Liga Europa – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Garantiram o apuramento para os 1/16 Final da prova as equipas do Liverpool, Anzhi Makhachkala, Viktoria Plzen, At. Madrid, Fenerbahce, Borussia Monchengladbach, Bordeaux, Newcastle, Steaua, Stuttgart, Dnipro, Napoli, Genk, Basel, Rubin Kazan, Inter, Lyon, Sparta Praha, Lazio, Tottenham, Metalist Kharkiv, Bayer Leverkusen, Hannover e Levante.
A estas equipas juntam-se as 8 que transitam da Liga dos Campeões, 3º classificados nos respectivos Grupos: D. Kyiv, Olympiakos, Zenit, Ajax, Chelsea, BATE Borisov, Benfica e CFR Cluj.
Na próxima eliminatória (1/16 Final) destacam-se os contingentes de: Inglaterra (Liverpool, Newcastle, Tottenham e Chelsea); Alemanha (Borussia Monchengladbach, Stuttgart, Bayer Leverkusen e Hannover); Itália (Napoli, Inter e Lazio); Rússia (Anzhi, Rubin Kazan e Zenit); Ucrânia (Dnipro, Metalist Kharkiv e D. Kyiv); Espanha (At. Madrid e Levante); França (Bordeaux e Lyon); R. Checa (Viktoria Plzen e Sparta Praha); e Roménia (Steaua e CFR Cluj).
Em relação às equipas portuguesas, o balanço global não pode deixar de ser decepcionante, dado terem sido todas eliminadas – destaca-se, pela negativa, o desempenho do Sporting, remetido para a última posição de um grupo… que até era fácil; o Marítimo, com um grupo de maior dificuldade, acabaria por fixar-se no 3º lugar, tal como a Académica (no seu regresso às provas europeias, 41 anos depois da última participação), “cumprindo os mínimos”, tendo obtido um honroso triunfo sobre o At. Madrid, e empatando os outros dois jogos em Coimbra. Desta forma, apenas o Benfica – transitando da Liga dos Campeões – representará Portugal nos 1/16 Final da prova.
Destaque ainda para as eliminações da Udinese, Marseille, Brugge, PSV e Twente, Athletic Bilbao e Panathinaikos.
Grupo B
Viktoria Plzen – At. Madrid – 1-0
Happoel Tel-Aviv – Académica – 2-0
1º Viktoria Plzen, 13; 2º At. Madrid, 12; 3º Académica, 5; 4º Happoel Tel-Aviv, 4
Grupo D
Bordeaux – Newcastle – 2-0
Marítimo – Brugge – 2-1
1º Bordeaux, 13; 2º Newcastle, 9; 3º Marítimo, 6; 4º Brugge, 4
Grupo G
Sporting – Videoton – 2-1 (07.12.2012)
Genk – Basel – 0-0
1º Genk, 12; 2º Basel, 9; 3º Videoton, 6; 4º Sporting, 5
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Resultados e Classificações
Grupo A
Paris St.-Germain – FC Porto – 2-1
D. Zagreb – D. Kyiv – 1-1
1º Paris St.-Germain, 15; 2º FC Porto, 13; 3º D. Kyiv, 5; 4º D. Zagreb, 1
Grupo B
Olympiakos – Arsenal – 2-1
Montpellier – Schalke – 1-1
1º Schalke, 12; 2º Arsenal, 10; 3º Olympiakos, 9; 4º Montpellier, 2
Grupo C
AC Milan – Zenit – 0-1
Málaga – Anderlecht – 2-2
1º Málaga,12; 2º AC Milan, 8; 3º Zenit, 7; 4º Anderlecht, 5
Grupo D
Real Madrid – Ajax – 4-1
B. Dortmund – Manchester City – 1-0
1º B. Dortmund, 14; 2º Real Madrid, 11; 3º Ajax, 4; 4º Manchester City, 3
Grupo E
Chelsea – Nordsjælland – 6-1
Shakhtar Donetsk – Juventus – 0-1
1º Juventus, 12; 2º Shakhtar Donetsk, 10; 3º Chelsea, 10; 4º Nordsjælland, 1
Grupo F
Bayern – BATE Borisov – 4-1
