pulhac a imitar Miccoli, desperdiçando ocasião soberana para marcar o segundo golo.
Mais cinco minutos, e o Benfica a não conseguir concretizar nova oportunidade, com Lobont a não se deixar enganar por Simão Sabrosa, que – isolado, “na cara” do guarda-redes – procurava colocar-lhe a bola pelo meio das pernas… Para, no minuto seguinte, novamente com origem de um canto apontado por Simão Sabrosa, à imagem do primeiro golo, Katsouranis a decidir a eliminatória, colocando o Benfica em vantagem também nesta partida.
Daí até final o Benfica manteve o controlo do jogo, com a equipa romena a não demonstrar capacidade para inverter a situação.
Mais uma importante vitória de uma equipa portuguesa, frente a uma equipa da Roménia, nosso adversário directo no ranking da UEFA.
D. Bucuresti – Lobont, Blay, Pulhac, Moti, Radu, Serban (45m – Balace), Margaritescu, Munteanu (58m – Mendy), Cristea (77m – Zé Kalanga), Niculescu e Danciulescu
Benfica – Quim; Nélson, Anderson, Luisão e Léo; Petit, Katsouranis (89m – Beto), Karagounis e Simão Sabrosa; Derlei (86m – Paulo Jorge) e Miccoli (75m – Nuno Gomes)
1-0 – Munteanu – 23m
1-1 – Anderson – 50m
1-2 – Katsouranis – 64m
Cartões amarelos – Moti (22m), Danciulescu (34m)
Árbitro – Nicolai Vollquartz (Dinamarca)
No outro jogo desta eliminatória envolvendo equipas portuguesas, o Braga conseguiu também uma excelente vitória em Parma, repetindo o resultado da 1ª mão, numa óptima estreia de Jorge Costa como treinador principal.
Mantendo a vantagem na eliminatória até ao último minuto (com o nulo a subsistir no marcador) – apesar de jogar em inferioridade numérica no derradeiro quarto de hora da partida, por expulsão de Frechaut, e sujeito a intensa pressão adversária -, seria nesse momento que a equipa bracarense deferiria o golpe final, com um golo de Diego.
Um magnífico resultado de conjunto para Portugal (fazendo o “pleno”, com 4 vitórias em 4 jogos!), a manter em prova dois representantes na próxima eliminatória.
Jogos dos 1/8 Final (a disputar a 8 e a 14/15 de Março)
Newcastle – AZ Alkmaar
Macabbi Haifa – Espanyol
Glasgow Rangers – Osasuna
Braga – Tottenham
Sevilla – Shakhtar Donetsk
Lens – B. Leverkusen
P. St.-Germain – Benfica
Celta de Vigo – Werder Bremen
TAÇA UEFA – 1/16 FINAL – BENFICA – D. BUCURESTI
Zulte Waregem – Newcastle – 15/2
Braga – Parma – 15/2
Lens – Panathinaikos – 15/2
B. Leverkusen – Blackburn – 3-2
Hapoel Tel-Aviv – Glasgow Rangers – 2-1
Livorno – Espanyol – 1-2
Fenerbahçe – AZ Alkmaar – 3-3
Werder Bremen – Ajax – 3-0
Spartak Moscovo – Celta de Vigo – 15/2
CSKA Moscovo – Macabbi Haifa – 0-0
AEK Atenas – P. St.-Germain – 0-2
Benfica – D. Bucuresti – 1-0
Steaua -Sevilla – 15/2
Shakhtar Donetsk – Nancy – 1-1
Bordeaux – Osasuna – 0-0
Feyenoord – Tottenham – Jogo cancelado, devido à exclusão do Feyenoord, por comportamento incorrecto dos seus adeptos na fase anterior da prova
No regresso da Taça UEFA às “Quartas-feiras europeias”, o Benfica – transitando da Liga dos Campeões para a segunda prova da UEFA – recebeu, na 1ª mão dos 1/16 Final, a equipa romena do D. Bucuresti.
