O pulsar do campeonato – 14ª jornada

(“O Templário”, 20.12.2012)
A 14.ª ronda do campeonato distrital (Divisão Principal) da Associação de Futebol de Santarém ficou marcada pelo facto de o Riachense se ter conseguido finalmente isolar na liderança da prova, após uma disputa “corpo a corpo”, nas últimas quatro jornadas, em que partilhou tal posição com a equipa do Mação.
Para tal foi determinante o desaire caseiro cedido pelos maçaenses, ante o Amiense, que, jogando cartada decisiva na manutenção pela disputa dos primeiros lugares, não vacilou desta feita, impondo-se pela margem mínima. Isto, enquanto, paralelamente, a turma riachense, obtinha uma das maiores goleadas da prova (apenas superada pelos 7-1 com que batera também o Moçarriense), vencendo categoricamente, por 6-1, a equipa da Glória do Ribatejo.
Também esperado era o triunfo do At. Ouriense, tendo vencido o Pontével por clara margem, de 3-0. Parecendo querer renascer com novo fulgor, também a U. Abrantina somou nova vitória, travando a recuperação do Fazendense, triunfando por 2-0. Num jogo de “aflitos”, o Coruchense, vencendo na Moçarria por 1-0, empurrou ainda mais a equipa da casa para o fundo da tabela.
Por fim, o União de Tomar, conseguindo enfim alcançar o seu primeiro empate na competição, a uma bola, e em terreno alheio, na deslocação a Benavente, garantiu um resultado positivo, continuando a somar pontos, o que lhe pode abrir boas perspectivas, tendo presente os dois jogos que se seguem, em casa, frente à U. Abrantina e Fazendense (este, a disputar já no novo ano de 2013).
Na classificação, conforme referido, temos agora um comandante isolado, Riachense, mas com perseguição apertada da parte do At. Ouriense, a apenas um ponto, e do Mação, agora dois pontos atrasado; o Amiense, não obstante o importante triunfo alcançado, continua a dez pontos do líder.
Quem voltou a subir na tabela foi a U. Abrantina, mercê de dois triunfos consecutivos em casa, ocupando agora a 5.ª posição – a apenas 2 pontos do Amiense! –, com um ponto de vantagem sobre Fazendense, e três de avanço em relação ao Benavente, que continua, para já, fora do lote dos seis primeiros.
Na luta pela manutenção, as distâncias pontuais continuam a ser estreitas: a equipa de Pontével dispõe agora de apenas mais dois pontos que o União de Tomar (que mantém o 9.º lugar), e que, por sua vez, tem o Coruchense logo a seguir, a apenas um ponto, com o Glória do Ribatejo a três pontos. Bastante difícil começa a ser a situação do Moçarriense, já a cinco pontos do 9.º classificado… e a dez do 7.º lugar.
Na próxima jornada (15.ª), a disputar no sábado, o trio da dianteira tem deslocações de relativo grau de risco, com o Riachense a visitar Fazendas de Almeirim, o At. Ouriense a deslocar-se à Glória do Ribatejo, e a equipa do Mação a ir até Pontével; três sérios testes à efectiva capacidade das formações do topo da classificação, perante equipas que necessitam imperiosamente de pontos, e que já mostraram, no decorrer da prova, ser capazes de surpreender.
Mais tranquila poderá ser, em teoria, a tarde do Amiense, recebendo o “desesperado” Moçarriense, a quem, aliás, venceu na primeira volta; mas convirá não confiar em demasia.
Interessante será o desafio que oporá Coruchense a Benavente, duas equipas vizinhas, com a turma da casa a pretender dar sequência à importante vitória obtida na jornada anterior, em terreno alheio, enquanto os benaventenses – que cederam empate em casa, ante este mesmo adversário – não quererão também deixar afastar-se mais do pelotão dos seis primeiros.
Por fim, o União de Tomar recebe a formação da U. Abrantina num momento em que este oponente se apresenta novamente em alta, após ter obtido, consecutivamente, dois bons triunfos caseiros, ante adversários directos na disputa de uma posição na primeira metade da classificação, Benavente e Fazendense; mas esta é também uma boa oportunidade para a turma unionista, de prosseguir numa fase positiva de conquista de pontos, e de ascensão na tabela.