Lille – Valencia – 0-1
1º Bayern, 13; 2º Valencia, 13; 3º BATE Borisov, 6; 4º Lille, 3
Grupo G
Celtic – Spartak Moskva – 2-1
Barcelona – Benfica – 0-0
1º Barcelona, 13; 2º Celtic, 10; 3º Benfica, 8; 4º Spartak Moskva, 3
Grupo H
Sp. Braga – Galatasaray – 1-2
Manchester United – CFR Cluj – 0-1
1º Manchester United, 12; 2º Galatasaray, 10; 3º CFR Cluj, 10; 4º Sp. Braga, 3
Confirmaram o apuramento para os 1/8 Final as equipas do Paris St.-Germain, FC Porto, Schalke, Arsenal, Málaga, AC Milan, B. Dortmund, Real Madrid, Juventus, Shakhtar Donetsk, Bayern, Valencia, Barcelona, Celtic, Manchester United e Galatasaray.
Assim, na próxima eliminatória (1/8 Final) destacam-se os contingentes de: Espanha (Málaga, Real Madrid, Valencia e Barcelona), Alemanha (Schalke, B. Dortmund e Bayern), Inglaterra (Arsenal e Manchester United) e Itália (AC Milan e Juventus). França, Portugal, Ucrânia, Escócia e Turquia mantêm apenas um representante.
Entretanto, garantiram a passagem para a Liga Europa as equipas do D. Kyiv, Olympiakos, Zenit, Ajax, Chelsea, BATE Borisov, Benfica e CFR Cluj (não obstante a equipa orientada pelo português Paulo Sérgio ter obtido uma sensacional vitória em Manchester).
As grandes surpresas desta fase de grupos foram o afastamento das provas europeias desta temporada, desde já, do Manchester City, campeão de Inglaterra – sem ter conseguido obter sequer uma vitória -, o que sucede também, entre outros, ao Anderlecht, Montpellier (campeão francês), Lille, Spartak Moscovo… e Sp. Braga (derrotado nos três jogos em casa!); assim como a eliminação do Campeão europeu em título (Chelsea), o que acontece pela primeira vez desde que a competição é disputada nesta fórmula, vendo-se relegado para a Liga Europa.
Liga dos Campeões – 6ª Jornada – Barcelona – Benfica
Barcelona – José Manuel Pinto, Martín Montoya, Carles Puyol, Adriano (67m – Gerard Piqué), Carles Planas, Alex Song, Thiago Alcântara, Sergi Roberto, Cristian Tello (78m – Gerard Deulofeu), Rafinha (58m – Lionel Messi) e David Villa
Benfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Melgarejo, Nemanja Matić, André Gomes, Ola John, Rodrigo (75m – André Almeida), Nolito (63m – Bruno César) e Lima (74m – Óscar Cardozo)
Cartões amarelos – Rafinha (49m) e Adriano (60m); Nolito (43m), Ezequiel Garay (56m), Luisão (59m) e Nemanja Matić (78m)
Árbitro – Svein Oddvar Moen (Noruega)
Entrando em Camp Nou para defrontar uma equipa reservista do Barcelona (na qual, dos habituais titulares, apenas Puyol e David Villa alinharam de início), o Benfica denotou, desde cedo, uma atitude assertiva, assumindo o controlo do jogo e espreitando amiúde o ataque, fosse em jogadas organizadas ou em lances rápidos, a desmarcar os seus avançados.
Aos 11 minutos, disporia de uma primeira soberana ocasião de golo, com Rodrigo, a surgir isolado, acompanhado por Nolito, mas, em vez de fazer o passe para o companheiro, que seria decerto fatal, de forma individualista tentou o remate à baliza, com a bola a sair ligeiramente ao lado.