Com uma toada de jogo lento durante toda a primeira parte, apenas por uma vez – aos 16 minutos, numa boa assistência de Rui Costa para Nuno Gomes, que viu o guarda-redes adversário, com uma excelente intervenção, negar-lhe o golo, desviando a bola para o poste – o Benfica criou efectivo perigo.
Na segunda parte, a equipa portuguesa parecia entrar mais determinada, mas, com o decorrer do tempo de jogo, aparentava ir perdendo confiança, na medida inversa em que os romenos procuravam começar a “subir no terreno”.
Até que, aos 69 minutos – numa fase em que a ansiedade ia aumentando -, o Benfica teve um momento de extrema infelicidade, na transformação de um livre, com Simão Sabrosa a rematar com estrondo à barra e, na sequência, a bola a ressaltar num adversário, sem, caprichosamente, entrar na baliza.
Aos 75 minutos, Niculescu colocaria – pela única vez na partida – o guarda-redes benfiquista à prova.
Quando parecia que o nulo no marcador já não se alteraria, aos 89 minutos, mais uma vez numa excelente assistência de Rui Costa, Simão Sabrosa, já à entrada da pequena área, rematou forte para mais uma defesa apertada de Lobont, surgindo Miccoli, com uma fulgurante recarga – num remate de “raiva” -, desta vez sem hipóteses para o guarda-redes.
Um golo que conferiu ao Benfica uma sofrida vitória, a par de uma preciosa vantagem na eliminatória, que se espera seja suficiente para garantir – na próxima semana, na Roménia – o apuramento para os 1/8 Final da prova, fase em que defrontaria provavelmente o Paris St.-Germain, hoje vitorioso em Atenas por 2-0, frente ao AEK.
Benfica – Quim; Nélson, Anderson, Luisão e Léo; Petit (45m – Miccoli), Katsouranis, Rui Costa (90m – João Coimbra) e Karagounis; Simão Sabrosa e Nuno Gomes (74m – Derlei)
D. Bucuresti – Lobont, Radu, Balace, Moti, Blay, Pulhac (65m – Zé Kalanga) (82m – Serban), Cristea, Margaristescu, Munteanu (79m – Ropotan), Niculescu e Danciulescu
1-0 – Miccoli – 89m
Cartões Amarelos – Petit (33m), Léo (77m); Pulhac (25m), Moti (68m)
Árbitro – Ivan Bebek – Croácia
LIGA DOS CAMPEÕES – 6ª JORNADA (ACT.)
GRUPO B Jg V E D G Pt 1 Bayern 6 3 3 - 10-3 12 2 Inter 6 3 1 2 5-5 10 3 Sp.Moscovo 6 1 2 3 7-11 5 4 Sporting 6 1 2 3 3-6 5 Sporting-Inter_______________1-0 / 0-1 Bayern-Sp.Moscovo____________4-0 / 2-2 Inter-Bayern_________________0-2 / 1-1 Sp. Moscovo-Sporting_________1-1 / 3-1 Inter-Sp. Moscovo____________2-1 / 1-0 Sporting-Bayern______________0-1 / 0-0
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 M. United 6 4 - 2 10-5 12 2 Celtic 6 3 - 3 8-9 9 3 Benfica 6 2 1 3 7-8 7 4 Copenhaga 6 2 1 3 5-8 7 M. United-Celtic_____________3-2 / 0-1 Copenhaga-Benfica____________0-0 / 1-3 Benfica-M. United____________0-1 / 1-3 Celtic-Copenhaga_____________1-0 / 1-3 Celtic-Benfica_______________3-0 / 0-3 M.United-Copenhaga___________3-0 / 0-1
GRUPO G Jg V E D G Pt 1 Arsenal 6 3 2 1 7-3 11 2 FC Porto 6 3 2 1 9-4 11 3 CSKA Mosc. 6 2 2 2 4-5 8 4 Hamburgo 6 1 - 5 7-15 3 FC Porto-CSKA Moscovo________0-0 / 2-0 Hamburgo-Arsenal_____________1-2 / 1-3 Arsenal-Porto________________2-0 / 0-0 CSKA Moscovo-Hamburgo________1-0 / 2-3 CSKA Moscovo-Arsenal_________1-0 / 0-0 FC Porto-Hamburgo____________4-1 / 3-1
Dez minutos de “deriva” custaram hoje ao Sporting a derrota na partida frente ao Spartak de Moscovo e consequente eliminação das competições europeias.