A concluir este comentário, subsistia ainda, no momento em que escrevo, o desconhecimento relativo à amplitude dos castigos que impenderão sobre alguns jogadores do conjunto tomarense e sobre o próprio clube (na sequência dos eventos ocorridos no final da partida da primeira volta do campeonato, frente ao Benavente), que se deseja – até em prol da salvaguarda da verdade desportiva da competição, tendo inclusivamente em atenção que tais acontecimentos, sempre de deplorar, sucederam já após o termo do referido encontro – não venham a constituir impedimento determinante à ambicionada recuperação do U. Tomar na pauta classificativa, atento o leque de opções à disposição da equipa técnica liderada por Lino Freitas, formando um grupo coeso.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Dezembro de 2012)
Liga Europa – Sorteio dos 1/16 Final e dos 1/8 Final
1/16 Final
BATE Borisov – Fenerbahce
Inter – CFR Cluj
Levante – Olympiakos
Zenit – Liverpool
D. Kyiv – Bordeaux
Bayer Leverkusen – Benfica
Newcastle – Metalist Kharkiv
Stuttgart – Genk
At. Madrid – Rubin Kazan
Ajax – Steaua
Basel – Dnipro
Anzhi – Hannover
Sparta Praha – Chelsea
B. Monchengladbach – Lazio
Tottenham – Lyon
Napoli – Viktoria Plzen
1/8 Final
Napoli / Viktoria Plzen – BATE Borisov / Fenerbahce
Bayer Leverkusen / Benfica – D. Kyiv / Bordeaux
Anzhi / Hannover – Newcastle / Metalist Kharkiv
Stuttgart / Genk – B. Monchengladbach / Lazio
Tottenham / Lyon – Inter / CFR Cluj
Levante / Olympiakos – At. Madrid / Rubin Kazan
Basel / Dnipro – Zenit / Liverpool
Ajax / Steaua – Sparta Praha / Chelsea
Os jogos da primeira mão dos 1/16 Final serão disputados a 14 de Fevereiro de 2013, estando a segunda mão agendada para 21 de Fevereiro.
Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/8 Final
Galatasaray – Schalke 04
Celtic – Juventus
Arsenal – Bayern
Shakhtar Donetsk – B. Dortmund
AC Milan – Barcelona
Real Madrid – Manchester United
Valencia – PSG
FC Porto – Málaga
Os jogos da primeira mão serão disputados nas seguintes datas: 12, 13, 19 ou 20 de Fevereiro de 2013. Por seu lado, as partidas da segunda mão estão agendadas para 5, 6, 12 ou 13 de Março.
No que respeita ao FC Porto, começará por receber o Málaga, a 19 de Fevereiro, deslocando-se a Espanha a 13 de Março.
«Passos, Cavaco e a demagogia das pensões e reformas»
Acresce que basta fazer este exercício: se este nosso contrato de reforma, em vez de feito com o Estado fosse feito com uma seguradora privada que entretanto mudasse as regras qualquer processo em tribunal seria ganho pelos beneficiários. É mais uma razão para Passos, em vez de atacar, pedir desculpa pelo que está a fazer aos pensionistas. […]
Há muito que as pensões pagas pelo Estado deviam ter um limite. Mas não têm. E é por isso que o Tribunal Constitucional com muita probabilidade chumbará o Orçamento do Estado neste ponto.
Liberdade de expressão
Há quem pareça esquecer quão longa e árdua foi a luta e quão vital foi a conquista da liberdade de expressão, para dela fazer abuso gratuito, sem daí tirar consequências.
O pulsar do campeonato – 13ª jornada

(“O Templário”, 13.12.2012)
Na retoma do campeonato distrital, após a pausa para disputa da 2.ª ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo, o destaque vai para o triunfo do At. Ouriense em Amiais de Baixo, que assim afasta ainda mais o Amiense dos lugares cimeiros, assim como para os números (4-1) em que se traduziu o regresso às vitórias da U. Abrantina, após uma longa “travessia do deserto”, de sete jornadas (mais de dois meses sem vencer), frente ao Benavente.
A jornada 13 foi também de “sorte” para o União de Tomar, que, embora de forma difícil, e perante o último classificado, arrancou novo triunfo, pela margem mínima, colocando termo a um jejum de três jogos no campeonato (e um da Taça Ribatejo), em que apenas acumulara desaires. Uma vitória tão sofrida quão fundamental, pelo insuflar de novo sopro de ânimo e confiança que poderá transmitir à equipa.