Para, à passagem dos 20 minutos, nova boa oportunidade para a equipa portuguesa, com Nolito, algo desenquadrado com a baliza, não obstante dela muito próximo, a não conseguir dar a melhor direcção no remate de cabeça.
Entretanto, aos 21 minutos, o Celtic marcava o primeiro golo desta noite europeia e passava a estar em posição de vantagem face ao Benfica, na disputa da qualificação para os 1/8 Final da Liga dos Campeões.
O Barcelona só aos 23 minutos daria o primeiro aviso, conseguindo ultrapassar a defesa benfiquista, mas a bola perder-se-ia pela linha de fundo. Para, no minuto seguinte, Garay ter de cortar, em cima da linha de golo, um perigoso remate de cabeça da equipa catalã.
Tendo chegado a uma incrível marca de 7-0 em cantos a favor do Benfica, na primeira meia hora de jogo, aos 32 minutos, culminando excelente iniciativa, Lima surgiu novamente isolado frente a Pinto, rematando ao poste mais distante, mas o guardião do Barcelona conseguiu, com uma difícil e atenta estirada, desviar a bola… para o poste.
Ainda uma outra oportunidade, aos 35 minutos, com Ola John, descaído do lado direito, também a isolar-se, a rematar para nova defesa apertada de Pinto, para canto… o oitavo a favor Benfica!
Inesperadamente, o Barcelona via-se obrigado a jogar “de aflitos”, na sua zona defensiva, de que era exemplo o lance de Puyol a despachar de qualquer forma, aliviando a bola pelo ar, para fora da área.
Aos 40 minutos, o Spartak de Moscovo empatava em Glasgow, recolocando o Benfica em posição de apuramento…
Ao intervalo, com um absolutamente fantástico registo de 8-0 em cantos, e três a quatro soberanas ocasiões de golo desaproveitadas, pressentia-se que o Benfica podia estar a desperdiçar uma oportunidade única para ganhar em Barcelona…
Logo a abrir o segundo tempo, a equipa portuguesa perderia ainda outro lance de perigo, perante uma defesa catalã que não conseguia acertar as marcações aos rápidos dianteiros benfiquistas.
Contudo, a partir dos 50 minutos, a tendência do jogo parecia começar a inverter-se, com o Barcelona a soltar-se, e a chegar com mais frequência às imediações da área do Benfica, principalmente na sequência de iniciativas de Tello, numa delas a obrigar a apertada intervenção de Artur Moraes. Urgia fazer alterações na equipa… Mas, quem começaria por a fazer, seria Tito Vilanova, fazendo entrar Messi em campo, estavam decorridos 58 minutos.
À passagem da hora de jogo, o Benfica tentava parar a ofensiva catalã, agora com lances de ataque mais esporádicos, num deles, com Luisão a cabecear, fraco, para uma defesa fácil de Pinto. Aos 64 minutos, a equipa portuguesa ampliava a contagem de cantos para 9-0 (finalizaria o encontro com uma marca de 10-2)!
À entrada para os derradeiros 20 minutos, a formação benfiquista começava a perder, por completo, o controlo do jogo, apenas com dificuldade conseguindo sair do seu meio-campo; as investidas do Barcelona sucediam-se, cada vez mais ameaçadoras. Era necessário apelar à capacidade de união e sofrimento.
Os treinadores mexiam nas equipas: Vilanova retirava os elementos já com cartão amarelo; Jorge Jesus tentava refrescar a equipa, fazendo sair os jogadores mais desgastados.
Só que, a 8 minutos do final, chegavam más notícias de Glasgow: o Celtic voltava a colocar-se em vantagem no jogo e na classificação, face ao Benfica.