Depois de uma excelente entrada na prova, o Sporting foi “perdendo gás”, decaindo de rendimento, concluindo esta fase na última posição do grupo.
O jogo de hoje fez reviver o “pesadelo” da Final da Taça UEFA de 2005, então frente a outra equipa russa, o CSKA de Moscovo; hoje, num encontro em que o empate bastava para o apuramento, o Sporting, lento e desconcentrado, “ofereceu” dois golos “de avanço”, logo aos 7 e 16 minutos. O “tento de honra”, obtido à passagem da meia-hora ainda deu esperanças aos sportinguistas, mas – à excepção de um remate à trave, pelo infeliz Liedson – a equipa nunca teve o discernimento necessário para criar as indispensáveis oportunidades de golo. Praticamente em cima da hora, o terceiro golo da equipa russa mais não fez que sentenciar definitivamente o desfecho então já adivinhado.
O Benfica não revelou hoje capacidade para suster as ofensivas do Manchester United, principalmente depois de, pouco antes da meia hora de jogo, se ter colocado em vantagem no marcador, num excelente golo de Nélson.
O sonho – da repetição do “milagre” da época passada, com a eliminação desta mesma equipa do Manchester United, na última jornada da Fase Grupos – parecia então ser de possível concretização, mas o caudal atacante da equipa inglesa, comandada por Cristiano Ronaldo, acabaria por ditar a sua lei, com o empate a chegar em cima do intervalo e, na segunda parte, mais dois golos, remetendo o Benfica para a Taça UEFA.
M. United – Van der Sar, G. Neville, Evra (67m – Heinz), Ferdinand, Vidic, Giggs (74m – Fletcher), Carrick, Scholes (79m – Solskjaer), Cristiano Ronaldo, Saha e Rooney
Benfica – Quim, Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Petit, Katsouranis, Nuno Assis (73m – Karagounis) e Simão Sabrosa; Miccoli (64m – Paulo Jorge) e Nuno Gomes
0-1 – Nélson – 27m
1-1 – Vidic – 45m
2-1 – Giggs – 61m
3-1 – Saha – 75m
Cartões amarelos – Rooney (42m) e Fletcher (78m); Ricardo Rocha (34m)
Árbitro – Herbert Fandel (Alemanha)
Num jogo em que – desde o início da partida – o empate satisfazia as duas equipas, garantindo-lhes o apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões, o FC Porto e o Arsenal, conservando o nulo até final do encontro, prosseguem na competição, passando a equipa portista a ser a única representante de Portugal na prova mais importante do futebol europeu.
Nesta partida, de risco mínimo para o FC Porto e de risco quase nulo para o Arsenal (liderava o Grupo) – e até porque o CSKA chegou a estar em posição de vantagem em Hamburgo, o que, a concretizar-se, ditaria o afastamento da equipa que eventualmente viesse a perder o encontro do Estádio do Dragão – couberam ao FC Porto as melhores oportunidades de golo, com Quaresma a acertar duas vezes nos ferros da baliza da equipa inglesa.
Concluída a 6ª jornada desta Fase de Grupos, são as seguintes as 16 equipas apuradas para os 1/8 Final: Chelsea e Barcelona; Bayern Munique e Inter; Liverpool e PSV Eindhoven; Valencia e Roma; Lyon e Real Madrid; Manchester United e Celtic; Arsenal e FC Porto; e AC Milan e Lille.
Nos 1/8 Final, o FC Porto terá de defrontar um dos vencedores dos restantes 7 Grupos desta Fase: as 3 equipas inglesas (Chelsea, Liverpool e Manchester United), Bayern, Valencia, Lyon ou AC Milan.
Transitam para a Taça UEFA (3º classificados nos respectivos Grupos): Werder Bremen, Spartak Moscovo, Bordeaux, Shaktior Donetsk, Steaua, Benfica, CSKA Moscovo e AEK Atenas.
