Nova nota de 5 €

Foi hoje apresentado o desenho da nova nota de 5 €, com entrada em circulação a partir de 2 de Maio de 2013:

5euros
(via dossier divulgado pelo Banco de Portugal)

10 Janeiro, 2013 at 5:46 pm Deixe um comentário

Relatório do FMI

O Relatório do FMI, ontem divulgado, “Portugal – Rethinking the State – Selected Expenditure Reform Options”, pode ser consultado aqui.

A forma de apresentação do famigerado documento do FMI (e a insensibilidade do seu conteúdo) é mais uma evidência de uma total inaptidão politica, de incapacidade de mobilizar consensos para as reformas urgentes e inevitáveis e um contributo para que tudo fique pior. Por melhores que sejam as intenções, os elefantes continuam à solta numa loja de porcelana…E assim vamos destruindo, passo-a-passo, o capital social e da confiança que precisaríamos para fazer uma grande reforma do Estado e das suas funções.

(Rui Marques, via página no Facebook)

10 Janeiro, 2013 at 5:05 pm Deixe um comentário

SPA recusa acordo devido às posições do Brasil e Angola

De acordo com um comunicado do Conselho de Administração da SPA, a entidade afirma que vai “continuar a utilizar a norma ortográfica antiga nos documentos e comunicação escrita com o exterior”.

A entidade sustenta que “este assunto não foi convenientemente resolvido e encontra-se longe de estar esclarecido, sobretudo depois do Brasil ter adiado para 2016 uma decisão final sobre o Acordo Ortográfico, e de Angola ter assumido publicamente uma posição contra a entrada em vigor” das novas regras. […]

Perante estas posições daqueles países, a SPA considera que “não faz sentido dar como consensualizada a nova norma ortográfica, quando o Brasil, o maior país do espaço lusófono, e Angola, tomaram posições em diferente sentido”.

(Diário de Notícias)

9 Janeiro, 2013 at 2:38 pm 1 comentário

Ainda o (des)Acordo

Em 2016, eis um cenário muito possível: Angola manterá a ortografia existente anterior ao “Acordo”. Portugal seguirá, se não conseguir inverter o statu quo, o pobre “acordês”. E o Brasil terá entretanto revisto e certamente “melhorado” o “Acordo”, escrevendo numa terceira ortografia. Resumindo: cada qual escreverá de sua maneira, e ter-se-á esfrangalhado a ortografia comum que, até agora, era seguida por todos os países lusófonos, com excepção do Brasil. Ou seja: será um verdadeiro “acordo português”, em que ninguém sabe acordar.»

(Helena Buescu, Público – ver texto completo)

8 Janeiro, 2013 at 5:45 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo

Templario-03-01-2013

(“O Templário”, 03.01.2013)

Enquanto o campeonato registou um ligeiro “compasso de espera”, realizou-se, a encerrar o ano de 2012, a última ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo, em que estava em disputa o apuramento para os 1/8 Final da prova.

Com uma fórmula de qualificação algo complexa, dado que as 29 equipas inicialmente inscritas (de que uma delas, Alcanenense B, viria entretanto a desistir) foram agrupadas em nove séries, sete das quais compostas por três clubes cada, e outras duas com quatro participantes, sendo apurados os nove vencedores de série e os sete melhores 2.º classificados, com base na aplicação de média ponderada dos pontos obtidos.

Independentemente de outras considerações, em particular de índole económica – uma vez que a constituição de cada uma das séries tem nomeadamente em consideração critérios de proximidade geográfica (para além da inclusão de pelo menos uma equipa da Divisão Principal em cada uma das nove séries) –, mais simplificada se tornaria a fórmula de disputa caso fossem formadas apenas oito séries, com apuramento dos dois primeiros de cada uma delas.

Acresce ainda um factor eventualmente potenciador de alguma perturbação, com a marcação, no final de cada partida (qualquer que tivesse sido o respectivo resultado), de séries de pontapés da marca de grande penalidade, para efeitos de eventual necessidade de desempate para efeitos de ordenação das equipas, em termos do estabelecimento da classificação final de cada série.

O destaque desta derradeira jornada vai para a imprevista derrota do Riachense na Atalaia (0-1), frente ao Atalaiense, culminando numa absolutamente inesperada eliminação da turma de Ricahos, numa série em que competia com três equipas da Divisão Secundária.

Surpresa aconteceu igualmente em Pontével, com a formação da casa a ser também batida por um concorrente de escalão inferior, o grupo de Muge, igualmente por 0-1, neste caso sem consequências directas em termos de apuramento por parte da equipa da casa.

No que respeita ao União de Tomar, depois do desaire sofrido na jornada anterior, tendo perdido (0-2) em Assentiz, necessitava, pelo menos, de vencer por margem de dois golos; continuando a reagir de forma positiva perante a adversidade com que se defronta, conseguiu mesmo superar tal marca, obtendo categórico triunfo, ante a vizinha turma de Ferreira do Zêzere, impondo-se por 3-0, assim garantindo a qualificação para a fase seguinte da competição.