Haveria ainda tempo para uma extraordinária dupla intervenção de Artur Moraes, primeiro, arrojando-se aos pés de Messi, a roubar-lhe a bola, e, de imediato, na recarga, já em esforço, de parte a parte, com Messi a tentar o chapéu, mas o guarda-redes benfiquista conseguiria ir ainda resgatar a bola. Estavam decorridos 87 minutos, e, na sequência do lance (no choque com Artur), Messi sofreria uma lesão, tendo de sair de campo, ficando a equipa catalã reduzida a 10 unidades.
Jesus arriscava tudo: dava instruções a Luisão para subir no terreno. Mas, mesmo com cinco minutos de tempo de compensação, era tarde, e os jogadores não tinham já reservas físicas, nem disponibilidade mental para fazer a bola chegar lá à frente, de forma pensada. No último lance da partida, Cardozo não teve a serenidade para rematar à baliza, a bola sobrou ainda para Maxi Pereira, que remataria muito por alto. O Benfica caía de pé… por culpa própria.
«O mal-entendido»
Há uma semana, quando foi anunciada a enésima ajuda à Grécia, e que passava essencialmente pelo alongamento dos prazos de reembolso ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e por um período de 10 anos de carência de juros, o Governo português finalmente tomou a iniciativa de renegociar qualquer coisa no memorando.
Fê-lo rapidamente, e fê-lo muito bem: avançou, ele próprio, com um pedido de igualdade de tratamento.
O País pôde então ver e ouvir o senhor ministro das Finanças na Assembleia da República, onde se referiu aos outros “países de programa” (Portugal e Irlanda) como razoáveis beneficiários das novas condições acordadas para a Grécia. E, da parte europeia, o País pôde também ver e ouvir na televisão o presidente do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, referindo-se aos seus bons amigos portugueses e irlandeses como beneficiários dos seus bons serviços no Eurogrupo. Pois bem, afinal, parece que foi tudo um grande mal-entendido! […]
Como aqui escrevi na semana passada, a situação na Grécia é uma farsa generalizada, e em Portugal para lá caminhamos. Por isso, é crucial que não se dêem sinais que mais não farão do que instigar a opinião pública contra a ‘troika’. Dada a nossa situação de semi-insolvência, em que (ainda) nos encontramos, precisamos da ‘troika’, mas desde que esta esteja genuinamente interessada na nossa salvação, e não no nosso naufrágio. Neste sentido, e dada a dívida colossal a que chegámos, a dívida tem mesmo de ser reescalonada, tem de ser atirada para as calendas.
O pulsar do campeonato – 12ª jornada

(“O Templário”, 29.11.2012)
Desta vez, na jornada que abriu a segunda volta do campeonato distrital (Divisão Principal), confirmaram-se, em termos gerais, as expectativas e previsões que seria possível antecipar – à excepção talvez da vitória do Fazendense (a redimir-se do desaire da semana anterior, com o Pontével) em Benavente.
No Riachense – Amiense, não obstante o grupo de Amiais de Baixo ter começado por inaugurar o marcador, a equipa da casa, assim afirmando a sua candidatura ao título, viria a operar a reviravolta, acabando por se impor (2-1), aproveitando para aumentar a diferença pontual face a um outro potencial candidato aos primeiros lugares.
Conforme referido, depois do passo em falso da última ronda, a formação de Fazendas de Almeirim voltou a “encarrilar”, obtendo, por via de um solitário tento, crucial triunfo em Benavente, perante um adversário directo na disputa de uma posição entre os seis primeiros.
No duelo entre os protagonistas das surpresas da jornada precedente, Glória do Ribatejo – Pontével, levou a melhor, com alguma naturalidade, a turma da casa, vencendo por 2-1, assim prosseguindo importante recuperação.
