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I Liga / I Divisão – Historial de lugares de honra

 Época    Campeão           2º           3º           4º 
2015-16   Benfica      Sporting     FC Porto     Sp. Braga 
2014-15   Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga 
2013-14   Benfica      Sporting     FC Porto     Estoril      
2012-13   FC Porto     Benfica      P. Ferreira  Sp. Braga
2011-12   FC Porto     Benfica      Sp. Braga    Sporting
2010-11   FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
2009-10   Benfica      Sp. Braga    FC Porto     Sporting
2008-09   FC Porto     Sporting     Benfica      Nacional
2007-08   FC Porto     Sporting     V. Guimarães Benfica
2006-07   FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
2005-06   FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
2004-05   Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga
2003-04   FC Porto     Benfica      Sporting     Nacional
2002-03   FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
2001-02   Sporting     Boavista     FC Porto     Benfica
2000-01   Boavista     FC Porto     Sporting     Sp. Braga
1999-00   Sporting     FC Porto     Benfica      Boavista
1998-99   FC Porto     Boavista     Benfica      Sporting
1997-98   FC Porto     Benfica      V. Guimarães Sporting
1996-97   FC Porto     Sporting     Benfica      Sp. Braga
1995-96   FC Porto     Benfica      Sporting     Boavista
1994-95   FC Porto     Sporting     Benfica      V. Guimarães
1993-94   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1992-93   FC Porto     Benfica      Sporting     Boavista
1991-92   FC Porto     Benfica      Boavista     Sporting
1990-91   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1989-90   FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
1988-89   Benfica      FC Porto     Boavista     Sporting
1987-88   FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1986-87   Benfica      FC Porto     V. Guimarães Sporting
1985-86   FC Porto     Benfica      Sporting     V. Guimarães
1984-85   FC Porto     Sporting     Benfica      Boavista
1983-84   Benfica      FC Porto     Sporting     Sp. Braga
1982-83   Benfica      FC Porto     Sporting     V. Guimarães
1981-82   Sporting     Benfica      FC Porto     V. Guimarães
1980-81   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1979-80   Sporting     FC Porto     Benfica      Boavista
1978-79   FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
1977-78   FC Porto     Benfica      Sporting     Sp. Braga
1976-77   Benfica      Sporting     FC Porto     Boavista
1975-76   Benfica      Boavista     Belenenses   FC Porto
1974-75   Benfica      FC Porto     Sporting     Boavista
1973-74   Sporting     Benfica      V. Setúbal   FC Porto
1972-73   Benfica      Belenenses   V. Setúbal   FC Porto
1971-72   Benfica      V. Setúbal   Sporting     CUF
1970-71   Benfica      Sporting     FC Porto     V. Setúbal
1969-70   Sporting     Benfica      V. Setúbal   Barreirense
1968-69   Benfica      FC Porto     V. Guimarães V. Setúbal
1967-68   Benfica      Sporting     FC Porto     Académica
1966-67   Benfica      Académica    FC Porto     Sporting
1965-66   Sporting     Benfica      FC Porto     V. Guimarães
1964-65   Benfica      FC Porto     CUF          Académica
1963-64   Benfica      FC Porto     Sporting     V. Guimarães
1962-63   Benfica      FC Porto     Sporting     Belenenses
1961-62   Sporting     FC Porto     Benfica      CUF
1960-61   Benfica      Sporting     FC Porto     V. Guimarães
1959-60   Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1958-59   FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1957-58   Sporting     FC Porto     Benfica      Belenenses
1956-57   Benfica      FC Porto     Belenenses   Sporting
1955-56   FC Porto     Benfica      Belenenses   Sporting
1954-55   Benfica      Belenenses   Sporting     FC Porto
1953-54   Sporting     FC Porto     Benfica      Belenenses
1952-53   Sporting     Benfica      Belenenses   FC Porto
1951-52   Sporting     Benfica      FC Porto     Belenenses
1950-51   Sporting     FC Porto     Benfica      Atlético
1949-50   Benfica      Sporting     Atlético     Belenenses
1948-49   Sporting     Benfica      Belenenses   FC Porto
1947-48   Sporting     Benfica      Belenenses   Estoril
1946-47   Sporting     Benfica      FC Porto     Belenenses        
1945-46   Belenenses   Benfica      Sporting     Olhanense
1944-45   Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1943-44   Sporting     Benfica      Atlético     FC Porto
1942-43   Benfica      Sporting     Belenenses   Unidos Lisboa
1941-42   Benfica      Sporting     Belenenses   FC Porto
1940-41   Sporting     FC Porto     Belenenses   Benfica
1939-40   FC Porto     Sporting     Belenenses   Benfica
1938-39   FC Porto     Sporting     Benfica      Belenenses
1937-38   Benfica      FC Porto     Sporting     Carcavelinhos
1936-37   Benfica      Belenenses   Sporting     FC Porto
1935-36   Benfica      FC Porto     Sporting     Belenenses
1934-35   FC Porto     Sporting     Benfica      Belenenses