CAMPEONATOS NACIONAIS DE FUTEBOL – 2000 JORNADAS
Concluída a 2 000ª jornada da história dos Campeonatos Nacionais de Futebol (desde a época de 1934-35, a partir de 20 de Janeiro de 1935) – subsistindo por disputar o jogo da 1ª jornada da presente época, entre o Benfica e o Belenenses -, é o seguinte o ranking geral (considerando 3 pontos por vitória):
Pres. J V E D GM GS P 1º Benfica 73 1999 1351 379 269 4911-1826 4432 2º FC Porto 73 2000 1297 370 333 4453-1883 4261 3º Sporting 73 2000 1243 411 346 4549-1949 4140 4º Belenenses 69 1871 800 443 628 3082-2371 2843 5º Guimarães 62 1808 697 431 680 2607-2619 2522 6º Setúbal 59 1640 591 380 669 2383-2468 2153 7º Boavista 50 1486 590 365 531 2032-2073 2135 8º Braga 51 1524 534 369 621 1969-2267 1971 9º Académica 55 1408 451 286 670 2064-2592 1639 10º Marítimo 27 880 298 251 331 973-1078 1145
SPORTING – BENFICA – 0-2
Num fraco espectáculo de futebol, o Benfica obteve hoje uma clara vitória no Estádio José Alvalade, no jogo que marca a 2000ª jornada da história dos Campeonatos Nacionais de Futebol.
Entrando em campo – de forma algo surpreendente – com mais tranquilidade, o Benfica assumiu a iniciativa: ainda antes dos dois minutos, obrigando Ricardo a excelente intervenção para evitar o golo… que chegaria na conversão do consequente canto, com Ricardo Rocha a cabecear sem hipóteses para o guarda-redes adversário, numa fulgurante antecipação à defesa sportinguista.
Não parecendo nunca dispor de soluções para impor o seu futebol, o Sporting veria o Benfica, sempre sereno, “arrumar a questão” cerca da meia hora de jogo, com Simão Sabrosa a concluir de forma excelente um rápido contra-ataque.
Ainda antes do intervalo, o Benfica poderia ter dado ao resultado uma expressão que seria porventura exagerada, com um poderoso remate a embater com estrondo na trave da baliza do Sporting e, a findar o primeiro tempo, na sequência de um livre, obrigando Ricardo a nova difícil defesa.
Na segunda parte, praticamente “não houve jogo”; a partida caiu numa fase de monotonia, com o Sporting sem encontrar antídoto para contrariar o sistema defensivo do Benfica, que, por seu lado, “descansado” sobre a vantagem obtida, confiante que a vitória não lhe escaparia, também não repetiria as iniciativas da primeira parte.
Vitória incontestável do Benfica, que assim reduz o atraso na tabela classificativa face ao seu adversário de hoje.
Em termos estatísticos, nos 145 jogos já disputados entre Benfica e Sporting (a contar para o Campeonato Nacional, nas suas 73 edições), o Benfica somou a 67ª vitória (28ª no terreno do adversário), contra apenas 44 triunfos do Sporting, tendo sido registados 34 empates, com uma vantagem benfiquista de 258-212 a nível de golos marcados e sofridos.
Na globalidade, em 2 000 jogos disputados, o Sporting obteve 1 243 vitórias, 411 empates e 346 derrotas, com 4549-1949 em golos.
O Benfica, que realizou hoje o seu 1999º jogo na história dos Campeonatos Nacionais de Futebol (tem em atraso o jogo da 1ª jornada, com o Belenenses…), averbou já 1 351 vitórias, 379 empates, tendo consentido 269 derrotas, com 4 911-1826 em golos.
Por seu lado, o FC Porto, também com 1999 jogos (disputará amanhã o 2000º, com o Boavista), conta com 1 296 vitórias, 370 empates e 333 derrotas, com 4451-1883 em golos.