Na partida entre Moçarriense e U. Abrantina, a equipa da casa, não obstante continuar ainda a transportar a “lanterna vermelha”, alcançou uma vitória fundamental (1-0) para continuar a alimentar as suas aspirações, não apenas pelos pontos obtidos, mas, principalmente, pelo impacto anímico e motivacional que a mesma lhe poderá proporcionar. Ao invés, a formação de Abrantes confirma a tendência de queda que vem patenteando há largas jornadas (tendo obtido apenas dois escassos pontos nos sete últimos jogos).
Por fim, os conjuntos do Mação e do At. Ouriense confirmaram o natural favoritismo que lhes era atribuído, impondo triunfos categóricos, respectivamente sobre o U. Tomar (5-1) e Coruchense (3-0), o que lhes permite manterem-se nos lugares de topo da pauta classificativa, ao mesmo tempo que contribui também, paralelamente, para o agravar da fase negativa que ambos os seus oponentes atravessam: os unionistas, somando terceiro desaire consecutivo, não obstante terem defrontado, nesses encontros, os três primeiros classificados, dois deles, sucessivamente, fora de casa; a equipa do Sorraia, tendo conquistado um único ponto nas seis últimas rondas.
Na classificação, o trio da frente aproveitou para cavar o fosso face ao 4.º classificado Amiense: Mação e Riachense, que continuam a repartir a liderança, têm agora já sete pontos de vantagem face à equipa de Amiais de Baixo, enquanto os oureenses registam seis pontos à maior.
Na zona nevrálgica da tabela, Benavente e Fazendense estão agora a par, tendo a U. Abrantina sido “empurrada” para fora dos seis primeiros, vendo, por outro lado, o Glória Ribatejo acercar-se, distando agora apenas 2 pontos, mantendo-se o Pontével a 3 pontos da formação de Abrantes.
Na cauda da pauta classificativa, Coruchense e União de Tomar, não só viram ampliada a distância para o 6.º lugar, já a aparentemente inalcançáveis 8 pontos, como têm o agora ameaçador Moçarriense com um escasso ponto de atraso.
Uma palavra final para os triunfos de Alcanenense e Torres Novas no retomar do Nacional da III Divisão (também já com nova interrupção agendada para o próximo fim-de-semana), permitindo à turma de Alcanena reduzir para quatro pontos a desvantagem face ao trio da liderança, isto numa fase ainda algo prematura da competição, dado estarem disputadas apenas nove das 22 jornadas que compõem a primeira fase da prova, assim reacendendo alguma esperança.
A próxima jornada do campeonato (13.ª), apenas será disputada a 9 de Dezembro, em função do interregno para dar lugar à realização da 2.ª ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo, repleta de aliciantes encontros, em particular pela rivalidade entre as equipas envolvidas, dada a respectiva proximidade geográfica, nalguns casos entre clubes que, por pertencerem a divisões distintas, mais raramente se defrontam: Riachense – Goleganense; Atalaiense – Meiaviense; Vasco da Gama – Caxarias; Mação – Pego; Alferrarede – U. Abrantina; Moçarriense – Amiense; Samora Correia – Porto Alto; Coruchense – Glória do Ribatejo; Vale da Pedra – Pontével; Empregados do Comércio – Fazendense; e Assentiz – U. Tomar.
Para a equipa unionista (que folgou na jornada inaugural da prova), trata-se de dar o “pontapé de saída”, numa competição que nunca venceu – o que constituirá factor adicional de motivação para visar ir o mais longe possível –, com um desafio em que, contudo, não deverá esperar facilidades, deslocando-se ao terreno de um dos melhores classificados da Série A da Divisão Secundária, actualmente apenas suplantado pelo Caxarias).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 29 de Novembro de 2012)
Nota – Este texto foi escrito tendo em consideração o resultado que havia sido afixado no site da A. F. Santarém, relativamente ao jogo Glória do Ribatejo – Pontével, indicando o triunfo da equipa da casa por 2-1; efectivamente, o resultado foi o inverso, com vitória da equipa de Pontével. Desta forma, o Pontével soma efectivamente 15 pontos, repartindo o 7.º lugar com a U. Abrantina; o Glória do Ribatejo mantém-se nos 10 pontos, ocupando a 9.ª posição da tabela classificativa.