Resumo:

– Benfica – 35 vezes Campeão / 27 vezes 2º / 15 vezes 3º / 4 vezes 4º classificado
– FC Porto – 27 vezes Campeão / 25 vezes 2º / 13 vezes 3º / 11 vezes 4º classificado
– Sporting – 18 vezes Campeão / 21 vezes 2º / 26 vezes 3º / 12 vezes 4º classificado
– Belenenses – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 14 vezes 3º / 9 vezes 4º classificado
– Boavista – 1 vez Campeão / 3 vezes 2º / 2 vezes 3º / 10 vezes 4º classificado
– V. Setúbal – 1 vez 2º / 3 vezes 3º / 2 vezes 4º classificado
– Sp. Braga – 1 vez 2º / 1 vez 3º / 12 vezes 4º classificado
– Académica – 1 vez 2º / 2 vezes 4º classificado
– V. Guimarães – 4 vezes 3º / 9 vezes 4º classificado
– Atlético – 2 vezes 3º / 1 vez 4º classificado
– CUF – 1 vez 3º / 2 vezes 4º classificado
– P. Ferreira – 1 vez 3º classificado
– Nacional – 2 vezes 4º classificado
– Estoril – 2 vezes 4º classificado
– Barreirense – 1 vez 4º classificado
– Olhanense – 1 vez 4º classificado
– Unidos Lisboa – 1 vez 4º classificado
– Carcavelinhos – 1 vez 4º classificado

15 Maio, 2016 at 5:55 pm Deixe um comentário

I Liga – 2015-16 – Classificação final

Equipa            J     V     E     D    GM   GS     P
Benfica          34    29     1     4    88 - 22    88
Sporting         34    27     5     2    79 - 21    86
FC Porto         34    23     4     7    67 - 30    73
Sp. Braga        34    16    10     8    54 - 35    58
Arouca           34    13    15     6    47 - 38    54
Rio Ave          34    14     8    12    44 - 44    50
Paços Ferreira   34    13    10    11    43 - 42    49
Estoril          34    13     8    13    40 - 41    47
Belenenses       34    10    11    13    44 - 66    41
V. Guimarães     34     9    13    12    45 - 53    40
Nacional         34    10     8    16    40 - 56    38
Moreirense       34     9     9    16    38 - 54    36
Marítimo         34    10     5    19    45 - 63    35
Boavista         34     8     9    17    24 - 41    33
V. Setúbal       34     6    12    16    40 - 61    30
Tondela          34     8     6    20    34 - 54    30
U. Madeira       34     7     8    19    27 - 50    29
Académica        34     5    10    19    32 - 60    25

Campeão – Benfica – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
2º classificado – Sporting – Entrada directa na Fase Grupos da Liga dos Campeões
3º classificado – FC Porto – “Play-off” de acesso à Fase Grupos Liga dos Campeões
4º classificado – Sp. Braga – Entrada directa na Fase Grupos da Liga Europa
5º classificado – Arouca – 3ª eliminatória de acesso à Fase Grupos da Liga Europa
6º classificado – Rio Ave – 3ª eliminatória de acesso à Fase Grupos da Liga Europa

Vencedor da Taça – Sp. Braga

Despromovidos – U. Madeira e Académica
Promovidos – Chaves e Feirense

Melhores marcadores:
1. Jonas – Benfica – 32
2. Islam Slimani – Sporting – 27
3. Konstantinos Mitroglou – Benfica – 19

15 Maio, 2016 at 5:55 pm Deixe um comentário

Benfica Tri-Campeão!

