O mérito do Governo
A República Portuguesa conseguiu ontem regressar aos mercados com a emissão de obrigações a 5 anos, tendo colocado 2,5 mil milhões de dívida pública a uma taxa de 4,891%, emissão subscrita em 93% por investidores estrangeiros.
Para além do mais, nesta operação, o Governo teve sobretudo o mérito de aproveitar o timing mais apropriado e de ter conseguido preparar esta emissão de forma a garantir que a mesma tivesse êxito, nomeadamente por via do apoio de um sindicato bancário, constituído por instituições internacionais de nomeada, como o Barclays Bank, Deutsche Bank e o Morgan Stanley, para além do Banco Espírito Santo.
Atendendo à lógica de funcionamento dos mercados, integrando uma forte componente de racionalidade, mas, também, necessariamente, uma importante componente menos racional, esta foi uma operação muito positiva, a qual se poderá traduzir num passo crucial no caminho para o restabelecimento da confiança por parte “dos mercados”.
Mas não nos iludamos: sem o atenuar da instabilidade conjuntural a nível da “Zona Euro”, e as garantias decorrentes do suporte do Banco Central Europeu, em defesa da moeda da União – e independentemente dos esforços que todos vimos fazendo -, tal não teria sido de todo possível.
Discurso de tomada de posse de Barack Obama

(clicar na imagem para ver e ler o discurso de tomada de posse de Barack Obama como Presidente dos EUA – transcrição via The New York Times)
O pulsar do campeonato – 17ª jornada

(“O Templário”, 17.01.2013)
Está dado o mote para a parte restante desta primeira fase da Divisão Principal do Campeonato Distrital: até final, as equipas teoricamente menos apetrechadas tenderão a “agigantar-se”, por via de uma aplicação e entrega suplementares, sendo previsível que os favoritos virão a encontrar dificuldades acrescidas para levar de vencida os desafios.
Na ronda 17 da competição, assim se consumou a quebra da série vitoriosa – oito triunfos consecutivos – do At. Ouriense, sofrendo pesado desaire em Fazendas de Almeirim, ante o Fazendense, perdendo por 2-5. Ao mesmo tempo que Pontével, recebendo e vencendo o Benavente (2-0), e Glória do Ribatejo, triunfando frente ao Moçarriense (2-1), colocaram termo a séries negativas, respectivamente de quatro e cinco derrotas consecutivas.
Por seu lado, as vitórias caseiras de Riachense (ante o Mação, por 3-1) e do Amiense (frente à U. Abrantina, pela apertada margem de 3-2) – associadas ao resultado obtido pela equipa de Ourém –, proporcionaram um reagrupamento na frente, com um quarteto a manter intactas as aspirações para a fase decisiva da prova.
Efectivamente, o At. Ouriense, mantendo a liderança isolada, tem agora a perseguição do par formado por Riachense e Mação, ambos a apenas dois pontos, posicionando-se o Amiense a seis pontos (que, conforme sabemos, e aqui tenho vindo a aludir, se reduzirão a metade, na perspectiva da disputa da segunda fase).
A turma do Fazendense caminha, para já, para uma tranquila segunda metade da prova, atenta a significativa diferença que mantém para o líder (não obstante reduzida para 11 pontos nesta jornada), dispondo, por outro lado, de uma já interessante margem de segurança (seis pontos) face ao 7.º classificado, isto quando faltam disputar cinco rondas até ao termo desta primeira fase.
Deixámos para o final o importante triunfo do União de Tomar em Coruche, graças a um tento solitário, que foi o bastante para vincar a diferença – elevando para cinco jogos consecutivos a série de bons resultados da formação unionista; e, curiosamente, também para cinco o número de desaires averbados pelo Coruchense em seis jogos realizados na segunda volta –, numa partida em que o principal adversário foi o forte vento que se fez sentir, com ambas as equipas a experimentarem significativas dificuldades em conseguir sair do seu meio-campo, no período em que jogaram contra tal elemento da natureza.
