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Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Benfica – Napoli
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, André Almeida, Eduardo Salvio (89m – Kostas Mitroglou), Pizzi, Ljubomir Fejsa, Franco Cervi (68m – André Carrillo), Gonçalo Guedes (57m – Rafa Silva) e Raúl Jiménez
Napoli – Pepe Reina, Elseid Hysaj, Raúl Albiol, Kalidou Koulibaly, Faouzi Ghoulam, Allan, Amadou Diawara, Marek Hamšík (72m – Piotr Zieliński), José Callejón, Manolo Gabbiadini (57m – Dries Mertens) e Lorenzo Insigne (80m – Marko Rog)
0-1 – José Callejón – 60m
0-2 – Dries Mertens – 79m
1-2 – Raúl Jiménez – 87m
Cartões amarelos – Pizzi (89m); Kalidou Koulibaly (15m)
Árbitro – Antonio Mateu Lahoz (Espanha)
Dependendo do resultado que se verificasse na Ucrânia, entre o D. Kyiv e o Beşiktaş, o Benfica-Napoli poderia ser como que uma “final”, para apuramento de uma equipa, em detrimento da outra.
Mas, tal cenário apenas se colocaria ao longo de cerca de meia hora, pois, desde cedo, as notícias que ia chegando da Ucrânia eram bem positivas, acabando por limitar de forma determinante a importância do jogo da Luz, em que passava a estar em causa apenas a definição do vencedor do grupo.
Efectivamente, numa espécie de “hara-kiri”, aos 33 minutos a equipa turca perdia já por 0-3 (a marca continuaria a subir, até se fixar num “arrepiante” 0-6), tendo o Beşiktaş terminado o desafio apenas com nove jogadores em campo, podendo eventualmente queixar-se do lance de grande penalidade que deu origem ao segundo tento do D. Kyiv e à primeira expulsão.
Assim, foi uma partida algo “descomprometida” a que ia decorrendo em Lisboa, jogada de forma “aberta”, a proporcionar diversas ocasiões de perigo, de parte a parte. Mas seriam sempre os italianos os mais afoitos e, também, mais eficazes, não obstante a boa exibição do guardião benfiquista, Ederson, a negar alguns outros lances de golo iminente.
Efectivamente, quando o golo acabou por surgir, para os napolitanos, à passagem da hora de jogo, já o D. Kyiv ganhava então por 5-0, estando a formação turca reduzida já a nove elementos. Depois, enquanto o Benfica ensaiava algumas tentativas de repor a igualdade, expunha-se mais às contra-ofensivas italianas, acabando por sofrer segundo tento, evidenciando debilidades defensivas, numa noite em que a dupla de centrais revelou desacerto nas marcações.
Já depois de o Napoli ter tido oportunidade para dilatar ainda mais o marcador, o Benfica acabaria enfim por chegar ao “golo de honra”, por Raúl Jiménez, a três minutos do final, reduzindo para marca tangencial o desfecho de uma exibição desinspirada e algo desconcentrada.
Num percurso que atravessou bastantes trilhos sinuosos – em particular, os dois encontros com a equipa turca, assim como os desaires nos jogos com o Napoli – o Benfica, sob o comando de Rui Vitória, acaba por garantir a qualificação para os 1/8 de final da Liga dos Campeões pelo segundo ano sucessivo, potenciando os decisivos triunfos obtidos frente à formação ucraniana.