Benfica

Palmarés – Campeões:

Benfica (35) – 1935-36; 1936-37; 1937-38; 1941-42; 1942-43; 1944-45; 1949-50; 1954-55; 1956-57; 1959-60; 1960-61; 1962-63; 1963-64; 1964-65; 1966-67; 1967-68; 1968-69; 1970-71; 1971-72; 1972-73; 1974-75; 1975-76; 1976-77; 1980-81; 1982-83; 1983-84; 1986-87; 1988-89; 1990-91; 1993-94; 2004-05; 2009-10; 2013-14; 2014-15; 2015-16

FC Porto (27) – 1934-35; 1938-39; 1939-40; 1955-56; 1958-59; 1977-78; 1978-79; 1984-85; 1985-86; 1987-88; 1989-90; 1991-92; 1992-93; 1994-95; 1995-96; 1996-97; 1997-98; 1998-99; 2002-03; 2003-04; 2005-06; 2006-07; 2007-08; 2008-09; 2010-11; 2011-12; 2012-13

Sporting (18) – 1940-41; 1943-44; 1946-47; 1947-48; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1953-54; 1957-58; 1961-62; 1965-66; 1969-70; 1973-74; 1979-80; 1981-82; 1999-00; 2001-02

Belenenses (1) – 1945-46

Boavista (1) – 2000-01

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15 Maio, 2016 at 5:55 pm Deixe um comentário

Benfica Campeão Europeu de Hóquei em Patins

Benfica

Novamente numa Final entre duas equipas portuguesas (tal como se verificara em 2013), hoje disputada no Pavilhão da Luz, o Benfica, ganhando à Oliveirense por 5-3, sagrou-se Campeão Europeu de Hóquei em Patins, troféu que conquista pela segunda vez na sua história (depois do triunfo de 2012-13), e que junta às Taças CERS conquistadas em 1990-91 e 2010-11 e à Supertaça Europeia.

Para chegar a esta Final (7.ª da história do clube, na prova), e tal como há três anos, o Benfica eliminara ontem, na partida das 1/2 Finais, o Barcelona, no desempate da marca de grande penalidade (2-1), depois de 1-1 no final do tempo regulamentar e do prolongamento.

Antes, nos 1/4 Final tinha já eliminado o Vendrell, também de Espanha, com 5-3 na Catalunha e 5-5 no Pavilhão da Luz, depois de ter ganho o seu Grupo de apuramento, à frente do Vic (Espanha – 5-1 e 6-7), Bassano (Itália – 9-6 e 8-2) e Mérignac (França – 8-0 e 5-2).

Os heróis que conquistaram esta taça foram: Pedro Henriques, Valter Neves, Diogo Rafael, João Rodrigues (os quatro  a bisar a conquista do título, pelo Benfica), Guillem Trabal, Carlos Nicolia, Jordi Adroher, Marc Torra, Tiago Rafael e Miguel Rocha, sob a orientação técnica de Pedro Nunes.

Esta foi a sexta vez que a competição foi conquistada por equipas portuguesas.

Benfica - Campeão Europeu
(foto via MaisFutebol)

Palmarés da prova:

  • Barcelona (21) – 1972-73, 1973-74, 1977-78, 1978-79, 1979-80, 1980-81, 1981-82, 1982-83, 1983-84, 1984-85, 1996-97, 1999-00, 2000-01, 2001-02, 2003-04, 2004-05, 2006-07, 2007-08, 2009-10, 2013-14 e 2014-15
  • Reus (7) – 1966-67, 1967-68, 1968-69, 1969-70, 1970-71, 1971-72 e 2008-09
  • Igualada (6) – 1992-93, 1993-94, 1994-95, 1995-96, 1997-98 e 1998-99
  • Liceo Coruña (6) – 1986-87, 1987-88, 1991-92, 2002-03, 2010-11 e 2011-12
  • Voltregà (3) – 1965-66, 1974-75 e 1975-76
  • FC Porto (2) – 1985-86 e 1989-90
  • Benfica (2) – 2012-13 e 2015-16
  • Sporting (1) – 1976-77
  • Noia (1) – 1988-89
  • Barcelos (1) – 1990-91
  • Follonica (1) – 2005-06

15 Maio, 2016 at 3:38 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final (2ª mão) – Benfica – Bayern

BenficaBenfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu (88m – Luka Jović), Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Eduardo Salvio (68m – Anderson Talisca), Mehdi Carcela-González, Pizzi (58m – Gonçalo Guedes) e Raúl Jiménez