Nas restantes partidas, desfechos dentro da normalidade, pese embora a escassez das margens de vitória obtidas pelos líderes Mação e Riachense, traduzindo dificuldades que, finalmente, não terão tanto de inesperado, dado que – para além de terem jogado em terreno alheio –, a prova começa a entrar numa fase decisiva, em que todos os pontos são discutidos de forma muito intensa, tendo em atenção também o relativo equilíbrio entre a generalidade das equipas participantes na competição. O mesmo se pode aplicar, na mesma medida, ao tangencial triunfo do Fazendense sobre o Glória do Ribatejo.
Na tabela classificativa, o trio da frente parece não dar mostras de ceder, tendo dilatado para números já expressivos a margem face ao duo que partilha agora a 4.ª posição: Fazendense e Amiense estão já a 9 pontos do At. Ouriense, e a 10 do par da liderança, que continua a ser formado por Mação e Riachense. Não sendo ainda uma diferença com carácter definitivo, dado que será dividida ao meio na transição para a segunda fase, as aspirações do Amiense ao título e à promoção ao futuro Campeonato Nacional de seniores parecem cada vez mais difíceis de concretizar; tal não só exigiria um muito bom desempenho da formação de Amiais na parte que falta ainda disputar, como teria de ter inerente a quebra de todas as três formações do topo da classificação. Não é impossível, mas cada vez menos provável.
Com o “renascer” da U. Abrantina, um novo fôlego cuja duração poderá ser aquilatada já na próxima jornada, volta a turma de Abrantes a integrar, pelo menos por agora, a primeira metade da tabela, em detrimento do Benavente.
Em paralelo, também a vitória do União de Tomar permitiu, para além do referido impacto em termos anímicos, não apenas a subida até ao 9.º lugar – posição que, caso venha a ser aprovada em Assembleia Geral da Associação de Futebol de Santarém a proposta de reestruturação dos quadros competitivos, poderá vir a traduzir-se na manutenção na I Divisão Distrital da próxima época –, mas também o encurtar de distâncias face às equipas que mais imediatamente precedem o clube tomarense, com o Pontével agora a 3 pontos e o Benavente, próximo adversário, com 5 pontos a mais. E, até o 6.º lugar, nesta altura ainda uma quimera, voltou a estar a “apenas” 6 pontos.
Também para o trio da retaguarda, Glória do Ribatejo, Coruchense e Moçarriense, embora tenham sido uma vez mais derrotados (no caso da equipa de Coruche, com a agravante de ter sido a 6.ª derrota nos últimos sete encontros, não vencendo desde 14 de Outubro), nada está igualmente decidido, uma vez que as diferenças pontuais poderão ainda ser recuperáveis.
A próxima ronda do campeonato (14.ª) poderá constituir uma oportunidade para confirmação de alguns dos triunfos obtidos, na primeira volta, em terreno adversário, nomeadamente por parte de Riachense (na Glória do Ribatejo) e de At. Ouriense (em Pontével), apresentando-se as turmas que agora jogarão em casa com amplo favoritismo, dadas as respectivas posições ocupadas na tabela classificativa (isto, sempre, sem afastar a possibilidade de uma potencial surpresa à espreita…).
Mas, também, ao invés, para eventuais “desforras” (ou, pelo menos, alguma recuperação pontual) face a desaires caseiros concedidos nessa fase inicial da competição, em particular nos casos de União de Tomar (em deslocação a Benavente – em que se espera e deseja prevaleça o bom senso e a serenidade, dentro e fora do campo, após o ocorrido em Tomar no encontro entre estas duas formações) e do Fazendense (que visita Abrantes, não obstante a turma abrantina pretenda naturalmente confirmar o bom resultado obtido na derradeira partida).
Por fim, dois outros encontros têm associados especiais atractivos: o Mação-Amiense, com o grupo de Amiais de Baixo a ter novo desafio de grande responsabilidade, em que a margem de erro se começa a reduzir substancialmente, caso pretenda efectivamente manter aspirações ao título; e o Moçarriense-Coruchense, um jogo entre “aflitos”, ocupando actualmente os dois últimos lugares da classificação, em que (mais) um desfecho negativo poderá significar o mergulhar numa profunda crise, de repercussões que não seriam difíceis de antecipar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Dezembro de 2012)
Richard Zenith – “Prémio Pessoa” 2012
Richard Zenith, investigador estado-unidense – com dupla nacionalidade, também portuguesa, residindo em Portugal há cerca de 25 anos -, igualmente escritor, tradutor e crítico literário, de 56 anos, foi hoje distinguido com o “Prémio Pessoa”, no valor de 60 mil euros, nomeadamente pelo seu estudo e divulgação da obra de Fernando Pessoa, de que é também tradutor.