«A Grécia à frente»
Ninguém sabe como lidar com a dívida soberana grega, porque as razões que levaram ao actual modelo de assistência financeira internacional na zona euro estão datadas. O critério do pagamento integral da dívida é irrealista, e está ultrapassado, embora fosse muito apelativo para os credores em plena crise dos pagamentos inter-bancários em 2009. O modelo de negociação com os credores mantendo os Estados sob-tutela criou a ilusão que não seria necessário renegociar com os credores o perfil da dívida, taxas de juro, maturidades, etc…
Esta noite percebeu-se mais uma vez que esse modelo só leva ao atraso das medidas que devem ser tomadas e que acabam por ser tomadas: baixa das taxas de juro, adiamento dos prazos, etc. Mas sempre às arrecuas, sem se passar à libertação negocial dos Estados. Assim isto vai acabar mal para o FMI, o Euro-Grupo e o BCE. Porque ninguém quer ser a Grécia quando a Grécia indica o caminho…
Sebastian Vettel tri-campeão do Mundo de Fórmula 1 – 2012
Classificação final do Campeonato do Mundo de Pilotos – 2012
1º Sebastian Vettel Alemanha Red Bull Rac.-Renault 281 2º Fernando Alonso Espanha Ferrari 278 3º Kimi Räikkönen Finlândia Lotus-Renault 207 4º Lewis Hamilton Grã-Bretanha McLaren-Mercedes 190 5º Jenson Button Grã-Bretanha McLaren-Mercedes 188 6º Mark Webber Austrália Red Bull Rac.-Renault 179 7º Felipe Massa Brasil Ferrari 122 8º Romain Grosjean França Lotus-Renault 96 9º Nico Rosberg Alemanha Mercedes 93 10º Sergio Pérez México Sauber-Ferrari 66 11º Nico Hulkenberg Alemanha Force India-Mercedes 63 12º Kamui Kobayashi Japão Sauber-Ferrari 60 13º Michael Schumacher Alemanha Mercedes 49 14º Paul di Resta Grã-Bretanha Force India-Mercedes 46 15º Pastor Maldonado Venezuela Williams-Renault 45 16º Bruno Senna Brasil Williams-Renault 31 17º Jean-Eric Vergne França S. Toro Rosso-Ferrari 16 18º Daniel Ricciardo Austrália S. Toro Rosso-Ferrari 10
Em termos de vitórias individuais durante a época, o agora tri-campeão do Mundo, Sebastian Vettel venceu 5 Grande Prémios (Bahrain, Singapura, Japão, Coreia do Sul e Índia) – face a 11 no ano anterior; tendo Lewis Hamilton (Canadá, Hungria, Itália e EUA) vencido 4; enquanto Fernando Alonso (Malásia, Europa e Alemanha) e Jenson Button (Austrália, Bélgica e Brasil) obtiveram 3 vitórias cada; Mark Webber venceu 2 (Mónaco e Grã-Bretanha); por fim, Kimi Räikkönen (Abu Dhabi), Nico Rosberg (China) e Pastor Maldonado (Espanha) alcançaram apenas 1 triunfo cada.
A nível de equipas, a Red Bull Racing-Renault revalidou também o título mundial de construtores, que conquista igualmente pela terceira vez consecutiva, com um total de 460 pontos, secundada pela Ferrari, com 400, com a McLaren-Mercedes a quedar-se na 3ª posição, com 378 pontos.
O pulsar do campeonato – 11ª jornada
(“O Templário”, 22.11.2012)
Quem arrisca palpites “totobolísticos” tem praticamente garantida a certeza de, numa ou noutra aposta, acabar por falhar.