Para além do quarteto da frente – e do Fazendense, que parece destinado a uma posição intermédia, numa corrida tão tranquila quanto mais ou menos “solitária” –, tendem a formar-se agora dois outros grupos em termos de posicionamento na tabela classificativa:
- Um primeiro, com as equipas classificadas entre o 6.º e o 9.º lugar, na disputa da que poderá ser a última vaga de acesso ao lote dos seis primeiros, com seis pontos a separar agora U. Abrantina e Pontével, mas, sobretudo, com Benavente (não obstante a tendência de queda, somando apenas uma vitória e um empate na segunda volta) e U. Tomar, respectivamente a três e a quatro pontos da turma abrantina, a pretenderem ter ainda uma palavra de relevo na luta pela conquista dessa derradeira oportunidade;
- O outro, formado pelas três equipas que ocupam presentemente os indesejados postos de eventual despromoção, Glória do Ribatejo, Coruchense e Moçarriense, intervalados entre si por apenas um ponto, mas com o 10.º classificado já a 5 pontos do Pontével.
Estando este trio desde já “condenado” a disputar, na segunda fase, a série da manutenção, não deixarão as equipas naturalmente de porfiar por somar o maior número de pontos possível, em ordem a tentar chegar-se ao grupo que o precede na classificação.
E embora o calendário da 18.ª jornada não se lhes perspective favorável, com a formação da Glória do Ribatejo a visitar Benavente, o Coruchense a receber o Fazendense e o Moçarriense a ser anfitrião do candidato Riachense (procurando contestar a pesada goleada sofrida na primeira volta), a surpresa pode estar à espreita em qualquer destes campos, com as equipas pior posicionadas certamente a apelarem a uma postura aguerrida perante os opositores, em teoria mais credenciados.
No jogo grande da próxima ronda, é agora a vez de o líder At. Ouriense se poder ver colocado em causa, deslocando-se ao terreno de um dos directos perseguidores, Mação, que ambicionará destronar o adversário da posição que actualmente ocupa.
Por fim, dois jogos que poderão revelar-se de crucial importância para o futuro do União de Tomar neste campeonato: com a formação da U. Abrantina a receber o Pontével (uma vitória da equipa da casa afastará definitivamente os forasteiros de eventuais aspirações que ainda acalentem de poder chegar ao grupo dos seis primeiros, ao mesmo tempo que complicaria também sobremaneira a tarefa dos tomarenses); enquanto o União se defronta também com a visita, que se antecipa de elevado grau de dificuldade, do grupo de Amiais de Baixo, que não pretenderá ver alargada a diferença para o trio da frente. Aguardemos por uma boa resposta unionista às contrariedades, perante mais um aliciante desafio à continuidade da série positiva que tem em curso e que se deseja possa ser prolongada.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Janeiro de 2013)
A confissão de Lance Armstrong
«Tomou substâncias proibidas para melhorar o seu rendimento desportivo? Uma dessas substâncias proibidas era a EPO? Recorreu a transfusões sanguíneas para melhorar o seu rendimento desportivo? Utilizou outras substâncias proibidas como a testosterona, cortizona ou hormonas de crescimento? Nas sete vezes em que venceu a Volta à França utilizou substâncias dopantes? A todas estas perguntas, Lance Armstrong respondeu “sim” na entrevista que concedeu em Austin, Texas, a Oprah Winfrey, e transmitida nesta sexta-feira em horário nobre da televisão nos Estados Unidos.»
(Público)
Mais aqui:
- For Armstrong, a Confession Without Explanation (NYT)
- Dispassionate End to a Crumbled American Romance (NYT)
Sem pretender, de todo, branquear o comportamento de Lance Armstrong – perante quem, não obstante nunca ter sido o meu “favorito”, me curvava e aplaudia as suas extraordinárias façanhas, pelo que muito me decepciona esta confirmação da verdade, ou antes, da grande mentira que foi a sua mítica história de vida -, tenho de reconhecer que esta foi uma atitude de grande coragem (depois de anos e anos de negação), e, infelizmente, confirmar também que Armstrong fazia parte de um sistema alargado, porventura generalizado (conforme refere nesta entrevista, «não inventei o doping, mas também não fiz nada para acabar com ele»…), que, inapelavelmente, lança a suspeita sobre todos os restantes vencedores do “Tour de France”, pelo menos nos últimos trinta anos.