Liga dos Campeões – 5ª Jornada – Beşiktaş – Benfica
Beşiktaş – Fabri Ramírez, Gökhan Gönül (45m – Cenk Tosun), Marcelo, Duško Tošić (60m – Atinc Nukan), Andreas Beck, Ricardo Quaresma, Tolgay Arslan (45m – Gokhan Inler), Atiba Hutchinson, Adriano, Oğuzhan Özyakup e Vincent Aboubakar
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Eliseu, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, Franco Cervi (64m – Rafa Silva), Gonçalo Guedes (75m – Andreas Samaris) e Kostas Mitroglou (86m – Raúl Jiménez)
0-1 – Gonçalo Guedes – 10m
0-2 – Nélson Semedo – 25m
0-3 – Ljubomir Fejsa – 31m
1-3 – Cenk Tosun – 58m
2-3 – Ricardo Quaresma (pen.) – 83m
3-3 – Vincent Aboubakar – 89m
Cartões amarelos – Tolgay Arslan (29m) e Vincent Aboubakar (90m); Pizzi (34m) e Luisão (77m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
É tradicional do jargão futebolístico a célebre referência ao facto de os jogos terem duas partes distintas. Uma máxima que foi levada ao extremo neste encontro.
Que, desde cedo, pareceu oferecer ao Benfica inesperadas facilidades, quando, no curto intervalo de apenas cerca de 20 minutos, e apenas com pouco mais de meia hora decorrida de jogo, na sequência de uma exibição avassaladora, na sua ofensiva, chegou a uma confortável… e que se esperava absolutamente tranquila e definitiva vantagem de 3-0 (tendo ainda desperdiçado outra soberana ocasião de golo, com um remate ao poste), tendo o terceiro golo surgido na sequência de um absolutamente incrível lance: um primeiro cabeceamento de Mitroglou à trave, na recarga o grego a cabecear outra vez à trave, na segunda recarga, Salvio, também de cabeça, a acertar no poste, até que, enfim, na terceira recarga, Fejsa rematou para o fundo da baliza.
Um lance bem ilustrativo da apatia até então revelada pelo conjunto turco, a deixar que os jogadores do Benfica ganhassem todos os lances de antecipação.
Para o segundo tempo, perante a imagem que ambas as equipas haviam transmitido na metade inicial, a expectativa seria a de que o resultado se viesse ainda a avolumar a favor da formação portuguesa, convertendo-se numa goleada histórica…
Um engano crasso. Depois de cerca de uma hora em que controlou por completo o jogo, a equipa portuguesa, como que assustada, desunir-se-ia logo após ter sofrido o primeiro golo, não conseguindo suster a reacção da formação turca, impulsionada pelo seu público, com uma deliberada aposta no ataque, após a entrada em campo de Tosun (substituindo o lateral direito) e de Inler, logo no recomeço do desafio.
Infelizmente, Mitroglou acabara de desperdiçar, escassos momentos antes, o que seria o quarto tento benfiquista, isolado face ao guarda-redes, mas a rematar ligeiramente ao lado.
Ao invés, o Benfica, recuando no terreno, incapaz de construir jogo – ou, sequer, de concretizar um único lance de contra-ataque -, viria ainda, a um quarto de hora do final, com a substituição de Gonçalo Guedes por Andreas Samaris, a transmitir às duas equipas um mesmo sinal, pese embora de duplo sentido: para os portugueses, que era tempo de defender, paradoxalmente, na zona do campo onde tem revelado maiores dificuldades; para o Besiktas, um verdadeiro convite ao derradeiro “assalto”, instalando-se de forma permanente nas imediações da grande área contrária.
E, quando Ricardo Quaresma, na conversão de uma grande penalidade- resultante de um erro capital da defesa, com Lindelöf a abordar o lance com os braços abertos, não evitando o contacto com a bola -, já dentro dos dez minutos finais da partida, reduziu para a desvantagem mínima, desde logo se receou o pior… que acabaria por vir a confirmar-se praticamente no derradeiro minuto.
Repetia-se o “filme” que fora já “exibido” no Estádio da Luz, com o Benfica a deixar escapar duas vitórias que parecia ter “na mão”, o que poderá ter custos elevadíssimos.
Passando de uma posição em que chegou a ter, durante largo período, o apuramento “garantido”, ao ceder a igualdade, o Benfica – não obstante continue a depender de si próprio – enfrenta agora uma partida final, quase que “a eliminar”, ante o Napoli, caso o Besiktas vença na Ucrânia. O cenário será bem mais favorável caso a formação turca não consiga vencer, o que, desde logo, qualificará portugueses e italianos para os 1/8 de final da Liga dos Campeões.