Foi o que sucedeu na última jornada da primeira volta do campeonato distrital, em que – em todos as seis partidas da ronda – se defrontavam as equipas teoricamente mais fortes com outras consideradas menos apetrechadas. E se, em quatro desses encontros, a força dos mais poderosos se impôs, noutros dois houve quem fizesse das fraquezas forças para contrariar a lógica.
Num dos casos, com foros de sensação, com o Pontével a golear, por categóricos 6-2, a formação de Fazendas de Almeirim, que tão boa recuperação vinha encetando (com três triunfos nas quatro jornadas mais recentes, e que, aliás, vinha de um não menos convincente 5-0 frente ao Moçarriense).
No outro, embora por margem bem mais equilibrada (2-1), não deixou de causar também alguma surpresa a vitória do Glória do Ribatejo ante o Amiense, que, novamente, se deixa atrasar face ao trio da frente.
Ao invés, correspondendo às expectativas, as equipas do Riachense, Mação e At. Ouriense venceram com naturalidade, respectivamente as turmas do Coruchense, U. Abrantina e U. Tomar, assim como, não obstante com maior dificuldade – colocando termo a uma sucessão de cinco jogos sem triunfar – o Benavente se impôs na Moçarria, ganhando pela margem mínima.
Concluída a primeira metade desta fase inicial da competição, é altura para um breve balanço…
Na frente da classificação, Riachense e Mação continuam a par, com o At. Ouriense apenas um ponto atrás, estando agora o Amiense a 3 pontos do duo da liderança.
A partir daí, começa a grande luta por um lugar nos seis primeiros, dispondo o Benavente de uma ligeiríssima folga de 3 pontos de vantagem face ao Fazendense (7.º classificado), tentando a U. Abrantina “manter-se à tona” – tendo somado apenas 2 pontos nas últimas seis jornadas, vem deslizando na pauta classificativa, ocupando agora a 6.ª posição.
Os “heróis da jornada”, Pontével e Glória do Ribatejo, aproveitaram para encurtar distâncias, estando, respectivamente, a 3 e a 5 pontos dos abrantinos, contribuindo para a formação de um grupo relativamente mais compacto a meio da tabela – não esquecendo que as equipas transportarão, para a segunda fase, apenas metade dos pontos angariados nesta primeira fase.
Por fim, as equipas do Coruchense (somando um único ponto nas cinco derradeiras jornadas) e do U. Tomar, afundam-se na classificação (agora a 6 pontos do 6.º lugar), apenas restando em pior posição o “lanterna vermelha” Moçarriense (também com quatro desaires nas últimas cinco rondas), a 4 pontos das equipas que imediatamente o precedem, e já com um enorme fosso de 10 pontos para o 6.º classificado.
Comparativamente à temporada precedente (em que, por desistência do Ouriquense, no final da primeira volta as equipas registavam apenas 10 jogos disputados) constata-se um maior equilíbrio, com o Mação (esta época com mais 6 pontos) a manter-se no topo (no ano passado, seguia em 3.º lugar, já a 8 pontos do duo da dianteira, formado por Torres Novas e Alcanenense, que viriam a ser as equipas promovidas à III Divisão Nacional).
Tal como agora, seguia-se, embora por ordem inversa à actual, o trio constituído por Benavente (este ano com menos 1 ponto), Amiense (com mais 6 pontos) e At. Ouriense (com uma excelente progressão, de 9 pontos, face ao ano anterior).
As equipas do Fazendense (mais 4 pontos), U. Tomar (com menos 1 ponto que na época transacta) e Moçarriense (igualmente perdendo 1 ponto) estavam também, já então, na segunda metade da tabela, mas enquanto o grupo de Fazendas de Almeirim progride de 9.º para 7.º, o União regrediu, desde essa 7.ª posição até ao penúltimo lugar que actualmente ocupa; a formação da Moçarria era 10.ª classificada (num campeonato então reduzido a 11 participantes).