LIGA DOS CAMPEÕES – 5ª JORNADA
GRUPO B Jg V E D G Pt 1 Bayern4 3 1 - 7-0 10 2 Inter
4 2 - 2 3-4 6 3 Sporting
4 1 2 1 2-2 5 4 Sp.Moscovo
4 - 1 3 2-8 1 Sporting-Inter_______________1-0 / ___ Bayern-Sp.Moscovo____________4-0 / ___ Inter-Bayern_________________0-2 / ___ Sp. Moscovo-Sporting_________1-1 / ___ Inter-Sp. Moscovo____________2-1 / 1-0 Sporting-Bayern______________0-1 / 0-0
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 Celtic5 3 - 2 7-6 9 2 M. United
5 3 - 2 7-4 9 3 Benfica
5 2 1 2 6-5 7 4 Copenhaga
5 1 1 3 2-7 4 M. United-Celtic_____________3-2 / 0-1 Copenhaga-Benfica____________0-0 / 1-3 Benfica-M. United____________0-1 / ___ Celtic-Copenhaga_____________1-0 / ___ Celtic-Benfica_______________3-0 / 0-3 M.United-Copenhaga___________3-0 / 0-1
GRUPO G Jg V E D G Pt 1 Arsenal5 3 1 1 7-3 10 2 FC Porto
5 3 1 1 9-4 10 3 CSKA Mosc.
5 2 2 1 2-2 8 4 Hamburgo
5 - - 5 4-13 - FC Porto-CSKA Moscovo________0-0 / 2-0 Hamburgo-Arsenal_____________1-2 / 1-3 Arsenal-Porto________________2-0 / ___ CSKA Moscovo-Hamburgo________1-0 / ___ CSKA Moscovo-Arsenal_________1-0 / 0-0 FC Porto-Hamburgo____________4-1 / 3-1
Com a confiança proporcionada por um golo ainda antes dos 2 minutos, numa boa jogada concluída por Quaresma, o FC Porto, sempre bastante rigoroso no controlo do jogo, conquistou uma excelente vitória em Moscovo, frente ao CSKA (anterior líder invicto).
A margem hoje alcançada, com a vitória por 2-0 (segundo golo, de Lucho Gonzalez) possibilita à equipa portuguesa adquirir vantagem na luta pelo apuramento para os 1/8 Final da Liga dos Campeões Europeus, necessitando apenas de um empate na derradeira jornada (podendo mesmo perder, desde que a equipa russa não ganhe em Hamburgo).
O Benfica conquistou hoje uma clara vitória, numa exibição paupérrima, frente a um frágil adversário.
Entrando muito lenta na partida, falha de ideias, a equipa portuguesa parecia surgir em campo sem motivação ou objectivos.
Só que, beneficiando desta vez da fortuna que lhe tem faltado noutras ocasiões, no espaço de dois minutos, nas duas primeiras jogadas ofensivas dignas desse nome, aos 14 e 16 minutos, viu-se “repentinamente” a ganhar por 2-0 e, desde logo, com a vitória “garantida”.
A equipa dinamarquesa, sem argumentos técnicos, não “baixou a guarda”, continuou a defender em bloco, procurando aqui e ali, por via de lances de bola parada, chegar à baliza do Benfica. Mas, em mais uma investida benfiquista, numa das melhores jogadas do encontro, chegava o 3-0.
Pensou-se que seria possível (e inevitável) a goleada… só que, continuando a denotar falta de confiança, a par de repetida insegurança defensiva, parecendo “jogar sobre brasas”, o Benfica esteve praticamente “ausente” da partida na segunda parte, limitando-se a gerir a vantagem, sem aproveitar a subida no terreno da equipa da Dinamarca que, porfiando, acabou por alcançar um merecido golo de honra.
O Benfica, não obstante o jogo muito denunciado poderia – dada a diferença de classe entre as duas formações – ter obtido mais 2 ou 3 golos, mas tal eventualidade colocaria uma expressão no marcador de todo não condizente com a sua exibição neste encontro.
Com a vitória do Celtic frente ao Manchester United (desperdiçando a equipa inglesa uma grande penalidade no último minuto da partida), os escoceses garantem a qualificação para os 1/8 Final.