Liga dos Campeões – 4ª Jornada – Benfica – D. Kiev
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa (59m – Andreas Samaris), Franco Cervi, Gonçalo Guedes (87m – André Almeida) e Kostas Mitroglou (70m – Raúl Jiménez)
D. Kiev – Artur Rudko, Mykola Morozyuk, Yevhen Khacheridi, Domagoj Vida, Yevhen Makarenko, Viktor Tsygankov (61m – Artem Besedin), Serhiy Sydorchuk (76m – Pavlo Orikhovskiy), Serhiy Rybalka, Vitaliy Buyalskiy (87m – Artem Gromov), Derlis González e Júnior Moraes
1-0 – Eduardo Salvio (pen.) – 45m
Cartões amarelos – Samaris (79m); Derlis González (11m), Mykola Morozyuk (15m), Yevhen Makarenko (44m), Domagoj Vida (45m), Serhiy Rybalka (56m) e Yevhen Khacheridi (90m)
Árbitro – Clément Turpin (França)
Com a “embalagem” adquirida na sequência do triunfo alcançado em Kiev, o Benfica bisou a vitória, porventura com mais dificuldade do que poderia esperar-se.
De facto, embora tendo assumido, desde início, a iniciativa do jogo, a equipa portuguesa sentiu, desta feita, mais dificuldades em contornar o bloco defensivo da turma ucraniana, adoptando uma estratégia de defesa “alta”, fazendo concentrar o jogo a meio-campo.
O Benfica apenas conseguiria desbloquear por via de uma grande penalidade (tal como sucedera na Ucrânia, com Salvio a não dar hipótese de defesa ao guardião contrário), já em período de compensação do primeiro tempo.
E acabaria mesmo por ser nas grandes penalidades que se decidiria este jogo, com Ederson Moraes, com excelente intervenção, a evitar que o D. Kiev restabelecesse a igualdade, quando, aos 68 minutos, beneficiou também de um castigo máximo, mas que desaproveitaria.
Antes, já Gonçalo Guedes vira os postes da baliza contrária negar, por duas vezes, o que teria sido o segundo tento dos “encarnados”. Pouco depois, saíra de campo, lesionado, Fejsa, o que provocaria dificuldades acrescidas no controlo de jogo por parte da equipa portuguesa, que só voltaria a estabilizar na fase final do desafio.
De qualquer forma, um resultado que proporciona ao Benfica ascender à liderança partilhada do seu Grupo (a par do Napoli), com boas perspectivas de poder vir a alcançar o apuramento, pese embora o grande equilíbrio que vem caracterizando a disputa entre os três primeiros classificados, com o surpreendente Besiktas, somente um ponto abaixo.
Ainda com duas rondas por disputar, garantida ficou desde já, no pior dos cenários, a continuidade nas competições europeias desta temporada, no mínimo, por via da transição para a Liga Europa.
Liga dos Campeões – 3ª Jornada – D. Kiev – Benfica
D. Kiev – Artur Rudko, Danilo Silva, Yevhen Khacheridi, Domagoj Vida, Antunes, Andriy Yarmolenko, Serhiy Sydorchuk (80m – Olexandr Gladkiy), Nikita Korzun, Valeriy Fedorchuk (56m – Vitaliy Buyalskiy), Derlis González (71m – Viktor Tsygankov) e Júnior Moraes
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Luisão, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, Eduardo Salvio, Pizzi, Ljubomir Fejsa, Franco Cervi (83m – Guillermo Celis), Gonçalo Guedes (90m – Eliseu) e Kostas Mitroglou (71m – Raúl Jiménez)
0-1 – Eduardo Salvio (pen.) – 9m
0-2 – Franco Cervi – 55m
Cartões amarelos – Nikita Korzun (34m); Kostas Mitroglou (45m)
Árbitro – David Fernández Borbalán (Espanha)
Depois do “passo em falso” das duas rondas iniciais da competição, o Benfica foi esta noite arrancar uma determinante vitória ao terreno do D. Kiev – à partida o mais directo adversário na disputa pelo acesso aos 1/8 de final da Liga dos Campeões.