A próxima jornada, primeira da segunda volta, integra um conjunto de aliciantes desafios: desde logo, o Riachense – Amiense (um sério teste às efectivas capacidades e aspirações do grupo de Amiais de Baixo); mas também um “decisivo” Benavente – Fazendense (na definição da tal zona de fronteira, entre os seis primeiros e os restantes); e ainda um curioso duelo entre os protagonistas de surpresas na última ronda, Glória do Ribatejo – Pontével; assim como um interessante Moçarriense – U. Abrantina, que permitirá porventura aquilatar de alguma forma a tendência destas duas turmas para a segunda metade da prova; por fim, no At. Ouriense – Coruchense e no Mação – U. Tomar, qualquer outro resultado que não a vitória das formações da casa seria um novo desdizer da lógica – cá estou novamente a fazer apostas de “risco”… Esperemos que tal possa ocorrer em Mação, e que algo de positivo venha a ser alcançado pelo União.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Novembro de 2012)
Liga Europa – 5ª Jornada – Resultados e Classificações
Ainda com uma jornada por disputar, garantiram já o apuramento para os 1/16 Final da prova as equipas do Inter, Rubin Kazan, Lyon, B. Leverkusen, Metalist Kharkiv e Hannover (todas estas, já desde a ronda anterior), Anzhi Makhachkala, At. Madrid, Viktoria Plzen, Fenerbahce, B. Monchengladbach, Bordeaux, Newcastle, Dnipro, Napoli, Genk, Sparta Praha, Lazio e Levante.
Subsistem apenas cinco vagas por atribuir, a disputar entre: Liverpool, Young Boys ou Udinese; Steaua ou Stuttgart ou Kobenhavn (a apurar duas equipas); Basel ou Videoton; Tottenham ou Panathinaikos.
Em relação às equipas portuguesas, com campanhas decepcionantes – principalmente o Sporting, um pouco menos o Marítimo, com um grupo de maior dificuldade, tendo a Académica (no seu regresso às provas europeias, 41 anos depois da última participação) acabado por “cumprir”, obtendo um honroso triunfo sobre o At. Madrid, e empatando os outros dois jogos em Coimbra – estão, desde já, as três, eliminadas.
Grupo B
Académica -Viktoria Plzen – 1-1
At. Madrid – Happoel Tel-Aviv – 1-0
1º At. Madrid, 12; 2º Viktoria Plzen, 10; 3º Académica, 5; 4º Happoel Tel-Aviv, 1
Grupo D
Brugge – Bordeaux – 1-2
Newcastle – Marítimo – 1-1
1º Bordeaux, 10; 2º Newcastle, 9; 3º Brugge, 4; 4º Marítimo, 3
Grupo G
Basel – Sporting – 3-0
Videoton – Genk – 0-1
1º Genk, 11; 2º Basel, 8; 3º Videoton, 6; 4º Sporting, 2
O meu avô
O meu avô foi a pessoa mais tenaz, mais persistente, mais dedicada à causa do trabalho (trabalho árduo, duro, de “sol a sol”, no campo) que conheci na vida.
Quando penso quanto nos queixamos das dificuldades no trabalho, da pressão, do stress (e de até que ponto isso nos pode fazer mal), não posso deixar de recordar as agruras da sua vida (as maiores das quais decerto não conheci!), o quão pouco aproveitou da vida, cuja maior realização e orgulho foram as filhas e os netos (eu, o mais velho, era o preferido, mas, pelo menos, conseguiu satisfazer a “ambição” de rever o neto que, vivendo “tão longe”, em França, há mais tempo não via); infelizmente, não conseguiu resistir o tempo necessário para conhecer a bisneta, nascida pouco mais de um mês depois de ter partido.
Uma força de vontade imensa, um espírito de antes quebrar que torcer, não medindo nunca esforços nem sacrifícios, continuando activo, trabalhando nas suas terras, por orgulho próprio, até para além dos 90 anos!…
Nasceu, faz hoje 100 anos.