Recupero, a propósito, alguns artigos que aqui fui publicando, relacionados com o tema:
«O Estado social»
Encerra hoje, em Lisboa, uma conferência sobre a reforma do Estado. Já se sabe o que em português corrente isso significa: trata-se de perguntar onde é que o nosso débil “Estado social” pode ser (ainda mais) sangrado para se atingir o desiderato de reduzir quatro mil milhões de euros na despesa.
A hostilidade deste Governo contra as políticas públicas de proteção social assenta em duas premissas ideológicas, totalmente erradas.
A primeira consiste em acreditar que o Estado social nasceu de uma posição política de esquerda. A segunda assenta na ideia de que só em períodos de crescimento se poderá consentir no “luxo” de políticas sociais.
A história – essa dimensão do conhecimento esquecida por quem hoje manda na Europa – ensina-nos o contrário.
O Estado social moderno nasceu com o chanceler Bismarck, numa Alemanha recentemente unificada. Bismarck era profundamente hostil a tudo o que cheirasse a “socialismo”, mas integrou a classe operária alemã no contrato social através da Lei dos Seguros de Saúde (1883), da Lei do Seguro de Acidentes de Trabalho (1884), da Lei do Seguro de Velhice e Invalidez (1889).
A segunda premissa também está errada. O impulso para o Estado social foi dado no meio das ruínas da Grande Depressão dos anos 30, com altos níveis de desemprego e a queda brutal do PIB. Foi em 1933 que Salazar lançou o Estatuto do Trabalho Nacional. Foi em 1935 que Roosevelt fez aprovar o Social Security Act. Foi em 1936 que, na França governada por Léon Blum, os trabalhadores tiveram férias pagas e na Suécia se efetuou o grande acordo entre patronato e sindicatos que ainda hoje explica como esse país se tornou um farol de civilização. Mas numa conferência inaugurada por Carlos Moedas seria demasiado pedir que os factos contassem para alguma coisa.
Periodismo en #Tiemporeal
O site ClasesdePeriodismo.com disponibiliza o download de publicação (ebook) denominada “Periodismo en #TiempoReal“, com o seguinte índice:
– Periodismo y en tiempo real
ESTHER VARGAS
– 10 cosas que pasarán en 2013: #2013Trends
JOSÉ LUIS ORIHUELA
– Cosas que un Community Manager debe saber
KAREN DE LA HOZ
– Entre streamings y tuits: luces y sombras del periodismo en tiempo real
ALEJANDRO ROST
– Instagram y la fotografía para todos
HUGO PASSARELLO
– Periodismo con smartphone
CARLOS E. GARCÍA
– Un blog literario en tiempos de la civilización del espectáculo
JAIME CABRERA
– El lenguaje digital y el corrector 2.0
ÚRSULA VELEZMORO
– ¿Qué proyectos editoriales tienen los extraterrestres?
MARCO AVILÉS
– Cambio de chip en El Salvador
BLANCA ABARCA
– El reto periodístico de las redes sociales: Social Media Press Challenge 2012
KYRA HAMANN
– Dar la cara: ¿La evolución de la petición online?