BayernBayern München – Manuel Neuer, Philipp Lahm, Joshua Kimmich, Javi Martínez, David Alaba, Thiago Alcântara, Xabi Alonso (90m – Juan Bernat), Arturo Vidal, Douglas Costa, Thomas Müller (84m – Robert Lewandowski) e Franck Ribéry (90m – Mario Götze)

1-0 – Raúl Jiménez – 27m
1-1 – Arturo Vidal – 38m
1-2 – Thomas Müller – 52m
2-2 – Anderson Talisca – 76m

Cartões amarelos – Mehdi Carcela-González (70m) e André Almeida (90m); Javi Martínez (74m)

Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)

Numa conclusão sumária, confirmou-se que a “missão era impossível”.

E, todavia – mesmo privado do concurso de Jonas (castigado), Nico Gaitán, Mitroglou (para além de Júlio César ou Luisão), por lesão -, o Benfica até começou por conseguir o que parecia mais difícil, ao colocar-se em vantagem no marcador, numa excelente antecipação, em voo, de Raúl Jiménez, a aproveitar uma saída em falso de Neuer, a cabecear sem hipóteses para o guardião bávaro, igualando assim a eliminatória.

Mas, efectivamente – e pese embora nova boa exibição do guarda-redes Ederson -, o mais difícil era mesmo manter a baliza benfiquista inviolada, tal a expressão de posse de bola da equipa alemã (a aproximar-se, no final da partida, dos 70%), e a pressão imposta sobre o meio campo e zona defensiva contrária, qual “rolo compressor”.

Poderiam as coisas ter sido diferentes, em termos de desfecho da eliminatória? Quem sabe, se o Benfica tivesse concretizado a soberana oportunidade de que dispôs para ampliar o resultado para 2-0 (negada por Neuer), apenas quatro minutos volvidos após o primeiro tento… talvez pudesse prolongar o sonho.

Como se receava, o golo do Bayern – novamente por Vidal, numa recarga de “baliza aberta”, após um deficiente desvio de Ederson, para a frente, e para a zona central -, empatando o jogo, poucos minutos antes do intervalo, praticamente sentenciou tal desfecho.

Depois, com a obtenção do segundo tento pelos alemães, num lance estudado de bola parada (canto), chegou a poder recear-se que algum desânimo se apoderasse da equipa portuguesa, que veria ainda uma bola embater no poste da baliza de Ederson.

Mas não, o grupo soube reagir da melhor forma à desilusão, não virando a cara à luta, enfrentando o adversário “olhos nos olhos”, conseguindo, na sequência de uma soberba execução de Talisca, na conversão de um livre, marcar novamente, restabelecendo a igualdade.

E o mesmo Talisca teria ainda nos pés, também na marcação de um outro livre, a cinco minutos do final, a possibilidade de dar a vitória ao clube português, com a bola, contudo, a sair ligeiramente ao lado da baliza. Até final, seria o conjunto benfiquista a procurar com mais insistência chegar ainda ao golo.

No conjunto das duas mãos, o tangencial diferencial de 2-3, espelha bem a oposição que o Benfica ofereceu ao amplamente favorito Bayern, dispondo de meios e recursos largamente superiores.

Não aconteceu a desejada “noite mágica” no Estádio da Luz, mas foi de forma honrosa que a equipa portuguesa se despediu da Liga dos Campeões, concluindo uma bela campanha nesta temporada.

Uma palavra, para definir a atitude e o comportamento do Benfica nestes dois jogos: Dignidade!

13 Abril, 2016 at 8:35 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/4 Final (1ª mão) – Bayern – Benfica

BayernBayern München – Manuel Neuer,  Philipp Lahm, Joshua Kimmich (60m – Javi Martínez), David Alaba, Juan Bernat, Thiago Alcântara, Arturo Vidal, Douglas Costa (70m – Kingsley Coman), Thomas Müller (85m – Mario Götze), Franck Ribéry e Robert Lewandowski

BenficaBenfica – Ederson Moraes, André Almeida, Jardel, Victor Lindelöf, Eliseu, Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi (90m – Andreas Samaris), Nico Gaitán, Jonas (83m – Eduardo Salvio) e Konstantinos Mitroglou (70m – Raúl Jiménez)

1-0 – Arturo Vidal – 2m

Cartões amarelos – Franck Ribéry (22m) e Juan Bernat (42m); Jonas (58m) e Victor Lindelöf (62m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Ainda não se tinha esgotado o primeiro minuto de jogo e já o Bayern “dizia” ao que vinha, dando largura ao seu jogo ofensivo, ameaçando, desde logo, a baliza benfiquista.De imediato, a equipa portuguesa procuraria ainda ripostar, numa primeira jogada ofensiva, como que a querer dar “prova de vida”.