Obtiveram o apuramento para os 1/8 Final nove equipas da Divisão Principal (At. Ouriense, Mação, Amiense, U. Tomar, Benavente, Coruchense, Glória do Ribatejo, Pontével e Fazendense) e sete equipas da Divisão Secundária (Meiaviense, Atalaiense, Vasco da Gama, Alferrarede, Assentiz, Muge e Emp. Comércio).

Para além do Riachense, outros dois clubes participantes na Divisão Principal ficaram já afastados: U. Abrantina e Moçarriense. A “fava” deste “bolo-rei” acabou por calhar ao Samora Correia, que, de entre os seis 2.º classificados que somaram 3 pontos (tendo, cada um deles, vencido um encontro e perdido o outro), foi o que registou pior diferença de golos (devido à derrota, de 0-5, que sofrera em Benavente na ronda inaugural); conjuntamente com Moçarriense (que perdeu a única partida disputada, frente ao Amiense – dada a desistência do Alcanenense B), foram as duas formações que, ocupando o 2.º lugar das respectivas séries, não alcançaram a qualificação.

No início de um novo ano, já neste fim-de-semana, será retomado o Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Santarém, com a realização, na Divisão Principal, da 16.ª jornada.

Destaque para o aliciante confronto entre os dois primeiros classificados, com o líder At. Ouriense, a receber a visita do Riachense, com as duas formações actualmente separadas por dois pontos na tabela classificativa.Também com um atraso de dois pontos face ao actual comandante, o Mação, recebendo a equipa da Glória do Ribatejo, poderá, caso confirme o seu favoritismo, beneficiar do desfecho do encontro antes mencionado.

Noutras três partidas, também de grande interesse, estarão em jogo posições numa outra zona nevrálgica da classificação, a que separa os seis primeiros dos restantes, que, na segunda fase da competição, se dividirão em duas séries – partindo com metade dos pontos entretanto conquistados na primeira fase –, com ambições bem distintas (uns, a disputar o título e consequente promoção ao futuro Campeonato Nacional de Seniores, em época de estreia agendada para 2013-14; os restantes, a procurar garantir a manutenção na I Divisão Distrital da próxima temporada, o que, na sequência da aprovação da proposta de reestruturação de campeonatos, deverá possibilitar a concretização de tal objectivo a três dos participantes): Benavente-Amiense, U. Abrantina-Coruchense e U.Tomar-Fazendense.

Por fim, Moçarriense e Pontével, actualmente em posição nada confortável na pauta classificativa, procurarão uma vitória que lhes possa proporcionar renovado ânimo para a etapa final da prova.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Janeiro de 2013)

6 Janeiro, 2013 at 10:00 am Deixe um comentário

«O cadáver adiado»

O Acordo Ortográfico não ficará incólume e as suas regras serão revistas e modificadas. Ninguém esconde no Brasil esta necessidade de revisão e correcção, tão cultural, social e politicamente sentida que está na base do adiamento decretado. Se as regras vão ser modificadas, e quanto a este ponto não pode subsistir qualquer espécie de dúvida, será um absurdo absoluto que se mantenha a veleidade de as aplicar em Portugal na sua forma presente. Não se pode querer contestar oficial ou, sequer, oficiosamente a existência de três grafias, nada menos de três, como resultado grotesco de uma tentativa sem pés nem cabeça de uniformização delas em todos os países que falam português: a brasileira, a angolana e moçambicana e a irresponsável que é a portuguesa. Torna-se imperativo o reconhecimento oficial de que a única ortografia que está em vigor em Portugal é a que já vigorava antes das desastrosas pantominas que foram empreendidas pelo Governo Sócrates. No meio desta vergonha, o mais simples é:

a) reconhecer-se que o AO nunca entrou em vigor por falta de ratificação de todos os estados signatários;

b) … pressuposto essencial da sua aplicação que é o vocabulário ortográfico comum que nem sequer foi iniciado;

c) suspender-se tudo o que se dispôs em Portugal quanto à aplicação do AO, nomeadamente no plano das escolas, dos livros escolares e dos serviços do Estado;

d) tomar-se a iniciativa de negociações internacionais com vista a uma revisão e correcção do AO por especialistas dignos desse nome.

(Vasco Graça Moura, Diário de Notícias)

2 Janeiro, 2013 at 10:21 pm 1 comentário

Happy New Year – 2013


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1 Janeiro, 2013 at 1:00 am Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 15ª jornada

(“O Templário”, 27.12.2012)

Num jornal de Tomar, destinado, em primeira análise, a leitores tomarenses, compreender-se-á decerto que – mesmo que com cariz algo excepcional – me detenha, nesta semana, mais em particular no União de Tomar e nas circunstâncias em que se vê actualmente envolvido, na sequência das sanções aplicadas pelo Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Santarém (a que aqui aludira já no comentário da pretérita semana), em função dos eventos ocorridos no final do jogo disputado a 23 de Setembro, com o Benavente, da 3.ª jornada, nomeadamente: quatro jogos de interdição do campo municipal, a exigência de colocação de vedação no campo, uma redundante pena de derrota por 0-3 (dado que o União havia já perdido tal desafio, então por 0-2), e, sobretudo, a suspensão de cinco jogadores (David, Bruno Pinto, Nuno Veríssimo, Fred Do Val e Fábio Marques) durante um período de oito meses (por, alegadamente, terem agredido, já depois do encontro terminado, um jogador do Benavente).