Adquirindo vantagem desde cedo, com um tento logo aos nove minutos, na sequência da conversão de uma grande penalidade, por Salvio, o Benfica teve então a possibilidade de actuar de forma concentrada, minimizando os riscos, controlando, em termos gerais, o jogo.
Beneficiou ainda da sua eficácia em termos de colectivo, sobretudo nas transições ofensivas, para sentenciar o desfecho do jogo, curiosamente à passagem do décimo minuto do segundo tempo, por Cervi, à “segunda tentativa”, ao passo que a equipa ucraniana desperdiçava as ocasiões de perigo criadas, também com realce para a exibição de Ederson Moraes e um corte providencial de Grimaldo.
Um triunfo alcançado com alguma felicidade, mas que se justifica pela forma como ambas as formações se apresentaram em campo, abrindo novas perspectivas à equipa portuguesa, sobretudo se conseguir voltar a superar este mesmo adversário, já na próxima jornada, em Lisboa.
Liga dos Campeões – 2ª Jornada – Napoli – Benfica
Napoli – Pepe Reina, Elseid Hysaj, Raúl Albiol (11m – Nikola Maksimović), Kalidou Koulibaly, Faouzi Ghoulam, Allan, Jorginho, José Callejón (70m – Lorenzo Insigne), Marek Hamšík, Dries Mertens (82m – Emanuele Giaccherini) e Arkadiusz Milik
Benfica – Júlio César, André Almeida, Lisandro López, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, Nélson Semedo, André Horta (56m – Eduardo Salvio), Ljubomir Fejsa (82m – José Gomes), Pizzi, André Carrillo (67m – Gonçalo Guedes) e Kostas Mitroglou
1-0 – Marek Hamšík – 20m
2-0 – Dries Mertens – 51m
3-0 – Arkadiusz Milik (pen.) – 54m
4-0 – Dries Mertens – 58m
4-1 – Gonçalo Guedes – 70m
4-2 – Eduardo Salvio – 86m
Cartões amarelos – Pepe Reina (86m); Lisandro López (50m), Júlio César (53m), Carrillo (65m) e Fejsa (76m)
Árbitro – Felix Brych (Alemanha)
Após o “passo em falso” da ronda inicial, o Benfica enfrentava o mais difícil desafio, perante o opositor teoricamente mais cotado do Grupo, e em terreno alheio.
Não obstante, entrando bem no jogo, pertenceriam mesmo à equipa portuguesa as primeiras boas ocasiões de golo, porém não concretizadas.
A piorar as coisas, depois das falhas ofensivas, o acumular de sucessivos erros defensivos, começando, logo aos 20 minutos, com o primeiro tento sofrido, na sequência de um canto, com Hamšík a beneficiar da excessiva liberdade que lhe foi concedida, para se antecipar à defesa, desviando a bola, de cabeça, para a baliza.
A formação lusa acusou o golo sofrido, tendo demorado a recompor-se, de forma a que pudesse, de alguma forma, chamar a si o controlo do jogo.
Depois de chegar ao intervalo com a desvantagem mínima, tudo se desmoronaria, com outros três golos sofridos num curtíssimo espaço de sete minutos, na sequência de um livre, de uma grande penalidade e, por fim, de uma comprometedora falha do guardião benfiquista – curiosamente, escolhido para este jogo pelo seu traquejo internacional, e conhecimento do futebol italiano, onde militou vários (sete) anos, ao serviço do Inter (sagrando-se penta-campeão).
Ainda com mais de meia hora para jogar, chegou então a recear-se o avolumar do resultado para números nada dignificantes, dado o desnorte que o grupo parecia atravessar.
Contudo, beneficiando de alguma natural baixa de intensidade e concentração do adversário, aproveitando então da melhor forma as oportunidades criadas, o Benfica apontaria ainda dois golos, reduzindo o desfecho final a uma mais tolerável marca de 2-4 (na deslocação anterior a Nápoles, tinha perdido por 2-3).