Nas edições anteriores do “Prémio Pessoa”, foram premiados:
2011 – Eduardo Lourenço (ensaísta e filósofo)
2010 – Maria do Carmo Fonseca (cientista)
2009 – D. Manuel Clemente (bispo)
2008 – Carrilho da Graça (arquitecto)
2007 – Irene Pimentel (historiadora e investigadora)
2006 – António Câmara (professor catedrático, empresário e investigador)
2005 – Luís Miguel Cintra (actor e encenador)
2004 – Mário Cláudio (escritor)
2003 – José Gomes Canotilho (constitucionalista)
2002 – Manuel Sobrinho Simões (investigador)
2001 – João Bénard da Costa (crítico e historiador de cinema)
2000 – Emmanuel Nunes (compositor)
1999 – Manuel Alegre (poeta) e José Manuel Rodrigues (fotógrafo)
1998 – Eduardo Souto de Moura (arquitecto)
1997 – José Cardoso Pires (escritor)
1996 – João Lobo Antunes (neurocirurgião)
1995 – Vasco Graça Moura (ensaísta)
1994 – Herberto Hélder (poeta)
1993 – Fernando Gil (filósofo)
1992 – Hannah e António Damásio (neurocientistas)
1991 – Cláudio Torres (arqueólogo)
1990 – Menez (pintora)
1989 – Maria João Pires (pianista)
1988 – António Ramos Rosa (poeta)
1987 – José Mattoso (historiador)
«Os erros do Acordo»
Várias vezes defendi que o Acordo Ortográfico (que entrou em vigor por decisão apressada do governo português – de Janeiro de 2011) necessitava de ser aperfeiçoado, o que me valeu ataques boçais ou patetas. Dessa revisão não viria mal ao mundo; pelo contrário, é imperiosa. Aprovado em 1990, houve tempo para discuti-lo ou para acabar com ele. Nem uma coisa nem outra. Os jornais publicaram entretanto notícias sobre o adiamento da sua obrigatoriedade no Brasil para 2015. Nada mais normal: lá, os órgãos do Estado só iriam aplicá-lo a partir de 2013 (a imprensa já o faz, em geral) e em Portugal só seria definitivo a partir de 2015, o que coincide com a conclusão do Vocabulário Ortográfico dos países de Língua Portuguesa. Ou seja: podemos livrar-nos dos erros do Acordo.
«É a ortografia, pá»
O que se torna verdadeiramente intolerável é sentir agora, como o sente a generalidade dos portugueses que têm consciência dos efeitos da situação, que vivemos em relação a tudo isto numa espécie de país paralelo, no qual o assunto não se põe, nunca se pôs e, na aparência, jamais se porá. É que perante esta decisão de Dilma Rousseff, o ruído mediático que todo este assunto tem levantado, o bruá dos protestos e dos abaixo-assinados, as decisões administrativas que apontam para o pró e para o contra, a indecisão de muitos pais e educadores sobre que regras aplicar na educação das crianças, o desinteresse pelo modo como as opções que forem feitas, ou não o forem, serve ou não para aproximar os e as que falam a língua única e mesma que é a nossa, perante tudo isto, a posição do governo em exercício é nenhuma. Um silêncio total, sem língua que lhe valha. Deixando-nos assim com a voz e a escrita em posição de pausa, como se o falar e o escrever e o ler não fossem tão importantes, ou mesmo mais importantes, e são-no para muitos de nós, do que o ato de contar, somar e subtrair.
O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo

(“O Templário”, 06.12.2012)
Devo iniciar este texto começando por apresentar o meu pedido de desculpas relativamente a lapso involuntariamente cometido no comentário publicado na passada semana – não obstante a ele ser alheio – uma vez que o mesmo foi escrito tendo em consideração o resultado que havia sido afixado no site da Associação de Futebol de Santarém, relativamente ao jogo Glória do Ribatejo – Pontével, indicando o triunfo da equipa da casa por 2-1; efectivamente, o desfecho da partida foi o inverso, com vitória da equipa de Pontével.