Contudo, ainda antes de completado o segundo minuto, uma falha defensiva da equipa portuguesa, deixando caminho aberto no flanco esquerdo do ataque bávaro, proporcionando o cruzamento, a que Arturo Vidal daria a melhor sequência para as suas cores, colocando o Bayern, desde logo, em vantagem no marcador.

Imprimindo grande intensidade ao seu jogo, a equipa alemã forçou o Benfica a acantonar-se na sua zona defensiva, submetida a enorme pressão, com muita dificuldade em ter bola, e, ainda mais, em esboçar qualquer lance de ataque. Uma fase, de cerca de vinte minutos, em que se receou o pior. Valeria a concentração do guarda-redes Ederson, a opor-se com eficácia às investidas contrárias.

Ainda antes do final do primeiro tempo, a formação portuguesa, passando a acertar as marcações, conseguiria refrear a intensidade do Bayern, começando a conseguir pegar no jogo, faltando-lhe apenas um pouco mais de confiança para ser mais consequente nas saídas para o meio-campo contrário.

O que não obstaria a que, numa dessas saídas, quando Gaitán tentava cruzar para a área, a trajectória da bola tivesse sido interrompida pelo contacto com o braço do defesa alemão, Lahm, em queda, num lance passível de grande penalidade, que o critério do árbitro entendeu não sancionar.

Na segunda parte, ao invés do que sucedera na fase inicial da partida, seria o Bayern a ver-se surpreendido pela personalidade evidenciada pelo Benfica, a ganhar, gradualmente, a tal confiança, colocando um “pauzinho” na engrenagem alemã, que – não obstante ter criado mais alguns lances de perigo – não só não conseguiria manter o ritmo que impusera na fase inicial do encontro, como denotava então dificuldades para desenvolver uma toada atacante.

Mais, seria o Benfica a beneficiar inclusivamente de algumas soberanas oportunidades para marcar, não tendo contudo Jonas conseguido ultrapassar Manuel Neuer, num primeiro lance, enquanto, noutra ocasião, seria Javi Martínez a evitar o golo benfiquista.

Depois de ter colocado como que “em sentido” o adversário, a turma encarnada teria ainda de suportar o assédio final do Bayern, em busca do ampliar de uma (inesperadamente) magra vantagem. E o Benfica continuaria a ser competente, acabando os alemães por se conformar, pensando certamente que seria preferível não sofrer o golo do empate, do que arriscar na procura do segundo tento.

Um resultado tangencial que deixa tudo em aberto para a 2.ª mão, premiando a dignidade e a entrega do Benfica, e a forma concentrada como soube resistir nos períodos de maior dificuldade. Enfrentando uma grande desproporção de meios, a equipa portuguesa terá consciência de que será necessário fazer ainda melhor, superar-se, se quiser continuar a sonhar.

Perante o poderio do adversário, parece difícil perspectivar que o mesmo possa ser contido, de forma a manter a baliza benfiquista inviolada – um golo do Bayern em Lisboa praticamente definiria o desfecho da eliminatória -, em paralelo com a imperiosa necessidade de correr riscos acrescidos, que possam proporcionar o(s) indispensável(is) golo(s) do Benfica… mas sabemos que não há vencedores antecipados, e que o futebol tem uma magia única…

5 Abril, 2016 at 8:39 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão) – Zenit – Benfica

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin, Aleksandr Anyukov (58m – Igor Smolnikov), Nicolas Lombaerts, Luís Neto, Yuri Zhirkov, Axel Witsel, Maurício (82m – Artur Yusupov), Hulk, Danny, Aleksandr Kokorin (58m – Oleg Shatov) e Artem Dzyuba

BenficaBenfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Victor Lindelöf, Andreas Samaris, Eliseu, Ljubomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi (73m – Salvio), Nico Gaitán, Jonas (90m – Anderson Talisca) e Konstantinos Mitroglou (67m – Raúl Jiménez)

1-0 – Hulk – 69m
1-1 – Nico Gaitán – 85m
1-2 – Anderson Talisca – 90m

Cartões amarelos – Konstantinos Mitroglou (36m) e Pizzi (49m); Hulk (90m)

Árbitro – Viktor Kassai (Hungria)

Chegando à Rússia com uma tão preciosa quão magra vantagem de um único golo, da primeira mão, o Benfica visava replicar o desfecho da eliminatória – em análoga fase da competição – que opôs ambas as equipas há quatro anos (e, assim reverter, a imagem que ficara dos dois desaires da temporada anterior, então ainda na “Fase de Grupos”).

Enfrentando este jogo da 2.ª mão com serenidade, a equipa portuguesa procurou posicionar-se de forma a jogar em todo o campo, encarando o Zenit sem excessivas cautelas defensivas – actuando com uma dupla de centrais improvisada, com o recuo do grego Samaris -, consciente da importância de marcar neste desafio.

Ainda no primeiro quarto de hora já Jonas testara, por duas vezes, o guardião contrário, Lodygin,tendo também a formação russa ameaçado a baliza benfiquista, numa fase em que Samaris se adaptava ainda à nova posição. Até final do primeiro tempo, apenas num livre de Hulk, os visitados conseguiriam criar nova situação de perigo.

Com o decorrer do tempo, e a manutenção do nulo, o Benfica começava a tornar-se mais conservador, ao mesmo tempo que, paralelamente, o Zenit arriscava mais, pressionando sobre o meio-campo português.

À passagem do quarto de hora da segunda metade, a turma benfiquista perdera o controlo do jogo, com os russos então bastante ameaçadores, por duas ou três ocasiões. Pouco depois de Jonas ter desperdiçado uma oportunidade perante Lodygin, Hulk chegaria mesmo ao golo, na sequência de um lance algo controverso, em que o defesa Nélson Semedo foi “abalroado” por um adversário.

Reagindo bem, o Benfica acabaria por ser premiado, já na fase derradeira da partida, com o ambicionado tento, que, praticamente, selava o desfecho da eliminatória, com Nico Gaitán, muito concentrado, a empurrar para a baliza uma bola devolvida pela trave, após excelente remate de Raúl Jiménez.

Tal como no Estádio da Luz, o conjunto português voltaria a ser feliz, chegando mesmo, já em período de compensação, ao golo da vitória. Um resultado que confirma a superioridade benfiquista no conjunto das duas mãos, voltando assim, quatro anos depois, a marcar presença nos 1/4 de final da “Liga dos Campeões”.

9 Março, 2016 at 6:53 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão) – Benfica – Zenit

BenficaBenfica – Júlio César, André Almeida, Victor Lindelöf, Jardel, Eliseu, Andreas Samaris, Renato Sanches, Pizzi (71m – Mehdi Carcela-Gonzalez), Nico Gaitán, Jonas e Konstantinos Mitroglou (63m – Raúl Jiménez)

Zenit S. PetersburgoZenit S. Petersburgo – Yuri Lodygin; Aleksandr Anyukov, Ezequiel Garay, Nicolas Lombaerts, Domenico Criscito; Axel Witsel, Javi García, Oleg Shatov (81m – Yuri Zhirkov), Hulk, Danny (87m – Maurício) e Artem Dzyuba (74m – Aleksandr Kokorin)

1-0 – Jonas – 90m

Cartões amarelos – André Almeida (16m), Jardel (35m), Pizzi (43m) e Jonas (90m); Axel Witsel (32m), Javi García (59m) e Domenico Criscito (67m)

Cartão vermelho – Domenico Criscito (90m)

Árbitro – Gianluca Rocchi (Itália)

Encarando esta partida da 1.ª mão dos 1/8 de final com a necessária precaução, o Benfica privilegiou mais a segurança defensiva, na procura de manter a sua baliza inviolada, que, propriamente, uma acção continuada de ataque, em busca do golo.