Benfica e Manchester decidirão, pelo segundo ano consecutivo, o apuramento, sendo que, mais uma vez, um deles ficará de fora da Liga dos Campeões (prosseguindo para a Taça UEFA). Será possível ao Benfica repetir – desta vez, fora de casa – a proeza da época passada, alcançando a vitória que lhe proporcionaria a qualificação?
Benfica – Quim, Nélson, Anderson, Ricardo Rocha e Léo; Petit, Katsouranis (86m – Mantorras), Nuno Assis (80m – Karagounis), Simão Sabrosa, Nuno Gomes e Fabrizio Miccoli (70m – Andrei Karyaka)
Copenhaga – Jesper Christiansen, Lars Jacobsen, Michael Gravgaard, Brede Hangeland, Oscar Wendt (80m – Martin Bergvold), Michael Silberbauer (59m – William Kvist), Tobias Linderoth, Hjalte Nørregaard (59m – Fredrik Berglund), Atiba Hutchinson, Jesper Grønkjær e Marcus Allbäck
1-0 – Léo – 14 m
2-0 – Miccoli – 16 m
3-0 – Miccoli – 37m
3-1 – Marcus Allbäck – 89m
Cartões amarelos – Miccoli (27m) e Nélson (90m); Tobias Linderoth (24m), Michael Silberbauer (27m) e Oscar Wendt (74m)
Árbitro – Roberto Rosetti (Itália)
Concluída a 5ª jornada (em 4 dos 8 Grupos), são já conhecidas 8 das 16 equipas apuradas para os 1/8 Final: Bayern Munique, Liverpool, PSV Eindhoven, Valencia, Lyon, Real Madrid, Celtic e AC Milan.
LIGA DOS CAMPEÕES (4ª JORNADA)
GRUPO B Jg V E D G Pt 1 Bayern4 3 1 - 7-0 10 2 Inter
4 2 - 2 3-4 6 3 Sporting
4 1 2 1 2-2 5 4 Sp.Moscovo
4 - 1 3 2-8 1 Sporting-Inter_______________1-0 / ___ Bayern-Sp.Moscovo____________4-0 / ___ Inter-Bayern_________________0-2 / ___ Sp. Moscovo-Sporting_________1-1 / ___ Inter-Sp. Moscovo____________2-1 / 1-0 Sporting-Bayern______________0-1 / 0-0
GRUPO F Jg V E D G Pt 1 M. United4 3 - 1 7-3 9 2 Celtic
4 2 - 2 6-6 6 3 Benfica
4 1 1 2 3-4 4 4 Copenhaga
4 1 1 2 1-4 4 M. United-Celtic_____________3-2 / ___ Copenhaga-Benfica____________0-0 / ___ Benfica-M. United____________0-1 / ___ Celtic-Copenhaga_____________1-0 / ___ Celtic-Benfica_______________3-0 / 0-3 M.United-Copenhaga___________3-0 / 0-1
GRUPO G Jg V E D G Pt 1 CSKA Mosc.4 2 2 - 2-0 8 2 Arsenal
4 2 1 1 4-2 7 3 FC Porto
4 2 1 1 7-4 7 4 Hamburgo
4 - - 4 3-10 - FC Porto-CSKA Moscovo________0-0 / ___ Hamburgo-Arsenal_____________1-2 / ___ Arsenal-Porto________________2-0 / ___ CSKA Moscovo-Hamburgo________1-0 / ___ CSKA Moscovo-Arsenal_________1-0 / 0-0 FC Porto-Hamburgo____________4-1 / 3-1
O Sporting deslocou-se a Munique, para defrontar o líder do grupo, Bayern, que contava por vitórias os jogos disputados na presente edição da Liga dos Campeões, forçando um nulo.
A equipa alemã podia ter inaugurado o marcador na primeira parte, mas Ricardo conseguiria manter as suas redes invioladas.
Aos 75 minutos, o Sporting teria a sua melhor oportunidade, com um remate de João Moutinho a embater com estrondo na trave da baliza defendida por Oliver Khan, na sequência de um livre.
Não obstante as ocasiões repartidas até final do encontro, a partida terminaria com um empate a zero que qualifica o Bayern, desde já, para os 1/8 Final, enquanto o Sporting terá ainda um duelo decisivo com o Inter de Milão.