Desta forma, e, em consequência, diversamente do que fora indicado, o Pontével passou a somar 15 pontos, repartindo portanto o 7.º lugar com a U. Abrantina; cavando-se assim um fosso para o quarteto da retaguarda, no qual, por outro lado, se integra o Glória do Ribatejo, que, mantendo-se nos 10 pontos, ocupa a 9.ª posição, apenas um ponto acima do par formado por Coruchense e União de Tomar, e com dois pontos de vantagem sobre o Moçarriense.
Reposta que está a verdade dos factos, entretanto, esta semana, com os campeonatos em pausa, abriram-se as portas à 2.ª ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo, com um conjunto de interessantes partidas, potenciando o avivar de rivalidades locais, entre equipas vizinhas, nalguns casos pertencentes a escalões diferentes, que apenas nesta prova têm a oportunidade de, a nível oficial, competir de forma directa.
E, embora não estejamos ainda numa fase a eliminar, houve a tradicional “festa da Taça”… Em particular, em dois campos, com as vitórias de equipas da Divisão Secundária sobre oponentes a militar na Divisão Principal: foram os casos dos triunfos do Alferrarede sobre a U. Abrantina (1-0) e do Assentiz frente ao União de Tomar (2-0), assim contribuindo para o agudizar da situação de crise que as turmas de Abrantes e de Tomar vêm atravessando. De realçar também, ao invés, a volumosa goleada (9-0) imposta pelo Riachense, na partida com o Goleganense.
Serão apurados para a fase seguinte da prova os 9 vencedores de série, e os 7 melhores 2.º classificados, com base na aplicação de média ponderada dos pontos obtidos. Faltando disputar apenas a terceira e última jornada desta fase de grupos, garantiram já o apuramento para os 1/8 Final as equipas do Mação, Alferrarede, Amiense e Coruchense.
Na próxima semana, no regresso do campeonato da Divisão Principal, destacam-se os confrontos Amiense – At. Ouriense, de maior responsabilidade para a formação de Amiais de Baixo, visando procurar manter o contacto com o grupo da frente; assim como as visitas dos líderes Mação e Riachense, respectivamente a Coruche e a Pontével.
Partidas de interesse serão também o Fazendense – Glória do Ribatejo e o U. Abrantina – Benavente, numa fase da competição que começa a ser crítica na definição dos dois grupos em que as equipas virão a separar-se para a segunda fase, para a qual o desfecho destes encontros poderá ser de grande relevância.
Por fim, e após três desafios de muito elevado grau de dificuldade (e do algo inesperado desaire no encontro da Taça do Ribatejo), o União de Tomar – a necessitar imperiosamente de reagir –, recebendo o Moçarriense, em teste de grande responsabilidade, tem, por outro lado, ensejo para novo “recomeço”, iniciando uma série de jogos, agora frente a equipas do “seu campeonato”, que terá de aproveitar para procurar ascender na classificação.
Até porque, no que poderá representar um renascer da esperança – e uma oportunidade que não deverá ser desperdiçada –, poderão surgir outras boas notícias em breve: a Associação de Futebol de Santarém irá submeter a Assembleia Geral uma proposta de reestruturação dos quadros competitivos a nível distrital – a qual decorre também, de alguma forma, da reorganização das provas a nível nacional, com a extinção do Campeonato da III Divisão (e, também, da II Divisão), passando a haver uma única competição de seniores de âmbito nacional, no seio da Federação Portuguesa de Futebol –, prevendo-se o alargamento da Divisão Principal (que, em paralelo, passará novamente a ser designada por I Divisão Distrital) para 14 equipas, com esta prova a ser disputada numa fase única, em sistema de todos contra todos (26 jornadas).
Esta proposta de reestruturação tem em consideração que, da referida remodelação dos campeonatos nacionais, poderá resultar a despromoção ao Distrital das equipas representantes da Associação que militam actualmente na III Divisão (Alcanenense, Torres Novas e Cartaxo).
Assim, caso venha a ser aprovada tal proposta, e confirmando-se o regresso ao Distrital das três agremiações indicadas, deverão passar a ser, no máximo, apenas três as equipas a despromover à II Divisão Distrital, no final da presente época.
Desta forma, neste cenário, a I Divisão Distrital da próxima temporada seria formada pelos três clubes (potencialmente) despromovidos da III Divisão, antes mencionados, pelos três promovidos da Divisão Secundária, e pelas oito equipas classificadas entre o 2.º e o 9.º lugar no campeonato em curso, assim se abrindo novas perspectivas às formações que ocupam actualmente os lugares da cauda da tabela.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Dezembro de 2012)