Em síntese, uma noite bastante negativa, com a equipa a ser fortemente penalizada pelos diversos erros individuais cometidos, sem que o conjunto tivesse revelado a necessária coesão para contrariar este poderoso adversário.
A decisão do posicionamento no Grupo fica reservada para o duplo confronto com o D. Kiev…
Liga dos Campeões – 1ª Jornada – Benfica – Beşiktaş
Benfica – Ederson Moraes, Nélson Semedo, Lisandro López, Victor Lindelöf, Alex Grimaldo, André Horta, Ljubomir Fejsa (89m – Guillermo Celis), Eduardo Salvio, Franco Cervi (70m – Andreas Samaris), Pizzi e Gonçalo Guedes
Beşiktaş – Tolga Zengin, Andreas Beck, Marcelo, Duško Tošić, Adriano (63m – Cenk Tosun), Gökhan Inler, Atiba Hutchinson, Ricardo Quaresma, Oğuzhan Özyakup (45m – Anderson Talisca), Caner Erkin e Vincent Aboubakar (81m – Olcay Şahan)
1-0 – Franco Cervi – 12m
1-1 – Anderson Talisca – 90m
Cartões amarelos – Andreas Samaris (78m) e Eduardo Salvio (87m); Caner Erkin (87m) e Andreas Beck (88m)
Árbitro – Milorad Mažić (Sérvia)
Iniciando esta fase de grupos da Liga dos Campeões, recebendo, teoricamente, o concorrente menos difícil, o Benfica acabaria por vir a ser penalizado, já em período de descontos, deixando escapar uma vitória que tão importante poderia vir a revelar-se nas contas finais.
Privada de uma série de elementos fulcrais, quer na defesa, mas, sobretudo, na dianteira (nomeadamente com as forçadas ausências de Jardel, Rafa, Jiménez, Mitroglou e Jonas), a equipa portuguesa teve de recorrer a Franco Cervi e Gonçalo Guedes como homens mais adiantados no terreno.
Não obstante, a boa exibição de Fejsa e André Horta, a pautar o jogo a meio-campo, proporcionaram ao Benfica um absoluto controlo das operações, com sucessivas recuperações de bola a originar investidas para o ataque, rapidamente premiadas com o golo, obtido logo aos 12 minutos, por Cervi, muito oportuno, a antecipar-se à defesa, na recarga a uma defesa incompleta de Zengin a um primeiro remate de Salvio, bem desmarcado por André Horta.
Esta vantagem alcançada ainda numa fase inicial do encontro tranquilizou e motivou os jogadores benfiquistas, que beneficiariam então da possibilidade de procurar explorar rápidos lances de contra-ataque, em situações de superioridade numérica que, caso tivessem sido mais bem aproveitadas, poderiam ter possibilitado o ampliar da vantagem… e o consolidar do triunfo.
Para a segunda parte, a equipa turca fez entrar em campo o emprestado Anderson Talisca, a par de alterações tácticas de posicionamento, com Quaresma mais activo. Subindo gradualmente de rendimento, o Beşiktaş começaria a ameaçar, forçando Ederson Moraes a excelentes intervenções, a negar o tento do empate.
Ao invés, o sinal dado pelo Benfica era, nesta fase final, o de procurar a contenção, com a entrada de Andreas Samaris para reforço do meio-campo defensivo. Ainda assim, poderia ter “matado” o jogo, caso Gonçalo Guedes tivesse materializado em golo uma soberana oportunidade de que dispôs, isolado face ao guardião contrário, mas permitindo-lhe uma defesa “in-extremis”, com os pés.