CRISTIAN CAMBRONERO
– Nuevos medios y el proceso electoral
ERNESTO AROCHE
– Periodismo en tiempo real: periodismo real
ÉLMER MENJÍVAR
– Redacciones: Cuando el capo toca la puerta
DARÍO DÁVILA
– De la Mac 95 al Mapeo, los datos y visualizaciones
CLAUDIA MÉNDEZ
– Lo que aprendimos en un año de Social Media en El Tiempo
RENATA CABRALES
– Esto es para ya. El periodismo ante el reto del tiempo real
LUIS CARLOS DÍAZ
– Periodismo para sobrevivir en España
MARIO TASCÓN
– No le tengas miedo al “mostrito”
MILAGROS SALAZAR
– Nunca es tarde para reciclarnos como periodistas
ELENA MIRANDA
– “Creamos Storify pensando en el futuro del periodismo”
SOFÍA PICHIHUA
O pulsar do campeonato – 16ª jornada

(“O Templário”, 10.01.2013)
Na retoma do campeonato, após ligeira pausa, com a disputa da primeira jornada do novo ano de 2013, realce para a vitória do At. Ouriense frente ao Riachense (3-2), assim afirmando de forma inequívoca a sua candidatura ao título, que vem consolidando com uma impressionante série de oito triunfos consecutivos (o último desaire data já do mês de Outubro, na Moçarria, onde perdeu por 2-4). A turma de Ourém passou consequentemente a dispor de uma vantagem de três pontos sobre o Mação (vencedor tranquilo, ante o Glória do Ribatejo), com a formação de Riachos a atrasar-se, posicionando-se agora a cinco pontos do líder.
Quem não abdica de continuar a lutar por subir na tabela é a equipa do Amiense, com um bom triunfo em Benavente, consolidando, para já, o 4.º lugar na tabela, a nove pontos do comandante, sem perder de vista maiores aspirações, tendo presente a divisão por dois dos pontos a transitar para a segunda fase da competição. Com uma estranha prestação nos jogos em casa, em que, em oito partidas, ainda não conseguiu vencer – registando seis empates e duas derrotas –, a equipa benaventense atrasou-se na luta pelos seis primeiros lugares, estando agora a quatro pontos dessa posição objectivo.
Tal como no início da prova, a U. Abrantina consegue um bom recomeço, nesta segunda volta, com três vitórias nos últimos quatro jogos, desta feita por margem categórica, goleando o Coruchense por 5-0, repartindo assim a 5.ª posição com o Fazendense, que não foi além do nulo em Tomar. Isto não obstante o grupo de Fazendas de Almeirim ter beneficiado de superioridade numérica durante larga fase da partida, por expulsão do guardião unionista, lance na sequência do qual, na conversão da correspondente grande penalidade, desperdiçaria também soberana ocasião de golo.
Por seu lado, o U. Tomar regista assim uma série de quatro encontros com resultados positivos, que lhe têm permitido uma recuperação na pauta classificativa, mantendo, nesta ronda, o 8.º lugar, mas distanciando-se dos mais directos perseguidores. Se, com o triunfo obtido pelos abrantinos nesta jornada, a possibilidade da turma nabantina de alcançar ainda um lugar nos seis primeiros pouco mais parece que uma miragem, dado que apresenta atraso de sete pontos – não obstante poder ainda ambicionar somar bastantes pontos nas seis jornadas em falta –, dilatou para cinco pontos a vantagem sobre o Coruchense, próximo adversário dos tomarenses, e que totaliza apenas três pontos na segunda volta.
Por fim, o Moçarriense, vencendo o Pontével (2-1) pode ter ganho novo fôlego para a recta final do campeonato. Para já, passou a indesejável posição de “lanterna vermelha” ao Glória do Ribatejo – que conta por derrotas os cinco jogos disputados na segunda volta –, ao mesmo tempo que contribui para o agudizar da crise da equipa pontevelense, que somou a quarta derrota consecutiva, assim vendo reduzida para três pontos a sua vantagem sobre a “linha de água”, actualmente traçada pelo Coruchense.
Na próxima jornada, 17.ª, o Riachense, a atravessar fase menos afirmativa – após a eliminação da Taça Ribatejo e o desaire sofrido em Ourém – tem nova prova de fogo, recebendo o Mação. Tal como o At. Ouriense, com uma arriscada deslocação a Fazendas de Almeirim, equipa que necessita continuar a pontuar, para defender a sua posição no grupo dos seis primeiros, perante a eventual ameaça do Benavente.
Numa fase em que se começam a aproximar as grandes decisões, a equipa benaventense tem, por seu lado, também um desafio difícil, em deslocação a Pontével, em que importa pontuar, para manter acesa a esperança de poder chegar ainda à parte de cima da pauta classificativa.