Depois do empate de ontem do Sporting em Munique, Benfica e FC Porto obtiveram hoje dois inequívocos triunfos, relançando a sua luta pelo apuramento para a fase seguinte das competições europeias.
Com a felicidade que lhe faltara em Glasgow e frente a uma simpática equipa do Celtic, o Benfica “devolveu” o resultado da primeira volta, obtendo a sua mais categórica vitória de sempre na “Liga dos Campeões”.
Felicidade por, em cerca de vinte minutos – e com 2 remates à baliza – alcançar uma confortável vantagem de 2 golos, que lhe “garantia”, logo aí, a vitória na partida.
Quando, aos 10 minutos do encontro, Nélson cruzou da direita, para a intercepção desastrada de Caldwell (introduzindo a bola na sua própria baliza), não obstante o predomínio benfiquista em termos de posse de bola (73 % / 27 %!), a equipa portuguesa não havia criado ainda qualquer situação de perigo para a baliza escocesa.
E, até aos 22 minutos, momento do segundo golo, em mais um momento infeliz do mesmo Caldwell, colocando a bola – na sequência de uma recepção defeituosa com o peito – à mercê de Nuno Gomes… que não perdoaria, o Benfica apenas fizera um remate de meia-distância, com uma boa intervenção do guarda-redes Boruc.
A simpática equipa do Celtic – que sabe trocar a bola e, não sendo actualmente um dos clubes de topo, tem qualidade – sentiu-se como que “atordoada”, apenas tendo efectivamente mostrado algo da sua capacidade nos últimos 20 minutos da primeira parte, altura em que o Benfica perdeu o controlo do jogo.
Na segunda parte, desde cedo, o Benfica “recompôs-se”, acertou as marcações, readquiriu o domínio da partida, e, rapidamente, se anteviu que a vitória não lhe escaparia… e que, aliás, o resultado poderia vir a ser ampliado.
Como foi, numa excelente jogada colectiva, superiormente concretizada por Karyaka. Até final, o Benfica dispôs ainda de, pelo menos, mais duas oportunidades para marcar, mas o resultado não se alteraria.
Foi o 4º encontro entre Benfica e Celtic e, em todos eles, o resultado foi de 3-0! (com 2 vitórias para cada uma das equipas). E, como é nosso hábito, saímos do Estádio… a fazer muitas “contas de cabeça” em relação ao apuramento, ainda mais complexas na sequência da surpreendente derrota do Manchester United em Copenhaga.
A equipa escocesa – que já fora muito feliz em Lisboa, aqui tendo conquistado o seu único título de Campeão Europeu, numa final disputada no Estádio Nacional, no ano de 1967 (fora feliz na outra ocasião que defrontara o Benfica, com um desempate por “moeda ao ar” a ser-lhe favorável, depois de uma outra vitória dos benfiquistas por 3-0) – não teve hoje argumentos para contrariar uma boa exibição da equipa da casa.
Uma palavra final para o “fair-play” dos escoceses: nunca uma equipa estrangeira trouxera tantos adeptos ao Estádio da Luz (calculados em cerca de 8 000!), aproveitando a visita à cidade que lhes deu a alegria da conquista da Taça dos Campeões Europeus, efeméride que foi recordada, com os Campeões de 1967, “apadrinhados” por Eusébio, a terem direito a uma “volta de honra” em pleno estádio.
Foi bonita a forma como evocaram a memória de Miklos Fehér… como foi bonita a forma como se despediram da equipa – a merecer fortes aplausos – após uma pesada derrota, com alegres cânticos; toda uma (outra) cultura de futebol, fazendo-nos perceber quanto temos ainda a aprender.