Já numa fase em que geria as substituições (Fejsa saíra aos 89 minutos, por troca com Celis, e José Gomes preparava-se para entrar, em cima do minuto 90) – a culminar uma prestação algo desequilibrada do Benfica, entre as duas partes do jogo -, uma falta cometida próxima da área daria o melhor pretexto para Talisca se “vingar”, não perdoando, rematando sem apelo, na cobrança do livre, convertendo-o em golo, que retirava os tais dois pontos de uma vitória que parecia adquirida…
Taça de Portugal – Palmarés
Vencedor Finalista Épocas (Vencedor / Finalista) Benfica 25 10 1939-40; 1942-43; 1943-44; 1948-49; 1950-51; 1951-52; 1952-53; 1954-55; 1956-57; 1958-59; 1961-62; 1963-64; 1968-69; 1969-70; 1971-72; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1985-86; 1986-87; 1992-93; 1995-96; 2003-04; 2013-14 1938-39; 1957-58; 1964-65; 1970-71; 1973-74; 1974-75; 1988-89; 1996-97; 2004-05; 2012-13 FC Porto 16 13 1955-56; 1957-58; 1967-68; 1976-77; 1983-84; 1987-88; 1990-91; 1993-94; 1997-98; 1999-00; 2000-01; 2002-03; 2005-06; 2008-09; 2009-10; 2010-11 1952-53; 1958-59; 1960-61; 1963-64; 1977-78; 1979-80; 1980-81; 1982-83; 1984-85; 1991-92; 2003-04; 2007-08; 2015-16 Sporting 16 11 1940-41; 1944-45; 1945-46; 1947-48; 1953-54; 1962-63; 1970-71; 1972-73; 1973-74; 1977-78; 1981-82; 1994-95; 2001-02; 2006-07; 2007-08; 2014-15 1951-52; 1954-55; 1959-60; 1969-70; 1971-72; 1978-79; 1986-87; 1993-94; 1995-96; 1999-00; 2011-12 Boavista 5 1 1974-75; 1975-76; 1978-79; 1991-92; 1996-97/ 1992-93 V. Setúbal 3 7 1964-65; 1966-67; 2004-05 1942-43; 1953-54; 1961-62; 1965-66 1967-68; 1972-73; 2005-06 Belenenses 3 5 1941-42; 1959-60; 1988-89/ 1939-40 1940-41; 1947-48; 1985-86; 2006-07 Braga 2 4 1965-66; 2015-16 1976-77; 1981-82; 1997-98; 2014-15 Académica 2 3 1938-39; 2011-12 1950-51; 1966-67; 1968-69 V. Guimarães 1 5 2012-13/ 1941-42; 1962-63; 1975-76; 1987-88; 2010-11 Leixões 1 1 1960-61/ 2001-02 Beira-Mar 1 1 1998-99/ 1990-91 E. Amadora 1 - 1989-90 Atlético - 2 1945-46; 1948-49 Marítimo - 2 1994-95; 2000-01 Rio Ave - 2 1983-84; 2013-14 Estoril - 1 1943-44 Olhanense - 1 1944-45 Torreense - 1 1955-56 Covilhã - 1 1956-57 Farense - 1 1989-90 Campomaiorense - 1 1998-99 U. Leiria - 1 2002-03 Paços Ferreira - 1 2008-09 Chaves - 1 2009-10
Finais da Taça de Portugal