Não quer isto dizer que não tenha sido dos benfiquistas a iniciativa maior de assumir o jogo, e o controlo / domínio, num desafio muito “fechado”, em que também o Zenit não pareceu disposto a correr riscos, pensando também, em primeira análise, em manter o nulo, e levar a decisão da eliminatória para S. Petersburgo.

Aliás, da parte da equipa russa, num balanço geral, nem sequer se pode considerar que tenha procurado explorar com efectividade o contra-ataque, tal a prudência e conservadorismo revelados, sem ameaçar a baliza contrária, apenas visada uma vez por Hulk.

Só na segunda parte a equipa portuguesa pareceu ter interiorizado, de forma mais convicta, a importância de se colocar em vantagem, atacando então com maior insistência. Nessa fase o Benfica construiria então algumas situações de perigo, em especial à passagem dos 70 minutos, quando Gaitán teve a maior oportunidade, negada pelo guardião da equipa russa.

Logo de seguida, também Jardel podia ter inaugurado o marcador. Mas, na verdade, notava-se alguma falta de discernimento por parte dos benfiquistas no momento da finalização, que impedia o concretizar do objectivo.

Pelo que acabaria por ser com alguma felicidade – pelo menos em termos de “timing” – que o Benfica conseguiria chegar ao golo, que consumaria o triunfo, num bom desvio de cabeça de Jonas, dando a melhor sequência a um livre apontado por Gaitán.

Um tento que poderá revelar-se precioso para o desfecho desta contenda… desde que o Benfica se consciencialize que, tão ou ainda mais importante que este golo, será marcar na Rússia…

16 Fevereiro, 2016 at 10:18 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – At. Madrid

BenficaBenfica – Júlio César, André Almeida, Lisandro López, Jardel, Eliseu, Lubjomir Fejsa, Renato Sanches, Pizzi, Nico Gaitán (76m – Mehdi Carcela-González), Gonçalo Guedes (45m – Kostas Mitroglou) e Jonas (61m – Raúl Jiménez)

At. MadridAt. Madrid – Jan Oblak, Juanfran, Stefan Savić, Diego Godín, Filipe Luís, Koke, Saúl Ñíguez, Gabi, Yannick Ferreira-Carrasco (73m – Óliver Torres), Luciano Vietto  (63m – Fernando Torres) e Antoine Griezmann (90m – José María Giménez)

0-1 – Saúl Ñíguez – 33m
0-2 – Luciano Vietto – 55m
1-2 – Kostas Mitroglou – 75m

Cartões amarelos – Lubjomir Fejsa (77m); Diego Godín (68m), Saúl Ñíguez  (70m) e Óliver Torres (89)

Árbitro – Ovidiu Haţegan (Roménia)

Entrando em campo, para a derradeira ronda, em posição privilegiada, já com o apuramento garantido, e em 1.º lugar – pelo que o empate lhe bastaria para o manter -, o Benfica enfrentava, não obstante, uma tarefa de muito elevado grau de dificuldade, perante o actual vice-líder do campeonato espanhol, a um único ponto do líder Barcelona, e à frente do Real Madrid.

Compreende-se portanto as cautelas com que a equipa portuguesa encarou este desafio, sabendo do fortíssimo potencial do seu opositor. E, durante os primeiros vinte minutos, o Benfica foi equilibrando a contenda, que arrancou em toada morna, sem grandes ocasiões de perigo.

Porém, ainda antes da meia hora, já o At. Madrid havia tomado conta das operações, e não só controlava o jogo, como passara a ameaçar com insistência a baliza benfiquista, antecipando-se o que acabaria por suceder aos 33 minutos, como corolário lógico do intensificar da pressão, que a formação portuguesa não conseguia então suster: o golo dos espanhóis.

Até final do primeiro tempo, agora já com as posições invertidas, ou seja, já com o At. Madrid a assumir a liderança do grupo, o ritmo e intensidade de jogo acalmaria bastante.

Na segunda parte, forçado a arriscar, o Benfica reforçaria o ataque, com a entrada de Mitroglou, que, logo nos minutos iniciais, teria boa iniciativa, como que um “aviso” a Oblak.

Contudo, em mais uma jogada rápida, surpreendendo a ala direita da defesa benfiquista, o At. Madrid ampliaria a vantagem para 2-0. Pensou-se, então, que o resultado estava feito, e que, aliás, poderia vir a agravar-se para as cores lusas.