Começando, porém, pela exposição de um conjunto de alguns “pontos prévios”, esperando que me possa ser relevado este escrever na primeira pessoa:

1. Natural de Tomar, sou adepto e simpatizante do União de Tomar, sofrendo e vibrando com os seus desafios e com os seus êxitos há cerca de 40 anos; sou sócio do clube desde 1995; iniciei, há quase quatro anos, um projecto que espero culminar, no ano de centenário, com o disponibilizar, aos unionistas e aos tomarenses, de uma memória escrita da gloriosa história do União; foi com muita honra que fui nomeado, recentemente, aquando da última Assembleia Geral, em Julho, como membro do Conselho Geral, órgão consultivo. Nesta coluna de opinião, procurando a isenção possível, não me será contudo pedido que “dispa a camisola” unionista.

2. Não assisti aos eventos do passado dia 23 de Setembro, no qual se produziram os acontecimentos que conduziram a que o clube se veja agora sancionado – e, em particular os seus jogadores –, com severas penas, pelo que não me é possível pronunciar sobre tais factos, os quais, conforme referi na passada semana, serão sempre de deplorar.

3. Admito não ser conhecedor dos regulamentos disciplinares que dispõem sobre as penalizações de determinados comportamentos, aplicáveis a esta competição em particular, assim como não tenho presente eventuais casos análogos que nela possam ter ocorrido num passado mais ou menos recente. Pelo que não tenho igualmente possibilidade de apreciar a razoabilidade e coerência dos castigos aplicados. Recordo, não obstante, alguns casos mediáticos que recentemente vieram a público, a diferentes níveis: Raul Meireles (suspenso por 11 jogos, por, alegadamente, ter cuspido num árbitro, no campeonato da Turquia); Luisão (suspenso por dois meses, por, num jogo particular, ter agredido um árbitro, que terá caído inconsciente no terreno de jogo); Hulk (suspenso por quatro meses, no campeonato nacional de há três anos, por agressão a assistente de recinto desportivo).

Enunciados estes pontos prévios, mesmo que se possa eventualmente argumentar que “comparo” situações não comparáveis, não posso deixar de me interrogar sobre se as punições que impendem sobre o União de Tomar – que poderão ir para além de 20 jogos de suspensão, de nada menos de cinco jogadores (!) – serão equilibradas face a outras situações similares?

E isto, num contexto em que terão de ser tidas em consideração as circunstâncias concretas em que o caso ocorreu: já após o termo da partida; o facto de aparentemente nada constar no relatório do árbitro (que, aliás, não terá presenciado os acontecimentos); e de o relatório policial se referir a agressões de parte a parte, e de não ter sido possível proceder à cabal identificação dos envolvidos. Pelo que as sanções serão sobretudo baseadas no depoimento do jogador benaventense, não tendo os intervenientes que representam o União sido ouvidos neste processo – sendo que pelo menos um deles (David) assevera não ter participado em tais desacatos.

Perante isto, o União, os seus responsáveis e, principalmente, os jogadores, de forma digna, deram em campo – na disputa da 15.ª ronda, frente à formação da U. Abrantina –, a melhor resposta possível: depois de um criativo gesto inicial de protesto, mantendo-se imóveis em campo durante o primeiro minuto da partida – sendo de assinalar o notável exemplo de “fair-play” dado pelos jogadores abrantinos, que, durante esse período, se limitaram a trocar a bola entre si – a equipa tomarense obteve um crucial triunfo, por 2-1, fundamental para serenar o grupo, que, independentemente do desfecho do recurso interposto, deverá procurar seguir o seu caminho, confiando na sua coesão e nas suas capacidades.

Sobre o restante da jornada, destaque especial para a vitória do Fazendense sobre o Riachense (2-1), o que, conjugado com o categórico triunfo obtido pelo At. Ouriense na Glória do Ribatejo (3-0), permitiu que os oureenses se isolassem no comando da prova, com dois pontos de vantagem sobre o par formado por Riachense e Mação. Por seu lado, o União de Tomar ascendeu ao 8.º lugar, estando agora a 5 pontos do grupo dos seis primeiros, ao mesmo tempo que passa a dispor de 4 pontos de vantagem sobre o antepenúltimo classificado.

Segue-se, a finalizar o ano de 2012, a última ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Dezembro de 2012)

30 Dezembro, 2012 at 10:00 am Deixe um comentário

Newsweek – O fim de uma era

Newsweek

23 Dezembro, 2012 at 11:38 pm Deixe um comentário

«Snow fall»

(The New York Times)

22 Dezembro, 2012 at 4:20 pm Deixe um comentário

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