Edição Época Vencedor Finalista LXXVI 2015-2016 Sp. Braga FC Porto 2-2 (4-2 g.p.) LXXV 2014-2015 Sporting Sp. Braga 2-2 (3-1 g.p.) LXXIV 2013-2014 Benfica Rio Ave 1-0 LXXIII 2012-2013 V. Guimarães Benfica 2-1 LXXII 2011-2012 Académica Sporting 1-0 LXXI 2010-2011 FC Porto V. Guimarães 6-2 LXX 2009-2010 FC Porto Chaves 2-1 LXIX 2008-2009 FC Porto Paços Ferreira 1-0 LXVIII 2007-2008 Sporting FC Porto 2-0 LXVII 2006-2007 Sporting Belenenses 1-0 LXVI 2005-2006 FC Porto Setúbal 1-0 LXV 2004-2005 Setúbal Benfica 2-1 LXIV 2003-2004 Benfica FC Porto 2-1 LXIII 2002-2003 FC Porto U. Leiria 1-0 LXII 2001-2002 Sporting Leixões 1-0 LXI 2000-2001 FC Porto Marítimo 2-0 LX 1999-2000 FC Porto Sporting 1-1 2-0 LIX 1998-1999 Beira-Mar Campomaiorense 1-0 LVIII 1997-1998 FC Porto Sp. Braga 3-1 LVII 1996-1997 Boavista Benfica 3-2 LVI 1995-1996 Benfica Sporting 3-1 LV 1994-1995 Sporting Marítimo 2-0 LIV 1993-1994 FC Porto Sporting 0-0 2-1 LIII 1992-1993 Benfica Boavista 5-2 LII 1991-1992 Boavista FC Porto 2-1 LI 1990-1991 FC Porto Beira-Mar 3-1 L 1989-1990 E. Amadora Farense 1-1 2-0 XLIX 1988-1989 Belenenses Benfica 2-1 XLVIII 1987-1988 FC Porto V. Guimarães 1-0 XLVII 1986-1987 Benfica Sporting 2-1 XLVI 1985-1986 Benfica Belenenses 2-0 XLV 1984-1985 Benfica FC Porto 3-1 XLIV 1983-1984 FC Porto Rio Ave 4-1 XLIII 1982-1983 Benfica FC Porto 1-0 XLII 1981-1982 Sporting Sp. Braga 4-0 XLI 1980-1981 Benfica FC Porto 3-1 XL 1979-1980 Benfica FC Porto 1-0 XXXIX 1978-1979 Boavista Sporting 1-1 1-0 XXXVIII 1977-1978 Sporting FC Porto 1-1 2-1 XXXVII 1976-1977 FC Porto Sp. Braga 1-0 XXXVI 1975-1976 Boavista V. Guimarães 2-1 XXXV 1974-1975 Boavista Benfica 2-1 XXXIV 1973-1974 Sporting Benfica 2-1 XXXIII 1972-1973 Sporting V. Setúbal 3-2 XXXII 1971-1972 Benfica Sporting 3-2 XXXI 1970-1971 Sporting Benfica 4-1 XXX 1969-1970 Benfica Sporting 3-1 XXIX 1968-1969 Benfica Académica 2-1 XXVIII 1967-1968 FC Porto V. Setúbal 2-1 XXVII 1966-1967 V. Setúbal Académica 3-2 XXVI 1965-1966 Sp. Braga V. Setúbal 1-0 XXV 1964-1965 V. Setúbal Benfica 3-1 XXIV 1963-1964 Benfica FC Porto 6-2 XXIII 1962-1963 Sporting V. Guimarães 4-0 XXII 1961-1962 Benfica V. Setúbal 3-0 XXI 1960-1961 Leixões FC Porto 2-0 XX 1959-1960 Belenenses Sporting 2-1 XIX 1958-1959 Benfica FC Porto 1-0 XVIII 1957-1958 FC Porto Benfica 1-0 XVII 1956-1957 Benfica Sp. Covilhã 3-1 XVI 1955-1956 FC Porto Torreense 2-0 XV 1954-1955 Benfica Sporting 2-1 XIV 1953-1954 Sporting V. Setúbal 3-2 XIII 1952-1953 Benfica FC Porto 5-0 XII 1951-1952 Benfica Sporting 5-4 XI 1950-1951 Benfica Académica 5-1 X 1948-1949 Benfica Atlético 2-1 IX 1947-1948 Sporting Belenenses 3-1 VIII 1945-1946 Sporting Atlético 4-2 VII 1944-1945 Sporting Olhanense 1-0 VI 1943-1944 Benfica Estoril 8-0 V 1942-1943 Benfica V. Setúbal 5-1 IV 1941-1942 Belenenses V. Guimarães 2-0 III 1940-1941 Sporting Belenenses 4-1 II 1939-1940 Benfica Belenenses 3-1 I 1938-1939 Académica Benfica 4-3