Benfica – Quim , Nélson, Luisão, Ricardo Rocha e Léo; Petit (84m – Beto), Katsouranis, Nuno Assis, Simão Sabrosa, Nuno Gomes (89m – Mantorras) e Fabrizio Miccoli (67m – Andrei Karyaka)
Celtic – Artur Boruc, Paul Telfer, Gary Caldwell, Stephen McManus e Lee Naylor; Shunsuke Nakamura, Evander Sno (72m – Maciej Żurawski), Neil Lennon, Stephen Pearson, Shaun Maloney (65m – Aiden McGeady) e Kenny Miller
1-0 – G. Caldwell (p.b.) – 10 m
2-0 – Nuno Gomes – 22 m
3-0 – Karyaka – 76m
Cartões amarelos – Ricardo Rocha (28m) e Léo (54m); Evander Sno (5m), Shaun Maloney (55m) e Stephen Pearson (87m)
Árbitro – Kyros Vassaras (Grécia)
Sobre o jogo do FC Porto – que, tendo estado presente no Estádio da Luz, não tive oportunidade de acompanhar – realce para o excelente golo de Lucho Gonzalez, com a equipa portuguesa a alcançar nova e concludente vitória sobre os alemães do Hamburgo, relançando-se também na luta pelo apuramento, igualmente com contas complicadas, a três, envolvendo Spartak de Moscovo e o Arsenal.
Concluída a 4ª jornada, são já conhecidas 7 das 16 equipas apuradas para os 1/8 Final: Bayern Munique, Liverpool, PSV Eindhoven, Valencia, Lyon, Real Madrid e AC Milan.
FC PORTO, 3 – BENFICA, 2
O Benfica foi infeliz na partida de hoje.
Não obstante, tem culpas próprias no facto de ter perdido um jogo que podia (devia) ter ganho.
Foi infeliz porque sofreu um primeiro golo na sequência de um ressalto; um segundo golo, numa excelente execução de Ricardo Quaresma, a driblar Nélson no flanco esquerdo e a rematar em arco ao poste mais distante, numa jogada de belo efeito, mas que raramente tem êxito; um terceiro golo, no último minuto do tempo de descontos, num lance que tem início num lançamento de linha lateral para a área, onde, após alguma confusão, surgiu Bruno Moraes a desviar para a baliza.
Foi ainda “infeliz” em ter enfrentado um inspirado Helton que, com 3 soberbas defesas, impediu outros tantos golos (Quim teve duas intervenções similares, uma delas logo no início da partida).
Tem culpas próprias porque, encontrando-se a perder por 2-0 cerca dos 20 minutos, como que “entregando”, logo aí, o jogo ao adversário, mais uma vez “perdeu o Norte”, tendo, após o 2º golo, passado cerca de um quarto de hora completamente “à deriva”, podendo, nesse lapso de tempo, o FC Porto ter “arrumado” definitivamente com o encontro.
Tem também culpas próprias porque, depois de uma excelente reacção na segunda parte, conseguindo fazer o mais difícil (chegar ao empate em pleno Estádio do Dragão, anulando uma desvantagem de 2 golos) e, numa fase do jogo em que estava claramente na “mó de cima” (nos últimos 10 minutos), não teve a ambição necessária para (com o FC Porto quase “encostado às cordas”) ganhar.
Teve ainda culpas próprias porque, há semelhança do período de “desnorte” da primeira parte, esteve desconcentrado no lance que proporcionou uma imerecida vitória ao FC Porto.
Podia (devia) ter ganho o jogo, porque “este” FC Porto se encontra ainda muito longe do nível que nos habituámos a ver nos últimos anos; tal como denotam as respectivas posições na Liga dos Campeões, quer a equipa portista quer a do Benfica têm, nesta fase, muita dificuldade em competir a nível europeu. Estão ainda ambas em busca de mais consistência e regularidade exibicional.
Nesta partida, o FC Porto, desde cedo com a vitória “garantida”, não só não aproveitou a deriva do Benfica, como perderia, logo desde os 35 minutos da primeira parte, o controlo do jogo, tendo a equipa benfiquista criado, para além dos golos, mais três oportunidades soberanas, superiormente negadas por Helton (numa delas, beneficiando da imperícia do atacante adversário que, com a baliza à mercê, rematou ao alcance do guarda-redes portista).
Perante duas partes tão desiguais e com duas equipas ainda em “processo de crescimento”, talvez o empate fosse o resultado mais ajustado… embora, a haver um vencedor, esse não devesse ser a equipa da casa…