Foi então que, num assomo de grande dignidade, o Benfica revelaria grande capacidade de reacção, que seria recompensada com o golo de Mitroglou.

A partir daí, e praticamente até final, com os níveis de confiança substancialmente reforçados, a turma benfiquista conseguiria mesmo empurrar a equipa espanhola para o seu reduto defensivo, criando bons lances, e tendo beneficiado de uma oportunidade soberana, num remate de cabeça de Raúl Jiménez que ficou muito perto do êxito. Curiosamente, assistia-se, nesta fase, como que a um reflexo espelhado do período de domínio espanhol da primeira parte.

De forma pragmática, evitando correr riscos – traduzindo também, paralelamente, um indício de respeito face ao desempenho que o Benfica vinha patenteando -,  o At. Madrid finalizaria o encontro “queimando tempo”, bem patente nos derradeiros minutos, em situações como um pontapé de canto que “ninguém” parecia querer marcar, assim como na substituição efectuada já em período de compensação.

Com uma actuação colectiva que não envergonha ninguém, e em que merece especial realce a soberba exibição do jovem (18 anos) Renato Sanches, ao Benfica faltou a “estrelinha” que lhe possibilitasse repetir a evolução do marcador que se registara na partida anterior, em Astana, o que lhe teria proporcionado a vitória no grupo…

8 Dezembro, 2015 at 9:36 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Astana – Benfica

AstanaAstana – Nenad Erić, Branko Ilic, Evgeni Postnikov, Marin Anicic, Dmitri Shomko, Patrick Twumasi (90m – Denys Dedechko), Roger Cañas, Nemanja Maksimovic, Foxi Kéthévoama (87m – Georgi Zhukov), Junior Kabananga (84m – Aleksei Schetkin) e Serikzhan Muzhikov

BenficaBenfica – Júlio César, Sílvio (65m – André Almeida), Lisandro López, Jardel, Eliseu, Renato Sanches, Andreas Samaris (65m – Anderson Talisca), Gonçalo Guedes, Pizzi, Jonas (80m – Bryan Cristante) e Raúl Jiménez

1-0 – Patrick Twumasi – 19m
2-0 – Marin Anicic – 31m
2-1 – Raúl Jiménez – 40m
2-2 – Raúl Jiménez – 72m

Cartões amarelos – Roger Cañas (50m) e Aleksei Schetkin (90m); Raúl Jiménez (23m) e Lisandro López (44m) e Jonas (48m)

Árbitro – Ruddy Buquet (França)

Na mais longa deslocação das história das competições europeias, até à capital do Cazaquistão (quase 6.200 km), o Benfica conhecia, à partida, os riscos e dificuldades que se lhe ofereciam, num terreno em que nem o Galatasarary, nem sequer o At. Madrid, haviam conseguido melhor que o empate.

O que não invalida que tivesse constituído surpresa, ver-se em posição desfavorável no marcador ainda antes dos vinte minutos, e pouco depois de ter sido já antes ameaçada a baliza portuguesa. E, ainda mais, como resultado de um mau desempenho defensivo, com várias desconcentrações, que o Astana tivesse chegado ao 2-0, à passagem da meia hora. Era mau demais!

Valeu então, para que a equipa portuguesa se conseguisse recompor, o golo de Raúl Jiménez, obtido ainda antes do termo do primeiro momento, crucial para que os benfiquistas pudessem serenar e voltar a entrar no jogo.

Na segunda parte, a tendência do jogo foi bastante distinta;  o Astana já não era tão ameaçador, e, à medida que o tempo decorria, era o Benfica que ia forçando, na tentativa de chegar ao empate.

O que viria a alcançar, novamente pelo mexicano Jiménez, ainda com cerca de vinte minutos por jogar. Não obstante, até final, depois de restabelecida a igualdade, concretizando uma boa recuperação, depois do “choque” inicial, a equipa portuguesa como que se terá considerado satisfeita, preferindo jogar pelo seguro.

Era um desfecho que constituía como que “meio caminho andado” para o apuramento para os 1/8 de final – no caso de uma expectável vitória do At. Madrid na recepção ao Galatasaray, o que se viria a confirmar poucas horas depois -, ao mesmo tempo que garantia ao Benfica chegar à última jornada no 1.º lugar do grupo.

25 Novembro, 2015 at 4:54 pm Deixe um comentário

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