No Amiense – U. Abrantina, o favoritismo terá de ser concedido à equipa de Amiais de Baixo, que, em ordem a manter as tais aspirações, dispõe de muito escassa margem de erro, necessitando continuar a vencer de forma consistente.
As equipas do Glória do Ribatejo e do Moçarriense, ocupando as duas últimas posições da classificação, têm também um jogo que começa a assumir cariz algo determinante, visando evitar o ampliar do atraso que registam já nesta altura.
Finalmente, o União de Tomar, visitando Coruche, em partida em que não poderão ser esperadas facilidades, poderá não obstante ter ensejo para rectificar o mau resultado averbado na primeira volta, em casa, se conseguir potenciar a motivação decorrente da actual boa série de resultados, em contraponto à pesada derrota sofrida pelo adversário na última jornada.
Numa antevisão da carreira unionista até final desta primeira fase, nos seis jogos a realizar, o União defrontará três das quatro equipas que se posicionam abaixo de si na tabela (Pontével, Coruchense e Glória), boas ocasiões para somar pontos, que não deverá desperdiçar – a par de outros jogos em casa, com Amiense e com o actual líder At. Ouriense, em que a obtenção de resultados positivos é uma possibilidade sempre em aberto, como já foi cabalmente demonstrado ao longo desta temporada.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Janeiro de 2013)
«O Relatório do FMI, 2»
1. Se o governo for comandado por agentes racionais e não puramente ideológicos, aquilo que haja de discussão séria sobre o relatório ajudará a expurgar os erros e as soluções tecnicamente inadequadas que uma coisa destas inevitalmente terá (e parece que tem alguns), permitindo que se tomem melhores decisões. Com isto não quero dizer que o governo seja comandado por pessoas racionais ou que a discussão possa ser séria, mas acho que não se deve excluir completamente a hipótese.
2. Independentemente do ponto 1, o FMI cumpre aqui a função de batedor. Faz barulho, levanta a caça, não paga preços eleitorais e ajuda a gerar informação preciosa para o governo sobre que medidas deverão ser, à partida, completamente inaceitáveis e inaplicáveis do ponto de vista político. Como o governo não está em rigor obrigado a tomar essas medidas e como quem fica com a responsabilidade das ideias mais politicamente mirabolantes é o FMI, esta é a maneira certa de levantar a caça. Murmurar frases mutuamente contraditórias sobre o financiamento do ensino obrigatório em entrevistas televisivas e nos dias seguintes é a maneira errada.
3. Finalmente, este relatório e a discussão que está a ocorrer deixa o país a marinar num conjunto de hipóteses aterrorizadoras de corte de despesa que o governo se encarregará de rejeitar ou mitigar quando chegar a altura certa. “Afinal”, dir-se-á, não foi tão mau como se pensava. As piores expectativas não serão cumpridas. Vai-se cortar, vai doer, mas claro que não se vai cortar 4.000 milhões. Mas como os credores já explicaram, o que conta não é tanto a meta mas sim a direcção da corrida, e os esforços do país serão elogiados, e Portugal não é a Grécia, e enfim, mais 1% menos 1%, estabilizadores e multiplicadores e tal.
«Se os portugueses tivessem um governo próprio»
Se tivéssemos um governo próprio, eis o que ele diria à troika da próxima vez que nos visitasse:
“Meus senhores, escutámos nas últimas semanas declarações altamente relevantes de, por um lado, Christine Lagarde (Presidente do FMI) e Olivier Blanchard (economista principal do FMI), por outro, Durão Barroso (Presidente da Comissão Europeia), Claude Juncker (Presidente do Ecofin) e Martin Schulz (Presidente do Parlamento Europeu).
“Todas estas individualidades – de quem decerto já terão ouvido falar – convergem de modo inequívoco na conclusão de que as políticas de austeridade que têm vindo a ser aplicadas na Europa em geral e em Portugal em particular são erradas, destrutivas e contrárias aos propósitos declarados de controlar os défices públicos, conter o crescimento das dívidas soberanas, promover o crescimento e gerar emprego.
(João Pinto e Castro, no Jugular – ver artigo completo)




